domingo, outubro 31, 2021

Gwydion & Filarmónica Ateneu Vilafranquense

De volta aos concertos e não poderia ser de melhor forma. Já há muito que tinha o desejo de ver ao vivo uma banda metal com uma orquestra, contudo nunca julguei ser possível em Portugal isso poder acontecer, primeiro porque geralmente só grandes bandas mundiais têm os meios de tocar com uma orquestra, segundo porque uma dessas grandes bandas nunca escolheria Portugal para actuar com uma orquestra. Mas o improvável aconteceu, uma banda portuguesa com pouca projecção e pouca capacidade financeira (não deixa de ser uma grande banda por isso) conseguiu montar um espectáculo com uma orquestra filarmónica.

Os Gwydion, banda da qual tenho o prazer de dizer que sou amigo por isso a minha análise pode não ser totalmente isenta, juntou-se com a orquestra filarmónica do Ateneu Vilafranquense e montou um espectáculo simplesmente brilhante numa atmosfera intimista de plena união entre orquestra, banda e público. O nome do espectáculo -  Ofiussa - Terra das Serpentes - é uma homenagem ao povo que vivia no norte de Portugal, Ofiussa era o nome dado pelos gregos a este território antes deste se chamar Lusitânia e o seu significado era exactamente Terra das Serpentes.

Em relação ao espetáculo em si, as alterações às músicas feitas para casarem bem com uma orquestra resultaram em algo épico, digno dos melhores espetáculos musicais feitos em Portugal e como disse ao Bruno (baixista da banda) eles colocaram a barra muito alta para eles próprios, porque qualquer coisa que façam no futuro irá ser comparado a este concerto. Para já não há datas para novos concertos, mas espero que eles repitam o concerto para dar hipóteses a mais pessoas que não conseguiram ou não sabiam deste concerto poderem aproveitar de um fantástico espetáculo.


terça-feira, outubro 26, 2021

Ironman Cascais

TÁ FEITO C@R@...caraças...este foi duro, foi muito duro, não me costumo lembrar das coisas más, mas não tenho ideia de ter sofrido tanto no meu primeiro Ironman. Começando pelo início, só começar este Ironman foi uma vitória, 5 dias antes da prova fui violentamente atropelado por uma carrinha, a minha bicicleta ficou toda partida e eu facilmente podia-me ter aleijado gravemente, ou mesmo não estar cá para contar a história, no entanto escapei só com alguns arranhões e nódoas negras. Há quem tenha dito que era um sinal que eu não devia participar no Ironman, para mim era só uma oportunidade que se mantinha ainda poder participar no Ironman, estava limitado mas não impedido fisicamente de participar.

Nas noites anteriores dormi mal, alguma ansiedade, preocupação com as mazelas, preocupação com a bicicleta. Contudo e felizmente, na noite da prova até dormi bem, acordei com o despertador e pensei - Isto ainda é cedo para começar a trabalhar. - depois quando vi que eram 6 horas é que caí em mim, esta era a hora que tinha posto o despertador no dia do Ironman. Despachar-me, ir até o parque de transição e fazer os últimos ajustes, por a garrafa de água, a minha alimentação nos sacos de transição, reavaliar o ar nos pneus e dirigir-me para a praia. Cheguei relativamente cedo à praia por volta das 7h20m e ainda fui dentro de água para avaliar a temperatura e dar a sentir ao corpo o que me esperava na prova. Ouvir o hino de Portugal foi diferente de qualquer outra vez, normalmente ouvimos o hino porque alguém está prestes a competir ou a ser reconhecido em representação de Portugal, naquele caso o hino era para mim, e para todos os portugueses que iam participar na prova. Após o hino dirigi-me para a minha caixa de partida, decidi ficar na caixa em que o tempo expectável para a natação seria entre 1h10m e 1h20m. Troquei uns últimos dedos de conversa com o Mário e o Paulo e nisto é dada a partida para os atletas de elite, começando a tocar o Thunderstruck dos AC/DC. Esta música foi como uma injecção de energia, toda a gente parecia focadíssima, como gladiadores à espera que abrissem os portões para entrarem a correr e a gritar dentro da arena, nunca mais ouvirei esta música com os mesmos ouvidos, o sentimento será com certeza este daqui para a frente.


Lá fui avançando na fila do rolling start e quando chego lá à frente e os braços baixam para dar sinal para o meu arranque, sentia-me o tal gladiador a correr pela areia em direcção ao mar. Os primeiros metros até ao pontão da praia do Peixe foi só um nadar desenfreado para ganhar ali algum espaço e orientar-me devidamente. Nessa altura estava um pouco descaído para a esquerda mais perto de terra. Devido à maré estar um pouco vazia achei que seria boa ideia ir mais longe da costa devido às rochas que poderia apanhar mais à frente (conhecia bem o percurso porque tinha feito dezenas de vezes em treinos) e fui-me dirigindo mais para a direita, apanhando a grande coluna de triatletas. Em boa altura o fiz por dois motivos, o primeiro realmente houve muita gente a queixar-se de ter apanhado rochas e eu nem as vi, o segundo porque fui atrás de uns pés que mal mexiam o que fazia que tivesse uma natação tranquila a poupar energia atrás de outro triatleta.

