sexta-feira, novembro 18, 2022

Natação CNA

Devido a ter mudado de casa também mudei de local onde treino natação, tendo começado a nadar no CNA. Uma grande vantagem de agora treinar aqui é que a piscina fica a 100 metros de minha casa, o que significa que qualquer bocadinho que tenha é suficiente para ir nadar, quase como se tivesse a minha própria piscina em casa. Mas nem tudo é bom, as instalações são velhíssimas, a tela da piscina está descolada, entra vento por todas as frestas e telhado, está mesmo tudo muito degradado e a precisar de manutenção/remodelação urgente. As pessoas são todas muito simpáticas e o ambiente é familiar, conheço ainda poucas pessoas, mas as que com interagi foram prestáveis e amáveis. Provavelmente vou durante alguns anos treinar aqui por isso espero que as condições melhorem e não aumentem os preços, pois as condições não são de todo consentâneas com o preço que se paga. 

quarta-feira, outubro 19, 2022

Estremoz

Ainda há pouco tempo tinha estado perto de Estremoz quando fui a Évora na altura dos meus anos, no entanto não conhecia Estremoz, por isso um fim-de-semana para conhecer mais um bocadinho do nosso país é sempre um bom programa. Ficámos hospedados no Monte dos Pensamentos, não me vou alongar muito quanto ao local pois não foi uma boa experiência fase ao preço pago, deixo apenas uma palavra de apreço pela empregada que era um doce de pessoa.

Na primeira noite fomos jantar ao Alecrim. Começámos por comer umas entradas tipicamente alentejanas, quando a dada altura vi um barco de sushi passar com um óptimo aspecto. Já tinha reparado que havia sushi no menu, mas até me pareceu ridículo para ser sincero, um restaurante com comida alentejana e ao mesmo tempo com sushi. Arriscámos pedir o sushi e foi uma bela decisão, pois foi do melhor sushi que já comi.


No dia seguinte antes de almoço aproveitámos por passear um pouco por Estremoz. Era dia de feira e por isso fomos ver o que se passava por lá e ainda comprámos alguns enchidos e queijos locais. Andar pelas ruas e ruelas até chegar ao topo de Estremoz junto ao castelo. O castelo neste momento é uma pensão, logo não o visitámos no interior, ficando a apreciar a beleza arquitectonica e a vista do topo de Estremoz. 


Para o almoço fomos ao Venda Azul, sugestão da emprega do Monte dos Pensamentos. O que posso dizer é que foi a melhor carne de porco preto que já comi, uma apresentação normalíssima sem qualquer requinte, mas um sabor fabuloso, uma dose muito boa e um atendimento simpatiquíssimo. Se voltar a comer em Estremoz este será sem dúvida o primeiro restaurante que estará na lista. Todos os sítios onde comi foram muito bons, mas a nível de cozinha alentejana este foi o melhor. Uma coisa a ter em consideração é que todos os restaurantes são muito pequenos, é essencial fazer marcação para todos eles.


Saímos a rebolar do restaurante em direcção ao Centro de Ciência Viva. A visita é guiada e demora cerca de 2 horas. Tem algumas coisas interessantes e didáticas, assim como alguma interactividade com alguns elementos da exposição. A visita como é guiada a por um lado é bom que adquirimos mais conhecimento, por outro lado na parte final já estávamos todos cansados e a querer ir fazer outras coisas e tivemos de aguentar o ritmo da guia. Mas é uma visita interessante especialmente para adolescentes que estão a ter aulas de geologia.


