Ao contrário do ano anterior onde estava lesionado, este ano encontrava-me bem e queria dar o meu melhor, gostava de fazer uma média inferior a 4min/km, mas sabia que seria muito difícil. Há duas grandes vantagens desta prova para fazer bons tempos, ser de noite o que a torna mais fresca e em segundo tem uma altimetria muito reduzida. Tinha o dorsal para a caixa dos sub-36min, por isso também não teria assim tanta gente à minha frente e quem lá estava correria também bem, por isso aquele primeiro quilómetro que é complicado pela estrada ser estreita para tanta gente, poderia não impactar assim tanto o resultado final.
A minha visão do Mundo...
sexta-feira, junho 19, 2026
Marginal à noite
sexta-feira, junho 12, 2026
Troféu de Oeiras - Jamor
Última etapa da temporada, e talvez a mais fácil delas todas, a nível de altimetria, apesar de ser a única que é em trail. A prova é curta e intensa, quase sempre feita a fundo, e como habitual, sobre um calor intenso. Os 2 primeiros quilómetros quase sempre a descer foram feitos acima do que estava à espera, não senti que estivesse a forçar mas foram feitos a uma ótima velocidade. Depois a parte a subir, e este ano a seguir aquela curta mas inclinadíssima rampa continuávamos a subir por mais uns metros, uma pequena alteração que dificultava a recuperação do ritmo.
Quando acabou a primeira volta a minha vontade era de ficar por ali, sentia-me cansado e o ritmo da segunda volta veio a provar isso, não consegui aproximar-me do ritmo da primeira volta. Depois da subida ainda fui ultrapassado por alguns corredores, no entanto consegui manter a distância e recolar perto da reta final. Naquele final ainda consegui impor a minha velocidade terminal e ultrapassar 3 corredores, se tivesse arrancado um pouco mais cedo ainda ultrapassaria mais um, ficou-me a faltar 10-20 metros para conseguir mais uma ultrapassagem, mas nem eram do meu escalão, por isso não fez diferença.
O resultado final foi somente um 15º lugar no meu escalão, no entanto o tempo final foi bastante bom, não consigo comparar com os anos anteriores, pois o percurso deste ano era maior, no entanto, com um percurso maior e mais difícil a média de velocidade foi praticamente a mesma. Este ano consegui voltar a ter bons desempenhos no troféu de Oeiras e como fecho de temporada tenho de estar contente, consegui diversos TOP10, mas acima de tudo, voltei a ter um bom ritmo e consistência. Que venha a próxima temporada.
quarta-feira, junho 03, 2026
Troféu de Oeiras - Outurela
Esta é a etapa em que jogo em casa, pois é organizada pelo meu clube, apesar de ser uma das etapas que mais me desfavorece pois acaba a descer o que não privilegia as minhas caraterísticas. Ainda por cima este ano a prova foi a um sábado e na 6ª feira tinha feito um treino duro, por isso estava um pouco cansado para a prova.
O início correu bem, consegui impor um bom ritmo na subida de Barronhos e durante a descida consegui seguir com um grupo o que ajudou a manter o ritmo. Quando comecei a grande subida da prova por volta dos 3 kms de prova sentia-me em esforço, como não podia deixar de ser, mas não me sentia sem forças. A subida tem cerca de 1,5 kms e logo no início juntei-me com um corredor que costuma fazer mais ou menos o meu tempo em todas as provas e aproveitámos a ajuda mútua para irmos ganhando uns lugares ao longo da subida.
O problema foi quando cheguei ao topo, aí senti-me sem forças, e disse-lhe para continuar sem mim. Enquanto o terreno foi plano ou ligeiramente a subir consegui esconder a minha incapacidade, mas quando começamos a descer para a meta são 2 kms que deveriam ser feitos a alto ritmo, e aí eu não consegui aumentar o meu ritmo. Durante a descida fui passado por 6 corredores e mesmo à entrada da reta final a descer sou apanhado por um grupo de 5 corredores, e eu pensava que estava rápido, e normalmente sou rápido a terminar, mas ali fui ultrapassado por todos sem apelo nem agrado, sem pernas, sem força, tive de me contentar em ser ultrapassado e ter cuidado para não cair de cansaço.
