terça-feira, julho 28, 2015

Marselha - Cruzeiro

Marselha foi sem dúvida a paragem que mais me surpreendeu pela positiva, não estudei a cidade e fui agradavelmente surpreendido por uma cidade cheia de história e até certo ponto, muito idêntica a Lisboa, muito transito, uma baixa comercial de linhas rectas, e um monumento no topo da montanha em tudo semelhante a Lisboa. A primeira paragem foi para tirar fotografias à emblemática Château d'If, imortalizada no romance de Alexandre Dumas como a prisão de onde escapou o Conde de Monte Cristo.


O ponto de paragem seguinte foi o monumento no topo da montanha, Notre Dame de la Garde. Uma catedral fantástica que se ergue no topo do monte sobre Marselha, vista de qualquer lado e com uma vista espectacular sobre a cidade. O caminho até lá chegar a cima é que foi algo tortuoso, estradas estreitas, em obras, em hora de ponta, se tivesse feito a pé teria sido mais rápido, ainda por cima tendo trilhos marcados até ao topo. Lá de cima ainda era possível ver o Vélodrome com um design moderno facilmente identificável no meio da cidade. Esta catedral é sem dúvida um dos pontos imperdíveis de quem vai a Marselha. 


Voltámos a descer para a baixa onde tivemos algum tempo para passear. Neste momento quase que parecia que estava no Survival, tinha uma série de pontos que podia visitar e tempo limitado, tinha de decidir o melhor trajecto e que pontos iria visitar. O primeiro sítio que escolhemos foi o Mémorial de la Marseillaise, infelizmente estava fechado para remodelação por isso batemos com o nariz na porta. Seguimos em direcção a um museu que estava assinalado no mapa que tínhamos, mas afinal não era um museu, já tinha sido, mas agora era o Conservatoire National de région - Pierre Barbizet. 

Para contraria a minha ideia que os franceses são antipáticos, todas as pessoas a que pedi informações foram super simpáticas, só falam francês sim, mas tentam ajudar como podem. E aqui no Conservatório houve um simpático senhor que nos mostrou as esculturas que estavam dentro do edifício e simpaticamente ainda nos explicou a história por detrás das obras e os seus autores. O meu francês é muito fraco mas mesmo assim o senhor esforçou-se em explicar tudo, e conseguiu, apesar de eu ter falado pouco consegui apanhar a informação relevante. No final ainda nos convidou para assistir a um concerto que ia ter lugar ao final da tarde, infelizmente nessa altura já estaria de volta ao cruzeiro por isso não seria possível.


Seguimos em direcção à Préfecture des Bouches-du-Rhône. No caminho passámos por uma espécie de mercado de rua onde havia bancas de comida por todo o lado, as lojas tinham bancas do lado de fora, cheiros intensos a caril, peixe, carne, fruta... O edifício da prefeitura estava fechado mas a praça em frente e a fachada fizeram valer a pena a caminhada. Estava na hora de regressar ao cruzeiro, com muita coisa por ver e com vontade de voltar porque tenho a sensação que muita coisa ficou por ver e conhecer.


segunda-feira, julho 27, 2015

Palma de Maiorca - Cruzeiro

A primeira paragem do Allure of the Seas foi na ilha de Maiorca. Já foi há 15 anos que tinha estado em Palma de Maiorca, numa fase diferente, por um motivo diferente, e os únicos sítios por onde voltei a passar e que me recordava deles foram o Tito's e o Pacha. Não é que Maiorca tenha muito para ver além das praias e das discotecas, mas consegui descobrir um pouquinho mais da ilha que me permite dizer que afinal não é só praias e discotecas.

Uma primeira palavra para o nosso guia, acho que foi o primeiro espanhol que vi a tentar falar e comunicar algumas palavras em português apesar de não saber português, além disso conseguia perceber-nos a falar em português, tal e qual como nós conseguimos perceber os espanhóis quando eles falam em espanhol.


Há 15 anos atrás passei mesmo à frente da Catedral de Palma e como é possível que não tenha me apercebido de tal monumento? A catedral do estilo gótico tem a particularidade de ter sido construída a partir de uma mesquita, mantendo alguns traços da mesma nas zonas mais antigas. Frente à catedral a residência oficial da coroa espanhola, mais um edifício belíssimo e facilmente notável de tudo o que está ao redor, e mais uma vez não tinha dado por ele na minha primeira visita a Maiorca.


