Gosto muito de participar na corrida do Tejo, que é uma das mais marcantes corridas da zona de Lisboa, é uma corrida logo a seguir às férias, o que não favorece fazer bons resultados, contudo é boa para saber a base em que estamos para a época que vai começar. Tinha combina com o Sebastião fazermos a corrida juntos com um ritmo de 4m30s/km de modo a terminar com o tempo de 45 minutos, parecia-me uma boa meta para início de época.
A minha visão do Mundo...
quarta-feira, outubro 14, 2026
Corrida do Tejo 2025
sexta-feira, agosto 14, 2026
O eclipse
sexta-feira, julho 10, 2026
Corrida da Próstata
Depois de nos 2 anos anteriores (2024 e 2025) ter feito muito maus resultados, por motivos diferentes, neste ano estava com tudo e depois da boa corrida na marginal à noite tinha como objetivo fazer abaixo dos 40 minutos e se possível como objetivo secundário ficar no TOP10. Começo da corrida e tento ir no grupo da frente, o primeiro distancia-se logo, seguido por um grupo de 3 e eu fiquei no 6º lugar atrás de outro corredor. Infelizmente para mim percebi logo que não estava confortável, e pior que isso olhei para o relógio e achei pelo esforço que deveria ir a 3m50s/km, mas não, nem a 4min/km eu ia.
Comecei a perder terreno para o corredor da frente até que fui apanhado por 3 corredores, ou seja, estava num grupo entre o 6º-9º lugares. Isto aconteceu tudo dentro do primeiro quilómetro ainda. Aproveitei aqueles breves momentos dentro do grupo para recuperar o folgo e ir colado atrás de alguém para me poupar, até que um deles aumentou o ritmo e eu ainda consegui ir com ele durante uns 500 metros, mas foi o suficiente para me distanciar de quem vinha atrás. Durante o resto da primeira volta, foi uma luta para manter a curta distância que tinha de diferença para o 6º lugar e esperar alguma quebra. Até que por volta do quilómetro 4, a 1 quilómetro do fim da primeira volta, começo a ouvir passos cada vez mais próximos de mim, não me estava a sentir forte, apesar do 6º lugar se manter à mesma distância para a frente, sabia que iria ser difícil não ser ultrapassado por quem vinha atrás de mim.
No final da primeira volta sou ultrapassado por dois corredores, não eram os mesmos do grupo inicial que tinha fugido, mas estes estavam claramente mais fortes, pois só consegui seguir com eles por breves momentos. Terminei a primeira volta com sensivelmente 21minutos, claramente não iria fazer abaixo dos 40 minutos aliás, dada a minha falta de força o meu pensamento foi tentar na segunda volta só fazer 1 minuto a mais do que tinha feito na primeira volta. Como o objetivo principal era uma impossibilidade o meu foco passou ser conseguir o TOP 10 e naquele momento estava em 9º lugar.
Passado mais 1 quilómetro sou apanhado por outro corredor, estava agora no limite do TOP10, no entanto consegui ir com ele, fazendo 2 quilómetros juntos. Por volta do quilómetro 8 não via ninguém perto de mim para trás, e como estava tão cansado decidi parar de ir ao choque e deixar o 9º lugar se afastar. Até ao final foi controlar para manter o meu 10º lugar e no final quase que apanhava o 9º lugar pois ele parou de correr antes da meta e se eu tivesse mais em cima dele ainda o tinha ultrapassado. Tempo final de 43m13s, muito melhor que nos anos anteriores, mas desapontante para o meu objetivo, se o tivesse conseguido teria feito pelo menos TOP 5, se é que não conseguiria pódio, bem, salvou-se o lugar no TOP 10.
quinta-feira, julho 02, 2026
Chegou o imperador
sexta-feira, junho 19, 2026
Marginal à noite
Ao contrário do ano anterior onde estava lesionado, este ano encontrava-me bem e queria dar o meu melhor, gostava de fazer uma média inferior a 4min/km, mas sabia que seria muito difícil. Há duas grandes vantagens desta prova para fazer bons tempos, ser de noite o que a torna mais fresca e em segundo tem uma altimetria muito reduzida. Tinha o dorsal para a caixa dos sub-36min, por isso também não teria assim tanta gente à minha frente e quem lá estava correria também bem, por isso aquele primeiro quilómetro que é complicado pela estrada ser estreita para tanta gente, poderia não impactar assim tanto o resultado final.
