quarta-feira, outubro 22, 2014

Como está a tua forma física?

Existem muitas maneiras de aferir a forma física de cada um, algumas mais cientificas, algumas mais exactas, outras mais demoradas, mas não existe nenhuma forma única ou standard para o fazer. Esta semana dei com um site, o "World Fitness Level" que dispõe de um simples questionário que ajuda a responder a esta pergunta. Não sei o quão exacto ou fidedigno é o resultado, mas é bastante simples e rápido o questionário e as perguntas parecem-me fazer algum sentido. Fica aqui o meu resultado e o meu desafio aos meus amigos para fazerem o questionário.


A única coisa que está esquecida aqui é que com 20 anos eu não tinha lesões, e quando tinha pequenas mazelas rapidamente me recompunha, agora a PDI é lixada e começam-se a tornar irritantemente frequentes.

quarta-feira, outubro 15, 2014

Ser pago ao dia

Desde que trabalho como trabalhador independente vejo algumas coisas de maneira diferente, e começo a perceber porque a nossa lei do trabalho é tão má que ao querer defender tanto os trabalhadores acaba por os prejudicar, porque torna o país pouco atractivo para empresas e empreendedores. Mas isto dá uma grande conversa, se calhar noutro post falarei um pouco mais do assunto, neste post vou-me cingir à minha experiência quanto a receber ao mês fase a receber ao dia.

Para mim receber ao dia tem imensas vantagens fase a receber ao mês, para já é mais justo, qual a lógica de receber o mesmo num mês onde trabalho 18 dias fase a um mês que trabalho 23 dias, estamos a falar de uma diferença superior a 20%? Ganha mais quem trabalha mais, é justo.

Depois qual a lógica de existir mês de férias e 13º mês? Antes dos defensores dos trabalhadores e oprimidos me começarem a bater pensem bem...se esse valor estivesse diluído pelos dias em que se efectivamente trabalha, os trabalhadores teriam acesso a esse dinheiro mais cedo e não poderiam haver os famigerados cortes nos subsídios, pois eles não existiam.

E quando o teu chefe chegar ao pé de ti e disser - "Este fim-de-semana é preciso um esforço extra por isso é necessário vires trabalhar." - está bem venho trabalhar mas recebo mais um/dois dia no meu ordenado. Com isto queria ver se os chefes não começavam a pensar pelo menos 2 vezes antes de pedir "esforços extra".

E se o governo se lembrar de cortar nos feriados...está bem cortem para aí a vontade, vou ganhar mais por ir trabalhar agora nesse dia, ao contrário se recebesse ao mês que iria ganhar a mesma coisa.

Existe sim um ponto negativo, se ficar doente ou for de férias não recebo nesses dias, mas como já recebo mais nos dias em que trabalho, nesse período que não vou trabalhar terei o fundo maneio necessário.

segunda-feira, outubro 06, 2014

Maratona de Lisboa 2014

Vou começar um bocadinho antes da maratona, mais propriamente na 2ª feira antes da prova. Fui jogar futebol e a correr sozinho sem estar com a bola ou alguém por perto, senti uma dor aguda forte na zona abdominal inferior, agora vejo que é uma dor idêntica à que tive no início do ano. 

Nessa altura entrei na 1ª fase, a negação - "Isto não é nada é só um mau jeito amanhã já estou bem" - na 3ª feira de manhã acordo ainda com a dor, entro na 2ª fase, a esperança - "A corrida é só domingo até lá recupero" - na 6ª feira entrei na 3ª fase, a resignação - "Ok, não vai dar para fazer a prova...".

No domingo acordei cedo, tinha deixado o equipamento todo preparado no sábado à noite, estava com dores mas decidi ir fazer a prova de qualquer maneira, fosse para fazer 1km fosse para fazer a prova toda, pelo menos ia tentar. Saio de casa e começo a dar umas corridinhas até ao local da partida...péssimas sensações, a andar doía-me, a correr a dor era mesmo aguda, pensei que ia dar só volta a Cascais e acabava logo ali a prova.

Começa a corrida e nos 3 primeiros quilómetros dentro de Cascais as sensações eram boas, pensei pela primeira vez que tinha hipóteses de acabar a prova. Aos 10kms passei com 53m30s, não estava mal, estava a fazer uma média que me possibilitava melhorar o tempo do ano passado. Quando estava dentro do quilómetro 12, as dores começaram a vir com mais força, passando da zona abdominal para a virilha, passou a bandeira das 4h por mim, passou o Bruno Martinho por mim e eu sem capacidade para seguir porque estava a ficar com dores incómodas. Tive de diminuir muito a velocidade e aí comecei a ver que dificilmente iria aguentar até ao final, passa o Zé Correia por mim em Oeiras e eu cada vez mais incapaz de seguir. À chegada de Caxias disse para mim mesmo que ia fazer até à meia maratona e se nessa altura estivesse com mais de 2h que não valia a pena continuar, ia fazer pior tempo que no ano passado e podia agravar a minha lesão.

