domingo, junho 18, 2017

Triatlo de Peniche 2017

Bem sei que já foi há uma semana, mas apesar dos feriados desta semana foi uma semana atribulada e não tive tempo para escrever sobre o assunto. O triatlo de Peniche é uma das provas que não costumo falhar, e este ano mais uma vez,o dia de Portugal foi passado em Peniche. Num dia muito quente ainda bem que a prova começou só às 16 horas. 


O segmento de natação foi bastante atribulado até à primeira bóia, apesar de a partida ser larga e a primeira bóia estar distante, o que são condições ideais para diminuir a confusão, até 50-100 metros após a primeira bóia senti que estava sempre mais preocupado em não levar cacetada do que em nadar tecnicamente correcto. O restante segmento até foi mais ou menos tranquilo, não é que tenha feito uma natação soberba, mas cumpri perfeitamente. Quando cheguei ao parque de transições estavam lá diversos elementos da minha equipa, consegui ser rápido e inclusivamente sair primeiro que eles.

No início do ciclismo formou-se um grupo a 10 metros de mim, bem tentei agarrar-me mas não consegui, não estou com treino suficiente e o segmento de ciclismo é o primeiro a ressentir-se. Mas nem tudo foi mau, o Nuno Felício que eu tinha ultrapassado na transição chegou ao pé de mim, e começámos um trabalho de equipa que durou as 2 primeiras voltas. Quando começou a terceira volta um grupo de 5 elementos chegou ao pé de nós, em que dois deles também eram da nossa equipa. Aquilo acelerou e consegui resistir na parte mais dura agarrado aos meus colegas. Mas quando faltavam cerca de 3 quilómetros para o fim do segmento, um dos meus colegas foi para a frente do grupo e começou a puxar, eu estava já bastante cansado, com a pulsação lá em cima e não consegui aguentar. O que me chateia é que foi um colega de equipa o causador da minha quebra, mas sabia que faltava pouco para o final, e que senão perdesse mais de 20-30 segundos talvez recuperasse na transição e depois conseguisse tentar seguir com o Felício na corrida, pois ele é um óptimo corredor.


Quando cheguei ao parque ainda lá estavam todos, apreço-me com uma mão a pousar a bicicleta e com a outra a soltar a fivela do capacete, começo-me a calçar quando vem um árbitro ter comigo - "Estás penalizado não podes seguir." - e nisto vejo o Felício a começar a sair - Pergunto porquê incrédulo - "Porque desapertas-te o capacete antes de pousar a bicicleta o que dá uma penalização de 10 segundos, é só aguentares mais um bocadinho e assim não tens de parar depois na box de penalização."  - Verdade?!?!? Deve ter recorrido a slow motion para confirmar que a mão que largou a bicicleta o fez uns milésimos de segundo depois da mão que desapertou o capacete. Que preciosismo ainda para mais quando estamos a falar de alguém que fica do meio da tabela para trás e não está ali a discutir nada, e ainda me diz aquilo como se me tivesse a fazer um favor de não me mandar parar na box.

Saí do parque em brasa, tinha sido forçado a descansar e estava irritado com a situação. Vi o Felício a mais de 100 metros de mim, ele é um corredor melhor do que eu, tinha perdido a boleia e perdido a esperança de o alcançar, ia tentar fazer o melhor possível. Fui passando vários corredores quando vem um corredor de trás a correr um pouco mais que eu, era a boleia que precisava. Fomos ali a correr a rondar os 4min/km e quando dou por isso, já depois do primeiro retorno estávamos a alcançar o Felício. Dei-lhe uma pancadinha para lhe fazer sinal para ele seguir connosco. Ele não conseguiu aumentar o ritmo na altura, mas quando acabo a primeira volta e fiquei sem a minha boleia porque o atleta que estava a fazer de lebre para mim já ia na segunda volta, apercebo-me que o Felício estava só a 40-50 metros de mim. A segunda volta não foi tão rápida mas mesmo assim foi a um ritmo bastante durinho, e o melhor estava guardado para o fim. 


