sexta-feira, maio 30, 2014

Anúncio da Coca-Cola

Já faz uma semana que fomos fazer parte dos figurantes do anúncio da Coca-Cola, alusivo à final da Liga dos Campeões. Ora aqui fica o resultado das nossas figuras tristes, ainda por cima cortaram os desgraçados do Edgar Silvestre e do Pito, que só à 5ª tentativa é que conseguiu uma Coca-Cola, sobrei eu (com o nome de Armando) e o Tiago Neto. Um dia inteiro, mais de 20 figurantes, para gravar efectivamente praí durante 30 minutos, e no final só apareço eu e o Neto, dinheiro fácil mas para quem já foi figurante em anúncios sabe que é uma monumental seca.


Nunca pensei andar a cantar cânticos de outros clubes que não os meus, até era estranho e tinha de puxar pela imaginação pensado que estava a torcer pelos meus clubes senão saía ainda menos natural. Mas acho que imitei bem um adepto do Atlético de Madrid, até o Futre me veio dar um 'bacalhau' a pensar que eu era do seu Atlético.

segunda-feira, maio 26, 2014

Corrida do Guincho

Devido a ser dia de eleições o percurso da Corrida do Guincho teve de ser alterado, tornando-se um pouco mais curto que o inicial. Os primeiros 2 quilómetros foram bastante rápidos, sempre a descer, ao ponto de ir ainda algo perto da cabeça da corrida. A seguir a isso foi começar a subir e bem, nessa altura devo dizer que me senti algo ofegante e não esperava necessitar de caminhar nas subidas, mas desta vez teve de ser por breves instantes. Após o 1º abastecimento entrámos em empedrado e alcatrão, o restante da subida já consegui fazer muito melhor sem necessitar de parar, estava a começar a controlar a respiração (malditos pólens desta altura do ano, fazem-me sempre lembrar que tenho asma).

Nas descidas técnicas sou algo medroso, se calhar por já ter feito uma entorse, então quando se trata de descer conscientemente nunca vou a fundo de modo a minimizar a perigosidade. No último troço a descer ainda tive de parar breves instantes para prestar auxilio a um senhor que tinha caído e não estava muito bem tratado, esperei até que um colega de equipa ficou com ele e continuei a correr até encontrar alguém da organização para avisar que tinha caído um senhor e que necessitava de auxilio médico.

Comecei a última subida juntamente com mais 3 atletas, ao primeiro esticão ficámos logo com menos 1, e quando a subida aliviou um pouco houve mais um esticão, ainda tentei ir, mas nessa altura o melhor que consegui fazer foi desenvencilhar-me do 3º atleta ficando em posição intermédia. Até ao fim apercebi-me que já não conseguia voltar a apanhar quem ia à minha frente e limitei-me a gerir para os outros 2 que tinham descolado atrás de mim. Acabei com o tempo de 54m49s, na posição 63 de entre 540 atletas sendo o 22º dentro do meu escalão.

Dados da minha prova:
  • Tempo final: 54m49s
  • Velocidade média: 11,17km/h
  • Tempo médio por quilómetro: 5m22s

quinta-feira, maio 22, 2014

Mas qual é a mensagem?

Bem sei que disse que não iria falar de política neste blog, mas vou abrir uma excepção não para falar bem ou mal do partido x ou y, mas simplesmente para escrever sobre a minha visão destas eleições europeias.

Logo à partida eleições europeias têm pouco interesse, vamos eleger alguém para nos representar na comissão europeia, mas vejamos bem, que peso tem Portugal nas decisões da união europeia, nenhum...a não ser que tivéssemos alguém com um discurso eloquente e com poder para influenciar as opiniões dos outros que têm peso político, estas eleições são quase simbólicas.

Depois deste pouco interesse, ainda temos um bando de papagaios à procura do poleiro de Bruxelas, que só dizem aquilo que os líderes de partido querem, os que são governo a falar da obra, os que não estão no governo a falar mal das políticas internas...meus amigos...isto são eleições europeias não legislativas, o que eu quero saber é o que pretendem fazer a nível europeu, como vão defender a nossa nação, que ideias têm, como as pretendem levar avante?

