terça-feira, maio 29, 2018

Triatlo Oeiras 2018

Este foi o primeiro triatlo do ano, e já estava com algumas saudades de fazer triatlo e reunir-me com a equipa. O dia estava com condições meteorológicas excelentes para a prática de desporto, a temperatura amena, sem vento, e as condições do mar óptimas como eu nunca tinha visto nas últimas 5 edições do triatlo de Oeiras. Em primeiro lugar os meus parabéns à organização, ter partidas divididas por escalões foi uma óptima solução para o problema de ter imensos atletas inscritos, evitou a típica confusão no início do segmento de natação, aliás posso dizer que provavelmente foi o segmento de natação menos confuso que fiz alguma vez num triatlo curto. Pessoalmente não me senti muito bem neste segmento, bastante ofegante sem nenhum motivo aparente e só depois da viragem da primeira bóia senti que a minha natação estava mais fluída. Acabei quase com 14 minutos o segmento.

No segmento de ciclismo formou-se rapidamente um grupo de 5-6 ciclistas onde rodávamos a uma velocidade bastante boa. Mas nunca me senti confortável no grupo, senti sempre que estava em esforço, e quando chegámos à subida do Alto da Boa Viagem, acabei logo por ficar para trás não conseguindo seguir com o grupo e baixando bastante a velocidade. Após a viragem em Algés voltei a conseguir entrar num grupo que me apanhou, mas a história repetiu-se e quando cheguei novamente à subida em sentido inverso do Alto da Boa Viagem fiquei para trás. À chegada a Paços de Arcos vem outro grupo e tento seguir com o grupo, mas não estava a conseguir igualar a velocidade do grupo, já estava muito perto da cauda do grupo e a pensar que não conseguiria seguir com eles, quando o Nélson foi o salvador da pátria e deu-me um ligeiro empurrão que foi o suficiente para eu conseguir seguir com o grupo. A velocidade aumentou e estava mais descansado, só vantagens, e foi a única altura que me senti bem em todo o segmento. Ainda partilhei a minha água com o Nélson, mas a ajuda que ele me tinha dado tinha sido muito superior.

À saída do parque de transições para o segmento de corrida, junto à zona de abastecimento, há um idiota que me dá um toque no calcanhar e eu quase que vou ao chão. Em vez de pedir desculpa como era natural ainda refila que eu não ia a direito, claro, uma estrada tão grande ele queria-me passar junto à mesa de abastecimento quando eu me aproximava para apanhar uma garrafa de água. A pressa era tanta e a velocidade dele era tão grande que passados 200 metros já o estava a ultrapassar e a deixá-lo "apeado". Sem dúvida que este é o meu melhor segmento, sentia-me bem, solto, a ultrapassar imensos atletas. No final da primeira volta o Filipe ainda chega ao pé de mim, passei-lhe a minha garrafa de água que ele não tinha conseguido apanhar nenhuma e incentivei-o para acabar forte. O tempo final não foi grande coisa apesar da óptima recuperação no segmento de atletismo, acabei acima de 1h10m.


AnoTempo finalS1T1S2T2S3
20141h14m51s15m11s2m55s35m09s1m06s20m30s
20151h12m04s13m24s3m03s32m46s1m32s21m32s
20161h02m59s11m08s2m49s28m56s56s19m07s
20171h07m40s11m31s3m04s30m20s1m10s21m34s
20181h10m48s13m54s2m55s33m50s1m03s19m06s

Olhando para a tabela dos meus tempos das minhas participações no triatlo de Oeiras, é claro como água o que se passou na minha prova e claramente há uma relação directa com o tipo de treino que ando a fazer. O atletismo estou tão ou mais forte como quando andei a treinar para o Ironman, o ciclismo está pela hora da morte, quase não consigo treinar e isso reflecte-se claramente, o segmento da natação para mim é um mistério, sinto que tenho treinado bem, as condições do mar estavam propícias a bons tempos, mas não me senti bem dentro de água e o tempo indica que não fiz um bom segmento. A próxima prova que vou ter será o swim challenge, numa distância de 3,8 kms e aí poderei averiguar se realmente foi um mau dia de natação ou se realmente não estou tão bem quanto pensava.

segunda-feira, maio 07, 2018

Eco maratona Lisboa 2018

Desde o Ironman que não tinha voltado a fazer uma maratona, não me tinha sentido suficientemente desafiado para o fazer, mas devido à dificuldade do percurso a Eco Maratona de Lisboa chamou-me a atenção, e vi aqui um desafio interessante e diferente do que estou habituado.

