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quarta-feira, outubro 14, 2026

Corrida do Tejo 2025

Gosto muito de  participar na corrida do Tejo, que é uma das mais marcantes corridas da zona de Lisboa, é uma corrida logo a seguir às férias, o que não favorece fazer bons resultados, contudo é boa para saber a base em que estamos para a época que vai começar. Tinha combina com o Sebastião fazermos a corrida juntos com um ritmo de 4m30s/km de modo a terminar com o tempo de 45 minutos, parecia-me uma boa meta para início de época.


O início de corrida, apesar de partirmos lá na frente, é sempre a mesma confusão de correr em zig zag para ir passando aquela gente que não sei muito bem como foi ali parar, pois eu estava no bloco dos 45min e ia a correr pouco mais rápido que 4m30s/km, por isso deveria ser dos mais lentos daquele bloco. Lá fui abrindo caminho com o Sebastião atrás de mim, até que pouco antes dos 2kms de prova ele diz para eu seguir que ele tinha de abrandar. Fiquei algo surpreendido porque o ritmo estava constante e não muito mais rápido do que tínhamos combinado. Infelizmente perdia o meu companheiro o que tornaria a corrida mais difícil, especialmente se tivesse algum tipo de fraqueza.

Apertei um bocado na subida para o Alto da Boa Viagem, de forma a não baixar muito o ritmo, e já que me estava a sentir bem era aproveitar. Quando comecei a descer o ritmo aumentou, porque estava a descer, mas já não sentia que me estava a esforçar acima do confortável. Passei os 5kms de prova com o tempo 22m05s, o que me dava alguma margem para acabar abaixo dos 45min.

Continuei com boas sensações e consegui-me divertir nesta parte da prova o que não é muito normal, provavelmente porque corri abaixo do máximo que conseguia. Na subida de Paço d'Arcos voltei a apertar um bocado e a partir daí até ao final era um saltinho, não ia voltar a abrandar, era acabar o mais rápido possível. Acabei com o tempo de 43m52s, o que fez com que tivesse sido mais rápido na segunda parte da prova, o que não é nada normal, por isso dizer que não fui no meu máximo no início. Além disso ainda fiz melhor tempo que o ano passado, muito bom para início de época.





sexta-feira, junho 19, 2026

Marginal à noite

Ao contrário do ano anterior onde estava lesionado, este ano encontrava-me bem e queria dar o meu melhor, gostava de fazer uma média inferior a 4min/km, mas sabia que seria muito difícil. Há duas grandes vantagens desta prova para fazer bons tempos, ser de noite o que a torna mais fresca e em segundo tem uma altimetria muito reduzida. Tinha o dorsal para a caixa dos sub-36min, por isso também não teria assim tanta gente à minha frente e quem lá estava correria também bem, por isso aquele primeiro quilómetro que é complicado pela estrada ser estreita para tanta gente, poderia não impactar assim tanto o resultado final.


A corrida começa, e com algum à vontade começo a ultrapassar vários corredores que estavam na caixa sub-32min mesmo à minha frente. Nos primeiros 300 metros ainda andei um pouco de um lado para o outro para ultrapassar, mas rapidamente a corrida tornou-se fluída. Via alguns corredores que já conhecia de outras corridas e sabia que normalmente são mais rápidos que eu, por isso estava numa boa posição. Primeiro quilómetro quase sempre a subir feito a 3m47s/km, segundo quilómetro já a descer feito a 3m43s/km, e estava a sentir-me em esforço, claro, mas não sufocado. Nessa altura senti que poderia conseguir fazer algo especial, talvez estivesse em dia sim. 

Quando cheguei ao retorno estava com 14m55s, ou seja, estava com média para acabar a prova abaixo dos 30 minutos o que seria totalmente absurdo. No entanto, nessa altura senti que seria muito difícil manter o ritmo até ao final, não estava ofegante, não me doíam as pernas, mas as forças começavam a faltar, durante o dia não me alimentei muito bem e pode ter sido esse um dos motivos. Bem, mas era dar o máximo até ao fim, aproveitar ao máximo algum corredor que passasse por mim para manter o ritmo um pouco mais alto, como aconteceu com o João Narra que me apanhou junto ao Marginalíssimo e fui com ele 300-400 metros. Estava na altura de serrar os dentes e sofrer, perdi um bocadinho o ritmo na subida de Paços d'Arcos, mas não muito. Naquele pequeno falso plano no topo antes de começar a descer foi o que mais me custou queria logo subir o ritmo para menos que 4min/km mas estava difícil, só quando comecei a descer é que sim consegui impor um ritmo interessante. Já dentro das barreiras a 100-150 metros da meta vem um corredor atrás de mim a um ritmo altíssimo, percebi que tinha de ter uma daquelas minhas retas finais para não ser ultrapassado, e mal ele encosta a mim, ainda consegui subir o ritmo para um sprint final a quase 3min/km e não ser ultrapassado. Tempo final de 30m48s, o meu melhor tempo de sempre nesta prova batendo o meu melhor tempo que tinha 12 anos. Quem sabe um dia destes não consigo novamente fazer os 10kms abaixo dos 40min...



sexta-feira, junho 12, 2026

Troféu de Oeiras - Jamor

Última etapa da temporada, e talvez a mais fácil delas todas, a nível de altimetria, apesar de ser a única que é em trail. A prova é curta e intensa, quase sempre feita a fundo, e como habitual, sobre um calor intenso. Os 2 primeiros quilómetros quase sempre a descer foram feitos acima do que estava à espera, não senti que estivesse a forçar mas foram feitos a uma ótima velocidade. Depois a parte a subir, e este ano a seguir aquela curta mas inclinadíssima rampa continuávamos a subir por mais uns metros, uma pequena alteração que dificultava a recuperação do ritmo.

Quando acabou a primeira volta a minha vontade era de ficar por ali, sentia-me cansado e o ritmo da segunda volta veio a provar isso, não consegui aproximar-me do ritmo da primeira volta. Depois da subida ainda fui ultrapassado por alguns corredores, no entanto consegui manter a distância e recolar perto da reta final. Naquele final ainda consegui impor a minha velocidade terminal e ultrapassar 3 corredores, se tivesse arrancado um pouco mais cedo ainda ultrapassaria mais um, ficou-me a faltar 10-20 metros para conseguir mais uma ultrapassagem, mas nem eram do meu escalão, por isso não fez diferença.

