Mostrar mensagens com a etiqueta Concertos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Concertos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, fevereiro 24, 2026

Epica & Amaranthe

Acho que este foi o primeiro concerto que fui em que não tinha claramente um cabeça de cartaz, ao invés disso tinha 2 grandes bandas que por si só poderiam vir em digressão como cabeças de cartaz. Antes das bandas entrou em cena a Charlotte Wessels, ex-vocalista dos Delain, uma banda que nunca vi mas gostava muito de ter visto. A Charlotte tem uma voz incrível, apesar de pessoalmente gostar mais da composição das músicas dos Delain, comparando com as músicas dela a solo. Foi um bom aquecimento para o que aí vinha e tenho curiosidade em seguir a carreira a solo da Charlotte, porque boa voz ela tem.


Charlotte Wessels Setlist Coliseu dos Recreios, Lisbon, Portugal, Arcane Dimensions 2026

Os Amaranthe eram a novidade para mim e o principal motivo pelo qual não queria falhar este concerto, nunca os tinha visto ao vivo e estava muito curioso para ver a atuação. Ótima dinâmica entre os três vocalistas, conseguindo mesclar diversos estilos musicais dentro da mesma canção de modo a adaptar o timbre e estilo de cada vocalista. Mas quando pensava que a voz que fazia a cola, ou que serviria de base, seria a voz da Elize Ryd, fui surpreendido com a voz do Nils Molin. O que para mim foi estranho pois já tinha visto o Nils como vocalista dos Dynazty, e sabia que ele tinha uma grande voz, mas ser a voz que claramente se destaca das três vozes da banda, deixou-me algo surpreendido


Como fã dos Amaranthe adorei o concerto, as músicas mais marcantes da banda como a Amaranthine e a The Nexus, e ainda uma novidade com a nova música Chaos Theory, apresentada pela primeira vez nesta digressão. Espero que não voltem a estar tantos anos sem vir a Portugal, pois será uma banda que voltarei a ver todas as vezes que cá voltarem.

Amaranthe Setlist Coliseu dos Recreios, Lisbon, Portugal, Arcane Dimensions 2026

E para acabar em grande a noite os Epica. Vou ser sincero, é possível que se os Amaranthe não estivessem no concerto, que eu não tivesse ido, gosto muito dos Epica, mas já os tinha visto três vezes, a primeira em 2012, depois em 2014 e a última à menos de 4 anos em 2022, por isso achei que já não me iriam surpreender. E acho que é a única banda que vi ao vivo 4 vezes, mas dos 4 concertos este foi sem dúvida o melhor, e começo a concordar com quem diz que neste momento eles são os reis do symphonic metal, ultrapassando bandas como os Nightwish e os Within Temptation, que na sua génese são bandas marcantes e percursoras deste sub género musical.

A Simone Simons está como o vinho do Porto, cada vez melhor com os anos, voz, presença em palco, comunicação com o público, tudo a melhorar. E até os guturais do Mark Jansen que nunca gostei, parece que estão mais contidos e mais harmoniosos com a música ao invés de rugidos desgarrados. Tenho de destacar a balada da banda a Tides of Time, onde a Simone mostra toda a potência e capacidade da sua fantástica voz. Além desta música ainda temos o super clássico Cry For The Moon, uma música sempre marcante em qualquer concerto dos Epica. Se antes do concerto não estava particularmente excitado por os voltar a ver, confesso que quando voltarem estarei com vontade de os ver por uma quinta vez.

Epica Setlist Coliseu dos Recreios, Lisbon, Portugal, Arcane Dimensions 2026

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Tarja & Marko Hietala

Ver  um concerto de Tarja é ouvir a melhor voz feminina do metal, e duvido que muitas pessoas contradigam esta afirmação. Passando rapidamente pelas bandas de suporte, e rapidamente porque foram das piores bandas de suporte que já vi, a primeira foram os Serpentyne que não aqueceram nem arrefeceram, e a segunda foram os horrivelmente aborrecidos Rok Ali. Estes eram tão maus que olhava para todos os lados e as pessoas estavam agarradas aos telemóveis sem qualquer interesse no concerto.

Quando eu julgava que o concerto ia ser junto da Tarja e do Marko, apercebi-me que primeiro iria tocar o Marko e depois a Tarja, mas como é óbvio tinha a esperança que se juntassem para um dueto em diversas músicas, especialmente em músicas do Nightwish. Bem então vamos ter dois concertos em vez de um, fico a ganhar, depois da desilusão das bandas de suporte. Normalmente antes dos concertos vejo o alinhamento, mas este era o primeiro concerto da digressão, logo não tinha nehuma referência como seria o concerto.

Começa o concerto do Marko, com músicas dele a solo. Se a composição não tem o nível dos Nightwish, pelo menos da altura em que ele lá estava, a voz dele enche o ouvido, aquela voz característica com intensidade. A Tarja lá fez a aparição dela na penúltima música, no entanto, pessoalmente, as músicas que mais gostei de ouvir foi a de abertura Frankenstein's Wife e a música de encerramento a Stones, esta última leva-me para o universo do Diablo 2 que muito joguei. Creio que ainda lhe falta algum reportório para conseguir um concerto sólido, com mais músicas que fiquem no ouvido, porque sejamos sinceros, músicas cantadas em finlandês não lhe irão trazer notabilidade no futuro ou encher recintos para o ouvir.

