segunda-feira, julho 09, 2018

Triatlo Longo de Caminha 2018

Caminha foi o primeiro triatlo longo que fiz, e na altura apesar de ter doído imenso fiquei sempre com vontade de voltar pela beleza da prova. Este ano infelizmente o segmento de bicicleta não foi na belíssima Serra D'Arga, mas por outro lado tornou o percurso muito mais fácil, mas já irei a essa parte. O pré prova não foi lá muito bom, no dia anterior fomos jantar rodízio de pizza durante o jogo de Portugal, 2 horas a comer portanto. Escusado será dizer que a meio da noite todas aquelas pizzas não me caíram bem e passei grande parte do tempo agarrado à sanita. Depois de mal ter comido o pequeno almoço lá fomos para a prova. A manhã estava mesmo convidativa, quase sempre a chover e algumas vezes com alguma intensidade, só me perguntava o que estava ali a fazer e que estava sem vontade nenhuma de competir.


Lá fomos nós até o meio do Rio Minho, onde somos largados para os quase 2000 metros do segmento de natação. Os tempos deste segmento não podem ser comparados a nenhum outro segmento de natação, o percurso é feito a favor da corrente o que torna este segmento super rápido e tranquilo. O único ponto onde temos de ter mais cuidado é a chegada ao caís, pois o Rio Coura desagua no Rio Minho o que cria corrente lateral e se não formos o mais junto à margem possível antes da união, facilmente somos arrastados e temos de nadar contra a corrente para chegar ao caís. Fiz 28m20s de tempo de natação, com disse, só mesmo a favor da corrente é possível fazer este tempo canhão.

Seguindo para o segmento de ciclismo, como já tinha dito este ano não tivemos de enfrentar a duríssima Serra D'Arga, o percurso foi muito mais fácil, apesar de não tão fácil como esperava, tem um ondulado chato. O meu objectivo era fazer média de 30km/h, ou seja completar o segmento de ciclismo abaixo das 3h. O percurso consistia em 4 voltas a um circuito e logo na primeira volta reparei que o vento soprava de sul para norte, o que criava discrepâncias grandes na velocidade em que se fazia cada parte do trajecto, por isso teria de analisar a média volta a volta. A chuva continuou a ser uma constante, mas como o percurso era pouco técnico e só de atingia alguma velocidade em pequenas descidas que tínhamos naquele percurso ondulado, os grandes perigos eram só mesmo as rotundas. Ao fim da primeira hora estava com 30,5km/h de média, e quando estava a meio do percurso, com duas voltas completas estava com 1h28m de prova, por isso estava dentro do tempo que desejava.

Na terceira volta tive de parar para a aliviar a bexiga, quase quando estava a chegar à parte mais sul do percurso, e aproveitei para respirar 1 minuto. O vento estava a ficar mais forte o que tornava o segmento que ia para sul cada vez mais difícil. Quando estava quase no fim da 3ª volta passam os primeiros por mim, aquilo pareciam locomotivas, que diferença de andamento. Aos 60kms estava com 1h58m30s, apesar de ter perdido um tempinho com a paragem, ainda estava acima de 30km/h. O problema foram os 10kms finais, depois do esforço do último troço que me levava até a ponta mais a sul do percurso, comecei a sentir que estava a perder gás, e nos últimos 10kms já não consegui manter a média. De qualquer forma o tempo final do ciclismo foi de 3h02m48s, o que me abria boas perspectivas de bater o meu record pessoal no triatlo longo, só precisava de fazer uma corrida abaixo de 1h40m, que é algo que não sendo super fácil depois da tareia que já levava, era perfeitamente alcançável.


O percurso de atletismo apesar de ser plano, tem piso irregular e muito diferente, alcatrão, passadiço, areia, empedrado, o que é uma dificuldade adicional. Comecei a um bom ritmo de 4m30s/km, mas depois de 3kms reduzi ali para 5min/km, sentia-me mais confortável, e já tinha ganho alguma margem para conseguir 1h40m de tempo final se mantivesse o ritmo. Na zona do retorno havia um segmento de empedrado, quando vejo toda a gente a sair da estrada e a correr no passeio que era mais regular, olha que boa ideia pensei eu e fui também para o passeio para não massacrar tanto os pés. Nisto há um árbitro que me manda parar, devo dizer que já ando pelos cabelos com os árbitros do triatlo, por isso o meu nível de tolerância com eles está mesmo no mínimo, assim como o respeito que tenho por eles, porque na sua maioria não o merecem. Então a conversa foi basicamente isto:

