segunda-feira, agosto 03, 2015

Roma - Cruzeiro

Roma, a cidade que já foi o centro do Mundo, a cidade que tem marcas profundas do seu passado e que, tal como Florença, respira a história a cada esquina. Esta sem dúvida foi a excursão mais bem organizada das cinco que fiz, ambos os nossos guias o Paolo e o Vicenzo super simpáticos e sempre disponíveis para esclarecer todas as dúvidas, mostrando bastante conhecimento da história da cidade. Como ir a Roma e não ir ao Vaticano não fazia sentido esta foi a nossa primeira paragem.


Nesta altura enquanto esperávamos para entrar na Basílica, o Paolo começou-nos a falar um pouco de como se inseria o Vaticano dentro de Roma, como eram as relações diplomáticas e quais as regras para entrar dentro do Vaticano. Nisto que um americano sai-se com uma frase que até foi forçada no meio do diálogo que estávamos a ter - "Não deixem é entrar aqui os muçulmanos senão eles vão destruir isto tudo!" - esta afirmação pura de ódio fez-me borbulhar o sangue e tentando ser educado tive de responder, dizendo algo também em inglês como - "É perigoso fazer essa discriminação, há pessoas boas e más em todas as religiões. Se olharmos para os tempos das cruzadas os cristãos também não podiam ser chamados de terroristas?" - mais uns comentários de outras pessoas pelo meio e virei-me para a Ana em português e disse - "É pá estes americanos estão todos formatados da mesma maneira que ideias estúpidas!". 

Bem afinal aquela personagem era descendente de portugueses ou já tinha vivido em Portugal, não percebi bem, e como percebeu o que disse veio tentar explica-se. Nessa altura foi quando me apeteceu pregar-lhe um par de chapadas porque além das ideias estúpidas, ainda foram incutidas por osmose, ele nem era americano. A conversa acabou-se por prolongar durante alguns minutos em que se percebia que ambos discordávamos quase por absoluto mas que estávamos a ser diplomatas, em que ele afirmava que eu pensava assim porque nunca Portugal tinha sofrido ataques mas que no máximo em 10 anos íamos ser atacados, e onde eu respondi que nós sempre fomos um país neutro, que não gostamos de nos por em assuntos dos outros países, e que os EUA só se preocupavam em "libertar o povo" das ditaduras em países onde há petróleo.

Quando estávamos à entrada da Basílica o Paolo voltou avisar-nos novamente que não podíamos entrar com os joelhos visíveis, nessa altura eu e um senhor (por acaso também americano) puxámos os nossos calções para baixo para eles taparem os joelhos e eu digo em tom de brincadeira - "Bem, agora com os joelhos tapados e o rabo à mostra já me deixam entrar na basílica" - e ele responde - "Quer dizer ando sempre a dizer aos meus filhos para puxarem as calças para cima e agora sou eu que estou aqui a mostrar o rabo.". Devo dizer que para mim como ateu que sou, todas estas questões  e discussões religiosas me fazem muita confusão. A basílica é realmente imponente, é ainda maior do que imaginava e a quantidade de história que se pode aprender lá dentro é impressionante. De uma riqueza artística impressionante, e graças às explicações no Vicenzo consegui aperceber-me um pouco da grandeza que aquelas paredes continham.


Saído do Vaticano fomos almoçar ao centro de Roma onde comi o melhor gelado até hoje. A seguir uma pequena caminhada onde me apercebi de uma coisa, os condutores italianos ainda são piores que os portugueses, vários acidentes, os carros riscados, com retrovisores pendurados e pior do que isso, passadeiras para eles deve ser um desenho artístico no chão porque estarem lá ou não é a mesma coisa. E não fosse Itália o país das motas, é uma coisa impressionante a quantidade de motas em Roma, pelo menos não é como em Marselha que quando há trânsito as motas vão passar por cima dos passeios.


Passagem pela Fonte Trevi, que infelizmente continua em obras, mas que deve ser belíssima quando está totalmente operacional, e de seguida para o Coliseu. O Coliseu é algo que se me perguntassem eu dizia que era impossível para a época, é uma construção do século I, que demorou apenas cerca de 10 anos a ser construído e que é maior que um estádio de futebol. Só isto dá que pensar, como é que foi possível com os escassos recursos a coisas que dificilmente se podem comparar com maquinaria, terem construído aquela monstruosidade em tão pouco tempo. Felizmente tiveram a brilhante ideia de impedir a sua demolição ao longo dos séculos, sim não está como originalmente era, mas o que sobrou dá bem para ter uma ideia de quão glorioso seria na época.