Segui atrás daquele triatleta até à bóia que estava mais perto do pontão do Tamariz, por volta dos 1800m, depois achei que ele estava a calcular mal a trajectória para a bóia seguinte que estava a cerca de 300m, e que estava a abrir muito para fora. Decidi então ir por mim até essa bóia e tentar arranjar uns melhores pés para seguir até ao final. Foi nessa altura que cheguei também a metade do percurso, e estava com 35 minutos de prova, ou seja, estava com um tempo final de natação perto de 1h10m, que seria inclusivamente melhor do que fiz em Barcelona. Após a bóia de retorno era seguir a direito tendo como referência o forte de Cascais. Apanhei uns pés que até estavam a um ritmo aceitável, mas que faziam imensa espuma e turbulência e após uns minutos aproveitei a boleia de outro triatleta que passava por nós e que quase não batia os pés. Fui seguindo quase até o final da natação e só quando vi a plataforma de saída para aí a 100-200m é que então fiz um esforço individual para chegar mais rápido. Nesta altura ainda me estava a sentir tão bem que me lembro perfeitamente de pensar que se fosse preciso dava outra volta, nem frio nem cansaço. Acabei o segmento de natação com 1h13m22s, fazendo mais de 3900m, por isso estava muito contente com o meu tempo.

Fazer agora quase 1km a correr até ao parque de transição, e calmamente preparar o famigerado segmento de ciclismo, passar vaselina nos pés, calçar as meias verificando que não ficaram com rugas, sapatos, dorsal, capacete e comida. Era hora do meu calcanhar de Aquiles, ainda por cima ia fazer com a minha bicicleta velhinha da Decathlon, que me tinha custado 300€, menos que alguns travões de algumas bicicletas que estavam lá no parque.

Pouco depois de sair do parque de transições tento por os braços nos extensores, que tinha passado da outra bicicleta para esta, mas as barras do guiador são mais finas e os extensores não apertavam bem, por isso não tinham estabilidade nenhuma, desisti logo ali de os usar, acabaram por só ser peso extra para o segmento de ciclismo. A primeira parte no Guincho que era rolante fui sendo ultrapassado por diversos triatletas, só quando comecei a subir para a Malveira é que equilibrei a coisa e ia passando mais ou menos tantos quantos os que passavam por mim. A subida até à Peninha foi tranquila e a um ritmo quase idêntico ao que tinha feito em treino com a bicicleta de competição. Na descida da estrada da Peninha fui ainda ultrapassando alguns, aquela descida técnica e algo perigosa favoreceu-me porque a conheço bastante bem por a ter feito dezenas de vezes. Na descida seguinte até à Malveira aí já foi outra conversa, é uma descida fácil e com a minha bicicleta a esgotar a desmultiplicação por volta dos 50km/h, fui sendo ultrapassado. Ao entrar no autódromo vejo um triatleta que estava já a sair a estatelar-se mesmo à minha frente, era um lembrete para não arriscar porque qualquer queda ou avaria podia-me tirar da competição. E sim, esse foi um cuidado constante que eu tive em todo o segmento, aquela bicicleta não é muito fiável, por isso tudo o que era buraco, empedrado, ou alcatrão em pior estado tentava evitar ou passar com cuidado para não partir nada. Chegar a Cascais e virar em direcção a Algés, ainda tinha pouco mais de 60kms feitos. Pouco depois foi a primeira ocasião onde me senti pouco confortável, sentia algum vento de frente, e com aquela bicicleta não conseguia posição aerodinâmica ou rolar a uma velocidade aceitável, até Algés fui a debater-me contra o vento. Dar a volta em Algés e ficou mais fácil, aproveitei para aumentar o ritmo e ao mesmo tempo sentir-me mais confortável, mesmo assim por volta dos 90kms o Paulo passou por mim e rapidamente deixei de o ver. Por volta dos 95kms comecei a sentir algumas dores de costas, ainda faltava tanto, por isso sabia que iria sofrer.

Chegando outra vez a Cascais e começar a segunda volta. No Guincho também já se sentia o vento de frente, não era muito forte mas o suficiente para me fazer claramente baixar o ritmo. Começando a subir para a Malveira senti um enorme calor, era mais ou menos 13h30m, o sol estava a pique, estava só com isotónico e não tinha água para pôr sobre a cabeça e sentia o cérebro a cozinhar por baixo do capacete. Como não me estava a sentir muito bem, antes de entrar na estrada da Serra fiz uma paragem estratégica para xixi, aproveitando para sair da bicicleta e tentar descansar durante uns segundos. quando chego a Cascais pensei que ia passar outro mau bocado com o vento em direcção a Algés, mas felizmente o vento tinha acalmado e a ida até Algés não foi tão penosa como a da primeira vez. O último retorno a Cascais já foi doloroso, as dores nas costas pioraram, o rabo já me doía e estava com uma dor estranha e incomodativa no meu pé direito. Foi gerir aqueles últimos quilómetros e pensar que era só chegar com a bicicleta que tinha praticamente a garantia que terminava o Ironman nem que fosse a andar.