Ao passar pela Cruz Quebrada já ia com 2h, passa o Sérgio por mim e ainda me pergunta se precisava de algo, disse-lhe para seguir que eu ia parar em Algés e vinha de volta para casa de comboio. Ao passar a meia maratona ia com 2h05m, daí até Algés foi seguir a trote agarrado à zona abdominal. Nessa altura passou o Pedro e o Edgar por mim a um ritmo muito certinho, aliás tenho de dar o parabéns ao Pedro, o ritmo dele foi exactamente igual na primeira e segunda metade da prova, grande capacidade de controlo.
Foram ainda 22 quilómetros que fiz, fiquei super triste porque tinha feito uma boa preparação, estava a fazer bons tempos, este ano tinha tido bons resultados e sentia que ia conseguir um dos objectivos desta época que era na maratona aproximar-me das 3h30m. De qualquer forma fiz o meu melhor, mesmo limitado tentei, mais não podia ter feito, a única coisa que vou fazer diferente a partir de agora é quando tiver provas importantes nessa semana não vou aos jogos de futebol. Agora é recuperar e tentar estar bem para daqui a 3 meses na S. Silvestre da Amadora, se recuperar vou tentar num percurso difícil como é a S. Silvestre da Amadora fazer um tempo a rondar os 40 minutos.

sexta-feira, setembro 19, 2014

Cifrar em SQL com chave pública

Bem, vou começar pelo pré-requisito de obter uma chave pública para o teste, normalmente a chave pública será fornecido por uma entidade credível, neste exemplo em particular vou gerar a minha própria chave para o teste.
  1. Obter o certificado com o par chave pública/privada
    1. Ir ao IIS e escolher Server Certificates.
    2. Criar um certificado auto assinado (assumir que o nome dado ao certificado é test.pfx).

  2. Ir a linha de comandos e extrair a chave pública do certificado com o comando: sn -p text.pfx test.snk
  3. Registar a chave pública no SQL:
    IF (select count(*) from sys.asymmetric_keys where name = 'testKey') <> 0
    BEGIN
           DROP ASYMMETRIC KEY testKey
    END
    CREATE ASYMMETRIC KEY testKey 
    FROM FILE = N'test.snk'

  4. Usar a chave pública:
    DECLARE @AsymID INT;
    SET @AsymID = ASYMKEY_ID('testKey');
    PRINT ENCRYPTBYASYMKEY(@AsymID, 'Valor a cifrar')
Uma nota final, não averiguei o motivo mas a cifra feita pelo SQL faz byte reverse, se a descifra for feita noutro local que não o SQL isso tem de ser levado em consideração.

segunda-feira, setembro 15, 2014

Aquashow

Já tinha ido ao Aquashow nas minhas férias de 2006 (bolas já foi há tanto tempo, quase no início aqui do blog), ainda me lembrava do parque, mas desde há 8 anos o Aquashow já foi reformulado tendo novas atracções, e era mais nessa perspectiva que queria ir novamente ao Aquashow.

Dentro das novas atracções, 2 destacam-se para os amantes de adrenalina, o Top Swing e o Air Race. O Top Swing basicamente é um pêndulo gigante, que além disso roda sobre si próprio, foi a primeira atracção que experimentei, e se ao início parecia soft, quando aquilo alcança a velocidade e amplitude máxima dá para chocalhar um bocado. Logo de seguida fui ao Air Race, que é um carrossel, mas que os aviões sobem e descem ao mesmo tempo que rodam sobre si. Se já sai um bocado amassado do Top Swing ao sair do Air Race a única coisa que procurei foi um caixote do lixo porque o meu estômago de donzela estava a provocar refluxos. Só consegui andar uma vez em cada uma destas atracções, o meu estômago não quis colaborar, mas são mega divertidas.


Mas o clímax do parque para mim continua a ser o White Fall, super divertido! Como parque temático o Aquashow é um bom parque, não é grande como por exemplo a Isla Mágica, mas as atracções que tem são muito boas. Como parque aquático para mim está atrás do Slide & Splash, se queremos atracções puramente de água o Slide & Splash é melhor, se queremos atracções mais radicais e coisas que não sejam só aquáticas o Aquashow é melhor.

quinta-feira, setembro 11, 2014

Trilho dos Templários

O ano passado estive para fazer esta prova, mas não consegui conjugar com as restantes provas que já tinha, por isso este ano estava de olho no trilho dos Templários, ainda para mais porque iria dar um belo treino longo para a maratona de Lisboa.

