Primeira prova do troféu de Oeiras é a milha de Queijas e este ano era no dia a seguir à meia maratona dos Descobrimentos. Escusado será dizer que estava moído do dia anterior, mas como era uma milha não havia grande coisa a gerir, era tentar dar o máximo com as dores e bolhas que tinha ganho no dia anterior. Pareceu-me que saí bem, no entanto fui logo passado por um colega de equipa que nem consegui seguir, não queria forçar porque sabia que depois do retorno era ligeiramente a subir e não podia ficar sem combustível. Ainda antes do retorno ultrapassei o meu colega de equipa, mantendo sempre um ritmo constante. Após o retorno foi sofrer um pouco para não quebrar até ao final. Acabei com 5m50s, melhor 6 segundos que o ano passado e ainda por cima a distância este ano era ligeiramente superior. Mesmo desgastado do dia anterior consegui melhor que o ano passado, nada mau.
quarta-feira, dezembro 10, 2025
terça-feira, dezembro 02, 2025
Meia Maratona dos Descobrimentos
Esta era uma prova que me estava entalada, depois dos excelentes tempos nos distantes anos de 2013 e 2015, há dois anos atrás quando fiz a minha última meia maratona o tempo foi miserável e com muitas dificuldades para acabar, tendo inclusivamente andado. Este ano com treino queria vingar-me dessa prova.
Na sexta-feira anterior à prova tive o jantar de empresa e numa conversa descobri que um colega iria também fazer a prova e tinha o mesmo objetivo que eu, terminar abaixo 1h35, ou seja, fazer uma média inferior a 4m30s/km. Combinámos então fazermos a prova juntos para nos entre ajudarmos. A ideia dele seria fazer os 3 primeiros quilómetros a 4m30s e depois baixar para 4m25s. Para mim estava bom, já há 2 anos não fazia uma meia maratona e ser conservador não me pareceu má ideia. Logo no arranque tive de resfriar o meu ímpeto, senão fosse o Danilo a marcar o ritmo eu tinha logo ali pisado o acelerador e não sei que impacto negativo teria mais à frente. A partir dos 3 quilómetros então acelerei um pouco e fui tentando controlar sentia-me bastante bem, mas não queria ter nenhuma quebra.
E assim fomos nós, aquele ritmo certinho. Aos 10kms, pouco depois do Cais do Sodré, estávamos com 44m23s, a margem não era muita, no entanto tínhamos mais de 30 segundos de margem, era só manter o ritmo. Estava a sentir-me mesmo bem, apesar de ter tido um ligeiro episódio de asma nos dias anteriores, a respiração estava controlada, o ritmo cardíaco controlado e sem dores musculares. Estava com aquela sensação que corria facilmente 30kms aquele ritmo, esperava que nenhuma quebra acontecesse entretanto. Fui sempre falando com o Danilo para ir sabendo as sensações dele porque estava a notar algum desconforto na fala ofegante.
Por essa altura sentia-se um pouco de vento de frente e eu avisei-o para se abrigar atrás de outro corredor e poupar energias. Quase a chegar ao retorno aos 12kms, ele perde uns metros para mim, desacelerei um pouco para ele recolar, mas percebi que ele estava a esticar o elástico e podia partir a qualquer momento. Falei com ele mais um pouco para o motivar e ver se ele seguia comigo, enquanto a minha fala continuava confortável, ele já pouco conseguia falar. O vento estava pelas costas e o ritmo tinha aumentado ligeiramente só por esse facto, o esforço continuava a ser o mesmo.
Já depois de termos passado o Terreiro do Paço, e já quase com 15kms de prova ele disse-me para seguir que tinha de abrandar que já não aguentava mais. Nem disse nada para o forçar a seguir-me porque já estava à espera que acontecesse, e para ele era melhor meter o ritmo dele para não perder muito mais tempo até ao final.