Chego ao parque de transição e conforme ponho o pé direito no chão sinto uma dor aguda, não conseguia andar direito, só coxeava, não queria acreditar mas o meu pensamento de acabar nem que fosse a andar se calhar ia acontecer. Acabei o ciclismo com 6h57m08s, acredito que se tivesse feito com a minha bicicleta de competição teria feito 20-30 minutos a menos do que este tempo, mas o importante estava feito que era terminar. Penduro a bicicleta, calço os ténis de corrida e a dor alivia um bocado com o pé dentro dos ténis. Começo a correr ainda com dores, meio a coxear, mas a verdade é que passado 500m a dor tinha praticamente desaparecido e não me estava a impedir de correr. Os primeiros quilómetros de corrida até posso dizer que foram divertidos, estava a um bom ritmo, estava a passar imensa gente e não sentia qualquer tipo de dores significativas. Com 1 hora de corrida tinha feito 11kms e estava agora eu a ultrapassar o Paulo, que me tinha ultrapassado há horas atrás a meio da bicicleta. Nas idas para o Guincho estava a tentar abrigar-me do vento atrás de alguém, mas ao contrário de uma corrida normal onde corremos perto de pessoas com o mesmo ritmo, ali era difícil encontrar alguém com o mesmo ritmo, a maior parte era mais lenta que eu e às vezes passava alguém por mim muito mais rápido que eu não conseguia seguir, por isso ir abrigado era uma tarefa difícil.


Acabei a primeira meia maratona com 1h57m, não daria o tempo final que gostaria de fazer que era as 3h45m, mas não deixava de ser um tempo muito interessante. Contudo nessa altura já senti alguma fraqueza e percebi que não ia aguentar aquele ritmo durante muito mais tempo e que ia entrar em quebra, só não esperava era ter uma quebra tão acentuada como iria ter. Nessa altura fiz a segunda paragem estratégica para xixi, acho que até aguentaria até o final da corrida sem fazer, mas era mais para parar durante uns segundos e tentar recuperar. Quando dou a última volta em Cascais lá estavam os meus pais, como estiveram todo o dia durante o percurso, e disse que demoraria mais 1h20m-1h25m a fazer os 14kms que faltavam, mas que estava a sentir-me a quebrar. E a coisa iria piorar muito, por volta do quilómetro 30 sentia-me com o depósito totalmente vazio, fui obrigado a reduzir o ritmo porque não conseguia dar mais, por muito que bebesse e comesse parecia que não conseguia recuperar nada. Quando faltavam 6 quilómetros para o fim dei por mim numa situação que nunca tinha sentido, já tinha sentido pernas a falhar, a tremer, mas foi a primeira vez que senti a cabeça dormente, vontade de fechar os olhos e simplesmente apagar. Andei durante 10-15 segundos acho eu, e disse para mim que tinha de voltar a correr nem que fosse devagar, mas tinha de correr, e que iria andar nos postos de abastecimento dali até ao final. Não tenho muita memória destes últimos quilómetros, sei que andei nos postos de abastecimento e o resto foi descer devagar até Cascais. A memória que tenho é de olhar para o lado direito e ver o tapete vermelho com a meta ao fundo. Ainda parei para cumprimentar o Vasco que estava no público, eu acho que era o Vasco, mas nesta altura já não tenho a certeza. Cortei a meta totalmente arrasado mas com um sorriso nos lábios, ao fim de 12h54m14s, tendo demorado 4h31m55s a acabar a maratona. A minha queda facilmente se percebe quando olho para os últimos 14kms onde demorei a enormidade de 1h50m a fazer. A dureza deste percurso pode ser vista na enorme quantidade de desistências, não sei o número exacto mas a organização anunciou cerca de 2000 a começar e só acabaram 1410, é uma percentagem de desistências muito elevada. E no final lá estavam os meus pais outra vez, que me seguraram para me ajudar a andar. Além deles tinham acabado de chegar o Francisco e a Ana. Infelizmente o Francisco só chegou aquela hora, teria sido muito bom tê-lo visto durante a prova e teria sido uma força extra.




Tenho de dizer o muito obrigado a todos os amigos que me apoiaram, os que competem sabem o que vale aquele apoio, mas os que não competem acreditem que é valioso qualquer apoio vindo de fora. O muito obrigado aos meus pais que passaram o dia todo a apoiarem em todas as passagens que tinha em Cascais, e ainda me ajudaram a ir buscar a bicicleta e o equipamento no final da prova. 

Agora a parte mais negativa que não posso deixar passar. Se em Setúbal elogiei a organização, aqui irei fazer exactamente o contrário porque provavelmente estamos a falar do evento desportivo mais importante e que move mais dinheiro realizado em Portugal este ano. A marca Ironman™, quere-se uma marca de excelência, estamos a falar de uma prova pelo menos 3 vezes mais cara que qualquer outra prova com a mesma distância, por isso não esperava nada além da perfeição, que justificasse o preço que é pago. As minhas queixas vi-as replicadas por muitas pessoas, por isso é com algum fundamento que as faço e não é uma simples implicância minha. 

Começando pelo segmento de natação, a touca que nos deram mais parece uma touca descartável, de tão má qualidade que tinha medo de a romper ao colocá-la, ao contrário de todas as provas onde tenho participado que guardo as toucas e que as uso frequentemente com orgulho de ter acabado a prova, esta touca não a voltarei a utilizar. Depois o percurso, eu por acaso conhecia o percurso, mas estava mal sinalizado com poucas bóias de orientação e pior que isso, houve imensas pessoas a aleijarem-se em rochas porque a maré não estava cheia. 