-"Não sabes que não podes ir pelo passeio, sai lá aí de cima e para aqui!" - E nisto o triatleta que ia atrás de mim salta do passeio para a estrada e passa por nós.
- "Ok está bem não sabia" - E preparava-me para seguir caminho
- "Onde vais? Já te dei autorização para seguir? Onde viste a última indicação do percurso?"
- "Foi lá atrás, havia uma seta a dizer para cortar à esquerda. Não dizia nada que tínhamos de ir fora do passeio." - E continuavam a passar outros triatletas pelo passeio.
- "Então volta lá atrás até essa seta e faz todo o percurso pela estrada." - Bem nesta altura é que perdi o último pingo de paciência, não tinha feito nada que me tivesse dado vantagem sobre os outros triatletas, todos o estavam a fazer, não tinha cortado caminho, simplesmente estava a ir por um sítio que era mais confortável ao pisar. Estava farto daquele parvalhão, prepotente, que deve de ser um recalcado que não dá ordens a ninguém na vida, e vai para ali descarregar as suas frustrações do dia a dia.
- "Deve de ser verdade! Vai tu lá atrás!" - E viro costas e começo a correr quando oiço.
- "Olha que eu tenho o teu número e vou desclassificar-te." - Nisto eu viro-me para trás e ainda respondo.
- "Faz o que quiseres...ah e já agora... desclassifica também aqueles que vêm ali atrás." - E apontei lá para o fundo, para outro grupo que vinha no passeio. Vamos lá ver, aquelas ameaças de desclassificação até podem assustar a maioria, mas eu sou um atleta do meio da tabela para trás, não luto por pódios, e neste caso até tinha 5 colegas meus à minha frente por isso nem para a classificação por equipas contaria, a minha luta é contra mim e contra o relógio, o que me interessa é o meu tempo final, não é se acabo no lugar 150 em 200 ou se sou desclassificado.

Quando estava a acabar a primeira volta passo por dois colegas meus a Diana (que foi a 3ª classificada feminina) e o Paulo. Nessa altura, a meio do percurso, estava com menos de 50 minutos de corrida, por isso o meu objectivo de bater o meu record estava intacto. No entanto nessa altura começou a doer-me mais o joelho esquerdo, algo que já me vinha a incomodar ligeiramente desde o fim do ciclismo, e quando acaba o quilómetro 13 tive de diminuir um pouco a velocidade. Quando vou a passar pelo pinhal vem o tal árbitro a andar em sentido contrário, ainda pensei eu perguntar-lhe se já me tinha desclassificado, como provocação, mas achei que lhe estaria a dar mais importância do que ele merecia. Dali até ao fim foi gerir, não queria massacrar muito o joelho para não me lesionar, mas queria acabar. Ainda fui ultrapassado por 3-4 corredores, o que não é nada habitual no final de um triatlo, mas acabei. O tempo final foi de 5h21m32s, ainda fiquei algo longe do meu record, mas talvez um dia destes o consiga bater. E ainda acabei por contar para a classificação da equipa, não fui desclassificado, e o Mário que tinha sido o primeiro da equipa foi desclassificado ainda não sabemos porquê, mas pronto deve ter sido mais uma picuinhice da arbitragem.

quarta-feira, junho 20, 2018

Lisboa - Fátima

Há algum tempo que queria fazer o tradicional caminho do peregrino que parte de Lisboa e vai até Fátima. Depois da data típica do peregrino, e de vários amigos meus terem ido fazer o caminho de bicicleta, comentei no trabalho que gostava de experimentar fazer o caminho, visto já ter percorrido imensos sítios de bicicleta, e um caminho tão tradicional como o de Fátima nunca ter feito. Foi aí que entrou o João Maria, não era tarde nem era cedo, marcámos logo provisoriamente a data de 16 de Junho para ir fazer a nossa voltinha de bicicleta e convidámos vários amigos que se quisessem juntar a nós para um dia de ciclo-turismo até Fátima. Acabámos por juntar um grupo de 5 ciclistas, nós os 2, o Romão que eu não conhecia e era amigo do Maria, o Faneca com quem já tinha feito alguns passeios destes e o Gonçalo, o filho do Faneca.


A primeira parte da nossa jornada foi acessível, já conhecia o caminho porque é coincidente com o de Santiago de Compostela, apesar de algumas pequenas alterações devido a melhoramentos nos trilhos, novos passadiços, etc, e foi bastante divertido recordar a passagem por aquele caminho. Chegada a Valada e a primeira paragem para a bifana. Nessa altura estava a começar a sentir dores nas costas o que me preocupou, ainda estávamos a meio do caminho e a parte mais complicada ainda estava para vir. Até Santarém até se geriu bem o desconforto, depois daquela paragem de 1 hora em Valada as costas estavam mais aliviadas. Em Santarém a paragem já foi um bocadinho mais rápida e seguimos caminho para enfrentar a parte mais dura do caminho.

Um pouco mais à frente parámos à entrada de um estradão onde está um senhor com um barracão dedicado aos peregrinos, ainda estivemos lá algum tempo à conversa e a tirar umas fotos. A partir daqui foi a doer, tive de apear a primeira vez numa subida íngreme onde me fugiu a roda da frente por ir numa mudança leve, e depois devido à inclinação não consegui voltar a montar até um ponto em que a subida aliviava um bocadinho. A próxima paragem foi no Arneiro das Milhariças, estavam lá as festinhas da terra e estivemos outra vez mais de 1 hora a comer e a beber. As minhas costas estavam cada vez pior, já começava a não ter posição em cima da bicicleta, e o grupo tinha de diminuir a velocidade para eu os conseguir acompanhar, e segundo eles ainda faltavam subidas bem duras.


