segunda-feira, março 23, 2015

Meia maratona de Lisboa

Depois de ontem ter descarregado a minha fúria em relação à organização da prova hoje vou falar da prova em si. Esta meia maratona de Lisboa não estava nos meus planos iniciais por isso acabei por chegar à prova com alguma carga de treino, mais do que se recomendaria se quisesse fazer um bom tempo de prova. De qualquer modo a minha ideia era começar a correr a uma velocidade que me desse para bater o meu record e no final logo se veria.

Como no primeiro quilómetro perdi imenso tempo graças à confusão até chegar à avenida de Ceuta apertei um pouco o passo de modo a recuperar o tempo perdido. Consegui recuperar o tempo e aos 7kms (1/3 da prova) estava com 29 minutos, ou seja dava para um tempo final pouco acima de 1h27m. Aos 10kms estava com 42 minutos, ou seja ainda estava 30 segundos abaixo do tempo mas tinha perdido metade da minha margem em 3kms.

Se a temperatura estava boa até aí, mais ou menos por volta dessa altura as nuvens começaram a desaparecer e comecei a sentir algum desconforto com o calor, tanto ao nível do tronco como nos próprios pés, os meus ténis novos são bastante quentes e estava a começar a ficar com bolhas. Aos 14kms (2/3 da prova) já estava ligeiramente acima de 1 hora de prova, nessa altura percebi claramente que já não estava com pernas para aumentar o ritmo, que o cansaço acumulado dos treinos tinha deixado as suas marcas.

Nessa altura passou um grupo de corredores do Atibá tentei segurar a corda deles de modo a não morrer até ao final. Lá fui aguentando protegido do vento atrás deles só focado em conseguir seguir aquele ritmo. No último quilometro tentei sair do grupo com um pequeno esticão, mas estava mesmo sem forças, saí mas não me consegui distanciar mais de 5 segundos. Acabei a prova algo amassado ainda distante do meu objectivo, mas nesta altura da época foi o melhor que consegui fazer.


Dados da minha prova:
  • Tempo final: 1h32m45s
  • Tempo médio por quilómetros: 4m23s /km
  • Velocidade média: 13,65 km/h

domingo, março 22, 2015

Como não organizar uma prova

Vou já avisando que este é um post de 'mau fígado', vou disparar chumbo em todas as direcções por isso se não tiverem para aturar um rabugento podem já parar de ler. Hoje participei na prova Meia Maratona de Lisboa e quando digo prova é mesmo PROVA, não é FESTA, só é festa para a organização que está a fazer dinheiro, os participantes devem encarar como uma prova. Se calhar enganados pela organização, há alguns participantes que vão para a festa, tirar fotografias, fazer vídeo, falar do que vão fazer para o jantar, falar da nova telenovela da TVI, etc. Eu quando vou para uma festa realmente vou para me divertir e conversar, quando vou para uma prova vou para sofrer, vou para dizer 'Porque é que o filho do meu pai se mete nisto?', 'Onde estava eu com a cabeça quando decidi vir fazer a prova?', 'Com tanto sítio agradável para estar que faço aqui?', etc.

E como as pessoas se deixam levar pela organização e vão para a festa, a própria organização tem obrigação de melhorar a experiência da corrida para todos os participantes. Se os participantes que vão para a festa em vez de começarem a andar no final deixando quem quer participar na prova correr à vontade, gostam de se meter no meio da confusão, então a organização tem de tomar medidas, senão a experiência é má para todos, quem quer correr não consegue, quem quem ir passear anda constantemente a levar encontrões de quem vem de trás a correr.

Pronto já sei que vão dizer, 'Chegasses mais cedo à partida!', por acaso até cheguei e por acaso isto é uma prova, não é a fila para uma repartição da segurança social. Ainda podem dizer, 'Se queres sair lá da frente fizesses uma inscrição VIP!', mas agora dinheiro é indicativo que se corre mais? Sim isto é uma maneira da organização ganhar mais dinheiro.

