quinta-feira, junho 20, 2019

Tróia - Sagres - Dia 2

A etapa do segundo dia, apesar de não ser a maior a nível de distância, seria aquela que era mais complicada devido à altimetria, e não sabia eu, a nível de dificuldade do terreno. Começámos um bocadinho mais tarde do que eu queria, estivemos à espera que o café abrisse às 8h30m para comer o pequeno almoço. Se calhar sou eu que estou mal habituado, mas não me cabe na cabeça que um café abra tão tarde. Em conversa, nessa altura sugeri que nesse dia almoçassemos na Zambujeira do Mar que era mais ou menos a meio do percurso que nos levaria à Arrifana, ou se a coisa estivesse a correr mal, num restaurante que conhecia em Almograve.


A etapa começou de maneira agradável junto às arribas frente à Ilha do Pessegueiro, nem sempre era fácil transpôr os obstáculos e o terreno arenoso, mas a beleza da paisagem fazia esquecer o esforço. Sim os primeiros 5 kms foram feitos de um modo lento, mas o pior estava para vir, os segundos 5 kms todas as vezes que fiz o Tróia-Sagres fiz pela praia, à beira mar, porque apanhei sempre a maré vazia. Desta vez a maré estava cheia e tivémos de subir para as dunas, e passámos mal, quase 1h30m para fazer 5 míseros quilómetros, quase sempre a arrastar a bicicleta pela areia pois o terreno de ciclável não tinha nada. Uma das imagens fortes desta viagem foi o Hugo aos murros no guiadouro, a vociferar, totalmente frustrado e cansado. Esta seria a única coisa que teria mudado em todo o percurso, nesta zona ou se consegue ir pela praia com a maré vazia ou o melhor é ir até ao alcatrão e evitar as dunas.

Chegámos a Vila Nova de Mil Fontes por volta do meio dia e ainda nem tínhamos feito 20kms, antevia-se um dia muito complicado, mais ainda do que tinha prespectivado inicialmente. Sugeri que seguissemos caminho apesar de já ser meio dia porque se tudo corresse normalmente estaríamos em Almograve passado 1 hora e almoçávamos por lá. Assim foi, chegados a Almograve procurei o restaurante que conhecia, lembrava-me que era junto a uma rotunda, que tinha ideia que ficava no caminho, mas não encontrei. Então fomos comer ao Snack Bar Sol e Mar, que revelou-se uma excelente escolha, comida boa, sobremesa gigante e preço pequeno. Seguindo viagem, logo de seguida percebi porque não encontrei o restaurante. Na verdade não estavamos ainda em Almograve, estavamos na Longueira, e quando cheguei a Almograve percebi o meu erro.


Estavamos a chegar à parte do percurso que mais gosto, a ligação entre o Cabo Sardão e a Zambujeira do Mar. Quando chegámos à Zambujeira do Mar já eram 16h30m e ainda faltavam mais de 45 kms, devo confessar que estava a ficar um pouco apreensivo. Seguimos em direcção a Brejão, num percurso que nunca tinha feito e me tinha sido indicado pelo Borja. Nessa altura cruzámos-nos por um casar já com alguma idade que também viajava de bicicleta. Demorámos algum tempo a conseguir ultrapassá-los e só o fizemos durante uma descida, eu pensei - "Bolas, estão mesmo em forma, a dar aqui um baile aos putos!" - depois de uma subida um pouco ingreme fiquei à espera do pessoal e nisto lá vêm os velhotes outra vez, tinham ultrapassado o resto do grupo, quase que fiquei de boca aberta. Nisto quando passam por mim oiço um barulhino de um motor, olho para o quadro e vejo a bateria, pronto isso explicava muita coisa.

Quando chegamos a Brejão reparo que o Hugo está no limites das forças, com uma péssima cara e comecei a pensar que se calhar não íamos conseguir chegar à Arrifana. Mais de 35 kms para o fim e já eram 17h30m, se calhar devia mesmo ter levado luzes, algo que nunca pensei acontecer antes de começar esta viagem. O percurso que se seguiu ainda bem que era super simples e belo, o que deu para o Hugo recuperar. Começámos a seguir sempre pelos canais de água até chegarmos a Odeceixe.