Até os Olhos de Água houve mais uma subida complicada mas que consegui passar. Aí fizemos uma paragem rápida para o café e preparar para entrar na Serra d'Aire, agora sim ia doer. A primeira subida consegui fazer com alguma dificuldade sem ter de apear, muito dura mesmo ainda por cima já com mais de 110 kms nas pernas. Na subida a seguir a Monsanto tive de apear, aí por falta de força, foi a primeira vez que me comecei a sentir realmente cansado, além das dores de costas estava a começar a sentir alguma fadiga, apesar de ter comido bem e hidratado bem ao longo do dia, com aquele imenso calor e esforço acumulado as pernas estavam a começar a não querer responder.

A meio da subida antes de Minde, já em alcatrão tive de pedir ao grupo para parar, há muito tempo que não me sentia assim, senti-me totalmente esgotado, sem forças e a precisar de um saco de soro directamente na veia. A coisa não estava mesmo nada fácil, já me doía tudo, o corpo não queria responder e só pedia para que as subidas parassem, não ia desistir de maneira nenhuma apesar de todo o meu corpo dizer para eu parar. Ao fim de 5-10 minutos deitado no chão de pernas para o ar lá arrancamos novamente e devagar. Como a subida era em alcatrão, calmamente lá chegámos ao topo e consegui recuperar o ritmo cardíaco, respirar normalmente e concentrar-me para a descida que aí vinha. A descida foi das partes mais divertidas do percurso, larguei-me estrada abaixo e cheguei aos 70km/h, finalmente estava a voltar a divertir-me.

Em Minde nova paragem um bocadinho mais demorada, beber um batido de morango que soube como se tivesse sido o melhor do mundo e um pão com chouriço. A subida que faltava estava a preocupar-me, estavam a dizer que era bastante difícil e eu não estava em grande condição física. Contudo só tive de apear uma vez em toda a subida e foi numa zona algo técnica e inclinada que noutras condições até passava, mas antes que caísse preferi seguir um bocadinho a pé. O fim da subida parecia não acabar, as eólicas que assinalavam o fim da subida pareciam estar mesmo ali mas nunca mais lá chegava. A seguir à subida era simples até Fátima, voltámos a aumentar a média para mais de 20km/h e foi bastante rápido até Fátima. A chegada ao cair da noite foi espectacular, fui poucas vezes a Fátima, mas sem dúvida que esta foi a melhor, o cair do sol atrás da catedral deu uma paisagem belíssima. Sofri como há muito não sofria, mas voltava a fazê-lo, obrigado aos meus excepcionais companheiros de viagem pela paciência que tiveram comigo, foi uma viagem memorável.

segunda-feira, junho 11, 2018

Swim challenge Cascais

Que belo dia que poderia estar no dia de Portugal para uma bela prova de natação de águas abertas, poderia, mas não esteve, chuva, água gelada, a única coisa que se aproveitava era o mar estar calmo. Depois da má prova de natação no triatlo de Oeiras estava com algumas expectativas para ver o que iria dar esta prova, quase 200 pessoas à partida para uma prova de 3,8kms a nadar é algo notável, ainda para mais a começar às 8h30m de uma manhã chuvosa e fria.


Arranquei rápido para tentar fugir à confusão, até à primeira bóia que estava a cerca de 250m da margem foi a dar forte para chegar à bóia antes da grande confusão, passei a bóia ao lado do Vítor que é um nadador muito melhor, e que acabaria com menos 8 minutos que eu, por isso sabia que estava acima do meu ritmo. O resto desta volta foi a ajustar, fui sendo passado por alguns grupos tentando permanecer o máximo em cada grupo. Quando acabei a primeira volta estava com cerca de 35m30s, o que abria a perspectiva de um óptimo tempo final talvez até abaixo de 1h10m que seria claramente o meu record.


A segunda volta foi mais estável a nível de grupos, consegui ir sempre junto a alguém não havendo grande oscilação de ritmo até à bóia mais distante. O que não estava bem era o meu fato, devido aos imensos remendos que já tem no ombro e axila esquerda, estava a começar a ficar com queimaduras por fricção, se em distâncias mais curtas não me incomodava, agora estava mesmo a tornar-se um problema. Quando iniciei o retorno estava com 55 minutos, sabia que 15 minutos para retornar seria apertado, por isso decidi acelerar um pouco o ritmo e tentar imprimir mais força nas braçadas. Nessa altura estava só com um nadador que ia quase sempre ao meu lado, parecia-me o Rui pela maneira como entrava com a mão na água, mas não tinha a certeza se era ele. Quando estava quase a chegar à última bóia bate a 1h10m, não ia conseguir baixar da barreira de 1h10m, mas como estava com outro nadador à minha frente e o Rui (que eu não tinha a certeza que era ele) não me largava os pés, decidi que era dar tudo por tudo para quando chegasse à areia estar pelo menos ao lado do nadador que estava à minha frente, e depois provavelmente como corro bem e estou habituado às transições seria mais rápido a passar da posição vertical para horizontal e a chegar à meta em corrida. Assim foi, e o Rui também ainda conseguiu ultrapassar o outro nadador, acabei com 1h13m36s na posição 100, com menos 9 segundos que à 2 anos, num percurso tão grande engraçado que foram uns míseros 9 segundos de diferença. A única coisa que correu menos bem foi a distância que fiz, foram quase 4 km, o que me indica que não estive assim tão bem a nível de navegação e não andei tão a direito quanto devia.

