Gosto muito de participar na corrida do Tejo, que é uma das mais marcantes corridas da zona de Lisboa, é uma corrida logo a seguir às férias, o que não favorece fazer bons resultados, contudo é boa para saber a base em que estamos para a época que vai começar. Tinha combina com o Sebastião fazermos a corrida juntos com um ritmo de 4m30s/km de modo a terminar com o tempo de 45 minutos, parecia-me uma boa meta para início de época.
segunda-feira, março 02, 2026
Troféu de Oeiras - Ribeira da Lage
Esta etapa do troféu de Oeiras traz-me boas recordações, pois foi a etapa em que consegui a minha melhor classificação há já 6 anos atrás. Este ano o percurso mudou consideravelmente, sendo igual só o início e o final. Apesar dos dados me dizerem que este percurso tem uma altimetria maior, numa distância inclusivamente um pouco mais pequena que a anterior, tive a sensação que o percurso era mais fácil, porque inicialmente é sempre a subir para depois na segunda parte da prova ser praticamente sempre a descer.
Ao dizer que o percurso me pareceu mais simples, isso não reflete as minhas sensações ou prestação durante a prova. Nas noites anteriores senti dificuldades respiratórias, e logo durante o aquecimento senti-me ofegante e com o coração demasiado acelerado, percebi de imediato que iria ser uma prova para sofrer. Quando terminou a primeira parte da subida que é a parte mais dura, e que coincide com o percurso dos anos anteriores, com pouco mais de 1 quilómetro, percebi que comecei a andar para trás. A inclinação diminuiu, mas o meu ritmo não aumentou, até pelo contrário, e comecei a ser ultrapassado por inúmeros corredores.
Os dois quilómetros seguintes, os quais tinham uma ligeira inclinação, foram um sofrimento, custava-me imenso a respirar e não conseguia manter um ritmo forte. Chegado a meio da prova queria conseguir correr mais, mas o meu corpo não conseguia, apesar de já estar a descer, sentia-me cansado e tinha medo de cair pois não sentia leveza na passada, era tudo feito em esforço. Acabei no 16º lugar do meu escalão, sendo o primeiro da equipa, o que relativamente até é um bom resultado, mas olhando para a média foi somente de 4m24s/km.
quinta-feira, janeiro 15, 2026
Estafeta dos Reis
Já há muitos anos que queria fazer esta estafeta, mas todos os anos esbarrei no problema principal, conseguir arranjar mais 2 corredores para fazermos equipa. E este ano a história repetiu-se, desafiei 2 colegas de trabalho, mas só um conseguia ir. Depois desafiei o grupo com que fui fazer a Maratona de Atenas e eles já tinham uma equipa, e os restantes não conseguiam ir correr. Por isso era mais um ano que não conseguia ir participar na estafeta. Até que ao final da tarde, do dia antes da estafeta, liga-me o Sebastião a dizer que tinham tido uma desistência numa equipa se eu queria ir substituir esse corredor. E assim sem qualquer preparação previa lá fui no dia seguinte para a prova.
Quando lá cheguei falei com o Sebastião, a pensar que quem tinha falhado tinha sido alguém da equipa dele, quando ele me diz que era de outra equipa da qual eu não conhecia nenhum dos corredores. E é quando ele me diz que um dos corredores, o Romário, fazia os 10kms em menos de 35 minutos e o outro, o André, em menos de 33 minutos, mas estava muito constipado. "Ah bom, está constipado, portanto em vez de estar completamente lixado, estou só muito lixado." - foi o que me veio à cabeça, e a minha cara deve ter sido daquele emoji dos olhos esbugalhados 😧😬😶. Já estava a ver o filme, não queria ser um peso morto para a equipa, o meu melhor tempo aos 10kms foi 39 minutos, nos meus tempos áureos.
O primeiro corredor fazia 5kms, o segundo 2,5kms, o terceiro 2,5km e finalmente todos juntos fazíamos mais 2,5kms. A decisão óbvia é o mais forte faz o primeiro percurso, o mais fraco o segundo percurso, e o intermédio o último pois acaba por fazer 5kms seguidos. Por isso a ordem seria Romário, que estava em forma, aqui o desgraçado e depois o André que estava constipado.