Por tudo isto nestas eleições ou votarei em branco ou num daqueles micro partidos que ninguém ouve falar e sem hipóteses de eleger alguém. Para a próxima transmitam a mensagem do que pretendem fazer...ah e já agora, se não for pedir muito, não encham as caixas do correio e as ruas com lixo de  panfletos que nada dizem, não gastem dinheiro inutilmente, aproveitem esse dinheiro para fazer algo de bom pela nação.

terça-feira, maio 20, 2014

Arrábida à noite

As caminhadas pela Arrábida já começam a ser uma tradição e o desafio deste ano era fazer o percurso de ida e volta, Picheleiros - Portinho da Árrabida - Picheleiros, e para mim havia a acrescentar que saía directo do aquatlo de Setúbal, e tinha de me despachar para o grupo não começar a caminhada sem mim e ainda ter de correr para os apanhar.

A ideia era chegar ao Formosinho a tempo de ver o pôr do sol, então estava tudo motivado e o ritmo inicial foi numa passada larga e rápida, acabámos por chegar muito antes da hora. Após o pôr do sol começar a descer e aí foi a parte mais gira, houve uns malucos que desataram a correr pelo meio dos corredores de vegetação, só com aquele lusco fusco após o pôr do sol.

Chegada ao Portinho da Arrábida por volta das 22h, ainda a tempo para o moscatel da praxe. Conversar um bocado, recuperar energias e uma horinha depois pôr as perninhas a andar para o regresso. O  regresso iría ser feito por um caminho mais longo e menos acidentado que eu ainda não conhecia. O grupo ficou reduzido a menos de metade mas mesmo assim foram 11 bravos/bravas que fizeram o caminho de retorno. Devo dizer que os últimos quilómetros já foram feitos com algum esforço, os pés e tornozelos estavam a começar a queixar-se do terreno irregular. Chegada aos Picheleiros por volta das 2h15m e missão cumprida, venha daí o próximo.


segunda-feira, maio 19, 2014

Aquatlo de Setúbal

Das diversas variantes do triatlo, o aquatlo é sem dúvida a que gosto mais, isto porque consigo fugir das minhas fragilidades em cima da bicicleta. Esta era uma prova que eu ia sem grandes objectivos, gostava de bater o meu record no aquatlo mas rapidamente percebi que isso iria ser difícil devido à forte corrente.

A parte da natação até comecei bem, na viragem da 1ª boia ia ainda perto da frente, com uma luta intensa dentro de água, e no percurso até à 2ª boia também me senti rápido, não podia ser doutra maneira estava a favor da corrente. Na transição da 2ª para a 3ª boia fiquei mal posicionado e acabei por ser empurrado para fora por um grupo de nadadores à minha direita, aí perdi um bocadinho de tempo e tive de começar a lutar contra a corrente. No retorno foi uma tortura, corrente forte contra e notava-se que avançávamos com dificuldade. Não consegui ver a 4ª boia que devia estar junto ao pórtico de saída da água, pensei que tinha sido retirada porque no briefing tinham dito que iam mexer nas boias. Como ia atrás do Felício, que era facilmente distinguível dentro de água porque o fato não tinha mangas, pensei que estávamos bem. Quando já estavamos perto da saída vem o barco dos árbitros a fazer-nos sinal e a apontar para o raio da boia que estava tão fora do lugar inicial que nem a vimos...voltar para trás e contornar a boia, perder cerca de 2 minutos e a prova arruinada desde aí.

À saída da água já com 18 minutos de prova, péssimo, péssimo, e com uma prova tão curta já nada dava para recuperar, a própria transição acabou por ser feita já meio a relaxar na conversa com o Felício. A corrida depois nem foi mal de todo, ainda ultrapassei vários atletas, incluindo um no sprint final na recta da meta, depois dele me ter ultrapassado uns 100 metros antes. Fiz pouco mais de 21 minutos na corrida o que até foi bom dado o desgaste que já tinha do segmento da natação. O resultado não foi nada famoso, mas nem sempre as coisas podem correr bem, valeu pelo divertimento e pelo espírito de equipa.


terça-feira, maio 13, 2014

A minha empresa

Hoje nasceu a minha empresa com o nome de Timiroso, isto significa que vou deixar de ser trabalhador por conta de outrem e vou passar a ser empresário e trabalhar por conta da minha empresa. Era algo que já queria experimentar a algum tempo, por acaso essa oportunidade surgiu agora e achei que apesar do risco inerente era uma boa oportunidade que me estava a passar à frente.