O que acaba por acontecer é o mesmo que se me pusessem na partida dos elites, só estaria lá a estorvar os outros, a organização ainda não se lembrou de cobrar uma entrada especial para fazer a partida com os de elite, mas seria a mesma coisa que as entradas VIP. Aquela partida vez-me lembrar as partidas dos triatlos, aqueles primeiros metros dentro de água são só cacetadas, mas eu estou mentalizado para isso, não refilo nem ninguém refila, quem não quer levar cacetada deixa o pelotão sair para a água, aguarda uns segundos e depois entram dentro de água.

E para não dizerem que estou só a criticar e que criticar é fácil, arranjar soluções é que é difícil aqui ficam 2 sugestões.

1) Partidas escalonadas como acontecem já em muitas provas, em que os participantes comprovam o seu tempo de entrada e depois são alinhados na partida dos mais rápidos para os mais lentos, super simples, porque correr a meia maratona para 1h15m é diferente de correr para 1h30m que é diferente de correr para 2h que é muito diferente de correr para 2h30m, e há participantes para todos estes leques de tempos e muito mais.

2) A partida da meia maratona não pode ser ao mesmo tempo que a partida da mini maratona, não há espaço para tanta gente. E mais uma vez aponto aqui as baterias à organização, bem sei que fechar a ponte deve ser caro e tê-la fechada durante mais tempo diminuiria a margem de lucro da organização. Idealmente nem deveria ser no mesmo dia ou então teria 2h de diferença entre partidas, se calhar 90% das pessoas na mini maratona vão andar não vão correr, por isso comparando com os corredores da meia maratona são simplesmente obstáculos no seu caminho.

E agora a cereja no topo do bolo, depois de acabar a prova e cortar a meta havia tanta gente não sei bem saída de onde, quais toupeiras a saltarem de buracos no chão, que sair da zona dos gradeamentos levou quase tanto tempo como a correr a meia maratona (sim estou a exagerar, mas depois de tanta confusão estava com menos paciência que no trânsito em hora de ponta, com orçamentista a parar porque há um acidente no sentido contrário).

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Locais onde já trabalhei

Hoje apeteceu-me fazer um pequeno exercício de memória, tentar recordar-me de todos os locais por onde já trabalhei. Vamos lá ver, para o mês que vem faz 10 anos que comecei a trabalhar, ao longo destes 10 anos passei por 5 empresas diferentes. Dentro de cada empresa trabalhei em diversos locais, o que pelas minhas contas, e se não me esqueci de nenhum, perfaz um total de 18 locais. 

Alguns locais foram só durante um mês, outros mais de um ano, muitas pessoas conheci, muitos amigos fiz e alguns deles em sítios que até trabalhei pouco tempo, e à outros ainda que me acompanharam em diversos locais. Se me esqueci de algum sítio peço que alguém que tenha trabalhado lá comigo me recorde e dos sítios que estão marcados se quiserem assinalem que trabalharam lá comigo. 


Ao olhar para o mapa até dá para me interrogar, como aceitei ir trabalhar para a Urbanos? Ir para a outra margem já me parece algo estranho, mas ir para S. Julião do Tojal que é exactamente na ponta oposta de onde moro...

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

20km Cascais 2015

Como é tradição não há 20km de Cascais sem chuva, e mais um ano, mais uma partida à chuva. Este ano tinha como objectivo fazer menos de 1h25m, já a pensar no outro objectivo que é fazer a meia maratona em menos de 1h30m.

Logo ao princípio do 2º km apanhei o Clélio, o ritmo estava bom e fomos juntos a puxar um pelo outro mais ao menos até ao primeiro abastecimento ao quilómetro 5. Nessa altura estava com 21m39s, precisava de fazer a passagem aos 21m15s por isso já estava algo atrasado, está bem que a parte mais difícil a nível de altimetria já estava passada mas ainda faltava apanhar o vento  de frente no Guincho.

Como é um sítio que costumo treinar e já fiz esta prova várias vezes, sabia que até darmos a volta no Guincho o vento seria praticamente sempre frontal, a estratégia é sempre a mesma, ir atrás de alguém o mais alto possível para não dar o peito ao vento. Aos 10km estava com 43m02s o que significava que ainda estava mais longe uns segundos do meu objectivo, devia estar a passar a 42m30s, se aos 5 quilómetros estava 24s atrasado agora estava 32s.