A semana antes da prova não foi propriamente a melhor a nível de preparação, andei durante 2 dias bastante mal disposto, a vomitar, com diarreia, a comer mal e a desidratar, além disso mal consegui treinar. Mas devo de admitir que esta nem era a minha maior preocupação, estava mais preocupado com os meus joelhos, já há muito tempo que não corria mais de 30kms e normalmente quando corro distâncias maiores os joelhos começam a doer. Antes da corrida lá passei o belo do Voltaren nos joelhos e rezei a todos os santinhos para que não me doessem.

O dia estava demasiado quente, a sorte é que a corrida iria decorrer quase inteiramente em Monsanto onde as árvores nos iriam abrigar do calor. Na linha de partida começo a olhar para toda a gente que não era muita, e eram só cromos da corrida, pareciam-me todos super batidos, super bem preparados, ao ponto de pensar para mim que o importante era acabar e tentar não ficar nos 10 últimos. Olho para um rapaz de sandálias e pensei que pelo menos à frente deste devo ficar, quem se lembraria de fazer uma maratona trail de sandálias?

A corrida começou bastante calma a um ritmo que não deveria ser superior a 4m30s/km, ainda pensei em seguir com o grupo da frente, mas aquilo era uma maratona, por isso era melhor conter o meu ímpeto e seguir ao ritmo mais confortável possível e deixar passar quem quisesse passar sem tentar ir atrás. Por volta dos 4 km de corrida passa o rapaz das sandálias por mim e pensei que nem este ia ficar atrás de mim, devo estar mesmo a deixar-me ficar para os últimos lugares. Ainda lhe perguntei como era possível fazer uma maratona de sandálias, ao que ele me respondeu que estava em vantagem porque ia mais leve. Mas pouco depois demos a volta e comecei a ver em sentido contrário os corredores que iam atrás de mim, e ainda eram muitos e alguns já com má cara, por isso pensei que dos últimos lugares me iria livrar.

Durante algum tempo andei a passar alguns corredores nas subidas que posteriormente passavam por mim nas descidas e isto durante algum tempo. Por volta dos 7 kms segui durante algum tempo com o meu primeiro companheiro de corrida o Ulisses Nunes. Partilhámos experiências de corridas antigas, de desafios, e fomos ali na conversa de modo a que a corrida custasse menos. Como estávamos os 2 a gerir a prova, foi uma óptima companhia para ir controlando o ritmo de uma maneira inteligente. Aos 10 km ia com 57 minutos de prova na posição 31 da geral, se conseguisse continuar a este ritmo seria óptimo, pois com a elevada altimetria da prova seria bastante difícil fazer melhor.

Aos 14,5 kms cruzámos com a prova da meia maratona que tinha saído 1h depois de nós, e por sorte o João Maria viu-me e seguimos juntos, visto que o percurso seria o mesmo durante algum tempo. Por volta dos 17 km disse ao Maria para seguir sem mim, estávamos a entrar na subida ao lado da A5, ele tinha menos 11 kms nas pernas e menos 1h de prova que eu, e senti que não devia de ir ao choque com ele, além disso quando ele acabasse para mim ainda me faltaria cerca de 1h de prova, por isso não me podia desgastar tão cedo na prova. Por volta desta altura também perdi o Ulisses, durante a subida ele não conseguiu seguir comigo e ficou para trás.

Aos 20kms estava com 1h51m15s de prova na posição 28, tinha recuperado 3 lugares, muito graças à subida onde sou mais forte que a maioria. Tinha demorado 54m15s nos segundos 10 kms de prova, estava mais rápido, apesar de ser relativo comparar devido à imensa altimetria da prova que era diferente ao longo do percurso. Por volta dos 20,5 kms fiquei com o meu 2º companheiro de corrida, o João Antunes, comentámos entre nós que o facto de termos ido juntos com a meia maratona, mesmo que fosse inconscientemente, tinha feito com que aumentássemos o ritmo. Ao quilómetro 22,5 apanhei o rapaz das sandálias, ainda lhe disse para seguir connosco, mas ele respondeu que não era o dia dele e ficou ao seu ritmo. Por volta dos 24 kms numa descida mais acentuada deixei o João seguir, ele estava bem e preferi seguir no meu ritmo.