segunda-feira, junho 04, 2018

Dia da criança em Cascais

Não sei quem foi o responsável pela iniciativa, mas tenho de lhe tirar o chapéu, os festejos do dia da criança em Cascais só foi pena ser 1 dia, porque estava realmente bem organizado, com imensas actividades e orientado a crianças de diferentes idades. Desde as actividades mais lúdicas (insufláveis, paredes de escalada, campos de ténis, rapel, etc) até actividades mais sérias (regras de trânsito, rastreio dentário, pulseiras de localização), podia-se encontrar um pouco de tudo. Foram algumas horas muito bem passadas e o Francisco adorou o passeio que é o mais importante.


terça-feira, maio 29, 2018

Triatlo Oeiras 2018

Este foi o primeiro triatlo do ano, e já estava com algumas saudades de fazer triatlo e reunir-me com a equipa. O dia estava com condições meteorológicas excelentes para a prática de desporto, a temperatura amena, sem vento, e as condições do mar óptimas como eu nunca tinha visto nas últimas 5 edições do triatlo de Oeiras. Em primeiro lugar os meus parabéns à organização, ter partidas divididas por escalões foi uma óptima solução para o problema de ter imensos atletas inscritos, evitou a típica confusão no início do segmento de natação, aliás posso dizer que provavelmente foi o segmento de natação menos confuso que fiz alguma vez num triatlo curto. Pessoalmente não me senti muito bem neste segmento, bastante ofegante sem nenhum motivo aparente e só depois da viragem da primeira bóia senti que a minha natação estava mais fluída. Acabei quase com 14 minutos o segmento.

No segmento de ciclismo formou-se rapidamente um grupo de 5-6 ciclistas onde rodávamos a uma velocidade bastante boa. Mas nunca me senti confortável no grupo, senti sempre que estava em esforço, e quando chegámos à subida do Alto da Boa Viagem, acabei logo por ficar para trás não conseguindo seguir com o grupo e baixando bastante a velocidade. Após a viragem em Algés voltei a conseguir entrar num grupo que me apanhou, mas a história repetiu-se e quando cheguei novamente à subida em sentido inverso do Alto da Boa Viagem fiquei para trás. À chegada a Paços de Arcos vem outro grupo e tento seguir com o grupo, mas não estava a conseguir igualar a velocidade do grupo, já estava muito perto da cauda do grupo e a pensar que não conseguiria seguir com eles, quando o Nélson foi o salvador da pátria e deu-me um ligeiro empurrão que foi o suficiente para eu conseguir seguir com o grupo. A velocidade aumentou e estava mais descansado, só vantagens, e foi a única altura que me senti bem em todo o segmento. Ainda partilhei a minha água com o Nélson, mas a ajuda que ele me tinha dado tinha sido muito superior.

À saída do parque de transições para o segmento de corrida, junto à zona de abastecimento, há um idiota que me dá um toque no calcanhar e eu quase que vou ao chão. Em vez de pedir desculpa como era natural ainda refila que eu não ia a direito, claro, uma estrada tão grande ele queria-me passar junto à mesa de abastecimento quando eu me aproximava para apanhar uma garrafa de água. A pressa era tanta e a velocidade dele era tão grande que passados 200 metros já o estava a ultrapassar e a deixá-lo "apeado". Sem dúvida que este é o meu melhor segmento, sentia-me bem, solto, a ultrapassar imensos atletas. No final da primeira volta o Filipe ainda chega ao pé de mim, passei-lhe a minha garrafa de água que ele não tinha conseguido apanhar nenhuma e incentivei-o para acabar forte. O tempo final não foi grande coisa apesar da óptima recuperação no segmento de atletismo, acabei acima de 1h10m.


AnoTempo finalS1T1S2T2S3
20141h14m51s15m11s2m55s35m09s1m06s20m30s
20151h12m04s13m24s3m03s32m46s1m32s21m32s
20161h02m59s11m08s2m49s28m56s56s19m07s
20171h07m40s11m31s3m04s30m20s1m10s21m34s
20181h10m48s13m54s2m55s33m50s1m03s19m06s

Olhando para a tabela dos meus tempos das minhas participações no triatlo de Oeiras, é claro como água o que se passou na minha prova e claramente há uma relação directa com o tipo de treino que ando a fazer. O atletismo estou tão ou mais forte como quando andei a treinar para o Ironman, o ciclismo está pela hora da morte, quase não consigo treinar e isso reflecte-se claramente, o segmento da natação para mim é um mistério, sinto que tenho treinado bem, as condições do mar estavam propícias a bons tempos, mas não me senti bem dentro de água e o tempo indica que não fiz um bom segmento. A próxima prova que vou ter será o swim challenge, numa distância de 3,8 kms e aí poderei averiguar se realmente foi um mau dia de natação ou se realmente não estou tão bem quanto pensava.

segunda-feira, maio 07, 2018

Eco maratona Lisboa 2018

Desde o Ironman que não tinha voltado a fazer uma maratona, não me tinha sentido suficientemente desafiado para o fazer, mas devido à dificuldade do percurso a Eco Maratona de Lisboa chamou-me a atenção, e vi aqui um desafio interessante e diferente do que estou habituado.

