quarta-feira, novembro 13, 2019

Maratona de Atenas

A mítica, a autêntica, a maratona que saí de Maratona e chega a Atenas, percurso percorrido pelo soldado Fidípides no distante ano de 490 AC, e recriada o mais aproximadamente possível nesta actual Maratona de Atenas. Antes demais tenho de agradecer o convite do Sebastião, para que eu fosse com ele e com o fantástico grupo com que treina a esta prova, e pelo esforço na organização da viagem. Desse grupo fomos 8 os que enfrentaram a maratona e a concluíram com sucesso, 2 deles em estreia absoluta, e outros já com muitos quilómetros nas pernas.


O desnível desta prova é algo anormal para uma maratona de estrada, com duas subidas constantes, uma entre os 8 e os 16 kms e outra bastante extensa entre os 18 e 31 kms. Dali até ao final era uma descida constate, por isso sabia que o segredo desta prova estava em chegar inteiro aos 31 kms para poder aproveitar a descida até à meta. Por outro lado, a parte da prova onde normalmente estamos mais debilitados, o chamado "bater contra o muro", a acontecer, acontecia no início da descida. De qualquer forma e dada a dureza da prova, um bom resultado para mim seria fazer abaixo das 3h40m.

A partida foi algo de espectacular, no estádio de Maratona, com quase 18000 participantes, uma bela moldura humana, que fazia o sangue pulsar mais forte. Dois minutos após começar a correr, começa a cair uma copiosa chuvada em modo dilúvio, durou pouco tempo mas serviu logo para refrescar as ideias. Comecei demasiado rápido para o que queria a rondar os 4m40s/km, não me queria desgastar tanto tão precocemente. Ali por volta dos 4 quilómetros reparei num casal já com alguma idade, ele com lenço à pirata e sem t-shirt, por isso facilmente identificáveis, com um ritmo muito certinho e decidi aproveitar a bolei porque achei que era o ritmo certo para não me entusiasmar muito no início. Aos 10kms passei com cerca de 48m30s, ou seja, estava em cima do meu recorde pessoal da maratona, mas o pior estava prestes a começar por isso nem dei muita importância ao tempo, só queria continuar a correr com as boas sensações que estava a sentir.

Uma coisa que me marcou, foi a passagem pelo local dos terríveis incêndios do último ano, onde morreram quase 100 pessoas. Uma coisa é ver na televisão à distância, outra é estar no local, uma visão desoladora a perder de vista, tudo queimado, casas completamente destruídas para onde olhasse, como se tivesse caído uma bomba naquele local. E uma forte mensagem política dos espectadores da prova naquele local, vestidos de pretos, com bandeiras pretas, a mostrarem ao Mundo que se sentiam abandonadas pelo governo e que precisavam de ajuda.

Voltando à corrida, comecei a sentir um desconforto na minha bexiga, e pela primeira vez numa maratona tive de parar para urinar. Aproveitei estar na descida após os 16 kms de prova, para parar, sabia que ia perder a bolei do casal mas não conseguia aguentar até o final da prova, por isso evitava de estar ali desconfortável, e como estava a descer o recomeçar não seria tão custoso. Mesmo assim fiquei com o casal em linha de vista, apesar das muitas pessoas a correr consegui manter a marcação de modo a ter um ritmo constante. À passagem da meia maratona estava com cerca de 1h44m15s, estava a conseguir manter o ritmo até ali, mas continuava a ser uma altura ainda muito precoce de prova. Entre os 25 e 26 kms de prova foi a altura em que mais sofri, perdi o casal de vista, e senti que começava a perder a frescura, não me sentia mais confortável, pensei que seria o princípio do desfalecimento.

Após esse dois quilómetros consegui recompor-me, apesar de estar a perder tempo, o que era normal para a subida, ia conseguindo minimizar as perdas. No fim da subida sabia que faltava cerca de 11 kms para o final, estava com mais ou menos 2h36m30s de prova, contas rápidas de cabeça, e teria de fazer dali até ao final uma média de 4m50s/km para bater o meu recorde. Não sabia como o meu corpo ia reagir, mas tentei acelerar de modo a estar dentro do tempo necessário. A 8 quilómetros do fim estava com 2h50m30s, tinha recuperado em 3 quilómetros 1 minuto de atraso e só me faltava recuperar mais 30 segundos, foi a primeira vez que senti que podia bater o meu recorde. E continuei a tentar manter o ritmo, como era a descer era mais fácil. 