Quando estava praí a 300 metros da meta, naquela pequena inclinação final, vejo um dos meus colegas de equipa que estava no grupo da bicicleta apenas a uns metros à frente. A estratégia seria aproximar-me discretamente dele para nos 50 metros finais dar a estocada que costumo dar e no sprint final passar para a frente. Mas nisto oiço alguém de fora a gritar - "Força Felício!" - bolas, ele tinha recuperado e estava em cima de mim a tentar aplicar a mesma estratégia que eu. Bem, o sprint tinha de começar mais cedo do que gosto, e não gosto de ser eu a rebocar o sprint, mas desta vez tinha de ser. Passo pelo meu outro colega de equipa com o Felício e ele também não se ficou, 3 gajos da mesma equipa ali a correr desalmadamente como se tivéssemos começado ali a prova. Quando estou a 5-10 metros da meta olho por cima do ombro e vejo que estão mesmo colados a mim, estupidamente porque provavelmente não precisaria, alarguei as últimas passada e inclinei-me para a frente, entrei em desequilíbrio, e instintivamente sabia que ia cair mas que o tinha de fazer já depois da meta. E caí, fiquei com a linha de meta na zona dos joelhos e vejo os dois já do chão a passarem por mim, riu-me porque tinha chegado à frente. Quando o Felício me vem ajudar a levantar e levanto o joelho para me começar a levantar oiço um "pi-pi", bolas o chip estava no tornozelo e só nessa altura deu que tinha cortado a meta, esforço inglório, porque como era óbvio ninguém ia validar se os resultados dados pelo chip estavam correctos quando estamos a falar do meio tabela para trás. E nisto ainda vem outro árbitro que quando pensei que vinha perguntar se estava tudo bem o que diz é algo como - "Têm de sair rapidamente daí porque estão mesmo a seguir à meta e podem estorvar quem está a chegar." - nem tinha forças para o mandar pastar senão teria-o feito, eu não estava no chão porque queria. Ah, e depois para acabar em beleza o capítulo "Árbitros idiotas", o mesmo árbitro que me penalizou com os 10 segundos estava à entrada do parque quando íamos retirar as bicicletas, e como ainda deve viver na época da velha senhora, estava a obrigar todos nós a vestir a parte de cima do equipamento porque como nem estava calor nenhum, os regulamentos não permitem entrar no parque em tronco nu. Claro que todos nós vestíamos a parte de cima e passado 5 metros estávamos a tirar. Parecia aquela regra do futebol que diz que os jogadores têm de ter a camisa dentro dos calções, mas mal entram em campo depois de uma substituição tiram a camisola para fora.

terça-feira, maio 30, 2017

Final do Jamor

Já há alguns anos que gostava de ir ver uma final da Taça de Portugal, no mítico estádio do Jamor, este ano finalmente consegui conciliar o Benfica na final, e mais difícil, arranjar bilhete para o jogo. Fui de transportes para evitar a confusão e mal saio do comboio começa a chover, uma chuvinha passageira pensei eu, as finais do Jamor são conhecidas pelo calor tórrido e não por chuva, nao me lembro de nenhuma final com chuva. Fui andando para o estádio, sempre com uma chuva chatinha e a começar a preparar-me psicologicamente para o que aí vinha, apanhar chuva durante as 2 horas seguintes. Pelo caminho paragem obrigatória pelas roulotes para a bela da bifaninha e da imperial.

A entrada no estádio foi mas melhores coisas do jogo, uma moldura humana esplêndida, a metade do lado esquerdo pintada de branco com os adeptos do Guimarães, a parte direita pintada de vermelho com os adeptos do Benfica. Com alguma confusão lá encontrei o meu lugar, no meio de lama, sujidade e água, não é que me importasse, mas os lugares estavam tão sujos que ninguém se sentou, vimos o jogo todo em pé. E aquela cerimónia de abertura...que grande seca, aquilo não teve nada de especial, nada a ver com futebol, ainda por cima estado à chuva queríamos é que o jogo começasse.