No segmento de ciclismo vários problemas outra vez. Primeiro não forneceram um bidon inicial no kit, ou seja tivemos de levar nós um bidon nosso, para quando tivesse vazio deitar fora para receber...um novo bidon...não! Recebíamos garrafas de plástico vulgares que nem se aguentavam bem nos suportes da bicicleta, simplesmente ridículo. Já sei que se vão desculpar com o COVID, que era para não abrir as garrafas e por dentro de bidons, mas depois no segmento de corrida já puderam abrir as garrafas e por o líquido em copos de papel. Depois só havia 1 sabor de gel e 1 sabor de barras energéticas, ainda bem que eu gostei dos sabores, porque para quem não gostasse estava tramado. E as bananas, eram tão verdes que era impossível descascá-las em andamento e em segurança, inclusivamente houve uma que comecei a comer e de tão acre e aspera que era tive de a cuspir fora. Finalmente ter postos de abastecimento que só funcionam numa das voltas é só enganar-nos, bem sei que se vão escudar no regulamento, que por acaso li umas 3 vezes, mas acham que consigo decorar todos os quilómetros a que há abastecimento? O que aconteceu-me na primeira volta foi a chegar a Caxias em direcção a Lisboa tinha indicação de posto de abastecimento, deito fora a minha garrafa de água para receber uma cheia e quando vejo ainda estão a montar o posto de abastecimento que estaria aberto só na segunda volta, conclusão, tive uma série de quilómetros sem água.

Passando ao segmento de atletismo, o único alimento sólido eram bananas verdes mais uma vez. Ainda descobri uma mesa com uns míseros frutos secos, mas barras energéticas nem vê-las. E alimentação com sal para evitar cãibras? Também nem vê-la. E finalmente se querem ter bebida quente ponham chá, agora cola ou bebida energética quente é só horrível. Minimizar custos e aumentar lucros, é o que vejo. Por isto dificilmente voltarei a participar num evento da marca Ironman™, se quiser voltar a fazer a distância Ironman tenho outras opções muito mais baratas e com melhor qualidade.




segunda-feira, outubro 18, 2021

Novamente atropelado

Começo a pensar que ando com um manto invisível quando ando de bicicleta, mais uma vez o condutor não me viu, e neste caso não há desculpa nenhuma para não me ter visto. Saí de casa para o último treino de bicicleta antes do Ironman, uma coisa calma e tranquila julgava eu. Logo aqui ao pé de casa, deveria ter feito 500 metros, ao sair de uma rotunda fui abalroado por uma Ford Transit que estava a entrar na rotunda.

Segundo uma testemunha voei no ar durante cerca de 4 metros dando um mortal no ar, eu só me lembro de tentar evitar a carrinha e ela bater-me em cheio sobre o meu lado direito. Aterrei no passeio (triângulo de entrada da rotunda) sobre o meu lado esquerdo. Depois de ir ao hospital e de fazer um raio X, feliz-me só tenho algumas escoriações e arranhões, como caí "em seco" no chão e não fui de arrasto os arranhões nem estão assim tão feios.

O Ironman é já no próximo sábado, e não dá tempo para chorar em leite derramado, sim estou debilitado, sim estou desconfortável, mas os ciclistas profissionais depois de grandes quedas conseguem mesmo assim terminar as grandes voltas, por isso eu terei também de conseguir superar a dor extra. Pior ainda foi a bicicleta, que ficou totalmente partida, o quadro partiu em 3 sítios, quem a visse não dizia que eu fiquei tão inteiro. Então além de estar amachucado, terei também de fazer o Ironman com a minha antiga bicicleta, uma bicicleta da Decathlon de 300€, que já não ando com ela para aí há 2 anos e não tenho o corpo propriamente adaptado a ela, e já nem vou conseguir treinar com ela antes da prova. Terei de fazer o Ironman em hard mode, não há volta a dar, e se o conseguir completar (que vou conseguir) ainda me saberá melhor e darei mais valor.





quinta-feira, outubro 07, 2021

Dino Parque Lourinhã

Já houve um tempo na minha vida que lia tudo o que podia sobre dinossauros, ainda antes da febre do Jurassic Park, agora já não é bem o caso, gosto de ter o conhecimento mas não é um tema ao qual eu dê primazia. Contudo o gosto por estes seres há muito extintos passou para o meu filho, que com os seus 5 anos é das coisas que mais gosta, desenhos animados de dinossauros, brinquedos de dinossauros, desenhos de dinossauros, etc.

Sendo assim, seria natural uma visita ao Dino Parque da Lourinhã. Eu não tinha ideia, mas parece que a Lourinhã é a capital nacional do dinossauro, tudo o que é rotunda tem um dinossauro, são dinossauros por todo o lado, claro que isto só deve ter vindo depois do Dino Parque, mas é uma óptima forma de promover a região. E porquê um dino parque na Lourinhã? Bem, pelo que vi no parque existem um sem número de fósseis de dinossauros que foram encontrados nesta região, alguns até devem o seu nome a este local, como é o caso por exemplo do Lourinhanosaurus Antunesi ou do Lourinhasaurus Alenquerensis.