Chegados à ponte de Odeceixe perguntei se queriam seguir pela estrada nacional que tinha um percurso mais curto, mas a inclinação era muito superior, ou seguir o trajecto inicial que era ir em direcção à praia de Odeceixe, cujo o percurso era mais longo mas a inclinação era substancialmente inferior. A decisão foi seguir em direcção à praia. Apesar da inclinação ser inferior ela estava lá e o Hugo sofreu para chegar lá acima. Confesso que nesta altura já não estava a desfrutar muito do dia, estava mais procupado com o Hugo e com o sacrifício que ele estava a fazer. Sei muito bem o que é estar no estado em que ele estava, e a força mental que é necessária para continuar a seguir em frente. São estas alturas em que estamos fisicamente mais debilitados que acabamos por perder a concentração, o que pode levar a erros e a quedas. De qualquer maneira eu conhecia a topologia do terreno até Aljezur e sabia que o pior já tinha passado e que a partir dali era sempre a descer.


Realmente até Aljezur foi seguir novamente os canais num percurso super simples, sem qualquer dificuldade e algumas descidas super divertidas, mas que não podiam ser encaradas com displicência porque tinham alguma perigosidade. Chegados a Aljezur somos presenteados com uma subida imponente até ao Castelo de Aljezur. Como íamos dormir à Arrifana ainda tínhamos de subir mais do que esperava, não conhecia essa parte do trajecto porque sempre tinha ficado a dormir em Aljezur e nunca tinha passado pela Arrifana. Para dificultar as coisas o Hugo estava com 2 furos lentos o que nos obrigava a ir parando para pôr algum ar nos pneus. Já era tarde e estavamos a menos de 10 kms da Arrifana, por isso não queríamos estar a perder tempo e energia a mudar os 2 pneus. Ainda sugeri ao Hugo que eu e o Maria o empurrássemos até ao final mas ele quase a rosnar rejeitou a ajuda. Chegámos à Pousada da Juventude da Arrifana já passava das 20h30m. Nota 20 para as pessoas da pousada, super simpáticas e ajudaram em tudo o que podiam, inclusivamente disponibilizaram a cozinha para nós na manhã seguinte, pois íamos sair antes da hora do pequeno almoço. 

O último desafio do dia foi encontrar um sítio para jantar, todos os restaurantes fechavam às 21h...21h...verdade? Ainda por cima numa altura do ano onde já há imensos turistas e pessoas de férias, não percebo, cafés a abrir às 8h30m, restaurantes a fechar às 21h, há pessoas que nem querem trabalhar para o próprio negócio. Eu e o Fábio, como já tínhamos tomado banho nem esperámos pelo Hugo e o Maria, e fomos à procura de um sítio para jantar. Depois de termos batido com o nariz na porta no restaurante Brisamar, por já ter a cozinha encerrada, fomos até Sea You Surf Café, e em boa hora o fizemos. Apesar de já ser quase 22h, que era a hora que a cozinha encerrava, disponibilizaram-se logo, arranjaram uma mesa e deixaram-nos à vontade. Ainda por cima a comida era bastante boa, e foi uma óptima maneira de terminar um dia complicadíssimo.

quarta-feira, junho 19, 2019

Tróia - Sagres - Dia 1

Já há alguns anos que não fazia a viagem de Tróia a Sagres em BTT, e nada o fazia prever que voltaria a fazer até há pouco tempo. Tudo começou quando estava a acampar em Porto Côvo com o Maria e o Fábio, e numa conversa comentei que o caminho de Tróia a Sagres passava ali. Ora o Fábio disse logo que gostaria de fazer, mas na altura não levei muito a sério, pensei que era um daqueles "gostava de fazer um dia". Bem, quando cheguei ao trabalho, no primeiro dia depois dessas férias já eles os dois estavam a fazer planos para a viagem, ao qual o Hugo também já se tinha juntado. 

Ora no curto espaço de um mês o Fábio e o Hugo esforçaram-se para se prepararem fisicamente para esta viagem, com a grande ajuda do Maria, inclusivamente o Hugo comprou uma bicicleta para conseguir fazer a viagem. Quanto a mim, estive quase todo o mês no "estaleiro" com uma infecção pulmunar que não me deixava fazer nada, pois qualquer mínino esforço me deixava ofegante. A minha tarefa acabou por ser definir o percurso visto ser o único do grupo que já tinha feito a viagem em BTT. Como das vezes anteriores ainda tinha feito grandes trajectos em alcatrão, especialmente no primeiro dia, queria algumas alternativas para "fugir" ao alcatrão. Para conseguir alguma ajuda falei com o Borja, o nosso colega galego que também tem muita experiência em viagens em BTT, e que me deu alguma dicas onde podia passar. Ora o percurso final acabou por ser um misto de sítios onde eu já tinha passado, onde ele já tinha passado, e algumas ligações que não conhecia de todo nem tinha a certeza se eram ultrapassáveis.


