quarta-feira, abril 17, 2019

Triatlo longo de Setúbal

Depois da minha última lesão pouco consegui treinar para este triatlo, por isso o objectivo seria simplesmente desfrutar da prova sem grandes metas a cumprir. E tentar não sofrer em demasia, pelo menos no meu optimismo inicial. O meu maior medo era que tivesse vento, felizmente o dia esteve bastante bom para a pratica de desporto, tirando uma pequena chuva ao inicio do dia que tornou o percurso de bicicleta um bocadinho mais perigoso, tudo o resto estava óptimo.

Comecei por fazer uma coisa que nunca se faz, utilizei pela primeira vez o meu novo fato isotérmico, só o tinha experimentado fora de água e nunca tinha feito um único treino com ele. Fiquei logo danado quando reparei que tinha um pequeno corte numa perna, primeira utilização, primeiro dano, que raiva. Bem, o segmento de natação posso dizer  que me correu bastante bem, até à primeira bóia, a favor da corrente, íamos a voar dentro de água. Quando virei a bóia a corrente era claramente forte, a solução era encontrar uns bons pés e poupar forças. Tive sorte e encontrei os pés ideais, fui atrás de outro nadador a poupar forças durante mais de 1 quilómetro, ainda houve uma altura que pensei em passar para a frente porque parecia que o ritmo podia ser superior, mas mal saí de trás dele para o ultrapassar percebi que ia ser um esforço desnecessário para o ganho que teria, e por isso lá me mantive atrás dele. Depois da última viragem, quando voltámos a estar a favor da corrente e faltavam para aí 200-300 metros para o final, acelerei e ultrapassei ainda meia dúzia de nadadores até à praia. Menos de 36 minutos a fazer 2 quilómetros, sendo que grande parte do percurso foi contra a corrente, não poderia pedir melhor, aliás foi o segmento mais conseguido desta prova.

Entro no parque de transição e tenho a bicicleta no pior sítio do parque, logo mesmo à entrada, ou seja, nem tive tempo para despir o fato totalmente, e depois tive de atravessar todo aquele estreito parque a empurrar a bicicleta e a fazer slalons entre os outros atletas que se estavam a equipar. O percurso de bicicleta começa pela avenida Todi, a atravessar todas aquelas malditas lombas e passadeiras em empedrado, escorregadias e destruidoras de bicicletas. A minha bolsa da ferramenta que já não tinha os velcros muito bons, acabou por cair devido à vibração na bicicleta, e isto aconteceu 4 vezes durante o percurso da bicicleta, obrigando-me a parar para recolocar a bolsa, minutos precisos que poderia ter poupado. Na primeira passagem pela Arrábida percebi que o percurso era duro, já há algum tempo que não andava de bicicleta naquela zona e já não tinha bem a noção, mas de qualquer modo o ritmo não foi mau na primeira hora, estava com uma média de 27,2 km/h já depois de ter passado a serra, arriscando um pouco nas descidas.


Nos dois primeiros abastecimentos não consegui apanhar nada, apesar de ter diminuído bastante a velocidade na zona de abastecimento. Acho que a organização tem de escolher melhor as pessoas que põe no abastecimento, pôr uns escuteiros sem experiência nenhuma em abastecimento não é uma boa solução, inclusivamente houve um miúdo que me ia mandando ao chão porque ao tentar dar-me o abastecimento meteu-se quase à frente da bicicleta. A culpa não é dos voluntários que estão lá de muito boa vontade a ajudar, a culpa é de quem os mete lá sem lhes explicar que não é só agarrar numa garrafa e esperar que um ciclista lhes arranque a garrafa da mão.

Na parte mais plana do percurso pouco depois de sairmos de Setúbal em direcção à Mitrena, acabei por parar num ponte de abastecimento para garantir água e alimentação, visto que já tinha acabado tudo o que tinha levado inicialmente por minha conta. Essa era a zona mais rápida do percurso, a única zona onde compensava ir em pelotão e apesar de ser proibido eram só pelotões a passar por mim. Quando estava quase a chegar à Mitrena passam uns ciclistas por mim, e aproveitei para ir na roda deles, se apanhasse algum árbitro agora seria de frente e por isso conseguia descolar rapidamente sem ser penalizado, já que toda a gente o estava a fazer não vou ser mais santo que os Santos. Ainda foram quase 10 quilómetros a descansar na roda, o ritmo não era muito mais elevado que o meu mas ia a descansar. Na segunda hora de prova fiz média de 30,1 km/h, não é espectacular mas estava dentro do que queria.