A 4 quilómetros do fim estava com 3h10m, mesmo em cima da média que precisava, bastava-me fazer a 5min/km até ao final para bater o meu recorde e baixar das tão desejadas 3h30m. Na maratona do Porto cometi o erro de sucumbir ao cansaço, e por pensar que estava dentro do tempo aliviei um bocadinho no final o que fez com que não baixasse das 3h30m, desta vez não ia cometer o mesmo erro. Consegui manter o ritmo e quando faltavam 2 quilómetros para o final, o meu gémeo direito começou a dar-me sinal, do género - "Se apertas mais comigo eu prendo." - sangue frio e concentração até ao final. À entrada do último quilómetro apanhei o senhor daquele casal com quem estava no início, era o último quilómetro e a descer, estava na altura de largar e deixar ali tudo o que tinha e não tinha. 

Entrada triunfante de pulso serrado no estádio Panathenaic e o tempo final de 3h29m02s, na posição 1004, tinha batido o meu recorde, tinha baixado das 3h30m, fazendo a segunda meia maratona ao mesmo ritmo da primeira meia maratona, não quebrei, e num percurso tão exigente bater o meu recorde foi algo que não tinha imaginado antes da prova. A cereja no topo do bolo foi a classificação dos meus companheiros, a nível dos portugueses em prova, e ainda éramos 63, no TOP 10 português, conseguimos colocar 5 representantes.

terça-feira, outubro 29, 2019

Lisboa on Top - 2 etapa

Depois do magnífico resultado da 1ª etapa, sabia que seria difícil de repetir, mas não ia deixar de tentar. O percurso desta prova já me era conhecido, já tinha passado pelos sítios algumas vezes em treino, por isso era como correr em casa. Mesmo assim fiz o reconhecimento do percurso, e a sensação que tive na altura foi, tenho uma pequena subida dura logo ao início, uma zona de plano, e uma subida longa de média intensidade.

Arranquei logo na frente com um miúdo de 14 anos que conheci na partida, sim 14 anos, mas da minha altura com um físico impressionante para alguém da sua idade. Na 1ª subida curta e dura ele passou por mim e impôs o ritmo, não fui ao choque porque já me conheço bem e deixei-me ir num ritmo que achei confortável para os 2 kms que ainda faltavam. Quando cheguei ao plano acabei logo por passar para a frente e juntou-se a nós outro corredor. Nessa altura que precisava que alguém impusesse o ritmo fui eu a frente, sabia que o meu calcanhar de Aquiles nesta prova seria essa fase plana, pois é onde não consigo ter tanta potência como os melhores.


Conforme começa a subida continuo a ouvir a respiração e passadas deles atrás de mim, numa curva o miúdo ainda se pôs a meu lado, mas a dada altura começo a sentir que começaram a ficar mais distantes, e depois de uma zona com declive mais acentuado olhei para trás e reparei que me estava a distanciar. Comecei também a ultrapassar corredores que tinham arrancado 10 minutos antes na série anterior à minha, percebi que estava a subir bastante bem apesar de estar com a respiração ao máximo, e de ter dificuldade em perceber se realmente ia rápido ou se devia tentar ainda acelerar um pouco mais. No final cortei a meta em primeiro com 15 segundos de vantagem para o miúdo e pensei que tinha feito um bom resultado. Sim fiz um bom resultado, a verdade é que a minha série até foi das mais lentas, na geral acabei por ficar em 7º lugar, o que não deixa de ser óptimo mas não fiz tão bom resultado como pensei quando cortei a meta em 1º lugar da minha série. Analisando depois o meu percurso no Strava, com outros corredores que ficaram a minha frente nota-se claramente que perdi tempo foi no plano e que apesar de ter ganho muitos segundos na subida não consegui recuperar o que perdi no plano.




segunda-feira, setembro 30, 2019

Trail dos templários

Depois de no dia anterior ter feito uma óptima corrida no Lisboa on Top, estava super confiante para esta prova, apesar do esforço do dia anterior. O objectivo novamente era ficar nos primeiros 10%, o que significava acabar abaixo do 15º lugar, e se me corresse bem quem sabe mesmo o Top 10. Esta já é uma prova com algum nível, inclusivamente o vice-campeão nacional de trail estava presente, por isso seria um belo desafio, e acima de tudo, um belo treino para a maratona de Atenas.

