sexta-feira, janeiro 05, 2018

Natação - Desafio dos Reis

Devido a ter mudado para a piscina da Cidade Universitária, há algum tempo que não ia à piscina da Alapraia, nem ainda tinha visto as obras que fizeram no Verão. A convite do Nuno Felício soube que iam voltar a fazer um desafio aberto, por isso decidi aproveitar a oportunidade de rever e nadar com os meus colegas do triatlo.

Quando lá chego pergunto qual era o desafio desta vez, nem tinha visto. O desafio consistia em 50 séries a 1m50s, que podiam ser de 100m, 75m ou 50m, nós é que decidíamos o que queríamos fazer. Com alguma renitência lá fui para a pista dos 100m, ao lado da pista de 75m de modo a que se não aguentasse o ritmo, saltasse para a pista de 75m. Fazer 50 séries de 100m são 5km, coisa que já não fazia há mais de 1 ano, por isso calculei logo que não ia aguentar.

As 2-3 primeiras séries senti-me super bem, mas como é sempre assim ao início não dei muita importância. Quando cheguei aos 1500m continuava a sentir-me muito bem, e estava a fazer tempos a rondar 1m40s, não é que os treinos em piscina de 50 metros estavam a dar efeito e eu nem me tinha apercebido. Por volta dos 3500m inclusivamente cheguei a liderar a pista onde estava, durante algumas séries. Cheguei ao fim do desafio com a sensação que fazia mais 5000m ao mesmo ritmo, fiquei mesmo impressionado com a eficácia dos treinos em piscina de 50 metros, e não tinha a noção, mas nadar em piscina de 25 metros e consideravelmente mais rápido.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Retrospectiva 2017

Bem sei que vem um bocadinho atrasada, mas mais vale tarde que nunca, vamos lá manter a tradição e fazer uma retrospectiva do mais importante se passou no ano que acabou. Este ano que passou escrevi um bocado menos no blog, menos tempo, menos coisas importantes para partilhar, menos predisposição, não sei, talvez uma conjugação de vários factores.

terça-feira, janeiro 02, 2018

São Silvestre 2017

A tradição manteve-se e mais uma vez para terminar o ano nada melhor que a São Silvestre da Amadora. A temperatura estava fria como habitual mas sem chuva, ideal para correr, ao fim de 15-20 minutos de aquecimento já conseguia tirar a camisa de mangas compridas e correr com uma simples t-shirt técnica.

O arranque é sempre a mesma confusão, que aumenta de ano para ano conforme o número de pessoas aumenta, e não havendo partida segmentada por tempos é um bocado difícil começar a correr nos  primeiros 300 metros, onde se perdem segundos preciosos. Sei que a subida inicial de 2,2km é preponderante para o resto da corrida, tem que haver sempre uma gestão entre esforço e perda de tempo, não acelerar demais para não chegar muito desgastado ao topo mas também não abrandar demais e perder segundos irrecuperáveis.

No topo senti-me bem, estava já a perder 30 segundos para a média de 4min/km, mas era recuperável, alarguei passo na descida e comecei a controlar a respiração. Por volta dos 4km há outro corredor que me pergunta se estou a controlar o tempo. Respondi-lhe com a média que estávamos de 4:05min/km, e ele disse que tinha o objectivo de 4:30/km que ia tentar ir comigo. Nas subidas eu tomava a dianteira, mas depois na recuperação ele foi uma excelente ajuda, a seguir a cada subida ele passava para a frente e não deixava o ritmo morrer, especialmente a seguir à subida dos Comandos que eu exagerei um bocadinho e cheguei lá acima mesmo a morrer. 