Por fim visita ao Fórum Romano, aqui senti que tive pouco tempo, sim deu para aprender alguma da sua história, mas não deu para ver com olhos de ver toda aquela zona. Foi um dia muito bem organizado, deu para ver imensa coisa, e como estávamos numa excursão conseguimos evitar aquelas filas gigantes, conseguindo assim aproveitar melhor o escasso tempo.

sexta-feira, julho 31, 2015

Florença - Cruzeiro

Florença era a paragem que mais me despertava curiosidade, pela história e pela arte, e não fiquei mesmo nada desapontado, das 5 paragens que o cruzeiro fez sem dúvida Florença foi a melhor. O único "senão" desta paragem foi a longa viagem de 150km entre o porto de La Spezia onde o cruzeiro atracou e Florença, 2 horas de viagem de autocarro para cada lado não é nada agradável.


A visita a Florença (ou Firenze em italiano), começou com um pequeno passeio no rio Arno, onde passámos por baixo da Ponte Vecchio, a única ponto que sobreviveu à 2ª guerra mundial. Com uma temperatura de 40ºC, não estava um grande dia para passear a não ser que fosse à sombra, o que vale é que o centro histórico de Florença está todo muito concentrado, não sendo necessário grandes caminhadas para percorrer toda a área, e as ruas são estreitas o que faz com que estejam maioritariamente à sombra dos edifícios.


Depois de passar pela parte de cima da Ponte Vecchio, de ver os típicos cadeados postos pelos namorados presos à ponte, fui para a Piazza della Signoria, para cada lado que olhasse só arte, só esculturas, só edifícios altamente trabalhados. Florença impressiona por isto mesmo, a cada esquina há história, há arte, parece uma cidade perdida no tempo onde tudo o que é artística passou por lá e deixou a sua marca. Nesta praça podemos ver uma série de monumento, estátuas, o Palazzo Vecchio, a fonte de Neptuno, simplesmente impressionante a beleza e quantidade de arte concentrada num só local.

Passagem rápida pela Piazza della Repubblica e a paragem obrigatória no ex-libris de Florença, a Duomo, a belíssima  Catedral de Santa Maria del Fiore, a 5ª maior do Mundo e a maior na altura da sua construção. Construída entre o século XIII e XV um edifício imponente construído em mármore, misturando o branco, verde e rosa. Infelizmente as filas para entrar eram de tal modo grandes que com o pouco tempo que tinha era totalmente impossível de ver por dentro ou sequer de subir à torre Giotto.

Segui em passo apressado para a Basílica de San Lorenzo e Capela Médici que se encontrava com uma exposição de peças em metais preciosos. Tudo isto visitado muito rapidamente, simplesmente espreitando o interior. Passagem pela parte de fora do Palácio Médici Riccardi para mais umas fotos por entre as grades porque não havia tempo para visitar o interior. Já agora aproveito para falar na família Médici, a história de Florença e da família Médici estão intimamente ligadas, a cidade é o que é muito graças a esta família que dominava pelo poder económico visto serem banqueiros, todas estas construções, toda esta arte foi paga na altura pelo banco Médici.

Ao ir em direcção à praça de Santa Croce passei por um edifício com umas belas pinturas no seu exterior, enquanto tirava fotografias veio uma ambulância de onde sai com um paciente e entra dentro do edifício...aquilo era o hospital...até a fachada do hospital parecia um edifício histórico, totalmente integrado na paisagem ao ponto de nem me ter apercebido que era um hospital. A minha visita terminou assim à frente da basílica de Santa Croce, com a sensação de ter visto muita coisa mas ainda mais coisas por ver. Só passei pela parte norte do rio e mesmo isso não consegui entrar dentro de nenhum edifício. Tenho de voltar a Florença numa altura com menos gente por causa das filas, e pelo menos com 3 dias de estadia.

terça-feira, julho 28, 2015

Marselha - Cruzeiro

Marselha foi sem dúvida a paragem que mais me surpreendeu pela positiva, não estudei a cidade e fui agradavelmente surpreendido por uma cidade cheia de história e até certo ponto, muito idêntica a Lisboa, muito transito, uma baixa comercial de linhas rectas, e um monumento no topo da montanha em tudo semelhante a Lisboa. A primeira paragem foi para tirar fotografias à emblemática Château d'If, imortalizada no romance de Alexandre Dumas como a prisão de onde escapou o Conde de Monte Cristo.