O estádio é bonito sim, tem mística sim, mas para ver futebol não vale nada, péssimo mesmo, a bola na baliza contrária e não se via nada. Além disso estou mal acostumado ao estádio do Glorioso, confortável, mesmo que chova tem as bancadas cobertas, ali foi levar com chuva durante toda a partida. Ainda por cima fiquei junto com as claques, as claques são importantes para fazer barulho, cantar e puxar pela equipa, mas eu não quero estar no meio de um território de guerrilha. Com tochas a voar por cima da cabeça, com petardos a rebentar a meia dúzia de metros e a ficar com os ouvidos a zumbir, e a cereja no topo do bolo, ao intervalo como estava a chover e o pessoal devia estar com frio, decidiram andar à batatada nas escadas, com uma dezena de animais, todos adeptos do Benfica, a exibir a sua masculinidade (e as suas frustrações) com pontapés murros e ameaças de morte.



Fim da primeira parte, com o resultado ainda em 0-0 num jogo muito pouco interessante, com chuva constante e a aumentar de intensidade durante o intervalo, o que se ouvia era que ninguém queria que o jogo chegasse a prolongamento, que o Benfica resolvesse aquilo rápido porque ninguém queria estar mais 30-40 minutos à chuva. Começa a 2ª parte, pára de chover, e o Benfica resolve o jogo com 2 golos quase de seguida. A perspectiva de jogo é tão má neste estádio que no primeiro golo, quando o Jimenez faz a recarga deu-me a sensação que a bola ir passar super por cima da baliza, viro-me para o lado e disparo um vernáculo, quando de repente tudo começa a saltar e a gritar, olho incrédulo e a bola estava lá dentro da baliza.

A chuva retoma e logo nessa altura o Benfica faz uma bela jogada que acaba com remate do Jonas à trave, estava visto, o Benfica só marcava golos enquanto não chovia. Até ao final grande festa na bancada, apesar do Guimarães ainda ter marcado um golo o Benfica esteve sempre mais perto de marcar o 3-1 que o Guimarães empatar o jogo. Adepto do Benfica é assim, tem de sofrer até ao apito final. Acabou o jogo e nem esperámos pela entrega da taça, molhados e com a chuva a não dar tréguas, só houve tempo para uma paragem rápida para mais uma bifana e passo acelerado até à estação. Chegámos à estação e pára de chover, obrigado S. Pedro por teres feito chover durante todo o tempo que estive no Jamor, exceptuando os 10 minutos iniciais da 2ª parte o que deu para o Benfica ganhar o jogo.

segunda-feira, maio 29, 2017

10km Corrida da Areia

Em primeiro lugar tenho de dar os parabéns aos organizadores desta prova, em homenagem à Analice, a prova passou-se a chamar Corrida da Areia - Analice Silva, mais do que merecido. Em relação à prova, este ano tenho andado a treinar menos e continuo algo limitado do joelho, por isso decidi fazer a prova dos 10km em vez da meia maratona. Sendo assim, o meu objectivo apesar de saber que era difícil, era conseguir fazer um TOP 10, algo que já não acontecia há muitos anos.

A corrida começou logo muito rápida, ali com médias a rondar os 3:40-4:00/km, isto na areia o que provocava um super desgaste. Rapidamente formou-se um grupo de 3 corredores mais à frente, outro isolado atrás desses e depois ia eu em 5º lugar. Aquele ritmo para mim durou pouco, já estava com o coração na boca, com vento de frente e na areia, não podia continuar naquele ritmo. Nisto passa por mim um corredor, vindo não sei de onde, a um ritmo estupidamente superior, passa por mim, passa pelo outro corredor que ia à minha frente e vai colar-se ao grupo de 3 que estava isolado lá a frente. Neste momento ia em 6º lugar, o que estava dentro do meu objectivo. 