Já depois da viragem por volta dos 12kms vem o Tiago Neto que vinha a fazer uma corrida de trás para a frente, disse que ao início não tinha ido ao choque mas que tinha estado sempre a 10s-15s de distância de mim. Foi uma altura óptima, até à subida para a Casa da Guia fomos os 2 juntos a um ritmo certinho e sabia que senão perdesse a corda até poderia conseguir chegar abaixo de 1h25m. Na subida para a Casa da Guia tive mesmo de ir ao limite, as minhas pernas estavam a doer por todo o lado mas sabia que era a última dificuldade. Consegui aguentar ao lado do Neto, mas durante o abastecimento frente à Casa da Guia comecei a pagar a factura, deixei o Neto distanciar-se 3-4 metros que nunca mais consegui recuperar. Ainda fiz um forcing no 19º quilómetro mas estava demasiado desgastado e acabei por cortar a meta mesmo no limite das minhas capacidades.


Cortei a meta com 1h25m39s, falhei por pouco o meu objectivo e como calculava se tivesse conseguido ir com o Neto tinha chegado dentro do tempo pois ele fez 1h24m59s, mesmo o tempo que queria fazer. De qualquer modo fiquei contente fiz uma coisa que muito raramente faço, e em provas de mais de 10km foi a primeira vez que fiz, que foi fazer a 2ª metade da corrida mais rápida que a primeira, significa que estou a conseguir manter o ritmo mesmo aumentando a distância das provas.

Este já é o 5º ano que faço esta prova e fazendo aqui uma pequena viagem pelas provas dos anos anteriores constato uma coisa, de ano para ano tenho conseguido melhorar os meus desempenhos, pensar que em 5 anos numa prova de 20km melhorei 15 minutos é algo que me deixa bastante contente.

2011 - 1h40m32s
2012 - 1h36m31s
2013 - 1h32m14s
2014 - 1h27m51s (prova de 21kms em que na passagem aos 20kms ia com este tempo)
2015 - 1h25m39s

De ano para ano tem sido mais difícil retirar tempo, vamos lá ver se para o próximo ano consigo baixar de 1h25m, acho possível mas começo a chegar a um ponto que cada segundo a menos me custa um imenso sacrifício.


Dados da minha prova:

  • Tempo final: 1h25m39s
  • Tempo médio por quilómetros: 4m17s/km
  • Velocidade média: 14,01km/h

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Transplante de bonsai

Um dos momentos mais críticos no que toca a cuidar de um bonsai é o transplante. 

Porquê fazer o transplante? 
Porque temos uma pequena árvore, que apesar de pequena tem grandes necessidades nutricionais como qualquer árvore, e ao contrário de uma árvore na natureza, tem uma área confinada para as raízes do tamanho do seu vaso. É necessário renovar o solo, assim como limpar as raízes menos interessantes para o crescimento da árvore.

Quando e de quanto em quanto tempo deve ser feito o transplante?
Para uma árvore saudável o transplante no mínimo deverá ter um intervalo de 2 anos, podendo mesmo chegar a 5 se for uma árvore mais adulta num vaso maior. A regra normalmente que sigo é ao final dos 2 anos se as raízes não estiverem estranguladas no vaso e se o solo se apresentar ainda com boas características de drenagem então deixo estar e espero mais um ano. A altura do ano é esta em que estamos, final do inverno, início da primavera. Mas para ser mais exacto devemos ir observando a árvore se estamos a pensar em transplantá-la, e quando o processo de brotação começar a dar o mínimo sinal de estar a começar então essa é a altura ideal, em árvores de folha caduca isto é ainda mais visível. É importante ser nesta altura para se aproveitar ainda algum adormecimento da árvore, porque quando a árvore é transplantada fica mais frágil e depois de já estar com a folhagem completa já teve um grande desgaste, logo não a podemos sujeitar a ter um novo desgaste para se recompor do transplante. A minha sugestão, que vale o que vale, quando o transplante não é feito na altura certa é preferível aguardar mais um ano para o transplante.