O ponto de paragem seguinte foi o monumento no topo da montanha, Notre Dame de la Garde. Uma catedral fantástica que se ergue no topo do monte sobre Marselha, vista de qualquer lado e com uma vista espectacular sobre a cidade. O caminho até lá chegar a cima é que foi algo tortuoso, estradas estreitas, em obras, em hora de ponta, se tivesse feito a pé teria sido mais rápido, ainda por cima tendo trilhos marcados até ao topo. Lá de cima ainda era possível ver o Vélodrome com um design moderno facilmente identificável no meio da cidade. Esta catedral é sem dúvida um dos pontos imperdíveis de quem vai a Marselha. 


Voltámos a descer para a baixa onde tivemos algum tempo para passear. Neste momento quase que parecia que estava no Survival, tinha uma série de pontos que podia visitar e tempo limitado, tinha de decidir o melhor trajecto e que pontos iria visitar. O primeiro sítio que escolhemos foi o Mémorial de la Marseillaise, infelizmente estava fechado para remodelação por isso batemos com o nariz na porta. Seguimos em direcção a um museu que estava assinalado no mapa que tínhamos, mas afinal não era um museu, já tinha sido, mas agora era o Conservatoire National de région - Pierre Barbizet. 

Para contraria a minha ideia que os franceses são antipáticos, todas as pessoas a que pedi informações foram super simpáticas, só falam francês sim, mas tentam ajudar como podem. E aqui no Conservatório houve um simpático senhor que nos mostrou as esculturas que estavam dentro do edifício e simpaticamente ainda nos explicou a história por detrás das obras e os seus autores. O meu francês é muito fraco mas mesmo assim o senhor esforçou-se em explicar tudo, e conseguiu, apesar de eu ter falado pouco consegui apanhar a informação relevante. No final ainda nos convidou para assistir a um concerto que ia ter lugar ao final da tarde, infelizmente nessa altura já estaria de volta ao cruzeiro por isso não seria possível.


Seguimos em direcção à Préfecture des Bouches-du-Rhône. No caminho passámos por uma espécie de mercado de rua onde havia bancas de comida por todo o lado, as lojas tinham bancas do lado de fora, cheiros intensos a caril, peixe, carne, fruta... O edifício da prefeitura estava fechado mas a praça em frente e a fachada fizeram valer a pena a caminhada. Estava na hora de regressar ao cruzeiro, com muita coisa por ver e com vontade de voltar porque tenho a sensação que muita coisa ficou por ver e conhecer.


segunda-feira, julho 27, 2015

Palma de Maiorca - Cruzeiro

A primeira paragem do Allure of the Seas foi na ilha de Maiorca. Já foi há 15 anos que tinha estado em Palma de Maiorca, numa fase diferente, por um motivo diferente, e os únicos sítios por onde voltei a passar e que me recordava deles foram o Tito's e o Pacha. Não é que Maiorca tenha muito para ver além das praias e das discotecas, mas consegui descobrir um pouquinho mais da ilha que me permite dizer que afinal não é só praias e discotecas.

Uma primeira palavra para o nosso guia, acho que foi o primeiro espanhol que vi a tentar falar e comunicar algumas palavras em português apesar de não saber português, além disso conseguia perceber-nos a falar em português, tal e qual como nós conseguimos perceber os espanhóis quando eles falam em espanhol.


Há 15 anos atrás passei mesmo à frente da Catedral de Palma e como é possível que não tenha me apercebido de tal monumento? A catedral do estilo gótico tem a particularidade de ter sido construída a partir de uma mesquita, mantendo alguns traços da mesma nas zonas mais antigas. Frente à catedral a residência oficial da coroa espanhola, mais um edifício belíssimo e facilmente notável de tudo o que está ao redor, e mais uma vez não tinha dado por ele na minha primeira visita a Maiorca.