Passado 1-2km chegam mais 2 corredores ao pé de mim, serrei os dentes e senti que tinha de ir com eles, estava a perder ritmo e ia sozinho com vento de frente, tinha de me abrigar e conseguir manter um ritmo constante. Com estes 2 corredores cheguei ao atleta que estava à nossa frente isolado, correr sozinho é sempre uma desvantagem, é sempre um desgaste extra, tanto é assim que passámos directo por ele, sem que ele conseguisse sequer seguir-nos. Foi nessa altura que um dos corredores que ia comigo acelerou o ritmo e deixou-me a mim e ao outro corredor para trás, nesta altura a situação de corrida era um grupo de 4 na frente, mais 1 intermédio, e depois ia eu e outro corredor num grupo.

Até à viragem foi um sofrimento para mim, apesar do ritmo não parecer muito alto 4:40/km, o vento de frente estava a matar-me, o meu coração não saia lá de cima. A situação de corrida foi-se mantendo assim, aliás a tendência era os da frente afastarem-se e os de trás cada vez a ficarem mais longe também. Depois da viragem, já com vento pelas costas, a coisa ficou mais fácil, o ritmo aumentou para 4:15-4:20/km mas sentia-me mais confortável, nesta altura ainda trocámos uma palavras. E assim fomos, sempre com ele a rebocar-me, eu só queria aguentar ali. Quando faltava 1 quilómetro para o fim já se via a meta, aliás, a meta já se via desde muito antes, é uma das características desta prova, como é em linha recta a meta parece que já está ali, mas ainda falta imenso para lá chegar. Ele acelerou e eu com a língua de fora lá segui com ele. Como me tinha rebocado a prova toda,  não estávamos a lutar pelo pódio e tinha o TOP 10 garantido, já tinha na minha mente que não o ia ultrapassar, seria um bocado ingrato da minha parte. De qualquer forma mesmo se quisesse não sei se conseguiria, o aumentar de ritmo neste último quilómetro tinha-me deixado no meu limite, tinha de ter sido muito frio e aguentar até os últimos 20-30 metros e aí aproveitar o pico final que costumo ter. No final um óptimo 7º lugar, o ritmo parece não ser muito elevado com 4m26s/km, mas o meu coração disse o contrário, andei em Z5 praticamente toda a corrida, muito sofrido e com sentimento de dever cumprido.



quarta-feira, maio 24, 2017

Travessia Bessone Bastos 2017

Esta travessia já começa a ser uma das provas no meu calendário anual, é ao pé de casa, é um momento de rever amigos, é uma prova rápida por ser a favor da corrente e ainda tem o brinde para quem acaba de uma sweatshirt de gorro, tudo isto por um valor de inscrição de 5€.


Este ano a temperatura do mar estava bastante agradável e sem a ondulação que muitas vezes se sente, além disso o tempo de Verão não poderia estar mais convidativo. Como sei que esta prova tem corrente tento sempre ir o mais para longe da margem possível, para aproveitar a corrente, tendo só cuidado para não falhar as bóias. Até à segunda bóia estive sempre na companhia do Amílcar, um dos muitos colegas de equipa que tive nesta prova.

À passagem da 2ª bóia fiquei um bocado preso atrás de outros nadadores e perdi o rasto ao Amílcar. Mais ou menos nesta altura também fiquei sem GPS, por isso perdi um bocado a noção de quanto me ia faltado para o final. Além disso também não consigo analisar agora se tomei uma boa opção a nível de trajectória, sei que me afastei da costa, foi propositado, agora não consigo analisar se compensou ou se me afastei demais ao ponto de fazer uma distância muito maior que mesmo indo mais rápido faria-me perder tempo no final. Já na recta final, dentro da marina de Oeiras, ultrapassei o Amílcar no photo finish, aproveitei a minha boa ponta final para já dentro da marina ultrapassar vários nadadores. Ao cortar a meta estava tão cansado que me esqueci de parar o relógio, apesar de ter olhado e ter 38 minutos e qualquer coisa, o tempo oficial de prova foi 39 minutos, mas eles só marcavam os tempos depois de termos cortado a meta e era tudo a olhómetro.