Quando saio de Setúbal e apanho a primeira subida em direcção à serra da Arrábida senti que levei com a marreta, parecia que tinha perdido as forças. Aquela segunda incursão pela Arrábida foi no mínimo penosa, minimizar percas ao máximo, e sofrer, sofrer, sofrer. Na terceira hora de prova fiz média de somente 22,3 km/h, que empeno que levei. Até à meta ainda consegui não perder muito mais porque aproveitei bem as descidas para atacar as subidas mais curtas que se seguiam. Fiz média de 27,9 km/h nos pouco mais de 10 quilómetros que me faltavam até à meta, acabando o percurso de ciclismo com 3h23m23s, numa média total de 26,8 km/h, e caída do lugar 221 que saí do segmento de natação para o lugar 453.

Estava na hora de recuperar lugares, o tipo de transição que este triatlo possibilita, faz com que seja super rápida porque não nos temos de preocupar com a bicicleta, entregamos a bicicleta a elementos da organização, vamos até o local do nosso saco, tirar capacete e por ténis de corrida, já está. Na altura do primeiro retorno noto que o Frederico vinha em sentido contrário, mais ou menos 1 km atrás de mim, mas a um ritmo muito mais elevado, sabia que era uma questão de tempo até ele me passar, o que veio a acontecer ainda antes do quilómetro 6. Apesar das muitas ultrapassagens que fiz, ali por volta do quilómetro 8 o joelho esquerdo começou a dar sinal, a partir daí tive de controlar um bocado a passada para diminuir o impacto. Por volta dos 14 kms senti que estava a ficar sem forças, olho para o relógio e já levava os batimentos a 170 o que é perto do meu limite real, fiquei algo preocupado porque ainda faltava 1/3 da prova e eu já estava a entrar no vermelho. Passado pouco tempo olho novamente para o relógio e vejo 180 batimentos/minuto, tenho algumas dúvidas da veracidade e precisão deste valor, mas o meu coração estava sem dúvida já no limite, aí baixei bastante o ritmo, aliás até estive quase para começar a andar, acho que só por orgulho não o fiz.


Dali até ao final fui gerindo o esforço, tentando não quebrar muito o ritmo e consegui os mínimos que era acabar abaixo das 6 horas de prova. No segmento de corrida recuperei da posição 436 até à posição 378, não consegui recuperar tudo o que perdi na bicicleta, porque foi muito, mas não deixou de ser uma recuperação bem interessante. Neste triatlo estive bem no segmento de natação, muito mal no ciclismo (sempre o meu calcanhar de Aquiles) e aceitável no segmento de atletismo. Gostei bastante da prova na generalidade e provavelmente irei voltar a fazê-la.


quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Mais uma lesão

Faz hoje uma semana que fiz uma entorse no tornozelo direito, novamente os tornozelos, já há muito tempo que não tinha problemas nos tornozelos, mas a minha propensão para entorses nos tornozelos é algo que só posso minimizar. Foi numa altura chata, estava a preparar a meia maratona de Cascais, e com perspectivas de bater o meu record da meia maratona e finalmente baixar de 1h25m. Terei de deixar para outra altura e preocupar-me em ficar bom para ainda ir a tempo de fazer o triatlo longo de Setúbal, que já tem a preparação comprometida. É incrível a quantidade de vezes que tenho problemas antes de provas. Estava a treinar muito bem, o meu VO2 máx estava igual a quanto treinei para o Ironman, as sensações eram boas, fico chateado por todo o esforço dos treinos ter sido inglório. Tenho de aprender a conviver com esta frustração, tenho de interiorizar que era só mais uma prova e que terei novas oportunidades de conseguir superar-me. 

terça-feira, fevereiro 19, 2019

Saga para fazer o cartão do cidadão

Faltavam 3 semanas para o meu cartão do cidadão (CC) caducar e pensei em renovar o cartão, durante a semana passada. Pensei eu, vou ao IRN de Cascais por volta do 12h que deve ser uma hora mais calma, porque toda a gente deve de ir de manhã, e aproveito morar perto do IRN para ir lá num "instantinho" à hora de almoço. Cheguei lá bati com o nariz na porta, o mesmo é dizer que já não haviam senhas para pedir a renovação do CC.