O parque é um pouco caro tendo em consideração que a manutenção não deve ser assim nada de extraordinário, nem têm de alimentar os animais... Em relação ao parque tenho de destacar o mini museu logo na entrada o qual tem uma série de informações e fósseis muito interessantes. Depois basicamente o parque está organizado temporalmente cada percurso corresponde a uma era temporal, esta organização é excelente porque vamos vendo a evolução das espécies. Finalmente ainda têm um percurso dedicado aos monstros marinhos, transversal a todas as eras. É um parque que deve ser visitado com pelo menos 3-4h de disponibilidade de forma a se poder aproveitar de todo o conhecimento que tem disponível, sem grandes correrias.



terça-feira, outubro 05, 2021

Triatlo de Setúbal 2021

Mais de 2 anos depois voltei a participar num triatlo, e curiosamente, o último triatlo que tinha feito foi exactamente o triatlo de Setúbal de 2019. Este triatlo foi totalmente diferente para mim do triatlo de 2019, em 2019 fui só fazer o triatlo para me divertir, porque me disseram, e com razão, que era o melhor triatlo longo a ser realizado em Portugal, este ano o triatlo era um teste para aferir a minha forma na preparação para o Ironman de Cascais a ser realizado 3 semanas depois.

Este triatlo acabou por ter um sabor agridoce, mas vamos começar pelo início. Quando me desloquei para o parque de transição pela madrugada apanhei logo um banho de chuva, o tempo estava mau e rezava naquela altura para que o tempo melhorasse, mas de qualquer forma a estrada certamente estaria molhada para o segmento de bicicleta, o que o tornaria mais perigoso. Cerca de 15 minutos antes da partida, quando estava a fazer o aquecimento na praia, lá a chuva deu tréguas para não mais voltar. Começa o segmento de natação e estava-me a sentir muito à vontade, melhor do que pensaria estar, até à primeira boia amarela andei a saltitar de pés em pés porque sentia que conseguia ir mais rápido. Nos primeiros 500 metros demorei menos de 8m30s, ou havia corrente, ou estava a abusar no ritmo. Depois dessa boia estabilizei atrás de uns pés que me pareciam estar ao ritmo que devia de ir, confortável mas não demasiado devagar, mesmo assim fiz pouco mais de 9 minutos nos segundos 500 metros. Pouco antes de sair de água para contornar a boia que estava em terra levei uma trolitada na cabeça de uma mulher que me deixou meio tonto e me fez perder os pés que estava a seguir. Eu não gosto muito destas saídas da água a meio do segmento de natação, passar da posição vertical para a horizontal pareço sempre um bêbedo a sair de dentro de água. Dali até ao final do segmento era muito rápido, era manter a natação tranquila atrás de alguém. Antes de sair de dentro de água reduzi um bocadinho o ritmo para sair mais direito, depois ainda fiquei no engarrafamento das escadas que davam acesso ao parque de transição, mas de qualquer forma o tempo de 34m29s, a uma média de 1m50s/100metros, foi muito melhor do que estava à espera e muito melhor que o ritmo ao qual tenho estado a treinar, tendo saído na posição 172.

A primeira transição nunca é muito rápida, mas nada que envergonhe para quem não tem qualquer ambição ao nível da classificação geral. Quando pus os braços nos extensores, ainda em Setúbal e olhei para baixo reparei que tinha deixado os travões abertos, em andamento lá fechei os travões. Sou mesmo distraído, isto podia ter dado para o torto senão tivesse reparado naquela altura, pois quando tentasse travar numa descida, aí ia reparar que não estava a travar com efectividade. O início do percurso de ciclismo era praticamente plano seguido da primeira incursão à Serra da Arrábida. Na altura do primeiro retorno, pouco antes do Portinho da Arrábida, e já com a pior parte da montanha feita quando estávamos quase com 30kms feitos, levava cerca de 1 hora de prova, estava na posição 191, e sentia-me super entusiasmado, mesmo não indo a fundo porque não me queria desgastar demais a 3 semanas do Ironman, estava com uma média de quase 30km/h.

Mas como disse no início foi uma prova agridoce, estava tudo a correr bem, sensações óptimas, médias boas, contudo estamos sujeitos a uma série de problemas que nada ou pouco controlamos no segmento de ciclismo. Aos 32kms quando me pus de pé para ganhar ímpeto numa rampa curta mas dura a roda da frente escorrega-me estranhamente. Mais uma pedalada e volta a escorregar, tinha o pneu em baixo devido a um furo. Pedalei mais uma dezena de metros e parei no topo da rampa para trocar a câmara de ar. Mal eu paro para também atrás de mim o Francisco Osório também com um furo, e passado uns segundos mais outro ciclista que me pediu a bomba que estava com um furo lento e queria tentar chegar ao posto de assistência mecânica. Naquela altura estávamos ali 3 triatletas parados com furos. O tal rapaz encheu um bocado o pneu e seguiu caminho. Eu tirei o pneu da jante, tirei a câmara de ar, pus a nova câmara de ar, tudo isto relativamente rápido. Entretanto o Francisco estava com dificuldades a tirar o pneu da jante. Disse-lhe para me deixar tentar e dei-lhe a minha roda pedindo-lhe para me por o pneu da jante. Aquilo estava difícil, mas com a ajuda de um árbitro que chegou entretanto lá conseguimos desencaixar o pneu da jante. Normalmente sou muito crítico com os árbitros, acho que para triatletas de meio da tabela como eu se comportam de uma maneira intransigente, como se lutássemos pelo primeiro lugar, neste caso só posso dizer bem deste árbitro, foi incansável a tentar ajudar-nos e no final ainda foi ao ponto de assistência mecânica buscar câmaras de ar.