Ele como não conhecia o percurso ia sempre pedindo indicações, para perceber onde podíamos acelerar ou se ainda tínhamos de poupar alguma coisa. Chegámos ao final juntos com o tempo de chip de 40m30s, o meu segundo melhor tempo na São Silvestre da Amadora e muito graças ao meu parceiro de corrida. Se a corrida não tivesse ligeiramente mais de 10 quilómetros e com um bocadinho mais de treino, teria conseguido baixar da barreira dos 40 minutos novamente, fica para outra ocasião, vamos ver que provas irei fazer em 2018.


quarta-feira, novembro 22, 2017

Freedom Call - RCA Lisboa

Freedom Call é uma das bandas que sigo há mais anos, nunca os tinha visto ao vivo por isso era uma oportunidade que tinha de aproveitar. Também foi a primeira vez que fui ao RCA, acho que nunca tinha visto um concerto num armazém tão pequeno, aquilo é mesmo minúsculo, tem a vantagem de ficarmos perto das bandas e de ver bastante bem o espectáculo. Acabei até por ficar na parte de cima, mesmo encostado ao palco, com uma excelente vista, e evitando ainda o som directo das colunas que estava por baixo da plataforma onde estava.

As duas bandas portuguesas de abertura, os Leather Synn e os Mindfeeder, não os conhecia mas não desgostei, acho que até foram bastante competentes. Quanto aos Freedom Call devo dizer que quem mais me impressionou foi o Dan Zimmermann, o baterista, 51 anos de pura energia. Entra em palco para o sound check, descalça os ténis, mete os óculos a meia cana do nariz e começa a afinar a bateria com o seu computador ao lado. E não é que depois, durante o concerto, o 'velhote' foi o que deu mais espectáculo. E por falar em velhote, este talvez tenha sido do público mais envelhecido que vi num concerto de metal, certamente eu era das pessoas mais novas a ver o concerto. Nunca pensei foi que uma banda como o Freedom Call, com uma carreira enorme, não atraísse muito mais público, o espaço era pequeno e mesmo assim não estava lotado, assim à vista desarmada estaria uma centena de pessoas a ver o concerto. Bom concerto, boa setlist e uma boa comunicação com o público, valeu bem a pena ter ido ver o concerto.


Freedom Call Setlist RCA Club, Lisbon, Portugal 2017, Master of Light Tour 2016/17

segunda-feira, novembro 13, 2017

Nadar na cidade universitária

Desde os 14 anos que nadava na piscina dos bombeiros voluntários da Alapraia. Este ano por motivos de horário não me era possível chegar a horas às aulas de natação por isso tive de arranjar uma alternativa. Essa alternativa foi começar a nadar à hora de almoço ao pé do trabalho, por isso, e como alguns colegas meus já frequentavam, fui experimentar a piscina da cidade universitária. Há cerca de 1 mês que lá nado e estou bastante contente, boas condições, piscina de 50 metros em vez de 25 metros, mensalidade algo mais barata e consigo conciliar perfeitamente na minha rotina diária. O único senão, e ainda é um grande senão, é que não treino com os meus colegas de equipa do triatlo, gostava imenso daqueles treinos, do convívio, o facto de já lá nadar há tantos anos com muitas das pessoas formava um grupo bastante unido, este é o facto que menos gosto desta mudança, mas tudo o resto é muito melhor.

terça-feira, outubro 31, 2017

Estágio Mais Taekwondo 2017

Há dois anos que não conseguia participar no estágio da Mais Taekwondo, este ano felizmente não houve nenhum contratempo e pude voltar a participar no estágio a convide do Nuno. Mais uma vez super bem recebido pelo grupo, para muita gente foi um reencontro, para alguns poucos foi fazer novas amizades. O estágio foi na Foz do Arelho, onde andámos no meio do mato à volta da Lagoa de Óbidos. O percurso foi um bocadinho duro, com algumas provas que puxaram por mim, especialmente porque o Paulo se lembrou de me fazer carregar uma mochila de 12kg, só para equilibrar a coisa e fazer-me suar.



