Esta etapa do troféu de Oeiras traz-me boas recordações, pois foi a etapa em que consegui a minha melhor classificação há já 6 anos atrás. Este ano o percurso mudou consideravelmente, sendo igual só o início e o final. Apesar dos dados me dizerem que este percurso tem uma altimetria maior, numa distância inclusivamente um pouco mais pequena que a anterior, tive a sensação que o percurso era mais fácil, porque inicialmente é sempre a subir para depois na segunda parte da prova ser praticamente sempre a descer.
Ao dizer que o percurso me pareceu mais simples, isso não reflete as minhas sensações ou prestação durante a prova. Nas noites anteriores senti dificuldades respiratórias, e logo durante o aquecimento senti-me ofegante e com o coração demasiado acelerado, percebi de imediato que iria ser uma prova para sofrer. Quando terminou a primeira parte da subida que é a parte mais dura, e que coincide com o percurso dos anos anteriores, com pouco mais de 1 quilómetro, percebi que comecei a andar para trás. A inclinação diminuiu, mas o meu ritmo não aumentou, até pelo contrário, e comecei a ser ultrapassado por inúmeros corredores.
Os dois quilómetros seguintes, os quais tinham uma ligeira inclinação, foram um sofrimento, custava-me imenso a respirar e não conseguia manter um ritmo forte. Chegado a meio da prova queria conseguir correr mais, mas o meu corpo não conseguia, apesar de já estar a descer, sentia-me cansado e tinha medo de cair pois não sentia leveza na passada, era tudo feito em esforço. Acabei no 16º lugar do meu escalão, sendo o primeiro da equipa, o que relativamente até é um bom resultado, mas olhando para a média foi somente de 4m24s/km.