Duas semanas após a marcação da vacinação fui vacinado no último domingo. A marcação estava para as 10h48 e cheguei 10 minutos antes como era recomendado pelas autoridades. Quando cheguei ao pavilhão de Alcabideche dou de caras com uma fila enorme, ao que percebi que não devia ter dado ouvidos às recomendações e deveria ter chegado bem mais cedo. Após 1h45m de espera lá fui vacinado com a vacina da Pfizer, e ainda mais 30 minutos de espera para ver se teria reacções à vacina, ou seja mais de 2 horas para ser vacinado, com cerca de 1h30m ao sol e em pé. Claro que sou uma pessoa saudável e ainda numa faixa etária intermédia, mas se fossem pessoas mais velhas imagino quantas não iriam tombar com aquele tempo todo ao sol. Devo referir que tudo até estava a funcionar bastante eficientemente, o registo de entrada e a própria vacinação era algo mesmo muito rápido. Estou a falar que de certeza cada vacina demorava menos de 2 minutos desde o momento de entrada no gabinete até à saída do gabinete. Então se estava tudo a funcionar de maneira eficiente qual era o problema? A minha única explicação é que houve um agendamento mesmo muito superior ao da capacidade de vacinação, se havia 5 gabinetes e cada vacina demorava 2 minutos eu tenho a certeza que para uma determinada hora estavam agendada pelo menos o dobro das pessoas ao invés das 5 que seria uma por gabinete. Claro que há faltas, mas então marcavam 6 pessoas para cada hora e mesmo assim iriam-se formar filas, ou seja em vez de marcarem 150 por cada hora, marcavam 180 pessoas. Um perfeito caus totalmente evitável.
terça-feira, julho 06, 2021
terça-feira, junho 15, 2021
Fui atropelado
Tudo começou com um conjunto de más decisões. Ao final da tarde decidi ir andar de bicicleta para mais um treino, quando pego na bicicleta noto que o pneu da frente estava furado e que a própria camara de ar estava à vista. Bem, mudar o pneu, perder mais tempo e quando acabo já são quase 19h. Eu ando sempre de luvas, a última vez que não usei luvas foi...da última vez que tinha caído de bicicleta, mas esqueci-me das luvas em casa e como já era tarde não me apeteceu voltar a subir para apanhar as luvas, e como ia ser uma voltinha rápida deixei passar. Mais uma vez por ser tarde, mais uma má decisão, ir até o Cais do Sodré e voltar, como o trânsito aquela hora já seria reduzido.
Fui até o Cais do Sodré, tudo estava a correr bem, sentia-me bem, estava a andar a um ritmo razoável. Quando voltei em direcção a Cascais o sol estava a baixar e por isso liguei as luzes da bicicleta. Ao chegar a Algés parei nos semáforos, quando volto a arrancar ponho-me de pé para voltar a ganhar velocidade, sento-me, coloco os braços nos extensores, e devia ir a volta dos 30km/h quando sinto uma forte pancada por trás. Num primeiro momento tento equilibrar-me, mas com os braços nos extensores mais difícil era de o fazer, a bicicleta sai cuspida pelo lado direito do carro, eu vou ao chão, enrolo-me até que finalmente paro praí 10 metros à frente da bicicleta.
Fiquei logo sentado, a tentar sentir o corpo, a ver se sentia algo de grave, mas naquele estado ainda aturdido pareceu-me só ardor das queimadelas do alcatrão. O rapaz que vinha atrás parou logo e veio ter comigo, o outro rapaz que me atropelou parou logo a frente e também veio ver como eu estava, ele vinha a tremer por todos os lados, claramente mais transtornado que eu, que ainda estava a tentar perceber em que planeta estava. O rapaz que me atropelou disse que nem sequer me viu pois estava encadeado pelo sol, que só se apercebeu na altura do impacto, e realmente eu não ouvi nenhuma travagem. Os 2 ajudaram-me a levantar, perguntaram se era preciso ambulância se queria que me levassem a algum lado. A minha preocupação foi levantar-me e tentar perceber se tinha algo impeditivo de continuar, eu estava nas condições mínimas. Peguei na bicicleta e na altura pareceu-me que as 2 rodas estava empenadas mas que talvez desse para chegar a casa.
