segunda-feira, junho 30, 2014

Remada Musa 2014

Esta já é a 3ª vez que participo na Remada Musa, no primeiro ano desisti, o ano passado fiz na categoria livre com todo o equipamento de mergulho, este ano ia tentar novamente acabar na categoria corajoso depois de ter desistido no primeiro ano. Mas este ano levava um reforço de peso, o meu fato de triatlo, frio não ia passar e não ia desistir novamente por hipotermia.


Se no ano passado o meu número tinha sido o 69 este ano voltei a ter um número caricato, o número 13. Numa prova tão longa comecei calmamente tentando ir no meio de um grupo. Sabia que quanto mais saísse para longe da costa melhor, seria uma trajectória mais rectilínea, não podia era falhar as bóias. Ao passar a 3ª bóia o grupo dividiu-se, acabei por ir com outro nadador numa trajectória mais exterior. Curiosamente à passagem da 5ª bóia frente à praia do Tamariz o grupo voltou a juntar-se para passado uns minutos se voltar a dividir. 

Nessa altura fiquei sozinho, 2 nadadores abriram para fora e 2 ficaram mais junto à costa, como já conheço bem o percurso, decidi apontar ao edifício branco, alto um pouco antes da praia de S. Pedro, que era onde estava a meta. Essa altura é chata, há poucas referências visuais para nos guiarmos, e sozinho torna-se monótono. Ainda parei frente ao barco da organização para tirar umas fotos e eles perguntarem-me se estava tudo bem, e lá segui caminho.


Na ponta de S. Pedro vejo os meus dois colegas que tinham ido numa trajectória mais exterior, acho que andaram mais que eu, mas como foram a puxar um pelo outro tinham sido mais rápidos. Naqueles 400m finais até chegar à praia ainda os tentei apanhar, mas levava mais de 50m de atraso e já algum cansaço acumulado, acabei quase em cima deles mas não consegui apanhá-los, devia ter ido com eles quando o grupo se separou mas isso é fácil de analisar depois de ver o resultado. De qualquer modo a prova correu-me muito bem, fiz um tempo que não consigo fazer em piscina, está bem que não tenho o fato para me ajudar na piscina, mas o tempo final de 1h22m foi excelente para mim.


terça-feira, junho 17, 2014

Marginal à noite

Depois de ter baixado dos 40 minutos aos 10kms estava com alguma curiosidade para ver se tinha sido um acaso ou se conseguia manter aquele ritmo. O ano passado a Marginal à Noite tinha-me corrido bastante bem e como já conhecia o percurso não tinha grandes surpresas, sabia o que esperar, era uma vantagem que tinha para este ano.

Apesar de ter chegado 15 minutos antes da partida, o facto de ser uma corrida com muitas pessoas fez com que já ficasse muito atrás, quando passei pela partida já a prova levava 1m50s. O primeiro quilómetro foi para esquecer, muita gente a andar, que não percebo porque querem arrancar à frente já que vão a andar. Vou começar a não ir a corridas de massas que não tenham blocos escalonados de partida, para quem quer ir fazer bons tempos torna-se impossível com a confusão inicial. Só quando dividiram a estrada a meio é que consegui ir a correr no sentido contrário, sem atropelar ninguém, até os primeiros virem de frente, mas também nessa altura já estava bastante adiantado na corrida e os atletas que ali iam já tinham um ritmo muito idêntico ao meu.

Poupei um bocado as forças na última subida, tentei não baixar muito o ritmo, mas poupando um bocado para a descida final. Na descida final deixei sair o etíope e fiz aqueles 800 metros com uma média abaixo dos 3m30s/km, acabando mesmo num bom sprint e com a sensação que poderia ter puxado mais porque aguentava aquele ritmo mais tempo. Acabei com 30m55s, melhorando em 1m20s o tempo que fiz no ano passado.

Dados da minha prova:

  • Tempo de corrida: 30m55s;
  • Passagem aos 5km: 19m47s
  • Média por km: 3m58s
  • Velocidade média: 15,14km/h

quarta-feira, junho 11, 2014

Triatlo de Oeiras

Esta era a segunda prova que tinha no espaço de menos de 20 horas, se no dia anterior tinha batido o meu record aos 10km, este triatlo de Oeiras era para fazer o melhor que pudesse sem grandes objectivos e com o receio de quebrar na parte final devido ao esforço acumulado.