Lá começou a corrida com 190 equipas, e o Romário dispara no pelotão da frente, até que a coisa começa a ficar organizada, com um atleta destacado na frente, um duo a seguir e depois mais um grupo de 4 atletas onde estava o Romário. O Romário iria fazer duas voltas ao percurso, então quando ele estava a meio da segunda volta dirijo-me para a partida e começo a ver os primeiros a chegar até que o speaker diz que o número da minha equipa está a aproximar-se. Não tenho a certeza, mas creio que o Romário entrega-me a transição em 6 lugar, olha a responsabilidade, estava ali no grupo da frente.
Começo a correr e sem poupar nada pois a corrida era curta e tinha uma equipa a depender de mim. Quando até estava a encurtar a distância para o atleta da frente, estava a correr a 3m15s/km, passa outro corredor por mim que me fez sentir como se eu estivesse parado, nem reação para o seguir, e logo a seguir mais um ao mesmo ritmo. O que era aquilo? Eu sou amador mas eles pareciam atletas olímpicos.
Por volta de 1km de prova sou ultrapassado por outro atleta, este ainda consegui ir um pouco atrás dele, o que me ajudou a encurtar ainda mais o espaço para aquele corredor inicial. Depois da subida mais íngreme do percurso não consegui seguir mais com ele, por isso tive de conseguir gerir o ritmo por mim próprio, não podia abrandar mas depois ainda tinha de fazer outra volta, por isso tinha de ficar com algum 'combustível no tanque'. Mesmo assim fiquei contente com o meu tempo pessoal 9m57s, foi um belo ritmo para mim, mas claramente não era por mim que estávamos naquela boa posição, o Romário tinha feito 8m54s na primeira volta e 9m36s na segunda volta.
Aproveito aqueles minutos que me pareceram ser muito breves para recuperar o folgo, sabia que o André apesar de muito constipado era alguém com 33 minutos aos 10kms, por isso não iria demorar muito tempo. O André chegou na 7ª posição com o tempo de 9m51s, era altura de irmos todos juntos. Começamos os 3 a correr e passado 1 minuto eu já estava desconfortável atrás deles, como estávamos com outra equipa em vista e estávamos a aproximar-nos eles estavam a apertar o ritmo. Tive de lhes pedir para baixar um pouco o ritmo que eu não estava a aguentar, e um dos elementos da equipa da frente parecia estar a fraquejar, acelerávamos depois na subida que para mim era onde me sentia mais confortável.
Eles lá reduziram, pouco, e eu quase a morrer atrás deles, se me metessem a mão na boca eu explodia, se apanhasse uma pedra mais saliente eu ia tropeçar. E eles a falarem à minha frente como se estivessem a passear. A equipa da frente distanciou-se um pouco e mesmo com a subida não encurtámos o espaço, totalmente culpa minha, tenho a certeza que se fossem só eles os dois que os conseguiam ir apanhar.
Acabámos na 7ª posição da geral, com um tempo na última volta de 10m06s e um total de 47m24s, mantendo a mesma posição com que começámos a última volta. O melhor veio depois, soubemos que tínhamos ganho o nosso escalão, o escalão dos velhos, todas as equipas à nossa frente eram miúdos. Este pódio teve um sabor agridoce, obviamente que adorei voltar a subir ao pódio, mas sendo honesto comigo próprio este pódio deveu-se aos meus colegas de equipa, se todos tivessem o meu nível era provável que conseguíssemos o 3º lugar do pódio, mas nunca o primeiro. Obrigado Romário e André.
quarta-feira, janeiro 14, 2026
São Silvestre Amadora
Mais um final de ano a correr a São Silvestre da Amadora, a bela tradição mantem-se para meu gosto. Agora além da companhia do Pre e da Cláudia, a minha mulher passou a ser companhia habitual, mesmo no ano que estava grávida de 7 meses ela juntou-se à minha tradição de final de ano.
Indo para a corrida este ano acreditava que conseguiria fazer algo entre 42-43min, apesar de não estar no meu topo, já me começo a aproximar e a conseguir estar mais consistente. Este ano juntei-me com o Sebastião na partida, ele está a correr muito bem e por isso queria aproveitar a 'boleia' dele na prova. Sabia que enquanto houvessem subidas eu estava bem, porque é onde me sinto melhor, por isso o meu objetivo era conseguir ir com ele até ao final da subida dos comandos.
