terça-feira, fevereiro 14, 2012

Tróia - Sagres - Lagos

Ora aqui fica o vídeo que resumiu a minha viagem para o Algarve de bicicleta, juntamente com o Pedro e o Nuno. Ainda deixo aqui o relato da viagem pelo Pedro.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

A repetição do Tróia-Lagos

Depois de no último ano ter feito o Tróia-Lagos em 4 dias desta vez voltei a fazer o mesmo percurso mas com a necessidade de reduzir para 3 dias. Desta vez mudei os meus companheiros de viagem, foram os já habituais amigos destas aventuras o Pedro e o Nuno. 


Em relação à última viagem o que posso dizer é que apesar de terem sido muito idênticas em termos de percurso, não há amor como o primeiro. Por outro lado a experiência também é importante e o facto de já saber o que me esperava dava-me algumas vantagens e tranquilidade; locais mais difíceis, erros de trajecto, sítios onde comer e onde dormir, tudo isto eram coisas que conseguia antecipar.


Em relação aos meus parceiros portaram-se como campeões, aguentaram a sua primeira grande viagem com quilometragens diárias a rondar os 80km, em terrenos difíceis e com algum desnível especialmente no 2º dia quando fomos de Porto-Covo até Aljezur, para mim este foi o dia mais complicado. O Nuno fartou-se de sofrer nos últimos 2 dias mas como lhe disse mais vale quebrar do que vergar, e ele conseguiu aguentar tudo apesar de ter ficado KO.


Foi uma viagem fabulosa sem dúvida que também serviu para testar o efeito dos alforges, visto que vão ser necessários na próxima grande aventura que será ir a Santiago de Compostela saído de Lisboa. Tudo correu bem, não houveram quedas tirando uma queda minha parado por os pedais não desencaixarem dos sapatos, e a nível de avarias também nada de significativo tirando um elástico que se enrolou no meu carreto da roda. Vamos à próxima a grande velocidade!

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Este blog escreve em português

Apesar de não ser um expert em língua portuguesa, percebo claramente que este acordo ortográfico é uma aberração e um atentado à cultura portuguesa e de todos os países da CPLP. Na minha modesta opinião cada país da CPLP apesar de ter como base a língua portuguesa, também introduziu na linguagem tanto falada como escrita alterações que mostram as nossas diferenças culturais.

Desde sempre fui contra o acordo ortográfico, e agora com a decisão patriótica de Vasco Graça Moura de obrigar toda a comunicação do CCB a ser escrita em português de Portugal, esta polémica volta novamente à ordem do dia. Infelizmente temos problemas muito mais graves para resolver e os políticos do nosso país em vez de se preocuparem com os problemas ainda estão apostados em criar novos como neste caso.


Gostava de ter encontrado um vídeo com as declarações de João Pereira Coutinho no TVI24 da última sexta-feira à noite, infelizmente só encontrei a parte final das declarações pois elas explicavam bem o porquê deste acordo ortográfico ser uma abominação.

Tal como demonstra a peça cómica dos Contemporâneos, este acordo ortográfico só foi criado por interesses economicistas sem a mínima preocupação pelo nosso legado histórico. Este blog escreve e continuará a escrever no meu bom português de Portugal.

domingo, fevereiro 05, 2012

Tarde cinematográfica

Aproveitando o frio intenso de ontem o dia foi dedicado a ficar em casa. Uma das coisas que fiz foi ver filmes, e desta vez acertei em cheio, 2 filmes um deles bom o outro fenomenal.

Comecemos pelo bom, The Three Musketeers de 2011. Um versão alternativa desta história já tão usada e abusada pela industria cinematográfica. Por ser tão usada não estava à espera de grandes inovações, mas espanto meu quando vejo que o fio de história original é seguido, contudo com uma realização bastante alternativa. Podem ser notadas influencias de filmes como Missão Impossível, Matrix, Resident Evil ou os tradicionais filmes de artes marciais. Uma menção honrosa para os actores que interpretam os vilões, muito boas representações todas elas. Apesar disto tudo a história decorre fluída sem que a tradicional história e a inovadora interpretação dela choquem, produzindo um filme que me entreteve durante quase duas horas.