O primeiro segmento prometia, uma ondulação tão forte e alta que só dava para fazer surf, se fosse um banhista lá vinha o nadador salvador a apitar atrás de mim porque não podia ir para a água por estar bandeira vermelha. Muita cacetada como é habitual e dureza até à primeira bóia devido à corrente. Após a viragem da segunda bóia foi um tirinho até à areia. Apesar de não ter sido um grande tempo (pouco mais de 15 minutos), devido à ondulação, no geral até foi bom, fui o 131º em 320 triatletas.

A transição até correu bem e fui para a bicicleta ainda em muito boas condições. Até meio da prova andei quase sempre em grupos, protegendo-me e andado algumas vezes a rondar os 40km/h. Na pequena subida para o Alto da Boa Viagem não consegui seguir no grupo, 2 colegas de equipa conseguiram seguir com o grupo e eu fiquei para trás com o Zé Correia. Tenho de lhe agradecer imenso pela ajuda que me deu naquela fase que ficámos sem grupo, e onde ele puxou mais que eu para irmos apanhando alguns atletas que iam à nossa frente.

A transição para a corrida foi feita bastante rápida, tão rápida que me esqueci de levar o GPS para a corrida. No conjunto das duas transições mais a bicicleta fiz cerca de 39 minutos tendo ficado na posição 202, nada mal mesmo para quem costuma acabar a bicicleta nos 20% piores. Na corrida voltei a sentir-me muito bem como no dia anterior, parecia que ia de mota a passar todos aqueles que iam à minha frente, inclusivamente consegui ultrapassar os meus 2 colegas de equipa que tinha conseguido ir no grupo da bicicleta. Com cerca de 20m30s foi uma corrida excepcional depois de tanto esforço acabei a corrida na posição 97, e melhor que isso, consegui pela primeira vez fazer um triatlo sprint em menos de 1h15m, apesar das condições do mar, apesar do desgaste acumulado, fiquei super contente acabei na posição 145 da geral o que significa que acabei dentro da primeira metade do pelotão pela primeira vez. Foi um fim-de-semana em grande!

segunda-feira, junho 09, 2014

Aquaturismo - Azenhas da Seda

Para quem quer experimentar um pouquinho do nosso maravilhoso Alentejo, com alguma emoção, sem dúvida que as as actividades proporcionadas pelas Azenhas da Seda são algo a experimentar. O programa do fim-de-semana passou por aquapedestre, churrasco, campismo, canoagem (com alguns rápidos) e muita diversão.


Perto de Mora, numa propriedade isolada, mas com imensas condições, desde casas de banho, chuveiros de água quente, cozinha equipada, etc, podemos desfrutar da natureza ao mesmo tempo que temos todas as condições para um conforto bastante aceitável. Gostaria de levar outros amigos a este local pois tenho a certeza que iriam adorar, quem sabe um dia destes eu não volte lá.


BES Run - Lisboa

Não estava com muita vontade de ir até Lisboa para fazer esta corrida, no dia seguinte tinha o triatlo de Oeiras e estava com medo de ir às duas provas e arruinar as duas. Acabei por me mentalizar e ir ver o que dava, visto que novamente ia sair no último bloco de partida, com imensa gente à minha frente e provavelmente ia perder imenso tempo no início, não estava com nenhuma expectativa.

Passado os 2 primeiros quilómetros, 7m50s, não tinha perdido assim tanto tempo a passar a confusão inicial mas ainda estava muito no início, tantas vezes quebrei depois de bons quilómetros iniciais por isso não esta ainda entusiasmado. Nesta altura o vento estava de frente, tentei não me desgastar muito, protegendo-me atrás de outros atletas, esperar para dar a volta no sentido contrário e dependendo do tempo nessa altura, ver o que poderia tirar da corrida. Após a viragem, passagem aos 5 quilómetros, 19m45s, além de não ter quebrado até tinha ganho mais 5 segundos, mesmo com o vento de frente.

Nessa altura acelerei um pouco, comecei a passar diversos atletas e estava a sentir-me muito bem, não estava com aquela sensação de a qualquer altura poder estoirar porque estava acima do meu ritmo, e isso acima de tudo foi o que me fez pensar que podia desta vez baixar dos 40 minutos. Aos 8km estava com 31m35s, continuava a ganhar tempo, agora era quase certo que ia conseguir chegar abaixo dos 40 minutos, nem precisava de puxar muito mais.