Arranquei bem, vendo agora as coisas, até demasiado bem, fiquei ali por volta da 6ª posição durante os primeiros quilómetros e a correr sozinho. Pouco depois dos 2 quilómetros senti um ardor intenso numa perna, tinha sido picado por algo, provavelmente abelha ou vespa. Fiquei algo apreensivo, apesar de normalmente não fazer reacção intensa a picadas, estava ali com o sangue a bombar a toda a velocidade e em esforço o que poderia potenciar o efeito da picada. Soube uns quilómetros mais a frente que tinham sido vespas e que não tinha sido o único a ser picado.

Ao 6º quilómetro distraí-me e enganei-me no caminho, a minha sorte foi que gritaram por mim e rapidamente voltei ao caminho correcto só sendo ultrapassado por 3 corredores. O último destes corredores foi um senhor que acabou por me acompanhar quase durante toda a prova, umas vezes um na frente outra vez o outro mas quase sempre juntos.

No abastecimento dos 14 kms mais ao menos a meio da prova, estávamos 4 corredores juntos, do 9º ao 12º lugar. Estava tudo a correr bem e era gerir o ritmo. Durante uma subida antes dos 20 kms eu e o senhor que muito me acompanhou, ficámos para trás e continuámos a ajudar-nos. Antes do abastecimento dos 25 kms, tropecei numa pedra e os músculos gémeos agarraram, além de ter ficado com o dedão a doer-me imenso. O senhor mais uma vez ajudou-me, deu-me um pacote de magnésio para eu tentar amenizar as cãibras e disse-lhe para seguir que não estava a aguentar o ritmo.


Quando cheguei ao abastecimento sentia-me totalmente vazio, sem forças nenhumas, estava a pagar também o esforço do dia anterior. Dali até ao final fui ultrapassado praí por 5 corredores, sendo que o último já foi dentro do último quilómetro. Classificação final foi 17º lugar um bocadinho abaixo do que pretendia, mas com um tempo final de 2h50m22s, abaixo das 3h que era também o objectivo. Agora quando vi a classificação por escalões fiquei frustrado, o lugar que perdi no último quilómetro fez com que ficasse em 4º lugar no meu escalão, apenas a 15 segundos do 3º lugar, mais uma vez bati na trave e fiquei com o lugar que ninguém quer. Também ficar no pódio 2 dias seguidos...não querias mais nada Tiago!?!?


domingo, setembro 29, 2019

Lisboa on Top - 1 etapa

Soube desta prova apenas 3-4 dias antes dela acontecer, e acabei-me por inscrever quase por brincadeira porque apesar de curta pareceu-me um belo desafio por ser sempre a subir. Quando cheguei ao local fui fazer o reconhecimento do percurso a trote, e ao chegar à última escadaria apercebi-me que tinha de me conter um bocado durante a parte inicial da subida, porque mesmo a trote, apetecia-me parar e cheguei lá acima ofegante e a suar.

Como só ia partir na 5ª vaga fui ver as vagas iniciais na parte a seguir à primeira escadaria, e o padrão repetia-se, os primeiros no final da primeira escadaria quebravam na subida seguinte. Desta vez comecei a aquecer com alguma antecedência, a prova era curta, intensa e teria de já estar bastante activo quando fosse dada a partida. Um bom resultado para mim seria acabar nos primeiros 10%, apesar de ser uma prova que me favorecia pelas suas características, se acabasse nos 40 primeiros já seria um bom resultado.

