Sexta feira foi o meu último dia a trabalhar para o projecto Sky Store. Quase 7 anos a trabalhar no mesmo projecto, nunca eu pensei estar tanto tempo num único projecto. É verdade que a Sky Store não é um projecto, mas um aglomerado de mais de uma dezena de projectos, em que eu trabalhei em quase todos ao longo destes anos. Vi muitas pessoas entrarem, vi muitas pessoas saírem, aprendi imenso com muitas delas, fiz imensas amizades, o capital humano foi sempre a melhor parte deste projecto e se calhar, devido a isso, foi o que me fez permanecer tanto tempo no projecto. Hoje começo um novo desafio dentro da Sky, espero conseguir neste novo projecto ter o mesmo prazer diário que tinha na Sky Store.
segunda-feira, fevereiro 07, 2022
quinta-feira, janeiro 27, 2022
16 anos depois...
Mais um ano a assinalar esta data, faz hoje 16 anos que este blog viu a luz do dia. Muitas memórias, muitas recordações e o mesmo prazer desde o primeiro dia. Às vezes gosto de aleatoriamente ler algo que já escrevi a alguns anos, é mesmo engraçado ver as mudanças e as características que se mantêm, ver como as nossas perspectivas e prioridades dependem da fase da vida em que estamos. Para o ano espero estar por aqui para festejar mais um aniversário.
terça-feira, janeiro 25, 2022
Estou COVIDado
Vamos ao primeiro post do ano, com algo mais ou menos inevitável. Como tinha dito há uns dias aos meus colegas sentia que andava a passar entre os pingos da chuva e que era uma questão de tempo até a minha sorte acabar, via bastantes pessoas à minha volta a apanharem COVID, a creche do meu filho extraordinariamente ainda não tinha tido nenhum surto, por isso as probabilidades estavam contra mim.
Bem façamos então uma reconstrução cronológica do que acontecer:- Na quinta feira passada fui correr à hora de almoço, senti-me imensamente cansado, tive de parar duas vezes para beber água com a boca seca e olhando para a parte cardíaca estava no esforço que indicava que tinha feito o treino num ritmo duro o que estava bem longe da realidade. Contudo pensei que por ser o 4º dia seguido a treinar, e há muito não fazer 4 dias seguidos de treino, era de facto cansaço acumulado.
- Ainda na quinta feira à noite o meu filho apresentou falta de apetite fora do normal e estava subfebril, por isso iria ficar em casa comigo na sexta feira
- Na sexta feira o Francisco estava aparentemente bem, sem febre e sem queixas apenas com uma dejeção diarreica, e eu apenas tinha a garganta com uma ligeira dor e o nariz a pingar. E os sintomas do Francisco ficaram por aqui, largou a bomba cá em casa, recuperou e ainda teve tempo para andar a gozar connosco.
- No sábado à hora de almoço recebemos uma mensagem da professora do Francisco a dizer que estava positiva para COVID, claro que começando a juntar os pontos a conclusão era fácil de tirar, por isso fizemos um auto teste ao Francisco que imediatamente se revelou positivo.
- Ainda no sábado, já perto da meia noite, finalmente conseguimos falar com a saúde 24, após mais de 1 hora em espera em linha, onde passaram um teste para o Francisco e no meu caso também mas a muito custo porque achavam que os meus sintomas não eram suficientes.
- No domingo de manhã fomos logo fazer os testes PCR o que levou cerca de meia hora não foi super rápido mas também não foi uma demora em demasia.
- E foi no domingo a seguir ao teste que os sintomas escalaram imenso, passei a tarde toda na cama, mal disposto, até o cheiro a comida me dava vómitos, em algumas medições perto dos 40ºC, batimentos cardíacos na ordem das 90bpm quando o meu normal em repouso são 40-45bpm, dores no corpo todo, falta de força, só queria esta sozinho e sossegado.
- Na segunda feira ainda não estava bem, mas o facto de estar em teletrabalho obrigou-me a "activar", e já se sabe que a mente manda mais que o corpo. Ao longo do dia a febre foi diminuindo e fui-me sentido melhor. Ainda estava bastante enjoado, mas curiosamente após uma diarreia agressiva parece que o meu estômago e intestino estabilizaram e ao jantar só comi uma sopa de peixe mas já sem desconforto ou enjoo.
- Pouco depois da meia noite recebemos os resultados dos testes PCR que confirmaram a positividade de todos.