No 8º quilómetro voltei a controlar um pouco o esforço, preparando-me para o último quilómetro que era ligeiramente a subir, este foi o meu quilómetro mais lento de toda a prova. Faço a viragem na Praça do Comércio, faltava um quilómetro, agora era sprintar e sofrer até ao final. Passei uma dezena de atletas nesse último quilómetro, apesar de ser a subir foi o meu quilómetro mais rápido da prova. No final um sprint na recta da meta e uma enorme satisfação por ter conseguido um objectivo que nem me tinha passado pela cabeça antes da prova começar.

Dados da minha prova:

  • Tempo final: 39m27s
  • Tempo médio por quilómetro: 3m57s/km
  • Velocidade média: 15,21km/h

terça-feira, junho 03, 2014

Meia Maratona da Areia

Esta prova veio como preparação para a ultra maratona do Atlântico, contudo pelo que me disseram este areal é muito mais plano o que torna tudo muito mais fácil, não podendo ser um bom ponto de comparação. De qualquer modo sempre deu para treinar a corrida em areia que é uma boa dificuldade adicional.


Os 2 primeiros quilómetros ainda consegui ir com o Rui, mas o ritmo estava a tornar-se desconfortável e como ainda era uma meia maratona decidi não embarcar em loucuras maiores e deixei-o ir (ele acabaria no 11º lugar por isso veja-se o ritmo). Até aos 8 quilómetros fui integrado num grupo de 4 corredores, nessa altura apercebi-me que tinha puxado demais e que se não conseguisse controlar o cansaço a coisa ia dar para o torto.

Ao fazer a viragem a metade da prova ainda ia com um tempo bastante bom pouco acima dos 47 minutos o que me daria um tempo final a rondar 1h35m, mesmo muito bom considerando que o piso era areia. O problema era que o vento agora era de frente e como ia sozinho ia a fazer o esforço todo. Quando fui apanhado por um grupo aí consegui descasar um bocado abrigando-me do vento, mas com o decorrer da prova cada vez me sentia mais cansado e acabei por ser incapaz de seguir com o grupo.

Outra coisa que nunca me tinha acontecido, e que aí sim foi um bom teste e aviso para a ultra, foi o consumo de água, fartei-me de beber e de despejar água sobre mim, ao ponto de até correr com a garrafa na mão eu que normalmente me desfaço rapidamente das garrafas depois de um golinho e de despejar um pouco sobre mim. Os últimos 3 quilómetros então e que foram a tortura total, já com a meta a vista parecia uma miragem que cada vez se afastava mais, só via corredores a passar por mim e eu quase a paralisar. Acabei super desgastado mais ainda no lugar 49 sendo outra vez o 22º do meu escalão com o tempo de 1h42m39s.


Dados da minha prova:
  • Tempo final: 1h42m39s
  • Velocidade média: 12,33km/h
  • Tempo médio por quilómetro: 4m52s


sexta-feira, maio 30, 2014

Anúncio da Coca-Cola

Já faz uma semana que fomos fazer parte dos figurantes do anúncio da Coca-Cola, alusivo à final da Liga dos Campeões. Ora aqui fica o resultado das nossas figuras tristes, ainda por cima cortaram os desgraçados do Edgar Silvestre e do Pito, que só à 5ª tentativa é que conseguiu uma Coca-Cola, sobrei eu (com o nome de Armando) e o Tiago Neto. Um dia inteiro, mais de 20 figurantes, para gravar efectivamente praí durante 30 minutos, e no final só apareço eu e o Neto, dinheiro fácil mas para quem já foi figurante em anúncios sabe que é uma monumental seca.


Nunca pensei andar a cantar cânticos de outros clubes que não os meus, até era estranho e tinha de puxar pela imaginação pensado que estava a torcer pelos meus clubes senão saía ainda menos natural. Mas acho que imitei bem um adepto do Atlético de Madrid, até o Futre me veio dar um 'bacalhau' a pensar que eu era do seu Atlético.

segunda-feira, maio 26, 2014

Corrida do Guincho

Devido a ser dia de eleições o percurso da Corrida do Guincho teve de ser alterado, tornando-se um pouco mais curto que o inicial. Os primeiros 2 quilómetros foram bastante rápidos, sempre a descer, ao ponto de ir ainda algo perto da cabeça da corrida. A seguir a isso foi começar a subir e bem, nessa altura devo dizer que me senti algo ofegante e não esperava necessitar de caminhar nas subidas, mas desta vez teve de ser por breves instantes. Após o 1º abastecimento entrámos em empedrado e alcatrão, o restante da subida já consegui fazer muito melhor sem necessitar de parar, estava a começar a controlar a respiração (malditos pólens desta altura do ano, fazem-me sempre lembrar que tenho asma).