O filme fenomenal é o Patch Adams. É um filme marcante, mais um do Robin Williams que me fez lembrar outro grande filme dele o Awakenings. Engraçado que o realizador deste filme se notabilizou por realizar filmes cómicos, contudo este filme apesar de ter um grande cariz cómico, a sua principal característica é a transmissão de emoções e de sentimentos. Mais uma vez este filme vem provar a minha teoria que os melhores filmes são baseados em factos verídicos ou acontecimentos históricos.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Duatlo do Jamor 2012

A primeira coisa que me passa pela cabeça depois de ter feito o Duatlo do Jamor é que foi uma mega diversão. Começou logo bem, estava eu o Pedro e o Nuno na conversa praí a 50 metros da partida e ouvimos uma buzina, olha estão a chamar para o "aconchego" (termos que usamos quando toda a gente de amontoa junto à partida) para depois darem a partida. Bem, na verdade era mesmo a partida sendo assim conseguimos a proeza de ser os últimos a partir.


Estava um dia fenomenal para a prática de desporto tendo em consideração que o percurso do duatlo era 5km a correr, 14,5km de bicicleta, mais 2,6km a correr, estava soalheiro mas não calor em demasia. Eu tinha como objectivo pessoal acabar a prova em menos de 1h30m mas sabia que tudo dependia do tipo de percurso de bicicleta no qual sou muito mais fraco que a correr. Sabia que nos primeiros 5km a correr teria de os fazer em 22-23 minutos que é o meu normal e que à saída da bicicleta teria de estar com 1h15m de prova senão já seria complicado.

Quando estava a chegar ao fim dos 5km de corrida estava ainda abaixo dos 22 minutos então desacelerei um pouco, seguindo um conselho de um amigo meu triatleta, que me disse que para facilitar a transição para a bicicleta se deve desacelerar a passada para o corpo não sentir tanto a mudança.

À saída do parque de transições tinha 23 minutos de prova, e agora começava a doer e a desmotivar, como sou muito mais fraco de bicicleta no início deste percurso estava constantemente a ser ultrapassado por todos. Estava fisicamente bem mas sabia que não podia ir atrás deles porque ainda faltava muito tempo de prova e sabia que se não fosse ao meu ritmo iria pagar isso mais tarde. Lá comecei a estabilizar num grupo apesar de ter dificuldade a acompanhá-los em algumas subidas, ainda houve duas ocasiões que tive de desmontar e subir a pé, mas nas descidas acabava sempre por recolar com facilidade devido a ter uma capacidade de descida bastante aceitável.

Quando cheguei ao parque de transições ia com 1h12m, excelente dava-me quase garantias que iria cumprir o tempo que queria. Uma opção que tomei antes da prova ao contrário da maior parte dos meus amigos, era de não trocar de calçado nas transições, acabei por poupar em relação a eles talvez 1 minuto nas transições e não quebrar o ritmo, não sei se tivesse sapatos de encaixe se teria recuperado esse tempo na bicicleta. Além disso não conhecia o percurso de bicicleta, e se fosse com os pés encaixados acabaria por não arriscar tanto em algumas descidas e curvas mais apertadas onde acabava por tirar o pé do pedal para fazer a curva mais rápido.


Último percurso 2,6km a um bom ritmo e em ultrapassagem constante a muitos dos que me tinham ultrapassado na bicicleta, aqui entrou a parte motivacional pela positiva. Acabei a prova com o tempo de 1h25m33s, excelente dado as minhas expectativas iniciais. A única coisa que correu pior na prova foi o Pedro ter caído e ter esfolado a palma da mão, mas foi mais o susto infelizmente comprometeu a prova dele pois acho que ele teria conseguido bem melhor se não fosse aquele susto logo no início da bicicleta, que acabou por limitá-lo física e psicologicamente para o que restava. Para acabar em beleza, depois da prova mais 19km a pedalar feitos em 50 minutos para chegar a casa.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Passaporte para Santiago de Compostela

Desde Outubro ando a falar com os meus amigos de aventuras de BTT em fazermos o caminho de Santiago de Compostela. Já temos o caminho que vamos percorrer para colocar no GPS, já temos datas planeadas e as etapas decididas. Ainda faltam algumas coisas como em que sítios vamos dormir em alguns dos dias, mas cada coisa a seu tempo.

Este primeiro post sobre o assunto assinala termos adquirido os passaportes/certificados que irão sendo carimbados ao longo da viagem comprovando no final que percorremos o caminho desde Lisboa até Santiago de Compostela.


Podem ir seguindo aqui os relatos de um dos meus amigos que me irá acompanhar.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Olhalvo - Póvoa Sto Adrião em BTT

Após a viagem falhada em Dezembro devido à falta de GPS, desta vez estávamos decididos a conseguir fazer o percurso entre Olhalvo e a Póvoa de Sto. Adrião em BTT. Chegámos a Olhalvo por volta das 9 horas e começámos a trabalhar nas supostas pequenas afinações que tinhamos de dar nas bicicletas. Ao fim de mais de 1 hora lá arrancámos...ou não...andámos praí 100 metros e a bicicleta do Nuno ficou KO, ali estava a nossa primeira baixa.