Estando em Espanha nada mais tradicional que visitar a única praça de touros de Maiorca, na qual é realizada apenas uma corrida de touros todos os anos. Por fim a visita a Palma terminou no exterior do Castelo Bellver, num dos topos mais altos da parte sul da ilha, gostava de ter estado no interior mas já não havia tempo para mais.


domingo, julho 26, 2015

Allure of the Seas

Estou de volta a casa depois de uma semana memorável a bordo do Allure of the Seas, no percurso Western Mediterranean Cruise. Para os meus amigos que diziam que cruzeiros é coisas para velhos a única coisa que posso dizer é - experimentem - depois então voltamos a falar. Sim tem velhos, mas também tem crianças, tem pretos, tem chineses, tem pessoas de cadeira de rodas, tem muçulmanos, tem pessoas bonitas, tem pessoas feias, tem pessoas super interessantes, tem idiotas arrogantes, tem de tudo. Por acaso uma das coisas que me surpreendeu foi não haver nenhum padrão, é muito multi-cultural, há muita cultura diferente para assimilar.

Se tivesse de definir um cruzeiro seria, "Resourt de luxo no qual cada vez que acordas tens à tua porta um sítio diferente para visitar". Às vezes até me parecia algo criminoso o luxo, todos os recursos e mordomias que tinha à disposição, com tantos problemas e carências que o Mundo tem, aquele era um mundinho à parte em que fui um privilegiado durante uma semana de o poder desfrutar. E os fabulosos espectáculos diários que pude assistir, excelentes cantores, dançarinos, músicos, acrobatas, atletas, que a cada show montavam uma experiência única. Certamente irei repetir a experiência e voltarei a fazer outro cruzeiro.

Mas nem tudo são maravilhas, 1 semana parece que me fez regredir 1 ano na minha forma física, comer da maneira que andei a comer só podia dar nisto. No último dia de cruzeiro fui correr para a pista de tartan, há muito tempo que não me custava tanto fazer 10 kms a correr, senti-me pesado, lento, demasiado em esforço para a velocidade que estava a conseguir manter.

Das paragens que o cruzeiro fez e cidades que visitei ainda hei-de de falar mais em detalhe em posts futuros, porque há muita coisa para falar para ser só num único post. Além dos sítios que conheci, o que fica de muito importante são as pessoas que conheci e o prazer que tive de aprender e de ouvir as experiências de vida dessas pessoas.


segunda-feira, julho 13, 2015

Bessone Bastos 2015

Foi a 1ª vez que fiz a travessia Bessone Bastos, nos últimos anos não tenho conseguido ir mas deste ano não passou. Ao contrário de alguns anos anteriores, ontem estava um mar espetacular, um dia bonito sem ondulação, a única coisa era a água que estava gelada, ainda bem que levei fato porque senão parece-me que não tinha coragem sequer de começar.


Conforme comecei percebi que o ritmo estava bastante rápido, ao olhar para o relógio até pensei que havia algum engano no GPS tal estava a ser a média a que estava a nadar. Ao olhar para os nadadores à minha esquerda ainda me apercebi que estavam a andar mais rápido, encostei-me o mais à esquerda possível, saído mais para fora de pé, e passando o mais rente possível às bóias. Parecia que tinha apanhado a autoestrada, a corrente era tão forte que quase não era preciso dar aos braços. Acabei os 2,4kms (segundo o meu GPS não cheguei aos 2,5kms que a prova deveria ter) com 29 minutos!!! Obrigadinho querida corrente, estou desconfiado que se a prova fosse no sentido contrário que ainda hoje estava lá a remar contra a corrente.


quinta-feira, julho 09, 2015

E se os 3 grandes fossem restaurantes de luxo?

Olhando para a pré-época até agora, consigo fazer uma analogia do que se está  a passar com alguns restaurantes, vamos lá ver.

Restaurante da Luz - O master chef quis mudar de ares e a gerência contratou um novo chef. Este novo chef apesar de ter construído uma boa reputação em restaurantes de média gama, nunca precisou de mostrar que era genial, quem comia as suas refeições ficava satisfeito porque não esperava a excelência. Agora é diferente, no restaurante da Luz o nível é altíssimo e exigente, será que está preparado para mostrar o que é preciso? Em relação à matéria prima para os cozinhados ela é basicamente a mesma que era anteriormente, pode não ser a melhor, mas é muito boa.

