Ora aqui está uma maneira bem gira de tentar ser um melhor programador. Para quem programa com o Visual Studio existe um plugin chamado Visual Studio Achievements, cujo objectivo é analisar o código realizado e assim ir cumprindo missões como se fosse um jogo.
As missões no Visual Studio Achievements podem ir de coisas simples como imprimir o código fonte até ter soluções com 50 projectos lá dentro. Também existem achievements para más práticas que infelizmente não dão pontos negativos mas que no perfil ficam marcadas como já executadas. Fica aqui o link para o meu perfil, até agora ainda me faltam bastantes, mas hei-de lá chegar...
Após o ano passado ter ficado perto do meu objectivo que era fazer os 20km em menos de 1h40m, este ano estava apostado em cumprir esse objectivo. A minha preocupação inicial era o facto de estar constipado, estava entupido e com bastante expetoração o que não facilitava nada a respiração. O dia estava excelente para a prática de atletismo, um sol radiante com uma temperatura amena que não chateava, nem com frio nem com calor.
A prova teve um percurso ligeiramente diferente do ano anterior que até o achei um pouco mais complicado porque em vez de ter uma recta a uma dada altura, fazia um desvio onde era uma descida seguida de uma subida, tirando isso era exactamente igual.
Tempos de passagem:
2km - 10m15s (5m08s por km) - estava extremamente lento, costumo começar as corridas mais forte e bem sei que até aos 2km era praticamente sempre a subir mas tinha de aumentar o passo. A decisão era tentar bater os 1h40m ou então estoirar a tentar, mas não valia a pena continuar aquele ritmo.
5km - 24m35s (4m47s por km) - tinha aumentado um pouco o ritmo aproveitando uma descida acentuada e já estava 25 segundos abaixo do tempo de passagem para o meu objectivo, contudo e curiosamente ainda estava mais lento que no ano anterior no mesmo ponto de passagem.
7km - 34m10s (4m48s por km) - Continuava a conseguir manter o ritmo sem sentir grande desgaste e já estava a respirar bem melhor, muito mais desentupido.
10km - 48m35s (4m52s por km) - Meio da prova, estava com um tempo ligeiramente superior ao que faço em provas de 10km, e 1m25s abaixo do tempo de passagem que necessitava, nesta altura só se desse o estoiro mesmo é que não conseguiria cumprir. Tive esse medo porque ainda estava a meio, mas era tentar continuar ao mesmo ritmo o máximo de tempo que conseguisse.
12km - 58m05s (4m50s por km) - Nesta altura começou-me a doer ligeiramente o joelho esquerdo, e para quem conhece o locar estávamos a chegar ao Guincho e há sempre um forte vento na direcção Guincho-Cascais. Então decidi controlar um pouco o esforço até dar a volta no sentido de Cascais e apanhar o vento pelas costas.
15km - 1h12m50s (4m55s por km) - Já tinha passado a parte mais complicada, apesar de ser ligeiramente a subir o vento pelas costas era uma bênção e estava a sentir-me bem, só faltava 1/4 da prova e agora era dar tudo.
18km - 1h27m30s (4m43s por km) - Nesta altura senti-me bem também a nível psicológico, comecei a
ultrapassar pessoas que tinha visto anteriormente a passarem por mim e
algumas delas até rápido que estavam a começar a andar nas subidas. A partir daqui era sempre a descer até à meta, estava garantido o cumprir do objectivo.
20km -1h36m31s (4m31s por km) - Devo dizer que a primeira vez que olhei para o relógio depois de chegar nem acreditei bem no tempo. Os últimos 2 km senti que estavam a ser feitos bastante rápidos, eram sempre a descer e apanhei a 'boleia' de outro atleta e fomos a puxar um pelo outro até ao final, mas ao ponto de fazer a média de 4m31s/km nos últimos 2km de uma prova de 20km não estava mesmo nada à espera.
Ora aqui fica o vídeo que resumiu a minha viagem para o Algarve de bicicleta, juntamente com o Pedro e o Nuno. Ainda deixo aqui o relato da viagem pelo Pedro.
Depois de no último ano ter feito o Tróia-Lagos em 4 dias desta vez voltei a fazer o mesmo percurso mas com a necessidade de reduzir para 3 dias. Desta vez mudei os meus companheiros de viagem, foram os já habituais amigos destas aventuras o Pedro e o Nuno.