Como me estava a sentir bastante bem acelerei só um pouco, menos 5 segundos ao quilómetro, ainda faltavam 6kms para terminar e a ideia era fazer 3 quilómetros aquele ritmo e depois nos últimos 3 quilómetros dependendo no que ainda tivesse acelerava mais. Três quilómetros a 4m20s e estava na altura de queimar tudo até ao fim. Estava por baixo da ponte 25 de Abril e quase já cheirava a meta, meto um ritmo mais forte ali nos 4m10s-4m15s/km e era dar tudo até ao final. Nessa altura passa o Joel por mim e aproveito a boleia e vou com ele. No entanto ele estava a fazer a 4m/km, e eu não estava confortável por isso passado uns 500 metros tive de o deixar ir e tentar recuperar para o ritmo que estava anteriormente. Até ao final foi tentar dar o meu máximo, sabia que claramente iria acabar abaixo de 1h35m, mas queria fazer o melhor possível. No final o tempo oficial de chip foi 1h33m01s, bem abaixo do meu objetivo e como me senti tão bem acredito que se tivesse arriscado um pouco mais no início podia ter-me aproximado de 1h30m. Fica para a próxima...
quarta-feira, novembro 19, 2025
Helloween + Beast In Black - Campo Pequeno
Primeira vez a assistir um concerto no Campo Pequeno, e passou a ser o meu sítio preferido para ver concertos, em ambos os concertos de Beast In Black primeiro, e Helloween depois, o som estava impecável, sem distorções, simplesmente perfeito. Inclusivamente, ao filmar com o telemóvel normalmente o som fica irreconhecível, neste caso percebe-se perfeitamente a música.
Os primeiros a entrar foram os Beast In Black, que eram a banda suporte. Quando os vi há 2 anos atrás achei que ao vivo ainda lhes faltava ali qualquer coisa, o som era diferente do som gravado, apesar de ter gostado não achei que tivesse sido uma apresentação que fosse de encontro ao que se ouve nos álbuns. Desta vez um belo concerto, som perfeito, apresentação perfeita, boa interação com o público, obrigado Helloween por terem trazido uma banda de suporte tão boa que eu iria ver o concerto só por eles. Gostei tanto do concerto que me virei para o Daniel (que veio de Barcelona para ver o concerto) e disse-lhe - os Helloween vão ter dificuldade em fazer melhor que eles, meteram a barra lá em cima! - voltem rápido que voltarei a ver e continuarei a seguir a sua carreira de perto.
sexta-feira, novembro 14, 2025
Viagem a São Miguel
Depois do relato das partes atribuladas da viagem, vamos lá então à parte que interessa, a parte que correu bem. A única vez que tinha ido a São Miguel tinha sido há 15 anos atrás, por isso muita coisa mudou e apesar de ter memórias dos sítios quando passava por lá, a maior parte das coisas foi um redescobrir. E quando chegámos chovia torrencialmente mas tivemos sorte, acabámos por apanhar só chuva à chegada na quinta feira e depois no domingo, no dia em que viríamos embora, por isso o tempo até acabou por colaborar conosco.
Como apanhámos uma aberta nessa tarde que chegámos, e não sabíamos como iria estar o tempo o resto dos dias, fomos até ao miradouro da Lagoa das Sete Cidades. Uma vista fantástica sobre a lagoa, o lado azul e o lado verde bem distintos. Descida até à lagoa e um passeio numa das margens da lagoa azul, num sítio lindíssimo sem turistas.
No dia seguinte fui "à caça" da fábrica das queijadas de Vila Franca do Campo, tinha de mostrar à Liliana uma das maravilhas da ilha. Seguimos dali para a Lagoa das Furnas. Como nós gostamos muito de caminhadas decidimos aproveitar o bom tempo a e bela natureza para fazermos uma caminhada à volta da Lagoa, demorou algum tempo, mas valeu muito a pena.
Sábado, era o último dia completo que tínhamos, por isso seria mais um dia a sair cedo do hotel e visitar o máximo de coisas possíveis. Primeira paragem na Caldeira Velha, mas como não tínhamos reserva não conseguimos entrar, aproveitámos e fizemos reserva para o dia seguinte no primeiro turno, de modo a termos tempo de voltar ao hotel e fazer o checkout. Viagem curta até às plantações de chá da Gorreana onde visitámos a fábrica e fizemos uma pequena caminhada nas plantações de chá. Seguir para o Parque Terra Nostra. Para mim o sítio mais bonito em São Miguel, está bem que as águas termais não se comparam aos outros lados, parece água com lama quente, tem aspeto sujo, contudo o parque é lindíssimo, simplesmente adorei o passeio que fizemos pelo parque.