O resultado final foi somente um 15º lugar no meu escalão, no entanto o tempo final foi bastante bom, não consigo comparar com os anos anteriores, pois o percurso deste ano era maior, no entanto, com um percurso maior e mais difícil a média de velocidade foi praticamente a mesma. Este ano consegui voltar a ter bons desempenhos no troféu de Oeiras e como fecho de temporada tenho de estar contente, consegui diversos TOP10, mas acima de tudo, voltei a ter um bom ritmo e consistência. Que venha a próxima temporada.



quarta-feira, junho 03, 2026

Troféu de Oeiras - Outurela

Esta é a etapa em que jogo em casa, pois é organizada pelo meu clube, apesar de ser uma das etapas que mais me desfavorece pois acaba a descer o que não privilegia as minhas caraterísticas. Ainda por cima este ano a prova foi a um sábado e na 6ª feira tinha feito um treino duro, por isso estava um pouco cansado para a prova.

O início correu bem, consegui impor um bom ritmo na subida de Barronhos e durante a descida consegui seguir com um grupo o que ajudou a manter o ritmo. Quando comecei a grande subida da prova por volta dos 3 kms de prova sentia-me em esforço, como não podia deixar de ser, mas não me sentia sem forças. A subida tem cerca de 1,5 kms e logo no início juntei-me com um corredor que costuma fazer mais ou menos o meu tempo em todas as provas e aproveitámos a ajuda mútua para irmos ganhando uns lugares ao longo da subida.

O problema foi quando cheguei ao topo, aí senti-me sem forças, e disse-lhe para continuar sem mim. Enquanto o terreno foi plano ou ligeiramente a subir consegui esconder a minha incapacidade, mas quando começamos a descer para a meta são 2 kms que deveriam ser feitos a alto ritmo, e aí eu não consegui aumentar o meu ritmo. Durante a descida fui passado por 6 corredores e mesmo à entrada da reta final a descer sou apanhado por um grupo de 5 corredores, e eu pensava que estava rápido, e normalmente sou rápido a terminar, mas ali fui ultrapassado por todos sem apelo nem agrado, sem pernas, sem força, tive de me contentar em ser ultrapassado e ter cuidado para não cair de cansaço.

No final tive de me contentar com o 12º lugar do meu escalão, perdi 2 lugares naquele sprint final, e um tempo final de 31m15s, o que para todos os efeitos foi bem melhor que nos 2 últimos anos.


segunda-feira, junho 01, 2026

Corrida 40 anos Xistarca

Como era uma corrida ao pé de casa, ainda por cima gratuita, aproveitámos para fazer um pouco de exercício, eu, a Liliana e o Francisco. Não podia inscrever o Francisco na corrida, pela sua idade, mas conseguia inscrevê-lo na caminhada que saía à mesma altura, por isso ele poderia fazer a corrida ainda que não tivesse inscrito nela. E eu sabia que ele se ia sair bem, por isso não tinha qualquer problema.

Apesar de ter saído a um bom ritmo tentando ir no grupo da cabeça da corrida, rapidamente senti que estava com as pernas muito pesadas, não estava com uma passada solta, sem sofrimento. O meu objetivo era fazer menos de 20 minutos de forma a fazer a um ritmo abaixo dos 4min/km, algo que à uns anos atrás conseguia fazer e era esse o meu desafio para esta prova. Os primeiros 800 metros eram a subir e tentei não perder muito tempo para os da frente visto ser o meu terreno mais forte. Quando comecei a descer, não me sentia nada confortável. Estavam 2 corredores à minha frente para aí a 10 metros e com algum esforço lá consegui colar neles. Nessa altura ia "colando" atrás do que atacava, mas mantinha-me sempre em segundo, garantindo não ser eu a fazer o esforço de rebocar o grupo.

Quando chegámos aos 2 quilómetros começamos a fazer a subida mais longa da prova e um dos corredores ficou para trás. Toda aquela subida fiz atrás do outro corredor, e pouco a pouco fomos ultrapassando diversos corredores, o ritmo era difícil de seguir mas era a altura de sofrer. No final da subida com 3 quilómetros de prova, não consegui seguir com ele e deixei-o avançar ligeiramente, até que ele se juntou a outro corredor já um pouco mais velho. Durante algum tempo forcei para recolar o que acabou por acontecer, mas mal a descida acentuou voltei a perder o contato com os dois e fiquei ali sozinho, em terra de ninguém a gerir o meu esforço.

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Por essa altura estava com 4,5kms de prova e a minha principal preocupação era não ser apanhado por quem vinha atrás de mim, já começava a ouvir o bater dos passos atrás de mim. Para aí 10 metros para o dueto à minha frente, e 10 metros para quem vinha atrás de mim que nem consegui perceber quantos eram. Acelerei o máximo que podia na descida para não ser apanhado e quando entro na curva antes da meta, quando faltava 100 metros para o final, sem perceber bem como tinha acontecido estava mesmo a chegar ao dueto da frente. O senhor mais velho fraquejou e passei por ele seguindo com o corredor com quem tinha feito grande parte da corrida. Nessa altura senti que ainda o podia passar, mas que ao mesmo tempo não seria justo ultrapassá-lo naquela altura porque "parasitei" atrás dele grande parte da corrida. Se fosse para lutar pelo pódio, se fosse no troféu de Oeiras que cada lugar conta pontos, teria feito um último esforço e provavelmente ainda o teria passado, mas não sendo esse o caso achei justo não o ultrapassar. Acabei com o tempo oficial de 20m59s, desiludido por ter ficado bem longe do meu objetivo. 

No entanto depois de ver os dados apercebi-me que a distância era bem superior a 5kms e que no final a minha média até tinha sido de 3m58s/km. E a cereja no topo do bolo, o meu 14º lugar na geral tinha-me dado o 1º lugar no meu escalão, tinha ganho o meu escalão...numa das poucas provas que tinha feito que não tinha prémio ou pódio por escalão...não se pode ter tudo mas ficou o mais importante o orgulho em mim mesmo.