O dia da viagem chegou num instante, e não podia ter começado melhor. Estacionámos os carros na estação de comboio do Pinhal Novo e íamos de comboio até Setúbal para apanhar o primeiro ferry da manhã. Quando está a chegar o comboio o Maria diz - "Esqueci-me do telemóvel no carro, vou lá buscá-lo e vou a pedalar até Setúbal". Eu inicialmente até tinha a ideia de fazer isso, mas com mais tempo de margem, não tão em cima da hora do ferry. Nós os 3 fomos de comboio e depois calmamente até ao ferry e esperamos pelo Maria. Lá chegou ele 5 minutos antes do ferry, lavado em suor, mais ofegante que em qualquer outra altura durante toda a viagem.

O tempo estava impecável, sol, com pouco calor e um ligeiro ventinho pelas costas. Na Comporta entrámos pelos arrozais, um trajecto que nunca tinha feito e que é muito porreiro. Garças, cegonhas, uma beleza e tranquilidade natural foi tudo o que encontrei nesta zona. Nisto toca o telefone do Maria, era da creche do puto dele e era necessário ir buscar o miúdo. Como é óbvio, era impossível ele ir buscar o miúdo, então lá teve a fazer inúmeros telefonemas para resolver a situação. Saímos dos arrozais, entramos no Carvalhal e já quando estamos à saída do Carvalhal, numa rotunda, oiço um chiar atrás de mim, olho por cima do ombro, e vejo o Hugo a estatelar-se e o Maria a passar por cima da bicicleta dele. Felizmente foi só um susto e um pneu rebentado. Retomamos a marcha e passado 1 quilómetro novamente o pneu em baixo. Vimos onde era o furo, e desconfiámos que a fita ressequida da jante podia estar a furar a camara de ar. Improvisámos uma fita por cima dessa e aparentemente resolvemos o problema.


Como íamos pelo alcatrão estavamos a tentar voltar a um trilho. Na zona da Galé ainda tentámos apanhar outro caminho, mas era uma zona de areia demasiado fofa e alta então desistimos da ideia. Só a seguir a Melides é que conseguimos voltar a sair do alcatrão. Mais uma zona de arrozais, seguida pela parte mais complicada do dia, muita areia que tornava a deslocação extremamente complicada. Chegados a Vila Nova de Santo André era hora de almoço. O sítio escolhido para almoçar foi a Pizzaria Vera Itália, o local que escolho sempre nesta viagem para o primeiro dia, pizzas em forno de lenha, nunca desiludiu. A seguir ao almoço procurámos uma loja de bicicletas, precisávamos de camaras de ar e o Fábio tinha um prato empenado, a seguir a Vila Nova de Santo André dificilmente encontraríamos uma loja de bicicletas. Fomos ao Stand Coelho, onde fomos muito bem atendidos e simpaticamente resolveram o problema do prato empenado do Fábio de modo a retomarmos viagem o mais rapidamente possível.

Apesar de já serem 16h30m quando saímos de Vila Nova de Santo André estávamos tranquilos, já só faltavam cerca de 30 quilómetros e não tínhamos uma hora obrigatória de chegada. Apanhámos logo um pequeno trajecto em areia, mas foi curtinho e o último do dia. Até ao final do dia passámos por diversas herdades até chegar à Barragem de Morgavel. Dalí até Porto Covô foi uns instantinho. O Fábio e o Hugo estavam de parabéns, pela primeira vez tinham feito mais de 100 kms em um dia, aliás o máximo do Hugo era 40 kms. Para compensar o bom almoço, ao jantar levámos um barrete, fomos jantar ao Hortela da Ribeira, preços caros e qualidade insuficiente, bastava ir ver à internet informações sobre o restaurante que facilmente percebíamos a pouca qualidade que tinha. Hora de descansar que o dia seguinte seria o mais complicado da viagem.