sexta-feira, novembro 07, 2025
Viagem atribulada
A ideia era aproveitar um fim de semana prolongado, sair a uma 4ª feira à noite e voltar no domingo à noite, destino, Edimburgo, um dos destinos que tinha muita curiosidade em conhecer. Uma das coisas que nem costumamos fazer é planear o que fazer no destino, e desta vez até isso fizemos, tínhamos uma lista de sítios a visitar e tempo que demorávamos a fazê-lo. Voo por volta das 20h30m, chegar ao aeroporto por volta das 18h, mais do que tempo para passar o controlo, ainda para mais só com malas de cabine. E ali estávamos nós à espera para entrar no avião, eu, a Liliana e a Clara, mas como tínhamos bilhetes de staff teríamos de ficar para o fim. Problema, o avião estava em overbooking...quando chegamos para entrar o avião estava cheio e qual foi a solução, podem ir mas nos jump seat, a Clara não pode ir ou então só vai um de vocês. Vá lá, tentem outra vez, agora com uma solução realista. Ainda tentei propor que se algum outro passageiro não se importasse de trocar com um de nós para a Clara poder ir sentada ao colo de um de nós, ou no extremo se outro passageiro pudesse levar a Clara ao colo na descolagem e na aterragem de modo a irmos todos, mas nada nos foi permitido.
Tentámos logo arranjar outra solução como algum voo com escala que nos possibilitasse chegar durante o dia seguinte, mas tudo estava já overbooking por isso essa não seria a solução. Ainda remarquei o voo para o dia seguinte mas a partir de Faro, no entanto quando chegamos a casa começamos a fazer contas, e se o comboio não se atrasasse tínhamos só 1h30m para apanhar o avião, e o mais provável era atrasar o comboio.
Foi aí que a Liliana teve outra ideia, temos estes 4 dias que íamos aproveitar, para Edimburgo não vai dar que tal tentarmos os Açores, São Miguel, isto por volta das 22h. Ver se à disponibilidade de voo, preço do hotel, aluguer de carro...tudo acabava por ficar mais barato inclusive que ir para Edimburgo. Marcar tudo à pressa pois o voo era às 6h e rezar para que desta vez tudo corresse bem. Poucas horas de sono e lá voltamos ao aeroporto. Estamos a passar o controlo e desta vez decidiram embirrar com o meu desodorizante, que tinha passado sem problema umas horas antes, sim a embalagem era de 150ml superior a 100ml permitidos, mas estava praticamente vazia. Este detalhe pode parecer irrelevante, mas mais à frente vai fazer sentido.
Bem desta vez o voo foi limpinho, tinham muitos lugares vazios e até deu para irmos um ao lado do outro. Mas esta viagem estava condenada a ter contratempos e estava para continuar. Chegamos a São Miguel e chovia torrencialmente, íamos para Edimburgo sem chuva e agora em São Miguel chovia copiosamente. Dirigimo-nos para a rent a car, creio que por volta das 8h30m, muito cansados aquela hora da manhã e ainda para mais com a Clara que não parava. Nessa altura pediram-nos uma caução de 2800€!!! Só um dos nossos cartões de crédito possibilitava esse valor que era da Liliana. Apesar do saldo ser inferior pagámos de modo a ter saldo, voltamos ao balcão. A reserva estava em meu nome e o cartão no nome da Liliana, não era possível...grrrrrrr...estavam mesmo a querer irritar-me. Além disso como a reserva tinha sido feito à pressa tinha-me enganado nas horas, só podia levantar o carro às 11h30m e pior que isso, no dia que viríamos embora queria entregar o carro só às 17h porque o avião era às 20h e a entrega estava para as 11h30m. Pedi para estender por umas horas e por essa extensão pediram-me o dobro do dinheiro que iría pagar pelos 4 dias de aluguer. Estava tão danado com o complicar de tudo que me borrifei para eles e marquei um aluguer com outra empresa, que acabei por pagar ainda menos do que iria pagar ali.