Arranquei forte, logo na frente, mas no início da subida não fui ao choque e deixei os primeiros distanciarem-se. Quando terminei a primeira escadaria ia em 5º lugar prai a 10-15 metros do primeiro. Na subida seguinte o padrão repetiu-se, ultrapassei 3 corredores e à entrada da segunda escadaria ia em segundo lugar. Afastei-me do corrimão e consegui ultrapassar a muito custo. Por momentos estive em 1º lugar, mas aqueles instantes que me afastei do corrimão e não o consegui utilizar para auxiliar na subida, do outro lado do corrimão fui ultrapassado por outro corredor que vinha ainda mais detrás. Dali até ao fim já estava no meu limite e só consegui acompanhar naquela dura subida, nem esbocei a ultrapassagem. Tinha acabado em 2º a minha vaga, super contente porque havendo 6 vagas tinha boas hipóteses de ficar no Top 10. Quando dei por isso no final da 6ª vaga tinha ficado em 3º no meu escalão, claro que fiquei super contente. Só não fiquei muito contente quando me apercebi que tinha batido na trave na geral e ficado com o lugar que ninguém quer, o 4º. Tinha perdido o 3º lugar por 1 segundo, e tinha sido contra o corredor que tinha ganho a minha vaga.  Claro que senão fosse ele, eu provavelmente não faria tão bom tempo, porque não era puxado ao meu limite, e assim poderia ser ultrapassado de qualquer modo por corredores de outra vaga, beneficiámos os 2 daquele aperto final. Resultado que não deixa de ser fabuloso, e me deixa super feliz e confiante que os treinos estão a resultar.




terça-feira, setembro 24, 2019

Lisbon under stars

Este fim-de-semana fui ver o espectáculo "Lisbon Under Stars". Este espectáculo é semelhante e tem o mesmo conceito do espectáculo que fui ver há uns anos do Arco de Luz da rua Augusta, aliás esse foi o primeiro de muitos espectáculos deste género que se começaram a fazer em Portugal. O que gostei mais deste espectáculo nem foram as projecções de luzes, muito bem conseguidas para todos os efeitos, mas sim a parte histórica, em que admito a minha ignorância, por não conhecer. O fio condutor da apresentação é a história das ruínas do convento do Carmo, o porquê da sua construção até ao seu estado actual. Depois de conhecer a história faz-me alguma confusão que nenhum governo, a câmara de Lisboa ou alguém com responsabilidades na área, não leve para a frente a recuperação do convento. Por fim, a única coisa que não gostei foi o preço dos bilhetes, achei demasiado para os 45 minutos da apresentação, além disso estamos a falar de cultura, não se deveria pagar tanto para ter acesso a eventos culturais, depois admiram-se do estado da nossa sociedade, quando a cultura e o conhecimento não é prioridade e não é acessível a toda a população.



segunda-feira, agosto 26, 2019

Milagre Metaleiro 2019

Muito há a dizer sobre este festival, primeiro que não é um festival, são as festas populares de uma terrinha perdida no meio da serra, Pindelo dos Milagres, que por acaso 2 dos dias da festa são dedicados a música metal. Milagre Metaleiro é o nome da festa, muito bem organizada e com muito esforço por parte dos organizadores, privei com alguns deles, sempre simpáticos, amáveis, prestáveis apesar das horas sem dormir e de todo o stress ao longo dos 2 dias de concertos, os quais levam milhares de pessoas à sua pequena localidade.

A primeira particularidade desta festa é que se estão habituados a pagar para ver concertos, esta é uma festa que não se paga entrada, sim não paguei dezenas de euros para ir ouvir música. A única coisa que paguei foi a viagem de autocarro até lá, que ficou bastante mais barato do que se tivesse ido de carro, com o bónus da festa começar mais cedo, porque aquela viagem foi uma festa. As bandas portuguesas que iam actuar e que eram da zona de Lisboa também foram no autocarro, ou seja, logo ali houve uma enorme proximidade entre bandas e espectadores, algo que se alastrou a quase todas as bandas que actuaram no festival, mesmo as bandas internacionais.

A única pessoa que conhecia que ia também a estas festas era o Bruno, que por acaso é baixista dos Gwydion, uma das bandas portuguesas que ia actuar. Outro acaso foi no autocarro os elementos dos Gwydion terem-se sentado praticamente ao meu lado, e apesar de já os ter visto ao vivo, na altura não conhecia o Bruno por isso nem tinha tomado muita atenção e não me recordava deles. E sem querer criou-se logo ali uma empatia e fomos a conversar grande parte da viagem, até que a dada altura me apercebi que eles eram os parceiros do Bruno. Eu não sabia, mas o Bruno e os restantes elementos da bandas só iriam lá ter no dia seguinte, porque na 6ª feira à tarde ainda trabalhavam, sim este é o cenário para praticamente todos os músicos metal em Portugal, quase todos têm a música como hobby.