Que vaso e que terra/solo devo utilizar?
A maior parte das pessoas quando pensa em transplantar um bonsai pensa num vaso maior, e normalmente esta é uma ideia errada, a maior parte das vezes não se troca o vaso. De uma forma grosseira, a altura do vaso deve ser da altura da base do tronco, mas claro que existem casos que não respeitam esta regra especialmente devido a alguns estilos, nomeadamente o estilo cascata. Quanto ao solo depende do tipo de árvore e das suas necessidades de água, se estiver a falar por exemplo de uma Taxodium (sobre a qual já escrevi anteriormente) o terreno tem de ser menos poroso se estivermos a falar de uma Serissa (que vou utilizar neste post mais à frente para demonstrar o transplante) claramente tem de ser um terreno mais poroso. Em caso de dúvida utilizar um terreno mais poroso, a desvantagem é ter de regar mais vezes se estivermos errados, se utilizarmos um solo menos poroso numa árvore que não goste tanto de água corremos o risco de apodrecer as raízes.

Fazer o transplante
A estrela deste transplante será a minha Serissa, curiosamente nunca falei aqui sobre ela e é a árvore que está à mais tempo comigo sendo este já o 2º transplante que lhe faço.


O primeiro passo é retirar o bonsai do vaso como se retira uma qualquer flor do vaso. Se estiver muito preso costumo passar uma faca junto o bordo do vaso para desprender a terra do vaso.


Agora vem a parte que normalmente é mais chata, remoção da terra das raízes. É bom tentar tirar toda a terra, mas se por algum motivo existir alguma zona mais complicada, mais vale deixar um pouco de terra antiga do que partir raízes boas. A técnica que para mim funciona melhor é usar um jacto de água na terra. Uso um arame para esgravatar a terra e depois com o jacto de água normalmente a terra solta toda.


De seguida é a parte tecnicamente mais complicada, depois das raízes estarem limpas da terra deve-se remover entre 1/4 a 1/3 das raízes. Como escolher as raízes? Como se vê na imagem anterior as raízes onde a água estão a bater são claras, estas raízes estão saudáveis, em primeiro lugar devemos procurar raízes escuras e quebradiças o que significa que estão em apodrecimento e não estão lá a fazer nada. Contudo num bonsai saudável não é natural ter raízes apodrecidas por isso a ideia é retirar parte das raízes saudáveis.

Existem 2 tipos de raízes, as de absorção que servem para retirar os nutrientes e água do solo, são as raízes finas com um género de micro vilosidades, e as raízes de sustentação, mais grossas e que servem para agarrar a árvore ao solo. Neste caso vamos querer remover as raízes de sustentação, além de não contribuírem para o crescimento do bonsai são as que ocupam mais espaço dentro do vaso. Mas atenção à regra de 1/3, numa árvore que já tratemos há algum tempo ou que o antigo dono tenha tido cuidado nos transplantes prévios, não é normal encontrar muitas raízes de sustentação pois elas vão sendo removidas ao longo dos transplantes anteriores. Contudo bonsais importados é normal retirarmos a terra e depararmos-nos com 3-4 raízes de sustentação, nestes casos aconselho a remover 1-2 raízes no máximo para não debilitar muito o bonsai, e deixar as restantes para remover num futuro transplante.


Agora é altura de voltar a colocar o bonsai no vaso e fixa-lo visto que lhe tirámos as raízes de sustentação e essencialmente o desprendemos do solo. Primeiro agarramos em 2 arames e entrelaçamos  os 2 no ser meio, ficando com um género de dois Y como se vê na imagem anterior.


Coloca-se agora um quadrados de rede de escoamento em cada buraco do vaso e fazem-se passar duas pontas do arame por cada buraco, ficando a parte do arame que está entrelaçado entre os dois buracos, na parte de baixo do vaso.


A partir de  agora não há grande ciência, é colocar uma ligeira camada de solo no fundo vaso e espalhar por cima um pouco de estimulante radicular. No meu caso eu utilizei o Rhiza Bonsai, mas poderá ser outro com o mesmo princípio. No caso do Rhiza Bonsai, no mercado português ou se compra directamente na Luso Bonsai ou poderá ser adquirido num qualquer Leroy Merlin.