A semana antes da prova não foi propriamente a melhor a nível de preparação, andei durante 2 dias bastante mal disposto, a vomitar, com diarreia, a comer mal e a desidratar, além disso mal consegui treinar. Mas devo de admitir que esta nem era a minha maior preocupação, estava mais preocupado com os meus joelhos, já há muito tempo que não corria mais de 30kms e normalmente quando corro distâncias maiores os joelhos começam a doer. Antes da corrida lá passei o belo do Voltaren nos joelhos e rezei a todos os santinhos para que não me doessem.

O dia estava demasiado quente, a sorte é que a corrida iria decorrer quase inteiramente em Monsanto onde as árvores nos iriam abrigar do calor. Na linha de partida começo a olhar para toda a gente que não era muita, e eram só cromos da corrida, pareciam-me todos super batidos, super bem preparados, ao ponto de pensar para mim que o importante era acabar e tentar não ficar nos 10 últimos. Olho para um rapaz de sandálias e pensei que pelo menos à frente deste devo ficar, quem se lembraria de fazer uma maratona trail de sandálias?

A corrida começou bastante calma a um ritmo que não deveria ser superior a 4m30s/km, ainda pensei em seguir com o grupo da frente, mas aquilo era uma maratona, por isso era melhor conter o meu ímpeto e seguir ao ritmo mais confortável possível e deixar passar quem quisesse passar sem tentar ir atrás. Por volta dos 4 km de corrida passa o rapaz das sandálias por mim e pensei que nem este ia ficar atrás de mim, devo estar mesmo a deixar-me ficar para os últimos lugares. Ainda lhe perguntei como era possível fazer uma maratona de sandálias, ao que ele me respondeu que estava em vantagem porque ia mais leve. Mas pouco depois demos a volta e comecei a ver em sentido contrário os corredores que iam atrás de mim, e ainda eram muitos e alguns já com má cara, por isso pensei que dos últimos lugares me iria livrar.

Durante algum tempo andei a passar alguns corredores nas subidas que posteriormente passavam por mim nas descidas e isto durante algum tempo. Por volta dos 7 kms segui durante algum tempo com o meu primeiro companheiro de corrida o Ulisses Nunes. Partilhámos experiências de corridas antigas, de desafios, e fomos ali na conversa de modo a que a corrida custasse menos. Como estávamos os 2 a gerir a prova, foi uma óptima companhia para ir controlando o ritmo de uma maneira inteligente. Aos 10 km ia com 57 minutos de prova na posição 31 da geral, se conseguisse continuar a este ritmo seria óptimo, pois com a elevada altimetria da prova seria bastante difícil fazer melhor.

Aos 14,5 kms cruzámos com a prova da meia maratona que tinha saído 1h depois de nós, e por sorte o João Maria viu-me e seguimos juntos, visto que o percurso seria o mesmo durante algum tempo. Por volta dos 17 km disse ao Maria para seguir sem mim, estávamos a entrar na subida ao lado da A5, ele tinha menos 11 kms nas pernas e menos 1h de prova que eu, e senti que não devia de ir ao choque com ele, além disso quando ele acabasse para mim ainda me faltaria cerca de 1h de prova, por isso não me podia desgastar tão cedo na prova. Por volta desta altura também perdi o Ulisses, durante a subida ele não conseguiu seguir comigo e ficou para trás.

Aos 20kms estava com 1h51m15s de prova na posição 28, tinha recuperado 3 lugares, muito graças à subida onde sou mais forte que a maioria. Tinha demorado 54m15s nos segundos 10 kms de prova, estava mais rápido, apesar de ser relativo comparar devido à imensa altimetria da prova que era diferente ao longo do percurso. Por volta dos 20,5 kms fiquei com o meu 2º companheiro de corrida, o João Antunes, comentámos entre nós que o facto de termos ido juntos com a meia maratona, mesmo que fosse inconscientemente, tinha feito com que aumentássemos o ritmo. Ao quilómetro 22,5 apanhei o rapaz das sandálias, ainda lhe disse para seguir connosco, mas ele respondeu que não era o dia dele e ficou ao seu ritmo. Por volta dos 24 kms numa descida mais acentuada deixei o João seguir, ele estava bem e preferi seguir no meu ritmo.