Lá nos foram buscar ao aeroporto e recolhemos o carro sem qualquer problema. Aproveitámos estar perto de um centro comercial e fomos comprar desodorizantes para mim e para a Liliana. Como só andávamos com a mochila da Clara, colocámos os desodorizantes na mochila para ser mais fácil. O resto do dia aproveitámos para passear e até correu bastante bem, voltando ainda cedo para o hotel pois estávamos muito cansados e precisávamos por as horas de sono em dia para aproveitar o resto da estadia.
No dia seguinte acordamos e eu tinha deixado a mochila da Clara no carro, então fui até ao carro buscar os desodorizantes. Abro a bagageira do carro e a mochila da Clara esta toda aberta com as coisas espalhadas no porta bagagem. Liguei à Liliana a perguntar se tinha sido ela a fazer aquele lindo serviço, ao que ela me respondeu que não. Começo à procura dos desodorizantes e não estavam lá, provavelmente tinha deixado o carro aberto durante a noite, com o cansaço não o devo ter fechado, e tinham assaltado o carro. Felizmente as carteiras, chaves, documentos tudo tinha ido conosco, o que me lembrei logo foi como voltaria se ficasse sem cartão do cidadão. Ao princípio nem fiquei nada chateado, 2 desodorizantes e 2 frascos pequenos de creme da Clara, estávamos a falar de 10€, não era nada significativo. Mas depois a Liliana lembrou-se do meu casaco que eu tinha deixado no porta bagagens, bolas, além de ter sido a prenda que ela me tinha dado no natal, o valor monetário do casaco e provavelmente ainda me ia fazer falta durante a estadia. O resto da estadia até correu bem, mas todas estas coisas foram demasiado atribuladas e provocaram um nervosismo totalmente desnecessário a umas férias que por definição é um período de relaxamento.
quinta-feira, outubro 09, 2025
Corrida do Tejo
Este post já vem com algum atraso, mas não tenho andado com muita inspiração ou vontade para a escrita, por isso tenho retardado a escrita deste post.
A corrida do Tejo é uma das corridas que me dá mais prazer fazer, porque foi das primeiras corridas que fiz quando voltei a correr, porque é uma corrida interessante para fazer bons tempos, porque gosto do percurso, etc. A única coisa que não gosto muito é a data da prova, a seguir às férias de Verão, onde normalmente a forma não é a melhor. E este ano aconteceu mesmo isso, três semanas a fazer quase nada a não ser descansar, comer e beber, e depois numa semana tentar recuperar disso para estar pronto para a corrida.
Sabia que não estava na minha melhor forma, contudo o objetivo seria sempre fazer menos de 45 minutos, ou seja, fazer melhor que 4m30s/km. Começa a corrida, e eu como estava nos primeiros blocos de partida, consegui desde o início ter um bom ritmo e estável. Nos dois primeiros quilómetros fiquei bastante surpreendido com o meu ritmo, ali bem perto dos 4min/km e sem grande esforço, não esperava mesmo nada estar a sentir-me tão bem. Subida ao alto da boa viagem e não sendo fácil, o ritmo sendo mais lento devido à inclinação, mesmo assim estava a ultrapassar muita gente e a sentir-me rápido. Quando estou perto do retorno junto à bomba de gasolina começo a ter um grande desconforto intestinal, cólicas e uma vontade de ir rapidamente à casa de banho. Ao virar e começar a descer, na altura que podia acelerar, tive de me conter e tentar controlar o desconforto, para não ter de parar e essencialmente, porque não tinha nenhum lugar para ir à casa de banho.
Fui controlando o desconforto e aos 5 quilómetros estava com o tempo de 21m53s, ainda com uma margem segura para fazer abaixo dos 45min finais, no entanto sabia que os 2 primeiros quilómetro tinham sido muito bons, se continuasse a perder tempo como nos 3 seguintes era difícil acabar abaixo dos 45min. O desconforto intestinal não passava, por isso o objetivo passou a ser fazer 4m30s/km, de modo a não perder mais tempo. Quando aos 8 quilómetros fui apanhado pela bandeira do ritmo 4m30s/km, e passado umas centenas de metros não consigo seguir com a bandeira fiquei preocupado. No entanto, nessa altura eu até estava a correr a 4m20s-4m25s/km, o corredor com a bandeira estava a um ritmo superior ao que devia. Apesar das dores abdominais, tentei acelerar nos últimos 500 metros. O tempo final de 44m04s até foi bastante bom, quase não perdi tempo na segunda parte da corrida apesar de não me sentir bem. A bandeira dos 45min deve ter acabado para aí com 43m30s, quase que me ia enganando.