Ao quilómetro 26 no 3º posto de controlo, estava na posição 26, tinha conseguido recuperar mais 2 lugares. Ali por volta dos 28 kms foi quando me senti pior, sentia-me cansado e parecia que estava a quebrar o ritmo, apesar de não estar a ser passado por ninguém também não estava a conseguir manter o meu ritmo nem via ninguém. E andei assim para aí durante uns 8 quilómetros, meio em gestão, sem grande motivação porque não via ninguém nem atrás nem à frente. No posto de controlo aos 30 kms estava na posição 25, mesmo quebrando o ritmo tinha recuperado mais uma posição e estava com 2h49m25s de prova, tinha demorado 58m10s nos terceiros 10 kms de prova.

A minha motivação só voltou perto dos 35 kms quando voltei a ver um corredor à minha frente. Comecei a contar o tempo e ele estava cerca de 30 segundos à minha frente, decidi por enquanto não aumentar muito o ritmo e calmamente ir chegando ao pé dele. E logo na subida seguinte ele começa a andar, tarefa facilitada, passei por ele a correr e ele nem tenta vir comigo. Quase a chegar aos 36 kms havia um posto de abastecimento onde vi mais um corredor à minha frente que estava a demorar um pouco a comer e a beber no posto de abastecimento. À saída do posto deveria levar 15s-20s de atraso em relação a ele. O terreno era maioritariamente a descer e estava com alguma dificuldade em fechar o espaço, mesmo tendo aumentado o ritmo, mas lá consegui ir-me aproximando progressivamente. À entrada do quilómetro 37 havia uma pequena subida e decidi que era ali, já faltava muito pouco para o final e era queimar tudo o que tinha ali para o passar e deixar definitivamente para trás, apesar de saber que a subida final até o parque Eduardo VII me iria favorecer mesmo no final preferi cavar logo ali algum tempo para poder gerir no final. Aos 38,5 km olhei para trás e já tinha aberto uma boa distância que me dava algum conforto até ao final, mas como estava com boas sensações continuei a apertar o ritmo. Quando cheguei à última subida junto ao Jardim da Amnistia Internacional, a distância ainda tinha aumentado mais e sabia que poderia fazer a subida final tranquilamente. Acabei com o tempo final de 3h58m33s, ainda abaixo das 4h quando inicialmente queria fazer abaixo das 4h30m para considerar um bom resultado, na posição 21 entre 101 corredores que acabaram. Não posso dizer que é o meu 2º melhor tempo de sempre na maratona porque a prova tinha 41,5 kms, mas não deixou de ser um óptimo tempo final.


Relive 'Lisboa Eco Maratona 2018'


sábado, abril 14, 2018

Viagem a Londres

O melhor que posso dizer da cidade é que facilmente me via a viver lá, está bem que segundo me disseram apanhei os melhores dias do ano a nível meteorológico, e o mau tempo é o meu principal problema com o Reino Unido, mas fiquei realmente enamorado pela cidade.

Os dois primeiros dias foi em trabalho, finalmente após quase 4 anos a trabalhar na Sky, fui conhecer o campus da Sky perto de Londres. Fiquei totalmente espantado com a dimensão e organização. Logo para começar há autocarros, gratuitos para trabalhadores da Sky, que vão constantemente entre as estações de metro mais próximas e o campus da Sky. Os refeitórios e restaurantes são óptimos e com comida a preços bastante reduzidos, os edifícios são super bem organizados e os mais recentes são bastante bonitos. Podemos ver as gravações e noticiários que estão a ser gravados no momento, temos um cinema, mais uma vez gratuito, ginásio a baixo preço, estacionamento enorme para bicicletas, sim em Londres a bicicleta é um verdadeiro meio de transporte. Apesar do mau tempo habitual há imensas pessoas a andar de bicicleta a qualquer hora do dia, quando oiço que é estupidez fazer ciclovias em Lisboa só me apetece chamar a essas pessoas de estúpidos e ignorantes, sim Lisboa é muito mais acidentada e daí? Londres, assim como a maioria das capitais e países por essa Europa fora, são muito piores a nível de meteorologia e não é por isso que a bicicleta não é um meio de transporte largamente usado e respeitado.