Ao quilómetro 26 no 3º posto de controlo, estava na posição 26, tinha conseguido recuperar mais 2 lugares. Ali por volta dos 28 kms foi quando me senti pior, sentia-me cansado e parecia que estava a quebrar o ritmo, apesar de não estar a ser passado por ninguém também não estava a conseguir manter o meu ritmo nem via ninguém. E andei assim para aí durante uns 8 quilómetros, meio em gestão, sem grande motivação porque não via ninguém nem atrás nem à frente. No posto de controlo aos 30 kms estava na posição 25, mesmo quebrando o ritmo tinha recuperado mais uma posição e estava com 2h49m25s de prova, tinha demorado 58m10s nos terceiros 10 kms de prova.

A minha motivação só voltou perto dos 35 kms quando voltei a ver um corredor à minha frente. Comecei a contar o tempo e ele estava cerca de 30 segundos à minha frente, decidi por enquanto não aumentar muito o ritmo e calmamente ir chegando ao pé dele. E logo na subida seguinte ele começa a andar, tarefa facilitada, passei por ele a correr e ele nem tenta vir comigo. Quase a chegar aos 36 kms havia um posto de abastecimento onde vi mais um corredor à minha frente que estava a demorar um pouco a comer e a beber no posto de abastecimento. À saída do posto deveria levar 15s-20s de atraso em relação a ele. O terreno era maioritariamente a descer e estava com alguma dificuldade em fechar o espaço, mesmo tendo aumentado o ritmo, mas lá consegui ir-me aproximando progressivamente. À entrada do quilómetro 37 havia uma pequena subida e decidi que era ali, já faltava muito pouco para o final e era queimar tudo o que tinha ali para o passar e deixar definitivamente para trás, apesar de saber que a subida final até o parque Eduardo VII me iria favorecer mesmo no final preferi cavar logo ali algum tempo para poder gerir no final. Aos 38,5 km olhei para trás e já tinha aberto uma boa distância que me dava algum conforto até ao final, mas como estava com boas sensações continuei a apertar o ritmo. Quando cheguei à última subida junto ao Jardim da Amnistia Internacional, a distância ainda tinha aumentado mais e sabia que poderia fazer a subida final tranquilamente. Acabei com o tempo final de 3h58m33s, ainda abaixo das 4h quando inicialmente queria fazer abaixo das 4h30m para considerar um bom resultado, na posição 21 entre 101 corredores que acabaram. Não posso dizer que é o meu 2º melhor tempo de sempre na maratona porque a prova tinha 41,5 kms, mas não deixou de ser um óptimo tempo final.


Relive 'Lisboa Eco Maratona 2018'


sábado, abril 14, 2018

Viagem a Londres

O melhor que posso dizer da cidade é que facilmente me via a viver lá, está bem que segundo me disseram apanhei os melhores dias do ano a nível meteorológico, e o mau tempo é o meu principal problema com o Reino Unido, mas fiquei realmente enamorado pela cidade.

Os dois primeiros dias foi em trabalho, finalmente após quase 4 anos a trabalhar na Sky, fui conhecer o campus da Sky perto de Londres. Fiquei totalmente espantado com a dimensão e organização. Logo para começar há autocarros, gratuitos para trabalhadores da Sky, que vão constantemente entre as estações de metro mais próximas e o campus da Sky. Os refeitórios e restaurantes são óptimos e com comida a preços bastante reduzidos, os edifícios são super bem organizados e os mais recentes são bastante bonitos. Podemos ver as gravações e noticiários que estão a ser gravados no momento, temos um cinema, mais uma vez gratuito, ginásio a baixo preço, estacionamento enorme para bicicletas, sim em Londres a bicicleta é um verdadeiro meio de transporte. Apesar do mau tempo habitual há imensas pessoas a andar de bicicleta a qualquer hora do dia, quando oiço que é estupidez fazer ciclovias em Lisboa só me apetece chamar a essas pessoas de estúpidos e ignorantes, sim Lisboa é muito mais acidentada e daí? Londres, assim como a maioria das capitais e países por essa Europa fora, são muito piores a nível de meteorologia e não é por isso que a bicicleta não é um meio de transporte largamente usado e respeitado.


Na 6ª feira ao final da tarde fui para o Hotel onde ia passar o fim-de-semana perto da Tower of London. Já tinha combinado com o Nuno que iríamos correr em Londres, então aproveitámos para ir conhecer o Victoria Park, que de outra maneira não iríamos ter tempo de conhecer. Talvez a coisa que me deixou mais mal impressionado em Londres foram os barcos-barracas atracados na ribeira do parque, isso e os sacos de lixo espalhados pelos passeios à espera de serem recolhidos. A história do pessoal se juntar na 6ª feira a tarde depois do trabalho nos pubs, não é história, é a mais pura das verdades, conforme íamos a correr os passeios frente aos pubs estavam totalmente apinhados de pessoal. Nessa noite fomos jantar perto de Leicester Square e como já que estávamos ali fomos à loja dos M&M. Só entrar lá é uma overdose de chocolate devido ao maravilhoso cheiro, é giro de conhecer mas um conselho, quem quiser comprara M&M compre no aeroporto, é metade do preço.