Marko Hietala Setlist Coliseu dos Recreios, Lisbon, Portugal 2026, Living the Dream Together

Passando para Tarja, que já tem uma carreira a solo muito mais solidificada, o que é normal tem mais 15 anos de carreira a solo que o Marko, sendo que esta já é a 3ª vez que a vejo ao vivo. A primeira parte do concerto a Tarja presenteou-nos com uma atuação irrepreensível, com a sua voz soprano simplesmente divinal. No entanto a melhor parte estava guardada para a segunda metade do concerto quando o Marko se junta à Tarja e começam a cantar um medley de músicas dos Nightwish em versão acústica.

E de seguida continuam juntos em algumas das músicas mais icónicas de Nightwish, no entanto dando-lhe uma roupagem diferente. Para mim, como grande fã de Nightwish, foi como ver e ouvir Nightwish na sua melhor fase, pois nunca tive a sorte de ver Nightwish com a Tarja como vocalista. Que momento fabuloso especialmente com o Wishmaster e no Wish I had an Angel, revisitar a história em músicas que não só marcam uma banda mas um género musical. Na minha opinião, e de muita gente, ficou a faltar a fantástica interpretação que estes dois cantores fazem da música Phantom of the Opera, pode ser que  ainda consiga ver e ouvir noutra oportunidade.

Tarja Setlist Coliseu dos Recreios, Lisbon, Portugal, Living the Dream - Together Tour 2026

quarta-feira, novembro 19, 2025

Helloween + Beast In Black - Campo Pequeno

Primeira vez a assistir um concerto no Campo Pequeno, e passou a ser o meu sítio preferido para ver concertos, em ambos os concertos de Beast In Black primeiro, e Helloween depois, o som estava impecável, sem distorções, simplesmente perfeito. Inclusivamente, ao filmar com o telemóvel normalmente o som fica irreconhecível, neste caso percebe-se perfeitamente a música.

Os primeiros a entrar foram os Beast In Black, que eram a banda suporte. Quando os vi há 2 anos atrás achei que ao vivo ainda lhes faltava ali qualquer coisa, o som era diferente do som gravado, apesar de ter gostado não achei que tivesse sido uma apresentação que fosse de encontro ao que se ouve nos álbuns. Desta vez um belo concerto, som perfeito, apresentação perfeita, boa interação com o público, obrigado Helloween por terem trazido uma banda de suporte tão boa que eu iria ver o concerto só por eles. Gostei tanto do concerto que me virei para o Daniel (que veio de Barcelona para ver o concerto) e disse-lhe - os Helloween vão ter dificuldade em fazer melhor que eles, meteram a barra lá em cima! - voltem rápido que voltarei a ver e continuarei a seguir a sua carreira de perto.


Beast in Black Setlist Sagres Campo Pequeno, Lisbon, Portugal, Europe 2025

Bem que posso dizer da atuação dos Helloween? Que monstros! Não só fizeram melhor como deram dos melhores espetáculos que já vi. Já há 7 anos atrás quando os vi pela primeira vez tinha sido um concerto enorme e fenomenal, desta vez conseguiram-se superar. Muitas músicas do novo álbum e as clássicas fizeram uma bela mistura neste concerto. O concerto foi quase como assistir a um filme com banda sonora, dada a qualidade das imagens que passava no écran por trás da banda e que se integrava com cada música que era tocada.

Não teve muita pirotecnia, mas não senti a falta, dado todo o restante envolvimento, o concerto teve sempre motivos que o tornavam atraente. E uma coisa que me agradou muito, os elementos da banda apesar da idade, de estarem a comemorar os 40 anos de banda nesta digressão, parece que se divertem mais do que nunca a fazer o que estão a fazer. Não estão ali só pelo dinheiro, estão ali porque se divertem e porque gostam do que estão a fazer, e isso transparece e faz com que ainda tenhamos mais respeito pela carreira que construíram. Que voltem rápido é o que desejo.


Helloween Setlist Sagres Campo Pequeno, Lisbon, Portugal 2025, 40 Years Anniversary



terça-feira, maio 20, 2025

Imperial Age - Lisboa

Os Imperial Age são uma banda que ouço esporadicamente, posso dizer que não estão nas minhas bandas mais ouvidas, no entanto desta vez quis aproveitar ir ver ao vivo para ter uma noção mais clara do que vale a banda ao vivo. Talvez por o concerto ter sido em dia de dérbi, nunca tinha visto o RCA tão vazio, ainda me dei ao trabalho de contar e ao início não estavam mais de 30 pessoas, antes dos concertos das bandas de suporte, e mesmo durante Imperial Age não estariam mais de 50 pessoas, o RCA estava "despido" como nunca o tinha visto. Antes do início dos concertos o Mário, que por acaso também tinha ido ver o concerto, reparou que eu estava lá e foi porreiro porque já há algum tempo não estávamos juntos, e por acaso encontramo-nos, vimos os concertos juntos e ainda deu para conversar e saber as novidades.

A primeira banda a atuar foram os InHuman. Era a banda que estava mais longe do meu estilo musical, não é bem a minha praia por isso não gostei muito. O concerto tenta contar uma história, e como performance em palco não achei mau, mas realmente o estilo musical não se aproxima dos meus gostos.