quinta-feira, junho 06, 2019

Mais uma vez, dia da criança em Cascais

Tal como no ano passado acabámos por passar o dia da criança em Cascais a aproveitar todas as actividades gratuitas que estavam disponíveis para as crianças. E como no ano passado estava tudo extremamente bem organizado, e não eram umas simples actividadezinhas para distraír o pessoal. Como o Francisco já é uma ano mais velho, já consegue aproveitar muito mais coisas, e se para o ano voltar a haver, como eu espero, ainda aproveitará mais. Andou de burro, fez o seu batido pedalando numa bicicleta, fez plasticina, andou no percurso de obstáculos, foi para o palco dançar com o Panda, foi aos insufláveis, foi dentro da ambulância ligar a sirene, etc. E não fez mais coisas porque ainda não tinha idade para isso, porque ainda havia escalada, rappel, jogos tradicionais, um género de carrinhos de choque e insufláveis gigantes que até a mim me apetecia ir lá para dentro andar aos pulos. Uma manhã muito bem passada, que até poderia ter sido alongada, não fosse o extremo calor que estava.

quinta-feira, maio 30, 2019

Mergulho em Sesimbra

Infelizmente não tenho mergulhado muito nos últimos tempos, há mais de 1 ano que não mergulhava. Este domingo fui finalmente mergulhar, o local foi o baleeiro perto de Sesimbra, apanhei umas condições óptimas para a realidade das nossas águas. Quase 1 hora debaixo de água deu para matar saudades, fiquei um pouco mais doente do que já estava, mas isso é outra história que não interessa agora. Quero voltar a mergulhar com mais frequencia pois é algo que realmente gosto de fazer, e apesar de já não mergulhar há bastante tempo, senti-me extremamente adaptado, com uma óptima flutuabilidade e acima de tudo, a conseguir desfrutar do mergulho.


terça-feira, maio 07, 2019

Campismo Porto Côvo

Já há alguns anos que não acampava, pelo menos desde que o Francisco nasceu, e era uma experiência que gostava de lhe proporcionar. Em conversa com alguns amigos surgiu este tema, e como eles também queriam levar os filhos a acampar, logo começámos a planear uns diazinhos de campismo para ver como corria com os miúdos.

Delegámos no Maria, por ser escoteiro e conhecer mais parques de campismo que nós, a escolha do parque de campismo, que acabou por ser o de Porto Côvo. O parque é dos melhores onde já estive, está bem que haviam algumas condicionantes, o facto de ser época baixa e ter pouca pessoas, o facto de ser um parque maioritariamente de roulotes e o facto de termos ido em dias de semana. Mas fiquei bastante agradado com o parque, a limpeza das casas de banho e bom cheiro, urinóis e lavatórios para crianças, trocadouros (sim agora como pai de uma criança tenho estas preocupações e reparo nestes detalhes), churrasqueiras que podemos utilizar, um terreno óptimo para prender as estacas da tenda, sombras não haviam muitas porque tinham podado as árvores mas acredito que o normal seja haverem sombras, muito boa nota para o parque.

O Francisco adorou o campismo, para adormecer à tarde é que não era fácil pelo calor e luminosidade, mas é algo que tenho de resolver, visto que ele gostou imenso de acampar e a minha velha tenda está a pedir a reforma, estou a pensar numa nova melhorzinha tendo em conta esses factores. Já à noite dormia que nem um anzinho, resultado das correrias diárias com os filhos do Fábio e do Maria, chegáva à noite totalmente estoirado. Pela primeira vez pedi electricidade em campismo, é logo uma experiência totalmente diferente e que torna tudo muito mais fácil, não ter de ir para a casa de banho carregar os telemóveis, poder ter um mini frigorífico, ter luz, pequenas coisas que descomplicam a experiência de acampar. Foram 4 dia impecáveis.


quarta-feira, maio 01, 2019

Jardim zoológico

Esta ida ao Jardim zoológico teve algo de especial, o facto de ser a primeira vez que o Francisco foi ao zoo. O Francisco como é óbvio adorou, não si porquê andou o dia inteiro a falar dos crocodilos, antes e depois de termos visto os aligatores, se calhar é por causa do boneco do crocodilo do canal Panda.