Mas no sábado é que foi, era o dia que tínhamos inteiro por nossa conta para conhecer o máximo que conseguíssemos, andámos cerca de 25kms mas valeu a pena. Começámos por ir à Tower Bridge (não tenho a certeza mas creio que foi a única ponte que sobreviveu à segunda guerra mundial), passagem pela Tower of London e pelo Tower Hill Memorial, onde há uma homenagem a todos os tripulantes de marinha mercantil que sucumbiram durante a segunda guerra mundial, aliás há imensos sítios de Londres onde se percebe o impacto que a guerra teve sobre a cidade, desde memoriais até a faixadas que se percebe que foram atingidas por tiros. 

Apanhámos o metro para perto do London Eye, passámos a ponte em direcção ao Big Ben (que pena estar neste momento em reparações), vimos a Abadia de Westminster, passámos à entrada da Downing Street e seguimos por St James Park em direcção ao Palácio de Buckingham. Subimos Hyde Park, onde fizemos uma pequena pausa junto ao lago para descansar os pés e pernas, passámos junto ao memorial da princesa Diana e fomos ver o Science Museum. Uma curiosidade dos locais culturais em Londres é que ou têm entradas extremamente caras ou então são à borla e simplesmente pedem um donativo à entrada, o Science Museum é um desses casos.


Mesmo ao lado do Science Museum está o Natural History Museum, que era o sítio que tanto eu como o Nuno mais queríamos conhecer em Londres, mas estava uma fila interminável, talvez por também ser gratuito e ser sábado. Então decidimos que no dia seguinte o museu abria às 10h e nós estaríamos lá meia hora antes. Como já era um bocado tarde fomos almoçar a um Five Guys ali ao pé. A seguir ao almoço não havia descanso, fomos de metro até ao Madame Tussauds, onde não íamos entrar mas queríamos passar por lá, fomos ao Regent's Park e seguimos em direcção a Leicester Square onde o Nuno queria ir à loja da Lego. Pelo meio e por engano ainda passámos pela China Town de Londres, e eu a pensar que só havia bairros de indianos, afinal também há um sítio de grande concentração de chineses. Apesar da comunidade indiana ser mesmo enorme em Londres, e que sotaque difícil de entender eles têm, a cidade é muito pluricultural onde nos cruzamos com facilidade com pessoas de diversos países.

Depois disso descemos em direcção ao rio onde ainda visitámos a National Gallery, mais uma vez a entrada era um donativo. Devo de admitir a minha ignorância em relação a pinturas, aquilo era tudo extremamente bonito, mas não percebia nada, nem conhecia grande parte dos pintores, até que chegou a um ponto que disse ao Nuno que já estava farto de ver quadros. Passámos então por Trafalgar Square e apanhámos o metro para o hotel, estávamos tão moídos que decidimos ir descansar a ver um filme até à hora do jantar. Arranjar um restaurante para jantar foi um desafio, sábado à noite pensava eu que seria outra noite de pubs cheios mas não, é sim de restaurantes cheios, sem reserva foi uma sorte termos mesa para jantar.

No dia seguinte saímos de malas e bagagens directos para o Natural History Museum Ao contrário dos dias anteriores, no domingo estava a chuviscar e ainda estivemos uns 40 minutos à espera junto à porta de entrada, contudo valeu a pena a espera, primeiro porque fomos os primeiros da fila e passados poucos minutos de lá chegarmos estava formada uma fila enorme, e depois porque o museu vale mesmo a pena ser visitado. Grande parte da exposição é centrada na geologia, pedras, vulcanismo, terramotos, etc. Contudo a parte que mais gostei foram os esqueletos de dinossauros e animais pré históricos. Depois de uma manhã inteira no museu fomos directos ao aeroporto, já não havia tempo para mais, mas Londres é um sítio a voltar, adorei a cidade e ficou ainda tanto por ver.




quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Meia maratona de Cascais

Mais uma meia maratona, esta com uma boa preparação feita e com o objectivo de baixar o tempo de 1h25m. Temperatura ideal e incrivelmente quase sem vento, tudo condições óptimas. Como parti do bloco dos menos de 1h45m, ao início ainda tive alguns problemas até meter um ritmo certo, a minha ideia era apanhar bandeira dos 4min/km, mas à entrada da estrada do Guincho desisti da ideia, fiz um quilómetro a 3m50s e parecia que a bandeira estava a fugir. A decisão foi encontrar alguém que puxasse por mim para não ir de peito ao vento, e tentar não perder de vista a bandeira.

Cheguei aos 10kms, no meu GPS, com 40m10s, não estava longe do objectivo, e ia a sentir-me muito bem, por isso tinha esperanças de conseguir baixar da 1h25m. Por volta dessa altura passou um atleta ligeiramente mais rápido, aproveitei a boleia e fui com ele, visto estar-me a sentir bem e já não faltar muito para dar a volta, o que facilitaria porque passávamos a estar a favor do vento.