A prova começa e eu deixo o Sebastião ir à frente, este ano estava mais confusão do que o habitual, fui seguindo o ritmo dele e por volta dos 700 metros de prova passei para a frente, era a subir e era melhor ser eu a impor o ritmo. Até ao final da subida aos 2,3kms até me distanciei sem querer, mas o Sebastião rapidamente se juntou a mim na descida e trouxe com ele o João Navarro. Estava na altura de sofre um pouco para o conseguir acompanhar na descida. A custo lá fui junto deles e no falso plano que vai dar à passagem por cima da linha do comboio ainda voltei a puxar. O ritmo estava bom apesar de sentir que estava a forçar um pouco acima do que devia, no entanto provas de 10kms são mesmo para sofrer, por isso era continuar ao ritmo do Sebastião.
Na curta mas íngreme descida depois da linha do comboio o Sebastião afastou-se uns metros mas ainda o consegui ir buscar no plano. Aos 5kms de prova ainda estávamos juntos, com um tempo de 21m18s, mas nos 500 metros seguintes naquela ligeira descida perdi uns 20 metros para ele. Na subida dos comandos voltei a conseguir apanhá-lo e passei-o. Logo a seguir ao final da subida ele encostou a mim e deu-me umas palavras de força, no entanto eu estava no meu limite, e disse-lhe para seguir que dali até ao final ainda ia perder 1 minuto para ele.
Serrar os dentes e sofrer até ao final, tentei ir num grupo na fase em que começou a longa descida, que nos leva quase até à meta e consegui quase até ao final da descida ir no grupo de modo a conseguir um ritmo mais elevado. Cortei a meta com 42m24s, com uma segunda parte de prova mais rápida que a primeira, o que é normal pois é menos dura. Perdi para o Sebastião o minuto que lhe tinha dito, mas consegui fazer um tempo dentro daquilo que pretendia, por isso tenho de lhe agradecer a ajuda que me deu.
terça-feira, dezembro 16, 2025
Troféu de Oeiras - Cruz Quebrada
Talvez a prova mais fácil do troféu de Oeiras, apesar de não ter conseguido treinar durante a semana estava com otimista para a prova. O início é a parte mais fácil, ligeiramente a descer e plano, muita gente no primeiro quilómetro a impedir um ritmo maior, no entanto estava bem confortável. Na parte plana da marginal consegui ultrapassar alguns corredores e quando entrei na subida do Jamor estava bem, continuei a ultrapassar e o ritmo não tinha descido muito.
Dar a volta ao parque de estacionamento em plano e a descer, tudo tranquilo, mas quando começo a subir outra vez senti-me sem forças. Aquela ligeira subida deixo-me quase a andar, estávamos com 5km de prova e ainda faltava 1/3 da prova e eu estava sem combustível no tanque. O quilómetro seguinte ainda consegui disfarçar e tentar recuperar porque era maioritariamente a descer, mas a partir dali foi sofrer. Por volta dos 6,5kms passam 2-3 corredores por mim e eu não consegui seguir e fiquei ali no meio de grupos numa posição desconfortável, o foco foi manter a distância para o grupo da frente para ter alguma referência. Descida que dá acesso à reta da meta e ainda acelerei o ritmo, percebi que não vinha ninguém atrás de mim, mas se houvesse alguma quebra à frente tentava aproveitar. Não foi o caso e não consegui ultrapassar mais ninguém, acabei a prova praticamente com o mesmo tempo do ano passado com uma grande diferença, até os 5kms os meus parciais foram sempre melhores, para perder todo o tempo de vantagem nos últimos 2,5kms. Faltou-me um pouco de ritmo e consistência na parte final, mas foi uma boa prova, 23º lugar em 65 corredores.
quinta-feira, dezembro 11, 2025
Grande Prémio de Natal
Nunca tinha feito esta corrida, no entanto o percurso parecia-me idêntico à corrida da Liberdade, por isso teria um percurso relativamente fácil que acabava a descer. O meu objetivo para esta corrida não era pessoal, era ajudar a Liliana a acabar os 10kms abaixo de 1h. Os 2 primeiros quilómetros foram bastante rápidos, bem acima dos 6min/km necessário para fazer a corrida em menos de 1h. Ainda disse à Liliana para não "esticar" muito, mas ela disse que se sentia bem, que estava tranquila. Como era a descer deixei ir aquele ritmo, sempre ganhávamos alguma margem de tempo para as subidas.
