Acho que este foi o primeiro concerto que fui em que não tinha claramente um cabeça de cartaz, ao invés disso tinha 2 grandes bandas que por si só poderiam vir em digressão como cabeças de cartaz. Antes das bandas entrou em cena a Charlotte Wessels, ex-vocalista dos Delain, uma banda que nunca vi mas gostava muito de ter visto. A Charlotte tem uma voz incrível, apesar de pessoalmente gostar mais da composição das músicas dos Delain, comparando com as músicas dela a solo. Foi um bom aquecimento para o que aí vinha e tenho curiosidade em seguir a carreira a solo da Charlotte, porque boa voz ela tem.
terça-feira, fevereiro 24, 2026
Epica & Amaranthe
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
Tarja & Marko Hietala
Ver um concerto de Tarja é ouvir a melhor voz feminina do metal, e duvido que muitas pessoas contradigam esta afirmação. Passando rapidamente pelas bandas de suporte, e rapidamente porque foram das piores bandas de suporte que já vi, a primeira foram os Serpentyne que não aqueceram nem arrefeceram, e a segunda foram os horrivelmente aborrecidos Rok Ali. Estes eram tão maus que olhava para todos os lados e as pessoas estavam agarradas aos telemóveis sem qualquer interesse no concerto.
Quando eu julgava que o concerto ia ser junto da Tarja e do Marko, apercebi-me que primeiro iria tocar o Marko e depois a Tarja, mas como é óbvio tinha a esperança que se juntassem para um dueto em diversas músicas, especialmente em músicas do Nightwish. Bem então vamos ter dois concertos em vez de um, fico a ganhar, depois da desilusão das bandas de suporte. Normalmente antes dos concertos vejo o alinhamento, mas este era o primeiro concerto da digressão, logo não tinha nehuma referência como seria o concerto.
Começa o concerto do Marko, com músicas dele a solo. Se a composição não tem o nível dos Nightwish, pelo menos da altura em que ele lá estava, a voz dele enche o ouvido, aquela voz característica com intensidade. A Tarja lá fez a aparição dela na penúltima música, no entanto, pessoalmente, as músicas que mais gostei de ouvir foi a de abertura Frankenstein's Wife e a música de encerramento a Stones, esta última leva-me para o universo do Diablo 2 que muito joguei. Creio que ainda lhe falta algum reportório para conseguir um concerto sólido, com mais músicas que fiquem no ouvido, porque sejamos sinceros, músicas cantadas em finlandês não lhe irão trazer notabilidade no futuro ou encher recintos para o ouvir.
Passando para Tarja, que já tem uma carreira a solo muito mais solidificada, o que é normal tem mais 15 anos de carreira a solo que o Marko, sendo que esta já é a 3ª vez que a vejo ao vivo. A primeira parte do concerto a Tarja presenteou-nos com uma atuação irrepreensível, com a sua voz soprano simplesmente divinal. No entanto a melhor parte estava guardada para a segunda metade do concerto quando o Marko se junta à Tarja e começam a cantar um medley de músicas dos Nightwish em versão acústica.
E de seguida continuam juntos em algumas das músicas mais icónicas de Nightwish, no entanto dando-lhe uma roupagem diferente. Para mim, como grande fã de Nightwish, foi como ver e ouvir Nightwish na sua melhor fase, pois nunca tive a sorte de ver Nightwish com a Tarja como vocalista. Que momento fabuloso especialmente com o Wishmaster e no Wish I had an Angel, revisitar a história em músicas que não só marcam uma banda mas um género musical. Na minha opinião, e de muita gente, ficou a faltar a fantástica interpretação que estes dois cantores fazem da música Phantom of the Opera, pode ser que ainda consiga ver e ouvir noutra oportunidade.
quarta-feira, novembro 19, 2025
Helloween + Beast In Black - Campo Pequeno
Primeira vez a assistir um concerto no Campo Pequeno, e passou a ser o meu sítio preferido para ver concertos, em ambos os concertos de Beast In Black primeiro, e Helloween depois, o som estava impecável, sem distorções, simplesmente perfeito. Inclusivamente, ao filmar com o telemóvel normalmente o som fica irreconhecível, neste caso percebe-se perfeitamente a música.