E por falar em panda, o jardim zoológico já não tem pandas, já não tem lobos, já não tem dragões de Komodo, não conseguimos ver chitas, mal conseguimos ver os leões e os elefantes, pois toda aquela zona estava em remodelações. Não chegámos a estar 6 horas no jardim zoológico e passámos por todos os sítios, não me lembro de ir ao jardim zoológico e conseguir ver tudo tão calmamente, ainda por cima com uma criança, o que significa que o zoo está mesmo fraquinho. Até o espectáculo dos golfinhos achei super básico, já nem têm focas e leões marinhos no espetáculo.

Fundamentalmnte o jardim zoológico quase que se resume a primatas e aves, salvou-se o espectáculo das aves e o reptilário que é sempre o local que mais gosto de visitar. Valeu pela felicidade na cara do Francisco. E ainda conseguimos apanhar as tartarugas numa daquelas situações tão populares em vídeos do youtube com tartarugas.


sábado, abril 27, 2019

Battle Beast - Lisboa

O mais correcto para o título nem devia ser Battle Beast, mas sim Battle Beast mais Arion. Qualquer uma das duas bandas me faria ir ver o concerto, ainda por cima com as setlist que vinham apresentando nesta tour. Infelizmente perdi as 3 primeiras músicas do concerto dos Arion, até cheguei meia hora mais cedo e espanto quando entro no Lisboa Ao Vivo, a banda já estava a tocar, e como eu, muita gente deve ter sido apanhada desprevenida pois a banda estava a tocar para uma dúzia de pessoas. Nunca tal me tinha acontecido, uma falta de respeito total por parte dos organizadores que meteu a banda a tocar meia hora antes da hora indicada, e se já fiquei chateado por ter perdido 3 músicas muito mais teria ficado se tivesse perdido todo o concerto.


Gostei à brava do concerto especialmente das duas últimas músicas o Unforgivable e o At the Break of Dawn. No intervalo entre concertos acabei por estar uns minutos à conversa com o vocalista, o Lassi Vääränen, super simpático e que ficou surpreendido quando lhe disse que tinham começado a tocar antes da hora, e que ele próprio iria falar com o organizador. Foi uma pena porque muita gente perdeu o concerto e a própria banda teve pouquissímas pessoas a ver o concerto. Ainda elogiou o tempo e a gastronomia portuguesa (engraçado que todas as bandas falam das mesmas coisas sobre Portugal), eu desejei-lhe sorte para o futuro e que voltassem novamente a Portugal.

Hora dos Battle Beast, que concerto brilhante, desde a poderosa voz da Noora Louhimo à simpatia e alegria do Eero Sipilä (mais uma vez é o padrão, na maioria das bandas o baixista é o que interage mais com o público e o que chama as atenções da festa para si). Uma nota para a fatiota e caracterização da Noora, bem sei que é uma das imagens de marca da banda, mas é que salta à vista pela positiva, muito bem conseguido. Sem dúvida que esta é daquelas bandas que quando voltar a Portugal estarei lá a ver, da última vez que cá vieram não tinha ido, arrependi-me, e agora depois de os ver ao vivo ainda me arrependo mais.

Não percebo é como uma banda com esta qualidade só tem uma centena de pessoas a vê-los, e que da primeira vez tinham estado cerca de 20 pessoas, segundo eles, depois a malta aqui neste cantinho à beira mar plantado admira-se que as bandas venham a Espanha, e dêem meia volta sem passar por Portugal. Tenho de destacar as músicas Straight to the Heart, Out of Control e Eden, qualquer uma delas meteram o pessoal a saltar e aos berros, poderosas e melódicas como se quer. Uma bela noite de música.



Battle Beast Setlist Lisboa ao Vivo, Lisbon, Portugal 2019, No More Hollywood Endings 

quarta-feira, abril 17, 2019

Triatlo longo de Setúbal

Depois da minha última lesão pouco consegui treinar para este triatlo, por isso o objectivo seria simplesmente desfrutar da prova sem grandes metas a cumprir. E tentar não sofrer em demasia, pelo menos no meu optimismo inicial. O meu maior medo era que tivesse vento, felizmente o dia esteve bastante bom para a pratica de desporto, tirando uma pequena chuva ao inicio do dia que tornou o percurso de bicicleta um bocadinho mais perigoso, tudo o resto estava óptimo.