E a primeira subida surgiu logo aos 3kms, e era a pior da prova, não muito longa mas dura, e a Liliana começa a andar. Incentivei-a a não parar mas ela andou quase toda a subida, o que levou a que ao final dos 3kms já só tivéssemos 30 segundos de margem, grande parte estava perdida naquela subida.
Até aos 5kms estávamos dentro do tempo, mas a média estava a ser pior dos 6min/km, eu estava a ver toda a margem a ir embora, assim como a energia da Liliana, que não estava a conseguir manter o ritmo. Por volta dos 7kms passa a bandeira dos 6min/km por nós, esforcei-me para que a Liliana não largasse o grupo mas numa das subidas dos túneis ficou irremediavelmente para trás, percebi que a partir dali já não era possível, no entanto, tentei motiva-la ao máximo de modo a perdermos o mínimo possível. Chegámos ao final com o tempo de 1h1m55s, ainda não foi desta, mas eu sei que com treino ela consegue.
quarta-feira, dezembro 10, 2025
Troféu de Oeiras - Milha de Queijas
Primeira prova do troféu de Oeiras é a milha de Queijas e este ano era no dia a seguir à meia maratona dos Descobrimentos. Escusado será dizer que estava moído do dia anterior, mas como era uma milha não havia grande coisa a gerir, era tentar dar o máximo com as dores e bolhas que tinha ganho no dia anterior. Pareceu-me que saí bem, no entanto fui logo passado por um colega de equipa que nem consegui seguir, não queria forçar porque sabia que depois do retorno era ligeiramente a subir e não podia ficar sem combustível. Ainda antes do retorno ultrapassei o meu colega de equipa, mantendo sempre um ritmo constante. Após o retorno foi sofrer um pouco para não quebrar até ao final. Acabei com 5m50s, melhor 6 segundos que o ano passado e ainda por cima a distância este ano era ligeiramente superior. Mesmo desgastado do dia anterior consegui melhor que o ano passado, nada mau.
terça-feira, dezembro 02, 2025
Meia Maratona dos Descobrimentos
Esta era uma prova que me estava entalada, depois dos excelentes tempos nos distantes anos de 2013 e 2015, há dois anos atrás quando fiz a minha última meia maratona o tempo foi miserável e com muitas dificuldades para acabar, tendo inclusivamente andado. Este ano com treino queria vingar-me dessa prova.
Na sexta-feira anterior à prova tive o jantar de empresa e numa conversa descobri que um colega iria também fazer a prova e tinha o mesmo objetivo que eu, terminar abaixo 1h35, ou seja, fazer uma média inferior a 4m30s/km. Combinámos então fazermos a prova juntos para nos entre ajudarmos. A ideia dele seria fazer os 3 primeiros quilómetros a 4m30s e depois baixar para 4m25s. Para mim estava bom, já há 2 anos não fazia uma meia maratona e ser conservador não me pareceu má ideia. Logo no arranque tive de resfriar o meu ímpeto, senão fosse o Danilo a marcar o ritmo eu tinha logo ali pisado o acelerador e não sei que impacto negativo teria mais à frente. A partir dos 3 quilómetros então acelerei um pouco e fui tentando controlar sentia-me bastante bem, mas não queria ter nenhuma quebra.
E assim fomos nós, aquele ritmo certinho. Aos 10kms, pouco depois do Cais do Sodré, estávamos com 44m23s, a margem não era muita, no entanto tínhamos mais de 30 segundos de margem, era só manter o ritmo. Estava a sentir-me mesmo bem, apesar de ter tido um ligeiro episódio de asma nos dias anteriores, a respiração estava controlada, o ritmo cardíaco controlado e sem dores musculares. Estava com aquela sensação que corria facilmente 30kms aquele ritmo, esperava que nenhuma quebra acontecesse entretanto. Fui sempre falando com o Danilo para ir sabendo as sensações dele porque estava a notar algum desconforto na fala ofegante.