Após isso atuaram os Aeon Gods. Era a banda que tinha mais curiosidade em conhecer pela sonoridade que gostei quando os ouvi durante a semana. Acontece muitas vezes só conhecer algumas das bandas de suporte, pouco antes dos concertos, e este foi um dos casos. Parece-me ser uma banda ainda com pouco reportório, as músicas são todas muito idênticas, em temática, em letra, em sonoridade, para subirem em qualidade têm de mostrar algo mais. O pouco que mostraram é bom, sonoridade, apresentação em palco, comunicação, mas ainda é pouco. Será uma banda que continuarei a seguir para ver se conseguem crescer e continuar a trazer boas músicas um pouco mais diversificadas que o album que têm até agora.


 A última banda de suporte foram os Grotesco Karma. Talvez tenham sido a banda desilusão para mim, pois pareciam mais musicais no que ouvi antes do concerto. O concerto em si foi um pouco "barulhento" para o que gosto, e talvez daí a minha desilusão, pois esperava outra coisa. Claramente não será uma das bandas que continuarei a ouvir. Uma coisa que a banda principal não deve fazer é trazer bandas de suporte com um estilo muito diferente do seu, porque depois acontece isto, pessoas que querem ver a banda principal perdem interesse nestes concertos das bandas de suporte, e não acrescenta quase nada a quem está a ver.


Depois de tantas bandas de suporte finalmente os Imperial Age. Vou começar pelo mais e pelo menos, pois quase se tocam. O mais foi a voz da Jane Odintsova, que é muito mais interessante ao vivo que nas músicas gravadas, fiquei agradavelmente surpreendido pela sua capacidade vocal. O menos foi o timbre do Aor o vocalista masculino, não gostei do timbre e achei que ele tinha dificuldades em chegar e manter algumas notas. Musicalmente é uma banda competente, tem boas musicas, talvez lhe falte um pouco de robustez tanto na potência das músicas, como no reportório, no entanto são capazes de dar um bom espetáculo. O que me interrogo é se não será prematuro andarem a fazer tours em nome próprio, em vez de se darem a conhecer primeiro sendo banda de suporte de outras bandas bem maiores que atraiam centenas ou milhares de espetadores. As poucas pessoas que estavam no RCA, está bem que algumas era devido ao dérbi, contudo acho que o dérbi é só um pequeno culpado e o espetáculo nunca teria mais de 100 pessoas. Certamente continuarei a segui-los, no entanto não sei se os voltarei a ver ao vivo, se nenhuma das outras bandas que atuarem nesse dia me puxarem para ir ver os concertos.

Imperial Age Setlist RCA Club, Lisbon, Portugal 2025

terça-feira, dezembro 03, 2024

Visions of Atlantis

Os Visions Of Atlantis são das bandas que mais oiço e até agora gosto de quase tudo o que têm. Felizmente estabilizaram enquanto banda e com ótimos resultados, os últimos álbuns são fantásticos, e a nível de divulgação dos mesmos a prova que estão a fazer um bom trabalho é o facto de os ter ido ver pela 4ª vez sendo que a última tinha sido ainda o ano passado.

A nível de bandas de suporte acho que acertaram, pois foram duas bandas com uma sonoridade idêntica, o que é sempre sensato, pois quem vai ver os concertos vai pelos cabeças de cartaz, e se gosta dos cabeças de cartaz provavelmente vai gostar das bandas de suporte. A primeira não era bem uma banda, era uma vocalista em nome próprio que tocava guitarra e tinha uma banda a tocar para ela, a Seraina Telli. Um estilo muito próprio, diria mesmo excêntrico, com uma excelente voz e atitude em palco, de fácil interação com o público. Tenho curiosidade para ver onde ela irá chegar, se em nome próprio conseguirá ter a sua notabilidade, ou se no futuro se acabará por juntar a uma banda, pois voz e atitude ela tem.
Seraina Telli Setlist RCA Club, Lisbon, Portugal 2024

A segunda banda foram os Illumishade, e nota-se já aqui alguma experiencia e trabalho. Estes suiços têm um enorme potencial, com uma temática diferente dos piratas dos Visions Of Atlantis, mas com uma sonoridade muito idêntica. Gostei da maioria das músicas, a única coisa que tenho a apontar é a ordem da setlist, meterem 2 músicas melancólicas/baladas de seguida mata um bocado o ritmo e a dinâmica do concerto, no entanto isto foi um pequeno detalhe. Acredito que esta banda possa a vir ser mais falada no futuro, têm tudo para o conseguirem fazer, é só continuarem o bom trabalho.


ILLUMISHADE Setlist RCA Club, Lisbon, Portugal 2024

E finalmente era hora do concerto dos piratas. Infelizmente o baixista adoeceu e não conseguiu comparecer no concerto, felizmente o concerto não foi cancelado ou adiado. Mesmo sem o baixista (talvez o membro menos carismático da banda e o que a falta menos se nota), o concerto não deveu nada a concertos anteriores que eu vi da banda, ótima dinâmica entre membros da banda, ótima setlist, com as novas músicas de um excelente novo álbum, não esquecendo os clássicos da banda. Em Portugal já têm uma legião de fãs e de pessoas que os seguem, já não são a banda de baixo de cartaz que vi em 2019 em Vagos.