- Hoje acordei fresquinho, e senão fosse o nariz ainda ligeiramente congestionado nem teria sintomas nenhuns da COVID.
sexta-feira, dezembro 31, 2021
Retrospectiva 2021
Pelo segundo ano seguido, temos um ano muito estranho, devido a uma pandemia que há muito esperava que já fosse só uma recordação mas continua a querer ser o tema do dia. Quase que apetece dizer que estes dois anos foram uma paragens no tempo, contudo ainda assim houve muita coisa a passar-se este ano, longe de ter sido um ano super interessante, mas teve alguns pontos altos. Façamos então a tradicional retrospectiva anual do que por aqui se passou.
- Começar o ano com o desafio de trabalhar em casa com o Francisco
- Fim da Primavera aproveitar o bom tempo para uns dias de campismo
- O Francisco apanhou varicela durante o campismo
- Atropelado pela primeira vez
- Vacinado contra a COVID
- Queda de bicicleta durante um treino, para os dois lados do corpo ficarem com marcas
- 3ª etapa do Lisboa on Top
- Passeio na Tapada de Mafra
- 4ª etapa do Lisboa on Top
- Uns diazinhos de férias na Nazaré
- Triatlo longo de Setúbal, muito tempo sem fazer triatlo
- Visita ao Dino Parque da Lourinhã
- Novamente atropelado, parecia que tinha de andar sempre com o corpo com feridas
- Concluí o meu segundo Ironman, o Ironman de Cascais
- Voltar a assistir a um concerto, Gwydion e a Orquestra Filarmónica Ateneu Vilafranquense
- Começar a jogar Padel
sexta-feira, dezembro 24, 2021
Trilho do Cuquedo
Ora aqui uma actividade bem gira para fazer com os miúdos. Há uns dias atrás aproveitei para ir com o meu filho percorrer um novo trilho que vi anunciado no facebook, o trilho do Cuquedo. O trilho fica na quinta do Pisão e começa junto à Casa da Cal no parque de merendas. O ideal será fazer o trilho com o mapa, e deixar a pequenada ir à procura das pistas e sendo eles a indicar o caminho. O mapa pode ser adquirido na Casa da Cal, mas eu deixo aqui também para quem quiser levar impresso de casa.
quinta-feira, dezembro 09, 2021
Padel
Estive algum tempo para experimentar jogar Padel, por falta de oportunidade, mas finalmente matei a minha curiosidade. E realmente logo após a primeira experiencia achei bastante graça ao jogo. Muito mais fácil e dinâmico de jogar do que ténis, a aprendizagem parece-me muito mais fácil, após 2 jogos e algumas horas a ver vídeos sobre algumas técnicas sinto-me capaz pelo menos de bater umas bolas de um lado para o outro e de me divertir. Logo após o primeiro jogo percebi que era algo que gostaria de fazer com alguma recorrência, por isso acabei por comprar uma raquete básica para não estar a alugar raquete todas as vezes que fosse jogar. No ténis senti sempre muitas dificuldades devido aos meus fracos pulsos que mal aguentavam com o ricochete da bola, no padel, apesar de ter muito a ver com o ténis, também tem a ver com as raquetes de praia e a forma como se bate na bola tem alguma semelhança, imprime-se um bocado de mais força mas a sensação quando a bola bate na raquete é semelhante. Agora é ir melhorando a pouco e pouco e principalmente divertir-me a jogar.
domingo, outubro 31, 2021
Gwydion & Filarmónica Ateneu Vilafranquense
De volta aos concertos e não poderia ser de melhor forma. Já há muito que tinha o desejo de ver ao vivo uma banda metal com uma orquestra, contudo nunca julguei ser possível em Portugal isso poder acontecer, primeiro porque geralmente só grandes bandas mundiais têm os meios de tocar com uma orquestra, segundo porque uma dessas grandes bandas nunca escolheria Portugal para actuar com uma orquestra. Mas o improvável aconteceu, uma banda portuguesa com pouca projecção e pouca capacidade financeira (não deixa de ser uma grande banda por isso) conseguiu montar um espectáculo com uma orquestra filarmónica.