O problema surgiu por volta do quilómetro 16, comecei a sentir-me imensamente cansado, não eram dores de pés ou pernas, não era o coração descontrolado, simplesmente era falta de força. Durante esse quilómetro ainda consegui seguir com o grupo onde estava, mas fiquei mesmo muito desgastado ao ponto de pensar em parar para recuperar. Consegui seguir mas tive de baixar o ritmo, o meu objectivo de acabar abaixo de 1h25m estava irremediavelmente comprometido, mas queria pelo menos bater o meu record pessoal de 1h27m23s feito já há mais de 2 anos


Durante este período vi o Felício um pouco à minha frente que estava a fazer de guia para a mulher que ia em 2º lugar, a motivação era tentar apanhá-los, assim sabia que não perderia muito tempo. Depois do quilómetro 19 quase que os apanhei a seguir à subida a chegar à casa da Guia, contudo no plano não consegui acompanhar a passada deles, estava mesmo muito cansado, faltava pouco para o fim e era quase sempre a descer, era serrar os dentes e aguentar o sofrimento até ao fim. Cheguei ao fim com 1h26m35s, record batido sim, mas ainda com o objectivo de 1h25m para outra corrida, Não posso dizer que tenha sido mau, bem pelo contrário, mas faltou a cereja no topo do bolo. Os meus parabéns ao Nuno e ao Maria por terem completado a primeira meia maratona, agora já sabem é sempre a subir e o objectivo seguinte é a maratona.


quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Corrida fim da Europa

Foi a primeira vez que fiz esta corrida, todos os meus amigos diziam que era belíssima, que devia fazer, então este ano fui experimentar. A logística da corrida é um bocado chata devido ao facto de começar num sítio e terminar noutro, além disso estacionar o carro é outra complicação, tem de ficar a mais de 2 quilómetros da meta, e ainda levei com uma fitinha da polícia, eu e toda aquela fila de mais de 20 carros que estacionou naquele sítio, espero que não me apareça agora uma multa em casa.

Deixei o carro na Azoia ainda antes da 8h para apanhar o autocarro da organização em direcção a Sintra, onde a corrida só começava para mim às 10h15m. Estava um frio de um raio mas gosto de correr de calções e t-shirt, por isso aproveitei para estar agasalhado o máximo tempo possível e só por volta das 9h30m é que meti a roupa no meu saco que era transportado até à meta. Ainda bem que a organização dividiu a partida em 2 vagas uma às 10h e outra às 10h15m, eu até fiquei muito bem posicionado logo no início da 2ª vaga, mas acho que o ideal seria ainda haver mais vagas, com menos atletas de cada vez, e em intervalos mais curtos.

A primeira parte da corrida foi bastante divertida para mim, adoro fazer subidas e os 4 primeiros quilómetros eram a subir a sério. Aquela subida é uma sucessão de S's onde conseguia ir vendo a cabeça da corrida na laje seguinte à que eu estava. Aos 13 minutos de corrida começo a ultrapassar atletas que tinham partido no grupo das 10h e comecei cada vez a ver mais gente, acabando por perder a noção de onde estavam os primeiros do meu grupo. Aos 5 quilómetros de prova ia com 24m03s na posição 51, a subida mais longa tinha terminado a prova ia tornar-se mais fácil e sabia que sem subida ia começar a ser ultrapassado. Por volta dos 8 quilómetros ainda fiz uma pequena entorse no tornozelo que me fez abrandar um bocadinho o ritmo durante 1 quilómetro, até a dor passar mais. Aos 10 quilómetros a última grande subida, não muito longa mas bastante inclinada.

A partir dali era sempre a descer até ao final, esta parte do percurso é extremamente bonita, assim como grande parte do percurso, talvez a corrida mais bela de estrada que já fiz, mas nada comparado a corridas de trail. Neste momento tentei-me 'agarrar' a outros 2 corredores de modo a manter um ritmo vivo, como era a descer sabia que senão tivesse alguém para marcar, acabaria por me desleixar pela facilidade e não daria o máximo na descida. Cheguei ao fim com algumas dores nas unhas dos pés devido à descida empurrar os pés dentro dos ténis, mas tirando isso fisicamente estava bastante bem. Ficar na posição 74 entre mais de 2200 atletas foi excelente, estes percursos mais exigentes com mais altimetria favorecem as minhas características. Depois mais 2-3 quilómetros a andar a pé até ao carro, gostei muito da corrida mas não sei se volto a participar devido à logística.



sábado, janeiro 27, 2018

12 anos de blog

Ena 12 anos, quando comecei a escrever o blog nunca pensei que fosse algo que durasse tanto tempo, mas apesar de cada vez ter menos tempo tenho tentado manter alguma periodicidade na escrita. A ver se começo a inverter a tendência de escrever menos, porque recordar as coisas que passei através da leitura dos artigos antigos é um exercício que me agrada imenso. Gostava que daqui a 12 anos estivesse aqui a comemorar, vamos lá ver o que vai acontecer, espero que me continue a dar o prazer que ainda me dá.