Mesmo depois da visita ao Centro de Ciência Viva e de andarmos um pouco, a fome era quase nenhuma, o almoço tinha sido farto. De qualquer forma tínhamos marcado mesa na Mercearia Gadanha, por isso mesmo sem grande fome lá fomos experimentar o restaurante mais famoso de Estremoz. A comida, a apresentação, o espaço tudo é requinte. A sobremesa foi a melhor que alguma vez comi, uma mistura de framboesa, com lima e suspiros, simplesmente genial. O revés do restaurante são os preços, não é que a comida não seja fabulosa, contudo é mesmo muito caro desfrutar de tal manjar. Valeu muito a pena a visita a Estremoz, não sei se voltarei a pernoitar por lá, não há muito mais para ver, no entanto de passagem pondero lá voltar.







segunda-feira, setembro 26, 2022

Beactive Night Jamor

De volta às corridas, depois de um Verão sem provas e com muito pouco treino. Não estava nada confiante para esta prova, o último treino que tinha feito tinha-me sentido muito mal, para além do facto de não andar a treinar propriamente de uma forma regrada. Arranquei a um bom ritmo e dou por mim a liderar a corrida!!!! O que se passa aqui? De certeza que estou a abusar! Era uma corrida só de 5kms por isso não havia ali muito a poupar. De qualquer forma por volta dos 500 metros quando apanhei vento de frente abrandei um bocado a ver se alguém vinha para a frente. Passa-me um "miúdo" e eu tento colar a ele, percebi que não valia a pena forçar, pois o ritmo não era para mim e mais tarde iria pagar. Deixei mais um senhor passar para a minha frente, percebi que ele também não iria tentar seguir com o miúdo, e que este era o ritmo certo para eu seguir.

Por volta dos 1,5kms, numa curva a 180º reparei que os nossos perseguidores já estavam a 20-30 metros, nessa altura percebi e até comentei com o senhor que estava comigo, o primeiro lugar já está definido e depois somos nós os 2 e o restante pelotão. Por volta dos 2,5kms o senhor tentou livrar-se de mim aumentando um pouco o ritmo e ainda teve 3-4 metros à minha frente, o azar dele foi termos apanhado uma pequena rampa logo de seguida, e normalmente eu subo muito bem e recolei a ele. Nessa altura ele até me deixou passar para a frente, mas eu não estava para isso, e voltei a deixá-lo passar para a minha frente. Devido a isto a corrida tornou-se mais táctica e o ritmo baixou ligeiramente, o que para mim estava bom, já tinha sentido dificuldades em segui-lo uma vez por isso agradecia que não houvessem mais esticões, ainda para mais sabia que provavelmente tinha uma ponta final mais rápida. 

Por volta dos 4,5kms decidi eu testar a capacidade do meu companheiro de corrida, saí de trás dele em ritmo acelerado e fiz 300 metros a fundo, olhei para trás e ninguém vinha comigo, então entrei em modo gestão até à meta, só precisava manter o ritmo para não o deixar aproximar e não necessitava de acelerar mais. Acabei a prova em 2º lugar, com um tempo não brilhante mas bom dada a minha falta de treino, a um ritmo de 3m53s/km.


terça-feira, setembro 13, 2022

Baptismos de mergulho nas Berlengas

Desde o início da pandemia que não tinha voltado a mergulhar, demasiado tempo, é verdade que é como andar de bicicleta, no entanto há sempre alguma desconfiança, não usava o equipamento há 3 anos e eu próprio não ia para baixo de água há 3 anos, podia-me esquecer de algum detalhe ou protocolo. Devido a isso decidi da parte da manhã acompanhar os baptismos de mergulho da Liliana e da Luciana, para voltar a relembrar e ganhar confiança num mergulho mais fácil e a pouca profundidade. Os baptismos correram lindamente, a Liliana ainda sentiu alguma ansiedade, de início não estava muito confortável, mas depois fez um mergulho impecável. A Luciana que era a que estava com mais receio inicialmente, foi quem fez o mergulho mais tranquilo, e esta é a palavra mais adequada para descrever o mergulho, tranquilidade, respirar normalmente, movimentos calmos e fluídos, não entrar em pânico com os pequenos problemas, água na máscara, água na boca, frio, etc.