Na 6ª feira ao final da tarde fui para o Hotel onde ia passar o fim-de-semana perto da Tower of London. Já tinha combinado com o Nuno que iríamos correr em Londres, então aproveitámos para ir conhecer o Victoria Park, que de outra maneira não iríamos ter tempo de conhecer. Talvez a coisa que me deixou mais mal impressionado em Londres foram os barcos-barracas atracados na ribeira do parque, isso e os sacos de lixo espalhados pelos passeios à espera de serem recolhidos. A história do pessoal se juntar na 6ª feira a tarde depois do trabalho nos pubs, não é história, é a mais pura das verdades, conforme íamos a correr os passeios frente aos pubs estavam totalmente apinhados de pessoal. Nessa noite fomos jantar perto de Leicester Square e como já que estávamos ali fomos à loja dos M&M. Só entrar lá é uma overdose de chocolate devido ao maravilhoso cheiro, é giro de conhecer mas um conselho, quem quiser comprara M&M compre no aeroporto, é metade do preço.


Mas no sábado é que foi, era o dia que tínhamos inteiro por nossa conta para conhecer o máximo que conseguíssemos, andámos cerca de 25kms mas valeu a pena. Começámos por ir à Tower Bridge (não tenho a certeza mas creio que foi a única ponte que sobreviveu à segunda guerra mundial), passagem pela Tower of London e pelo Tower Hill Memorial, onde há uma homenagem a todos os tripulantes de marinha mercantil que sucumbiram durante a segunda guerra mundial, aliás há imensos sítios de Londres onde se percebe o impacto que a guerra teve sobre a cidade, desde memoriais até a faixadas que se percebe que foram atingidas por tiros. 

Apanhámos o metro para perto do London Eye, passámos a ponte em direcção ao Big Ben (que pena estar neste momento em reparações), vimos a Abadia de Westminster, passámos à entrada da Downing Street e seguimos por St James Park em direcção ao Palácio de Buckingham. Subimos Hyde Park, onde fizemos uma pequena pausa junto ao lago para descansar os pés e pernas, passámos junto ao memorial da princesa Diana e fomos ver o Science Museum. Uma curiosidade dos locais culturais em Londres é que ou têm entradas extremamente caras ou então são à borla e simplesmente pedem um donativo à entrada, o Science Museum é um desses casos.


Mesmo ao lado do Science Museum está o Natural History Museum, que era o sítio que tanto eu como o Nuno mais queríamos conhecer em Londres, mas estava uma fila interminável, talvez por também ser gratuito e ser sábado. Então decidimos que no dia seguinte o museu abria às 10h e nós estaríamos lá meia hora antes. Como já era um bocado tarde fomos almoçar a um Five Guys ali ao pé. A seguir ao almoço não havia descanso, fomos de metro até ao Madame Tussauds, onde não íamos entrar mas queríamos passar por lá, fomos ao Regent's Park e seguimos em direcção a Leicester Square onde o Nuno queria ir à loja da Lego. Pelo meio e por engano ainda passámos pela China Town de Londres, e eu a pensar que só havia bairros de indianos, afinal também há um sítio de grande concentração de chineses. Apesar da comunidade indiana ser mesmo enorme em Londres, e que sotaque difícil de entender eles têm, a cidade é muito pluricultural onde nos cruzamos com facilidade com pessoas de diversos países.

Depois disso descemos em direcção ao rio onde ainda visitámos a National Gallery, mais uma vez a entrada era um donativo. Devo de admitir a minha ignorância em relação a pinturas, aquilo era tudo extremamente bonito, mas não percebia nada, nem conhecia grande parte dos pintores, até que chegou a um ponto que disse ao Nuno que já estava farto de ver quadros. Passámos então por Trafalgar Square e apanhámos o metro para o hotel, estávamos tão moídos que decidimos ir descansar a ver um filme até à hora do jantar. Arranjar um restaurante para jantar foi um desafio, sábado à noite pensava eu que seria outra noite de pubs cheios mas não, é sim de restaurantes cheios, sem reserva foi uma sorte termos mesa para jantar.