Quanto ao Francisco e à Liliana, muito orgulhoso deles, o Francisco se estivesse na corrida acabaria com um tempo aproximado de 26 minutos no 98º lugar e a Liliana terminou com 32m40s no lugar 249, entre 390 participantes.

segunda-feira, maio 04, 2026

Troféu de Oeiras - Caxias

A primeira coisa que tenho a dizer em relação a esta corrida é interrogar o porquê de terem alterado o local da partida, o antigo local já era estreito o suficiente, e conseguiram colocar o início numa rua ainda mais estreita, de sentido único, com carros estacionados dos dois lados, o que resultou numa tremenda confusão e congestionamento no início da prova. Depois daquela voltinha ao bairro, é descer rápido até à estação de comboio, nessa altura foi gerir pois sabia que tinha duas subidas pela frente.

Durante a primeira subida fui conseguindo ultrapassar alguns corredores, apesar de não me sentir à vontade, consegui impor um bom ritmo, no entanto na descida seguinte já tive dificuldade em não deixar fugir os outros corredores que estavam à minha frente. Quando ataquei a última subida tentei ir recuperando alguma margem para os da frente, já não me sentia nada à vontade e aproveitei a boleia de outro corredor que me apanhou. Ainda o deixei fugir um pouco, mas consegui ultrapassar outros corredores à conta da boleia, e mesmo num esforço final ainda o consegui apanhar e ultrapassar. Até me correu bem a corrida, uma média de 4m04s/km com aquele tipo de altimetria já é respeitável. O 10º lugar no meu escalão é mais um TOP 10 este ano.



quinta-feira, abril 23, 2026

Troféu de Oeiras - Queluz de Baixo

Isto agora são corridas do troféu de Oeiras todos os fins-de-semana, com o adiamento de duas provas durante as tempestades, agora não temos descanso nenhum fim-de-semana. No fim-de-semana passado foi a etapa de Queluz de Baixo, com a subida da fábrica da pólvora, talvez a subida mais agressiva de todo o troféu. Esta até é das provas que me adapto melhor, pois a dureza está concentrada no final o que me favorece.

Logo a seguir à partida há uma acentuada descida seguida de um falso plano, nesta altura controlei o ritmo, sabia que o início seria o aquecimento, e apesar de estar a ultrapassar no falso plano, nunca me coloquei numa situação de desconforto. Até aos 4 kms a prova é um passeio, praticamente sempre a descer, e muito, é uma questão de gerir e não entrar em loucuras, mas pouco depois de passar a fábrica da pólvora a história muda de figura.

Quando entramos ali numa zona de prédios o terreno inclina e quando fazemos aquela curva à esquerda parece que começamos a escalar uma parede. Nesta altura o trote é tão lento que se torna difícil de ultrapassar muitos corredores, só depois de passarmos a rotunda é que a subida diminui ligeiramente e dá para fazer algumas diferenças. Uns quantos metros a descer onde fiquei ali entre corredores, para depois voltar a ganhar lugares na subida de Valejas, e para voltar a ser novamente apanhado na acentuada descida seguinte.

Estava um bocado farto daquele vai vêm, tinha passado a corrida toda a passar e ser passado pelos mesmos corredores. Estava naquele momento num grupo de 4 corredores, com mais 1 para aí uma dezena de metros à minha frente. Nessa altura pensei estrategicamente, o final era a subir, eu já sou forte a finalizar então a subir teria toda a vantagem, além disso tinha ultrapassado aqueles 3 corredores que estavam comigo nas subidas anteriores, por isso deixei-me estar protegido na parte de trás e esperaria a subida para atacar.

No final da descida o João Narra encosta em nós e dá-me um toquezinho para perceber que ele estava ali, deixei-o passar para a minha frente e segui atrás dele até a curva à esquerda que dá acesso à reta da meta. Por essa altura aquele corredor que estava à nossa frente estava praticamente "caçado", para aí a 3-4 metros de mim. Mal começa a subida acelerei e logo percebi que ia apanhar facilmente quem estava à minha frente. Mas para minha surpresa vem de trás de mim outro corredor, daquele grupo original de 4, que me começa a ultrapassar, e eu conhecia-o, tinha-o batido em todas as subidas, assim como na subida final da prova de Valejas, e fiquei realmente surpreendido pelo vigor do ritmo e acima de tudo por não ter fraquejado minimamente. Daquele grupo de 6 corredores acabei em segundo com o tempo de 30m32s no 9º lugar do meu escalão. Apesar de não ter feito diferença aquele lugar que perdi, pois não era do meu escalão, fiquei um bocado chateado por ter sido batido daquela maneira. Talvez tenha sido um bocado convencido e julgado que se atacasse forte de início descartava e desmoralizava toda a gente e ninguém sequer tentaria ir atrás. Para a próxima tenho de ser mais cauteloso, esperto e humilde, esperar o ataque mais forte e só responder a esse ataque.



quinta-feira, abril 16, 2026

Troféu de Oeiras - Leceia

Esta é a etapa do troféu que menos gosto, o percurso não é nada de especial, nomeadamente a parte que subimos pela via rápida, mesmo ao lado dos carros, e depois a parte final é a descer e em plano o que não me favorece. Em cima disto tinha passado a semana constipado e ainda estava muito congestionado, por isso era tentar fazer o meu melhor sem grandes expectativas. O tempo estava frio, bom para correr mas desagradável antes da partida, e com um vento bastante forte que sabia que iria ser um desafio durante a prova.

Após o arranque apanhamos logo uma subida longa mas suave e ali até me estava a sentir bem, a conseguir progressivamente ir ultrapassando corredores, e a prova nem ia assim tão rápida, pois continuava com a cabeça da corrida à vista. No final da descida antes da via rápida reparei que o João Narra ia para ai a uns 20-30 metros à minha frente, e que seria uma boa referência naquela longa reta a subir que vinha a seguir. Mal entro na via rápida, o vento de frente era tão intenso que cansava mais que a própria subida. Deixe-me ia atrás de 2 corredores para poupar energias e quando um corredor passa tento seguir com ele, mas sempre atrás para me proteger do vento. Estratégia perfeita da minha parte, aproveitei a boleia e fomos a ultrapassar uma série de grupos, até que no final da via rápida apanho o João e ultrapasso-o.

Começamos a descer e não quis ir ao choque, vi que não conseguia acompanhar a minha boleia e deixei-o ir, tentando não perder muito terreno para conseguir recolar na próxima subida. Entretanto o João também passa por mim e também não consigo seguir, mas tinha esperança de recolar na subida.