Estando em Espanha nada mais tradicional que visitar a única praça de touros de Maiorca, na qual é realizada apenas uma corrida de touros todos os anos. Por fim a visita a Palma terminou no exterior do Castelo Bellver, num dos topos mais altos da parte sul da ilha, gostava de ter estado no interior mas já não havia tempo para mais.


domingo, julho 26, 2015

Allure of the Seas

Estou de volta a casa depois de uma semana memorável a bordo do Allure of the Seas, no percurso Western Mediterranean Cruise. Para os meus amigos que diziam que cruzeiros é coisas para velhos a única coisa que posso dizer é - experimentem - depois então voltamos a falar. Sim tem velhos, mas também tem crianças, tem pretos, tem chineses, tem pessoas de cadeira de rodas, tem muçulmanos, tem pessoas bonitas, tem pessoas feias, tem pessoas super interessantes, tem idiotas arrogantes, tem de tudo. Por acaso uma das coisas que me surpreendeu foi não haver nenhum padrão, é muito multi-cultural, há muita cultura diferente para assimilar.

Se tivesse de definir um cruzeiro seria, "Resourt de luxo no qual cada vez que acordas tens à tua porta um sítio diferente para visitar". Às vezes até me parecia algo criminoso o luxo, todos os recursos e mordomias que tinha à disposição, com tantos problemas e carências que o Mundo tem, aquele era um mundinho à parte em que fui um privilegiado durante uma semana de o poder desfrutar. E os fabulosos espectáculos diários que pude assistir, excelentes cantores, dançarinos, músicos, acrobatas, atletas, que a cada show montavam uma experiência única. Certamente irei repetir a experiência e voltarei a fazer outro cruzeiro.

Mas nem tudo são maravilhas, 1 semana parece que me fez regredir 1 ano na minha forma física, comer da maneira que andei a comer só podia dar nisto. No último dia de cruzeiro fui correr para a pista de tartan, há muito tempo que não me custava tanto fazer 10 kms a correr, senti-me pesado, lento, demasiado em esforço para a velocidade que estava a conseguir manter.

Das paragens que o cruzeiro fez e cidades que visitei ainda hei-de de falar mais em detalhe em posts futuros, porque há muita coisa para falar para ser só num único post. Além dos sítios que conheci, o que fica de muito importante são as pessoas que conheci e o prazer que tive de aprender e de ouvir as experiências de vida dessas pessoas.


segunda-feira, julho 13, 2015

Bessone Bastos 2015

Foi a 1ª vez que fiz a travessia Bessone Bastos, nos últimos anos não tenho conseguido ir mas deste ano não passou. Ao contrário de alguns anos anteriores, ontem estava um mar espetacular, um dia bonito sem ondulação, a única coisa era a água que estava gelada, ainda bem que levei fato porque senão parece-me que não tinha coragem sequer de começar.


Conforme comecei percebi que o ritmo estava bastante rápido, ao olhar para o relógio até pensei que havia algum engano no GPS tal estava a ser a média a que estava a nadar. Ao olhar para os nadadores à minha esquerda ainda me apercebi que estavam a andar mais rápido, encostei-me o mais à esquerda possível, saído mais para fora de pé, e passando o mais rente possível às bóias. Parecia que tinha apanhado a autoestrada, a corrente era tão forte que quase não era preciso dar aos braços. Acabei os 2,4kms (segundo o meu GPS não cheguei aos 2,5kms que a prova deveria ter) com 29 minutos!!! Obrigadinho querida corrente, estou desconfiado que se a prova fosse no sentido contrário que ainda hoje estava lá a remar contra a corrente.


quinta-feira, julho 09, 2015

E se os 3 grandes fossem restaurantes de luxo?

Olhando para a pré-época até agora, consigo fazer uma analogia do que se está  a passar com alguns restaurantes, vamos lá ver.

Restaurante da Luz - O master chef quis mudar de ares e a gerência contratou um novo chef. Este novo chef apesar de ter construído uma boa reputação em restaurantes de média gama, nunca precisou de mostrar que era genial, quem comia as suas refeições ficava satisfeito porque não esperava a excelência. Agora é diferente, no restaurante da Luz o nível é altíssimo e exigente, será que está preparado para mostrar o que é preciso? Em relação à matéria prima para os cozinhados ela é basicamente a mesma que era anteriormente, pode não ser a melhor, mas é muito boa.