Os Gwydion, banda da qual tenho o prazer de dizer que sou amigo por isso a minha análise pode não ser totalmente isenta, juntou-se com a orquestra filarmónica do Ateneu Vilafranquense e montou um espectáculo simplesmente brilhante numa atmosfera intimista de plena união entre orquestra, banda e público. O nome do espectáculo - Ofiussa - Terra das Serpentes - é uma homenagem ao povo que vivia no norte de Portugal, Ofiussa era o nome dado pelos gregos a este território antes deste se chamar Lusitânia e o seu significado era exactamente Terra das Serpentes.
Em relação ao espetáculo em si, as alterações às músicas feitas para casarem bem com uma orquestra resultaram em algo épico, digno dos melhores espetáculos musicais feitos em Portugal e como disse ao Bruno (baixista da banda) eles colocaram a barra muito alta para eles próprios, porque qualquer coisa que façam no futuro irá ser comparado a este concerto. Para já não há datas para novos concertos, mas espero que eles repitam o concerto para dar hipóteses a mais pessoas que não conseguiram ou não sabiam deste concerto poderem aproveitar de um fantástico espetáculo.
terça-feira, outubro 26, 2021
Ironman Cascais
TÁ FEITO C@R@...caraças...este foi duro, foi muito duro, não me costumo lembrar das coisas más, mas não tenho ideia de ter sofrido tanto no meu primeiro Ironman. Começando pelo início, só começar este Ironman foi uma vitória, 5 dias antes da prova fui violentamente atropelado por uma carrinha, a minha bicicleta ficou toda partida e eu facilmente podia-me ter aleijado gravemente, ou mesmo não estar cá para contar a história, no entanto escapei só com alguns arranhões e nódoas negras. Há quem tenha dito que era um sinal que eu não devia participar no Ironman, para mim era só uma oportunidade que se mantinha ainda poder participar no Ironman, estava limitado mas não impedido fisicamente de participar.
Nas noites anteriores dormi mal, alguma ansiedade, preocupação com as mazelas, preocupação com a bicicleta. Contudo e felizmente, na noite da prova até dormi bem, acordei com o despertador e pensei - Isto ainda é cedo para começar a trabalhar. - depois quando vi que eram 6 horas é que caí em mim, esta era a hora que tinha posto o despertador no dia do Ironman. Despachar-me, ir até o parque de transição e fazer os últimos ajustes, por a garrafa de água, a minha alimentação nos sacos de transição, reavaliar o ar nos pneus e dirigir-me para a praia. Cheguei relativamente cedo à praia por volta das 7h20m e ainda fui dentro de água para avaliar a temperatura e dar a sentir ao corpo o que me esperava na prova. Ouvir o hino de Portugal foi diferente de qualquer outra vez, normalmente ouvimos o hino porque alguém está prestes a competir ou a ser reconhecido em representação de Portugal, naquele caso o hino era para mim, e para todos os portugueses que iam participar na prova. Após o hino dirigi-me para a minha caixa de partida, decidi ficar na caixa em que o tempo expectável para a natação seria entre 1h10m e 1h20m. Troquei uns últimos dedos de conversa com o Mário e o Paulo e nisto é dada a partida para os atletas de elite, começando a tocar o Thunderstruck dos AC/DC. Esta música foi como uma injecção de energia, toda a gente parecia focadíssima, como gladiadores à espera que abrissem os portões para entrarem a correr e a gritar dentro da arena, nunca mais ouvirei esta música com os mesmos ouvidos, o sentimento será com certeza este daqui para a frente.
Lá fui avançando na fila do rolling start e quando chego lá à frente e os braços baixam para dar sinal para o meu arranque, sentia-me o tal gladiador a correr pela areia em direcção ao mar. Os primeiros metros até ao pontão da praia do Peixe foi só um nadar desenfreado para ganhar ali algum espaço e orientar-me devidamente. Nessa altura estava um pouco descaído para a esquerda mais perto de terra. Devido à maré estar um pouco vazia achei que seria boa ideia ir mais longe da costa devido às rochas que poderia apanhar mais à frente (conhecia bem o percurso porque tinha feito dezenas de vezes em treinos) e fui-me dirigindo mais para a direita, apanhando a grande coluna de triatletas. Em boa altura o fiz por dois motivos, o primeiro realmente houve muita gente a queixar-se de ter apanhado rochas e eu nem as vi, o segundo porque fui atrás de uns pés que mal mexiam o que fazia que tivesse uma natação tranquila a poupar energia atrás de outro triatleta.