Volto para casa, e fui tentar marcar uma hora para renovar o CC, com hora marcada não deveria ter problemas. Primeira data disponível 24 de Abril...passado dois meses e meio...verdade...ainda era antes da revolução, mas já vinha mesmo muito tarde.

Bem a única solução era ir para o IRN dormir. Cheguei lá hoje ainda não eram 8h e já estavam mais de 10 pessoas à minha frente. A fila ficou interminável até às 9h, hora de abertura. Lá me safei e consegui senha desta vez, mas eram 9h15m e já não haviam senhas, o mesmo é dizer que houve pessoas que chegaram 8h30-8h45 que não conseguiram senha para hoje. Os serviços públicos em todo o seu esplendor. Ainda esperei mais uma hora e finalmente por volta das 10h fui atendido. Que caos...

segunda-feira, janeiro 28, 2019

Lucky number 13

E foi este ano que este blog comemorou o seu 13º aniversário. Ano de azar? Não me parece, não acredito nisso, é simplesmente um número simbólico. O ano passado consegui voltar a escrever um pouco mais, voltei à tendência de escrever mais, apesar de ainda não ser  suficiente. Vamos lá ver se este ano a tendência mantém-se, vontade eu tenho mas tudo depende de tempo e essencialmente de conteúdo interessante. Que venha daí mais um ano...

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Dakar 2019

Nos últimos anos tenho escrito sempre qualquer coisa sobre o Dakar, mas este ano estou com muito pouca vontade, este Dakar foi uma desilusão, e se é para ser assim que se volte às origens, que se volte a África (e quem sabe com a partida em Lisboa, bem sei que a origem seria Paris-Granada-Dakar). Este Dakar foi monótono, igual em quase todos os dias, só areia e dunas, sem qualquer tipo de novidade. Não sei o motivo, mas deve ter sido muito forte (dinheiro), para este ano o Dakar não ter saído do Perú, não houve o belo salar, não houve altitude, não houve lama, pronto faltou quase tudo.

Nos carros sem a Peugeot já se esperava uma luta mais aberta, a Toyota tinha tido uma grande evolução no ano passado, os Minis eram os reis antes de aparecer a Peugeot, por isso estas seriam as minhas apostas. Surpreendeu-me a maneira tranquila e quase natural como o Nasser venceu com o seu Toyota, sempre muito inteligente tacticamente, sem nenhum erro grave, soube andar bem e aproveitar os erros e azares alheios. Mais uma vez parece-me que o piloto mais rápido é o Sebastien Loeb, contudo erros e azares vão ano após ano impedindo a vitória do francês.

Nas motas mais um ano do mesmo, tirado a fotocópia dos anos anteriores, ora vejamos. Vitória da KTM, as Hondas abandonam quase todas por problemas mecânicos ou quedas, o Joan Barreda, tal como o Sebastien Loeb, mostra ser o mais rápido mas volta a desistir, na Yamaha o Van Beveren esteve quase lá mas volta a desistir na última etapa. Primeira menção honrosa para o Pablo Quintanilla que foi o único a fazer comichão às KTM até ao último dia, sempre muito inteligente e com a lição muito bem estudada, um plano bem definido a cada dia, e não fosse a queda espectacular no último dia, por ir ao ataque, teria terminado pelo menos em segundo lugar, para mim já foi um herói por ter acabado naquele dia. E por fim os parabéns ao novo Campeão, Toby Price fez todo o Dakar com um escafoide partido, não sei como ele conseguia aguentar com dores todos os impactos que o pulso sofria.