Da parte da tarde fui fazer o meu segundo mergulho, mais uma vez foi um mergulho a pouca profundidade, o máximo que fomos foi a 13 metros, o meu buddy só tinha o curso de open water e estava habituado a mergulhar em lago e não em mar, por isso não foi um mergulho muito profundo. Contudo apanhámos algum fole junto a umas escarpas, levámos ali umas quantas porradas e saí dali algo cansado. Devo confesar a determinada altura apeteceu-me ajoelhar uns momentos no fundo, recuperar o fôlego e descansar os tornozelos que já me estavam a doer. Falta de habito de usar umas barbatanas daquele tamanho. Para o final do mergulho comecei também a sentir algum frio, os últimos minutos do mergulho, especialmente na altura que estava a fazer patamar, foram já aborrecidos e só me apetecia um banho de água quente e deitar-me. Dois mergulhos no mesmo dia para mim é demasiado cansativo, e o corpo não consegue manter a temperatura no segundo mergulho, foram quase 2 horas debaixo de água no somatório dos 2 mergulhos, prefiro só fazer um bom mergulho de manhã, almoçar e vir descansar para casa.

segunda-feira, setembro 12, 2022

Nova residência

Quem diria que me mudaria da minha bela vila de Cascais para a Reboleira? Há um ano atrás não me passaria pela cabeça, no entanto circunstâncias da vida fizeram com que eu tivesse a necessidade de estar mais perto, e com melhores acessos da escola do Francisco, que é na Encarnação. Por um lado, a vida no dia a dia está mais facilitada, de metro ou comboio estou rapidamente em qualquer ponto de Lisboa, estou numa casa com melhores condições que em Cascais, as despesas são mais baixas, mas por outro lado, estou longe da praia, estou longe dos meus locais habituais de treino, fiquei mais longe de alguns amigos. Como em quase tudo na vida existem vantagens e desvantagens, neste momento as vantagens sobrepõem-se às desvantagens, e acima de tudo sinto-me bem e feliz, estou a reconstruir o meu caminho, estou a ter a hipótese de ter uma segunda vida. Agora se voltarei a Cascais? Claro que sim, é uma questão de tempo, quando chegar o momento certo onde tenho mais vantagens em voltar a Cascais isso acontece com naturalidade.



quinta-feira, setembro 08, 2022

Bullet Train

Há muito tempo que não fazia duas coisas, ir ao cinema ver um filme que não desenhos animados e comentar aqui um filme. Ontem fui convidado a ir ver o Bullet Train, sem nenhuma expectativa, sem ter visto o trailer, sem saber o contexto da história, e não é que me ri que nem um perdido durante grande parte do filme. Senão soubesse diria que era um filme do Tarantino, as piadas hirónicas, as referências culturais, o filme está simplesmente genial. E quando falo no Tarantino, falo porque o filme me lembrou imenso do Kill Bill, com a premissa do Babel, em que o filme é composto por várias histórias, vários fios condutores, que no final se juntam e passa tudo a fazer sentido, numa brilhante articulação da trama da história. A meu ver a pontuação que o filme tem nos sites com classificações não faz de todo juz à qualidade do filme, vale sem dúvida uma ida ao cinema.

terça-feira, agosto 30, 2022

Milagre Metaleiro 2022

Depois de 2 anos de adiamentos, 2022 marcou o regresso de um dos festivais mais interessantes no panorama do estilo metal. Uma pequena terra perdida no meio de Portugal, um local nada propício para este tipo de música, mas a verdade é que já é um festival fortemente implantado no panorama nacional. Começando pelo cartaz, as duas bandas que me levaram ao festival foram os Bloodbound e os Orden Ogan. Infelizmente os Orden Ogan cancelaram a presença, estando esta já marcada para 2023, por isso para o próximo ano já tenho motivo para voltar. 