Por essa altura sentia-se um pouco de vento de frente e eu avisei-o para se abrigar atrás de outro corredor e poupar energias. Quase a chegar ao retorno aos 12kms, ele perde uns metros para mim, desacelerei um pouco para ele recolar, mas percebi que ele estava a esticar o elástico e podia partir a qualquer momento. Falei com ele mais um pouco para o motivar e ver se ele seguia comigo, enquanto a minha fala continuava confortável, ele já pouco conseguia falar. O vento estava pelas costas e o ritmo tinha aumentado ligeiramente só por esse facto, o esforço continuava a ser o mesmo.
Já depois de termos passado o Terreiro do Paço, e já quase com 15kms de prova ele disse-me para seguir que tinha de abrandar que já não aguentava mais. Nem disse nada para o forçar a seguir-me porque já estava à espera que acontecesse, e para ele era melhor meter o ritmo dele para não perder muito mais tempo até ao final.
Como me estava a sentir bastante bem acelerei só um pouco, menos 5 segundos ao quilómetro, ainda faltavam 6kms para terminar e a ideia era fazer 3 quilómetros aquele ritmo e depois nos últimos 3 quilómetros dependendo no que ainda tivesse acelerava mais. Três quilómetros a 4m20s e estava na altura de queimar tudo até ao fim. Estava por baixo da ponte 25 de Abril e quase já cheirava a meta, meto um ritmo mais forte ali nos 4m10s-4m15s/km e era dar tudo até ao final. Nessa altura passa o Joel por mim e aproveito a boleia e vou com ele. No entanto ele estava a fazer a 4m/km, e eu não estava confortável por isso passado uns 500 metros tive de o deixar ir e tentar recuperar para o ritmo que estava anteriormente. Até ao final foi tentar dar o meu máximo, sabia que claramente iria acabar abaixo de 1h35m, mas queria fazer o melhor possível. No final o tempo oficial de chip foi 1h33m01s, bem abaixo do meu objetivo e como me senti tão bem acredito que se tivesse arriscado um pouco mais no início podia ter-me aproximado de 1h30m. Fica para a próxima...
quinta-feira, outubro 09, 2025
Corrida do Tejo
Este post já vem com algum atraso, mas não tenho andado com muita inspiração ou vontade para a escrita, por isso tenho retardado a escrita deste post.
A corrida do Tejo é uma das corridas que me dá mais prazer fazer, porque foi das primeiras corridas que fiz quando voltei a correr, porque é uma corrida interessante para fazer bons tempos, porque gosto do percurso, etc. A única coisa que não gosto muito é a data da prova, a seguir às férias de Verão, onde normalmente a forma não é a melhor. E este ano aconteceu mesmo isso, três semanas a fazer quase nada a não ser descansar, comer e beber, e depois numa semana tentar recuperar disso para estar pronto para a corrida.
Sabia que não estava na minha melhor forma, contudo o objetivo seria sempre fazer menos de 45 minutos, ou seja, fazer melhor que 4m30s/km. Começa a corrida, e eu como estava nos primeiros blocos de partida, consegui desde o início ter um bom ritmo e estável. Nos dois primeiros quilómetros fiquei bastante surpreendido com o meu ritmo, ali bem perto dos 4min/km e sem grande esforço, não esperava mesmo nada estar a sentir-me tão bem. Subida ao alto da boa viagem e não sendo fácil, o ritmo sendo mais lento devido à inclinação, mesmo assim estava a ultrapassar muita gente e a sentir-me rápido. Quando estou perto do retorno junto à bomba de gasolina começo a ter um grande desconforto intestinal, cólicas e uma vontade de ir rapidamente à casa de banho. Ao virar e começar a descer, na altura que podia acelerar, tive de me conter e tentar controlar o desconforto, para não ter de parar e essencialmente, porque não tinha nenhum lugar para ir à casa de banho.
Fui controlando o desconforto e aos 5 quilómetros estava com o tempo de 21m53s, ainda com uma margem segura para fazer abaixo dos 45min finais, no entanto sabia que os 2 primeiros quilómetro tinham sido muito bons, se continuasse a perder tempo como nos 3 seguintes era difícil acabar abaixo dos 45min. O desconforto intestinal não passava, por isso o objetivo passou a ser fazer 4m30s/km, de modo a não perder mais tempo. Quando aos 8 quilómetros fui apanhado pela bandeira do ritmo 4m30s/km, e passado umas centenas de metros não consigo seguir com a bandeira fiquei preocupado. No entanto, nessa altura eu até estava a correr a 4m20s-4m25s/km, o corredor com a bandeira estava a um ritmo superior ao que devia. Apesar das dores abdominais, tentei acelerar nos últimos 500 metros. O tempo final de 44m04s até foi bastante bom, quase não perdi tempo na segunda parte da corrida apesar de não me sentir bem. A bandeira dos 45min deve ter acabado para aí com 43m30s, quase que me ia enganando.