Comecei por fazer uma coisa que nunca se faz, utilizei pela primeira vez o meu novo fato isotérmico, só o tinha experimentado fora de água e nunca tinha feito um único treino com ele. Fiquei logo danado quando reparei que tinha um pequeno corte numa perna, primeira utilização, primeiro dano, que raiva. Bem, o segmento de natação posso dizer  que me correu bastante bem, até à primeira bóia, a favor da corrente, íamos a voar dentro de água. Quando virei a bóia a corrente era claramente forte, a solução era encontrar uns bons pés e poupar forças. Tive sorte e encontrei os pés ideais, fui atrás de outro nadador a poupar forças durante mais de 1 quilómetro, ainda houve uma altura que pensei em passar para a frente porque parecia que o ritmo podia ser superior, mas mal saí de trás dele para o ultrapassar percebi que ia ser um esforço desnecessário para o ganho que teria, e por isso lá me mantive atrás dele. Depois da última viragem, quando voltámos a estar a favor da corrente e faltavam para aí 200-300 metros para o final, acelerei e ultrapassei ainda meia dúzia de nadadores até à praia. Menos de 36 minutos a fazer 2 quilómetros, sendo que grande parte do percurso foi contra a corrente, não poderia pedir melhor, aliás foi o segmento mais conseguido desta prova.

Entro no parque de transição e tenho a bicicleta no pior sítio do parque, logo mesmo à entrada, ou seja, nem tive tempo para despir o fato totalmente, e depois tive de atravessar todo aquele estreito parque a empurrar a bicicleta e a fazer slalons entre os outros atletas que se estavam a equipar. O percurso de bicicleta começa pela avenida Todi, a atravessar todas aquelas malditas lombas e passadeiras em empedrado, escorregadias e destruidoras de bicicletas. A minha bolsa da ferramenta que já não tinha os velcros muito bons, acabou por cair devido à vibração na bicicleta, e isto aconteceu 4 vezes durante o percurso da bicicleta, obrigando-me a parar para recolocar a bolsa, minutos precisos que poderia ter poupado. Na primeira passagem pela Arrábida percebi que o percurso era duro, já há algum tempo que não andava de bicicleta naquela zona e já não tinha bem a noção, mas de qualquer modo o ritmo não foi mau na primeira hora, estava com uma média de 27,2 km/h já depois de ter passado a serra, arriscando um pouco nas descidas.


Nos dois primeiros abastecimentos não consegui apanhar nada, apesar de ter diminuído bastante a velocidade na zona de abastecimento. Acho que a organização tem de escolher melhor as pessoas que põe no abastecimento, pôr uns escuteiros sem experiência nenhuma em abastecimento não é uma boa solução, inclusivamente houve um miúdo que me ia mandando ao chão porque ao tentar dar-me o abastecimento meteu-se quase à frente da bicicleta. A culpa não é dos voluntários que estão lá de muito boa vontade a ajudar, a culpa é de quem os mete lá sem lhes explicar que não é só agarrar numa garrafa e esperar que um ciclista lhes arranque a garrafa da mão.

Na parte mais plana do percurso pouco depois de sairmos de Setúbal em direcção à Mitrena, acabei por parar num ponte de abastecimento para garantir água e alimentação, visto que já tinha acabado tudo o que tinha levado inicialmente por minha conta. Essa era a zona mais rápida do percurso, a única zona onde compensava ir em pelotão e apesar de ser proibido eram só pelotões a passar por mim. Quando estava quase a chegar à Mitrena passam uns ciclistas por mim, e aproveitei para ir na roda deles, se apanhasse algum árbitro agora seria de frente e por isso conseguia descolar rapidamente sem ser penalizado, já que toda a gente o estava a fazer não vou ser mais santo que os Santos. Ainda foram quase 10 quilómetros a descansar na roda, o ritmo não era muito mais elevado que o meu mas ia a descansar. Na segunda hora de prova fiz média de 30,1 km/h, não é espectacular mas estava dentro do que queria.

Quando saio de Setúbal e apanho a primeira subida em direcção à serra da Arrábida senti que levei com a marreta, parecia que tinha perdido as forças. Aquela segunda incursão pela Arrábida foi no mínimo penosa, minimizar percas ao máximo, e sofrer, sofrer, sofrer. Na terceira hora de prova fiz média de somente 22,3 km/h, que empeno que levei. Até à meta ainda consegui não perder muito mais porque aproveitei bem as descidas para atacar as subidas mais curtas que se seguiam. Fiz média de 27,9 km/h nos pouco mais de 10 quilómetros que me faltavam até à meta, acabando o percurso de ciclismo com 3h23m23s, numa média total de 26,8 km/h, e caída do lugar 221 que saí do segmento de natação para o lugar 453.