Começámos a subir e mesmo esforçando-me não estava a conseguir recuperar tempo, além disso estava a sentir-me já muito cansado, e o facto de não estar a recuperar acho que mentalmente ainda me deixou mais cansado. Pior, uma meia dúzia de corredores passa por mim quase no final da subida, no terreno onde sou mais forte, e não consigo reagir minimamente. Voltamos a descer e as distâncias alargam-se, tanto para trás como para a frente, e fico ali na terra de ninguém, sem grandes hipóteses de apanhar alguém ou de ser apanhado.

Passamos perto da meta e faltava só aquela pequena volta, eu já conheço esta "pequena volta", estamos ali ao pé da meta e falta só um bocadinho, mas esse bocadinho ainda é 1 quilómetro, e custa muito. Volto a apanhar vento de frente e agora não tenho ninguém para me abrigar, ninguém do grupo da frente quebrou e o único objetivo que tinha naquela altura era nem dar qualquer veleidade a quem viesse atrás de pensar que me iria ultrapassar. Cortei a meta com 33m32s, repetindo o 8º lugar no meu escalão, da etapa anterior, e melhorando 5 minutos em relação a 2024, ficando só a 40 segundos do meu melhor tempo em 2023. Acabou por ser um resultado melhor do que esperava inicialmente e estou a aproximar-me do melhor que consigo fazer.

segunda-feira, abril 06, 2026

Troféu de Oeiras - Valejas

Esta é uma etapa especial para mim pois foi em Valejas a minha primeira participação no troféu de Oeiras, guardo sempre com carinho e nostalgia esta prova. Ao contrário do que é habitual, este ano Valejas não foi a primeira etapa depois do ano novo, devido às tempestades acabou por ser adiada, e este fato facilitou, pois esta prova costuma ter temperaturas muito baixas, aliás houve um ano que apanhei 2ºC. Com uma temperatura amena e depois de na semana anterior me ter sentido bem na prova de Leião, estava com um bom feeling para esta prova.

A partida a descer faz com que o início da prova seja extremamente fácil, a ideia era não me deixar enganar pelo início fácil pois a dureza está no final da prova. Até ao final das duas primeiras descidas, fui controlado, a um ritmo que me sentia confortável. Mal dei o retorno comecei a "caça ao pato", comecei a ultrapassar corredor a corredor sem sequer parar nos grupos que ia passado. No topo antes da meta estava bem e aproveitei a descida acentuada para recuperar o folego, mesmo sendo ultrapassado por alguns corredores durante a descida, sabia que depois do vale ainda estávamos a meio da prova e a dureza estava toda por vir. Dura e curta, a subida logo a seguir ao vale e a partir daí uma longa subida com pouca inclinação, ideal para fazer diferenças. Nesta fase ainda consegui ultrapassar e encurtar espaços para alguns corredores, mas já estava junto a corredores muito fortes, onde já é mais difícil fazer diferenças.

Na curta descida antes de chegar à ponte sobre a ribeira de Carenque voltei a deixar escapar um grupo de 3 corredores e julgava que um deles era do meu escalão, por isso não os queria deixar ir embora. Voltamos a iniciar a subida e estava a encurtar espaço mas muito ligeiramente, e tinha a sensação que era por estarem a quebrar e não por eu estar mais rápido. Quando faltava mais ou menos 1 quilómetro encostou a mim um miúdo do Núcleo de Oeiras, como não era do meu escalão pedi a colaboração para conseguirmos apanhar quem estava à nossa frente, e lá fomos até que quando chegámos à curta subida antes da meta estávamos praticamente encostados. Aí começámos os 2 a puxar bem a sério, ultrapassei logo quem eu pensava ser do meu escalão (mas não era), e deixei o miúdo continuar que eu já tinha apanhado quem queria. Até ao final foi só controlar pois já não precisava de ir apanhar ninguém e não queria voltar a ser ultrapassado. Acabei num ótimo 8º lugar no meu escalão, a minha melhor classificação desta temporada, com pouco mais de 31 minutos e a segunda melhor média desta etapa.


quinta-feira, março 26, 2026

Troféu de Oeiras - Leião

Foi uma semana complicada antes da prova, na 2ª feira torci o tornozelo e só consegui voltar a treinar com o tornozelo ligado na 6ª feira. Apesar de ter o tornozelo ligado sentia algumas dores se fizesse movimentos com mais amplitude, por isso estava algo receoso, especialmente a descer que é a altura onde se faz mais carga no tornozelo. Lá fiz um aquecimento cuidadoso, especialmente porque a prova atrasou e tive de fazer novo aquecimento para garantir que o tornozelo não começava a prova a frio.


Comecei a prova e as dores não as sentia o que foi um bom sinal. Comecei a correr a um ritmo que considerava confortável e para meu espanto primeiro quilómetro que tinha uma ligeira subida foi feito a pouco mais de 4min/km, e o segundo quilómetro que apanhava uma ligeira subida seguido de uma descida rápida fiz a menos de 4min/km. Estava espantado comigo, pois o ritmo alto não se refletia na minha percepção de esforço, estava a sentir-me bem e a ultrapassar outros corredores.

A principal subida da corrida era ao terceiro quilómetro e como é normal o ritmo diminuiu, no entanto quando cheguei ao topo, e este foi o sinal que eu estava bem, rapidamente consegui elevar o ritmo, e estava ofegante sim, mas não estava prestes a explodir se me metessem a mão na boca. Até ao 5º quilómetro fui algo a vontade a tentar recuperar para o grupo que ia a minha frente, mas como era maioritariamente a descer para mim é difícil recuperar, mesmo assim desci melhor do que o meu normal. Entre os 5,5kms e os 6kms há uma subida duríssima que aproveitei para passar aquele grupo, mas não consegui nenhuma vantagem, e quando voltámos a entrar no plano voltei a ficar para trás. Aquele último quilómetro fiquei ali na terra de ninguém, os da frente estavam longe e não se aproximava ninguém, foi uma luta comigo mesmo para manter um ritmo bom numa altura que já me sentia em esforço. Acabei com uma média de 4m11s/km que de longe foi a minha melhor marca deste percurso, quase menos 1 minuto que o ano passado e 5 minutos que há 2 anos, gostava de ter ponto de comparação nos anos em que eu estava mais forte, mas não deixa de ser um ótimo indicador.

segunda-feira, março 02, 2026

Troféu de Oeiras - Ribeira da Lage

Esta etapa do troféu de Oeiras traz-me boas recordações, pois foi a etapa em que consegui a minha melhor classificação há já 6 anos atrás. Este ano o percurso mudou consideravelmente, sendo igual só o início e o final. Apesar dos dados me dizerem que este percurso tem uma altimetria maior, numa distância inclusivamente um pouco mais pequena que a anterior, tive a sensação que o percurso era mais fácil, porque inicialmente é sempre a subir para depois na segunda parte da prova ser praticamente sempre a descer.