No final tive de me contentar com o 12º lugar do meu escalão, perdi 2 lugares naquele sprint final, e um tempo final de 31m15s, o que para todos os efeitos foi bem melhor que nos 2 últimos anos.
segunda-feira, junho 01, 2026
Corrida 40 anos Xistarca
segunda-feira, maio 04, 2026
Troféu de Oeiras - Caxias
A primeira coisa que tenho a dizer em relação a esta corrida é interrogar o porquê de terem alterado o local da partida, o antigo local já era estreito o suficiente, e conseguiram colocar o início numa rua ainda mais estreita, de sentido único, com carros estacionados dos dois lados, o que resultou numa tremenda confusão e congestionamento no início da prova. Depois daquela voltinha ao bairro, é descer rápido até à estação de comboio, nessa altura foi gerir pois sabia que tinha duas subidas pela frente.
Durante a primeira subida fui conseguindo ultrapassar alguns corredores, apesar de não me sentir à vontade, consegui impor um bom ritmo, no entanto na descida seguinte já tive dificuldade em não deixar fugir os outros corredores que estavam à minha frente. Quando ataquei a última subida tentei ir recuperando alguma margem para os da frente, já não me sentia nada à vontade e aproveitei a boleia de outro corredor que me apanhou. Ainda o deixei fugir um pouco, mas consegui ultrapassar outros corredores à conta da boleia, e mesmo num esforço final ainda o consegui apanhar e ultrapassar. Até me correu bem a corrida, uma média de 4m04s/km com aquele tipo de altimetria já é respeitável. O 10º lugar no meu escalão é mais um TOP 10 este ano.
quinta-feira, abril 23, 2026
Troféu de Oeiras - Queluz de Baixo
Isto agora são corridas do troféu de Oeiras todos os fins-de-semana, com o adiamento de duas provas durante as tempestades, agora não temos descanso nenhum fim-de-semana. No fim-de-semana passado foi a etapa de Queluz de Baixo, com a subida da fábrica da pólvora, talvez a subida mais agressiva de todo o troféu. Esta até é das provas que me adapto melhor, pois a dureza está concentrada no final o que me favorece.
Logo a seguir à partida há uma acentuada descida seguida de um falso plano, nesta altura controlei o ritmo, sabia que o início seria o aquecimento, e apesar de estar a ultrapassar no falso plano, nunca me coloquei numa situação de desconforto. Até aos 4 kms a prova é um passeio, praticamente sempre a descer, e muito, é uma questão de gerir e não entrar em loucuras, mas pouco depois de passar a fábrica da pólvora a história muda de figura.
Quando entramos ali numa zona de prédios o terreno inclina e quando fazemos aquela curva à esquerda parece que começamos a escalar uma parede. Nesta altura o trote é tão lento que se torna difícil de ultrapassar muitos corredores, só depois de passarmos a rotunda é que a subida diminui ligeiramente e dá para fazer algumas diferenças. Uns quantos metros a descer onde fiquei ali entre corredores, para depois voltar a ganhar lugares na subida de Valejas, e para voltar a ser novamente apanhado na acentuada descida seguinte.
Estava um bocado farto daquele vai vêm, tinha passado a corrida toda a passar e ser passado pelos mesmos corredores. Estava naquele momento num grupo de 4 corredores, com mais 1 para aí uma dezena de metros à minha frente. Nessa altura pensei estrategicamente, o final era a subir, eu já sou forte a finalizar então a subir teria toda a vantagem, além disso tinha ultrapassado aqueles 3 corredores que estavam comigo nas subidas anteriores, por isso deixei-me estar protegido na parte de trás e esperaria a subida para atacar.
