terça-feira, julho 02, 2024

Surf trip

Eu e uma surf trip, alguma coisa aparentemente não está bem, experimentei fazer surf ou bodyboard 2-3 vezes na vida, por isso algo aqui não está a encaixar. Bem, isto foi uma surf trip/despedida de solteiro do João, o primo da Liliana. Os amigos do João e o irmão da Liliana fazem todos surf, e como o João sempre quis fazer uma surf trip, decidiram usar uma coisa como desculpa da outra e fomos fazer uma surf trip como despedida de solteiro do João.


No grupo eu era o único que não fazia surf, mas isso não me ia impedir de me divertir, lá por não saber, não queria dizer que não conseguisse aprender o básico. A primeira noite fomos até à costa da Caparica, arranjámos ali um sítio porreiro isolado junto ao mar onde estacionámos as autocaravanas, onde não incomodávamos ninguém, nem ninguém nos incomodava. De manhã o mar não estava pequeno mas mesmo assim estávamos decididos em ir apanhar umas ondas. Mas antes disso a boa ação do dia, atascaram uma carrinha na areia, numa zona onde nem deviam passar carros, e lá fomos nós, bons samaritanos, ajudar a tirar a carrinha da areia. Sem a nossa ajuda a carrinha não teria saído de lá sem reboque.


O mar estava pequeno mas foi porreiro deu para desfrutar e para apanhar umas ondas com a ajuda da malta. Diziam quando devia de começar a remar, quando vinha uma boa onda e inclusivamente chegaram-me a empurrar para ganhar velocidade e ser mais fácil apanhar a onda.



De seguida um passeio pela Arrábida e ida para Setúbal onde nos esperou um belo lanche/jantar de choco frito. Depois disso queríamos ir "beber um copo" a Lisboa, mas estacionar as caravanas não é tarefa fácil. Então acabámos por deixar as caravanas em Alcântara e fomos até ao Cais do Sodré à Pensão Amor. Por acaso entrámos facilmente porque chegámos cedo e dissémos que era uma despedida de solteiro, mas passado pouco tempo de chegarmos a fila para entrar tornou-se gigante e muita gente não entrou. A Pensão Amor, é um local cheio de história, quase como um museu, uma homenagem ao que era antigamente aquele local, um bar de diversão noturna para adultos. Depois de sairmos da Pensão Amor uma paragem pela Merendeira para o tradicional fim de noite com um caldo verde e pão com chouriço.


Agarrar nas autocaravanas e ir até ao Guincho para fazer surf pela manhã. Chegámos ao Guincho por volta das 5h30m, ainda a tempo de descansar um bocado. Por volta das 10h acordamos e saímos das caravanas para ver onde íamos surfar, quando fomos interpelados por outros dois surfistas. História curta, eles estavam chateados por não terem lugar para estacionar os carros deles então decidiram embirrar com as caravanas que não podiam pernoitar ali. Na verdade não tínhamos pernoitado, tínhamos chegado cedo e dormido umas horas antes de irmos surfar, mas pronto lá passou o bate boca, com um pedido de desculpa de um deles. Só me deixa triste que a malta tenha vindo de Braga para surfar na minha terra e chegam a Cascais e são chateados por um par de donos disto tudo.


Lá entrámos na água e nesse dia já estavam umas ondas mais jeitosas. Por um lado as ondas que apanhei foram mais fortes e foi mais divertido, por outro lado fartei-me de levar porrada para me colocar no sítio certo para apanhar as ondas. Depois estava muito mais gente na água e não me sentia tão a vontade porque com a minha falta de experiencia, quando me punha em cima da prancha na onda não conseguia mudar de direção, acelerar ou travar, por isso era evitar estar muito ao pé dos outros de maneira a não atropelar ninguém. 


Depois de sairmos de dentro de água novamente a boa ação do dia. Se no dia anterior tínhamos tirado um carro da areia, neste dia andamos a empurrar um carro que tinha ficado sem bateria. De seguida uma paragem na telepizza para reabastecer as nossas baterias. Seguimos então para a praia Grande onde iríamos ficar a passar a noite para no dia seguinte voltarmos a surfar. 