Chegados já perto da hora do início dos concertos apressei-me a montar a tenda e a ir para o recinto dos concertos. Ainda vi o sound check dos Dynazty que eram o prato forte do dia e a banda que mais queria ver de todas. Antes disso ainda espaço para jantar, mais uma vez parabéns à organização por disponibilizarem uma bela refeição caseira a um preço simpático. Enquanto jantava reparei em algumas bandas estrangeiras que jantavam ali numas mesas ao lado, simpáticas, a tirarem fotos e a falar com quem queria partilhar com eles umas palavras, este é o verdadeiro espírito desta festa.

Devo dizer que gostei de quase todas as bandas que tocaram durante toda a festa, mas como seria uma tarefa demasiado exaustiva vou só aqui destacar as bandas que me levaram à festa, apesar de ter havido bandas óptimas sobre as quais não irei falar.  A primeira são mesmo os Dynazty, que deram o melhor concerto de toda a festa, muito boa música, uma actuação imaculada, bem em palco, bem fora de palco quando no final do concerto espalharam simpatia a tirar fotos (infelizmente a foto que tirei com o vocalista ficou totalmente desfocada) e a assinar autógrafos. Adorei o concerto, espero que voltem a Portugal, porque sem dúvida é das bandas que gostarei de rever.


E o primeiro dia está feito, o segundo dia das festas seria o maior com os concertos a começarem bem perto das tórridas 15h da tarde. Estava tanto calor que nem apetecia sair da sombra, e mesmo assim estava quente. Entre cada concerto ia ao chuveiro molhar a cabeça e tronco, o calor era tanto que a t-shirt secava naquele espaço de 1h entre concertos. A primeira banda que me interessava ver eram os Gwydion. Eu sei que estou condicionado pela amizade que tenho com os elementos da banda, mas para mim foi a melhor actuação nacional e o público pareceu-me aderir como não fizeram com outra  qualquer banda. Uma das coisas que me lembrarei deste concerto é da cara da Marta a partir uma baqueta num prato, estava mesmo a olhar para ela nessa altura e foi de rir a cara dela. Ainda dizia o Kaveira que ela batia devagar na bateria!


A banda que queria ver a seguir foi a desilusão da festa os Frozen Crown. A música nem é má, os instrumentos até estiveram bem, mas aquela vocalista é simplesmente uma carinha bonitinha. Nem tem presença em palco de uma cantora de metal e pior que isso, deve ter sido uma das piores vozes que alguma vez ouvi numa banda profissional. Na música editada já me parecia que lhe faltava alguma "potência", mas não desafinava, agora ao vivo em que a voz não pode ser editada é um terror. Acho que se a banda não se desfizer dela terá os dias contados. No final de tudo ainda de portaram como estrelas, quando saíram de palco, não quiseram interagir com ninguém remetendo o pessoal para a sua banca de merchandising e aí então falariam com as pessoas. Vi que tiveram lá uns minutos, mas não muito tempo, nem falaram com muitas pessoas.

Por fim o nome mais cotado de todo o cartaz os Rhapsody of Fire. Foi esta banda que me fez descobrir esta festa. Vamos a um pouquinho de história, esta formação não é a original dos Rhapsody of Fire, da formação original sobra apenas o teclista o Alex Staropoli. Os génios da formação original eram o guitarrista Luca Turilli e a fantástica voz do Fabio Leoni. Em 2017 eu vi os outros Rhapsody, numa banda que formaram com o mesmo nome e devo dizer que as mesmas músicas tocadas por uns e por outros não têm nada a ver, a actuação que eu vi em 2017 foi muitíssimo superior. Dito isto, não é que esta actuação tenha sido má, bem longe disso, mas não foi memorável nem inesquecível. Também tenho de dizer que ao fim de tantas actuações, horas mal dormidas, cansaço acumulado, já não estava assim com muito espírito para desfrutar ao máximo da actuação deles. Análise final, festa extraordinária, cansativa e divertidíssima, gostava que para o próximo ano tivesse outra vez um bom cartaz para mais uma vez ir a Pindelo dos Milagres.


quinta-feira, agosto 22, 2019

Vagos Metal Fest 2019

Já começa a ser uma tradição anual do mês de Agosto, a ida até à simpática vila de Vagos para o Vagos Metal Fest. Este ano o cartaz trazia 4 bandas que gostava de ouvir. À cabeça os Stratovarius que não podia perder, os Visions os Atlantis que tinha muita curiosidade, os Alestorm que achava que seria uma banda muito divertida de de ver ao vivo e finalmente gostava de rever Týr.