No final da descida o João Narra encosta em nós e dá-me um toquezinho para perceber que ele estava ali, deixei-o passar para a minha frente e segui atrás dele até a curva à esquerda que dá acesso à reta da meta. Por essa altura aquele corredor que estava à nossa frente estava praticamente "caçado", para aí a 3-4 metros de mim. Mal começa a subida acelerei e logo percebi que ia apanhar facilmente quem estava à minha frente. Mas para minha surpresa vem de trás de mim outro corredor, daquele grupo original de 4, que me começa a ultrapassar, e eu conhecia-o, tinha-o batido em todas as subidas, assim como na subida final da prova de Valejas, e fiquei realmente surpreendido pelo vigor do ritmo e acima de tudo por não ter fraquejado minimamente. Daquele grupo de 6 corredores acabei em segundo com o tempo de 30m32s no 9º lugar do meu escalão. Apesar de não ter feito diferença aquele lugar que perdi, pois não era do meu escalão, fiquei um bocado chateado por ter sido batido daquela maneira. Talvez tenha sido um bocado convencido e julgado que se atacasse forte de início descartava e desmoralizava toda a gente e ninguém sequer tentaria ir atrás. Para a próxima tenho de ser mais cauteloso, esperto e humilde, esperar o ataque mais forte e só responder a esse ataque.
quinta-feira, abril 16, 2026
Troféu de Oeiras - Leceia
Esta é a etapa do troféu que menos gosto, o percurso não é nada de especial, nomeadamente a parte que subimos pela via rápida, mesmo ao lado dos carros, e depois a parte final é a descer e em plano o que não me favorece. Em cima disto tinha passado a semana constipado e ainda estava muito congestionado, por isso era tentar fazer o meu melhor sem grandes expectativas. O tempo estava frio, bom para correr mas desagradável antes da partida, e com um vento bastante forte que sabia que iria ser um desafio durante a prova.
Após o arranque apanhamos logo uma subida longa mas suave e ali até me estava a sentir bem, a conseguir progressivamente ir ultrapassando corredores, e a prova nem ia assim tão rápida, pois continuava com a cabeça da corrida à vista. No final da descida antes da via rápida reparei que o João Narra ia para ai a uns 20-30 metros à minha frente, e que seria uma boa referência naquela longa reta a subir que vinha a seguir. Mal entro na via rápida, o vento de frente era tão intenso que cansava mais que a própria subida. Deixe-me ia atrás de 2 corredores para poupar energias e quando um corredor passa tento seguir com ele, mas sempre atrás para me proteger do vento. Estratégia perfeita da minha parte, aproveitei a boleia e fomos a ultrapassar uma série de grupos, até que no final da via rápida apanho o João e ultrapasso-o.
Começamos a descer e não quis ir ao choque, vi que não conseguia acompanhar a minha boleia e deixei-o ir, tentando não perder muito terreno para conseguir recolar na próxima subida. Entretanto o João também passa por mim e também não consigo seguir, mas tinha esperança de recolar na subida.
Começámos a subir e mesmo esforçando-me não estava a conseguir recuperar tempo, além disso estava a sentir-me já muito cansado, e o facto de não estar a recuperar acho que mentalmente ainda me deixou mais cansado. Pior, uma meia dúzia de corredores passa por mim quase no final da subida, no terreno onde sou mais forte, e não consigo reagir minimamente. Voltamos a descer e as distâncias alargam-se, tanto para trás como para a frente, e fico ali na terra de ninguém, sem grandes hipóteses de apanhar alguém ou de ser apanhado.
Passamos perto da meta e faltava só aquela pequena volta, eu já conheço esta "pequena volta", estamos ali ao pé da meta e falta só um bocadinho, mas esse bocadinho ainda é 1 quilómetro, e custa muito. Volto a apanhar vento de frente e agora não tenho ninguém para me abrigar, ninguém do grupo da frente quebrou e o único objetivo que tinha naquela altura era nem dar qualquer veleidade a quem viesse atrás de pensar que me iria ultrapassar. Cortei a meta com 33m32s, repetindo o 8º lugar no meu escalão, da etapa anterior, e melhorando 5 minutos em relação a 2024, ficando só a 40 segundos do meu melhor tempo em 2023. Acabou por ser um resultado melhor do que esperava inicialmente e estou a aproximar-me do melhor que consigo fazer.
segunda-feira, abril 06, 2026
Troféu de Oeiras - Valejas
Esta é uma etapa especial para mim pois foi em Valejas a minha primeira participação no troféu de Oeiras, guardo sempre com carinho e nostalgia esta prova. Ao contrário do que é habitual, este ano Valejas não foi a primeira etapa depois do ano novo, devido às tempestades acabou por ser adiada, e este fato facilitou, pois esta prova costuma ter temperaturas muito baixas, aliás houve um ano que apanhei 2ºC. Com uma temperatura amena e depois de na semana anterior me ter sentido bem na prova de Leião, estava com um bom feeling para esta prova.