Bem, quando voltei a trocar de roda com o Francisco e ele devolveu-me a minha, começo a reparar que o pneu não estava bem encaixado  na jante na zona do pipo. Volto a desencaixar o pneu, ajusto a câmara de ar mas o pneu não encaixava na jante por nada, nunca tal me tinha acontecido... Começo a ver a minha vida a andar para trás, já estava à 10 minutos parado e ainda estava praticamente na estaca zero. Tinha de fazer algo rápido, se a câmara de ar nova não dava tinha de tentar reparar a antiga visto que tinha remendos rápido, era a minha única solução. Enquanto isto o Francisco já tinha posto uma câmara de ar nova, tinha enchido mas conforme enchia ela voltou a furar, provavelmente não limpou bem o pneu e o que furou a primeira câmara de ar furou também a segunda. Eu estava com o ouvido junto à minha câmara de ar a tentar descobrir o furo, quando o árbitro me disse - "Olha está ali uma poça da chuva, nem tudo é mau de ter chovido." - mal pus a câmara na água vi logo o furo, com a pressa nem verifiquei o resto da câmara de ar, podia ter corrido mal se tivesse mais de um furo. Lá reparei o furo e estava pronto para seguir caminho, o Francisco frustrado decidiu desistir e por isso eu ia seguir caminho. Ainda perguntei ao árbitro se valia a pena seguir, se ainda estava dentro do tempo de controlo, ao que ele me respondeu que ainda haviam alguns triatletas atrás de mim. Tinha com este problema perdido cerca de 27 minutos. Ao tentar arrancar ainda tive de voltar a parar, os meus sapatos tinham tanta lama de ter estado na berma que não encaixavam nos pedais, lá bati com os pés no chão e com alguma dificuldade lá encaixei os sapatos nos pedais.

Escusado será dizer que comecei de imediato as ultrapassagens, normalmente sou atleta de meio da tabela e neste momento estava a jogar na liga dos últimos, por isso era normal estar só a fazer ultrapassagens e não estar a ser ultrapassado. Até Setúbal ia constantemente a olhar para o pneu da frente a ver se continuava cheio, sempre com medo que não tivesse resolvido definitivamente o problema. Era uma motivação extra as ultrapassagens e aliado ao facto de ter o vento pelas costas fiz uma óptima média até o retorno na Mitrena. Nessa altura, e apesar das ultrapassagens que já tinha feito, ia na posição 383, tendo em consideração que só acabaram o triatlo 391 triatletas, não ia assim tanta gente atrás de mim que ainda tenha acabado o triatlo, estava praticamente em último. O trajecto entre a Mitrena e o centro de Setúbal foi aquele que senti que me esforcei mais do que queria, o vento estava contra, e tive me esforçar mais para o ritmo não cair em demasia. No segundo retorno no Portinho da Arrábida já ia na posição 366, pouco a pouco ia recuperando lugares. Ainda antes de acabar o segmento de ciclismo apanhei a Teresa Sepúlveda, parei um pouco ao lado dela para lhe dar uma força já que estávamos quase a chegar a Setúbal, mas acabei por seguir antes que algum árbitro visse e recebêssemos alguma penalização por excesso de zelo dos árbitros. Acabei o segmento de ciclismo na posição 355, certamente ultrapassei mais de 35 triatletas depois do furo, com o tempo de 3h40h28s, teria tido um bom tempo final se descontarmos os 27 minutos que tive parado.

A segunda transição neste triatlo é supersónica, visto não termos de arrumar a bicicleta, só sendo necessário entregá-la a alguém da organização. Saí bastante "soltinho" para a corrida, sentia-me muito bem e vendo em retrospectiva até andei rápido demais, não devia ter puxado tanto nos primeiros quilómetros, mas deixei-me levar pelo entusiasmo. Até aos 8 quilómetros, que foi até à altura onde me senti melhor, já ia na posição 337, com uma média de 4m39s/km. A minha ideia era fazer uma média de 5min/km, para não ficar muito amassado. Os 8 quilómetros seguintes já fiz a um ritmo confortável, a um ritmo que considero aguentar durante bastantes quilómetros se for necessário, os tais 5min/km. Por volta dessa altura já ia na posição 316, eu não sabia, mas apesar de ter diminuído o ritmo continuava a recuperar bastantes posições. Mais ou menos por volta dessa altura comecei a sentir um desconforto no joelho esquerdo, diminuí a largura da passada e aumentei a cadência, ou pelo menos tentei, de forma a diminuir o impacto da passada e a carga no joelho. O desconforto foi passando, contudo não voltei a aumentar o ritmo tirando já mesmo perto do final. Acabei o segmento de atletismo com 1h42m18s, com um tempo total final de 6h01m18s, na posição 295 da geral. Senão tivesse tido aquele problema na bicicleta teria acabado muito perto das 5h30m, o que seria um óptimo tempo para mim neste triatlo.