Já eram quase 11 horas e conseguimos começar efectivamente a andar, passar pelo meio de vinhas, pelo meio do mato, algumas dificuldades de orientação devido a ser a primeira vez que estávamos a usar aquele GPS e devido ao facto do nosso amigo Nuno ter traçado desleixadamente o traçado, obrigadinho Nuno por pensares que as bicicletas têm asas e passam por cima das casas!

Ao fim de mais ou menos 15 quilómetros de muito sobe e desce com cerca de 1h30m a andar tivemos as nossas 2 próximas vítimas, a máquina Go Pro do Pre (o relato dele pode ser visto aqui) que mesmo assim deu para fazer um vídeo porreiro e o primeiro conjunto de pilhas do GPS. Aí nos apercebemos que o GPS tinha tudo ligado e estava a consumir o máximo de energia, mais um erro de inexperiência, desligamos tudo o que era não essencial e o segundo conjunto de pilhas acabou por dar até ao fim da viagem sempre com a bateria no máximo.


Por volta dos 18 quilómetros apanhámos a parte que mais gostei, podem chamar-me de masoquista, mas era lama quase até ao pedais, a derrapar por todo o lado, a uma velocidade mínima. Aqui dei o meu primeiro tombo, ao tentar saltar com a roda da frente por cima de um buraco, quando a roda aterra fica atolada no barro (sim aquilo nem era bem lama) e lá fui com as mãos ao chão. Passada esta parte perder mais algum tempo a limpar as bicicletas que estavam a pesar o dobro.

Mais uns 5 quilómetros e mais um contratempo, o trilho estava mal marcado no GPS pois indicava-nos que tínhamos de andar por cima da linha do comboio, ao darmos uma volta maior a nossa opção para atravessar para o outro lado da linha levou-nos também a ter de atravessar uma ribeira, está bem que a água era só pelas canelas, mas devia ter tirado os sapatos, naquela altura não me chateou mas quando chegámos mais ao final da tarde paguei o facto de ter os pés molhados.
A seguir a isso a primeira grande subida mais ou menos 1km com uma pendente de 10%. 25 quilómetros percorridos e estávamos em Sobral de Monte Agraço, nessa altura começo-me a preocupar bastante, já eram 14 horas e ainda só tínhamos feito 1/3 do percurso. Aí sugeri começarmos a fazer alcatrão para ser mais rápido. Nessa altura seguimos em direcção a Vila Franca, foi um erro devíamos logo ter seguido em direcção a Loures, coisa que só fizemos 10km depois acabando por dar uma volta maior.  Por volta dessa altura também comi a minha 4ª e última barra energética. Começámos numa subida que não sabíamos mas tinha a duração de 7 quilómetros e iríamos subir de altitude mais de 200 metros, foi duro, mas foi o último grande obstáculo. Não sabiamos mas se tivéssemos seguido o nosso trilho inicial de Sobral até ao topo desta subida tinha sido mais directo, só daqui para a frente é que devíamos ter feito alcatrão.

A partir daí foram cerca de 25 quilómetros a rolar em que o nosso principal inimigo foi a fome e falta de energia provocada pela mesma, acrescentando ainda o facto de estar a ficar frio porque a noite estava a cair. Chegámos mesmo em cima da hora pois já eram 18 horas e estávamos sem luzes na bicicleta e já não havia luz do dia. No total foram 66km com um desnível acumulado de 1100 metros.

Aprendemos várias lições nesta viagem e espero que com isto para a próxima consigamos seguir à risca o trilho que inicialmente éramos para fazer.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Resultado da São Silvestre da Amadora 2011

Devo dizer que antes da prova não estava com vontade nenhuma de a fazer, tenho andado constipado e bastante congestionado o que me dificulta a respiração, mas lá fiz um esforço e não faltei à prova que tanto gostei de fazer no ano anterior.


Este ano o tempo estava muito mais agradável, não choveu o que foi bastante positivo. Em relação ao percurso era igual ao de o ano anterior, duríssimo num sobe e desce constante e com uma subida quase constante nos primeiros 2,5km.

Apesar de estar adoentado o tempo final nem foi assim tão mau, demorei 46:43, apenas mais 34 segundos que no ano anterior. Os resultados da prova podem ser vistos aqui.