O rapaz que me auxiliou a levantar perguntou se já podia ir andando, ao que respondi que sim, mas na altura nem me lembrei de pedir o contacto para se fosse preciso ter uma testemunha. O rapaz que me atropelou deu-me o contacto, mas nem fiquei com a matrícula do carro, que estupidez na altura não estava mesmo a pensar em nada a não ser chegar a casa e limpar as feridas. Comecei a tentar pedalar e a roda estava a roçar imenso ao ponto de cheirar a borracha queimada. Nisto ainda houve outro ciclista que parou e até simpaticamente se ofereceu para me ir por a casa, acabei por recusar pois tinha telefonado para me irem buscar. Afinal a roda não estava só empenada, o eixo da roda de trás tinha partido junto ao saque-rápido e era impossível seguir de bicicleta até casa. Agora vou ter uma paragem forçada e esperar que a recuperação seja rápida.
domingo, junho 13, 2021
Francisco com varicela
O Francisco já podia ter apanhado varicela quando os primos tiveram, mas quis guardar isso para quando tivéssemos de férias, timing quase perfeito, vá lá que já foi nos últimos dias de campismo. Numa quinta-feira ao final do dia, quando lhe estava a dar banho, reparei em meia dúzia de bolhinhas/borbulhas, mas não me preocupei muito, estávamos a fazer campismo e podia ser a picada de algum insecto. Na sexta-feira de manhã reparei que a quantidade de borbulhas tinha aumentado, comecei ai a ficar preocupado e fui a farmácia. O farmacêutico perguntou se ele tinha febre ou comichão, e como ele não tinha nada disso comprei só uma pomada, que por acaso foi a que a médica lhe receitou uns dias depois. Mas o farmacêutico disso para monitorizar e estar alerta, que se piorasse teria de ir a um centro de saúde com ele. Ao final do dia, e apesar de não ter sintomas mais graves, a quantidade de borbulhas continuava a aumentar e suspeitámos logo que era varicela pelo aspecto. Ficou então decidido que voltaríamos para casa no dia seguinte em vez de no domingo.
Como era sábado não conseguimos ter consulta com a pediatra, mas pelas fotos trocadas por mensagens a suspeita dela também era varicela. Por isso começamos logo o tratamento como se fosse varicela, também não há muito a fazer, proteger do sol e passar pomada e banhos regulares. Não quisemos ir ao hospital, não achámos um caso assim tão urgente e não o quisemos sujeitar a ambiente hospitalar com a possibilidade de apanhar algo mais grave, pois a varicela com certeza coloca as defesas mais em baixo. Na segunda-feira lá fomos à pediatra, onde se confirmou o prognóstico inicial, e que já estávamos a meio dos dias até passar o vírus. Até agora não sei onde ele apanhou o vírus, pois aparentemente foi a única criança do grupo a ficar infectado. Está neste momento com algumas cicatrizes em fase final e esperemos não ficar com marcas. Tirando 1-2 dias onde teve comichões e uma ligeira febre foi até uma doença que passou bastante tranquilamente.
Campismo Vila Nova de Mil Fontes
Ao cabo de 17 anos voltei ao "local do crime" original, voltei ao parque de campismo onde pela primeira vez experimentei fazer campismo. Já foram há tantos anos que nessa altura ainda nem este blog existia, as máquinas fotográficas digitais eram pré-históricas, por isso poucas fotos decentes tenho dessas férias. A melhor recordação que tenho dessas férias, e é estranho as coisas que nos marcam, é estar a fazer uma grande sardinhada (aprendi a gostar de sardinhas nessas férias e agora sou um ávido apreciador), desatar a chover, agarrarmos no fogareiro e irmos para baixo do alpendre da entrada da casa de banho que era o único sítio abrigado da chuva.
O parque de campismo de Vila Nova de Mil Fontes continua o mesmo, parece parado no tempo, tudo me pareceu familiar, até as irritantes rolas a fazer uma barulheira logo de manhã a acordar-me. Neste campismo tive uma estreia, a minha nova tenda fresh & black, a melhor coisa que inventaram, consegue-se dormir e descansar muito melhor, o que andei a perder estes anos todos.