No dia seguinte saímos de malas e bagagens directos para o Natural History Museum Ao contrário dos dias anteriores, no domingo estava a chuviscar e ainda estivemos uns 40 minutos à espera junto à porta de entrada, contudo valeu a pena a espera, primeiro porque fomos os primeiros da fila e passados poucos minutos de lá chegarmos estava formada uma fila enorme, e depois porque o museu vale mesmo a pena ser visitado. Grande parte da exposição é centrada na geologia, pedras, vulcanismo, terramotos, etc. Contudo a parte que mais gostei foram os esqueletos de dinossauros e animais pré históricos. Depois de uma manhã inteira no museu fomos directos ao aeroporto, já não havia tempo para mais, mas Londres é um sítio a voltar, adorei a cidade e ficou ainda tanto por ver.




quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Meia maratona de Cascais

Mais uma meia maratona, esta com uma boa preparação feita e com o objectivo de baixar o tempo de 1h25m. Temperatura ideal e incrivelmente quase sem vento, tudo condições óptimas. Como parti do bloco dos menos de 1h45m, ao início ainda tive alguns problemas até meter um ritmo certo, a minha ideia era apanhar bandeira dos 4min/km, mas à entrada da estrada do Guincho desisti da ideia, fiz um quilómetro a 3m50s e parecia que a bandeira estava a fugir. A decisão foi encontrar alguém que puxasse por mim para não ir de peito ao vento, e tentar não perder de vista a bandeira.

Cheguei aos 10kms, no meu GPS, com 40m10s, não estava longe do objectivo, e ia a sentir-me muito bem, por isso tinha esperanças de conseguir baixar da 1h25m. Por volta dessa altura passou um atleta ligeiramente mais rápido, aproveitei a boleia e fui com ele, visto estar-me a sentir bem e já não faltar muito para dar a volta, o que facilitaria porque passávamos a estar a favor do vento.

O problema surgiu por volta do quilómetro 16, comecei a sentir-me imensamente cansado, não eram dores de pés ou pernas, não era o coração descontrolado, simplesmente era falta de força. Durante esse quilómetro ainda consegui seguir com o grupo onde estava, mas fiquei mesmo muito desgastado ao ponto de pensar em parar para recuperar. Consegui seguir mas tive de baixar o ritmo, o meu objectivo de acabar abaixo de 1h25m estava irremediavelmente comprometido, mas queria pelo menos bater o meu record pessoal de 1h27m23s feito já há mais de 2 anos


Durante este período vi o Felício um pouco à minha frente que estava a fazer de guia para a mulher que ia em 2º lugar, a motivação era tentar apanhá-los, assim sabia que não perderia muito tempo. Depois do quilómetro 19 quase que os apanhei a seguir à subida a chegar à casa da Guia, contudo no plano não consegui acompanhar a passada deles, estava mesmo muito cansado, faltava pouco para o fim e era quase sempre a descer, era serrar os dentes e aguentar o sofrimento até ao fim. Cheguei ao fim com 1h26m35s, record batido sim, mas ainda com o objectivo de 1h25m para outra corrida, Não posso dizer que tenha sido mau, bem pelo contrário, mas faltou a cereja no topo do bolo. Os meus parabéns ao Nuno e ao Maria por terem completado a primeira meia maratona, agora já sabem é sempre a subir e o objectivo seguinte é a maratona.


quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Corrida fim da Europa

Foi a primeira vez que fiz esta corrida, todos os meus amigos diziam que era belíssima, que devia fazer, então este ano fui experimentar. A logística da corrida é um bocado chata devido ao facto de começar num sítio e terminar noutro, além disso estacionar o carro é outra complicação, tem de ficar a mais de 2 quilómetros da meta, e ainda levei com uma fitinha da polícia, eu e toda aquela fila de mais de 20 carros que estacionou naquele sítio, espero que não me apareça agora uma multa em casa.

Deixei o carro na Azoia ainda antes da 8h para apanhar o autocarro da organização em direcção a Sintra, onde a corrida só começava para mim às 10h15m. Estava um frio de um raio mas gosto de correr de calções e t-shirt, por isso aproveitei para estar agasalhado o máximo tempo possível e só por volta das 9h30m é que meti a roupa no meu saco que era transportado até à meta. Ainda bem que a organização dividiu a partida em 2 vagas uma às 10h e outra às 10h15m, eu até fiquei muito bem posicionado logo no início da 2ª vaga, mas acho que o ideal seria ainda haver mais vagas, com menos atletas de cada vez, e em intervalos mais curtos.