domingo, maio 21, 2017

BMW Ultimate Experience

Graças ao Nuno Silva tive conhecimento deste evento, pareceu-me muito pouco divulgado, talvez por o objectivo ser acima de tudo, uma operação de charme por parte da marca. Por acaso estava um bocado desconfiado, o Nuno disse-me que íamos poder conduzir os maquinões da BMW na pista, mas até lá chegar e me aperceber que era verdade, sempre pensei que podíamos ir como penduras e um condutor mostraria-nos os carros e nada mais que isso. Chegando lá fazemos o registo para conduzir os carrões, numa sala onde a concentração de raparigas bonitas estava fora de escala, e ainda por cima com um catering maravilhoso, que mais um homem pode pedir? Motores, mulheres e comida, isto quase é a definição de paraíso.

Depois de um breve briefing, lá fomos para as experiências de condução. A primeira talvez tenha sido a que gostei mais, consistia em conduzir um carro em que as rodas traseiras tinha uma cobertura de plástico, o que simulava a condução em gelo. A primeira tentativa foi feita com o sistema de condução segura activa, ou seja o próprio carro detectava que estava a entrar em derrapagem e compensava, notava-se claramente que estava  acontecer algo que não controlávamos. A segunda tentativa foi mais gira, sem qualquer ajuda activa, entrei à campeão com o instrutor a dizer para eu acelerar e lá fiz um peão. Mas aprendo rápido, na segunda e principalmente na terceira curva que era apertada a fazer contra brecagem lá segurei o carro num drift digno. E depois de todo o meu grupo fazer o exercício e ter sido dos poucos que consegui fazer ainda mais orgulhoso fiquei, só tive foi pena de ter só duas tentativas, porque quando lhe estava a pegar o jeito tiraram-me o brinquedo. Só me apeteceu por o carro a fazer 360º contínuos até cheirar a plástico queimado.

A segunda prova foi um pequeno circuito com pinos, cujo um carro começava de um lado e o outro do outro, o objectivo era perseguição durante uma volta, quem acabasse primeiro a volta ganhava. Não posso dizer que me correu propriamente bem, apesar de ter sido mais rápido, enganei-me no ponto de paragem e fui desclassificado. Mais uma vez precisava de fazer uma outra vez para que me corresse como eu gostaria.


Para finalizar o conjunto de provas do pacote faltava a prova de pista. Uma volta com um piloto a explicar-nos a pista, mais duas voltas a sério e uma de arrefecimento. As indicações foram valiosas, deu naqueles poucos minutos para aprimorar a maneira como atacava as curvas, perceber alguns pequenos erros que cometia, especialmente quando fechava a trajectória cedo demais. Contudo fiquei com a sensação de sabor a pouco, senti que o carro estava totalmente estrangulado, para não falar que é um carro um bocado pesado e demorava um pouco a responder. Para complicar ia no meio do pelotão e apesar de em alguns momento ter dado espaço ao carro da frente andava sempre a ser travado porque não me era permitido ultrapassar o carro da frente.


Depois fui 'namorar' as motas, como não tenho carta de mota não pude ir experimentar as motas, deu para me meter em cima delas. Fiquei impressionado com a altura de algumas motas, mesmo tendo as pernas relativamente grandes, em algumas motas só chegava com as biqueiras ao chão, para não falar no peso que era superior a 200kg.


Por fim um passeio no exterior num X5, eu queria o X6 mas já estava escolhido. Queria experimentar um todo terreno, perceber a sensação de conduzir um "tanque de guerra". Fiquei muito surpreendido com o poder de resposta daquele monstro, para além de ser um prazer conduzir algo tão grande, em cima disso ainda acelerava como um cavalo acabado de picar. Como tínhamos um carro que ia a nossa frente e nos ia dando indicações do transito via rádio sabíamos sempre quando podíamos acelerar. Frente ao autódromo naquela recta ainda dei 180km/h com aquele bicho, impressionante. Foi uma experiência mesmo muito agradável, gostaria de repetir nos próximos anos.

sexta-feira, maio 19, 2017

Fim de semana intenso

Ando mesmo arredado aqui do blog, com a nova vida de pai tenho tido muito menos tempo para fazer outras coisas que não mudar fraldas. Mas o fim de semana passado foi interessante.