Coloca-se agora o bonsai no vaso e está na altura de o  prender com os arames. A técnica consiste em pegar nas duas pontas do lado esquerdo por exemplo, e passá-las para o lado direito do bonsai, entrelaçando-as uma à outra junto do tronco do bonsai, repetir o mesmo processo com as pontas do lado oposto. O bonsai deverá ficar suficientemente preso que se consiga agarrando no bonsai de modo que o vaso não caia apesar de só se agarra no bonsai, e ao mesmo tempo não deverá estar demasiado apertado de modo a não ferir o tronco com o aperto dos arames.


Como se removeu cerca de 1/3 das raízes está na altura de remover 1/3 da folhagem. Isto é necessário essencialmente nas árvores de folha não caduca, e é necessário porque visto que temos menos raízes para absorver nutrientes e a árvore está debilitada, logo também tem de ter menos folhas a exigirem esses nutrientes e a forçarem a planta a um desgaste maior. Facilmente se nota a diferença da folhagem da primeira imagem que coloquei para esta última imagem.

Finalmente cobrir com solo, nunca o calcando, somente dando pequenas sacudidelas para ele cair pelo meio das raízes, pode-se ir regando para ajudar o solo a entranhar-se pelo meio das raízes. Agora e durante um mês deve-se dar especial atenção a este bonsai, não apanhar vento, não apanhar sol em demasia e não regar com produtos que possam queimar as raízes que estão frágeis por terem sido cortadas. Pessoalmente a única coisa que costumo acrescentar à água nas regas é Bio Bonsai.

terça-feira, janeiro 27, 2015

Parabéns a mim

Este é o último ano com um digito, este blog faz hoje 9 anos, quase com uma década...quem diria que teria uma vida tão longa e que aparentemente ainda está para durar, deve ser por não ter sido afectado com os cortes na saúde, como não tem reforma o governo também não se importa que continue vivo.

Assim de repente só me consigo lembrar de um hobby que faço há mais tempo ininterruptamente que escrever no blog, que é a natação, o que ajuda a explicar a quantidade de vezes que 'meto água', mas vá lá o blog vai-se mantendo à tona e ainda não parece ter sinais de ir ao fundo.

Daqui a 1 ano cá estarei (espero eu) para comemorar 1 década, até lá muitos disparates, idiotices, inutilidades e afins serão escritas por aqui, não esperem grande melhoria porque isto não é como o vinho do Porto quanto mais velho melhor, bem pelo contrário isto com  idade só tem tendências a piorar.

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Sanitizar HTML por javascript

O significado da palavra sanitizar neste contexto significa limpar o HTML de código potencialmente malicioso, seja ele introduzido propositadamente (na maior parte das vezes) ou seja inadvertidamente por desconhecimento. No caso de utilizar a sanitização por javascript é importante notar que estamos a sanitizar HTML que apenas pode estar errado por desconhecimento de quem o insere, ou então é necessário voltar a revalidar a sanitização do lado do servidor, pois quem quer introduzir especificamente código malicioso facilmente ultrapassará uma limpeza por javascript.

Estando esta salvaguarda feita e querendo eu fazer a sanitização por javascript, andei à procura de algumas bibliotecas de javascript que me pudesse auxiliar, pois de certeza que já mais gente precisou disto. Acabei por fazer uma pré selecção das 3 seguintes:
A primeira é uma biblioteca que inclusivamente é utilizada pelo google, mas ao ler a documentação não  fiquei esclarecido  como se utilizavam as whitelist, e como estava a perder já mais tempo do que eu achava que era razoável acabei por desistir de usar esta biblioteca, inclusivamente ainda andei a olhar o código desta biblioteca e não fiquei convencido que suporte whitelists, mas ao mesmo tempo acho estranho que algo utilizado pelo Google seja tão limitado!

A terceira biblioteca utiliza outras bibliotecas do NPM, e como considerei que era um absurdo a quantidade de bibliotecas que era necessário fazer download para algo tão simples como limpar HTML não gostei muito da solução.