Ao dizer que o percurso me pareceu mais simples, isso não reflete as minhas sensações ou prestação durante a prova. Nas noites anteriores senti dificuldades respiratórias, e logo durante o aquecimento senti-me ofegante e com o coração demasiado acelerado, percebi de imediato que iria ser uma prova para sofrer. Quando terminou a primeira parte da subida que é a parte mais dura, e que coincide com o percurso dos anos anteriores, com pouco mais de 1 quilómetro, percebi que comecei a andar para trás. A inclinação diminuiu, mas o meu ritmo não aumentou, até pelo contrário, e comecei a ser ultrapassado por inúmeros corredores.

Os dois quilómetros seguintes, os quais tinham uma ligeira inclinação, foram um sofrimento, custava-me imenso a respirar e não conseguia manter um ritmo forte. Chegado a meio da prova queria conseguir correr mais, mas o meu corpo não conseguia, apesar de já estar a descer, sentia-me cansado e tinha medo de cair pois não sentia leveza na passada, era tudo feito em esforço. Acabei no 16º lugar do meu escalão, sendo o primeiro da equipa, o que relativamente até é um bom resultado, mas olhando para a média foi somente de 4m24s/km. 

quinta-feira, janeiro 15, 2026

Estafeta dos Reis

Já há muitos anos que queria fazer esta estafeta, mas todos os anos esbarrei no problema principal, conseguir arranjar mais 2 corredores para fazermos equipa. E este ano a história repetiu-se, desafiei 2 colegas de trabalho, mas só um conseguia ir. Depois desafiei o grupo com que fui fazer a Maratona de Atenas e eles já tinham uma equipa, e os restantes não conseguiam ir correr. Por isso era mais um ano que não conseguia ir participar na estafeta. Até que ao final da tarde, do dia antes da estafeta, liga-me o Sebastião a dizer que tinham tido uma desistência numa equipa se eu queria ir substituir esse corredor. E assim sem qualquer preparação previa lá fui no dia seguinte para a prova.

Quando lá cheguei falei com o Sebastião, a pensar que quem tinha falhado tinha sido alguém da equipa dele, quando ele me diz que era de outra equipa da qual eu não conhecia nenhum dos corredores. E é quando ele me diz que um dos corredores, o Romário, fazia os 10kms em menos de 35 minutos e o outro, o André, em menos de 33 minutos, mas estava muito constipado. "Ah bom, está constipado, portanto em vez de estar completamente lixado, estou só muito lixado." - foi o que me veio à cabeça, e a minha cara deve ter sido daquele emoji dos olhos esbugalhados 😧😬😶. Já estava a ver o filme, não queria ser um peso morto para a equipa, o meu melhor tempo aos 10kms foi 39 minutos, nos meus tempos áureos.

O primeiro corredor fazia 5kms, o segundo 2,5kms, o terceiro 2,5km e finalmente todos juntos fazíamos mais 2,5kms. A decisão óbvia é o mais forte faz o primeiro percurso, o mais fraco o segundo percurso, e o intermédio o último pois acaba por fazer 5kms seguidos. Por isso a ordem seria Romário, que estava em forma, aqui o desgraçado e depois o André que estava constipado.

Lá começou a corrida com 190 equipas, e o Romário dispara no pelotão da frente, até que a coisa começa a ficar organizada, com um atleta destacado na frente, um duo a seguir e depois mais um grupo de 4 atletas onde estava o Romário. O Romário iria fazer duas voltas ao percurso, então quando ele estava a meio da segunda volta dirijo-me para a partida e começo a ver os primeiros a chegar até que o speaker diz que o número da minha equipa está a aproximar-se. Não tenho a certeza, mas creio que o Romário entrega-me a transição em 6 lugar, olha a responsabilidade, estava ali no grupo da frente.

Começo a correr e sem poupar nada pois a corrida era curta e tinha uma equipa a depender de mim. Quando até estava a encurtar a distância para o atleta da frente, estava a correr a 3m15s/km, passa outro corredor por mim que me fez sentir como se eu estivesse parado, nem reação para o seguir, e logo a seguir mais um ao mesmo ritmo. O que era aquilo? Eu sou amador mas eles pareciam atletas olímpicos. 

Por volta de 1km de prova sou ultrapassado por outro atleta, este ainda consegui ir um pouco atrás dele, o que me ajudou a encurtar ainda mais o espaço para aquele corredor inicial. Depois da subida mais íngreme do percurso não consegui seguir mais com ele, por isso tive de conseguir gerir o ritmo por mim próprio, não podia abrandar mas depois ainda tinha de fazer outra volta, por isso tinha de ficar com algum 'combustível no tanque'. Mesmo assim fiquei contente com o meu tempo pessoal 9m57s, foi um belo ritmo para mim, mas claramente não era por mim que estávamos naquela boa posição, o Romário tinha feito 8m54s na primeira volta e 9m36s na segunda volta.

Aproveito aqueles minutos que me pareceram ser muito breves para recuperar o folgo, sabia que o André apesar de muito constipado era alguém com 33 minutos aos 10kms, por isso não iria demorar muito tempo. O André chegou na 7ª posição com o tempo de 9m51s, era altura de irmos todos juntos. Começamos os 3 a correr e passado 1 minuto eu já estava desconfortável atrás deles, como estávamos com outra equipa em vista e estávamos a aproximar-nos eles estavam a apertar o ritmo. Tive de lhes pedir para baixar um pouco o ritmo que eu não estava a aguentar, e um dos elementos da equipa da frente parecia estar a fraquejar, acelerávamos depois na subida que para mim era onde me sentia mais confortável.

Eles lá reduziram, pouco, e eu quase a morrer atrás deles, se me metessem a mão na boca eu explodia, se apanhasse uma pedra mais saliente eu ia tropeçar. E eles a falarem à minha frente como se estivessem a passear. A equipa da frente distanciou-se um pouco e mesmo com a subida não encurtámos o espaço, totalmente culpa minha, tenho a certeza que se fossem só eles os dois que os conseguiam ir apanhar.