Para o jantar de sábado o já tradicional esparguete à bolonhesa, sempre bom para retemperar as forças de um dia bem cansativo. O cansaço ainda não era assim tanto que ainda deu para um pezinho de dança, e uma chegada aos bangalows mais mortos do que vivos, sim alguns pareciam personagens do Walking Dead. Na manhã seguinte o também já tradicional râguebi na praia só para chegar a casa todo amassado e cheio de arranhões. E para acabar de maneira perfeita para o almoço um ensopado de enguias. Que venha o estágio de 2018 com este grupo fantástico.




quinta-feira, outubro 19, 2017

Adeus meu velho

A viagem até Vagos foi mesmo a última corrida do meu Opel Corsa, o meu velhinho deu as últimas, pelo menos nas minhas mãos. Com quase 20 anos e com 11 anos nas minhas mãos, o arranjo era tão caro que já não fazia sentido insistir em mantê-lo. Muitas viagens fez, muitas férias o utilizamos como burro de carga, até chegou a ir a Sevilha, sem dúvida que serviu o seu propósito.


A solução foi comprar um carro "novo". O conceito de novo é um bocado relativo, não queria gastar muito dinheiro por isso aproveitei uma boa oportunidade de negócio e comprei uma Passat 1 ano mais nova que o meu Corsa, em muito melhor estado. Ter uma carrinha até vai dar jeito para transportar coisas maiores, tipo a bicicleta, tipo compras do IKEA, tipo lenha para a lareira, etc. Que dure tantos anos nas minhas mãos como o meu velhinho é o que desejo.


terça-feira, setembro 05, 2017

Ironman 70.3 Cascais

Primeiro Half Ironman com a marca da Ironman realizado em Portugal, provavelmente o maior evento de triatlo alguma vez feito em Portugal. Quando me inscrevi há quase um ano atrás, era difícil prever a capacidade física com que chegaria a esta prova, de qualquer modo não queria faltar à primeira prova Ironman realizada em Portugal. Bem, dito isto, depois de ter feito o Ironman o ano passado nunca mais tinha feito 90km seguidos de bicicleta, tinha feito uma vez a meia maratona já em Fevereiro passado, já não nadava praticamente há um mês, uma semana antes da prova caí de bicicleta e fiquei com o ombro a doer-me, ainda tenho dificuldades a elevar o braço acima da cabeça, receita para o sofrimento sem dúvida. 

O dia começou bem cedo, às 5h30m levantei-me para colocar a bicicleta no parque de transições antes das 6h30m, como moro bastante perto da partida não tive de me levantar ainda mais cedo, mas a maior partes dos triatletas teve de madrugar bem mais cedo. Entrada na água por volta das 7h30m, pensei que me ia custar mais, mal fiz aquecimento porque a água estava fria, mas com a adrenalina da prova nem senti o frio da água, isso ou as dores no ombro esquerdo que foram uma constante ao longo de todo o percurso da natação. Gostei da saída da água por volta dos 600m de prova, apesar de ser mais um foco de desgaste e stress acho que para o público que está a ver é óptimo. Acho que até fiz um percurso direitinho, apontei bem às bóias, e mesmo assim fiz 2km em vez dos 1,9km oficiais. A saída da água foi talvez o maior erro da organização. Por acaso já tinha saído ali mas já não me lembrava como era, aquela rampa tem tantos limos agarrados ao cimento que é praticamente impossível manter-nos de pé, e senão fossem os voluntários da organização a ajudar-nos a sair da água acho que ainda hoje lá estava a patinar a tentar sair da água, devo lá ter estado mais de 1 minuto.

Na bicicleta tinha como objectivo fazer abaixo das 3h, ou seja, pelo menos fazer a 30km/h. Os primeiros quilómetros sabia que iam ser fáceis e a dureza ia começar a partir dos 50km de prova. Tentei ir confortável até começar as dificuldades, ia a uma velocidade de 32-33km/h, com imensa gente a passar por mim e eu com vontade de andar mais rápido, mas sabia que não me podia desgastar, tenho treinado muito pouco e ter uma quebra do final seria catastrófico. Também devido a andar a treinar pouco, por volta dos 40 quilómetros comecei a sentir algum desconforto com o selim, teria de aguentar mais um bocadinho porque quando chegasse às subidas já mudaria de posição. Quando estava a chegar a S. João do Estoril, já depois do retorno em Lisboa, passa por mim, muito lentamente um grupo de 5 triatletas que iam na conversa, nessa altura vejo a mota do árbitro no sentido contrário com ele a olhar para nós. Percebi logo que aquilo ia dar confusão, acelero logo para passar pelo grupo. Mesmo assim, passado menos de 1 minuto lá está a árbitro a mostrar-me o cartão azul, realmente o crime compensa, eu tento sempre ser super certinho e nunca andar na roda de ninguém, e critico quem o faz, e irrita-me ver os pelotões a passar por mim, e depois ainda sou penalizado. Se calhar a partir de agora vou ser mais esperto e aproveitar andar na roda, já que é para ser penalizado que seja com razão.

