Infelizmente não tenho mergulhado muito nos últimos tempos, há mais de 1 ano que não mergulhava. Este domingo fui finalmente mergulhar, o local foi o baleeiro perto de Sesimbra, apanhei umas condições óptimas para a realidade das nossas águas. Quase 1 hora debaixo de água deu para matar saudades, fiquei um pouco mais doente do que já estava, mas isso é outra história que não interessa agora. Quero voltar a mergulhar com mais frequencia pois é algo que realmente gosto de fazer, e apesar de já não mergulhar há bastante tempo, senti-me extremamente adaptado, com uma óptima flutuabilidade e acima de tudo, a conseguir desfrutar do mergulho.
quinta-feira, maio 30, 2019
terça-feira, maio 07, 2019
Campismo Porto Côvo
Já há alguns anos que não acampava, pelo menos desde que o Francisco nasceu, e era uma experiência que gostava de lhe proporcionar. Em conversa com alguns amigos surgiu este tema, e como eles também queriam levar os filhos a acampar, logo começámos a planear uns diazinhos de campismo para ver como corria com os miúdos.
Delegámos no Maria, por ser escoteiro e conhecer mais parques de campismo que nós, a escolha do parque de campismo, que acabou por ser o de Porto Côvo. O parque é dos melhores onde já estive, está bem que haviam algumas condicionantes, o facto de ser época baixa e ter pouca pessoas, o facto de ser um parque maioritariamente de roulotes e o facto de termos ido em dias de semana. Mas fiquei bastante agradado com o parque, a limpeza das casas de banho e bom cheiro, urinóis e lavatórios para crianças, trocadouros (sim agora como pai de uma criança tenho estas preocupações e reparo nestes detalhes), churrasqueiras que podemos utilizar, um terreno óptimo para prender as estacas da tenda, sombras não haviam muitas porque tinham podado as árvores mas acredito que o normal seja haverem sombras, muito boa nota para o parque.
O Francisco adorou o campismo, para adormecer à tarde é que não era fácil pelo calor e luminosidade, mas é algo que tenho de resolver, visto que ele gostou imenso de acampar e a minha velha tenda está a pedir a reforma, estou a pensar numa nova melhorzinha tendo em conta esses factores. Já à noite dormia que nem um anzinho, resultado das correrias diárias com os filhos do Fábio e do Maria, chegáva à noite totalmente estoirado. Pela primeira vez pedi electricidade em campismo, é logo uma experiência totalmente diferente e que torna tudo muito mais fácil, não ter de ir para a casa de banho carregar os telemóveis, poder ter um mini frigorífico, ter luz, pequenas coisas que descomplicam a experiência de acampar. Foram 4 dia impecáveis.
quarta-feira, maio 01, 2019
Jardim zoológico
Esta ida ao Jardim zoológico teve algo de especial, o facto de ser a primeira vez que o Francisco foi ao zoo. O Francisco como é óbvio adorou, não si porquê andou o dia inteiro a falar dos crocodilos, antes e depois de termos visto os aligatores, se calhar é por causa do boneco do crocodilo do canal Panda.
E por falar em panda, o jardim zoológico já não tem pandas, já não tem lobos, já não tem dragões de Komodo, não conseguimos ver chitas, mal conseguimos ver os leões e os elefantes, pois toda aquela zona estava em remodelações. Não chegámos a estar 6 horas no jardim zoológico e passámos por todos os sítios, não me lembro de ir ao jardim zoológico e conseguir ver tudo tão calmamente, ainda por cima com uma criança, o que significa que o zoo está mesmo fraquinho. Até o espectáculo dos golfinhos achei super básico, já nem têm focas e leões marinhos no espetáculo.
Fundamentalmnte o jardim zoológico quase que se resume a primatas e aves, salvou-se o espectáculo das aves e o reptilário que é sempre o local que mais gosto de visitar. Valeu pela felicidade na cara do Francisco. E ainda conseguimos apanhar as tartarugas numa daquelas situações tão populares em vídeos do youtube com tartarugas.
sábado, abril 27, 2019
Battle Beast - Lisboa
O mais correcto para o título nem devia ser Battle Beast, mas sim Battle Beast mais Arion. Qualquer uma das duas bandas me faria ir ver o concerto, ainda por cima com as setlist que vinham apresentando nesta tour. Infelizmente perdi as 3 primeiras músicas do concerto dos Arion, até cheguei meia hora mais cedo e espanto quando entro no Lisboa Ao Vivo, a banda já estava a tocar, e como eu, muita gente deve ter sido apanhada desprevenida pois a banda estava a tocar para uma dúzia de pessoas. Nunca tal me tinha acontecido, uma falta de respeito total por parte dos organizadores que meteu a banda a tocar meia hora antes da hora indicada, e se já fiquei chateado por ter perdido 3 músicas muito mais teria ficado se tivesse perdido todo o concerto.