sexta-feira, julho 11, 2025
Corrida da Próstata 2025
Esta seria mais uma corrida para ajudar a Liliana, e não reverter a lesão que estava a debelar há duas semanas, por isso a ideia seria ir ao ritmo dela e não forçar. Começa a corrida e queria manter o ritmo nos 6min/km, com o objetivo de fazer a Liliana acabar os 10kms abaixo de 1h de corrida. Desde o início ela não se mostrou nada confortável, tentei que ela se abrigasse do vento atrás de mim, no entanto ela não estava mentalmente preparada para o esforço e sentia-se algo cansada.
Por volta do 4 quilómetros de prova parou, dei-lhe algumas palavras de força de maneira a que recomeçasse a correr o mais depressa possível para não perder tempo, mas não era o dia dela. Após começarmos a correr bastante devagar ela disse-me que iria ficar na primeira passagem da meta, voltei a andar com ela a tentar que ela não desistisse, mas não era o dia dela.
Passei na meta a meio da prova com cerca de 30 minutos de prova, ou seja, mesmo com as paragens para andar era possível terminar a prova em menos de 1h. Como me estava a sentir bem decidi acelerar um pouco até um ritmo que fosse confortável a rondar os 4m30s/km. Apesar de estar sempre com um olho no gémeo esquerdo, a tentar perceber se teria algum desconforto, o único desconforto que sentia era do ritmo ter aumentado o gémeo parecia estável. Como não senti nada durante 2 quilómetros, quis aumentar mais um bocadinho nos 3 quilómetros finais para 4m15s/km de modo a testar um pouco mais o gémeo. Felizmente tudo correu bem e sem dores acabei a prova com 51m07s.
domingo, junho 22, 2025
Marginal à noite
Estive até à última hora para decidir se ia fazer esta prova ou não. Depois de me ter lesionado na corrida de Santo António passei a semana fazer gelo e a pôr pomada no gémeo esquerdo a tentar recuperar minimamente de modo a conseguir fazer a prova. Acabei por ir à prova mas não ia forçar nada ia só rolar sem forçar o gémeo. Então o objetivo passou ser ajudar a Liliana a conseguir fazer a prova em menos de 50 minutos.
Ao ver a partida ao longe, tive aquela sensação de desânimo, de querer estar a competir na minha melhor forma, de querer estar ali a sofrer a correr ao meu ritmo, a fazer o meu melhor. Mas de todo não o podia fazer, passado menos de 1 quilómetro de prova ao ritmo da Liliana, comecei a sentir uma pequena pressão no gémeo, não podia de todo apertar mais. A Liliana estava a conseguir fazer um bom ritmo, quase sempre abaixo dos 6min/km, por isso se não quebrasse seria relativamente fácil fazer abaixo dos 50 minutos. Como começámos muito atrás tivemos de ultrapassar muitos corredores, é uma das críticas fortes que tenho à organização desta prova, que tem piorado de ano para ano, a prova/estrada não tem capacidade para tantos corredores, são só duas faixas para cada lado que não suportam tantos corredores, aliás durante alguns quilómetros os corredores tiveram de ocupar as 4 faixas e só quando os primeiros corredores começaram a vir no sentido contrário é que deixaram de ocupar as faixas em sentido contrário.
No retorno estávamos com 22m30s, ou seja, estávamos muito abaixo para acabar nos 50 minutos e o desafio passava a ser manter o ritmo para fazer abaixo dos 45 minutos. Na subida de Paço d'Arcos foi a pior fase, a Liliana começou a querer quebrar e tive de motivá-la pois a dificuldade até ao final era só aquela. Quando começámos a descer para a meta percebi que era possível fazer abaixo dos 45 minutos, era só apertar um bocadinho. Num esforço final chegámos à meta com o tempo de 44m53s, ótimo tempo para a Liliana e para mim foi positivo conseguir fazer a prova toda até ao fim, mesmo que tenha sido a um ritmo mais baixo.
















