Há muito tempo que não fazia duas coisas, ir ao cinema ver um filme que não desenhos animados e comentar aqui um filme. Ontem fui convidado a ir ver o Bullet Train, sem nenhuma expectativa, sem ter visto o trailer, sem saber o contexto da história, e não é que me ri que nem um perdido durante grande parte do filme. Senão soubesse diria que era um filme do Tarantino, as piadas hirónicas, as referências culturais, o filme está simplesmente genial. E quando falo no Tarantino, falo porque o filme me lembrou imenso do Kill Bill, com a premissa do Babel, em que o filme é composto por várias histórias, vários fios condutores, que no final se juntam e passa tudo a fazer sentido, numa brilhante articulação da trama da história. A meu ver a pontuação que o filme tem nos sites com classificações não faz de todo juz à qualidade do filme, vale sem dúvida uma ida ao cinema.
quinta-feira, setembro 08, 2022
terça-feira, agosto 30, 2022
Milagre Metaleiro 2022
sábado, agosto 27, 2022
Jardim Zoológico
Já há mais de 3 anos que não visitavamos o zoo, coisas da pandemia, mas foi muito bom voltar a passar um dia diferente. Para a Liliana foi a primeira visita ao Zoo de Lisboa, o que tornou muito engraçado ver as suas reacções, o receio de andar no teleférico, a emoção na apresentação dos golfinhos, serão duas coisas que me hei-de lembrar da sua primeira visita.
quarta-feira, agosto 03, 2022
Iron maiden - Estádio Nacional
Após 2 adiamentos, finalmente o concerto de Iron maiden no Estádio Nacional aconteceu. Inicialmente para 2020, devido à pandemia adiado primeiro para 2021, e depois novamente adiado para 2022, realizou-se finalmente no domingo passado o concerto. Em primeiro lugar tenho de referir que este foi o concerto com mais pessoas que alguma vez fui, trânsito para chegar perto do estádio e um estádio praticamente cheio por todos os lados, numa impressionante moldura humana a lembrar festivais de referência. Muitos não portugueses também, muitos espanhóis e britânicos o que para mim é estranho visto o concerto ter sido adiado várias vezes, será que estas pessoas remarcaram férias para estar cá na altura do concerto, ou vieram propositadamente para o concerto? Na altura que comprei o bilhete queria comprar para o relvado, era mais barato e ficava mais perto do palco, mas um amigo meu que já tinha bilhete convenceu-me a comprar bilhete para ao pé dele na bancada, e no final acabou por não ir ao concerto. Lá fiquei super longe do palco, mais confortável sim, especialmente porque já estava à sombra naquele imenso calor, mas teria preferido ficar mais perto do palco.
A primeira banda a entrar em palco foram os Airbourne, ainda nem eu tinha conseguido entrar no estádio dada a confusão que estava para entrar. Creio que foi uma boa escolha como banda inicial, conhecia praticamente nada desta banda, mas rapidamente se percebe que tem algumas similaridades com AC/DC e mesmo com os Iron maiden, por isso seria normal agradar à maioria do público presente no estádio. Não desgostei, mas também não é a minha sonoridade de eleição, poderei voltar a ouvir e reconhecerei o som, mas activamente não andarei à procura de saber mais da banda.
A segunda banda a entrar em palco posso dizer que foram os principais culpados de eu ter ido a estes concertos, sim os Iron maiden são uns monstros, mas se os Within Temptation não tivessem vindo actuar provavelmente não teria comprado bilhete para estes concertos, deixaria para outra altura a oportunidade de ver Iron maiden. Esta foi a 3ª vez que vi Within Temptation, e como nas vezes passadas foi um óptimo concerto, contudo, talvez tenha sido a vez que menos gostei, por um único motivo, a setlist para mim não foi de todo a melhor que poderiam apresentar. Não é que seja a minha música de eleição dos Within Temptation, mas o momento alto do concerto foi quando a Sharon Del Aden entrou em palco com a bandeira da Ucrânia com luzes amarelas e azuis, para cantar a música Raise Your Banner, que se aplica na perfeição à situação que se está a passar na Ucrânia. É incrível as demonstrações de solidariedade que tenho visto de muitos artistas para com a Ucrânia, não se preocupando em ser neutros, não demonstrar as suas posições ou pondo em causa um mercado tão grande como é o mercado russo.
sexta-feira, julho 08, 2022
Visita a Sociedade Central de Cerveja
Graças a um amigo que conseguiu um contacto na Sociedade Central de Cerveja (SCC), a minha equipa da Sky foi visitar as instalações da SCC. Não sou um consumidor ávido de cerveja, nem percebo assim tanto do seu processo de produção, no entanto para mim foi bastante interessante e educativo perceber como a cerveja chega às mãos do consumidor final. Desde o processo de maltagem, fermentação, embalamento, tudo para mim foi uma aprendizagem e de algum modo, fiquei impressionado com a magnitude da operação.