Falo de risco porquê? Porque vivo num país que promove o empreendedorismo, onde os nossos políticos querem é empreendedores, onde todos os dias vêm dizer que as pequenas e médias empresas são o motor da nossa economia, mas que por trás a nível fiscal e burocrático devemos ser dos piores países que existem. 

Futuramente irei falar no processo de criação de empresa mas falando agora só em dinheiro de modo breve, a minha empresa terá de facturar no mínimo o dobro do valor que ganho actualmente para que me seja rentável ter uma empresa, porquê? Porque como trabalhador dependente recebo 14 meses e agora vou passar a receber 11 meses; porque há despesas associadas como ter um técnico oficial de contas (TOC), seguro de acidentes de trabalho, etc; porque se me acontecer alguma coisa e não puder trabalhar também não facturo; porque não tenho a segurança de ter um contracto sem termo, estarei dependente do volume de trabalho que me apareça...

Mas estou confiante que as coisas vão correr bem, senão tivesse não teria aceite este novo desafio, agora é deixar a coisa correr e daqui a uns meses já terei uma opinião concreta dada pela minha experiência.

segunda-feira, maio 12, 2014

O novo elemento do Clã

O pequeno alien (nome carinhoso utilizado por mim para irritar a minha irmã) nasceu finalmente este fim-de-semana. O puto até foi esperto, sabia que o tio não o podia visitar durante a semana, então quando decidiu nascer...sábado...ainda por cima num fim-de-semana que eu não tinha provas e tinha todo o tempo do mundo.

O pai dele diz que ele é do FCP, mas pelo nome Luís Filipe, provavelmente em homenagem ao presidente do Benfica, eu diria que apesar nas mantinhas e roupinhas azuis quando ele começar a abrir os olhos vai passar a ser d' Maior.

segunda-feira, maio 05, 2014

Parapente

Este fim de semana, após algumas marcações falhadas, finalmente fui experimentar o parapente. Não tinha noção mas é preciso mesmo condições climatéricas muitos específicas para que se consiga voar, ventos, temperaturas do solo, correntes térmicas, etc. E com isto tudo, quando pensava que ia estar 1-2 horas nesta actividade acabei por estar uma tarde toda, tentativas falhadas de descolar, esperar os ciclos de vento, analisar as condições à volta, tudo isto acabou por prolongar o tempo da actividade.

Quanto ao voo em si, até foi bastante suave, não posso dizer que tenha considerado uma actividade 'radical', aliás é bem mais relaxante do que radical. Contudo também me disseram que o voo pode-se tornar mais complicado e perigoso, que nas condições em que voámos e local em si não é normal proporcionarem-se condições de algum incómodo. Conclusão, aconselho a qualquer pessoa experimentar voar de parapente, é engraçado, relaxante e uma experiência diferente, preparem-se é para ter algum tempo de espera para depois voar alguns breves minutos.


segunda-feira, abril 28, 2014

Triatlo do Estoril 2014

No ano passado o triatlo do Estoril foi o meu baptismo no triatlo e logo num triatlo olímpico, não sabia mesmo ao que ia, sofri imenso ao ponto dessa prova ainda estar no meu top 3 de provas em que mais sofri. Este ano com mais experiência e muito mais treino, queria melhorar o tempo do ano passado, sabia que estava ao meu alcance baixar de 2h50m e se corresse bem talvez até baixar de 2h45m. Ao contrário do ano passado em que as condições climatéricas estavam péssimas, este ano totalmente o oposto, sem vento, com o sol meio encoberto, uma temperatura bem agradável e uma mínima ondulação do mar, todas as condições possíveis para fazer um bom resultado.

Primeiro segmento, a natação, já tinha feito um treino à uma semana atrás naquele sítio e sabia o que me esperava, até à primeira boia ia ter frio e o ritmo cardíaco meio descontrolado, depois era entrar em cruise control o restante tempo. Provavelmente teria sido assim senão tivesse levado com um calcanhar no queixo nos primeiros 100m, onde fiquei quase KO. Até à primeira boia andei ali meio zonzo e na transição da 1º para a 2º abri a trajectória e fiz ali uns valentes metros a mais. Depois disso lá estabilizei e senti que finalmente estava a ter uma natação fluída. No final fiz 28m33s, sensivelmente o mesmo tempo que fiz o ano passado, devia ter feito muito melhor, ligeiramente abaixo dos 27 minutos, mas pronto não iria ser este tempo que comprometeria a minha prova no final.