Difícil de destacar alguma música, talvez por gosto próprio destacaria a Clocks, mas é só por gosto próprio porque quase todas as músicas tocadas são excelentes. Assim como a interação da banda com o público, sempre a pedirem apoio, sempre num diálogo com o público, como já tenho dito várias vezes um concerto não é só música é muito mais que isso, e a comunicação com o público é algo que dou muito valor. Podem continuar a vir todos os anos a Portugal, que se a qualidade música se mantiver terão sempre a minha presença no concerto.

Visions of Atlantis Setlist RCA Club, Lisbon, Portugal 2024, Armada

quinta-feira, novembro 14, 2024

Vortix Metal Fest

Este é um novo festival de Verão, e chamou-me a atenção devido a ter os Xandria commo cabeça de cartaz para o segundo dia. Devo dizer que não tomei muita atenção às restantes bandas que tocaram durante a tarde, fui ouvindo mas nada que me despertasse muita atenção. O único concerto que acabei por ver todo com atenção foi dos nacionais Ramp que não conhecia, não foram espetaculares mas foram competentes e tiveram o mérito de me fazer querer saber um bocadinho mais da banda.


Quanto aos Xandria já os tinha visto uma vez ao vivo há muitos anos atrás, com uma composição de banda totalmente diferente, creio que desse concerto só se manteve o guitarrista. É uma banda que conheço à muitos anos e projetava que já tivesse chegado a outro nível, mas muito provavelmente devido à instabilidade de elementos na banda ainda não conseguiu dar o salto. E o factor estabilidade parece comprovar-se, pois  há quase 3 anos que a banda voltou, mantendo-se inalterada desde aí, e o último album e respectiva digressão na minha opinião estão a correr muito bem. Se conseguirem mater-se assim mais 2 álbuns pelo menos creio que podem começar a ser mais reconhecido.

Quanto ao concerto gostei da apresentação, em primeiro lugar uma boa setlist, escolhendo bem as melhores músicas do novo álbum e não deixando de fora os clássicos da banda. Não estavam muitas pessoas a ver o concerto, talvez devido a ser um novo festival, mas o apoio não faltou à banda, todos os pedidos de interação foram bem recebidos pelo público que ajudou a animar o concerto. Gosto muito da nova vocalista, tem uma boa presença em palco, uma ótima voz, e mais uma vez digo, se a banda se conseguir manter unida o reconhecimento chegará tanto para vocalista como para a banda, pois têm muita qualidade musical e uma boa sonoridade.

Xandria Setlist Vortex Metal Festival 2024

quinta-feira, outubro 03, 2024

Milagre Metaleiro 2024

Este é aquele festival de verão que começa a estar na minha agenda anualmente, todos os anos tem conseguido apresentar bandas que eu quero ver ou rever. Este ano não foi exceção, com várias bandas que gostaria de ver, nomeadamente os Kamelot que são uma das bandas que sigo com mais atenção.

No primeiro dia tinha duas bandas que queria ver. Os primeiros foram os Axxis, uma banda que tem quase a minha idade, por isso já andam por cá há muito tempo. É daquelas bandas que oiço algumas músicas de vez em quando, não é daquelas bandas que siga com muita atenção mas gosto da música. Quanto ao concerto muito competente, e percebe-se o à vontade que têm em palco. Poço dizer que fiquei mais fã deles, e se conseguir gostava de os ver novamente ao vivo num concerto um pouco maior. A segunda banda do dia foram, para mim míticos Freedom Call. Míticos porque quando comecei a ouvir power metal, foi desde cedo uma das bandas que comecei a seguir. A única vez que os tinha visto ao vivo tinha sido quase há 7 anos e continuam com a mesma energia. As novas músicas têm claramente a musicalidade que os distingue e que os identifica com facilidade. Continua a ser uma banda de middle card no entanto é uma banda com a qual de identifico e sempre que possível os voltarei a ver.


No segundo dia mais duas bandas que queria ver, os Korpiklaani e os Kamelot. Ambas as bandas já era a terceira vez que as via ao vivo, mas começando pelos Korpiklaani, não é que o concerto tenha sido mau, mas foi a vez que menos gostei, talvez pela setlist, talvez porque comunicaram menos ou simplesmente não deram a energia que nas outras duas atuações deram. Deu para dançar, saltar, divertir-me com uma musicalidade mais de folclore, mas talvez tenha sido a desilusão do festival. Acho que o facto de não cantarem em inglês não ajuda, e se o restante falha essas falhas são mais notadas. Quanto aos Kamelot o que posso dizer é que mega concerto. Todos os concertos de Kamelot são um orgasmo musical, e era daquelas bandas que fazia vários quilómetros só para os ver. Boa música, boa apresentação, boa interação, boa teatralidade.