A primeira parte da corrida foi bastante divertida para mim, adoro fazer subidas e os 4 primeiros quilómetros eram a subir a sério. Aquela subida é uma sucessão de S's onde conseguia ir vendo a cabeça da corrida na laje seguinte à que eu estava. Aos 13 minutos de corrida começo a ultrapassar atletas que tinham partido no grupo das 10h e comecei cada vez a ver mais gente, acabando por perder a noção de onde estavam os primeiros do meu grupo. Aos 5 quilómetros de prova ia com 24m03s na posição 51, a subida mais longa tinha terminado a prova ia tornar-se mais fácil e sabia que sem subida ia começar a ser ultrapassado. Por volta dos 8 quilómetros ainda fiz uma pequena entorse no tornozelo que me fez abrandar um bocadinho o ritmo durante 1 quilómetro, até a dor passar mais. Aos 10 quilómetros a última grande subida, não muito longa mas bastante inclinada.

A partir dali era sempre a descer até ao final, esta parte do percurso é extremamente bonita, assim como grande parte do percurso, talvez a corrida mais bela de estrada que já fiz, mas nada comparado a corridas de trail. Neste momento tentei-me 'agarrar' a outros 2 corredores de modo a manter um ritmo vivo, como era a descer sabia que senão tivesse alguém para marcar, acabaria por me desleixar pela facilidade e não daria o máximo na descida. Cheguei ao fim com algumas dores nas unhas dos pés devido à descida empurrar os pés dentro dos ténis, mas tirando isso fisicamente estava bastante bem. Ficar na posição 74 entre mais de 2200 atletas foi excelente, estes percursos mais exigentes com mais altimetria favorecem as minhas características. Depois mais 2-3 quilómetros a andar a pé até ao carro, gostei muito da corrida mas não sei se volto a participar devido à logística.



sábado, janeiro 27, 2018

12 anos de blog

Ena 12 anos, quando comecei a escrever o blog nunca pensei que fosse algo que durasse tanto tempo, mas apesar de cada vez ter menos tempo tenho tentado manter alguma periodicidade na escrita. A ver se começo a inverter a tendência de escrever menos, porque recordar as coisas que passei através da leitura dos artigos antigos é um exercício que me agrada imenso. Gostava que daqui a 12 anos estivesse aqui a comemorar, vamos lá ver o que vai acontecer, espero que me continue a dar o prazer que ainda me dá.

sexta-feira, janeiro 26, 2018

Porque em Portugal os filmes são maioritariamente legendados?

Isto tem um motivo histórico e apesar de não ser pelas boas razões, quanto a mim o resultado não poderia ser mais positivo. Se não me choca ver animações traduzidas, porque é essencial que uma criança as compreenda, porque o movimento das bocas se adapta melhor à dobragem, ver um filme dobrado até me causa urticaria. E além de legendarmos, nós também temos outra coisa fenomenal, temos óptimas legendas e óptimas dobragens, quem não se lembrará das hilariantes traduções do Dragon Ball, totalmente adaptadas à nossa realidade. Deixo aqui dois vídeos que explicam bem estas questões e o porquê de sermos únicos em Portugal.



quarta-feira, janeiro 24, 2018

Primeira aula de natação do Francisco

Bem, não posso dizer que tenha sido a primeira aula, visto que já tínhamos experimentado 2 piscinas anteriormente. Na verdade é a primeira aula agora estando inscrito numa piscina onde começaremos a ir regularmente. Foi super divertido, tanto ele como eu fartamos-nos de gozar aqueles 30 minutos de aula, ele super feliz, eu mega contente por ele estar a divertir-se. Parecia que ele fazia natação desde sempre, sem medo nenhum, a mandar-se para dentro de água de qualquer maneira, a meter a cabeça debaixo de água como se conseguisse respirar debaixo de água, lá está a ignorância às vezes é o melhor que se pode ter, no caso dele ainda não percebe que precisa de respirar e debaixo de água não consegue. Quanto a mim além de me divertir fiquei bastante cansado, estar de cócoras durante 30 minutos a segurar quase 12 kg sempre a esbracejar e a espernear (mesmo que seja dentro de água) é mesmo muito cansativo. Estou desejoso para ver a evolução dele nas próximas aulas e vê-lo a tornar-se autónomo progressivamente.

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Dakar 2018

Mais um ano de Dakar, mais um ano do mesmo, KTM triunfa nas motos (como nas 16 edições anteriores) apesar de mais dificuldades que o habitual, Peugeot com um domínio avassalador nos carros, os russos da Kamaz com mais uma vitória nos camiões e finalmente a Yamaha a cilindrar a concorrência nos Quad. Este ano com um percurso duríssimo, segundo alguns pilotos o mais duro de sempre, com muitas dunas e muita areia macia, muitas quedas e muitos atascanços.