Os primeiros a entrar foram os Beast In Black, que eram a banda suporte. Quando os vi há 2 anos atrás achei que ao vivo ainda lhes faltava ali qualquer coisa, o som era diferente do som gravado, apesar de ter gostado não achei que tivesse sido uma apresentação que fosse de encontro ao que se ouve nos álbuns. Desta vez um belo concerto, som perfeito, apresentação perfeita, boa interação com o público, obrigado Helloween por terem trazido uma banda de suporte tão boa que eu iria ver o concerto só por eles. Gostei tanto do concerto que me virei para o Daniel (que veio de Barcelona para ver o concerto) e disse-lhe - os Helloween vão ter dificuldade em fazer melhor que eles, meteram a barra lá em cima! - voltem rápido que voltarei a ver e continuarei a seguir a sua carreira de perto.
terça-feira, maio 20, 2025
Imperial Age - Lisboa
Os Imperial Age são uma banda que ouço esporadicamente, posso dizer que não estão nas minhas bandas mais ouvidas, no entanto desta vez quis aproveitar ir ver ao vivo para ter uma noção mais clara do que vale a banda ao vivo. Talvez por o concerto ter sido em dia de dérbi, nunca tinha visto o RCA tão vazio, ainda me dei ao trabalho de contar e ao início não estavam mais de 30 pessoas, antes dos concertos das bandas de suporte, e mesmo durante Imperial Age não estariam mais de 50 pessoas, o RCA estava "despido" como nunca o tinha visto. Antes do início dos concertos o Mário, que por acaso também tinha ido ver o concerto, reparou que eu estava lá e foi porreiro porque já há algum tempo não estávamos juntos, e por acaso encontramo-nos, vimos os concertos juntos e ainda deu para conversar e saber as novidades.
A primeira banda a atuar foram os InHuman. Era a banda que estava mais longe do meu estilo musical, não é bem a minha praia por isso não gostei muito. O concerto tenta contar uma história, e como performance em palco não achei mau, mas realmente o estilo musical não se aproxima dos meus gostos.
Após isso atuaram os Aeon Gods. Era a banda que tinha mais curiosidade em conhecer pela sonoridade que gostei quando os ouvi durante a semana. Acontece muitas vezes só conhecer algumas das bandas de suporte, pouco antes dos concertos, e este foi um dos casos. Parece-me ser uma banda ainda com pouco reportório, as músicas são todas muito idênticas, em temática, em letra, em sonoridade, para subirem em qualidade têm de mostrar algo mais. O pouco que mostraram é bom, sonoridade, apresentação em palco, comunicação, mas ainda é pouco. Será uma banda que continuarei a seguir para ver se conseguem crescer e continuar a trazer boas músicas um pouco mais diversificadas que o album que têm até agora.
A última banda de suporte foram os Grotesco Karma. Talvez tenham sido a banda desilusão para mim, pois pareciam mais musicais no que ouvi antes do concerto. O concerto em si foi um pouco "barulhento" para o que gosto, e talvez daí a minha desilusão, pois esperava outra coisa. Claramente não será uma das bandas que continuarei a ouvir. Uma coisa que a banda principal não deve fazer é trazer bandas de suporte com um estilo muito diferente do seu, porque depois acontece isto, pessoas que querem ver a banda principal perdem interesse nestes concertos das bandas de suporte, e não acrescenta quase nada a quem está a ver.
Depois de tantas bandas de suporte finalmente os Imperial Age. Vou começar pelo mais e pelo menos, pois quase se tocam. O mais foi a voz da Jane Odintsova, que é muito mais interessante ao vivo que nas músicas gravadas, fiquei agradavelmente surpreendido pela sua capacidade vocal. O menos foi o timbre do Aor o vocalista masculino, não gostei do timbre e achei que ele tinha dificuldades em chegar e manter algumas notas. Musicalmente é uma banda competente, tem boas musicas, talvez lhe falte um pouco de robustez tanto na potência das músicas, como no reportório, no entanto são capazes de dar um bom espetáculo. O que me interrogo é se não será prematuro andarem a fazer tours em nome próprio, em vez de se darem a conhecer primeiro sendo banda de suporte de outras bandas bem maiores que atraiam centenas ou milhares de espetadores. As poucas pessoas que estavam no RCA, está bem que algumas era devido ao dérbi, contudo acho que o dérbi é só um pequeno culpado e o espetáculo nunca teria mais de 100 pessoas. Certamente continuarei a segui-los, no entanto não sei se os voltarei a ver ao vivo, se nenhuma das outras bandas que atuarem nesse dia me puxarem para ir ver os concertos.