Entre as diferentes bebidas que a SCC disponibiliza, cervejas várias, cidras, águas, etc, saem daquela fábrica mais de 1 milhão de litros diários. São processados diariamente 180 toneladas de cevada, são números gigantescos para satisfazer a demanda do público. A primeira parte da visita foi mesmo vermos o processo de maltagem dos cereais, desde o ponto em que chegam, processo de maltar os cereais e então serem armazenados para depois serem fermentados para produzir os diferentes tipos de cervejas. Tudo controlado ao milímetro, para que entre lotes se consiga uma consistência de sabor.
O processo de fermentação foi o menos abordado, não sei se por segredo empresarial, mas foi aquele que menos foi explicado e mal vimos parte do processo. Antes de passarmos ao processo de embalamento ainda ficámos a conhecer um pouco da história da SCC e todas as suas mudanças ao longo dos anos. A parte final foi o processo de embalamento, garrafas, latas, grades, rotulos, caricas, e tudo o que é necessário para ter o produto final pronto a entregar ao consumidor. No final ainda tivémos a hipótese de degustar quase todo o tipo de bebidas disponibilizada pela SCC, digo degustar mas quem quisesse podia facilmente "encher a cara", porque não tivemos grandes restrições, eu pessoalmente tentei provar 2-3 golinhos de todas para tentar perceber o que mais me agradava. E serviram-nos uma cerveja que só servem na fábrica, cerveja Sagres mas acabada de por na garrafa e sem passar pelo processo de pasteurização, para lhe dar uma validade maior para ser consumida. E não é que a cerveja Sagres assim até é boa, senão soubesse não diria que estava a beber Sagres, um sabor completamente diferente. Foi uma manhã muito bem passada, mesmo para alguém que não é um conhecedor nato de cerveja.
quinta-feira, julho 07, 2022
VOA - Sabaton, Epica, e restantes
Primeira vez no novo VOA, não no Vagos Open Air mas no Heavy Rock Festival, nem percebo porque se chama VOA, não faz qualquer sentido. Quando soube que Sabaton viriam ao VOA, mesmo sem saber o cartaz do restante dia, não poderia perder mais uma actuação da banda que actualmente mais gosto. Esta sería a 3ª vez que veria Sabaton e se das outras vezes fui ao Porto de propósito para ver os concertos, desta vez não poderia mesmo perder a oportunidade.
A segunda banda a actuar foram os The Raven Age, não os conhecia também, mas ao contrário dos Deadly Apples tinham uma sonoridade bem definida e até algo interessante. Os espetáculo foi bom o que deu para esquecer um pouco o calor tórrido que se fazia sentir, ao ponto de me fazer suar por cada poro do meu corpo. Vou tentar saber mais informações sobre esta banda, tentar ouvir mais músicas, não me parece que seja uma banda que irá ouvir frequentemente mas não desgostei da sonoridade e do feeling que transmitem.
Avançando para a primeira banda que já conhecia e tinha já ouvido algumas coisas os Me And That Man. Estava bastante curioso para perceber como seria uma actuação de uma banda com uma sonoridade extremamente característica, algo que se poderia chamar de Western Spaguetti Metal ou Blues Metal. Provavelmente foi a banda com menos adesão do público, devido a terem uma musicalidade com sons menos fortes, houve muitas pessoas a saírem de ao pé do palco durante a sua actuação. Eu gostei da actuação, foi uma boa banda de conhecer ao vivo.
Depois destas bandas estava na hora dos pesos pesados, aquelas bandas que normalmente seriam cabeças de cartaz na maior parte dos festivais, e que já têm um grande passado e reportório. Os Epica foram os primeiros a entrar em palco. Esta foi a última banda a ser confirmada no cartaz, já muito perto da data do festival, e apesar de já ter visto Epica duas vezes, fiquei bastante satisfeito por poder ver uma terceira vez. Com os Epica é sempre um misto de sentimentos, se adoro a composição musical, a bela voz da ainda mais bela Simone Simons, não consigo deixar de detestar os guturais do Mark Jansen, a música deles seria tão mais épica se fossem retirados os guturais. De qualquer modo, brilhante concerto, que me irá ficar na memória o crowd surfing que o sempre espetacular Coen Janssen, fez mesmo à minha frente enquanto tocava com o teu piano portátil.
A banda seguinte foram os Rise Against. Devo de admitir que aquele tipo de som não é o que mais aprecio, aquele american ie ie ie, ia ia ia, em que o final de cada frase é feito em grito, não me agrada muito, ainda por cima todas as músicas são muito idênticas. Conhecia mal as músicas e não fiquei fã, como com a maior parte das bandas norte americanas. Contudo tenho de admitir que deram um bom espetáculo, o público aderiu muito bem, e aparentemente têm uma boa base de fãs portugueses.