sexta-feira, junho 12, 2026
Troféu de Oeiras - Jamor
Última etapa da temporada, e talvez a mais fácil delas todas, a nível de altimetria, apesar de ser a única que é em trail. A prova é curta e intensa, quase sempre feita a fundo, e como habitual, sobre um calor intenso. Os 2 primeiros quilómetros quase sempre a descer foram feitos acima do que estava à espera, não senti que estivesse a forçar mas foram feitos a uma ótima velocidade. Depois a parte a subir, e este ano a seguir aquela curta mas inclinadíssima rampa continuávamos a subir por mais uns metros, uma pequena alteração que dificultava a recuperação do ritmo.
Quando acabou a primeira volta a minha vontade era de ficar por ali, sentia-me cansado e o ritmo da segunda volta veio a provar isso, não consegui aproximar-me do ritmo da primeira volta. Depois da subida ainda fui ultrapassado por alguns corredores, no entanto consegui manter a distância e recolar perto da reta final. Naquele final ainda consegui impor a minha velocidade terminal e ultrapassar 3 corredores, se tivesse arrancado um pouco mais cedo ainda ultrapassaria mais um, ficou-me a faltar 10-20 metros para conseguir mais uma ultrapassagem, mas nem eram do meu escalão, por isso não fez diferença.
O resultado final foi somente um 15º lugar no meu escalão, no entanto o tempo final foi bastante bom, não consigo comparar com os anos anteriores, pois o percurso deste ano era maior, no entanto, com um percurso maior e mais difícil a média de velocidade foi praticamente a mesma. Este ano consegui voltar a ter bons desempenhos no troféu de Oeiras e como fecho de temporada tenho de estar contente, consegui diversos TOP10, mas acima de tudo, voltei a ter um bom ritmo e consistência. Que venha a próxima temporada.
quarta-feira, junho 03, 2026
Troféu de Oeiras - Outurela
Esta é a etapa em que jogo em casa, pois é organizada pelo meu clube, apesar de ser uma das etapas que mais me desfavorece pois acaba a descer o que não privilegia as minhas caraterísticas. Ainda por cima este ano a prova foi a um sábado e na 6ª feira tinha feito um treino duro, por isso estava um pouco cansado para a prova.
O início correu bem, consegui impor um bom ritmo na subida de Barronhos e durante a descida consegui seguir com um grupo o que ajudou a manter o ritmo. Quando comecei a grande subida da prova por volta dos 3 kms de prova sentia-me em esforço, como não podia deixar de ser, mas não me sentia sem forças. A subida tem cerca de 1,5 kms e logo no início juntei-me com um corredor que costuma fazer mais ou menos o meu tempo em todas as provas e aproveitámos a ajuda mútua para irmos ganhando uns lugares ao longo da subida.
O problema foi quando cheguei ao topo, aí senti-me sem forças, e disse-lhe para continuar sem mim. Enquanto o terreno foi plano ou ligeiramente a subir consegui esconder a minha incapacidade, mas quando começamos a descer para a meta são 2 kms que deveriam ser feitos a alto ritmo, e aí eu não consegui aumentar o meu ritmo. Durante a descida fui passado por 6 corredores e mesmo à entrada da reta final a descer sou apanhado por um grupo de 5 corredores, e eu pensava que estava rápido, e normalmente sou rápido a terminar, mas ali fui ultrapassado por todos sem apelo nem agrado, sem pernas, sem força, tive de me contentar em ser ultrapassado e ter cuidado para não cair de cansaço.
No final tive de me contentar com o 12º lugar do meu escalão, perdi 2 lugares naquele sprint final, e um tempo final de 31m15s, o que para todos os efeitos foi bem melhor que nos 2 últimos anos.
segunda-feira, junho 01, 2026
Corrida 40 anos Xistarca
segunda-feira, maio 04, 2026
Troféu de Oeiras - Caxias
A primeira coisa que tenho a dizer em relação a esta corrida é interrogar o porquê de terem alterado o local da partida, o antigo local já era estreito o suficiente, e conseguiram colocar o início numa rua ainda mais estreita, de sentido único, com carros estacionados dos dois lados, o que resultou numa tremenda confusão e congestionamento no início da prova. Depois daquela voltinha ao bairro, é descer rápido até à estação de comboio, nessa altura foi gerir pois sabia que tinha duas subidas pela frente.