Quanto aos camiões, adivinhem lá quem ganhou? Pois é difícil, foram novamente os Kamaz a esmagar toda a concorrência, com mais uma vitória do Nikolaev. Ainda não foi este ano que os Iveco conseguiram chatear os Kamaz, e tirando o ano passado que estiveram na luta até os últimos dias, os Kamaz parecem totalmente imbatíveis.

quarta-feira, janeiro 02, 2019

S.Silvestre Amadora 2018

Acabar o ano como sempre, e como é bom, porque não? S. Silvestre da Amadora, a corrida de estrada que mais gosto de fazer devido ao magnífico público da Amadora. Esta corrida tem crescido imenso a nível de participantes nos últimos anos, principalmente depois de começar a ter a imagem da HMS, o que tornou a corrida muito mais comercial, muito mais um negócio, que é o que me tem desagradado mais na corrida. E de ano para ano as partidas estão mais confusas, ao ponto de já não fazer qualquer sentido não ter blocos de partida, numa estrada estreita e com quase 1600 pessoas. As partidas estão caóticas, misturar pessoas que fazem 1h ou mais de prova, com pessoas que como eu tentam chegar abaixo dos 40 minutos de prova, é só parvo, estorvam os mais rápidos e incomodam os mais lentos. Vendo os resultados era tão fácil, com blocos sub-45min tínhamos sensivelmente 400 pessoas, sub-55min mais 600 pessoas e o resto que seriam mais 600 pessoas, e melhoraria imenso a confusão inicial.

Quanto à corrida sei que manter o ritmo é impossível, há muita subida e descida, é muito difícil perceber se estamos no ritmo certo para o nosso objectivo. A melhor referência são os 5km que ia com sensivelmente o mesmo tempo do ano passado, quando fiz 40m30s, logo ali sabia que ia ser muito difícil baixar dos 40 minutos. A temida subida dos comandos para mim nem é a parte mais complicada da corrida e passei com alguma tranquilidade passado alguns atletas inclusivamente. Para mim por exemplo custa-me mais manter o ritmo no plano, e foi o que aconteceu a seguir à subida dos comandos, onde senti claramente que não estava a conseguir impor um ritmo suficientemente forte para seguir com os corredores à minha volta. Tentei aproveitar ao máximo aqueles 2 quilómetros finais sempre a descer, pensava que estava mais perto dos 40 minutos do que efectivamente estava e estava a dar tudo por tudo. No final fiz 40min45s, mais 15 segundos que no ano passado, foi um bom tempo de qualquer maneira. Este ano lá para o final, terei outra hipótese de baixar dos 40 minutos, algo que só consegui em 2015, e num percurso que era ligeiramente mais fácil.


domingo, dezembro 30, 2018

Retrospectiva 2018

Mais um final de ano, vamos cumprir com a tradição, relembrar o que de mais importante se passou durante este ano.
E amanhã para terminar o ano da maneira habitual lá estarei mais uma vez na S. Silvestre da Amadora, creio que desde de 2010 só falhei um ano e foi por estar doente.

quarta-feira, dezembro 26, 2018

Vila Natal de Cascais

Apesar de achar um bocadinho cara a entrada para as actividades que tem no interior, tendo em consideração que algumas delas são ainda pagas no interior, considero que vale a pena uma visita especialmente com crianças a partir dos 3 anos. O meu filho como ainda não tem 3 anos houve muitas actividades que não pode fazer, mas não foi por isso que não passámos uma manhã bastante agradável. Quando me perguntam porque vivo em Cascais trabalhando em Lisboa, a resposta está mais que à vista, além de uma beleza natural que tem tanto Cascais como os concelhos vizinhos, durante todo o ano há imensas actividades e eventos que dinamizam e satisfazem as pessoas que por cá vivem. A vila natal pode ser visitada até dia 1 de Janeiro, por isso ainda há tempo para uma visita.