Consegui convencer o Pre a ir comigo porque ele também é adepto deste tipo de provas e lá fomos nós de madrugada em direcção a Tomar. Apesar do dia ter começado chuvoso acabou por se pôr até bom demais, ao início estava bom para correr, fresquinho, mas com o avançar da manhã ficou até bastante calor. O efeito da chuva matinal foi o trilho ter ficado algo enlameado e com algumas poças. Inicialmente ainda estava a tentar manter-me seco, mas quando passámos por um túnel por baixo de uma estrada, no qual passava um ribeiro, pronto esquece, vamos lá ficar com os pés molhadinhos. Devo dizer que andei sempre a conter-me um pouco nas descidas, como tinha torcido o tornozelo no início da semana, e já fiz uma prova com uma entorse, preferi perder alguns segundos e descer com  mais segurança que voltar a torcer o tornozelo e perder minutos, e pior, evitar fazer o resto da prova ainda em mais esforço.

Queria fazer o trilho todo a correr, mas quando cheguei ao quilómetro 10 e me deparo com uma parede na qual até tínhamos cordas para ajudar a subir, esquece vou ter mesmo que andar. Ainda antes disso passámos por uma parte onde tínhamos passado quando fizemos o caminho de Santiago de Compostela, lembrava-me porque foi a primeira subida que tínhamos feito a pé, desta vez fizemos a descer...bem mais fácil.

Até os 15 quilómetros senti-me bastante bem, a partir desse ponto senti que não estava a morrer, mas que já não estava a conseguir impor um ritmo tão vivo, especialmente nos segmentos menos técnicos onde normalmente se consegue andar mais rápido. A partir deste ponto também é onde o percurso fica mais bonito, pelo que me lembro passámos por 2 trilhos demarcados nos quais também aproveitei para desfrutar um pouco da paisagem e como fui algum tempo sozinho as únicas coisas que ouvia eram as minhas passadas e a natureza ao meu redor.

Nos últimos quilómetros ainda sofri um bocado, queria acabar a prova com um tempo final abaixo das 3h30m, e como estava a ficar muito no limite do tempo não me podia descuidar, além disso não conhecia o percurso e não sabia quantas subidas ainda havia para me quebrar o ritmo. O percurso é menos duro que outros trail runs que tenho feito, tem subidas muito duras mas são concentradas, a maior parte do trilho consegue-se fazer a correr, sem que o acumulado no total seja tão duro como em outras provas que já fiz.


Uma palavra final para a organização, uma prova espectacular, a repetir sem dúvida, com uma inscrição mais barata que o normal, com óptimos abastecimentos e bastante perto uns dos outros, e com um percurso belíssimo.

Dados da minha prova:

  • Tempo final: 3h26m56s
  • Tempo médio por quilómetro: 7m8s/km
  • Velocidade média: 8,41km/h

quinta-feira, setembro 04, 2014

Problemas no Citius

Para quem já trabalhou nos sistemas informáticos do ministério da justiça os recentes problemas no Citius não são nenhum espanto, o espanto é não terem sido expostos mais cedo. Ainda bem que só trabalhei lá durante breves meses mas deu para perceber que os sistemas estavam presos por arames e fita cola, muitos erros eram cometidos, tanto por culpa dos próprios responsáveis do ministério, como das consultoras que colocavam lá recursos para desenvolver os sistemas informáticos. Alguns erros que eram fáceis de identificar:
  • Projectos mal estimados a nível de tempo o que fazia que para que se terminasse a tempo comprometia-se a qualidade;
  • Pessoas que geriam os projectos que não tinham a mínima qualidade técnica para projectos daquela dimensão, nem queriam pagar para ter pessoas competentes tecnicamente para os apoiarem;
  • Colocação de recursos sem experiência só por serem mais baratos. Atenção que a culpa não é dos recursos, há que dar tempo para as pessoas crescerem profissionalmente, fazendo um paralelismo simples é a mesma coisa que meter 10 jogadores da equipa B na equipa principal, e esperar que a equipa principal continue a render a mesma coisa. Sim podem ser pessoas com potencial de crescimento, mas há que passar pelas dores de crescimento;
  • Depois e muito importante, estamos a falar de sistemas fortemente influenciados por vontades políticas, hoje sai uma lei que altera as regras do jogo, amanhã os sistemas informáticos têm de reflectir essas regras. Os políticos não percebem que para os sistemas mudarem têm as suas implicações e os arquitectos dos sistemas têm de perceber que têm de estar preparados para estas mudanças constantes;
  • Fazer manta de retalhos em cima de sistemas velhos e desactualizados invés de ir a seu tempo criando novos sistemas, promovendo mudanças graduais;
  • Andar a fazer um sistema à pressa sem preocupações com o desempenho e a segurança nunca é boa política, estar a testar sistemas para suportarem 10 utilizadores ao mesmo tempo e depois num cenário real haverem 10.000 utilizadores ao mesmo tempo como é óbvio o sistema vai ser muito mais lento que nos testes iniciais.
Tenho pena é dos informáticos que estão lá a trabalhar, se eles já são espremidos nas situações normais a partir do momento que isto se tornou uma arma política e saiu para a comunicação social, provavelmente nem vão dormir a casa só para resolver estes problemas. 