Fazendo agora uma retrospectiva da prova, foi um bom teste para o Ironman, consegui nos 3 segmentos fazer melhores médias e ter melhores sensações do que esperava. Uma palavra para a organização, este sem dúvida é o melhor triatlo longo organizado em Portugal, bons percursos, bons abastecimentos, bom apoio logístico, boa organização, pouca coisa considero que pode ser melhorada, e a um preço simpático comparando com organizações de nível idêntico. Será um triatlo que voltarei a fazer no futuro, nem que seja com pouco treino só para me divertir.


domingo, setembro 26, 2021

Ohai Resort

No início da semana fui passar 2 noites ao Ohai Resort na Nazaré. Tinha ouvido óptimas referências ao sítio e após algumas tentativas falhadas de conhecer o local finalmente esta semana consegui ir até lá e dar um mimo ao meu filho. O resort não é propriamente barato e mesmo os Bungalows de praia, que foi onde fiquei, são um bocado caros para as condições que têm, mas o resort compensa com os extras que tem disponíveis.

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Os extras que mais se destacam são as atracções aquáticas. A primeira que experimentámos foram umas piscinas construídas em antigos contentores empilhados uns sobre os outros, fazendo o efeito de pequenas piscinas umas em cima das outras. Aqui a água era mais fria, mas a ideia original e a paisagem fazia-nos querer desfrutar mais do espaço.


Depois tínhamos a piscina principal, com uma entrada em desnível como se fosse uma praia, ideal para as crianças entrarem em segurança. O chão era num material anti derrapante muito bom, não magoava nos pés e ao mesmo tempo as crianças corriam à vontade sem risco de escorregarem e caírem. A nível de piscinas ainda têm a piscina interior com a sua temperatura de cerca de 30ºC e que era o sítio favorito do Francisco. Finalmente no que toca a atracções aquáticas, ainda passámos imenso tempo nos tubos de água, eram só 5 tubos de diferentes alturas, mas o suficiente para fazer as delícias das crianças e não nego, eu também me diverti imenso. 


Fora a parte aquática existem uma série de actividades para as crianças e algumas para adultos, desde salão de jogos com playstations e uma mesa de snooker, insufláveis, parque infantil, actividades lúdicas para crianças, campos de paddle, vólei e futebol de praia, etc. A nível de refeições optámos por pensão completa, mas arrependi-me, se soubesse teria escolhido só o pequeno almoço. Os pequenos almoços eram variados, com muita escolha e opções para os diferentes gostos e era possível experimentar diversas coisas cada dia. Quanto às refeições só a de domingo à noite foi buffet com alguma escolha, nos outros dias, foi sempre o mesmo menu diminuto, com pouca variedade e coisas saudáveis, e acabei por ter de repetir a mesma comida em refeições diferentes. Foi dos pontos mais negativos que tenho a apontar, isso, e também o facto de termos reclamado de uma luz fundida e uma porta empenada que não fechava e niguém ter ido ao bungalow reparar. Pontos positivos, além dos já falados, a extrema simpatia dos empregados e o facto de nos terem permitido fazer check-in mais cedo e check-out mais tarde o que nos possibilitou aproveitar mas 5 horas dos parque.


Já que estavamos na Nazaré ainda aproveitámos para ir ao Sítio que já lá não ía praí à uma dezena de anos, numa altura em que a Nazaré ainda não era conhecida pelas suas ondas gigantes, mas pela sua grande praia de água fria. Ainda na temática das ondas gigantes vale a pena visitar o Forte de São Miguel Arcanjo, com uma entrada simbólica no valor de 1€, algo que defendo no que toca a cultura, devemos pagar para ajudar na manutenção do espaço, mas a cultura deve ser acessível a todas as pessoas. No Forte podemos perceber o fenómero do canhão da Nazaré, algo muito interessante, assim como as pranchas dos destemidos/loucos que têm a capacidade de cavalgar aquelas ondas gigantes. O mar estava calmo quando lá fui, contudo olhando as imagens e vídeos que já vi é impressionante estando ao vivo no local perceber a magnitude que as ondas alcançam. Foram 3 dias muito bem aproveitados, se voltarei a ir ao resort? Dúvido, foi bom conhecer, mas é muito caro, só la voltarei se for com um grupo de amigos do Francisco para as crianças aproveitarem. Se aconselho uma visita? Sem dúvida, é uma experiencia que quem conseguir deve proporcionar aos seus filhos.




terça-feira, setembro 21, 2021

Lisboa on Top - 4ª etapa

Esta foi a última etapa do Lisboa on Top, e adiantando já o resultado final, depois do 4º lugar na 1ª etapa, 7º na 2ª etapa e 6º na 3ª etapa, acabei por fazer o straight flush nos resultados e fiz nesta última etapa o 5º lugar, ficando em 2º lugar no meu escalão que foi o melhor a nível de escalão que consegui. Há a referir que entre a primeira e última prova se passaram 2 anos, o que me deixa contente em constatar que consegui manter o nível ao longo deste tempo de confinamentos, de incertezas e dificuldades em manter o foco no treino.