quarta-feira, dezembro 19, 2018

Nemesis - O Jogo

Há muito tempo que não me entusiasmava tanto com um jogo de tabuleiro, mas o Nemesis é diferente de tudo o que tinha jogado até hoje, e com apenas um jogo feito em modo solitário contra o tabuleiro, arisco-me a dizer que foi o melhor jogo de tabuleiro que joguei até hoje. Fundamentalmente o jogo baseia-se na narrativa do filme Alien o 8º Passageiro, há quem diga que não, mas para mim é incontornável a semelhança. Acordamos de hibernação e um dos nossos companheiros está morto com um buraco no peito, a partir daí o objectivo é sobreviver aos aliens e fazer a nave chegar à Terra ou fugirmos numa cápsula. Podemos pesquisar os corpos tal, qual como no filme, podemos iniciar o sistema de destruição da nave, tal como no filme, temos objectivos pessoais e objectivos da empresa, tal como no filme e muitas outras semelhanças.


Bem, devo dizer que a preparação do tabuleiro deve ter demorado mais tempo que depois a jogar, jogando a solo o jogo acaba por ficar bastante rápido, e poderia ter sido ainda mais rápido senão tivesse parado algumas vezes para rever alguns detalhes das regras. Sim uma das dificuldades do jogo é a extensão e detalhe das regras, o que leva a gastar algumas horas antes de começar efectivamente a jogar. Durante a preparação do tabuleiro uma das coisas que acontece é a escolha da personagem com que se vai jogar, e ao contrário da maior parte dos jogos de tabuleiro, neste jogo cada personagem (peão) tem as suas características/regras o que torna a estratégia de jogo um pouco diferente dependendo da nossa escolha. Eu poderia ter escolhido entre o Capitain e o Mechanic (as duas personagens que me calharam em sorteio), como o Capitain pareceu-me ter cartas mais direccionadas para o multi player, decidi ficar com o Mechanic.

Ao início sorteamos também 2 cartas de missões, em que temos de cumprir uma delas para além de sobreviver para garantirmos a vitória no jogo. Então os passos que queria dar era, garantir que os motores estavam a funcionar e que a nave tinha as coordenadas do planeta Terra seleccionadas, depois logo via o que tinha de fazer antes de voltar a hibernar ou fugir numa escape pod.


Então os acontecimentos mais relevantes do meu jogo foram:
  • Primeira sala que encontrei foi logo a Engine Control Room (mega sorte porque é daquelas salas que pode nem estar presente no tabuleiro). Esta sala tem a capacidade incrivelmente útil de ver o estado dos motores. Então tinha o motor 1 e 3 avariados, precisava de por 1 deles a funcionar para a nave ficar funcional.
  • Ao entrar na 2ª sala, a Storage, fiz aparecer o primeiro alien, uma Larva. Isso obrigou-me a escolher uma das minhas missões e descartar a outra. Numa das minhas cartas tinha de enviar um sinal e, ou matar a Queen ou destruir a nave, na outra tinha de acabar o jogo numa escape pod ou a hibernar mas tinha de levar um ovo na mão em ambas as situações. Na primeira carta matar a Queen não me pareceu fácil, enviar o sinal tinha de descobrir a sala e destruir a nave também é fácil, mas isso implicaria fugir numa escape pod que pode tornar-se difícil. Então decidi ficar com a segunda carta em que a principal dificuldade era encontrar o Nest e roubar um ovo. Após isso matei a Larva.
  • Reparar o motor 3.
  • Saltar pelo Technical Corridor para a sala adjacente ao Cockpit que era o Generator (neste momento pareceu-me mais fácil destruir a nave e fugir pela escape pod).
  • Passar para o Cockpit, ver as coordenadas, que estavam mal, e corrigir as coordenadas para apontar para a Terra. Restava-me agora procurar o Nest para roubar o ovo.
  • Após passar pela Emergency Room, Canteen, Evacuation Section B, consegui achar o Nest.
  • Recolhi um ovo.
  • Matei mais uma Larva.
  • Tinha agora de voltar ao Hibernatorium que já estava novamente aberto. Decidi voltar para traz para a Evacuation Section B e mais uma vez apanhar a Technical Corridor para uma sala adjacente ao Hibernatorium.
  • Aqui cometi o meu único erro que me poderia ter custado a vitória. Entre as duas salas adjacentes ao Hibernatorium, uma já tinha descoberto que era o Engine Control Room, por isso decidi ir para a outra para descobrir mais uma.
  • Ao chegar à sala (Monitoring Room) a porta entre a sala e o Hibernatorium fecha, perdendo o acesso a ele. Como não tinha cartas para demolir a porta decidi voltar a passar pela Technical Corridor agora para o Engine Control Room que era a outra sala que dava acesso ao Hibernatorium.
  • Neste momento levo um Surprise Attack de um Adult, que me rende uma Serious Wound e uma Contamination Card. Em primeiro tinha de fugir do Adult, porque já não tinha balas, em segundo ou tentava hibernar de imediato mesmo correndo o risco de perder o jogo com a Contamination Card ou tentava encontrar a Surgery. Achei que era demasiado arriscada a segunda hipótese, já não tinha munições e já não restavam assim tantos turnos para o jogo acabar.
  • Escapei do Adult para o Hibernatorium e hibernei. Ao fazer Scan à Contamination Card não estava contaminado, VITÓRIA.