Sábado

  • 8h30m estou no mar para fazer um treino de mais ou  menos 1 hora
  • Almoço em Santarém para comemorar o aniversário do meu sobrinho
  • Voltar para Lisboa para ver o jogo do Glorioso
  • Festa do tetra campeonato
Domingo
  • Karts da parte da manhã
  • Almoço de aniversário do pai da Ana
  • "Passar pelas brasas" no sofá a seguir ao almoço, isto a idade já não perdoa :)

quarta-feira, abril 12, 2017

A saga da máquina de lavar avariada

Dia 1 de Abril, até parecia mentira, mas a máquina de lavar morreu, nem sinal dava. Procurei na internet alguém que pudesse ir ver o que se passava, a um sábado. Consegui uma empresa que cobrava 20€ pela deslocação. Lá foi um técnico a casa, que nos indicou que o problema estava numa placa, que na 2ª feira seguinte ia ver quanto custava. Quando chegou a altura de pagar pediu 20€ da deslocação...mais 20€ de diagnostico, já me começava a sentir "enbarretado". Na 2ª feira liga a dizer que dizer que a placa demoraria 15 dias as chegar e custaria quase 300€, e sugeriu ir buscar a placa antiga para tentar reparar. No dia seguinte lá voltou a casa e enquanto retirava as dezenas, sim dezenas, de fios agarrados à placa eu na minha inocência perguntei - "Está a tirar os fios todos sem os marcar, sabe depois onde fica cada um?" - ao que ele me respondeu todo confiante - "Sim, sim! Os fios só têm um sítio onde se pode ligar cada um deles.".

Ainda no mesmo dia liga-me a dizer que a reparação era 120€, bem melhor que os quase 300€, e que ao final da tarde ia la por a placa se eu aceitasse a reparação. Claro que sim ia poupar uma data de dinheiro. À tarde lá apareceu e enquanto está a montar tudo diz que o preço final seria 150€, 120€ da reparação mais 30€ da montagem, mais uma vez não me tinha dado o valor final e queria-me cobrar mais à última hora. O painel da máquina já acendia, mas continuava com um erro. O homem lá se foi embora, sem que eu lhe pagasse nada, e disse-me que ligava no dia seguinte. Quando me liga, diz que a única solução era mudar aquela placa e mais duas placas e que tudo ficaria a rondar os 500€, a mim soou-me a - "Não percebo patavina do que se está a passar por isso substituo tudo que assim sei que fica a funcionar." - como é óbvio rejeitei a reparação. Até agora tinha gasto 40€ e a máquina ainda não estava a funcionar.

Já com vontade de comprar uma máquina nova, a Ana queria uma última tentativa de reparação, ligou directamente para a Bosch. Lá foi um técnico a casa, viu a máquina, começou a analisar o que podia estar avariado, e chegou à conclusão que só poderia ser a placa que o antigo técnico tinha reparado, mas nem a chegou a tirar de dentro do compartimento onde ela estava. Teria de esperar uma semana, pois nem mesmo a Bosch tinha aquela placa em stock para mudar e custaria cerca de 200€ (menos que os 300€ que o primeiro técnico me tinha dito). Por esta deslocação paguei 50€, ia agora num total de 90€ sem ter a máquina a funcionar.

Ontem lá voltou o técnico da Bosch a casa, quando ao tirar a placa do compartimento repara que os fios estão mal ligados, aqueles fios que eu tinha perguntado ao homem se os sabia ligar de volta. Tira a placa para fora, mostra-me a reparação que o primeiro técnico tinha feito, notava-se claramente que tinha soldado uma resistência nova num dos locais da placa, uma resistência custa cêntimos e ele queria cobrar-me 120€. Volta a por a placa no sítio, liga-a correctamente e voilá, a máquina estava a funcionar. Pelo trabalho que teve desta vez cobrou-me 30€, ou seja, no total gastei 120€ para ter a máquina a funcionar. Conclusão, foi bem feita para o charlatão que foi lá a primeira vez e que queria ganhar uma data de dinheiro à minha custa, só que o karma e a incompetência, fizeram com que ligasse os fios mal e perdeu 150€. Se o primeiro técnico tivesse tido sucesso teria pago 190€ no total, se o segundo técnico tivesse sido chamado logo ao início teria pago quase 300€, acho que no final, com alguma dose de sorte, me fiquei a rir.