Nessa noite aproveitámos as caravanas para fazer o jantar e comermos tranquilamente junto ao mar. No dia seguinte acordei cheio de dores de garganta, provavelmente devido ao frio e muito tempo que tinha estado molhado nos dias anteriores. Como o casamento seria no fim de semana seguinte decidi não ir ao mar, de modo a não agravar a situação. Além disso estava muita gente no mar por isso seria arriscar de duas maneiras, não só em poder ficar pior, como também podia acertar em alguém inadvertidamente. Aproveitei a manhã para relaxar, ver o mar e conversar com quem foi saindo do mar. Ao fim das contas, foi um fim de semana espetacular, diferente, onde pude conhecer pessoas novas, onde pude ter experiencias novas, algo que irei relembrar sempre.

sexta-feira, junho 28, 2024

Troféu de Oeiras - Linda a Pastora

Linda a Pastora é sempre a última etapa do Troféu de Oeiras, e o que me vem sempre à cabeça quando penso nesta prova é a interminável subida inicial e o calor. Bem este ano o calor deu um bocadinho de tréguas, o tempo teve enublado até ao início da prova e mesmo que o sol tenha aparecido, não estava o típico calor tórrido que esta prova costuma ter.

Esta foi a única prova deste ano que consegui treinar um pouco antes da prova, por isso queria ver se os treinos, apesar de pouco efetivos, iriam resultar em algo. Arranquei e na subida inicial até me senti bem, fiz a um ritmo confortável mas bom. No final da subida passa o José por mim e disse para o seguir, mas eu respondi que preferia ir ao meu ritmo e não ir ao choque. Nas últimas provas andava a perder 3-4 minutos para ele, por isso não fazia qualquer sentido tentar ir com ele. Depois da subida foi aproveitar o plano e a descida para recuperar o folgo, pois a prova ainda tinha mais uma subida mais curta mas era melhor não gastar tudo. Nessa subida consegui não perder mais lugares, mantive um bom ritmo, a partir dali era praticamente sempre a descer. Não sofri mas perdi alguns lugares naquele longo percuro entre planos e descidas, tenho de melhorar a minha técnica de descida, continua a ser o meu calcanhar de Aquiles. No final ligeiramente ondulado até à meta acabei por estar só no controlo, quem estava a minha frente estava bem e não conseguia recuperar tempo e quem estava atrás de mim também estava longe. Consegui novamente voltar ao TOP 30 do meu escalão, no lugar 26, com o tempo de 31m50s, perdendo menos de 2 minutos para o José por isso estou a melhorar ligeiramente. Para a próxima época há mais.

segunda-feira, junho 24, 2024

Troféu de Oeiras - Estádio Nacional

A prova do Jamor é a única do Troféu de Oeiras que não é estrada, é um corta mato de baixa dificuldade técnica. E curiosamente apesar de ser a única que não é de estrada é a prova mais fácil do troféu pois a altimetria é de longe a mais baixa. A prova é constituída por 2 voltas a um percurso em que perto do final tem uma pequena rampa agressiva de algumas dezenas de metros, mas tirando isso é praticamente sempre a descer e com um falso plano com subidas que quase não se notam.


Nesta prova decidi não ir com tudo no início, devido a não estar em boa forma queria controlar mais o ritmo inicial para não quebrar no final como me tem sempre acontecido. Acabei por fazer uma corrida bastante consistente, não com um ritmo muito elevado mas este ano foi a prova que fiz com melhor média. Longe de desempenhos que tive em anos anteriores é certo, mas dada a minha forma física foi a etapa do troféu que fiz mais consistente, sendo que demorei o mesmo tempo na primeira e na segunda volta por isso não houve nenhuma quebra.