Em relação à última viagem o que posso dizer é que apesar de terem sido muito idênticas em termos de percurso, não há amor como o primeiro. Por outro lado a experiência também é importante e o facto de já saber o que me esperava dava-me algumas vantagens e tranquilidade; locais mais difíceis, erros de trajecto, sítios onde comer e onde dormir, tudo isto eram coisas que conseguia antecipar.
Em relação aos meus parceiros portaram-se como campeões, aguentaram a sua primeira grande viagem com quilometragens diárias a rondar os 80km, em terrenos difíceis e com algum desnível especialmente no 2º dia quando fomos de Porto-Covo até Aljezur, para mim este foi o dia mais complicado. O Nuno fartou-se de sofrer nos últimos 2 dias mas como lhe disse mais vale quebrar do que vergar, e ele conseguiu aguentar tudo apesar de ter ficado KO.
Foi uma viagem fabulosa sem dúvida que também serviu para testar o efeito dos alforges, visto que vão ser necessários na próxima grande aventura que será ir a Santiago de Compostela saído de Lisboa. Tudo correu bem, não houveram quedas tirando uma queda minha parado por os pedais não desencaixarem dos sapatos, e a nível de avarias também nada de significativo tirando um elástico que se enrolou no meu carreto da roda. Vamos à próxima a grande velocidade!
Apesar de não ser um expert em língua portuguesa, percebo claramente que este acordo ortográfico é uma aberração e um atentado à cultura portuguesa e de todos os países da CPLP. Na minha modesta opinião cada país da CPLP apesar de ter como base a língua portuguesa, também introduziu na linguagem tanto falada como escrita alterações que mostram as nossas diferenças culturais.
Desde sempre fui contra o acordo ortográfico, e agora com a decisão patriótica de Vasco Graça Moura de obrigar toda a comunicação do CCB a ser escrita em português de Portugal, esta polémica volta novamente à ordem do dia. Infelizmente temos problemas muito mais graves para resolver e os políticos do nosso país em vez de se preocuparem com os problemas ainda estão apostados em criar novos como neste caso.
Gostava de ter encontrado um vídeo com as declarações de João Pereira Coutinho no TVI24 da última sexta-feira à noite, infelizmente só encontrei a parte final das declarações pois elas explicavam bem o porquê deste acordo ortográfico ser uma abominação.
Tal como demonstra a peça cómica dos Contemporâneos, este acordo ortográfico só foi criado por interesses economicistas sem a mínima preocupação pelo nosso legado histórico. Este blog escreve e continuará a escrever no meu bom português de Portugal.
Aproveitando o frio intenso de ontem o dia foi dedicado a ficar em casa. Uma das coisas que fiz foi ver filmes, e desta vez acertei em cheio, 2 filmes um deles bom o outro fenomenal.
Comecemos pelo bom, The Three Musketeers de 2011. Um versão alternativa desta história já tão usada e abusada pela industria cinematográfica. Por ser tão usada não estava à espera de grandes inovações, mas espanto meu quando vejo que o fio de história original é seguido, contudo com uma realização bastante alternativa. Podem ser notadas influencias de filmes como Missão Impossível, Matrix, Resident Evil ou os tradicionais filmes de artes marciais. Uma menção honrosa para os actores que interpretam os vilões, muito boas representações todas elas. Apesar disto tudo a história decorre fluída sem que a tradicional história e a inovadora interpretação dela choquem, produzindo um filme que me entreteve durante quase duas horas.
O filme fenomenal é o Patch Adams. É um filme marcante, mais um do Robin Williams que me fez lembrar outro grande filme dele o Awakenings. Engraçado que o realizador deste filme se notabilizou por realizar filmes cómicos, contudo este filme apesar de ter um grande cariz cómico, a sua principal característica é a transmissão de emoções e de sentimentos. Mais uma vez este filme vem provar a minha teoria que os melhores filmes são baseados em factos verídicos ou acontecimentos históricos.
A primeira coisa que me passa pela cabeça depois de ter feito o Duatlo do Jamor é que foi uma mega diversão. Começou logo bem, estava eu o Pedro e o Nuno na conversa praí a 50 metros da partida e ouvimos uma buzina, olha estão a chamar para o "aconchego" (termos que usamos quando toda a gente de amontoa junto à partida) para depois darem a partida. Bem, na verdade era mesmo a partida sendo assim conseguimos a proeza de ser os últimos a partir.