Último dia a única banda que conhecia alguma coisa eram os Kissin' Dynamite, mas ia para o concerto sem grandes expectativas. O melhor elogio que posso fazer é que a seguir aos Kamelot foi o concerto que mais gostei do festival. Fiquei surpreendido pela positiva, tocaram as músicas que conhecia e mais umas quantas que não tinha ouvido ou pouco tinha ouvido, o que deu uma ótima setlist. Um aspeto muito aos anos 80, com aqueles cabelos e look à Bon Jovi, fizeram-me recuar no tempo tanto em aspeto visual como em musicalidade. Este festival está a crescer imenso, ao ponto de neste momento a ter de escolher prefiro o Milagre Metaleiro ao Vagos Metal Fest, vamos ver o cartaz do próximo ano, contudo se continuar nesta trajetória vai brevemente ser o melhor festival metal do país.

domingo, agosto 25, 2024

Evil Live

Quando o Jorge me liga a dizer que tem um bilhete a mais para o Evil Live, se eu queria ir com ele, qual poderia ser a minha resposta? Mas claro que sim, ainda por cima o bilhete era para a zona VIP, que poderia pedir mais. O prato principal do dia seriam os Megadeth, encabeçada pelo lendário Dave Mustaine, no entanto antes disso ainda havia muita coisa para ouvir. 

A primeira banda que ouvimos foram os Electric Callboy, que era a banda que o Jorge queria ir ouvir. Adiantando-me um pouco devo dizer que ao final do dia foi também a banda que mais me divertiu. Os Electric Callboy são uma banda peculiar, e normalmente agrada-me a mistura do estilo Metal com outros estilos, e é isso exatamente o que eles fazem, misturam metal com o pop/techno. Toda a atuação foi divertida, desde as letras das músicas, presença em palco, tudo para nos fazer saltar, rir e passar um bom momento. 

De seguida foram os Suicidal Tendencies, que vou admitir não conhecer bem a discografia. Mas durante o concerto uma coisa chamou-me a atenção, a banda é essencialmente composta por elementos com alguma idade, com a exceção do baixista. Mas isto chamou-me a atenção porque o baixista se destacava, que energia, que dinâmica, era ele que dava vida à banda. Fui logo pesquisar quem ele era, e não é que para meu espanto ele é filho do Robert Trujillo, baixista dos Metallica, os genes estão lá todos e quem sabe melhorados, muito boa prestação a levar a banda às costa no que toca a dinâmica. 

Estava na altura dos cabeça de cartaz do dia os Megadeth. Não é que eu seja um mega fã deles, no entanto são uma das bandas lendárias que abriram o caminho a muitas das atuais bandas. E eles sabem o que fazem, uma atuação cheia de musicalidade, de temas míticos, de música muito bem apresentada. Infelizmente nota-se muito os problemas vocais do Dave Mustaine, mas para quem esteve em risco de não voltar a cantar diria que é aproveitar enquanto pode, porque duvido que consiga atuar durante muito tempo. Ficou-me no ouvido a música Symphony of Destruction, que para mim quando me falarem de Megadeth esta é a música que me virá à cabeça. 


Para finalizar a noite outra banda praticamente desconhecida para mim, os Avenged Sevenfold. A única música que conhecia deles era o Hail to the King, que tem uma entrada que gosto bastante, especialmente a parte da guitarra. Foi fixe para conhecer um pouco mais da banda, não seria uma banda que pagasse para ir ver propositadamente mas gostei do espetáculo. Uma coisa aprecio muito nos concertos que vou ver, um concerto não é só música é tudo o que o rodeia também, e no caso dos Avenged Sevenfold gostei da apresentação das luzes e de um detalhe delicioso, as imagens projetadas nos écrans eram transformadas no momento de modo a que os músicos tivessem outra aparência, como hologramas colocados em cima deles.



Apesar de não ter estado presente nenhuma daquelas bandas que eu diga - "Não posso perder este concerto." - acabei por gostar e ter valido muito a pena ir ver os espetáculos. Muito obrigado Jorge pelo convite.

segunda-feira, setembro 25, 2023

Milagre Metaleiro 2023

Este talvez se tenha tornado no melhor festival metal do país (se considerarmos que o VOA não será um festival recorrente todos os anos), incrível o que cresceu este festival do ano passado para este ano, e mais incrível é pensar que a primeira vez que fui ao festival em 2019 era um festival de entrada gratuita. Não vou estar aqui a falar de todas as bandas que atuaram, pois foram muitas, e nem tomei atenção a todas, mas vou antes falar dos concertos que vi.

Quanto ao primeiro dia, a primeira banda que me despertou a atenção foram os Angus McSix, isto porque reconheci o vocalista dos Glory Hammer, ou pelo menos antigo vocalista. Os temas das músicas são um pouco estranhas devo admitir, claramente têm alguma inspiração no He-Man, mas faz tudo pouco sentido. No entanto musicalmente são interessantes e estou curioso para perceber a evolução da banda. Ponto alto do concerto, quando pediram a uma pessoa do público para ir buscar uma cerveja para a guitarrista, mas, teria de ir a fazer Crowd Surf num unicórnio insuflável, estas bandas lembram-se de cada coisa. Esta banda merece o título de agradável surpresa, pois foi a banda que não conhecia que mais gostei.


De seguida os Orden Ogan, esta banda já era para ter vindo a este festival o ano passado, não veio mas foi a primeira confirmação para este ano, e foi o motivo inicial para querer ir ao festival. Não é que tenham desiludido, longe disso, mas esperava um pouco mais. A nível de video chip são uma banda muito mais polida, ao vivo ainda não conseguem trazer aquele poder todo que têm nos vídeos. Acredito que voltaram a Portugal e melhor do que desta vez.