Alguns dados da minha prova:
  • Tempo de prova: 46m43s;
  • Média por cada quilómetro 4m40s;
  • Velocidade média 12,84 km/hora;
  • Passagem aos 5km: 23m05s

quinta-feira, dezembro 22, 2011

A lei seca

A conselho do meu amigo Pedro Santos comecei ontem a ver a série Boardwalk Empire. Ao contrário da maior parte das séries que vejo que são de Sci-fi, esta é uma série de cariz histórico com uma forte componente cultural que me agrada bastante. Apesar de só ter visto os 2 primeiros episódios fiquei bastante satisfeito e expectante com os próximos episódios. Mais uma nota, num filme de gangster quem melhor para realizar o primeiro episódio que não o Martin Scorsese?

Esta série fala da época histórica da lei seca, uma lei que como é reconhecida por unanimidade foi um erro histórico. Ao ver a série facilmente fiz um paralelismo com os tempos actuais, e como diz o proverbio, se não aprenderes com a história estás condenado a cometer os mesmos erros, creio que o que se passa hoje no que toca às drogas é igual ao que se passou com o álcool naqueles tempos. Senão vejamos, quais foram as consequências da introdução da lei seca, quem bebia continuou a beber e às vezes até mais porque o fruto proibido é o mais desejado, houve uma abrupta escalada de preços pago pelo consumidor final, traficantes enriqueceram, novas formas de criminalidade e aumento da mesma (referência da série a Al Capone). Aliado a isto ainda podemos dizer que o Estado não beneficia dos impostos destas vendas que agora são ilegais, e sim podem chamar-me de oportunista das desgraças dos outros, mas não é isso exactamente que acontece com o tabaco?

Tudo isto me leva a muitos pontos de interrogação. Será que não seria mesmo melhor legalizar as drogas, pelo menos as leves? Que dizem os estudos da experiência holandesa? Que ficaria prejudicado se as drogas fossem legalizadas?

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Lisboa - Olhalvo de bicicleta

Pela 2ª vez eu e os meus amigos do costume (Nuno, Pedro e Jorge) fomos de casa do Nuno em Lisboa até Olhalvo de bicicleta. Desta vez a ideia seria fazer não pela estrada nacional mas por trilhos o que aumentaria a dificuldade e a distância consideravelmente.

Logo pela manhã quando me levantei percebi que a coisa não ia ser fácil, estava um frio intenso e pelo que tinha visto na meteorologia iam estar nuvens baixas todo o dia. Chego a casa do Nuno por volta das 8h, ainda comemos e por volta das 9h saímos. Um frio terrível ainda para mais para mim que sou super magro o frio afecta-me imenso.


Começámos logo por trilhos, tudo muito molhado, muita lama e muito muito mas mesmo muito frio, não sentia os dedos quer das mãos quer dos pés. Passado 40-50 minutos de estarmos a andar o Nuno reparou que o GPS dele tinha passado de 100% de bateria para cerca de 30%, isto era um problema pois o trilho que tínhamos estava lá marcado e como não conhecíamos o caminho sem GPS ia ser difícil chegarmos a Olhalvo. Provavelmente a bateria tal como eu não se deu bem com o frio e descarregou daquela maneira inesperada.


Lá fomos obrigados a desfiar para a estrada nacional e a irmos por um caminho que já conhecíamos. Visto que o caminho era mais simples a opção para tornar a viagem mais interessante foi tentar manter o ritmo elevado. Apesar de estarmos com bicicletas e pneus de BBT conseguimos manter um ritmo a rondar os 25km/h. 


O tempo manteve-se sempre bastante frio e cada paragem que fazíamos para comer ou para verificar qualquer coisa na bicicleta tornava-se um tormento para arrancar novamente. À chegada a Alenquer comecei a sentir dificuldades em respirar, muita humidade e muito frio o que não favorece nada os asmáticos. Tive de pedir para baixar-mos um pouco o ritmo e aqueles últimos 10km foram feitos mesmo assim a 15-20km/h. à chegada a Olhalvo não sentia mãos nem pés, mal consegui tirar as luvas porque tinha as mãos inchadas do frio. E despir-me para entrar na banheira...outra guerra, não tinha força ou sensibilidade nas mãos para puxar a roupa para fora do corpo, ainda por cima os calções de ciclismo são de licra e ficam justos ao corpo...que filme!

A viagem acabou por ficar um pouco arruinada, a volta que era para ser feita também de bicicleta no domingo acabou por ficar cancelada, quando acordámos no domingo estava a chover e nevoeiro, então decidimos não arriscar.