Estava um dia fenomenal para a prática de desporto tendo em consideração que o percurso do duatlo era 5km a correr, 14,5km de bicicleta, mais 2,6km a correr, estava soalheiro mas não calor em demasia. Eu tinha como objectivo pessoal acabar a prova em menos de 1h30m mas sabia que tudo dependia do tipo de percurso de bicicleta no qual sou muito mais fraco que a correr. Sabia que nos primeiros 5km a correr teria de os fazer em 22-23 minutos que é o meu normal e que à saída da bicicleta teria de estar com 1h15m de prova senão já seria complicado.
Quando estava a chegar ao fim dos 5km de corrida estava ainda abaixo dos 22 minutos então desacelerei um pouco, seguindo um conselho de um amigo meu triatleta, que me disse que para facilitar a transição para a bicicleta se deve desacelerar a passada para o corpo não sentir tanto a mudança.
À saída do parque de transições tinha 23 minutos de prova, e agora começava a doer e a desmotivar, como sou muito mais fraco de bicicleta no início deste percurso estava constantemente a ser ultrapassado por todos. Estava fisicamente bem mas sabia que não podia ir atrás deles porque ainda faltava muito tempo de prova e sabia que se não fosse ao meu ritmo iria pagar isso mais tarde. Lá comecei a estabilizar num grupo apesar de ter dificuldade a acompanhá-los em algumas subidas, ainda houve duas ocasiões que tive de desmontar e subir a pé, mas nas descidas acabava sempre por recolar com facilidade devido a ter uma capacidade de descida bastante aceitável.
Quando cheguei ao parque de transições ia com 1h12m, excelente dava-me quase garantias que iria cumprir o tempo que queria. Uma opção que tomei antes da prova ao contrário da maior parte dos meus amigos, era de não trocar de calçado nas transições, acabei por poupar em relação a eles talvez 1 minuto nas transições e não quebrar o ritmo, não sei se tivesse sapatos de encaixe se teria recuperado esse tempo na bicicleta. Além disso não conhecia o percurso de bicicleta, e se fosse com os pés encaixados acabaria por não arriscar tanto em algumas descidas e curvas mais apertadas onde acabava por tirar o pé do pedal para fazer a curva mais rápido.
Último percurso 2,6km a um bom ritmo e em ultrapassagem constante a muitos dos que me tinham ultrapassado na bicicleta, aqui entrou a parte motivacional pela positiva. Acabei a prova com o tempo de 1h25m33s, excelente dado as minhas expectativas iniciais. A única coisa que correu pior na prova foi o Pedro ter caído e ter esfolado a palma da mão, mas foi mais o susto infelizmente comprometeu a prova dele pois acho que ele teria conseguido bem melhor se não fosse aquele susto logo no início da bicicleta, que acabou por limitá-lo física e psicologicamente para o que restava. Para acabar em beleza, depois da prova mais 19km a pedalar feitos em 50 minutos para chegar a casa.
Desde Outubro ando a falar com os meus amigos de aventuras de BTT em fazermos o caminho de Santiago de Compostela. Já temos o caminho que vamos percorrer para colocar no GPS, já temos datas planeadas e as etapas decididas. Ainda faltam algumas coisas como em que sítios vamos dormir em alguns dos dias, mas cada coisa a seu tempo.
Este primeiro post sobre o assunto assinala termos adquirido os passaportes/certificados que irão sendo carimbados ao longo da viagem comprovando no final que percorremos o caminho desde Lisboa até Santiago de Compostela.
Podem ir seguindo aqui os relatos de um dos meus amigos que me irá acompanhar.
Após a viagem falhada em Dezembro devido à falta de GPS, desta vez estávamos decididos a conseguir fazer o percurso entre Olhalvo e a Póvoa de Sto. Adrião em BTT. Chegámos a Olhalvo por volta das 9 horas e começámos a trabalhar nas supostas pequenas afinações que tinhamos de dar nas bicicletas. Ao fim de mais de 1 hora lá arrancámos...ou não...andámos praí 100 metros e a bicicleta do Nuno ficou KO, ali estava a nossa primeira baixa.