Se houve uma banda que me desiludiu foram os Therion, não consegui gostar de os ver ao vivo, em alguns momentos até os achei aborrecidos, não conseguem ter uma atuação constante, ou "matam" o público de tédio ou sai um bom momento musical. Destaque para a boa voz da vocalista espanhola, que não me recordo do nome dela, mas que tinha uma boa voz e boa presença em palco.


Para finalizar o dia a melhor banda nacional de Metal e a única com grande projeção internacional, os Moonspell. Devo de admitir que o sub-género musical não é muito a minha praia, são músicas um pouco fortes para o meu gosto. No entanto ótima atuação, em dia de aniversário do Fernando Ribeiro, que tão estranho fica de cabelo curto. Mas fiquei impressionado, e percebi porque nacionalmente são os melhores, mesmo estando num espectro musical que não gosto tanto, adorei o concerto. Gostei muito das interpretações das músicas: In Tremor Dei e Alma Mater.


O segundo dia começou para mim com a banda que podia levar o título de melhor atuação do festival. Os Eclipse, são uma banda não com uma grande projeção ao ponto de serem cabeça de cartaz, são uma banda de meio de cartaz, no entanto deram um belo espetáculo. Sem pirotecnia, sem grande iluminação, mas musicalmente irrepreensíveis. Não posso dizer que não tenha gostado de uma música, todo o concerto foi muito bom e espero no futuro voltar a vê-los.


Uma das bandas de maior projeção do cartaz, senão mesmo a de maior projeção, foram os Stratovarius. Esta já foi a segunda vez que os vi ao vivo, e mais uma vez adorei o espetáculo. Ótima música, ótima interação com o público, tudo bom do início ao fim. Não levam o título de melhor do festival, simplesmente porque corresponderam às minhas altas espectativas. Das muitas músicas deles que adoro destaco o Unbeakable, uma música tão antiga quanto intemporal.


Chegados ao terceiro dia, a primeira atuação a destacar foi dos Serious Black. já os tinha visto há muitos anos atrás como banda de abertura dos Gamma Ray. Com uma formação algo diferente da que atuou da última vez, mas com um belo desempenho novamente. Infelizmente estas bandas de meio cartaz tocam pouco tempo, por isso soube-me a pouco, gostava de ter visto mais desta banda. Fica novamente no ouvido a última música do alinhamento, a High and Low.


Por fim, o último concerto que vi foi dos velhinhos Grave Digger. Apesar de não conhecer profundamente a banda esperava outra coisa, foi um concerto um pouco ao lado do que esperava. Não sei se o alinhamento foi um que não me agradou tanto, se eles ao vivo já não têm grande capacidade de atuar, não sei exatamente o que foi, ou se até foi um conjunto de coisas. Sei que não foi um concerto tão divertido quanto esperava e no fim até já estava um pouco com vontade que acabassem para me ir embora.


Notas finais, este festival está definitivamente a crescer de um modo que não esperava, e quando há uns anos ouvi que estavam a tentar trazer um nome como os Sabaton, ri-me e disse que seria impossível, neste momento continuo a achar difícil por enquanto, mas já não duvido que os consigam trazer ou outra banda da mesma envergadura. Continua a ter muitas bandas espanholas e talvez por isso também a enorme quantidade de espetadores espanhóis, que não se viam em anos anteriores. 

Coisas que funcionaram menos bem, e para o qual os organizadores se calhar não esperavam e podem tentar melhorar para o ano. Filas constantes para comer, tinha de se perder um concerto todos os dias para se conseguir jantar, tal era o tempo que se esperava. Ter dois palcos é uma ótima ideia para não haver tanto tempo de espera entre concertos, mas colocados lado a lado o que acontece é que a banda que está a fazer sound check incomoda a banda que está a tocar mesmo ao lado, deviam estar mais afastados como é o caso do Vagos. E por fim a confusão para sair de lá no final dos concertos, acho que aqui a única solução era não deixar estacionar na berma da estrada ao ponto de impedir a passagem de carros nos dois sentidos, talvez para o ano devessem ter polícias para ajudar a controlar o transito )mas não multar). Até para o ano Milagre Metaleiro.


quarta-feira, setembro 20, 2023

Rammstein - Estádio da Luz

Os Rammstein eram daquelas bandas que há muito queria ver ao vivo, ainda para mais atuando no glorioso estádio da Luz, não poderia perder a oportunidade. Quando soube que vinham a Portugal até pus um alarme para me lembrar no dia em que os bilhetes eram postos à venda de modo a garantir que compraria bilhete antes que esgotasse.

Queria muito ver os Rammstein não só pela música, que gosto mas de longe que não é uma banda que meta no meu TOP10 de bandas preferidas, mas essencialmente por todo o espetáculo. Já tinha visto muitos vídeos dos Rammstein a atuar ao vivo, mas ver sem ser em vídeo é algo impressionante.

Primeiro uma palavra para as Abélard a dupla de pianistas que foram a banda de abertura. Bem sei que a música nada tem a ver com os Rammstein, mas o público não foi muito respeitoso com a banda, foram praticamente ignoradas por todo o público, todos pareciam distraídos e abstraídos da sua atuação, continuando a conversar uns com os outros, sendo que a atuação servia apenas para ter música de fundo. Parabéns pela boa música e pelo profissionalismo.