terça-feira, dezembro 03, 2024
Visions of Atlantis
quinta-feira, novembro 14, 2024
Vortix Metal Fest
Este é um novo festival de Verão, e chamou-me a atenção devido a ter os Xandria commo cabeça de cartaz para o segundo dia. Devo dizer que não tomei muita atenção às restantes bandas que tocaram durante a tarde, fui ouvindo mas nada que me despertasse muita atenção. O único concerto que acabei por ver todo com atenção foi dos nacionais Ramp que não conhecia, não foram espetaculares mas foram competentes e tiveram o mérito de me fazer querer saber um bocadinho mais da banda.
quinta-feira, outubro 03, 2024
Milagre Metaleiro 2024
Este é aquele festival de verão que começa a estar na minha agenda anualmente, todos os anos tem conseguido apresentar bandas que eu quero ver ou rever. Este ano não foi exceção, com várias bandas que gostaria de ver, nomeadamente os Kamelot que são uma das bandas que sigo com mais atenção.
No primeiro dia tinha duas bandas que queria ver. Os primeiros foram os Axxis, uma banda que tem quase a minha idade, por isso já andam por cá há muito tempo. É daquelas bandas que oiço algumas músicas de vez em quando, não é daquelas bandas que siga com muita atenção mas gosto da música. Quanto ao concerto muito competente, e percebe-se o à vontade que têm em palco. Poço dizer que fiquei mais fã deles, e se conseguir gostava de os ver novamente ao vivo num concerto um pouco maior. A segunda banda do dia foram, para mim míticos Freedom Call. Míticos porque quando comecei a ouvir power metal, foi desde cedo uma das bandas que comecei a seguir. A única vez que os tinha visto ao vivo tinha sido quase há 7 anos e continuam com a mesma energia. As novas músicas têm claramente a musicalidade que os distingue e que os identifica com facilidade. Continua a ser uma banda de middle card no entanto é uma banda com a qual de identifico e sempre que possível os voltarei a ver.
No segundo dia mais duas bandas que queria ver, os Korpiklaani e os Kamelot. Ambas as bandas já era a terceira vez que as via ao vivo, mas começando pelos Korpiklaani, não é que o concerto tenha sido mau, mas foi a vez que menos gostei, talvez pela setlist, talvez porque comunicaram menos ou simplesmente não deram a energia que nas outras duas atuações deram. Deu para dançar, saltar, divertir-me com uma musicalidade mais de folclore, mas talvez tenha sido a desilusão do festival. Acho que o facto de não cantarem em inglês não ajuda, e se o restante falha essas falhas são mais notadas. Quanto aos Kamelot o que posso dizer é que mega concerto. Todos os concertos de Kamelot são um orgasmo musical, e era daquelas bandas que fazia vários quilómetros só para os ver. Boa música, boa apresentação, boa interação, boa teatralidade.
domingo, agosto 25, 2024
Evil Live

segunda-feira, setembro 25, 2023
Milagre Metaleiro 2023
Este talvez se tenha tornado no melhor festival metal do país (se considerarmos que o VOA não será um festival recorrente todos os anos), incrível o que cresceu este festival do ano passado para este ano, e mais incrível é pensar que a primeira vez que fui ao festival em 2019 era um festival de entrada gratuita. Não vou estar aqui a falar de todas as bandas que atuaram, pois foram muitas, e nem tomei atenção a todas, mas vou antes falar dos concertos que vi.