Quando começamos a subir em direcção a Alcabideche começo a ultrapassar imensas pessoas, não é que eu seja um bom trepador, mas não me tinha desgastado tanto, além disso as bicicletas de contra relógio com rodas fechadas e pedaleiras enormes são boas para o plano mas para subir a minha bicicleta é muito melhor. A passagem pelo autódromo do Estoril foi muito fixe, é um sobe e desce chato sim, mas compensou. A seguir à Lagoa Azul foi descer a toda a velocidade, conheço bem aquela estrada e foi encostar-me à esquerda e gritar para se desviarem cada vez passava por alguém. A subida para a Pedra Amarela era ver o pessoal apeado a subir com a bicicleta à mão, e a sorte de muita gente foi a subida acabar ali e não continuarmos a subida para depois para descer a Malveira, senão muita gente teria perdido ali minutos preciosos.

Quando começámos a descer da Malveira para o Guincho ainda apanhei um susto, normalmente não vou na faixa da esquerda a descer porque iria em contra mão, mas na prova podia ir na esquerda, por isso não sabia da existência de uma raiz que fazia uma lomba no alcatrão, quando passo por cima dela a mais de 50km/h. Ainda dei um saltinho valente, aguentei o impacto porque não ia com as mãos nos extensores e lá segui caminho. A estrada do Guincho foi feita a uma boa velocidade, o vento estava forte e pelas costas. Antes da transição ainda parei na penalty box 5 minutos por causa do cartão azul e não fosse isso teria acabado o segmento de ciclismo praticamente com 3h que era o meu objectivo, bem, pelo menos deu para descansar um bocadinho o joelho esquerdo que já me vinha a doer desde a subida para a Pedra Amarela, e que depois só me voltou a doer já na última volta da corrida.


Na corrida comecei soltinho, sentia-me bem e ver a minha família e os meus amigos a apoiarem-me sem dúvida que era um reforço para me esforçar mais. O calor já era muito nesta altura o que começou a dificultar as coisas, e por volta do quilómetro 3 na subida do Estoril veio-me vómito à boca. Tive de acalmar um bocadinho o ritmo, não queria vomitar porque iria desidratar muito mais rápido. Nunca me tinha acontecido, aliás o meu estômago é tão bom que nem me costumo preocupar em experimentar barras e geis novos, esta foi a primeira vez e acho que foi devido às barras da gold nutrition que comi durante o ciclismo, não tinha gostado particularmente do sabor e sempre que me vinha refluxo à boca era o sabor desagradável das barras que sentia. Decidi manter as coisas simples, até ao fim só consumi bananas, coca-cola e água. No final da primeira volta vejo o meu filho, aquilo valeu mais que 10 barras energéticas, foi uma autentica injecção de energia. Além disso o resto da família e os amigos continuavam lá, a gritar, a puxar foi verdadeiramente importante a presença de todos.