Quanto aos Rammstein posso descrever o espetáculo como único e fabuloso, começando pelo imponente e enorme palco, que coisa monstruosa. Depois a pirotecnia não tem igual em qualquer outra banda que já tenha visto, impressionante o calor que se sente quando ativavam os canhões de chama, parecia aquela sensação quando se abre o forno e se sente aquele bafo de calor.


Não sendo a música mais conhecida, ou a música que eu mais gosto dos Rammstein, vou destacar a Sonne, gostei imenso da interpretação e da sensação que a música dá cantada ao vivo. Outro ponto que destaco da atuação foi o momento em que a banda se deslocou para o palco secundário, passando mesmo à minha frente, para irem cantar ao som dos pianos das Abélard. Por fim o retorno ao palco, a bordo dos seus barcos insufláveis a "navegarem" por cima do público.

quinta-feira, julho 20, 2023

Battle Beast - Lisboa

Os Battle Beast é uma daquelas bandas que ouço com bastante frequência, e que até já os tinha visto ao vivo, por isso vindo eles a Lisboa teria de aproveitar para os ver novamente. Por acaso senão fosse o Mário este teria sido um concerto que teria-me passado ao lado e teria ficado muito chateado se não o tivesse visto.




As hostilidades abriram com os Glasya. Já é a segunda vez que vejo esta banda portuguesa e eles têm pinta, têm bom som. Mais uma vez gostei de os ver, mas sei que fazer música em Portugal não é fácil, ainda por cima música não comercial. Têm um som característico que se encaixa muito bem como banda de abertura dos Battle Beast, por isso para mim, foi uma óptima escolha e uma boa abertura.

Já a banda seguinte os Dark Embrace, tinha ouvido um pouco nesse dia, só para perceber o que esperava, para mim foi um fiasco, ao ponto de ter vindo para o fundo do armazém e tendo ficado a jogar no telemóvel. Aquilo para mim é barulho, e custa-me a perceber como foram escolhidos para ser banda de suporte dos Battle Beast. Uma sonoridade totalmente diferente, o que leva a que pessoas que como eu que gostam do estilo de Battle Beast não tenham o mínimo interesse em ouvor esta banda. Atenção, não estou a dizer que é uma má banda, simplesmente não gosto do seu estilo de música.

Por fim Battle Beast, se tivesse de descrever brevemente diria - Super concerto - que qualidade, que presença em palco, que bom som. Ao contrário do que achei dos Beast In Black, que acho que são uma banda que ainda tem de crescer um bocadinho, os Battle Beast alem do que já mencionei têm ainda outra coisa, um reportório grande e consistente, já têm muitas músicas boas, mas que já não cabem na setlist do concerto.


Gosto imenso do poder da voz da Noora, mas toda a banda é muito boa a nível instrumental, de presença em palco e interacção com o público. Com certeza se tiver oportunidade de os voltar a ver ao vivo o fazei.

segunda-feira, janeiro 30, 2023

Beast in Black - Lisboa

Primeira novidade para este concerto, o novo espaço do Lisboa ao Vivo (LAV), por acaso antes de sair de casa, fui ao google maps ver o melhor caminho para o LAV, e nessa altura apercebi-me que o sítio não era o mesmo do pré pandemia. Fui confirmar no bilhete e realmente o local tinha mudado. Ao entrar no armazém senti que estava quase no velho LAV, o espaço era muito idêntico, fui então para a parte de cima para ver o concerto de uma forma mais desafogada. Uma coisa que não gostei no novo espaço foi a acústica, ou então a mesa de som não soube ajustar o som, pelo menos do lado de cima o som estava com muito ruído.

Quando olho para o palco reparo na tela de fundo com logotipo dos Firewind. Como este era o primeiro concerto da tour, e na página nos Beast In Black a informação estava lá mas não muito visível, não tinha conseguido perceber se havia alguma banda de suporte. Foi uma bela surpresa sem dúvida, os Firewind são uma banda com mais de 2 décadas de existencia e apesar de não serem uma banda que move multidões, é uma banda que ouço com alguma frequência, e para mim, foi um óptimo bónus tê-los como banda de abertura. O facto de serem uma banda que foi mudando frequentemente ao longo dos anos, só se mantendo o guitarrista e o baixista pode ser uma das razões que os impediu de terem outro estatuto. Quanto ao concerto vou destacar o guitarrista e o baterista, que grandes 'animais' no bom sentido da palavra, ambos eles atraem a atenção de quem está a ver o concerto, virtuosos e chamativos. Infelizmente o som não era o melhor como já referi, e algumas músicas pareciam distorcidas com um som algo diferente para pior. Boa banda, boas músicas, mau som para abertura.


Firewind Setlist Lisboa ao Vivo, Lisbon, Portugal, European Tour 2023

Avançando para os Beast In Black estava com muita expectativa para o concerto, não fosse uma das bandas que mais ouço nos últimos anos, gostando de quase todas as músicas. Talvez por isso tenha ficado um bocadinho desiludido com o concerto, faltou ali qualquer coisa, conexão entre músicas, interacção com o público, harmonia do som, houve ali qualquer coisa que me fez sentir que não foi um grande concerto. Sendo o som dos Beast In Black algo sintetizado era interessante terem um teclista na banda ao invés do som sair já 'fabricado' de um sintetizador, e daría oportunidade para novos arranjos ao vivo. Gosto imenso do género musical, num concerto tem tudo para funcionar bem pois é uma música alegre, dinâmica, diria que até dançante. Mas foi um concerto bem conseguido de qualquer forma, e fico com vontade de ver a evolução da banda pois creio que ao vivo vai ainda melhorar muito. E visto que prometeram voltar com mais regularidade a Portugal, espero que cumpram a promessa e não seja preciso esperar 7-8 anos para os voltar a ver ao vivo.