segunda-feira, julho 21, 2025
Swim GP 2025 - 20Km
sexta-feira, julho 11, 2025
Corrida da Próstata 2025
Esta seria mais uma corrida para ajudar a Liliana, e não reverter a lesão que estava a debelar há duas semanas, por isso a ideia seria ir ao ritmo dela e não forçar. Começa a corrida e queria manter o ritmo nos 6min/km, com o objetivo de fazer a Liliana acabar os 10kms abaixo de 1h de corrida. Desde o início ela não se mostrou nada confortável, tentei que ela se abrigasse do vento atrás de mim, no entanto ela não estava mentalmente preparada para o esforço e sentia-se algo cansada.
Por volta do 4 quilómetros de prova parou, dei-lhe algumas palavras de força de maneira a que recomeçasse a correr o mais depressa possível para não perder tempo, mas não era o dia dela. Após começarmos a correr bastante devagar ela disse-me que iria ficar na primeira passagem da meta, voltei a andar com ela a tentar que ela não desistisse, mas não era o dia dela.
Passei na meta a meio da prova com cerca de 30 minutos de prova, ou seja, mesmo com as paragens para andar era possível terminar a prova em menos de 1h. Como me estava a sentir bem decidi acelerar um pouco até um ritmo que fosse confortável a rondar os 4m30s/km. Apesar de estar sempre com um olho no gémeo esquerdo, a tentar perceber se teria algum desconforto, o único desconforto que sentia era do ritmo ter aumentado o gémeo parecia estável. Como não senti nada durante 2 quilómetros, quis aumentar mais um bocadinho nos 3 quilómetros finais para 4m15s/km de modo a testar um pouco mais o gémeo. Felizmente tudo correu bem e sem dores acabei a prova com 51m07s.
domingo, junho 22, 2025
Marginal à noite
Estive até à última hora para decidir se ia fazer esta prova ou não. Depois de me ter lesionado na corrida de Santo António passei a semana fazer gelo e a pôr pomada no gémeo esquerdo a tentar recuperar minimamente de modo a conseguir fazer a prova. Acabei por ir à prova mas não ia forçar nada ia só rolar sem forçar o gémeo. Então o objetivo passou ser ajudar a Liliana a conseguir fazer a prova em menos de 50 minutos.
Ao ver a partida ao longe, tive aquela sensação de desânimo, de querer estar a competir na minha melhor forma, de querer estar ali a sofrer a correr ao meu ritmo, a fazer o meu melhor. Mas de todo não o podia fazer, passado menos de 1 quilómetro de prova ao ritmo da Liliana, comecei a sentir uma pequena pressão no gémeo, não podia de todo apertar mais. A Liliana estava a conseguir fazer um bom ritmo, quase sempre abaixo dos 6min/km, por isso se não quebrasse seria relativamente fácil fazer abaixo dos 50 minutos. Como começámos muito atrás tivemos de ultrapassar muitos corredores, é uma das críticas fortes que tenho à organização desta prova, que tem piorado de ano para ano, a prova/estrada não tem capacidade para tantos corredores, são só duas faixas para cada lado que não suportam tantos corredores, aliás durante alguns quilómetros os corredores tiveram de ocupar as 4 faixas e só quando os primeiros corredores começaram a vir no sentido contrário é que deixaram de ocupar as faixas em sentido contrário.
No retorno estávamos com 22m30s, ou seja, estávamos muito abaixo para acabar nos 50 minutos e o desafio passava a ser manter o ritmo para fazer abaixo dos 45 minutos. Na subida de Paço d'Arcos foi a pior fase, a Liliana começou a querer quebrar e tive de motivá-la pois a dificuldade até ao final era só aquela. Quando começámos a descer para a meta percebi que era possível fazer abaixo dos 45 minutos, era só apertar um bocadinho. Num esforço final chegámos à meta com o tempo de 44m53s, ótimo tempo para a Liliana e para mim foi positivo conseguir fazer a prova toda até ao fim, mesmo que tenha sido a um ritmo mais baixo.