Já quando faltavam menos de 6 quilómetros para o fim começa-me a doer mais o joelho esquerdo novamente, e se calhar devido a estar a proteger o joelho, o tornozelo direito também me começou a doer bastante. Até ao final foi um grande sacrifício, queria acabar o segmento abaixo das 2 horas para não ser tão desonroso. No final lá estava a minha família outra vez a gritar por mim, foi bom ver o portico do Ironman, nada que se compare à sensação que tive em Barcelona, mas aquele tapete vermelho com as bancadas dos dois lados é qualquer coisa de especial. O tempo final não foi nada de especial mas tendo em consideração a falta de preparação, não poderia ter pedido melhor.



quarta-feira, agosto 30, 2017

Barragem de Lindoso

Uma das coisas que mais marcou as minhas férias deste ano foi a visita à barragem de Lindoso ou como é mais correcto, barragem do Alto-Lindoso. Esta barragem é uma das maiores e mais importantes do país. Tive o prazer de conhecer um dos responsáveis pela barragem e ter uma visita guiada pelo próprio, super detalhada em que aprendi imensas coisas que não fazia ideia sobre uma barragem, e muito mais teria aproveitado se os meus conhecimentos de electrónica estivessem mais frescos. Uma coisa que não sei,
é como qualquer pessoa consegue uma visita à barragem, eu tive a sorte de ter um amigo que já tinha trabalhado na barragem e conhecia o responsável, e assim consegui a visita.

O que não fazia ideia é que a barragem é simplesmente um muro de betão, o verdadeiro coração, o centro de operações, está todo ainda distanciado da barragem. A barragem não armazena energia simplesmente produz, transforma e envia para a rede, algo que também não fazia ideia. O elevador com mais de 300 metros que demora apenas cerca de 90 segundos a fazer todo o percurso é dos elevadores mais rápidos do mundo. A barragem demorou 10 anos a ser construída, acabando a construção em 1992 e apesar de já ter 25 anos, ainda continua a ser uma maravilha da engenharia e em muitas coisas deixou-me de queixo caído. E quando eu pensava que pelo menos meia centena de pessoas era necessário para suportar toda a operação, espanto-me, são apenas necessárias 10 pessoas, e havendo turnos, posso concluir que deverão estar 4-5 pessoas no máximo de cada vez a suportar toda aquela operação que produz a maior parte da electricidade do país.

sexta-feira, agosto 18, 2017

Vagos Metal Fest 2017

Começando pelo início, e pelo menos agradável, a viagem até Vagos começou logo mal, acho que foi desta que o meu Opel Corsa deu o berro, ali a chegar a Santarém olho para o painel e a temperatura estava no máximo. Paro para arrefecer o motor debaixo daquele sol tórrido das 13 horas no Ribatejo, e passados 10 minutos tento retomar viagem até à próxima estação de serviço para ver o que se passava. Pois é, mas a idade não perdoa, e com os seus quase 20 anos não lhe apeteceu arrancar novamente. Chamar reboque, telefonar à minha irmã para me emprestar o carro dela, levar o carro para a oficina e arrancar novamente já eram 16h, hora que começavam os concertos. Cheguei a Vagos já por volta das 17h30m, só perdi 2 concertos e nenhuma das bandas que perdi tinha sido uma das que queria mesmo ver.

Ia ver os 2 primeiros dias do festival, o primeiro na companhia do meu colega Arthur, o segundo sozinho mas acabei por encontrar uns amigos por lá, como foi o caso do Marco que já não via há alguns anos e foi porreiro rever. No 3º dia gostava de ter visto Hammerfall, mas acho que eles voltarão cá, por isso terei oportunidade no futuro de os ver, e também não me apetecia passar mais um dia a ver concertos sozinho só para ver uma banda.

O primeiro concerto dos que queria ver era o que tinha mais expectativas, os Rhapsody, provavelmente na sua última tour (o nome da tour é farewell tour) não podia perder a oportunidade de ainda ver uma das bandas que mais me ensinou a gostar de metal.  Foi sem dúvida um concerto nostálgico, com músicas que oiço desde os tempos que comecei a gostar deste género musical. O vocalista num óptimo português sempre com uma comunicação muito amável com o público, deu  um toque extra a um concerto que só por si valeu o bilhete deste dia. Houve uma dada altura que me cheguei a interrogar se era um playback que estava a cantar, mas não, simplesmente o vocalista mudou o registo vocal nessa música, e que grande voz que ele tem parecia o seu compatriota Pavarotti.