segunda-feira, abril 10, 2017

Desafio Super Guilty

Há uns anos atrás quando vi este desafio tive curiosidade para ver se era capaz de comer aquela quantidade toda de comida. Quando uns colegas meus no trabalho começaram a falar sobre irmos tentar o desafio aproveitei a oportunidade e lá fomos nós. Tinha visto alguns vídeos (link1 e link2) e pareceu-me muita comida, mas até achei que era possível. A primeira coisa que tivemos de fazer foi assinar um papel a dizer que aceitávamos as regras.


Quando vejo aquele mega hambúrguer a vir para a mesa comecei logo a perceber que a espressão "mais olhos que barriga" se iria aplicar. Tinha o limite de 1 hora para comer aquilo tudo, mas tinha a noção que se aquilo não fosse quase tudo em 30 minutos dificilmente iria conseguir.


Comecei por tirar a fatia de pão de cima, apreciar o interior e vamos lá a isso. Posso dizer que o tudo era delicioso, pelo menos durante 10 minutos, o tempo que durou a minha fome, a partir daí quando tinha praí 1/4 de tudo comido, aquilo começou em modo desafio e deixei de apreciar a comida.

video

Nessa altura comecei a centrar-me mais no hambúrguer e menos nas batatas, fui comendo e bebendo ligeiramente a minha coca cola. Por volta dos 20-25 minutos cheguei a meio, já sem fome nenhuma, ainda não estava cheio, mas já não tinha fome. Foi quando me comecei a aperceber que não ia conseguir completar o desafio. Por volta dos 40 minutos quando já tinha o hambúrguer praticamente todo comido comecei a comer mais batatas, a ver até quando aquilo ia durar. Aos 50 minutos dei o braço a torcer, se metesse mais uma batata na boca que fosse ia vomitar aquilo tudo o que era o desperdício, mesmo assim devo ter comido 3/4 de tudo. Para concluir posso dizer que as minha refeições seguintes foram, um Kompensan ao jantar, uma sopinha ao almoço do dia seguinte e as primeiras coisas sólidas ao jantar do dia seguinte.


quinta-feira, março 09, 2017

Sonata Artica - Lisboa ao Vivo 2017

Os Sonata Artica é uma banda que sigo há vários anos, e apesar da setlist que traziam para esta tour não ser a que eu escolheria se pudesse, não queria perder a oportunidade de os ver ao vivo. As bandas de suporte não as conhecia até uns dias antes do concerto quando fui ouvir as setlists, e confesso que não fiquei muito impressionado, nos últimos tempos foram as piores bandas de suporte que ouvi (não podemos ter sempre a sorte de ter bandas de suporte como os Accept). A primeira banda a actuar foram os Triosphere. Tecnicamente muito competentes, desde as guitarras, ao baixo e à bateria gostei muito, bons desempenhos. Agora quanto à música, tudo me parecia muito igual, todas as músicas muito idênticas e a voz da cantora, que era também a baixista, nada de especial, ou pelo menos não demonstrou nada. Fica uma menção honrosa à última música do concerto a Heart's Dominion, que a espaços até me fez recordar os Epica.


Passando para a segunda banda, os Striker. Acho que o nome da banda não poderia ser melhor escolhido, comparando a uma equipa de futebol, parecia que só tinha atacantes, só com vertigem atacante totalmente desequilibrada. Lá está, é só a minha opinião, mas para mim a música tem de ser um conjunto de notas, acordes, que juntos estejam em harmonia, claro que as músicas têm de ter uma componente forte, geralmente os refrões, mas também de ter momentos que preparam o climax. Mesmo bandas como os Dragon Force, que são um exemplo acabado do que é speed metal, conjugam muito bem estes momentos no decorar de uma música.


