Acho que este foi o primeiro concerto que fui em que não tinha claramente um cabeça de cartaz, ao invés disso tinha 2 grandes bandas que por si só poderiam vir em digressão como cabeças de cartaz. Antes das bandas entrou em cena a Charlotte Wessels, ex-vocalista dos Delain, uma banda que nunca vi mas gostava muito de ter visto. A Charlotte tem uma voz incrível, apesar de pessoalmente gostar mais da composição das músicas dos Delain, comparando com as músicas dela a solo. Foi um bom aquecimento para o que aí vinha e tenho curiosidade em seguir a carreira a solo da Charlotte, porque boa voz ela tem.
Os Amaranthe eram a novidade para mim e o principal motivo pelo qual não queria falhar este concerto, nunca os tinha visto ao vivo e estava muito curioso para ver a atuação. Ótima dinâmica entre os três vocalistas, conseguindo mesclar diversos estilos musicais dentro da mesma canção de modo a adaptar o timbre e estilo de cada vocalista. Mas quando pensava que a voz que fazia a cola, ou que serviria de base, seria a voz da Elize Ryd, fui surpreendido com a voz do Nils Molin. O que para mim foi estranho pois já tinha visto o Nils como vocalista dos Dynazty, e sabia que ele tinha uma grande voz, mas ser a voz que claramente se destaca das três vozes da banda, deixou-me algo surpreendido
Como fã dos Amaranthe adorei o concerto, as músicas mais marcantes da banda como a Amaranthine e a The Nexus, e ainda uma novidade com a nova música Chaos Theory, apresentada pela primeira vez nesta digressão. Espero que não voltem a estar tantos anos sem vir a Portugal, pois será uma banda que voltarei a ver todas as vezes que cá voltarem.
E para acabar em grande a noite os Epica. Vou ser sincero, é possível que se os Amaranthe não estivessem no concerto, que eu não tivesse ido, gosto muito dos Epica, mas já os tinha visto três vezes, a primeira em 2012, depois em 2014 e a última à menos de 4 anos em 2022, por isso achei que já não me iriam surpreender. E acho que é a única banda que vi ao vivo 4 vezes, mas dos 4 concertos este foi sem dúvida o melhor, e começo a concordar com quem diz que neste momento eles são os reis do symphonic metal, ultrapassando bandas como os Nightwish e os Within Temptation, que na sua génese são bandas marcantes e percursoras deste sub género musical.
A Simone Simons está como o vinho do Porto, cada vez melhor com os anos, voz, presença em palco, comunicação com o público, tudo a melhorar. E até os guturais do Mark Jansen que nunca gostei, parece que estão mais contidos e mais harmoniosos com a música ao invés de rugidos desgarrados. Tenho de destacar a balada da banda a Tides of Time, onde a Simone mostra toda a potência e capacidade da sua fantástica voz. Além desta música ainda temos o super clássico Cry For The Moon, uma música sempre marcante em qualquer concerto dos Epica. Se antes do concerto não estava particularmente excitado por os voltar a ver, confesso que quando voltarem estarei com vontade de os ver por uma quinta vez.
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