As restantes bandas do cartaz ou mal conhecia, ou desconhecia de todo. Normalmente o que faço é ouvir um pouco dos últimos concertos de cada banda, para saber mais ou menos com o que contar, desta vez decidi ir às cegas, e perceber na altura a sonoridade de cada banda. No primeiro dia a primeira boa surpresa, e talvez a banda que mais gostei neste dia foram os Tri State Corner. Uma pequena banda com elementos da Grécia, Alemanha e Polónia, com uma sonoridade muito característica, em muito dinamizada pelo som característico de um bandolim. 


A segunda banda a merecer destaque foram os HEAT, que me levaram de volta ao final dos anos 80 e anos 90, a lembrar-me bandas como os Bon Jovi, tanto em aparência visual como sonora, um concerto muito dinâmico, onde o vocalista parecia que estava ligado à corrente. Em relação aos pesos pesados do dia, os Ensiferum e os Rage, conhecia um pouco mas não são bem a minha onda. 


O segundo dia foi maioritariamente focado em sons mais fortes, muitos guturais, muitos gritos, muito barulho para o meu gosto. Contudo tocavam os Bloodbound que eram o motivo da minha presença, e conheci uma banda espanhola os Zenobia. No que toca aos Zenobia gostei bastante da sonoridade, da musicalidade, da presença em palco, mas o facto de cantarem em espanhol é um enorme handicap


Avançando para a banda que mais me interessava em todo o festival, os Bloodbound. Foi um concerto um bocado estranho, sim gostei, mas ao mesmo tempo esperava mais. Não sei se foi o som, se foi a dinâmica de palco, se foi a sequência de músicas, alguma coisa ali não funcionou pois estava à espera de um concerto a todo o gás e houve bons momentos, mas também houve ali alturas que não se passava nada de especial. Pode ter sido uma má noite, mas gosto muito mais de os ouvir diariamente sem ser em palco.


Último dia de concerto, muito marcado por bandas nacionais. A primeira banda que foi uma agradável surpresa foram os Waterland, nem os conhecia de nome, mas foi das bandas que mais gostei no festival. Há ali imensas similaridades, tanto musicais como visuais, com os Epica. Já comecei a investigar um pouco mais o reportório desta banda e sem dúvida ganharam um fã.


Os Vhäldemar, mais uma banda espanhola, com um estilo muito metal clássico, a lembrar sons como Motörhead ou Iron Maiden. Um concerto muito interessante, que ao contrário dos compatriotas Zenobia, cantam em inglês o que faz toda a diferença. Gostei de os conhecer, sou até capaz de ir ouvir um pouco mais para conhecer melhor. Uma palavra para o guitarrista, que grande animal, dos guitarristas mais competentes que vi desde há muito tempo.


Os Iron Savior surpreenderam-me muito pela positiva. Oiço regularmente Iron Savior, conheço as letras de algumas músicas, e gosto do som, mas não é uma daquelas bandas que sejam 'uau' para mim, é agradável mas não estará no meu TOP10 de bandas que gosto. A verdade é que ao vivo foram espetaculares, talvez o melhor concerto de todo o festival, e tiveram o dom de me fazer vir lá detrás no início concerto, para passado meia dúzia de músicas estar perto do palco a saltar e a cantar. Curiosamente, ao contrário dos Bloodbound funcionam muito melhor ao vivo do que em álbum.


E para finalizar, mais uma bela surpresa nacional, os Oratory também já andam por cá há algum tempo, no entanto praticamente não os conhecia. Deram um bom concerto, numa altura que o cansaço já tomava conta de mim e já queria era voltar a casa. Fizeram-me estar ali com atenção e curiosidade a ouvir as músicas, e tal como os Waterland fizeram-me querer conhecer um bocadinho melhor o reportório da banda. E assim foram 3 dias intensos de concertos, cansativos, poucas horas de sono, partir de volta a Lisboa às 3h30m, chegar à Gare do Oriente às 8h20m, para enfrentar um dia de regresso ao trabalho, mas valeu a pena, este festival é algo de único.





sábado, agosto 27, 2022

Jardim Zoológico

Já há mais de 3 anos que não visitavamos o zoo, coisas da pandemia, mas foi muito bom voltar a passar um dia diferente. Para a Liliana foi a primeira visita ao Zoo de Lisboa, o que tornou muito engraçado ver as suas reacções, o receio de andar no teleférico, a emoção na apresentação dos golfinhos, serão duas coisas que me hei-de lembrar da sua primeira visita.