De seguida Arch Enemy. Não era uma banda que eu tivesse especial expectativa, nem que goste particularmente do subgénero mas foi um bom concerto. Se há sexyness numa mulher a cantar guturais a Alissa White-Gluz representa-o. Muito melhor do que estava à espera e a música com que abriram o concerto, a The World is Yours do novo album, foi um dos momentos mais interessantes do concerto. Além disso também gostei da actuação do guitarrista Jeff Loomis, pareceu-me bastante bom tecnicamente e com uma boa presença em palco.


Para acabar o primeiro dia, o concerto que mais me desiludiu dentro dos que mais esperava. Não é que tenha sido mau, mas a apresentação dos Therion não foi nada de especial, talvez pela setlist não ser do meu agrado, talvez por já estar demasiado cansado para apreciar o concerto, não sei, mas teria ficado desiludido se tivesse ido para os ver.

No segundo dia fui surpreendido por uma banda portuguesa que não conhecia, os Hills Have Eyes. Não gosto muito daquele american headbang misturado com guturais, mas até funcionam muito bem no final, ao ponto de ter visto o concerto todo com bastante atenção e depois de andar pelo youtube à procura de músicas para conseguir perceber melhor o estilo deles. A mensagem do vocalista foi muito inteligente e concordo profundamente, quem gosta de metal não deve criticar ou assobiar subgéneros que não gosta, se não gosta não ouve mas não precisa de deitar abaixo. Por falar em mensagens não me posso esquecer da última frase do vocalista da banda que tocou antes: "We are Brutality Will Prevail...peace", épico.

A única banda que já tinha visto ao vivo deste festival era os Korpiklaani. Apesar de não perceber pevas do que dizem porque cantam em finlandês, o concerto é sempre uma animação, toda a gente aos saltinhos, a balançar-se de um lado para o outro, a dançar como se trata-se de folclore português, mais uma vez um concerto super divertido. Momento alto da actuação mais uma vez a música Vodka, tal como a primeira vez que os vi. Devo confessar que sou um fã daquele acordeão e especialmente do violino, dão uma sonoridade ímpar.


De seguida ainda tocaram os Soulfly, confesso que não sabia nada desta banda apesar de serem os cabeça de cartaz do dia e haver conversas por todo o lado sobre a grande expectativa de os ver. Mal começaram a tocar percebi porque nunca tinham passado no meu radar, lá está quem não gosta de um subgénero não precisa de dizer mal, por isso decidi afastar-me da confusão e do barulho e fui-me deitar para o relvado, e tentar aliviar a dor de costas que já tinha a algum tempo e me estava a matar. Vi o concerto pelos ecrans e foi o suficiente. Aguentar este concerto foi duro, Vagos tem uma particularidade climática, de dia só se consegue estar à sombra temperaturas a rondar os 40º, assim que cai a noite temperaturas de 10º, esta espectacular amplitude de temperatura é extremamente desagradável quando os concertos começam às 16h e acabam lá para as 3h.

A espera valeu a pena, não estava assim muito confiante no concerto de Powerwolf porque não tinha gostado muito dos concertos que tinha visto no youtube, mas ainda bem que me enganei. A banda que mais gostava deste festival deu para mim o melhor concerto do festival. Sempre muito comunicativos com o público, tocaram as melhores músicas, deram show, foi mesmo muito bom. Gostei bastante do teclas, geralmente são dos músicos que se dá menos por eles, mas neste caso era tão ou mais importante que o vocalista no que toca a interacção e animação com o público. Uma nota final, foi a primeira vez que não vi encores, percebo que seja importante manter o horário dos concertos, mas nem as bandas principais fazerem encores, é um bocado redutor, ainda para mais quando em alguns casos até houve bastante tempo para desmontar e montar o palco para a banda seguinte. Fim dos concertos, 2h30m da manhã era horas de voltar a casa, umas centenas de quilómetros a conduzir depois de muito cansaço não foi pêra fácil.