Acabámos na 7ª posição da geral, com um tempo na última volta de 10m06s e um total de 47m24s, mantendo a mesma posição com que começámos a última volta. O melhor veio depois, soubemos que tínhamos ganho o nosso escalão, o escalão dos velhos, todas as equipas à nossa frente eram miúdos. Este pódio teve um sabor agridoce, obviamente que adorei voltar a subir ao pódio, mas sendo honesto comigo próprio este pódio deveu-se aos meus colegas de equipa, se todos tivessem o meu nível era provável que conseguíssemos o 3º lugar do pódio, mas nunca o primeiro. Obrigado Romário e André.



quarta-feira, janeiro 14, 2026

São Silvestre Amadora

Mais um final de ano a correr a São Silvestre da Amadora, a bela tradição mantem-se para meu gosto. Agora além da companhia do Pre e da Cláudia, a minha mulher passou a ser companhia habitual, mesmo no ano que estava grávida de 7 meses ela juntou-se à minha tradição de final de ano. 


Indo para a corrida este ano acreditava que conseguiria fazer algo entre 42-43min, apesar de não estar no meu topo, já me começo a aproximar e a conseguir estar mais consistente. Este ano juntei-me com o Sebastião na partida, ele está a correr muito bem e por isso queria aproveitar a 'boleia' dele na prova. Sabia que enquanto houvessem subidas eu estava bem, porque é onde me sinto melhor, por isso o meu objetivo era conseguir ir com ele até ao final da subida dos comandos.

A prova começa e eu deixo o Sebastião ir à frente, este ano estava mais confusão do que o habitual, fui seguindo o ritmo dele e por volta dos 700 metros de prova passei para a frente, era a subir e era melhor ser eu a impor o ritmo. Até ao final da subida aos 2,3kms até me distanciei sem querer, mas o Sebastião rapidamente se juntou a mim na descida e trouxe com ele o João Navarro. Estava na altura de sofre um pouco para o conseguir acompanhar na descida. A custo lá fui junto deles e no falso plano que vai dar à passagem por cima da linha do comboio ainda voltei a puxar. O ritmo estava bom apesar de sentir que estava a forçar um pouco acima do que devia, no entanto provas de 10kms são mesmo para sofrer, por isso era continuar ao ritmo do Sebastião.

Na curta mas íngreme descida depois da linha do comboio o Sebastião afastou-se uns metros mas ainda o consegui ir buscar no plano. Aos 5kms de prova ainda estávamos juntos, com um tempo de 21m18s, mas nos 500 metros seguintes naquela ligeira descida perdi uns 20 metros para ele. Na subida dos comandos voltei a conseguir apanhá-lo e passei-o. Logo a seguir ao final da subida ele encostou a mim e deu-me umas palavras de força, no entanto eu estava no meu limite, e disse-lhe para seguir que dali até ao final ainda ia perder 1 minuto para ele.

Serrar os dentes e sofrer até ao final, tentei ir num grupo na fase em que começou a longa descida, que nos leva quase até à meta e consegui quase até ao final da descida ir no grupo de modo a conseguir um ritmo mais elevado. Cortei a meta com 42m24s, com uma segunda parte de prova mais rápida que a primeira, o que é normal pois é menos dura. Perdi para o Sebastião o minuto que lhe tinha dito, mas consegui fazer um tempo dentro daquilo que pretendia, por isso tenho de lhe agradecer a ajuda que me deu.


terça-feira, dezembro 16, 2025

Troféu de Oeiras - Cruz Quebrada

Talvez a prova mais fácil do troféu de Oeiras, apesar de não ter conseguido treinar durante a semana estava com otimista para a prova. O início é a parte mais fácil, ligeiramente a descer e plano, muita gente no primeiro quilómetro a impedir um ritmo maior, no entanto estava bem confortável. Na parte plana da marginal consegui ultrapassar alguns corredores e quando entrei na subida do Jamor estava bem, continuei a ultrapassar e o ritmo não tinha descido muito. 

Dar a volta ao parque de estacionamento em plano e a descer, tudo tranquilo, mas quando começo a subir outra vez senti-me sem forças. Aquela ligeira subida deixo-me quase a andar, estávamos com 5km de prova e ainda faltava 1/3 da prova e eu estava sem combustível no tanque. O quilómetro seguinte ainda consegui disfarçar e tentar recuperar porque era maioritariamente a descer, mas a partir dali foi sofrer. Por volta dos 6,5kms passam 2-3 corredores por mim e eu não consegui seguir e fiquei ali no meio de grupos numa posição desconfortável, o foco foi manter a distância para o grupo da frente para ter alguma referência. Descida que dá acesso à reta da meta e ainda acelerei o ritmo, percebi que não vinha ninguém atrás de mim, mas se houvesse alguma quebra à frente tentava aproveitar. Não foi o caso e não consegui ultrapassar mais ninguém, acabei a prova praticamente com o mesmo tempo do ano passado com uma grande diferença, até os 5kms os meus parciais foram sempre melhores, para perder todo o tempo de vantagem nos últimos 2,5kms. Faltou-me um pouco de ritmo e consistência na parte final, mas foi uma boa prova, 23º lugar em 65 corredores.



quinta-feira, dezembro 11, 2025

Grande Prémio de Natal

Nunca tinha feito esta corrida, no entanto o percurso parecia-me idêntico à corrida da Liberdade, por isso teria um percurso relativamente fácil que acabava a descer. O meu objetivo para esta corrida não era pessoal, era ajudar a Liliana a acabar os 10kms abaixo de 1h. Os 2 primeiros quilómetros foram bastante rápidos, bem acima dos 6min/km necessário para fazer a corrida em menos de 1h. Ainda disse à Liliana para não "esticar" muito, mas ela disse que se sentia bem, que estava tranquila. Como era a descer deixei ir aquele ritmo, sempre ganhávamos alguma margem de tempo para as subidas.

E a primeira subida surgiu logo aos 3kms, e era a pior da prova, não muito longa mas dura, e a Liliana começa a andar. Incentivei-a a não parar mas ela andou quase toda a subida, o que levou a que ao final dos 3kms já só tivéssemos 30 segundos de margem, grande parte estava perdida naquela subida.