Durante a primeira subida fui conseguindo ultrapassar alguns corredores, apesar de não me sentir à vontade, consegui impor um bom ritmo, no entanto na descida seguinte já tive dificuldade em não deixar fugir os outros corredores que estavam à minha frente. Quando ataquei a última subida tentei ir recuperando alguma margem para os da frente, já não me sentia nada à vontade e aproveitei a boleia de outro corredor que me apanhou. Ainda o deixei fugir um pouco, mas consegui ultrapassar outros corredores à conta da boleia, e mesmo num esforço final ainda o consegui apanhar e ultrapassar. Até me correu bem a corrida, uma média de 4m04s/km com aquele tipo de altimetria já é respeitável. O 10º lugar no meu escalão é mais um TOP 10 este ano.
quinta-feira, abril 23, 2026
Troféu de Oeiras - Queluz de Baixo
Isto agora são corridas do troféu de Oeiras todos os fins-de-semana, com o adiamento de duas provas durante as tempestades, agora não temos descanso nenhum fim-de-semana. No fim-de-semana passado foi a etapa de Queluz de Baixo, com a subida da fábrica da pólvora, talvez a subida mais agressiva de todo o troféu. Esta até é das provas que me adapto melhor, pois a dureza está concentrada no final o que me favorece.
Logo a seguir à partida há uma acentuada descida seguida de um falso plano, nesta altura controlei o ritmo, sabia que o início seria o aquecimento, e apesar de estar a ultrapassar no falso plano, nunca me coloquei numa situação de desconforto. Até aos 4 kms a prova é um passeio, praticamente sempre a descer, e muito, é uma questão de gerir e não entrar em loucuras, mas pouco depois de passar a fábrica da pólvora a história muda de figura.
Quando entramos ali numa zona de prédios o terreno inclina e quando fazemos aquela curva à esquerda parece que começamos a escalar uma parede. Nesta altura o trote é tão lento que se torna difícil de ultrapassar muitos corredores, só depois de passarmos a rotunda é que a subida diminui ligeiramente e dá para fazer algumas diferenças. Uns quantos metros a descer onde fiquei ali entre corredores, para depois voltar a ganhar lugares na subida de Valejas, e para voltar a ser novamente apanhado na acentuada descida seguinte.
Estava um bocado farto daquele vai vêm, tinha passado a corrida toda a passar e ser passado pelos mesmos corredores. Estava naquele momento num grupo de 4 corredores, com mais 1 para aí uma dezena de metros à minha frente. Nessa altura pensei estrategicamente, o final era a subir, eu já sou forte a finalizar então a subir teria toda a vantagem, além disso tinha ultrapassado aqueles 3 corredores que estavam comigo nas subidas anteriores, por isso deixei-me estar protegido na parte de trás e esperaria a subida para atacar.
No final da descida o João Narra encosta em nós e dá-me um toquezinho para perceber que ele estava ali, deixei-o passar para a minha frente e segui atrás dele até a curva à esquerda que dá acesso à reta da meta. Por essa altura aquele corredor que estava à nossa frente estava praticamente "caçado", para aí a 3-4 metros de mim. Mal começa a subida acelerei e logo percebi que ia apanhar facilmente quem estava à minha frente. Mas para minha surpresa vem de trás de mim outro corredor, daquele grupo original de 4, que me começa a ultrapassar, e eu conhecia-o, tinha-o batido em todas as subidas, assim como na subida final da prova de Valejas, e fiquei realmente surpreendido pelo vigor do ritmo e acima de tudo por não ter fraquejado minimamente. Daquele grupo de 6 corredores acabei em segundo com o tempo de 30m32s no 9º lugar do meu escalão. Apesar de não ter feito diferença aquele lugar que perdi, pois não era do meu escalão, fiquei um bocado chateado por ter sido batido daquela maneira. Talvez tenha sido um bocado convencido e julgado que se atacasse forte de início descartava e desmoralizava toda a gente e ninguém sequer tentaria ir atrás. Para a próxima tenho de ser mais cauteloso, esperto e humilde, esperar o ataque mais forte e só responder a esse ataque.