Infelizmente apanhámos um bocado de mau tempo, o céu esteve sempre limpo mas o vento não deu tréguas, todos os dias uma ventania desagradável que nos impediu de desfrutar um pouco mais da praia. Acabámos por passar mais tempo no parque infantil o que para os miúdos foi igualmente divertido. Foi espetacular levar a criançada toda, para eles foi magnífico, era como estar na escola mas só com as coisas boas e para os pais acabava por ser um descanso, pois um ou dois pais conseguiam estar de olho nas 6 crianças e o resto dos pais podiam descansar um pouco e também aproveitar as férias. Tenho tido sempre sorte nos grupos com quem acampo, pois apesar de serem experiências diferentes, também em idades muito diferentes ao longo destes 17 anos, têm sido sempre grupos harmoniosos onde reina a boa disposição.
Uma coisa positiva foram as poucas pessoas que estavam tanto no parque de campismo como na vila, muito provavelmente devido ao facto do concelho de Odemira estar com regras de COVID mais restritas, tirando o último fim-de-semana em que lá estive e muito provavelmente por coincidir com uma ponte de feriado o resto dos dias foram um descanso. O Francisco adorou as férias, acho que ele ainda gosta mais de acampar que eu ainda por cima com os amigos dele. Ainda deu para lhe dar a experiência de andar de Kayak algo que nunca tinha feito. Ele teve algum receio quando nos afastámos mais para o meio do rio porque dizia ser muito fundo, mas depois de lhe explicar que tinha o colete e não ia ao fundo mesmo que caísse e que eu estava ali, lá se acalmou. A volta foi pequena, cerca de 30 minutos, pois ele também estava a ficar com frio, como não ia a remar e estava vento começou a sentir algum frio. Para finalizar as férias tivemos de voltar para casa um dia mais cedo, pois o Francisco apanhou varicela, foi um final não esperado, porém dos dias passados foram bons e já começamos a planear o próximo campismo.
terça-feira, maio 25, 2021
Sites de compras pouco credíveis
Já antes da pandemia usava imenso as compras online, e com o facto de ser mais difícil adquirir produtos durante a pandemia ainda mais utilizei este meio. Tenho por norma comprar em 99% dos casos em sites que sei que são credíveis, ou pelo menos que conheço alguém que já tenha feito compras. Raramente arrisco variar e quando o faço tento obter informação e perceber qual o grau de confiança, mas chega ao dia em que falhamos.
O meu pai já há algum tempo que me andava a chatear que queria comprar uma mini motoserra e por acaso recebi um anúncio que basicamente tinha 2 motoserras pelo preço de uma.
quarta-feira, fevereiro 03, 2021
Teletrabalho com crianças
Teletrabalho e crianças são duas coisas que não se conseguem conjugar, mas não é preciso tirar nenhum diploma para constactar isso a milhas de distância. Agora, porquê não se apoiam os pais que estão em teletrabalho e têm de ficar com as crianças em casa, não conseguindo assim estar em teletrabalho? Tenho 3 opções para esta pergunta.
- Porque não se tem a mínima noção que em teletrabalho não se consegue trabalhar (acredito que quem faça as leis tenha esta noção, mas fica aqui só a hipótese).
- Porque quem acha que não é necessário apoios, diz conseguir trabalhar com crianças em casa (já acredito mais nesta, pois estas pessoas efectivamente não trabalham grande coisa e qualquer coisa que possibilite dar a ideia que se trabalha já é válida).
- Porque assim poupam-se uns milhões em apoios (espero que esta seja a resposta correcta por ser a menos má das três).
quinta-feira, janeiro 28, 2021
Dia do meu aniversário
Ora aqui estou eu, este blog, no meio de uma pandemia que dura quase há um ano. Ontem foi o meu dia de aniversário que nem me apeteceu muito comemorar, mas lá vão 15 anos. Este último ano foi o pior que tive em década e meia de existência, pode não ter sido o ano com menos publicações (mas quase), contudo foi o ano menos interessante a nível de conteúdo. Sem eventos, sem acontecimentos, sem grande coisa para assinalar ou recordar, foi quase como um ano perdido desta vida. Espero que este ano ainda traga boas novidades e que possa ser portador de notícias interessantes, veremos, vou pensar positivo.