Até aos 5kms estávamos dentro do tempo, mas a média estava a ser pior dos 6min/km, eu estava a ver toda a margem a ir embora, assim como a energia da Liliana, que não estava a conseguir manter o ritmo. Por volta dos 7kms passa a bandeira dos 6min/km por nós, esforcei-me para que a Liliana não largasse o grupo mas numa das subidas dos túneis ficou irremediavelmente para trás, percebi que a partir dali já não era possível, no entanto, tentei motiva-la ao máximo de modo a perdermos o mínimo possível. Chegámos ao final com o tempo de 1h1m55s, ainda não foi desta, mas eu sei que com treino ela consegue.


quarta-feira, dezembro 10, 2025

Troféu de Oeiras - Milha de Queijas

Primeira prova do troféu de Oeiras é a milha de Queijas e este ano era no dia a seguir à meia maratona dos Descobrimentos. Escusado será dizer que estava moído do dia anterior, mas como era uma milha não havia grande coisa a gerir, era tentar dar o máximo com as dores e bolhas que tinha ganho no dia anterior. Pareceu-me que saí bem, no entanto fui logo passado por um colega de equipa que nem consegui seguir, não queria forçar porque sabia que depois do retorno era ligeiramente a subir e não podia ficar sem combustível. Ainda antes do retorno ultrapassei o meu colega de equipa, mantendo sempre um ritmo constante. Após o retorno foi sofrer um pouco para não quebrar até ao final. Acabei com 5m50s, melhor 6 segundos que o ano passado e ainda por cima a distância este ano era ligeiramente superior. Mesmo desgastado do dia anterior consegui melhor que o ano passado, nada mau.

terça-feira, dezembro 02, 2025

Meia Maratona dos Descobrimentos

Esta era uma prova que me estava entalada, depois dos excelentes tempos nos distantes anos de 2013 e 2015, há dois anos atrás quando fiz a minha última meia maratona o tempo foi miserável e com muitas dificuldades para acabar, tendo inclusivamente andado. Este ano com treino queria vingar-me dessa prova.

Na sexta-feira anterior à prova tive o jantar de empresa e numa conversa descobri que um colega iria também fazer a prova e tinha o mesmo objetivo que eu, terminar abaixo 1h35, ou seja, fazer uma média inferior a 4m30s/km. Combinámos então fazermos a prova juntos para nos entre ajudarmos. A ideia dele seria fazer os 3 primeiros quilómetros a 4m30s e depois baixar para 4m25s. Para mim estava bom, já há 2 anos não fazia uma meia maratona e ser conservador não me pareceu má ideia. Logo no arranque tive de resfriar o meu ímpeto, senão fosse o Danilo a marcar o ritmo eu tinha logo ali pisado o acelerador e não sei que impacto negativo teria mais à frente. A partir dos 3 quilómetros então acelerei um pouco e fui tentando controlar sentia-me bastante bem, mas não queria ter nenhuma quebra.

E assim fomos nós, aquele ritmo certinho. Aos 10kms, pouco depois do Cais do Sodré, estávamos com 44m23s, a margem não era muita, no entanto tínhamos mais de 30 segundos de margem, era só manter o ritmo. Estava a sentir-me mesmo bem, apesar de ter tido um ligeiro episódio de asma nos dias anteriores, a respiração estava controlada, o ritmo cardíaco controlado e sem dores musculares. Estava com aquela sensação que corria facilmente 30kms aquele ritmo, esperava que nenhuma quebra acontecesse entretanto. Fui sempre falando com o Danilo para ir sabendo as sensações dele porque estava a notar algum desconforto na fala ofegante. 

Por essa altura sentia-se um pouco de vento de frente e eu avisei-o para se abrigar atrás de outro corredor e poupar energias. Quase a chegar ao retorno aos 12kms, ele perde uns metros para mim, desacelerei um pouco para ele recolar, mas percebi que ele estava a esticar o elástico e podia partir a qualquer momento. Falei com ele mais um pouco para o motivar e ver se ele seguia comigo, enquanto a minha fala continuava confortável, ele já pouco conseguia falar. O vento estava pelas costas e o ritmo tinha aumentado ligeiramente só por esse facto, o esforço continuava a ser o mesmo.

Já depois de termos passado o Terreiro do Paço, e já quase com 15kms de prova ele disse-me para seguir que tinha de abrandar que já não aguentava mais. Nem disse nada para o forçar a seguir-me porque já estava à espera que acontecesse, e para ele era melhor meter o ritmo dele para não perder muito mais tempo até ao final.

Como me estava a sentir bastante bem acelerei só um pouco, menos 5 segundos ao quilómetro, ainda faltavam 6kms para terminar e a ideia era fazer 3 quilómetros aquele ritmo e depois nos últimos 3 quilómetros dependendo no que ainda tivesse acelerava mais. Três quilómetros a 4m20s e estava na altura de queimar tudo até ao fim. Estava por baixo da ponte 25 de Abril e quase já cheirava a meta, meto um ritmo mais forte ali nos 4m10s-4m15s/km e era dar tudo até ao final. Nessa altura passa o Joel por mim e aproveito a boleia e vou com ele. No entanto ele estava a fazer a 4m/km, e eu não estava confortável por isso passado uns 500 metros tive de o deixar ir e tentar recuperar para o ritmo que estava anteriormente. Até ao final foi tentar dar o meu máximo, sabia que claramente iria acabar abaixo de 1h35m, mas queria fazer o melhor possível. No final o tempo oficial de chip foi 1h33m01s, bem abaixo do meu objetivo e como me senti tão bem acredito que se tivesse arriscado um pouco mais no início podia ter-me aproximado de 1h30m. Fica para a próxima...



quinta-feira, outubro 09, 2025

Corrida do Tejo

Este post já vem com algum atraso, mas não tenho andado com muita inspiração ou vontade para a escrita, por isso tenho retardado a escrita deste post.

A corrida do Tejo é uma das corridas que me dá mais prazer fazer, porque foi das primeiras corridas que fiz quando voltei a correr, porque é uma corrida interessante para fazer bons tempos, porque gosto do percurso, etc. A única coisa que não gosto muito é a data da prova, a seguir às férias de Verão, onde normalmente a forma não é a melhor. E este ano aconteceu mesmo isso, três semanas a fazer quase nada a não ser descansar, comer e beber, e depois numa semana tentar recuperar disso para estar pronto para a corrida.