Nas descidas técnicas sou algo medroso, se calhar por já ter feito uma entorse, então quando se trata de descer conscientemente nunca vou a fundo de modo a minimizar a perigosidade. No último troço a descer ainda tive de parar breves instantes para prestar auxilio a um senhor que tinha caído e não estava muito bem tratado, esperei até que um colega de equipa ficou com ele e continuei a correr até encontrar alguém da organização para avisar que tinha caído um senhor e que necessitava de auxilio médico.

Comecei a última subida juntamente com mais 3 atletas, ao primeiro esticão ficámos logo com menos 1, e quando a subida aliviou um pouco houve mais um esticão, ainda tentei ir, mas nessa altura o melhor que consegui fazer foi desenvencilhar-me do 3º atleta ficando em posição intermédia. Até ao fim apercebi-me que já não conseguia voltar a apanhar quem ia à minha frente e limitei-me a gerir para os outros 2 que tinham descolado atrás de mim. Acabei com o tempo de 54m49s, na posição 63 de entre 540 atletas sendo o 22º dentro do meu escalão.

Dados da minha prova:
  • Tempo final: 54m49s
  • Velocidade média: 11,17km/h
  • Tempo médio por quilómetro: 5m22s

quinta-feira, maio 22, 2014

Mas qual é a mensagem?

Bem sei que disse que não iria falar de política neste blog, mas vou abrir uma excepção não para falar bem ou mal do partido x ou y, mas simplesmente para escrever sobre a minha visão destas eleições europeias.

Logo à partida eleições europeias têm pouco interesse, vamos eleger alguém para nos representar na comissão europeia, mas vejamos bem, que peso tem Portugal nas decisões da união europeia, nenhum...a não ser que tivéssemos alguém com um discurso eloquente e com poder para influenciar as opiniões dos outros que têm peso político, estas eleições são quase simbólicas.

Depois deste pouco interesse, ainda temos um bando de papagaios à procura do poleiro de Bruxelas, que só dizem aquilo que os líderes de partido querem, os que são governo a falar da obra, os que não estão no governo a falar mal das políticas internas...meus amigos...isto são eleições europeias não legislativas, o que eu quero saber é o que pretendem fazer a nível europeu, como vão defender a nossa nação, que ideias têm, como as pretendem levar avante?

Por tudo isto nestas eleições ou votarei em branco ou num daqueles micro partidos que ninguém ouve falar e sem hipóteses de eleger alguém. Para a próxima transmitam a mensagem do que pretendem fazer...ah e já agora, se não for pedir muito, não encham as caixas do correio e as ruas com lixo de  panfletos que nada dizem, não gastem dinheiro inutilmente, aproveitem esse dinheiro para fazer algo de bom pela nação.

terça-feira, maio 20, 2014

Arrábida à noite

As caminhadas pela Arrábida já começam a ser uma tradição e o desafio deste ano era fazer o percurso de ida e volta, Picheleiros - Portinho da Árrabida - Picheleiros, e para mim havia a acrescentar que saía directo do aquatlo de Setúbal, e tinha de me despachar para o grupo não começar a caminhada sem mim e ainda ter de correr para os apanhar.

A ideia era chegar ao Formosinho a tempo de ver o pôr do sol, então estava tudo motivado e o ritmo inicial foi numa passada larga e rápida, acabámos por chegar muito antes da hora. Após o pôr do sol começar a descer e aí foi a parte mais gira, houve uns malucos que desataram a correr pelo meio dos corredores de vegetação, só com aquele lusco fusco após o pôr do sol.

Chegada ao Portinho da Arrábida por volta das 22h, ainda a tempo para o moscatel da praxe. Conversar um bocado, recuperar energias e uma horinha depois pôr as perninhas a andar para o regresso. O  regresso iría ser feito por um caminho mais longo e menos acidentado que eu ainda não conhecia. O grupo ficou reduzido a menos de metade mas mesmo assim foram 11 bravos/bravas que fizeram o caminho de retorno. Devo dizer que os últimos quilómetros já foram feitos com algum esforço, os pés e tornozelos estavam a começar a queixar-se do terreno irregular. Chegada aos Picheleiros por volta das 2h15m e missão cumprida, venha daí o próximo.