Um das coisas que me deixou mais contente foi a minha ponta final. Parecia o Tiago de antigamente, na recta final quando faltavam 100-200 metros para o final tinha 4 atletas à minha frente a alguns metros de mim, como tinha conseguido fazer uma prova mais consciente da minha actual forma física ainda tinha algum combustível no tanque. Disse para mim mesmo que era para dar tudo até à meta, e consegui ultrapassar os 4 atletas com relativa facilidade ao ponto de nem tentarem me seguir quando passei tal era o meu ritmo. No final tive de me contentar com o 32º lugar no meu escalão com o tempo final de 26m41s, longe, muito longe do meu antigo normal. Contudo as sensações não foram más, acho que com um pouco mais de treino posso voltar a aproximar-me do que era.

quinta-feira, maio 23, 2024

O acidente

Nunca tinha tido um acidente e infelizmente chegou o dia, ainda para mais porque o carro ficou irrecuperável. Tinha ido posto o Francisco à escola e vinha para casa para começar a trabalhar. Na 2ª circular já depois do estádio de Alvalade a chegar à união com o eixo norte-sul, o trânsito deixa o pare e arranca e começa a andar. Olhei para o Waze por breves segundos para ver a que horas chegaria a casa, quando olho para a frente novamente o carro à minha frente tinha travado a fundo e estava parado, nem tive reação para travar, bati a cerca de 50km/h mas foi o suficiente para pôr a frente toda dentro. O outro carro era um SUV, ficou com pouco mais que uns arranhões. Uma distração parva que me custou o carro, ainda consegui levar o carro até casa e chamar o reboque, mas infelizmente o diagnóstico foi irrecuperável, o valor da reparação seria semelhante ao valor comercial do carro.

quarta-feira, maio 22, 2024

Troféu de Oeiras - Outurela

De volta a casa, esta é a corrida da minha equipa no troféu de Oeiras e uma das corridas mais duras do troféu. Primeira coisa a assinalar, 2 anos separam a fotografia seguinte desta fotografia. Sei que há muitas diferenças, mas para mim a principal a assinalar, é que há 2 anos eu e a Liliana nem nos conhecíamos e volvidos 2 anos, estamos juntos e já acrescentámos mais um elemento à família, que veio acompanhar os pais pela primeira vez numa corrida.


Indo à corrida, arranquei ao lado do Sebastião, e logo veria até onde iria com ele, pois a minha forma está muito abaixo da dele atualmente. Fiz a primeira subida com ele mas mal começamos a descer percebo que ir ao choque não seria boa ideia por isso deixei-o ir. Após a subida dos Barronhos ainda com menos de 2kms de prova, estava pronto a "encostar à box", que cansaço. A descida até chegar novamente ao ponto de partida foi para recuperar pois sabia o que me esperava. 


Voltando ao ponto de partida com 3kms de prova era altura daquela longuíssima subida. Custou-me imenso, mas talvez por ter recuperado um bocado, e também estar mais atrasado do que o normal, consegui nesta altura ultrapassar alguns atletas. Quando cheguei ao topo estava mesmo muito cansado. Nessa altura o Júlio chegou ao pé de mim. Fomos indo juntos até chegarmos à ingreme descida antes do JumYard, nessa altura não consegui acompanhar o Júlio, estava cansado e não conseguia imprimir ritmo a descer de uma forma segura, sem sentir que podia cair a qualquer momento. Fui a um ritmo confortável até ao final. Na recta da meta ainda consegui sprintar para ultrapassar quase em cima da linha um atleta, foi a única sensação boa desta corrida, senti-me com aquele pico final forte que conseguia antigamente fazer em todas as corridas. Tempo final de 35m56s, na 35ª posição do meu escalão, o meu pior resultado de sempre, com uma média quase de 5min/km e mais quase 6 minutos que há 1 ano atrás.


Bem, depois da desgraça vamos agora para a parte boa, a corrida da Liliana em forma de corrida de família. Já tínhamos treinado juntos comigo a empurrar o carrinho da Clara, mas esta foi a nossa primeira corrida oficial. Além de nós, ainda tivemos a companhia da Vera e na Inês que também estão a voltar a correr e nos fizeram companhia na maior parte do percurso. A Clara adora andar a correr na cadeirinha e nós adoramos correr com ela, por isso tudo perfeito.

segunda-feira, maio 06, 2024

1 ano de Global Shares


Deixar a Sky ao final de quase 9 anos foi uma das decisões profissionais mais difíceis que tive. Se na altura foi difícil, agora em retrospective, posso dizer que foi uma decisão acertadíssima que só pecou por tardia. Demorei algum tempo depois de sair da Sky para decidir para onde iria, queria tomar uma decisão correta, mas esse tempo de reflexão mostrou-se sábio, pois a minha escolha da Global Shares até agora não poderia ter sido mais certa.