Já eram quase 11 horas e conseguimos começar efectivamente a andar, passar pelo meio de vinhas, pelo meio do mato, algumas dificuldades de orientação devido a ser a primeira vez que estávamos a usar aquele GPS e devido ao facto do nosso amigo Nuno ter traçado desleixadamente o traçado, obrigadinho Nuno por pensares que as bicicletas têm asas e passam por cima das casas!
Ao fim de mais ou menos 15 quilómetros de muito sobe e desce com cerca de 1h30m a andar tivemos as nossas 2 próximas vítimas, a máquina Go Pro do Pre (o relato dele pode ser visto aqui) que mesmo assim deu para fazer um vídeo porreiro e o primeiro conjunto de pilhas do GPS. Aí nos apercebemos que o GPS tinha tudo ligado e estava a consumir o máximo de energia, mais um erro de inexperiência, desligamos tudo o que era não essencial e o segundo conjunto de pilhas acabou por dar até ao fim da viagem sempre com a bateria no máximo.
Por volta dos 18 quilómetros apanhámos a parte que mais gostei, podem chamar-me de masoquista, mas era lama quase até ao pedais, a derrapar por todo o lado, a uma velocidade mínima. Aqui dei o meu primeiro tombo, ao tentar saltar com a roda da frente por cima de um buraco, quando a roda aterra fica atolada no barro (sim aquilo nem era bem lama) e lá fui com as mãos ao chão. Passada esta parte perder mais algum tempo a limpar as bicicletas que estavam a pesar o dobro.
Mais uns 5 quilómetros e mais um contratempo, o trilho estava mal marcado no GPS pois indicava-nos que tínhamos de andar por cima da linha do comboio, ao darmos uma volta maior a nossa opção para atravessar para o outro lado da linha levou-nos também a ter de atravessar uma ribeira, está bem que a água era só pelas canelas, mas devia ter tirado os sapatos, naquela altura não me chateou mas quando chegámos mais ao final da tarde paguei o facto de ter os pés molhados.
A seguir a isso a primeira grande subida mais ou menos 1km com uma pendente de 10%. 25 quilómetros percorridos e estávamos em Sobral de Monte Agraço, nessa altura começo-me a preocupar bastante, já eram 14 horas e ainda só tínhamos feito 1/3 do percurso. Aí sugeri começarmos a fazer alcatrão para ser mais rápido. Nessa altura seguimos em direcção a Vila Franca, foi um erro devíamos logo ter seguido em direcção a Loures, coisa que só fizemos 10km depois acabando por dar uma volta maior. Por volta dessa altura também comi a minha 4ª e última barra energética. Começámos numa subida que não sabíamos mas tinha a duração de 7 quilómetros e iríamos subir de altitude mais de 200 metros, foi duro, mas foi o último grande obstáculo. Não sabiamos mas se tivéssemos seguido o nosso trilho inicial de Sobral até ao topo desta subida tinha sido mais directo, só daqui para a frente é que devíamos ter feito alcatrão.
A partir daí foram cerca de 25 quilómetros a rolar em que o nosso principal inimigo foi a fome e falta de energia provocada pela mesma, acrescentando ainda o facto de estar a ficar frio porque a noite estava a cair. Chegámos mesmo em cima da hora pois já eram 18 horas e estávamos sem luzes na bicicleta e já não havia luz do dia. No total foram 66km com um desnível acumulado de 1100 metros.
Aprendemos várias lições nesta viagem e espero que com isto para a próxima consigamos seguir à risca o trilho que inicialmente éramos para fazer.
Devo dizer que antes da prova não estava com vontade nenhuma de a fazer, tenho andado constipado e bastante congestionado o que me dificulta a respiração, mas lá fiz um esforço e não faltei à prova que tanto gostei de fazer no ano anterior.
Este ano o tempo estava muito mais agradável, não choveu o que foi bastante positivo. Em relação ao percurso era igual ao de o ano anterior, duríssimo num sobe e desce constante e com uma subida quase constante nos primeiros 2,5km.
Apesar de estar adoentado o tempo final nem foi assim tão mau, demorei 46:43, apenas mais 34 segundos que no ano anterior. Os resultados da prova podem ser vistos aqui.