Gostei à brava do concerto especialmente das duas últimas músicas o Unforgivable e o At the Break of Dawn. No intervalo entre concertos acabei por estar uns minutos à conversa com o vocalista, o Lassi Vääränen, super simpático e que ficou surpreendido quando lhe disse que tinham começado a tocar antes da hora, e que ele próprio iria falar com o organizador. Foi uma pena porque muita gente perdeu o concerto e a própria banda teve pouquissímas pessoas a ver o concerto. Ainda elogiou o tempo e a gastronomia portuguesa (engraçado que todas as bandas falam das mesmas coisas sobre Portugal), eu desejei-lhe sorte para o futuro e que voltassem novamente a Portugal.
Hora dos Battle Beast, que concerto brilhante, desde a poderosa voz da Noora Louhimo à simpatia e alegria do Eero Sipilä (mais uma vez é o padrão, na maioria das bandas o baixista é o que interage mais com o público e o que chama as atenções da festa para si). Uma nota para a fatiota e caracterização da Noora, bem sei que é uma das imagens de marca da banda, mas é que salta à vista pela positiva, muito bem conseguido. Sem dúvida que esta é daquelas bandas que quando voltar a Portugal estarei lá a ver, da última vez que cá vieram não tinha ido, arrependi-me, e agora depois de os ver ao vivo ainda me arrependo mais.
Não percebo é como uma banda com esta qualidade só tem uma centena de pessoas a vê-los, e que da primeira vez tinham estado cerca de 20 pessoas, segundo eles, depois a malta aqui neste cantinho à beira mar plantado admira-se que as bandas venham a Espanha, e dêem meia volta sem passar por Portugal. Tenho de destacar as músicas Straight to the Heart, Out of Control e Eden, qualquer uma delas meteram o pessoal a saltar e aos berros, poderosas e melódicas como se quer. Uma bela noite de música.
Hora dos Battle Beast, que concerto brilhante, desde a poderosa voz da Noora Louhimo à simpatia e alegria do Eero Sipilä (mais uma vez é o padrão, na maioria das bandas o baixista é o que interage mais com o público e o que chama as atenções da festa para si). Uma nota para a fatiota e caracterização da Noora, bem sei que é uma das imagens de marca da banda, mas é que salta à vista pela positiva, muito bem conseguido. Sem dúvida que esta é daquelas bandas que quando voltar a Portugal estarei lá a ver, da última vez que cá vieram não tinha ido, arrependi-me, e agora depois de os ver ao vivo ainda me arrependo mais.
Não percebo é como uma banda com esta qualidade só tem uma centena de pessoas a vê-los, e que da primeira vez tinham estado cerca de 20 pessoas, segundo eles, depois a malta aqui neste cantinho à beira mar plantado admira-se que as bandas venham a Espanha, e dêem meia volta sem passar por Portugal. Tenho de destacar as músicas Straight to the Heart, Out of Control e Eden, qualquer uma delas meteram o pessoal a saltar e aos berros, poderosas e melódicas como se quer. Uma bela noite de música.
quarta-feira, abril 17, 2019
Triatlo longo de Setúbal
Depois da minha última lesão pouco consegui treinar para este triatlo, por isso o objectivo seria simplesmente desfrutar da prova sem grandes metas a cumprir. E tentar não sofrer em demasia, pelo menos no meu optimismo inicial. O meu maior medo era que tivesse vento, felizmente o dia esteve bastante bom para a pratica de desporto, tirando uma pequena chuva ao inicio do dia que tornou o percurso de bicicleta um bocadinho mais perigoso, tudo o resto estava óptimo.
Comecei por fazer uma coisa que nunca se faz, utilizei pela primeira vez o meu novo fato isotérmico, só o tinha experimentado fora de água e nunca tinha feito um único treino com ele. Fiquei logo danado quando reparei que tinha um pequeno corte numa perna, primeira utilização, primeiro dano, que raiva. Bem, o segmento de natação posso dizer que me correu bastante bem, até à primeira bóia, a favor da corrente, íamos a voar dentro de água. Quando virei a bóia a corrente era claramente forte, a solução era encontrar uns bons pés e poupar forças. Tive sorte e encontrei os pés ideais, fui atrás de outro nadador a poupar forças durante mais de 1 quilómetro, ainda houve uma altura que pensei em passar para a frente porque parecia que o ritmo podia ser superior, mas mal saí de trás dele para o ultrapassar percebi que ia ser um esforço desnecessário para o ganho que teria, e por isso lá me mantive atrás dele. Depois da última viragem, quando voltámos a estar a favor da corrente e faltavam para aí 200-300 metros para o final, acelerei e ultrapassei ainda meia dúzia de nadadores até à praia. Menos de 36 minutos a fazer 2 quilómetros, sendo que grande parte do percurso foi contra a corrente, não poderia pedir melhor, aliás foi o segmento mais conseguido desta prova.