No meu caso nem gostei assim tanto da apresentação dos golfinhos, achei bastante mais básica que das outras vezes que fui, não  sei se os golfinhos eram diferentes, mas pelo menos os treinadores não eram os mesmos.  Além disso senti a falta dos leões marinhos que das últimas vezes que fui também estavam no show dos golfinhos. 

Quanto ao Francisco, mais uma vez adorou a ida ao Jardim zoológico e a parte que mais gostou, como não poderia deixar de ser foram os répteis.  Também achei que desta vez o templo dos primatas tinha menos exemplares, e não percebi porque estavam todos nas jaulas em vez de andarem à solta como habitualmente andam. Sabe bem de vez em quando voltar ao zoo, apesar do preço elevado das entradas, mas percebo que manter aquela estrutura, alimentar e tratar de tantos animais não seja barato. 



quarta-feira, agosto 03, 2022

Iron maiden - Estádio Nacional

Após 2 adiamentos, finalmente o concerto de Iron maiden no Estádio Nacional aconteceu. Inicialmente para 2020, devido à pandemia adiado primeiro para 2021, e depois novamente adiado para 2022, realizou-se finalmente no domingo passado o concerto. Em primeiro lugar tenho de referir que este foi o concerto com mais pessoas que alguma vez fui, trânsito para chegar perto do estádio e um estádio praticamente cheio por todos os lados, numa impressionante moldura humana a lembrar festivais de referência. Muitos não portugueses também, muitos espanhóis e britânicos o que para mim é estranho visto o concerto ter sido adiado várias vezes, será que estas pessoas remarcaram férias para estar cá na altura do concerto, ou vieram propositadamente para o concerto? Na altura que comprei o bilhete queria comprar para o relvado, era mais barato e ficava mais perto do palco, mas um amigo meu que já tinha bilhete convenceu-me a comprar bilhete para ao pé dele na bancada, e no final acabou por não ir ao concerto. Lá fiquei super longe do palco, mais confortável sim, especialmente porque já estava à sombra naquele imenso calor, mas teria preferido ficar mais perto do palco.

A primeira banda a entrar em palco foram os Airbourne, ainda nem eu tinha conseguido entrar no estádio dada a confusão que estava para entrar. Creio que foi uma boa escolha como banda inicial, conhecia praticamente nada desta banda, mas rapidamente se percebe que tem algumas similaridades com AC/DC e mesmo com os Iron maiden, por isso seria normal agradar à maioria do público presente no estádio. Não desgostei, mas também não é a minha sonoridade de eleição, poderei voltar a ouvir e reconhecerei o som, mas activamente não andarei à procura de saber mais da banda.


Airbourne Setlist Estádio Nacional, Oeiras, Portugal, Boneshaker World Tour 2022

A segunda banda a entrar em palco posso dizer que foram os principais culpados de eu ter ido a estes concertos, sim os Iron maiden são uns monstros, mas se os Within Temptation não tivessem vindo actuar provavelmente não teria comprado bilhete para estes concertos, deixaria para outra altura a oportunidade de ver Iron maiden. Esta foi a 3ª vez que vi Within Temptation, e como nas vezes passadas foi um óptimo concerto, contudo, talvez tenha sido a vez que menos gostei, por um único motivo, a setlist para mim não foi de todo a melhor que poderiam apresentar. Não é que seja a minha música de eleição dos Within Temptation, mas o momento alto do concerto foi quando a Sharon Del Aden entrou em palco com a bandeira da Ucrânia com luzes amarelas e azuis, para cantar a música Raise Your Banner, que se aplica na perfeição à situação que se está a passar na Ucrânia. É incrível as demonstrações de solidariedade que tenho visto de muitos artistas para com a Ucrânia, não se preocupando em ser neutros, não demonstrar as suas posições ou pondo em causa um mercado tão grande como é o mercado russo.