Beast in Black Setlist Lisboa ao Vivo, Lisbon, Portugal, Dark Connection Tour 2023

terça-feira, agosto 30, 2022

Milagre Metaleiro 2022

Depois de 2 anos de adiamentos, 2022 marcou o regresso de um dos festivais mais interessantes no panorama do estilo metal. Uma pequena terra perdida no meio de Portugal, um local nada propício para este tipo de música, mas a verdade é que já é um festival fortemente implantado no panorama nacional. Começando pelo cartaz, as duas bandas que me levaram ao festival foram os Bloodbound e os Orden Ogan. Infelizmente os Orden Ogan cancelaram a presença, estando esta já marcada para 2023, por isso para o próximo ano já tenho motivo para voltar. 


As restantes bandas do cartaz ou mal conhecia, ou desconhecia de todo. Normalmente o que faço é ouvir um pouco dos últimos concertos de cada banda, para saber mais ou menos com o que contar, desta vez decidi ir às cegas, e perceber na altura a sonoridade de cada banda. No primeiro dia a primeira boa surpresa, e talvez a banda que mais gostei neste dia foram os Tri State Corner. Uma pequena banda com elementos da Grécia, Alemanha e Polónia, com uma sonoridade muito característica, em muito dinamizada pelo som característico de um bandolim. 


A segunda banda a merecer destaque foram os HEAT, que me levaram de volta ao final dos anos 80 e anos 90, a lembrar-me bandas como os Bon Jovi, tanto em aparência visual como sonora, um concerto muito dinâmico, onde o vocalista parecia que estava ligado à corrente. Em relação aos pesos pesados do dia, os Ensiferum e os Rage, conhecia um pouco mas não são bem a minha onda. 


O segundo dia foi maioritariamente focado em sons mais fortes, muitos guturais, muitos gritos, muito barulho para o meu gosto. Contudo tocavam os Bloodbound que eram o motivo da minha presença, e conheci uma banda espanhola os Zenobia. No que toca aos Zenobia gostei bastante da sonoridade, da musicalidade, da presença em palco, mas o facto de cantarem em espanhol é um enorme handicap


Avançando para a banda que mais me interessava em todo o festival, os Bloodbound. Foi um concerto um bocado estranho, sim gostei, mas ao mesmo tempo esperava mais. Não sei se foi o som, se foi a dinâmica de palco, se foi a sequência de músicas, alguma coisa ali não funcionou pois estava à espera de um concerto a todo o gás e houve bons momentos, mas também houve ali alturas que não se passava nada de especial. Pode ter sido uma má noite, mas gosto muito mais de os ouvir diariamente sem ser em palco.


Último dia de concerto, muito marcado por bandas nacionais. A primeira banda que foi uma agradável surpresa foram os Waterland, nem os conhecia de nome, mas foi das bandas que mais gostei no festival. Há ali imensas similaridades, tanto musicais como visuais, com os Epica. Já comecei a investigar um pouco mais o reportório desta banda e sem dúvida ganharam um fã.


Os Vhäldemar, mais uma banda espanhola, com um estilo muito metal clássico, a lembrar sons como Motörhead ou Iron Maiden. Um concerto muito interessante, que ao contrário dos compatriotas Zenobia, cantam em inglês o que faz toda a diferença. Gostei de os conhecer, sou até capaz de ir ouvir um pouco mais para conhecer melhor. Uma palavra para o guitarrista, que grande animal, dos guitarristas mais competentes que vi desde há muito tempo.


Os Iron Savior surpreenderam-me muito pela positiva. Oiço regularmente Iron Savior, conheço as letras de algumas músicas, e gosto do som, mas não é uma daquelas bandas que sejam 'uau' para mim, é agradável mas não estará no meu TOP10 de bandas que gosto. A verdade é que ao vivo foram espetaculares, talvez o melhor concerto de todo o festival, e tiveram o dom de me fazer vir lá detrás no início concerto, para passado meia dúzia de músicas estar perto do palco a saltar e a cantar. Curiosamente, ao contrário dos Bloodbound funcionam muito melhor ao vivo do que em álbum.


E para finalizar, mais uma bela surpresa nacional, os Oratory também já andam por cá há algum tempo, no entanto praticamente não os conhecia. Deram um bom concerto, numa altura que o cansaço já tomava conta de mim e já queria era voltar a casa. Fizeram-me estar ali com atenção e curiosidade a ouvir as músicas, e tal como os Waterland fizeram-me querer conhecer um bocadinho melhor o reportório da banda. E assim foram 3 dias intensos de concertos, cansativos, poucas horas de sono, partir de volta a Lisboa às 3h30m, chegar à Gare do Oriente às 8h20m, para enfrentar um dia de regresso ao trabalho, mas valeu a pena, este festival é algo de único.