A partida a descer faz com que o início da prova seja extremamente fácil, a ideia era não me deixar enganar pelo início fácil pois a dureza está no final da prova. Até ao final das duas primeiras descidas, fui controlado, a um ritmo que me sentia confortável. Mal dei o retorno comecei a "caça ao pato", comecei a ultrapassar corredor a corredor sem sequer parar nos grupos que ia passado. No topo antes da meta estava bem e aproveitei a descida acentuada para recuperar o folego, mesmo sendo ultrapassado por alguns corredores durante a descida, sabia que depois do vale ainda estávamos a meio da prova e a dureza estava toda por vir. Dura e curta, a subida logo a seguir ao vale e a partir daí uma longa subida com pouca inclinação, ideal para fazer diferenças. Nesta fase ainda consegui ultrapassar e encurtar espaços para alguns corredores, mas já estava junto a corredores muito fortes, onde já é mais difícil fazer diferenças.
Na curta descida antes de chegar à ponte sobre a ribeira de Carenque voltei a deixar escapar um grupo de 3 corredores e julgava que um deles era do meu escalão, por isso não os queria deixar ir embora. Voltamos a iniciar a subida e estava a encurtar espaço mas muito ligeiramente, e tinha a sensação que era por estarem a quebrar e não por eu estar mais rápido. Quando faltava mais ou menos 1 quilómetro encostou a mim um miúdo do Núcleo de Oeiras, como não era do meu escalão pedi a colaboração para conseguirmos apanhar quem estava à nossa frente, e lá fomos até que quando chegámos à curta subida antes da meta estávamos praticamente encostados. Aí começámos os 2 a puxar bem a sério, ultrapassei logo quem eu pensava ser do meu escalão (mas não era), e deixei o miúdo continuar que eu já tinha apanhado quem queria. Até ao final foi só controlar pois já não precisava de ir apanhar ninguém e não queria voltar a ser ultrapassado. Acabei num ótimo 8º lugar no meu escalão, a minha melhor classificação desta temporada, com pouco mais de 31 minutos e a segunda melhor média desta etapa.
quinta-feira, março 26, 2026
Troféu de Oeiras - Leião
segunda-feira, março 02, 2026
Troféu de Oeiras - Ribeira da Lage
Esta etapa do troféu de Oeiras traz-me boas recordações, pois foi a etapa em que consegui a minha melhor classificação há já 6 anos atrás. Este ano o percurso mudou consideravelmente, sendo igual só o início e o final. Apesar dos dados me dizerem que este percurso tem uma altimetria maior, numa distância inclusivamente um pouco mais pequena que a anterior, tive a sensação que o percurso era mais fácil, porque inicialmente é sempre a subir para depois na segunda parte da prova ser praticamente sempre a descer.
Ao dizer que o percurso me pareceu mais simples, isso não reflete as minhas sensações ou prestação durante a prova. Nas noites anteriores senti dificuldades respiratórias, e logo durante o aquecimento senti-me ofegante e com o coração demasiado acelerado, percebi de imediato que iria ser uma prova para sofrer. Quando terminou a primeira parte da subida que é a parte mais dura, e que coincide com o percurso dos anos anteriores, com pouco mais de 1 quilómetro, percebi que comecei a andar para trás. A inclinação diminuiu, mas o meu ritmo não aumentou, até pelo contrário, e comecei a ser ultrapassado por inúmeros corredores.
Os dois quilómetros seguintes, os quais tinham uma ligeira inclinação, foram um sofrimento, custava-me imenso a respirar e não conseguia manter um ritmo forte. Chegado a meio da prova queria conseguir correr mais, mas o meu corpo não conseguia, apesar de já estar a descer, sentia-me cansado e tinha medo de cair pois não sentia leveza na passada, era tudo feito em esforço. Acabei no 16º lugar do meu escalão, sendo o primeiro da equipa, o que relativamente até é um bom resultado, mas olhando para a média foi somente de 4m24s/km.