Entro no parque de transição e tenho a bicicleta no pior sítio do parque, logo mesmo à entrada, ou seja, nem tive tempo para despir o fato totalmente, e depois tive de atravessar todo aquele estreito parque a empurrar a bicicleta e a fazer slalons entre os outros atletas que se estavam a equipar. O percurso de bicicleta começa pela avenida Todi, a atravessar todas aquelas malditas lombas e passadeiras em empedrado, escorregadias e destruidoras de bicicletas. A minha bolsa da ferramenta que já não tinha os velcros muito bons, acabou por cair devido à vibração na bicicleta, e isto aconteceu 4 vezes durante o percurso da bicicleta, obrigando-me a parar para recolocar a bolsa, minutos precisos que poderia ter poupado. Na primeira passagem pela Arrábida percebi que o percurso era duro, já há algum tempo que não andava de bicicleta naquela zona e já não tinha bem a noção, mas de qualquer modo o ritmo não foi mau na primeira hora, estava com uma média de 27,2 km/h já depois de ter passado a serra, arriscando um pouco nas descidas.
Nos dois primeiros abastecimentos não consegui apanhar nada, apesar de ter diminuído bastante a velocidade na zona de abastecimento. Acho que a organização tem de escolher melhor as pessoas que põe no abastecimento, pôr uns escuteiros sem experiência nenhuma em abastecimento não é uma boa solução, inclusivamente houve um miúdo que me ia mandando ao chão porque ao tentar dar-me o abastecimento meteu-se quase à frente da bicicleta. A culpa não é dos voluntários que estão lá de muito boa vontade a ajudar, a culpa é de quem os mete lá sem lhes explicar que não é só agarrar numa garrafa e esperar que um ciclista lhes arranque a garrafa da mão.
Na parte mais plana do percurso pouco depois de sairmos de Setúbal em direcção à Mitrena, acabei por parar num ponte de abastecimento para garantir água e alimentação, visto que já tinha acabado tudo o que tinha levado inicialmente por minha conta. Essa era a zona mais rápida do percurso, a única zona onde compensava ir em pelotão e apesar de ser proibido eram só pelotões a passar por mim. Quando estava quase a chegar à Mitrena passam uns ciclistas por mim, e aproveitei para ir na roda deles, se apanhasse algum árbitro agora seria de frente e por isso conseguia descolar rapidamente sem ser penalizado, já que toda a gente o estava a fazer não vou ser mais santo que os Santos. Ainda foram quase 10 quilómetros a descansar na roda, o ritmo não era muito mais elevado que o meu mas ia a descansar. Na segunda hora de prova fiz média de 30,1 km/h, não é espectacular mas estava dentro do que queria.
Quando saio de Setúbal e apanho a primeira subida em direcção à serra da Arrábida senti que levei com a marreta, parecia que tinha perdido as forças. Aquela segunda incursão pela Arrábida foi no mínimo penosa, minimizar percas ao máximo, e sofrer, sofrer, sofrer. Na terceira hora de prova fiz média de somente 22,3 km/h, que empeno que levei. Até à meta ainda consegui não perder muito mais porque aproveitei bem as descidas para atacar as subidas mais curtas que se seguiam. Fiz média de 27,9 km/h nos pouco mais de 10 quilómetros que me faltavam até à meta, acabando o percurso de ciclismo com 3h23m23s, numa média total de 26,8 km/h, e caída do lugar 221 que saí do segmento de natação para o lugar 453.