Acabei por escolher a 2ª opção, simples, e em menos de 30 minutos tinha o meu problema resolvido. Gostei da flexibilidade como são definidas as whitelists, não gostei dos nomes das API, não são nada indicativos do que são mas olhando a documentação rapidamente se percebe como se faz. Já existem 3 whitelists disponibilizadas pela biblioteca com diferentes níveis de restrições mas é facílimo definir novas whitelists personalizadas. Deixo aqui um pequeno exemplo de uma possível implementação:

    var sanitizer = new Sanitize({
        elements: ['p','h1','h2','h3','a','b','i','br','ul','ol','li'],
        attributes: {
            a: ['href'],
            '__ALL__': ['width', 'height']
        },
        protocols: {
            a: { href: ['https'] }
        }
    });

    $(".inputToSanitize").each(function (index) {
            
            var sanitized = sanitizer.clean_node($(this).html());
            $(this).html(sanitized);
    }

quarta-feira, janeiro 14, 2015

Não somos só futebol

Com todo o mérito que tem, nos últimos dias só se ouve falar de Cristiano Ronaldo e da 3ª bola de ouro, esquecendo a imprensa portuguesa (excepção ao Jornal de Notícias de hoje) de outros feitos desportivos portugueses além fronteiras.

Falo especificamente do Dakar, provavelmente a prova motorizada mais dura do Mundo, especialmente depois de se ter mudado para a América do Sul e que acontece todos os anos durante os primeiros dias do ano. Quem viu a etapa de 2ª feira no deserto de sal, que com a chuva se tornou num pântano de sal com temperaturas quase negativas, e depois de passar por isso ainda chegaram ao verdadeiro deserto de areia com temperaturas elevadíssimas, tudo isto ainda potencializado com a altitude quase sempre acima dos 3000m, percebe claramente o porquê da dureza desta prova, que etapa verdadeiramente épica para ser recordada.Talvez por gostar de motas, por haver portugueses a dar cartas nesta disciplina e porque acho que é maneira mais dura de se fazer o Dakar, este é um evento desportivo que acompanho todos os anos dando especial atenção às motas.


Nos últimos anos a KTM tem dominado incontestavelmente, mas este ano e até agora os pilotos portugueses da Honda Paulo Gonçalves e Hélder Rodrigues têm tido uma prestação brilhante a honrar o nome da marca e o nome de Portugal. Para se ter a noção, e a imprensa desportiva não realça isto, em 9 etapas há 3 vitórias portuguesas! Hélder Rodrigues já ganhou duas vezes e o Paulo Gonçalves ganhou uma vez, não fosse a etapa de 2ª feira onde o Hélder teve problemas mecânicos e estaria agora muito perto do pódio, em relação ao Paulo ocupa agora um 2º lugar na classificação geral. Faltam agora 4 etapas já com alguma distância de segurança para o 3º lugar é esperado que o Paulo ataque o primeiro classificado o espanhol Marc Coma. Pela experiência e qualidade do espanhol acho muito difícil recuperar o tempo, mas pode sempre acontecer uma queda ou uma avaria mecânica, é o Dakar, por isso há ainda uma réstia de esperança.

Depois da vitória de ontem hoje o primeiro a sair para a estrada é o Hélder Rodrigues, passado 2 minutos o Paulo Gonçalves e passados outros 2 minutos o Marc Coma. Prevejo que seja o jogo do gato e do rato o Hélder vai esperar pelo Paulo, porque são os dois da mesma equipa, e vão tentar ganhar tempo ao Marc Coma. Já o espanhol vai tentar recuperar os 2 minutos que vai partir atrás do Paulo, tentar colar a ele e segui-lo até ao final da etapa, ganhando-lhe assim 2 minutos para a classificação geral...estou curioso para ver o que vai sair desta batalha, espero que tudo corra bem para os portugueses, e se perderem tempo que seja por culpa própria e não por algum azar.

Pode parecer mas não me esqueci do Rúben Faria, mais discreto este ano, mas estamos a falar do 2º classificado do Dakar 2013. Contudo, mesmo estando mais discreto ocupa o 7º lugar da classificação geral, mesmo tendo de apoiar o Marc Coma, seu colega da KTM, quem sabe não consiga ainda ganhar uma destas 4 últimas etapas.