Restaurante do Dragão - É o único restaurante que o chef se manteve do ano passado, a continuidade da aposta num chef estrangeiro. No ano anterior não mostrou ter a arte suficiente para tornar o restaurante do Dragão no melhor do país, mas será que aprendeu a lição e este ano vai evitar os erros que provocaram algumas refeições de má qualidade? A matéria prima que tinha o ano passado era a melhor do país, e apesar de este ano ter perdido grande parte dessa matéria prima, parece que está novamente a arranjar matéria prima diferente mas de igual categoria, será capaz de repensar as refeições adaptando-as à nova matéria prima?

Restaurante de Alvalade - Apesar de ter um dos mais promissores chef nacionais decidiu ir buscar o master chef ao melhor restaurante nacional do ano anterior. Agora que tem o melhor cozinheiro nacional acredita que é possível tornar-se o melhor restaurante nacional. Mas o melhor cozinheiro do mundo precisa de matéria prima. Num restaurante que o ano passado tinha a pior matéria prima dos candidatos a número 1, será que este ano consegue melhorar a matéria prima? E será que o melhor chef nacional mesmo não tendo a melhor matéria prima consegue servir constantemente as refeições que agradem aos clientes?

domingo, junho 28, 2015

Kart Palmela

Ontem foi dia de team building na Sky com a ida até kartodromo de Palmela. Não me vou alongar muito nos comentários pois deixei no vídeo os meus pensamentos durante a prova. Foi 1 horinha bem passada e espero que este tipo de eventos se possa repetir. A parte mais chata foi ter estado até às 4 da manhã a editar o vídeo, e não foi dos melhores vídeos que já editei.


sexta-feira, junho 26, 2015

Review Garmin Forerunner 920XT

Já há três anos que faço triatlo e começava a sentir falta de algo que, primeiro me ajudasse a analisar o meu desempenho durante e depois das provas, segundo que me ajudasse a planear e a perceber em que ponto estava o meu treino.

Até agora tinha usado como auxílio o Garmin etrex 30, que é um excelente dispositivo mas cujo objectivo não é bem o do triatlo, é óptimo para viajar de bicicleta, programar voltas, orientação, etc, mas que não é nada porreiro no que toca a análise de dados. Para não falar que andar com aquele trambolho na mão durante uma prova não é nada prático, até era conhecido pelos meus amigos como o gajo que andava nas provas com um mega GPS na mão.

Depois de analisar alguns modelos percebi que a diferença de preços entre eles era mínima para um conjunto de características, ou seja, o valor estava directamente relacionado com funcionalidades e não com marcas. Devido a isso acabei por escolher um Garmin, já conhecia a marca e sei que em questão de fiabilidade é brutal, e além disso muitos dos meus colegas de equipa têm diversos modelos da Garmin e todos estão contente, logo a minha escolha foi um Garmin Forerunner 920XT.


Prós:
  • Duração da bateria, mesmo usando GPS para os treinos diários basta carregar 1 vez por semana durante cerca de 3h;
  • Grande quantidade de apps que nos possibilitam uma enorme personalização do dispositivo, desde visores de relógio, múltiplos ecrãs por cada desporto com diversas disposições, configurar o multi-desporto com diversos desportos pela ordem que quisermos;
  • Companheiro virtual / corrermos contra nós próprio para segmentos que já fizemos;
  • Programação de treinos com intervalos de tempos e/ou  intervalos de distâncias;
  • Estatísticas realmente importantes, especialmente conjugadas com a banda peitoral que está longe de tornar o relógio num simples frequencímetro;
  • O site da Garmin que está bem organizado com imensa informação sobre os treinos e estatística relevante;
  • Precisão do GPS mesmo em provas de mar, em que o GPS está depois de  água
  • Na piscina funciona bastante bem, não funcionando com GPS mas sim com o acelerómetro (creio eu), detectando bem o número de braçadas, metros e até o estilo em que se está a nadar.
Contras:
  • Continua a irritar-me o facto de não conseguir aceder aos ficheiros GPX no computador através do sistema de ficheiros, é sempre obrigatório descarregar para o site da Garmin e só depois obter os GPX;
  • Experimentei a APP com um tablet e um telemóvel Samsung com cerca de 1 ano (sistema android) e nenhum deles suporta a ligação ao Garmin Forerunner 920XT atravé de bluetooth;
  • Pouca exactidão do sistema activity tracking. 

segunda-feira, junho 22, 2015

Triatlo de Oeiras 2015

Ainda bem que aquelas temperaturas loucas do dia anterior baixaram radicalmente, estava com algum receio daqueles quase 40ºC que estavam às 11h30m do dia anterior, hora da prova. Um dos momentos importantes da prova aconteceu ainda antes dela começar. As mulheres arrancavam 5 minutos antes dos homens, e quando analisava a trajectória que estavam a fazer dentro de água reparei que quando chegavam à primeira bóia eram empurradas pela maré para a direita e que estavam com alguma dificuldade em voltar à trajectória correcta para contornar a bóia. 