Estava na hora de recuperar lugares, o tipo de transição que este triatlo possibilita, faz com que seja super rápida porque não nos temos de preocupar com a bicicleta, entregamos a bicicleta a elementos da organização, vamos até o local do nosso saco, tirar capacete e por ténis de corrida, já está. Na altura do primeiro retorno noto que o Frederico vinha em sentido contrário, mais ou menos 1 km atrás de mim, mas a um ritmo muito mais elevado, sabia que era uma questão de tempo até ele me passar, o que veio a acontecer ainda antes do quilómetro 6. Apesar das muitas ultrapassagens que fiz, ali por volta do quilómetro 8 o joelho esquerdo começou a dar sinal, a partir daí tive de controlar um bocado a passada para diminuir o impacto. Por volta dos 14 kms senti que estava a ficar sem forças, olho para o relógio e já levava os batimentos a 170 o que é perto do meu limite real, fiquei algo preocupado porque ainda faltava 1/3 da prova e eu já estava a entrar no vermelho. Passado pouco tempo olho novamente para o relógio e vejo 180 batimentos/minuto, tenho algumas dúvidas da veracidade e precisão deste valor, mas o meu coração estava sem dúvida já no limite, aí baixei bastante o ritmo, aliás até estive quase para começar a andar, acho que só por orgulho não o fiz.


Dali até ao final fui gerindo o esforço, tentando não quebrar muito o ritmo e consegui os mínimos que era acabar abaixo das 6 horas de prova. No segmento de corrida recuperei da posição 436 até à posição 378, não consegui recuperar tudo o que perdi na bicicleta, porque foi muito, mas não deixou de ser uma recuperação bem interessante. Neste triatlo estive bem no segmento de natação, muito mal no ciclismo (sempre o meu calcanhar de Aquiles) e aceitável no segmento de atletismo. Gostei bastante da prova na generalidade e provavelmente irei voltar a fazê-la.


quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Mais uma lesão

Faz hoje uma semana que fiz uma entorse no tornozelo direito, novamente os tornozelos, já há muito tempo que não tinha problemas nos tornozelos, mas a minha propensão para entorses nos tornozelos é algo que só posso minimizar. Foi numa altura chata, estava a preparar a meia maratona de Cascais, e com perspectivas de bater o meu record da meia maratona e finalmente baixar de 1h25m. Terei de deixar para outra altura e preocupar-me em ficar bom para ainda ir a tempo de fazer o triatlo longo de Setúbal, que já tem a preparação comprometida. É incrível a quantidade de vezes que tenho problemas antes de provas. Estava a treinar muito bem, o meu VO2 máx estava igual a quanto treinei para o Ironman, as sensações eram boas, fico chateado por todo o esforço dos treinos ter sido inglório. Tenho de aprender a conviver com esta frustração, tenho de interiorizar que era só mais uma prova e que terei novas oportunidades de conseguir superar-me. 

terça-feira, fevereiro 19, 2019

Saga para fazer o cartão do cidadão

Faltavam 3 semanas para o meu cartão do cidadão (CC) caducar e pensei em renovar o cartão, durante a semana passada. Pensei eu, vou ao IRN de Cascais por volta do 12h que deve ser uma hora mais calma, porque toda a gente deve de ir de manhã, e aproveito morar perto do IRN para ir lá num "instantinho" à hora de almoço. Cheguei lá bati com o nariz na porta, o mesmo é dizer que já não haviam senhas para pedir a renovação do CC.

Volto para casa, e fui tentar marcar uma hora para renovar o CC, com hora marcada não deveria ter problemas. Primeira data disponível 24 de Abril...passado dois meses e meio...verdade...ainda era antes da revolução, mas já vinha mesmo muito tarde.

Bem a única solução era ir para o IRN dormir. Cheguei lá hoje ainda não eram 8h e já estavam mais de 10 pessoas à minha frente. A fila ficou interminável até às 9h, hora de abertura. Lá me safei e consegui senha desta vez, mas eram 9h15m e já não haviam senhas, o mesmo é dizer que houve pessoas que chegaram 8h30-8h45 que não conseguiram senha para hoje. Os serviços públicos em todo o seu esplendor. Ainda esperei mais uma hora e finalmente por volta das 10h fui atendido. Que caos...