E finalmente os aguardados Sabaton, mais uma vez a começarem o concerto com a minha música preferida, Ghost Division, a agitarem e a energizar logo o público. Das outras vezes que os vi foi em recintos fechados, e não sei se foi por isso, mas desta vez o espectáculo pirotécnico foi muito melhor, eu estava praí a 30 metros do palco e sentia o calor dos lança chamas, imagino em palco o que eles sentiam. Achei que desta vez a banda foi um pouco menos comunicativa com o público, não é que tenha tido uma má interacção ou que tenha comunicado pouco, mas deixaram-me mal habituado das últimas vezes onde inclusivamente pediam ao público que escolhesse a música seguinte. Acho que a setlist não foi muito feliz, a primeira parte do concerto não mudaria nada mas a segunda parte acho que morreu um bocadinho e para mim faltaram algumas músicas que cairiam muito melhor como: 82nd All The Way, The Unkillable Soldier, Seven Pillars Of Wisdom, Fields of Verdum ou Shiroyama. De qualquer forma, concerto espetacular, ambiente fantástico, valeu cada cêntimo que paguei para ir ver, e sempre que vierem actuar por terras lusitanas sem dúvida que lá estarei.
segunda-feira, julho 04, 2022
Troféu de Oeiras - Linda a Pastora
Já se passou uma semana da última prova do troféu de Oeiras, normalmente já teria registrado por aqui o acontecimento, mas mais vale tarde que nunca. A noite antes desta corrida não foi propriamente fácil, dormi mal, tive uma pequena crise de asma por isso fui algo receoso para a prova. A corrida começa com um curto falso plano a subir seguido pela dificuldade da prova, uma subida de 1,5kms em alguns pontos algo dura. Nesta fase da prova dei tudo aquilo que tinha para conseguir manter a cabeça da corrida em linha de vista, esforcei-me um pouco mais do que o que devia, tenho de admitir.
terça-feira, junho 28, 2022
Viagem a Londres
segunda-feira, junho 27, 2022
Tróia - Sagres - Dia 3
Último dia do Tróia-Sagres a começar com um belo pequeno almoço na pousada da Arrifana. O Tavares estava claramente desconfortável com o joelho, mas sempre pensei que com a sua teimosia a bem ou a mal, lá acabaria conosco em Sagres. Uma das piores subidas do dia seria logo nos primeiros quilómetro e com muita dificuldade lá chegou o Tavares ao topo. Quando se juntou a nós declarou que tinha de terminar por ali esta viagem, que já não estava a aguentar mais com dores.
Acabámos por fazer um desvio até à estrada para ele ser recolhido pelo nosso "carro de apoio", e nesse percurso o Fábio acabou por partir a corrente. Eu e o Maria após algumas turras próprias da situação lá conseguimos resolver o problema colocando um elo rápido e seguimos viagem. Após deixarmos o Tavares voltamos então ao trilho para continuar a nossa viagem.
Tróia - Sagres - Dia 2
Após uma noite de sono, o corpo não estava totalmente recuperado, sentia os gémeos doridos e ao toque doíam, sabia que não podia apertar muito com eles senão voltaria a ter câimbras, era gerir o esforço ao longo do dia. A saída de Porto Côvo é muito bonita, mas a progressão é lenta, muitas vezes com a bicicleta às costas ou à mão numa areia completamente solta e funda. Este ano não cometemos o mesmo erro de há três anos, onde fomos pelas dunas desde a Ilha do Pessegueiro até ao Parque de campismo do Sitava o que nos fez perder a manhã toda. Fizemos uns estradões e um bocadinho de alcatrão até chegar a Vila Nova de Milfontes. Fui então procurar a loja de bicicletas, mas mais uma vez estava fechada porque havia uma feira em Vila Nova de Milfontes na qual eles estariam. Ainda fomos até à feira, mas ainda a estavam a montar, por isso nada de material de bicicleta. Bem, os sapatos pareciam estar a aguentar com a fita cola preta, tinha de arriscar seguir caminho, não podíamos perder mais tempo. Nessa altura o Tavares começa a queixar-se do joelho que estava a ter algumas dores, devo dizer que não me preocupei muito, não ter dores em alguma parte do corpo é que seria o anormal. Paragem em Almograve para almoçar e o pneu da frente do Maria em baixo. Incrivelmente desta vez este foi o único furo durante toda a viagem. De seguida a parte que mais gosto do percurso, o trilho entre o Cabo Sardão e o Porto das Barcas, um percurso fácil e lindíssimo, ideal para desfrutar da paisagem e da natureza.
No final desse trilho ainda nos pediram ajuda para desatascar um carro preso na areia, é só parvo levar um carro para aquele local, por todos os motivos, porque só um todo terreno consegue passar algumas das partes em areia e essencialmente, porque é um local com uma natureza única e levar um carro para ali é só para destruir e perturbar. De seguida a montanha russa junto às praias, uma série de curtas descidas e subidas muito acentuadas até que chegamos à zona dos canais. Os canais são espetaculares de se fazerem, apesar de neste ano a vegetação estar muito mais serrada, com muitas silvas a dificultar a passagem e a torná-la mais dolorosa.

A dificuldade do dia estava reservada para o final, a subida ao castelo de Aljezur, seguida de uma descida e mais uma grande subida para irmos em direcção a Arrifana. O Tavares cada vez se queixava mais do joelho e no final desse dia, levantou logo a bandeira, e disse que se tivesse assim no dia seguinte não iría arrancar conosco para a última etapa. Acabei o dia menos cansado que no anterior, parece que tinha sobrevivido ao pior, e a minha condição física estava a melhorar.

























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