Logo que arranquei tentei posicionar-me o mais à esquerda possível, aproveitei a corrente que até puxava para fora naquela altura e desalinhei propositadamente com a bóia, o que foi bom porque consegui rapidamente evitar aquele emaranhado de corpos provocado por um pelotão com cerca de 400 elementos. À minha direita ia um grande pelotão e eu mais meia dúzia de gatos pingados a fazermos uma trajectória que parecia ridícula. Quando chego aí a 100 metros da bóia vejo aquela massa de corpos a tentar aproximar-se de mim vinda da direita, e mesmo eu que vinha numa trajectória bem fora com a força da corrente quase que falhava a bóia, foi mega confusão. Nessa altura reparo no Ricardo Costa de cabeça de fora a olhar para todo o lado (como é possível ter encontrado alguém no meio daquela confusão) parei e perguntei-lhe o que se passava. Ele com o cansaço de ter estado a lutar contra a corrente estava desorientado, não encontrava a bóia apesar de estar pertíssimo dela. Tive 30s-60s com ele, a agarrar-lhe o braço e a tentar ajudá-lo a ir na direcção correcta até que passámos a bóia. 

Nessa altura fiquei algo chateado com a arbitragem, mas percebo agora a decisão que tiveram, eles deram ordem para as pessoas seguirem mesmo não passando a primeira bóia...sim fiquei prejudicado, mas a integridade dos atletas acima de tudo e com aquela corrente os mais fracos no segmento da natação iam ficar ali o resto do dia a lutar com a corrente até ficarem a boiar de cansaço. Escusado será dizer que com isto entre as duas bóia apanhei com o pelotão todo, inclusivamente com nadadores melhores que eu que se tinha atrasado, foi pior que na saída, não via nada, cacetadas por todo o lado. Bem, foi o segmento de natação mais atribulado que já tive, apesar da minha boa decisão inicial, fiz quase 850 metros (mais 100 metros que a distância oficial) em pouco mais de 14 minutos.

Transição sem grandes problemas e desta vez tinha ideia de me rebentar no ciclismo, devido à minha entorse sabia que não ia conseguir andar ao máximo na corrida, por isso era gastar os cartuchos todos no ciclismo. A ida até Algés para mim foi feita a um ritmo louco, 40-45km/h, o João Santos ainda me tentou ajudar nessa fase a seguir no grupo onde ele ia, mas eu estava totalmente sufocado, descaí, fiquei entre grupos e esperei o próximo que vinha num ritmo mais condizente com o meu.

Na viragem de Algés ainda passei pela frente do grupo durante 1-2kms, e tentei ajudar, acabei por pagar na subida do Alto da Boa Viagem, rebentei e fiquei para traz com mais 3-4 atletas. Fomos trabalhando entre nós, mas não viríamos mais a apanhar aquele grupo. No fim da subida de Paço de Arcos o Sérgio apanha-me, com sacrifício consigo seguir na roda dele. Acabei o ciclismo com uma média de 35,2km/h, é verdade que perdi bastante tempo para alguns dos meus colegas, mas para quem queria fazer 33-35km/h de média foi melhor que o esperado.

Chego ao parque de transições e apesar de ter uma referencia em que sítio estava no parque não encontrava o meu cesto, com o cansaço estava desorientado e apesar do cesto estar mesmo à minha frente não o encontrava...bem foram mais uns 30 segundos perdidos estupidamente.