Transição para a bicicleta feita com tranquilidade e preparar-me mentalmente para o segmento que mais dores de cabeça me dá. Este ano o percurso era mais acessível, podia-se aproveitar as descidas para ganhar embalo para as subidas, ao contrário do ano passado que a seguir de cada descida havia uma curva a 90º onde era necessário travar bastante para depois começar a subir. A primeira volta tive de fazer sozinho, não consegui formar nenhum grupo o que me estava a desgastar, tanto que quando terminei a 1ª volta frente ao casino já estava a ficar meio distraído e passei mesmo por cima de um buraco enorme daquele das tampas de esgoto, por muita sorte não furei, normalmente estes buracos dão sempre direito a furar.


A meio da 2ª volta apanhei um grupo que durou até ao final da 3ª volta nessa altura passou um grupo grande por nós que nos ia dobrar e não consegui acompanhar o grupo. Fiquei para trás com mais um ciclista. Fomos nos ajudando e a meio da 4ª volta conseguimos ir apanhando outros ciclistas até que formámos um grupo de 5 que nos fomos entre ajudando quase até ao final no ciclismo. Não fazia a mínima em quanto tempo de prova ia, ainda me baralhei um bocado a encontrar o meu sítio para por a bicicleta mas tentei ser o mais rápido possível. Nesta altura eu não sabia o tempo total mas acreditava pelas velocidades que tinha feito na bicicleta que tinha feito uma média a rondar os 30km/h o que dava 1h20m na bicicleta. Na verdade tinha feito uma média de 31,85km/h o que dava um tempo de 1h15m21s, ou seja, tinha tirado 20 minutos ao tempo que tinha feito o ano passado.

No conjunto das duas transições também fiz menos 1 minuto, não é significativo, mas pelo menos dá para perceber que melhorei também nesse capítulo. Vamos para a corrida, já não estava em plena capacidade, mas também não estava preste a desfalecer como no ano anterior. Este percurso não parece mas é bastante duro, são 4 voltas de um sobe e desce constante, mudanças de direcção, o que torna difícil manter um ritmo constante.

Ao final da primeira volta olho para o cronómetro na meta e vejo 2h12m, tinha 33 minutos para fazer 7,5kms, não me podia descuidar em nada estava muito apertado. Na 2ª passagem 2h23m, na 3ª passagem 2h34m, estava a fazer passagens a mais ou menos 11 minutos cada 2,5kms, na última volta ainda acelero o ritmo, quando entro na recta da meta estava a passar 2h45m00s...acabei quando o cronómetro marcava 2h45m20s...bolas tinha falhado o meu objectivo por uns míseros 20 segundos.

Começo a conversar com os meus colegas de equipa quando me apercebo que o tempo de cronómetro era o tempo das mulheres, que tinham arrancado uns 10 minutos antes dos homens, ou seja, eu tinha feito um tempo que para mim era impensável no início. Na corrida acabei por fazer 44m53, não é brilhante mas é bom dado à dureza do percurso, ao desgaste acumulado e tendo em conta que o ano anterior tinha feito 55 minutos. Este tempo dá uma média de 4m29s/km e uma velocidade de 13,37km/h. O resultado final acabou por ser de 2h33m14s o que para mim foi muito além das minhas melhores expectativas iniciais. Bem agora vou ter de baixar das 2h30m, não sei bem onde tirar mais tempo, mas alguma coisa há-de se arranjar...

terça-feira, abril 22, 2014

Tragic Comic - Come back

Depois de um sábado super desgastante onde o meu corpo só pedia descanso, haviam poucas coisas que me fizessem sair do conforto de casa ao final do dia. Bem mas o regresso dos Tragic Comic, depois de 7 anos desde a última vez que os vi ao vivo, estava marcado para essa noite no Cine Incrível de Almada, já estava com saudades de os ver ao vivo e não podia perder o show.

Mais velhos, mais maduros, mas com a mesma qualidade musical e força de palco que os caracterizava. Estou muito contente pelo regresso, que espero que seja mesmo regresso definitivo, e ainda com mais sucesso que a primeira vez.

Bem sei que Portugal é um país de música pimba (só assim se explica a música que ganhou o festival da canção...ou não), que as bandas que sobrevivem são aquelas que durante os Verões andam a fazer os bailaricos nas terrinhas, mas depois existem imensas bandas com uma qualidade incrível que têm dificuldade em impor-se devido à cultura portuguesa. Um bem haja para o vosso regresso Tragic Comic...