Quanto ao primeiro dia, a primeira banda que me despertou a atenção foram os Angus McSix, isto porque reconheci o vocalista dos Glory Hammer, ou pelo menos antigo vocalista. Os temas das músicas são um pouco estranhas devo admitir, claramente têm alguma inspiração no He-Man, mas faz tudo pouco sentido. No entanto musicalmente são interessantes e estou curioso para perceber a evolução da banda. Ponto alto do concerto, quando pediram a uma pessoa do público para ir buscar uma cerveja para a guitarrista, mas, teria de ir a fazer Crowd Surf num unicórnio insuflável, estas bandas lembram-se de cada coisa. Esta banda merece o título de agradável surpresa, pois foi a banda que não conhecia que mais gostei.
quarta-feira, setembro 20, 2023
Rammstein - Estádio da Luz
Os Rammstein eram daquelas bandas que há muito queria ver ao vivo, ainda para mais atuando no glorioso estádio da Luz, não poderia perder a oportunidade. Quando soube que vinham a Portugal até pus um alarme para me lembrar no dia em que os bilhetes eram postos à venda de modo a garantir que compraria bilhete antes que esgotasse.
Queria muito ver os Rammstein não só pela música, que gosto mas de longe que não é uma banda que meta no meu TOP10 de bandas preferidas, mas essencialmente por todo o espetáculo. Já tinha visto muitos vídeos dos Rammstein a atuar ao vivo, mas ver sem ser em vídeo é algo impressionante.
Primeiro uma palavra para as Abélard a dupla de pianistas que foram a banda de abertura. Bem sei que a música nada tem a ver com os Rammstein, mas o público não foi muito respeitoso com a banda, foram praticamente ignoradas por todo o público, todos pareciam distraídos e abstraídos da sua atuação, continuando a conversar uns com os outros, sendo que a atuação servia apenas para ter música de fundo. Parabéns pela boa música e pelo profissionalismo.
Quanto aos Rammstein posso descrever o espetáculo como único e fabuloso, começando pelo imponente e enorme palco, que coisa monstruosa. Depois a pirotecnia não tem igual em qualquer outra banda que já tenha visto, impressionante o calor que se sente quando ativavam os canhões de chama, parecia aquela sensação quando se abre o forno e se sente aquele bafo de calor.
Não sendo a música mais conhecida, ou a música que eu mais gosto dos Rammstein, vou destacar a Sonne, gostei imenso da interpretação e da sensação que a música dá cantada ao vivo. Outro ponto que destaco da atuação foi o momento em que a banda se deslocou para o palco secundário, passando mesmo à minha frente, para irem cantar ao som dos pianos das Abélard. Por fim o retorno ao palco, a bordo dos seus barcos insufláveis a "navegarem" por cima do público.
quinta-feira, julho 20, 2023
Battle Beast - Lisboa
segunda-feira, janeiro 30, 2023
Beast in Black - Lisboa
Primeira novidade para este concerto, o novo espaço do Lisboa ao Vivo (LAV), por acaso antes de sair de casa, fui ao google maps ver o melhor caminho para o LAV, e nessa altura apercebi-me que o sítio não era o mesmo do pré pandemia. Fui confirmar no bilhete e realmente o local tinha mudado. Ao entrar no armazém senti que estava quase no velho LAV, o espaço era muito idêntico, fui então para a parte de cima para ver o concerto de uma forma mais desafogada. Uma coisa que não gostei no novo espaço foi a acústica, ou então a mesa de som não soube ajustar o som, pelo menos do lado de cima o som estava com muito ruído.
Quando olho para o palco reparo na tela de fundo com logotipo dos Firewind. Como este era o primeiro concerto da tour, e na página nos Beast In Black a informação estava lá mas não muito visível, não tinha conseguido perceber se havia alguma banda de suporte. Foi uma bela surpresa sem dúvida, os Firewind são uma banda com mais de 2 décadas de existencia e apesar de não serem uma banda que move multidões, é uma banda que ouço com alguma frequência, e para mim, foi um óptimo bónus tê-los como banda de abertura. O facto de serem uma banda que foi mudando frequentemente ao longo dos anos, só se mantendo o guitarrista e o baixista pode ser uma das razões que os impediu de terem outro estatuto. Quanto ao concerto vou destacar o guitarrista e o baterista, que grandes 'animais' no bom sentido da palavra, ambos eles atraem a atenção de quem está a ver o concerto, virtuosos e chamativos. Infelizmente o som não era o melhor como já referi, e algumas músicas pareciam distorcidas com um som algo diferente para pior. Boa banda, boas músicas, mau som para abertura.