Na Global Shares voltei a sentir-me feliz com o trabalho que desenvolvo, voltei a sentir-me valorizado, voltei a ter prazer no meu trabalho e voltei a ter uma equipa em que todos se entreajudam para entregar um melhor produto no final. Desde a minha entrada a equipa tem crescido imenso a nível de qualidade de entrega, o que me deixa muito feliz porque sei que tenho tido a minha contribuição para que isso aconteça. A compra da Global Shares pela J.P. Morgan pouco antes de eu entrar trouxe alguma instabilidade a nível de processos e de adaptação, mas as coisas estão agora melhor. Nem tudo é perfeito, como não seria de esperar, mas o balanço é muitíssimo positivo e se as coisas continuarem a correr como estão, vejo-me a trabalhar aqui durante alguns anos.

Troféu de Oeiras - Caxias

Todas as provas do troféu de Oeiras são duras, mas se tivesse de eleger a mais dura provavelmente esta seria a minha escolha. E mesmo assim este ano retiraram a rampa inicial ao lado da federação de triatlo, que era uma brutalidade logo ao começo, contudo a prova continua a ser muito dura. A dureza desta prova está no sítio onde estão os segmentos mais duros da prova, pois até metade da prova temos um pequeno sobe e desce inicial, mas maioritariamente é a descer e muito. A partir do meio da prova praticamente é sempre a subir com rampas duras.

Comecei a corrida a um ritmo desconfortável, nesta altura para mim, mas não era nada de especialmente rápido, inclusivamente acima dos 4min/km. Após começar a descer para Caxias, passa o Sebastião por mim, ainda tentei seguir, mas quando cheguei frente à estação de comboios de Caxias já levava uns 15-20 metros de atraso. Quando começa a primeira subida ainda consegui passar 2-3 corredores, se fosse noutra altura teria passado muito mais, estou mesmo numa forma miserável e para o ano terei de treinar muito mais para as provas do troféu. Após essa subida de mais de 1 quilómetro voltamos a descer para mais uma subida até o local onde partimos. Este último quilómetro sempre a subir foi mau, fiz uma média de quase 5min/km, não consegui mesmo desenvolver o meu ritmo. Tempo final de 32m06s e posição 28º do meu escalão. No final tive a boa surpresa de ter a Liliana e a minha filhota à minha espera. Nem as vi quando a Liliana gritou por mim na recta da meta, pois não estava à espera que elas lá estivessem e ia demasiado cansado para ouvir alguma coisa, no entanto quando as vi no final da prova foi uma ótima surpresa.


sexta-feira, maio 03, 2024

Troféu de Oeiras - Leceia

Que calor, podia ser o título desta prova. Por acaso as provas do troféu de Oeiras têm este problema, as primeiras corridas são um frio terrível (lembro-me de Valejas), muitas vezes com chuva, e quando chega a esta altura do ano é um calor insuportável. Na minha opinião as partidas não deveriam ser sempre às 9h30m, no Inverno deveria ser mais tarde e no Verão, ou perto do Verão, mais cedo.

Quanto à corrida o primeiro quilómetro praticamente sempre a subir feito a um ritmo controlado, mas mesmo assim a falta de treino fez-se sentir. Seguir uma pequena descida para entrar na via rápida. Para mim esta é o segmento de percurso mais feio e chato de se fazer de todas as provas do troféu de Oeiras, mais de 1,5km a correr na via rápida com carros a passar ao lado, numa pequena subida que parece nunca mais acabar. Depois 1 quilómetro a descer e novamente mais de 1 quilómetro a subir. Esta segunda subida foi terrível, um calor insuportável, quando acabei a subida nem sentia forças para atacar o restante da prova que era praticamente a descer e plano. Nessa altura passa o Júlio por mim, bem, aproveitei o ritmo a descer dele para meter um ritmo certo. A descida termina ainda com mais de 1 quilómetro para o final, mas parece que é já ali porque passamos perto da meta para dar uma volta, mas essa volta ainda leva um quilómetro. Nessa altura o Júlio estava a vacilar um bocadinho, como a minha prova já estava mal de qualquer forma esperei por ele, e tentei puxar o máximo por ele que era possível até ao final. Na recta da meta ainda lhe dei um empurrão para ele passar mais uns corredores. O tempo final  miserável, acabando no lugar 25 do meu escalão.