Restaurante do Dragão - É o único restaurante que o chef se manteve do ano passado, a continuidade da aposta num chef estrangeiro. No ano anterior não mostrou ter a arte suficiente para tornar o restaurante do Dragão no melhor do país, mas será que aprendeu a lição e este ano vai evitar os erros que provocaram algumas refeições de má qualidade? A matéria prima que tinha o ano passado era a melhor do país, e apesar de este ano ter perdido grande parte dessa matéria prima, parece que está novamente a arranjar matéria prima diferente mas de igual categoria, será capaz de repensar as refeições adaptando-as à nova matéria prima?

Restaurante de Alvalade - Apesar de ter um dos mais promissores chef nacionais decidiu ir buscar o master chef ao melhor restaurante nacional do ano anterior. Agora que tem o melhor cozinheiro nacional acredita que é possível tornar-se o melhor restaurante nacional. Mas o melhor cozinheiro do mundo precisa de matéria prima. Num restaurante que o ano passado tinha a pior matéria prima dos candidatos a número 1, será que este ano consegue melhorar a matéria prima? E será que o melhor chef nacional mesmo não tendo a melhor matéria prima consegue servir constantemente as refeições que agradem aos clientes?

domingo, junho 28, 2015

Kart Palmela

Ontem foi dia de team building na Sky com a ida até kartodromo de Palmela. Não me vou alongar muito nos comentários pois deixei no vídeo os meus pensamentos durante a prova. Foi 1 horinha bem passada e espero que este tipo de eventos se possa repetir. A parte mais chata foi ter estado até às 4 da manhã a editar o vídeo, e não foi dos melhores vídeos que já editei.


sexta-feira, junho 26, 2015

Review Garmin Forerunner 920XT

Já há três anos que faço triatlo e começava a sentir falta de algo que, primeiro me ajudasse a analisar o meu desempenho durante e depois das provas, segundo que me ajudasse a planear e a perceber em que ponto estava o meu treino.

Até agora tinha usado como auxílio o Garmin etrex 30, que é um excelente dispositivo mas cujo objectivo não é bem o do triatlo, é óptimo para viajar de bicicleta, programar voltas, orientação, etc, mas que não é nada porreiro no que toca a análise de dados. Para não falar que andar com aquele trambolho na mão durante uma prova não é nada prático, até era conhecido pelos meus amigos como o gajo que andava nas provas com um mega GPS na mão.

Depois de analisar alguns modelos percebi que a diferença de preços entre eles era mínima para um conjunto de características, ou seja, o valor estava directamente relacionado com funcionalidades e não com marcas. Devido a isso acabei por escolher um Garmin, já conhecia a marca e sei que em questão de fiabilidade é brutal, e além disso muitos dos meus colegas de equipa têm diversos modelos da Garmin e todos estão contente, logo a minha escolha foi um Garmin Forerunner 920XT.


Prós:
  • Duração da bateria, mesmo usando GPS para os treinos diários basta carregar 1 vez por semana durante cerca de 3h;
  • Grande quantidade de apps que nos possibilitam uma enorme personalização do dispositivo, desde visores de relógio, múltiplos ecrãs por cada desporto com diversas disposições, configurar o multi-desporto com diversos desportos pela ordem que quisermos;
  • Companheiro virtual / corrermos contra nós próprio para segmentos que já fizemos;
  • Programação de treinos com intervalos de tempos e/ou  intervalos de distâncias;
  • Estatísticas realmente importantes, especialmente conjugadas com a banda peitoral que está longe de tornar o relógio num simples frequencímetro;
  • O site da Garmin que está bem organizado com imensa informação sobre os treinos e estatística relevante;
  • Precisão do GPS mesmo em provas de mar, em que o GPS está depois de  água
  • Na piscina funciona bastante bem, não funcionando com GPS mas sim com o acelerómetro (creio eu), detectando bem o número de braçadas, metros e até o estilo em que se está a nadar.
Contras:
  • Continua a irritar-me o facto de não conseguir aceder aos ficheiros GPX no computador através do sistema de ficheiros, é sempre obrigatório descarregar para o site da Garmin e só depois obter os GPX;
  • Experimentei a APP com um tablet e um telemóvel Samsung com cerca de 1 ano (sistema android) e nenhum deles suporta a ligação ao Garmin Forerunner 920XT atravé de bluetooth;
  • Pouca exactidão do sistema activity tracking. 

segunda-feira, junho 22, 2015

Triatlo de Oeiras 2015

Ainda bem que aquelas temperaturas loucas do dia anterior baixaram radicalmente, estava com algum receio daqueles quase 40ºC que estavam às 11h30m do dia anterior, hora da prova. Um dos momentos importantes da prova aconteceu ainda antes dela começar. As mulheres arrancavam 5 minutos antes dos homens, e quando analisava a trajectória que estavam a fazer dentro de água reparei que quando chegavam à primeira bóia eram empurradas pela maré para a direita e que estavam com alguma dificuldade em voltar à trajectória correcta para contornar a bóia. 