Segui atrás daquele triatleta até à bóia que estava mais perto do pontão do Tamariz, por volta dos 1800m, depois achei que ele estava a calcular mal a trajectória para a bóia seguinte que estava a cerca de 300m, e que estava a abrir muito para fora. Decidi então ir por mim até essa bóia e tentar arranjar uns melhores pés para seguir até ao final. Foi nessa altura que cheguei também a metade do percurso, e estava com 35 minutos de prova, ou seja, estava com um tempo final de natação perto de 1h10m, que seria inclusivamente melhor do que fiz em Barcelona. Após a bóia de retorno era seguir a direito tendo como referência o forte de Cascais. Apanhei uns pés que até estavam a um ritmo aceitável, mas que faziam imensa espuma e turbulência e após uns minutos aproveitei a boleia de outro triatleta que passava por nós e que quase não batia os pés. Fui seguindo quase até o final da natação e só quando vi a plataforma de saída para aí a 100-200m é que então fiz um esforço individual para chegar mais rápido. Nesta altura ainda me estava a sentir tão bem que me lembro perfeitamente de pensar que se fosse preciso dava outra volta, nem frio nem cansaço. Acabei o segmento de natação com 1h13m22s, fazendo mais de 3900m, por isso estava muito contente com o meu tempo.
Fazer agora quase 1km a correr até ao parque de transição, e calmamente preparar o famigerado segmento de ciclismo, passar vaselina nos pés, calçar as meias verificando que não ficaram com rugas, sapatos, dorsal, capacete e comida. Era hora do meu calcanhar de Aquiles, ainda por cima ia fazer com a minha bicicleta velhinha da Decathlon, que me tinha custado 300€, menos que alguns travões de algumas bicicletas que estavam lá no parque.
Pouco depois de sair do parque de transições tento por os braços nos extensores, que tinha passado da outra bicicleta para esta, mas as barras do guiador são mais finas e os extensores não apertavam bem, por isso não tinham estabilidade nenhuma, desisti logo ali de os usar, acabaram por só ser peso extra para o segmento de ciclismo. A primeira parte no Guincho que era rolante fui sendo ultrapassado por diversos triatletas, só quando comecei a subir para a Malveira é que equilibrei a coisa e ia passando mais ou menos tantos quantos os que passavam por mim. A subida até à Peninha foi tranquila e a um ritmo quase idêntico ao que tinha feito em treino com a bicicleta de competição. Na descida da estrada da Peninha fui ainda ultrapassando alguns, aquela descida técnica e algo perigosa favoreceu-me porque a conheço bastante bem por a ter feito dezenas de vezes. Na descida seguinte até à Malveira aí já foi outra conversa, é uma descida fácil e com a minha bicicleta a esgotar a desmultiplicação por volta dos 50km/h, fui sendo ultrapassado. Ao entrar no autódromo vejo um triatleta que estava já a sair a estatelar-se mesmo à minha frente, era um lembrete para não arriscar porque qualquer queda ou avaria podia-me tirar da competição. E sim, esse foi um cuidado constante que eu tive em todo o segmento, aquela bicicleta não é muito fiável, por isso tudo o que era buraco, empedrado, ou alcatrão em pior estado tentava evitar ou passar com cuidado para não partir nada. Chegar a Cascais e virar em direcção a Algés, ainda tinha pouco mais de 60kms feitos. Pouco depois foi a primeira ocasião onde me senti pouco confortável, sentia algum vento de frente, e com aquela bicicleta não conseguia posição aerodinâmica ou rolar a uma velocidade aceitável, até Algés fui a debater-me contra o vento. Dar a volta em Algés e ficou mais fácil, aproveitei para aumentar o ritmo e ao mesmo tempo sentir-me mais confortável, mesmo assim por volta dos 90kms o Paulo passou por mim e rapidamente deixei de o ver. Por volta dos 95kms comecei a sentir algumas dores de costas, ainda faltava tanto, por isso sabia que iria sofrer.