Na corrida estava com algum receio, tinha treinado na 3ª feira passada ao fim de mais de 1 mês sem correr e tinha tido dores no tornozelo lesionado. A dor estava lá mas menos agressiva, e mesmo não fazendo uma corrida brilhante consegui fazer uma média inferior a 4m30s/km, para quem está meio perneta, sem treinar, e com o cansaço acumulado da prova, nada mau, ainda consegui recuperar algumas posições e acabar com um resultado melhor que no ano anterior, ficando no final com 1h12m04s, a meio da tabela classificativa e a meio dos meus colegas de equipa.

segunda-feira, junho 08, 2015

Swim challenge

Há 3 semanas atrás lesionei-me com uma daquelas entorse bastante agressivas, tornozelo e joelho, e devido a isso tive de falhar o triatlo de Caminha, o que me deixou bastante irritado comigo mesmo. Desde que me lesionei só tenho feito natação, vou tentar introduzir a bicicleta esta semana e ver como me sinto e a corrida ainda estou bastante coxo para começar, vamos lá ver quando retomo.

Como só estou a fazer natação não consigo competir, a não ser em provas de natação por isso este fim de semana foi bom para matar o bichinho da competição e participar no swim challenge de Cascais. A equipa estava lá toda em peso, amigos de outros clubes é sempre uma boa altura para conviver antes e depois da prova, cheguei à praia por volta das 10h e vim por volta das 13h, ou seja, a prova durou cerca de 30 minutos o resto foi convívio...parece-me bem.

Quanto à prova em si, iam participar muitos dos melhores nadadores nacionais, mais de 200 nadadores na linha de partida, ia ser uma enorme máquina de lavar. O meu objectivo era terminar na primeira metade, com o pouco treino que tenho tido não podia pedir mais, em todo caso era uma boa prova para fazer uma natação a fundo visto que quando faço triatlo, a natação costuma ser sempre o segmento que mais poupo e nunca dou o máximo. Até à primeira bóia era quase ir a nadar em cima de corpos, como fico mais ou menos a meio do pelotão é sempre onde há mais confusão. 

A prova consistia num percurso de 2 voltas em que a transição entre voltas era feita num pequeno segmento de corrida na praia. Ao final da primeira volta saio para a areia a correr em passos curtos e a coxear e tentar ignorar a dor mas não agravar a entorse. Ao entrar novamente dentro de água o coração parecia que me queria saltar pela boca, uma sensação terrível de desconforto e descompensação, mas não devo ter sido o único, porque foi nessa altura que ultrapassei mais nadadores.

Acabei a prova no lugar 93 dentro do que pretendia, com o tempo de 34m46s, num percurso que segundo vários GPS contava cerca de 2000m, um pouco mais que a distância de milha (1852m) que deveria ser a distância da prova.

quarta-feira, maio 20, 2015

Fair Play é uma treta

Esta frase já foi muitas vezes dita por intervenientes do desporto rei, mas hoje vou aplica-la a um desporto que pelo menos gosto tanto como o futebol, estou a falar do ciclismo. Na etapa de ontem do Giro de Itália, a etapa número 10, aconteceu algo de um altruísmo louvável que depois acabou por ser penalizado, quanto a mim por falta de tacto, por facto de bom senso.

A menos de 10 kms do fim da etapa quando o pelotão seguia a alta velocidade um dos principais concorrentes à vitória final, o Rickie Porte, teve um furo, para quem seque ciclismo sabe o quão delicada é esta situação pois a distância para o fim já não dá grande margem a recuperação. Numa mostra de grande desportivismo um ciclista de outra equipa, Simon Clarke, também australiano que não tem nenhum objectivo na classificação geral, cedeu a sua roda a Richie Porte para este perder o mínimo de tempo possível. Mesmo assim chegou à meta atrasado 47 segundos em relação ao pelotão, o azar do furo já tinha feito estragos significativos.

Não sou um fã do Richie Porte, sou um fã do ciclismo por isso considero que a minha opinião é imparcial. No final da etapa além do atraso na estrada o Richie Porte foi penalizado em 2 minutos, porquê? Porque foi ajudado por um elemento de outra equipa. E pior, o Simon Clarke que o ajudou em prejuízo próprio também foi penalizado em 2 minutos. Dizia o bom senso que não deveriam penalizar ninguém, para mim claramente não é uma infracção que beneficie através de  "batota" o Richie Porte, porque se fosse um colega da sua equipa e não de outra equipa já seria tudo legal. Se ele se tivesse agarrado a um carro a fingir que estava lesionado e fosse levado pelo carro até ao pelotão se calhar não tinha sido tão penalizado e isso sim seria um batota a sério.

Obrigado senhores comissários de prova por terem seguido os regulamentos à risca e terem tornado a corrida menos interessante, retirando da disputa da prova um dos ciclistas que mais qualidade tinha para discutir o pódio!