Quanto ao concerto dos Sonata Artica não desiludiu em nada, talvez por ir com as expectativas mais baixas, o concerto surpreendeu-me pela positiva, óptima prestação em palco, com o som muito bem afinado. Devo dizer que o espaço do Lisboa ao Vivo, não me agrada muito a nível sonoro, já quanto lá vi Kamelot achei que o som estava péssimo, e neste concerto voltei a achar que as bandas tiveram imensas dificuldades em afinar o som, mas os meus parabéns para a equipa dos Sonata Artica que conseguiram o melhor som das 6 bandas que já lá ouvi.

As músicas que mais queria ouvir eram as mais clássicas, especialmente a FullMoon, contudo, para mim o momento alto da noite foi a Tallulah, simplesmente divinal a interpretação desta música. Do novo álbum gostei da Life e We Are What We Are.


E para acabar em beleza, finalmente levei um troféu para casa, uma das baquetas dos Sonata Artica. Ao fim de tantos concertos finalmente uma vem ter comigo, sim porque foi lançada praí 2 metros ao meu lado, só que aquela quantidades de mãos que a tentaram agarrar fizeram-na ressaltar mesmo para os meus braços, onde ficou presa entre o meu antebraço e o meu peito, quando olhei até meio incrédulo e reparei que a tinha agarrado. Probabilisticamente já estava na altura de ser bafejado pela sorte.


Sonata Arctica Setlist Lisboa ao Vivo, Lisbon, Portugal 2017, The Ninth Hour World Tour

domingo, fevereiro 26, 2017

Meia Maratona de Cascais

Num registo muito triste, e porque hoje para mim isto foi o mais importante, soube que tinha falecido a Analice. Tive a sorte de privar diversas vezes com ela, a última vez ainda há menos de 2 meses na São Silvestre da Amadora, creio que foi a última prova que fez. É muito triste ver partir uma pessoa tão simpática, bem disposta e inspiradora, e aqui fica a minha homenagem e o meu obrigado a ela. Para mim, e para os muitos amigos que ela tinha ficará imortalizada a frase que muitas vezes dizia - "Correrei até que Deus me deixe".


Em relação à corrida, a frase adequada é - "CÂ GANDA ESTOIRO". Claro que tinha tudo para correr mal, tenho treinado muito pouco devido às dores no joelho e para acrescentar a isso estive com febre dois dias antes da prova. Mas para dizer a verdade, se calhar por ser optimista, nunca pensei que corresse tão mal. A minha estratégia seria aguentar com o grupo dos 4min/km até aos 10kms e depois tentar não ultrapassar os 4m30s/km, o que daria um tempo final a rondar 1h30m.

Bem, consegui ir com o grupo dos 4min/km mas só até aos aos 4km, o coração estava a saltar-me pela boca e tive de deixar-me ficar para traz. Até aos 10km até consegui estar na barreira psicológica dos 4m30s/km, mas estava a sentir-me muito mal. Depois de virar no Guincho até me senti melhor e pensei que talvez aguentasse aquele ritmo até ao final, mas não, passados 2kms parece que bati contra a parede, ainda por cima o tempo que até então estava encoberto e perfeito levantou, o sol a bater e a aumentar a temperatura ainda ajudaram menos. Progressivamente fui perdendo ritmo, as pernas começavam a doer-me, e cheguei ao miserável ritmo de 5m30s/km. Foi um sofrimento terrível, já há muito não me sentia assim, ao ponto de ter ponderado parar. Lá fui gerindo até ao final para acabar totalmente rebentado com quase 1h39m, um dos meus piores tempos à meia maratona. 

Nestas alturas é que devemos analisar os dados da corrida, e olhando para a minha frequência cardíaca, facilmente se percebe que a falta de treino e o ter estado doente são claramente os factores que levaram a este desfalecimento. Andei toda a prova a ritmos cardíacos que no máximo deveria andar durante 30-40 minutos, não foram as pernas, não foram as dores, foi o coração que não me deixou fazer uma melhor prova.