Em relação aos carros, e apesar da Toyota estar a fazer um trabalho notável, a Mini está com um domínio e uma consistência que dificilmente pode ser contrariada, como tem sido nos últimos anos. Nos camiões é mais do mesmo, como nos últimos anos também, o domínio dos russos da Kamaz é  de tal maneira avassalador que preparam-se para estar nos 3 primeiros lugares do pódio.

sexta-feira, janeiro 02, 2015

S. Silvestre Amadora 2014

A S. Silvestre da Amadora acho que é a prova que eu faço há mais anos, e há-de ser sempre uma prova no meu calendário anual, gosto imenso do ambiente. O ano passado estava de cama por isso não consegui participar, este ano experimentei pela primeira vez o novo percurso, continua bastante duro para uma corrida de estrada, é difícil manter ritmos devido ao constante sobe e desce, mas está mais fácil que no percurso antigo.

Nos 2 dias anteriores à prova fiz uns pequenos treinos que não correram mesmo nada bem, em ambos tive ataques de asma quando treinava as acelerações em rampas, ao ponto de ter quase de parar por não conseguir respirar, por isso a minha confiança para a prova era zero. Como não me sentia bem decidi não arriscar nos primeiros quilómetros como costumo fazer, nada de grandes esticões ao início para ganhar tempo. Disse ao Pre para colar em mim, ele queria fazer abaixo dos 45 minutos (e conseguiu) o que era um bom objectivo para mim, logo era uma boa maneira de controlar o ritmo porque o ritmo do Pre é muito certinho.

Ao final da primeira rotunda olho para trás e deixo de ver o Pre, desacelero um pouco e tento me aperceber onde ele estava mas em mais de 1000 pessoas não estava fácil. Nisto passa o Bruno Martinho por mim, ainda lhe pergunto pelo Pre mas ele também não o tinha visto, decidi então seguir ao ritmo do Bruno.

Ao fim de 3 quilómetros estávamos no ponto mais elevado da corrida, a parte pior tinha terminado e tinha conseguido aguentar o ritmo do Bruno, nessa altura foi quando me senti pior, estava com dificuldades em respirar e o Bruno voltou a dar um esticão como o terreno começava a descer, desliguei o meu sensor de dor, o tentei ir com ele. Aos 4 quilómetros íamos com 17m30s, tendo em consideração que tinha sido quase sempre a subir e eu estar com problemas respiratórios, estar a fazer um ritmo mais rápido que 4m30s/km era bom mas ainda haviam muitos quilómetros para pagar este ritmo. Por volta dos 5,5 quilómetros o Bruno diz-me para seguir, achei estranho porque até ali ele não tinha dado sinal de abrandar, mas lá continuei a minha corrida.

Já não tinha lebre e nesta altura era por minha conta, passei a última rampa sem me desgastar muito guardando alguma coisa para os últimos 3,5 quilómetros. Aos 7 quilómetros ia com 30m10s, tendo em consideração que grande parte do que faltava era a descer, só um grande desfalecimento me impediria de fazer abaixo dos 45 minutos no final. O último quilómetro coincidia com o primeiro, por isso sabia que os últimos 800 metros seriam numa ligeira subida mas que naquela altura poderia fazer estragos. A parte da descida até aos últimos 800 metros controlei um bocado para poupar forças para o sprint final. Logo a seguir a contornar a rotunda que dava início à subida vejo o Bruno a entrar na rotunda, ele apesar de tudo não tinha perdido quase tempo para mim. Estava na altura de começar a bater com os calcanhares no rabo senão ainda era apanhado pelo Bruno. Ainda ultrapassei uma mão de corredores nessa última subida, para acabar com um resultado que não esperava de todo.