Sabia que não estava na minha melhor forma, contudo o objetivo seria sempre fazer menos de 45 minutos, ou seja, fazer melhor que 4m30s/km. Começa a corrida, e eu como estava nos primeiros blocos de partida, consegui desde o início ter um bom ritmo e estável. Nos dois primeiros quilómetros fiquei bastante surpreendido com o meu ritmo, ali bem perto dos 4min/km e sem grande esforço, não esperava mesmo nada estar a sentir-me tão bem. Subida ao alto da boa viagem e não sendo fácil, o ritmo sendo mais lento devido à inclinação, mesmo assim estava a ultrapassar muita gente e a sentir-me rápido. Quando estou perto do retorno junto à bomba de gasolina começo a ter um grande desconforto intestinal, cólicas e uma vontade de ir rapidamente à casa de banho. Ao virar e começar a descer, na altura que podia acelerar, tive de me conter e tentar controlar o desconforto, para não ter de parar e essencialmente, porque não tinha nenhum lugar para ir à casa de banho.

Fui controlando o desconforto e aos 5 quilómetros estava com o tempo de 21m53s, ainda com uma margem segura para fazer abaixo dos 45min finais, no entanto sabia que os 2 primeiros quilómetro tinham sido muito bons, se continuasse a perder tempo como nos 3 seguintes era difícil acabar abaixo dos 45min. O desconforto intestinal não passava, por isso o objetivo passou a ser fazer 4m30s/km, de modo a não perder mais tempo. Quando aos 8 quilómetros fui apanhado pela bandeira do ritmo 4m30s/km, e passado umas centenas de metros não consigo seguir com a bandeira fiquei preocupado. No entanto, nessa altura eu até estava a correr a 4m20s-4m25s/km, o corredor com a bandeira estava a um ritmo superior ao que devia. Apesar das dores abdominais, tentei acelerar nos últimos 500 metros. O tempo final de 44m04s até foi bastante bom, quase não perdi tempo na segunda parte da corrida apesar de não me sentir bem. A bandeira dos 45min deve ter acabado para aí com 43m30s, quase que me ia enganando.



sexta-feira, julho 11, 2025

Corrida da Próstata 2025

Esta seria mais uma corrida para ajudar a Liliana, e não reverter a lesão que estava a debelar há duas semanas, por isso a ideia seria ir ao ritmo dela e não forçar. Começa a corrida e queria manter o ritmo nos 6min/km, com o objetivo de fazer a Liliana acabar os 10kms abaixo de 1h de corrida. Desde o início ela não se mostrou nada confortável, tentei que ela se abrigasse do vento atrás de mim, no entanto ela não estava mentalmente preparada para o esforço e sentia-se algo cansada. 

Por volta do 4 quilómetros de prova parou, dei-lhe algumas palavras de força de maneira a que recomeçasse a correr o mais depressa possível para não perder tempo, mas não era o dia dela. Após começarmos a correr bastante devagar ela disse-me que iria ficar na primeira passagem da meta, voltei a andar com ela a tentar que ela não desistisse, mas não era o dia dela.

Passei na meta a meio da prova com cerca de 30 minutos de prova, ou seja, mesmo com as paragens para andar era possível terminar a prova em menos de 1h. Como me estava a sentir bem decidi acelerar um pouco até um ritmo que fosse confortável a rondar os 4m30s/km. Apesar de estar sempre com um olho no gémeo esquerdo, a tentar perceber se teria algum desconforto, o único desconforto que sentia era do ritmo ter aumentado o gémeo parecia estável. Como não senti nada durante 2 quilómetros, quis aumentar mais um bocadinho nos 3 quilómetros finais para 4m15s/km de modo a testar um pouco mais o gémeo. Felizmente tudo correu bem e sem dores acabei a prova com 51m07s.


Com isto fiz mais ou menos 21 minutos na segunda volta, o que se tivesse feito o mesmo na primeira volta daria para ficar no TOP10 desta prova, e mesmo assim consegui fazer melhor tempo que no ano anterior, há um ano atrás estava na minha pior forma de sempre. Para o ano terei de repetir esta prova fazendo-a com o objetivo de conseguir tirar o melhor que consigo fazer.

domingo, junho 22, 2025

Marginal à noite

Estive até à última hora para decidir se ia fazer esta prova ou não. Depois de me ter lesionado na corrida de Santo António passei a semana fazer gelo e a pôr pomada no gémeo esquerdo a tentar recuperar minimamente de modo a conseguir fazer a prova. Acabei por ir à prova mas não ia forçar nada ia só rolar sem forçar o gémeo. Então o objetivo passou ser ajudar a Liliana a conseguir fazer a prova em menos de 50 minutos.

Ao ver a partida ao longe, tive aquela sensação de desânimo, de querer estar a competir na minha melhor forma, de querer estar ali a sofrer a correr ao meu ritmo, a fazer o meu melhor. Mas de todo não o podia fazer, passado menos de 1 quilómetro de prova ao ritmo da Liliana, comecei a sentir uma pequena pressão no gémeo, não podia de todo apertar mais. A Liliana estava a conseguir fazer um bom ritmo, quase sempre abaixo dos 6min/km, por isso se não quebrasse seria relativamente fácil fazer abaixo dos 50 minutos. Como começámos muito atrás tivemos de ultrapassar muitos corredores, é uma das críticas fortes que tenho à organização desta prova, que tem piorado de ano para ano, a prova/estrada não tem capacidade para tantos corredores, são só duas faixas para cada lado que não suportam tantos corredores, aliás durante alguns quilómetros os corredores tiveram de ocupar as 4 faixas e só quando os primeiros corredores começaram a vir no sentido contrário é que deixaram de ocupar as faixas em sentido contrário.

No retorno estávamos com 22m30s, ou seja, estávamos muito abaixo para acabar nos 50 minutos e o desafio passava a ser manter o ritmo para fazer abaixo dos 45 minutos. Na subida de Paço d'Arcos foi a pior fase, a Liliana começou a querer quebrar e tive de motivá-la pois a dificuldade até ao final era só aquela. Quando começámos a descer para a meta percebi que era possível fazer abaixo dos 45 minutos, era só apertar um bocadinho. Num esforço final chegámos à meta com o tempo de 44m53s, ótimo tempo para a Liliana e para mim foi positivo conseguir fazer a prova toda até ao fim, mesmo que tenha sido a um ritmo mais baixo.