terça-feira, setembro 02, 2014

Treinos de mar

Durante o mês de Agosto é o meu mês de férias da piscina. Como não ia nadar para a piscina acabei por combinar uma série de treinos com os meus colegas da 3Iron Sports, treinos esses a serem realizados no mar ao final do dia. O normal acabou por ser 2-3 treinos por semana, alguns deles ainda antecedidos por uma breve corrida.

Devo dizer que houveram alguns dias que entrar na água, mesmo com fato de triatlo não foi muito agradável, mas eram só os minutos iniciais, depois acabava por aquecer e era tranquilo. Fiquei bastante contente com o nível de companheirismo e comprometimento dos meus colegas, nunca tive de fazer nenhum treino sozinho, conseguíamos acertar horários que dessem para todos, nunca ninguém era deixado ao abandono dentro de água, verdadeiro espírito de equipa. Além disso quebrei um bocado a monotonia de nadar na piscina e andar de um lado para o outro a 'contar azulejos', nadar no mar é muito mais interessante, temos de estar mais concentrados por causa das trajectórias, temos paisagens diferentes, temos de procurar os nossos colegas, no fundo há sempre qualquer coisa para fazer. Na piscina muitas vezes entro em piloto automático, como é sempre a mesma coisa dou por mim com a mente a divagar noutras coisas, acabo por esquecer o que estou a fazer, qual a distância que já nadei, o que devo fazer a seguir, etc.


Relembro 3 treinos muito interessantes. A saída da marina ir e vir até ao pontão da praia das Moitas, passar ali pelo meio dos barcos já algo longe da costa. A saída de Cascais ir e vir ao pontão do Tamariz onde um de nós por engano seguiu em frente no pontão do Monte Estoril e foi até ao Tamariz, o resultado foi acabar estar a nadar no regresso no meio do mar já bem de noite. Por fim o treino que saímos de S. Pedro e fomos durante meia hora em direcção a Cascais e voltámos, com alguma ondulação chata, foi interessante fazer aquele percurso que normalmente só faço uma vez por ano na remada Musa e já numa fase final da prova, muito cansado sem dar para apreciar o percurso.

terça-feira, agosto 26, 2014

Jogar Squash

Nunca tinha experimentado jogar squash, apesar de já há algum tempo andar de olho em ir experimentar este desporto. Finalmente fui experimentar e o squash é muito mais do que eu estava à espera. Sim calculava que era um desporto que levava os nossos níveis de testosterona até à ponta de cada pêlo, correr, saltar, mudar de direcção, arrancar, bater com força na bola, tudo muito, muito físico ao ponto de ao final de 10-15 minutos já estar a pôr as mãos nos joelhos.

Contudo, o squash também é super táctico e técnico, a minha capacidade física mais para o final sim ajudou-me bastante, contudo mesmo assim era claramente dominado pela capacidade técnica de quem estava a jogar contra mim e já tinha muito mais experiência. Gostei imenso de jogar apesar de achar que não tenho muito jeito para a coisa, ou então vou ter de treinar muito mais para conseguir ser competitivo, mas sem dúvida que é muito divertido e vou gostar de repetir a dose.


sexta-feira, agosto 22, 2014

Ana Moura no Casino Estoril

Ontem cheguei a casa bastante cansado e já algo tarde, e devo dizer que a minha vontade de sair de casa não era muita ou nenhuma. Mas tinha alguma curiosidade em ver Ana Moura ao vivo, já a tinha visto cantar uma vez mas só uma canção, e fiquei bastante agradado com a voz dela, por isso queria ver como seria um concerto um bocadinho maior.

Como estão a decorrer as Festas do Mar, e cantava Olavo Bilac na baía de Cascais, pensei que as pessoas se iriam dividir um pouco e que não ia estar assim tanta confusão, mesmo assim não arrisquei e fui até ao casino de mota. Boa decisão a minha, não sei como estava o concerto do Olavo Bilac, mas o casino estava à pinha para ver Ana Moura, grande confusão, imensos carros, e eu a passar pelo meio da confusão e a estacionar a mota mesmo à porta.

Quanto ao concerto em si, o tipo de música não é o que mais me agrade, mas não posso deixar de gostar do que oiço, belíssima voz da Ana Moura, superiormente acompanhada pela guitarra portuguesa, mais ou menos 1 hora de concerto, de um fado mais moderno, mais actual. Bom espectáculo.