Pouco mais de 30 segundos depois chegou o Bruno a quem tenho de agradecer imenso pela ajuda que me deu na primeira metade da corrida, a muito lhe devo o meu tempo final. O Pre acabou por bater em muito o record dele, fez 44m30s, pela primeira vez desceu a barreira dos 45 minutos e logo numa corrida como esta, aqui se prova que o treino regular acaba sempre por trazer resultados. E finalmente o Nuno que há muito estava parado queria fazer abaixo dos 55 minutos e conseguiu 54m40s, todos conseguimos cumprir as nossas metas.

Dados da minha prova:
  • Tempo final: 42m16s
  • Velocidade média: 14,2km/h
  • Tempo médio por quilómetro: 4m14s

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Retrospectiva de 2014

Mais um ano passou e está na altura de rever o que de mais importante se passou ao longo do ano aqui no estaminé.
  • O ano começou como depois acabou com concertos, o concerto da Tarja foi espectacular, a melhor voz que já ouvi ao vivo;
  • E como não podem ser só coisas boas, fui multado a andar de mota na berma, o que culminou no final do ano com 1 mês sem carta;
  • E a minha má fase continuou, depois de andar algum tempo com dores abdominais fui fazer uma colonoscopia onde descobri que tinha um pólipo, nada de muito grave mas a partir de agora tenho de acompanhar este problema;
  • Uma das minhas bandas de referência são os Scorpions, não sei se voltarão a tocar em Portugal, mas este ano consegui ir vê-los;
  • Apesar de alguns problemas físicos que tive este ano, foi o ano dos meus melhores resultados, o que parece um contra-senso. A época de triatlo começou em Alpiarça onde bati o meu record da distância sprint.
  • A seguir veio o triatlo do Estoril onde consegui pulverizar o meu record pessoal na distância olímpica.
  • Apesar de ser curta, a experiência do parapente foi algo engraçada;
  • Nascimento do meu sobrinho;
  • Criação da minha empresa e começar a trabalhar para a Sky, a melhor decisão profissional que tomei até agora (nem que fosse pelos bolos que vão aparecendo por cá e sou obrigado a comer);
  • Voltar a fazer o sempre belo percurso da Arrábida durante a noite é uma tradição que começou no ano de 2013 e continuou este ano;
  • Filmagem do anúncio da Coca-Cola onde ainda deu para conhecer o Futre;
  • Mais um record que não pensava bater tão cedo, surpreendentemente para mim baixei da barreira dos 40 minutos na distância de 10km. 
  • Mais uma tradição, o fim-de-semana com o pessoal com quem trabalhei na Viatecla, este ano fomos fazer aquaturismo;
  • Pela segunda vez no ano, bati o meu record numa distância sprint no triatlo de Oeiras;
  • A única prova de natação que faz parte do calendário anual é a Remada Musa, adoro o conceito, adoro o espírito da prova;
  • Estava a entrar na fase do ano onde ia ter os meus grandes desafios desportivos, a preparação estava a ser muito boa, com bons resultados, mas fui algo receoso até Caminha para o meu primeiro half ironman, apesar da dureza da prova senti-me bem e foi um óptimo fim-de-semana;
  • Três semanas depois veio a minha primeira ultra maratona, 43,5kms, 7horas, sempre a correr na areia num sofrimento pelo qual nunca tinha passado numa prova;
  • O fim-de-semana em Vale de Urso, ao pé do Fundão, foi outra tradição que começou o ano passado e este ano voltou-se a repetir;
  • Adorei experimentar squash, que desporto mais explosivo, correr e bater na bola como se não houvesse amanhã;
  • Em 2013 não houve, mas voltámos a recuperar as férias de 2012, uma semaninha ao pé de Armação de Pêra deu para recarregar as baterias;
  • Ainda houve o fim-de-semana do aniversário do Nuno, uma quinta alentejana, com o pessoal todo, viva a diversão.
  • Depois voltei a ter problemas físicos, uma pubalgia chata que ainda não passou na totalidade e não me deixou na altura terminar a maratona de Lisboa.
  • Mais uma tradição que voltou este ano, o estágio de Taekwondo;
  • E o ano começou como acabou, concertos, foram três concerto quase seguidos, OneRepublic, Epica e Sabaton;
  • E finalmente hoje para me despedir do ano tenho a S. Silvestre da Amadora ao final da tarde.
Até para o ano...