quinta-feira, maio 02, 2024

Troféu de Oeiras - Leião

Este era dos poucos percursos que ainda não tinha feito antes, por isso ia mesmo ao desconhecido quanto ao percurso. Esta prova foi cerca de 2 semanas depois da Clara nascer, por isso treinos zeros, descanso pouco, era ir só mesmo pelo prazer de correr...e de sofrer! O que melhor me lembro desse dia era a cor alaranjada do céu, era um daqueles dias que aconselhavam a não fazer actividade física devido às poeiras vindas do norte de África. E sim, sentia-se a dificuldade em respirar devido à má qualidade do ar.

A corrida começava com pequenas rampas chatas até 1,5km de prova, depois disso uma longa subida de quase 2 quilómetros, onde normalmente eu faria a diferença, mas não estou em forma e foi sofrer na zona onde costumo ser forte. Depois disso descer e tentar recuperar o folgo, com dificuldades. Repetir as rampas do início seguido de uma dura rampa de 400 metros para finalizar. Sentia-me tão mal que queria parar a todo o momento e foi por uma questão de honra que não o fiz. O último quilómetro foi doloroso e foi só não tentar perder muitos mais lugares. Acabei somente na posição 34 do meu escalão, a minha pior classificação de sempre, com uma média superior a 4m30s/km. Melhores dias virão, este ano já percebi que será mau pela falta de treinos.

2 meses de Clara

Parece que foi ontem que nasceu a mais recente elemento do clã Sousa, mas já foi no dia 6 de Março. Nesse dia nasceu a pequena Clara com 2435g, 45cm, pelas 20h de parto natural. Foi um dia maravilhoso, um parto super relaxado apesar de termos estado todo o dia no São Francisco Xavier. Tenho de dar uma palavra de apreço à equipa que nos seguiu durante aquele dia, médico, enfermeira parteira, anestesista, auxiliares, uma equipa fantástica que tornaram o nascimento da Clara em algo perfeito. Como pai adorei porque pude estar presente e dar uma pequena ajuda em todos os momentos. 

Uma das coisas engraçadas que se passou, e que irá ficar marcada na minha memória, foi a descontração na altura do nascimento. Parecia aquele anúncio da Liga Portugal onde está um casal, em que a mulher está a dar à Luz, e estão a ver um jogo de futebol. Ali foi parecido, na televisão do quarto estava prestes a começar o Manchester City contra o Copenhaga, e eu e o médico a falarmos das equipas e do jogo que estava prestes a começar, enquanto esperávamos que a contração viesse. E nisto uma contração sai a cabeça da Clara, outra contração e ela está cá fora, pareceu tão simples. Ainda há poucos dias a Liliana disse que tinha saudades do dia do parto porque tinha sido tão bom que só tem boas memórias do dia, apesar da ansiedade com que estava no início do dia.


Agora já com quase 2 meses temos a nossa menina linda e saudável. Alguns desafios quanto a dormir, ela é como eu, não gosta de dormir, mas tirando isso tudo espetacular. Às vezes a falta de dormir dá para fazer birras de sono, mas é algo que a temos de rotinar. Normalmente as crianças no carro adormecem logo...a Clara não...a única coisa que até agora parece ser eficaz é correr com ela, ou seja, levar o carinho dela e irmos correr, aí ela adormece logo, por isso os meus últimos treinos de corrida têm sido sempre a empurrar o carrinho. Entretanto é ir desfrutando do momento pois passa rápido.