Estava na hora de recuperar lugares, o tipo de transição que este triatlo possibilita, faz com que seja super rápida porque não nos temos de preocupar com a bicicleta, entregamos a bicicleta a elementos da organização, vamos até o local do nosso saco, tirar capacete e por ténis de corrida, já está. Na altura do primeiro retorno noto que o Frederico vinha em sentido contrário, mais ou menos 1 km atrás de mim, mas a um ritmo muito mais elevado, sabia que era uma questão de tempo até ele me passar, o que veio a acontecer ainda antes do quilómetro 6. Apesar das muitas ultrapassagens que fiz, ali por volta do quilómetro 8 o joelho esquerdo começou a dar sinal, a partir daí tive de controlar um bocado a passada para diminuir o impacto. Por volta dos 14 kms senti que estava a ficar sem forças, olho para o relógio e já levava os batimentos a 170 o que é perto do meu limite real, fiquei algo preocupado porque ainda faltava 1/3 da prova e eu já estava a entrar no vermelho. Passado pouco tempo olho novamente para o relógio e vejo 180 batimentos/minuto, tenho algumas dúvidas da veracidade e precisão deste valor, mas o meu coração estava sem dúvida já no limite, aí baixei bastante o ritmo, aliás até estive quase para começar a andar, acho que só por orgulho não o fiz.
Dali até ao final fui gerindo o esforço, tentando não quebrar muito o ritmo e consegui os mínimos que era acabar abaixo das 6 horas de prova. No segmento de corrida recuperei da posição 436 até à posição 378, não consegui recuperar tudo o que perdi na bicicleta, porque foi muito, mas não deixou de ser uma recuperação bem interessante. Neste triatlo estive bem no segmento de natação, muito mal no ciclismo (sempre o meu calcanhar de Aquiles) e aceitável no segmento de atletismo. Gostei bastante da prova na generalidade e provavelmente irei voltar a fazê-la.
quinta-feira, fevereiro 28, 2019
Mais uma lesão
Faz hoje uma semana que fiz uma entorse no tornozelo direito, novamente os tornozelos, já há muito tempo que não tinha problemas nos tornozelos, mas a minha propensão para entorses nos tornozelos é algo que só posso minimizar. Foi numa altura chata, estava a preparar a meia maratona de Cascais, e com perspectivas de bater o meu record da meia maratona e finalmente baixar de 1h25m. Terei de deixar para outra altura e preocupar-me em ficar bom para ainda ir a tempo de fazer o triatlo longo de Setúbal, que já tem a preparação comprometida. É incrível a quantidade de vezes que tenho problemas antes de provas. Estava a treinar muito bem, o meu VO2 máx estava igual a quanto treinei para o Ironman, as sensações eram boas, fico chateado por todo o esforço dos treinos ter sido inglório. Tenho de aprender a conviver com esta frustração, tenho de interiorizar que era só mais uma prova e que terei novas oportunidades de conseguir superar-me.
terça-feira, fevereiro 19, 2019
Saga para fazer o cartão do cidadão
Faltavam 3 semanas para o meu cartão do cidadão (CC) caducar e pensei em renovar o cartão, durante a semana passada. Pensei eu, vou ao IRN de Cascais por volta do 12h que deve ser uma hora mais calma, porque toda a gente deve de ir de manhã, e aproveito morar perto do IRN para ir lá num "instantinho" à hora de almoço. Cheguei lá bati com o nariz na porta, o mesmo é dizer que já não haviam senhas para pedir a renovação do CC.
Volto para casa, e fui tentar marcar uma hora para renovar o CC, com hora marcada não deveria ter problemas. Primeira data disponível 24 de Abril...passado dois meses e meio...verdade...ainda era antes da revolução, mas já vinha mesmo muito tarde.
Bem a única solução era ir para o IRN dormir. Cheguei lá hoje ainda não eram 8h e já estavam mais de 10 pessoas à minha frente. A fila ficou interminável até às 9h, hora de abertura. Lá me safei e consegui senha desta vez, mas eram 9h15m e já não haviam senhas, o mesmo é dizer que houve pessoas que chegaram 8h30-8h45 que não conseguiram senha para hoje. Os serviços públicos em todo o seu esplendor. Ainda esperei mais uma hora e finalmente por volta das 10h fui atendido. Que caos...
segunda-feira, janeiro 28, 2019
Lucky number 13
E foi este ano que este blog comemorou o seu 13º aniversário. Ano de azar? Não me parece, não acredito nisso, é simplesmente um número simbólico. O ano passado consegui voltar a escrever um pouco mais, voltei à tendência de escrever mais, apesar de ainda não ser suficiente. Vamos lá ver se este ano a tendência mantém-se, vontade eu tenho mas tudo depende de tempo e essencialmente de conteúdo interessante. Que venha daí mais um ano...
segunda-feira, janeiro 21, 2019
Dakar 2019
Nos últimos anos tenho escrito sempre qualquer coisa sobre o Dakar, mas este ano estou com muito pouca vontade, este Dakar foi uma desilusão, e se é para ser assim que se volte às origens, que se volte a África (e quem sabe com a partida em Lisboa, bem sei que a origem seria Paris-Granada-Dakar). Este Dakar foi monótono, igual em quase todos os dias, só areia e dunas, sem qualquer tipo de novidade. Não sei o motivo, mas deve ter sido muito forte (dinheiro), para este ano o Dakar não ter saído do Perú, não houve o belo salar, não houve altitude, não houve lama, pronto faltou quase tudo.