Esta etapa foi a segunda mais longa com 1,35kms e com uma parte final mais rolante que as provas anteriores. Conhecia bastante bem a subida principal pois antes da pandemia era um dos meus locais de eleição para treinar rampas. Não costumava era treinar o plano a seguir à subida, por isso quando experimentei o percurso durante o aquecimento apercebi-me que tinha de poupar algo porque senão perderia potência no plano.

Tal como aconteceu na última prova, mal arranquei na minha série fiquei sozinho, sem que alguém viesse comigo, sem referências de tempos, sem pressão extra. A diferença nesta prova foi como era mais longa comecei rapidamente a dobrar corredores que tinham saído 2 minutos antes de mim na série anterior. A motivação era sempre "caçar" o próximo que estava em linha de vista. Isto ajudou-me especialmente quando cheguei à parte plana final e tinha um corredor a cerca de 20 metros de mim, ali estava a motivação extra para dar um bocadinho mais, acabei por o apanhar e tentei ir a fundo até ao final. Como conclusão final, gostei deste conceito de corrida curta com rampas agressivas, que se adapta bem às minhas características de corrida e que essencialmente servem como treinos um bocadinho mais sérios, mais para aferir a forma física.

Chegada à meta


sábado, setembro 18, 2021

Passeio na Tapada de Mafra

Ontem fui pela primeira vez à Tapada de Mafra, já tinha passado frente ao portão algumas vezes mas foi a primeira vez que visitei o parque. Foi uma manhã muito agradável, com uma temperatura optima para um passeio pela natureza. Os animais nota-se que estão muito bem adaptados à presença de seres humanos, praticamente ignorando as  pessoas. É um passeio que aconselho vivamente especialmente para crianças que de certeza ficaram entusiasmadas com os animais.


terça-feira, setembro 07, 2021

Lisboa on Top - 3ª etapa

Em primeiro lugar, o retorno às provas nesta época pós COVID, finalmente, já não era sem tempo e estava cheio de saudades de voltar a competir. Após estar mais de uma semana sem correr devido a uma queda de bicicleta, que me deixou algumas marcas e debilidades, não estava no topo das minhas capacidades para a prova. No entanto estamos a falar de uma distância muito curta, mais dada a esforços anaeróbicos, por isso mesmo com uma preparação mais fraca, esperava que conseguisse ir a fundo nesta curta distância e que a falta de preparação não se notasse.

Após um 4º lugar na primeira etapa e um 7º lugar na segunda etapa queria voltar a fazer TOP 10 nesta prova. Durante o aquecimento fiz 3 vezes a subida da prova e notei que a inclinação não era constante tinha zonas muito diferentes, não era como as 2 primeiras etapas onde a parte mais dura era o final e tínhamos de gerir o início, aqui era importante ir a fundo desde o início mas guardando alguma energia para a rampa final.

Esta prova como as anteriores era composta por séries, e desta vez bastante curtas de 10 corredores devido às regras da pandemia. E mais uma vez tive azar na minha série, ao fim da primeira escadaria já estava destacado de todos, tendo de fazer um esforço contra mim próprio não tendo nenhuma referencia de outros atletas, alguém que me fizesse dar aquele bocadinho extra porque estava mesmo à minha frente ou porque me vinha a pisar os calcanhares. Ganhei a minha série com uma vantagem gigantesca e na classificação geral acabei por ficar em 6º lugar. Mais uma vez um bom resultado, mas o que é curioso é que na 1ª etapa onde tive a minha melhor classificação geral foi quando acabei em 2º lugar a minha série.




terça-feira, julho 06, 2021

Vacinação COVID

Duas semanas após a marcação da vacinação fui vacinado no último domingo. A marcação estava para as 10h48 e cheguei 10 minutos antes como era recomendado pelas autoridades. Quando cheguei ao pavilhão de Alcabideche dou de caras com uma fila enorme, ao que percebi que não devia ter dado ouvidos às recomendações e deveria ter chegado bem mais cedo. Após 1h45m de espera lá fui vacinado com a vacina da Pfizer, e ainda mais 30 minutos de espera para ver se teria reacções à vacina, ou seja mais de 2 horas para ser vacinado, com cerca de 1h30m ao sol e em pé. Claro que sou uma pessoa saudável e ainda numa faixa etária intermédia, mas se fossem pessoas mais velhas imagino quantas não iriam tombar com aquele tempo todo ao sol. Devo referir que tudo até estava a funcionar bastante eficientemente, o registo de entrada e a própria vacinação era algo mesmo muito rápido. Estou a falar que de certeza cada vacina demorava menos de 2 minutos desde o momento de entrada no gabinete até à saída do gabinete. Então se estava tudo a funcionar de maneira eficiente qual era o problema? A minha única explicação é que houve um agendamento mesmo muito superior ao da capacidade de vacinação, se havia 5 gabinetes e cada vacina demorava 2 minutos eu tenho a certeza que para uma determinada hora estavam agendada pelo menos o dobro das pessoas ao invés das 5 que seria uma por gabinete. Claro que há faltas, mas então marcavam 6 pessoas para cada hora e mesmo assim iriam-se formar filas, ou seja em vez de marcarem 150 por cada hora, marcavam 180 pessoas. Um perfeito caus totalmente evitável.