Chegando outra vez a Cascais e começar a segunda volta. No Guincho também já se sentia o vento de frente, não era muito forte mas o suficiente para me fazer claramente baixar o ritmo. Começando a subir para a Malveira senti um enorme calor, era mais ou menos 13h30m, o sol estava a pique, estava só com isotónico e não tinha água para pôr sobre a cabeça e sentia o cérebro a cozinhar por baixo do capacete. Como não me estava a sentir muito bem, antes de entrar na estrada da Serra fiz uma paragem estratégica para xixi, aproveitando para sair da bicicleta e tentar descansar durante uns segundos. quando chego a Cascais pensei que ia passar outro mau bocado com o vento em direcção a Algés, mas felizmente o vento tinha acalmado e a ida até Algés não foi tão penosa como a da primeira vez. O último retorno a Cascais já foi doloroso, as dores nas costas pioraram, o rabo já me doía e estava com uma dor estranha e incomodativa no meu pé direito. Foi gerir aqueles últimos quilómetros e pensar que era só chegar com a bicicleta que tinha praticamente a garantia que terminava o Ironman nem que fosse a andar.
segunda-feira, outubro 18, 2021
Novamente atropelado
Começo a pensar que ando com um manto invisível quando ando de bicicleta, mais uma vez o condutor não me viu, e neste caso não há desculpa nenhuma para não me ter visto. Saí de casa para o último treino de bicicleta antes do Ironman, uma coisa calma e tranquila julgava eu. Logo aqui ao pé de casa, deveria ter feito 500 metros, ao sair de uma rotunda fui abalroado por uma Ford Transit que estava a entrar na rotunda.
Segundo uma testemunha voei no ar durante cerca de 4 metros dando um mortal no ar, eu só me lembro de tentar evitar a carrinha e ela bater-me em cheio sobre o meu lado direito. Aterrei no passeio (triângulo de entrada da rotunda) sobre o meu lado esquerdo. Depois de ir ao hospital e de fazer um raio X, feliz-me só tenho algumas escoriações e arranhões, como caí "em seco" no chão e não fui de arrasto os arranhões nem estão assim tão feios.
O Ironman é já no próximo sábado, e não dá tempo para chorar em leite derramado, sim estou debilitado, sim estou desconfortável, mas os ciclistas profissionais depois de grandes quedas conseguem mesmo assim terminar as grandes voltas, por isso eu terei também de conseguir superar a dor extra. Pior ainda foi a bicicleta, que ficou totalmente partida, o quadro partiu em 3 sítios, quem a visse não dizia que eu fiquei tão inteiro. Então além de estar amachucado, terei também de fazer o Ironman com a minha antiga bicicleta, uma bicicleta da Decathlon de 300€, que já não ando com ela para aí há 2 anos e não tenho o corpo propriamente adaptado a ela, e já nem vou conseguir treinar com ela antes da prova. Terei de fazer o Ironman em hard mode, não há volta a dar, e se o conseguir completar (que vou conseguir) ainda me saberá melhor e darei mais valor.
quinta-feira, outubro 07, 2021
Dino Parque Lourinhã
Já houve um tempo na minha vida que lia tudo o que podia sobre dinossauros, ainda antes da febre do Jurassic Park, agora já não é bem o caso, gosto de ter o conhecimento mas não é um tema ao qual eu dê primazia. Contudo o gosto por estes seres há muito extintos passou para o meu filho, que com os seus 5 anos é das coisas que mais gosta, desenhos animados de dinossauros, brinquedos de dinossauros, desenhos de dinossauros, etc.
Sendo assim, seria natural uma visita ao Dino Parque da Lourinhã. Eu não tinha ideia, mas parece que a Lourinhã é a capital nacional do dinossauro, tudo o que é rotunda tem um dinossauro, são dinossauros por todo o lado, claro que isto só deve ter vindo depois do Dino Parque, mas é uma óptima forma de promover a região. E porquê um dino parque na Lourinhã? Bem, pelo que vi no parque existem um sem número de fósseis de dinossauros que foram encontrados nesta região, alguns até devem o seu nome a este local, como é o caso por exemplo do Lourinhanosaurus Antunesi ou do Lourinhasaurus Alenquerensis.
O parque é um pouco caro tendo em consideração que a manutenção não deve ser assim nada de extraordinário, nem têm de alimentar os animais... Em relação ao parque tenho de destacar o mini museu logo na entrada o qual tem uma série de informações e fósseis muito interessantes. Depois basicamente o parque está organizado temporalmente cada percurso corresponde a uma era temporal, esta organização é excelente porque vamos vendo a evolução das espécies. Finalmente ainda têm um percurso dedicado aos monstros marinhos, transversal a todas as eras. É um parque que deve ser visitado com pelo menos 3-4h de disponibilidade de forma a se poder aproveitar de todo o conhecimento que tem disponível, sem grandes correrias.