quinta-feira, dezembro 31, 2020
Retrospectiva 2020
Está na hora da tradicional retrospectiva anual deste blog. Não vou enfiar a cabeça na areia, usar clichês ou fingir que vivo num universo paralelo, este ano tem como evento princial uma impactante pandemia que modificou em quase tudo o nosso estilo de vida. Pouca coisa boa resta deste annus horribilis, esperemos que o próximo ano, que será ainda afectado pela pandemia concerteza, possa contudo também trazer muitas coisa boas. Normalmente noto nas minhas retrospectivas anuais, que o ano vai-se tornando mais interessante, a primeira parte do ano é sempre mais monótona, este ano foi exactamente ao contrário. Sem mais demoras aqui fica a retrospectiva de 2020:
- Num ano marcado por imensas mortes, o ano começou com uma inesperada, a do campeão Paulo "Speedy" Gonçalves. O destino tem destas coisas, no ano em que morre o nosso maior campeão das duas rodas, emerge ao mais alto nível o Miguel Oliveira;
- 1ª participação no troféu de Oeiras, pela equipa AM 18 de Maio (obrigado por me acolherem com tanto carinho). Infelizmente não foram muitas as corridas em que participei porque a COVID não o deixou;
- Record à meia maratona na Meia Maratona de Cascais, por pouco não baixei 1h25m;
- O concerto dos Visions of Atlantis, foi o único este ano;
- Certificação em Scrum Master;
- No último fim-de-semana de vida normal, visita à região de Castelo de Vide;
- E ai veio o COVID e como tinha o Ironman de Cascais no final do ano tive de arranjar estratagemas, novas rotinas para continuar a preparação;
- Infelizmente nesta retrospectiva a morte está demasiado presente. O acontecimento que mais me afectou negativamente este ano foi a morte do meu avô, até um dia destes;
- A seguir ao evento mais negativo, o mais positivo, ou o único verdadeiramente positivo, a compra da minha nova casa;
- Este ano tive só uns dias de férias que aproveitei para conhecer melhor as Aldeias de Xisto;
- O cancelamento do Ironman, depois de tanto esforço aplicado na preparação, ficará para 2021, dificilmente com uma tão boa forma física;
- Mais uma das muitas mortes deste ano, talvez o meu actor preferido, o adeus ao Sir Sean Connery;
- O debate sobre a eutanásia que foi silenciado;
- E finalmente para acabar o ano condizentemente o Francisco fracturou o rádio;
quinta-feira, dezembro 24, 2020
Tal pai tal filho
Eu adoro que o meu filho seja parecido comigo, mas há limites e dispenso que ele seja parecido comigo nos meus defeitos. Não precisa de andar sempre a aleijar-se por ser descuidado como eu. Ontem aos pulos no sofá caiu mal sobre o pulso e após muito queixume lá fomos com ele ao hospital, onde o espectável foi confirmado, tinha um fractura do rádio. 3 a 4 semanas com o braço com gesso vai ser difícil dele aguentar. Este sem dúvida vai ser um natal especial.
quarta-feira, dezembro 02, 2020
Fado Metal
Para os que me conhecem, sabem o gosto que tenho por um estilo musical de sonoridades um pouco mais intensas. Já aconteceram diversas conjugações improváveis, uma das mais conhecidas do grande público provavelmente será o fantástico concerto entre os Metallica e a orquestra filarmónica de São Francisco. Há pouco tempo chegou-me aos ouvidos uma parceria improvável entre Metal e o nosso tão amado e também poderoso Fado. O engraçado é que o esta versão da música já foi gravada há 8 anos e só agora passou no meu radar. A música é "Estranha forma de vida" e é interpretada pelos Noidz e a Kátia Guerreiro e resultou em algo absolutamente único e épico. Devo confessar que também não conhecia os Noidz, e não são propriamente uma banda puramente metal, talvez uma banda bastante conhecida com que tenham semelhanças será os Prodigy. No entanto, depois acabei por descobrir uma série de exemplos de fado e guitarra portuguesa conjugada com metal, que acabaram por resultar em músicas fantásticas.