Logo que arranquei tentei posicionar-me o mais à esquerda possível, aproveitei a corrente que até puxava para fora naquela altura e desalinhei propositadamente com a bóia, o que foi bom porque consegui rapidamente evitar aquele emaranhado de corpos provocado por um pelotão com cerca de 400 elementos. À minha direita ia um grande pelotão e eu mais meia dúzia de gatos pingados a fazermos uma trajectória que parecia ridícula. Quando chego aí a 100 metros da bóia vejo aquela massa de corpos a tentar aproximar-se de mim vinda da direita, e mesmo eu que vinha numa trajectória bem fora com a força da corrente quase que falhava a bóia, foi mega confusão. Nessa altura reparo no Ricardo Costa de cabeça de fora a olhar para todo o lado (como é possível ter encontrado alguém no meio daquela confusão) parei e perguntei-lhe o que se passava. Ele com o cansaço de ter estado a lutar contra a corrente estava desorientado, não encontrava a bóia apesar de estar pertíssimo dela. Tive 30s-60s com ele, a agarrar-lhe o braço e a tentar ajudá-lo a ir na direcção correcta até que passámos a bóia. 

Nessa altura fiquei algo chateado com a arbitragem, mas percebo agora a decisão que tiveram, eles deram ordem para as pessoas seguirem mesmo não passando a primeira bóia...sim fiquei prejudicado, mas a integridade dos atletas acima de tudo e com aquela corrente os mais fracos no segmento da natação iam ficar ali o resto do dia a lutar com a corrente até ficarem a boiar de cansaço. Escusado será dizer que com isto entre as duas bóia apanhei com o pelotão todo, inclusivamente com nadadores melhores que eu que se tinha atrasado, foi pior que na saída, não via nada, cacetadas por todo o lado. Bem, foi o segmento de natação mais atribulado que já tive, apesar da minha boa decisão inicial, fiz quase 850 metros (mais 100 metros que a distância oficial) em pouco mais de 14 minutos.

Transição sem grandes problemas e desta vez tinha ideia de me rebentar no ciclismo, devido à minha entorse sabia que não ia conseguir andar ao máximo na corrida, por isso era gastar os cartuchos todos no ciclismo. A ida até Algés para mim foi feita a um ritmo louco, 40-45km/h, o João Santos ainda me tentou ajudar nessa fase a seguir no grupo onde ele ia, mas eu estava totalmente sufocado, descaí, fiquei entre grupos e esperei o próximo que vinha num ritmo mais condizente com o meu.

Na viragem de Algés ainda passei pela frente do grupo durante 1-2kms, e tentei ajudar, acabei por pagar na subida do Alto da Boa Viagem, rebentei e fiquei para traz com mais 3-4 atletas. Fomos trabalhando entre nós, mas não viríamos mais a apanhar aquele grupo. No fim da subida de Paço de Arcos o Sérgio apanha-me, com sacrifício consigo seguir na roda dele. Acabei o ciclismo com uma média de 35,2km/h, é verdade que perdi bastante tempo para alguns dos meus colegas, mas para quem queria fazer 33-35km/h de média foi melhor que o esperado.

Chego ao parque de transições e apesar de ter uma referencia em que sítio estava no parque não encontrava o meu cesto, com o cansaço estava desorientado e apesar do cesto estar mesmo à minha frente não o encontrava...bem foram mais uns 30 segundos perdidos estupidamente.

Na corrida estava com algum receio, tinha treinado na 3ª feira passada ao fim de mais de 1 mês sem correr e tinha tido dores no tornozelo lesionado. A dor estava lá mas menos agressiva, e mesmo não fazendo uma corrida brilhante consegui fazer uma média inferior a 4m30s/km, para quem está meio perneta, sem treinar, e com o cansaço acumulado da prova, nada mau, ainda consegui recuperar algumas posições e acabar com um resultado melhor que no ano anterior, ficando no final com 1h12m04s, a meio da tabela classificativa e a meio dos meus colegas de equipa.