Within Temptation Setlist Estádio Nacional, Oeiras, Portugal 2022

E por fim os Iron maiden, para o delírio de quase todos os que estavam no recinto. O melhor elogio que posso fazer é que o concerto superou em muito as minhas expectativas, estes senhores (sim  estes sexagenários já têm idade e uma carreira de muito respeito), deram um show a lembrar-me Scorpions ou Helloween, a "meterem no saco" muitas bandas com metade da sua idade. Energia, sentido de palco, de espectáculo, de musicalidade fenomenal, são uma banda completa e merecem todo o respeito que têm. Não sei quantos cenários teve o palco, mas foram diversos dependendo das músicas, bonecos gigantes (figurantes com antas dentro de fatos) a entrar em palco e interagir com os músicos, alguma pirotecnia e para terminar aquele boneco enorme de um avião para a música final Aces High. Se era uma banda que eu dizia que teria de ver antes de se reformarem, só porque é uma banda de referência, agora digo que é uma banda que funciona absolutamente bem ao vivo e dá um espectáculo imperdível. Sim fui ver estes concertos especialmente por Within Temptation, mas no final das contas, o melhor concerto, o que gostei mais, foi mesmo o concerto dos Iron maiden.



Iron Maiden Setlist Estádio Nacional, Oeiras, Portugal 2022, Legacy of the Beast

sexta-feira, julho 08, 2022

Visita a Sociedade Central de Cerveja

Graças a um amigo que conseguiu um contacto na Sociedade Central de Cerveja (SCC), a minha equipa da Sky foi visitar as instalações da SCC. Não sou um consumidor ávido de cerveja, nem percebo assim tanto do seu processo de produção, no entanto para mim foi bastante interessante e educativo perceber como a cerveja chega às mãos do consumidor final. Desde o processo de maltagem, fermentação, embalamento, tudo para mim foi uma aprendizagem e de algum modo, fiquei impressionado com a magnitude da operação.

Entre as diferentes bebidas que a SCC disponibiliza, cervejas várias, cidras, águas, etc, saem daquela fábrica mais de 1 milhão de litros diários. São processados diariamente 180 toneladas de cevada, são números gigantescos para satisfazer a demanda do público. A primeira parte da visita foi mesmo vermos o processo de maltagem dos cereais, desde o ponto em que chegam, processo de maltar os cereais e então serem armazenados para depois serem fermentados para produzir os diferentes tipos de cervejas. Tudo controlado ao milímetro, para que entre lotes se consiga uma consistência de sabor.

O processo de fermentação foi o menos abordado, não sei se por segredo empresarial, mas foi aquele que menos foi explicado e mal vimos parte do processo. Antes de passarmos ao processo de embalamento ainda ficámos a conhecer um pouco da história da SCC e todas as suas mudanças ao longo dos anos. A parte final foi o processo de embalamento, garrafas, latas, grades, rotulos, caricas, e tudo o que é necessário para ter o produto final pronto a entregar ao consumidor. No final ainda tivémos a hipótese de degustar quase todo o tipo de bebidas disponibilizada pela SCC, digo degustar mas quem quisesse podia facilmente "encher a cara", porque não tivemos grandes restrições, eu pessoalmente tentei provar 2-3 golinhos de todas para tentar perceber o que mais me agradava. E serviram-nos uma cerveja que só servem na fábrica, cerveja Sagres mas acabada de por na garrafa e sem passar pelo processo de pasteurização, para lhe dar uma validade maior para ser consumida. E não é que a cerveja Sagres assim até é boa, senão soubesse não diria que estava a beber Sagres, um sabor completamente  diferente. Foi uma manhã muito bem passada, mesmo para alguém que não é um conhecedor nato de cerveja.