Nos carros sem a Peugeot já se esperava uma luta mais aberta, a Toyota tinha tido uma grande evolução no ano passado, os Minis eram os reis antes de aparecer a Peugeot, por isso estas seriam as minhas apostas. Surpreendeu-me a maneira tranquila e quase natural como o Nasser venceu com o seu Toyota, sempre muito inteligente tacticamente, sem nenhum erro grave, soube andar bem e aproveitar os erros e azares alheios. Mais uma vez parece-me que o piloto mais rápido é o Sebastien Loeb, contudo erros e azares vão ano após ano impedindo a vitória do francês.
Nas motas mais um ano do mesmo, tirado a fotocópia dos anos anteriores, ora vejamos. Vitória da KTM, as Hondas abandonam quase todas por problemas mecânicos ou quedas, o Joan Barreda, tal como o Sebastien Loeb, mostra ser o mais rápido mas volta a desistir, na Yamaha o Van Beveren esteve quase lá mas volta a desistir na última etapa. Primeira menção honrosa para o Pablo Quintanilla que foi o único a fazer comichão às KTM até ao último dia, sempre muito inteligente e com a lição muito bem estudada, um plano bem definido a cada dia, e não fosse a queda espectacular no último dia, por ir ao ataque, teria terminado pelo menos em segundo lugar, para mim já foi um herói por ter acabado naquele dia. E por fim os parabéns ao novo Campeão, Toby Price fez todo o Dakar com um escafoide partido, não sei como ele conseguia aguentar com dores todos os impactos que o pulso sofria.
Quanto aos camiões, adivinhem lá quem ganhou? Pois é difícil, foram novamente os Kamaz a esmagar toda a concorrência, com mais uma vitória do Nikolaev. Ainda não foi este ano que os Iveco conseguiram chatear os Kamaz, e tirando o ano passado que estiveram na luta até os últimos dias, os Kamaz parecem totalmente imbatíveis.
quarta-feira, janeiro 02, 2019
S.Silvestre Amadora 2018
Acabar o ano como sempre, e como é bom, porque não? S. Silvestre da Amadora, a corrida de estrada que mais gosto de fazer devido ao magnífico público da Amadora. Esta corrida tem crescido imenso a nível de participantes nos últimos anos, principalmente depois de começar a ter a imagem da HMS, o que tornou a corrida muito mais comercial, muito mais um negócio, que é o que me tem desagradado mais na corrida. E de ano para ano as partidas estão mais confusas, ao ponto de já não fazer qualquer sentido não ter blocos de partida, numa estrada estreita e com quase 1600 pessoas. As partidas estão caóticas, misturar pessoas que fazem 1h ou mais de prova, com pessoas que como eu tentam chegar abaixo dos 40 minutos de prova, é só parvo, estorvam os mais rápidos e incomodam os mais lentos. Vendo os resultados era tão fácil, com blocos sub-45min tínhamos sensivelmente 400 pessoas, sub-55min mais 600 pessoas e o resto que seriam mais 600 pessoas, e melhoraria imenso a confusão inicial.
Quanto à corrida sei que manter o ritmo é impossível, há muita subida e descida, é muito difícil perceber se estamos no ritmo certo para o nosso objectivo. A melhor referência são os 5km que ia com sensivelmente o mesmo tempo do ano passado, quando fiz 40m30s, logo ali sabia que ia ser muito difícil baixar dos 40 minutos. A temida subida dos comandos para mim nem é a parte mais complicada da corrida e passei com alguma tranquilidade passado alguns atletas inclusivamente. Para mim por exemplo custa-me mais manter o ritmo no plano, e foi o que aconteceu a seguir à subida dos comandos, onde senti claramente que não estava a conseguir impor um ritmo suficientemente forte para seguir com os corredores à minha volta. Tentei aproveitar ao máximo aqueles 2 quilómetros finais sempre a descer, pensava que estava mais perto dos 40 minutos do que efectivamente estava e estava a dar tudo por tudo. No final fiz 40min45s, mais 15 segundos que no ano passado, foi um bom tempo de qualquer maneira. Este ano lá para o final, terei outra hipótese de baixar dos 40 minutos, algo que só consegui em 2015, e num percurso que era ligeiramente mais fácil.
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