Devido ao alinhamento das bandas, os Týr tocavam num dia, os Alestorm noutro dia e no último dia tocavam os Visions of Atlantis e os Stratovarius. Infelizmente não conseguia despender tantos dias, por isso decidi ir ao último dia, por ser o dia que tocavam as bandas que mais queria ver e conseguia ver 2 bandas das que queria.

O que posso dizer do concerto dos Visions of Atlantis é que foi curto, soube a pouco. Apesar de ser uma banda já com alguns anos, o que acho é que devido a algumas indefinições, a constantes saídas e entradas de elementos, a banda ainda não se conseguiu afirmar devidamente. Isto levou a que fosse das bandas com menos tempo de actuação, sendo das primeiras bandas do dia a tocarem, ainda longe dos cabeça de cartaz. Para primeira vez que tocaram em Portugal foi um óptimo cartão de visita, fantástica actuação que espero que se repita brevemente com mais tempo de actuação.


Se os Visions of Atlantis tocaram pela primeira vez em Portugal, os Stratovarius já não tocavam por cá há 16 anos, e já nem esperava conseguir vê-los ao vivo. E como cabeças de cartaz tivemos um belo concerto, com uma setlist que me agradou imenso e com um tempo de actuação que já nos deixa satisfeitos. Achava que seria difícil ultrapassarem a satisfação que me deu o concerto dos Visions of Atlantis, mas os Stratovarius puxaram dos galões e mostraram que apesar da idade estão aí para as curvas. Músicas clássicas do panorama metal não faltaram ao concerto, Eagleheart, Shine in the Dark, Destiny, Black Diamon, Forever, The Kiss of Judas, Hunting High and Low e a música que mais gosto dos Stratovarius e que está na minha playlist de melhores músicas, a Unbreakable. Não sei se os voltarei a ver ao vivo, mas consegui ver uma vez, numa actuação que ficará na minha memória como dos melhores concertos que vi.


Stratovarius Setlist Vagos Metal Fest 2019 2019

quarta-feira, agosto 21, 2019

Viseu - Parque do Fontelo

A minha passagem por Viseu ficou marcada pela visita ao Parque do Fontelo. Já tinha ouvido falar do parque mas nunca o tinha visitado, o que me deveria encher de vergonha. O parque do Fontelo é o coração e o pulmão de Viseu, ocupa uma área muito considerável do centro da cidade, e foi o que mais me impressionou na cidade. O parque é belíssimo, super agradável, cheio de pavões por todo o lado, árvores com centenas de anos, um sem número de coisas para desfrutar.


terça-feira, agosto 20, 2019

Viseu - Feira de São Mateus

Aproveitei uns dias que passei por Viseu, para visitar a tão aclamada Feira de São Mateus. Realmente aquilo é enorme, palco para concertos, feira de diversões, muitas barraquinhas para comer e beber, exposições...Para os miúdos, e graúdos também, há imensas diversões como uma espécie de feira popular onde se pode gastar dinheiro, sim os miúdos não se calam com os olhos esbugalhados e fixados em tantas luzes, carrinhos, aviões e música por todo o lado.

Outra coisa que para mim é surpreendente é que a feira dura mais de 1 mês, as festas de Verão ali são mesmo intermináveis. E já agora eu não sou um daqueles fãs incondicionais de farturas, mas as farturas Oliveira são qualquer coisa, quem puder passar por lá é aproveitar. Obrigado e Teresa por terem sido os anfitriões desta visita.


sábado, agosto 17, 2019

Portugal dos Pequenitos

Acho que a única vez que tinha ido ao Portugal dos Pequenitos foi quando tinha a idade do Francisco, por isso foi certamente há mais de 30 anos. Aproveitei as férias para levar o Francisco a conhecer o Portugal dos Pequenitos e ainda por cima consegui que ele fosse na companhia do seu melhor amigo. Que posso dizer além de ter sido a loucura total, divertiram-se tanto que eu já dizia que eles tinham alarme incluído, que só tínhamos de seguir os risos e gritos deles para saber onde estavam. No meio de tantas crianças os terríveis notavam-se à distância. Achei especial piada numa torre no parque de diversões, eles foram lá para cima e não deixavam nenhum miúdo entrar lá em cima, inclusivamente miúdos maiores eles punham-se à entrada e não deixavam passar, os terríveis reclamaram aquele território para eles.