Acho que o Mechanic foi uma excelente escolha e foi o principal motivo para ter ganho o jogo. A capacidade que tem de se mover pelos Technical Corridors é fantástica o que acelera imenso o processo de ir para as principais salas. Contudo tem um poder de fogo muito reduzido, e se tivesse encontrado aliens mais fortes não teria tido tanta sorte. Estou curioso para voltar a jogar, especialmente com outros jogadores em vez de ser só a solo.

segunda-feira, dezembro 17, 2018

S. Silvestre Almada

Foi a primeira vez que participei nesta São Silvestre, e o que posso dizer é que o percurso de Almada me apanhou totalmente desprevenido, ao ponto de achar que é a corrida de estrada mais dura que já fiz, inclusivamente mais dura que a S. Silvestre da Amadora e a Corrida do Fim da Europa. Não existem momentos de plano, talvez o único plano sejam para aí 300-400 metros junto às fragatas dentro do Alfeite, de resto é uma montanha russa constante, um sobe e desce quebra pernas e que torna quase impossível um ritmo constante.

A temperatura estava maravilhosa para correr, mesmo como gosto, assim um pouco frio antes de começar e que fica perfeita depois de 1 minuto a correr. Como a corrida tem um percurso complicado é difícil ter um grupo constante, o que foi acontecendo é que estava no meio de um grupo de uma dezena de corredores, conforme se subia haviam alguns que se distanciavam, claramente eu subo muito melhor do que desço e nessa altura ganhava sempre espaço, enquanto que outros desciam melhor e eu tinha de penar para não perder muito terreno. Outra coisa chata do percurso é que tem muito empedrado, e estando a chover como era o caso ficava muito escorregadio especialmente a descer. Aliás ao entrar para a recta da meta um corredor que seguia a minha frente estatelou-se, outro corredor ajudou-o a levantar e ambos mantivemos as posições ao cortar a meta, por respeito ao que tinha caído.

E aquela subida, já muito perto do final que começava ao pé da rotunda Centro-Sul e ia até ao centro de Almada, é uma prova de sofrimento, não posso dizer que me tenha saído mal pois ainda ultrapassei alguns corredores, mas a nível de tempo final é totalmente arrebatadora, matando qualquer esperança de um bom tempo. Queria fazer 40 minutos de prova, e aos 5 kms ia com 20m20s, o que aparentemente até era bom, mas pelo que tinha visto até ali percebi logo que seria praticamente impossível, estava a uma cota muito inferior ao que estaria a meta, por isso ainda iria perder muito tempo em subidas. O resultado final foi 41m09s, que dada a dureza da prova não foi nada mau, ainda por cima recuperei 8 lugares na segunda parte da prova.



Uma coisa que me apercebi, foi que o sensor do relógio que mede a frequência cardíaca pode ser bom para repouso, mas para provas é uma grande porcaria, sei perfeitamente que andei sempre muito perto do meu limite, e o que o relógio registou foi quase um ritmo cardíaco de treino, por isso só voltarei a fazer uma prova sem a banda cardíaca se me voltar a esquecer dela.