Começando pelas motos, este ano para nós, portugueses, infelizmente não foi tudo como o mesmo, sem o Ruben Faria, Hélder Rodrigues e especialmente o Paulo Gonçalves, não mostrámos as nossas cores e não se ouviu falar dos portugueses como nos últimos anos tem acontecido. Mais uma vez o que para mim é o melhor motociclista, o Joan Barreda, não ganha e nem sequer chega ao final, ano após ano, seja por problemas na máquina, penalizações, quedas, erros infantis, ainda não conseguiu ganhar um Dakar. Uma prova que estava super interessante até à 10ª etapa, quando um erro de navegação colectiva entrega a disputa da prova a Matthias Walkner e a Van Beveren, depois uma queda deste último deixou a prova praticamente decidida.

Nos quad então não há nada a dizer, domínio absoluto e esmagador da Yamaha de Ignacio Casale, que depois do abandono de Sergei Kariakin a dúvida era saber quem o acompanhava no pódio. Mais de 1h30m de avanço para o segundo lugar diz muito do que foi a corrida nos quad.

Nos carros a Peugeot tem uma máquina muito a frente da concorrência, quem olha as imagens na televisão, apercebe-se facilmente o quão mais adaptável é o carro às difíceis condições do terreno em comparação com a concorrência. E curiosamente acaba por ganhar o piloto que para mim tem menos andamento dos 4 pilotos oficiais da Peugeot. Sebastian Loeb ainda não foi este ano, tem um andamento fantástico, muito melhor na navegação, mais ano menos ano ganhará naturalmente o Dakar. O sr. Dakar, Stéphane Peterhanse, este ano acumulou alguns erros que inclusivamente lhe custaram o pódio, sempre ao ataque, sempre a dar espetáculo, mais uma grande prova. Cyril Depres ainda não foi este ano que ganhou nos carros depois das inúmeras vitórias nas motos, e neste caso apesar de andar bem, acho que lhe falta qualquer coisa para ganhar o Dakar, vamos ver senão me engano. E finalmente o vencedor Carlos Sainz, que 8 anos após a primeira e única vitória volta a ganhar, não foi o melhor, mas foi o mais consistente e teve a sorte de ter Cyril Despres para o ajudar quando teve problemas mecânicos. O próximo ano vai ser curioso, a Peugeot vai sair, qual será o melhor carro para o ano? Alguém comprará os Peugeot deste ano e tentará ganhar com os mesmos carros deste ano? A Mini voltará em força e a dominar como fazia antes da Peugeot? Os Toyota mostrarão que a evolução que tiveram este ano não foi um acaso?

Nos camiões a Kamaz teve muitas dificuldades a renovar o título, apesar da vantagem final (de quase 4h!!!), não indicar isso. À entrada da penúltima etapa os camiões de Nikolaev e de Villagra estavam separados por 1 incrível segundo, depois de centenas de quilómetros, furos e avarias só 1 segundo separava os dois camiões. Nessa penúltima etapa Villagra foi obrigado a abandonar devido a problemas mecânicos e assim a corrida ficou decidida.

Até para o ano Dakar. 

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Natação - Desafio dos Reis

Devido a ter mudado para a piscina da Cidade Universitária, há algum tempo que não ia à piscina da Alapraia, nem ainda tinha visto as obras que fizeram no Verão. A convite do Nuno Felício soube que iam voltar a fazer um desafio aberto, por isso decidi aproveitar a oportunidade de rever e nadar com os meus colegas do triatlo.

Quando lá chego pergunto qual era o desafio desta vez, nem tinha visto. O desafio consistia em 50 séries a 1m50s, que podiam ser de 100m, 75m ou 50m, nós é que decidíamos o que queríamos fazer. Com alguma renitência lá fui para a pista dos 100m, ao lado da pista de 75m de modo a que se não aguentasse o ritmo, saltasse para a pista de 75m. Fazer 50 séries de 100m são 5km, coisa que já não fazia há mais de 1 ano, por isso calculei logo que não ia aguentar.

As 2-3 primeiras séries senti-me super bem, mas como é sempre assim ao início não dei muita importância. Quando cheguei aos 1500m continuava a sentir-me muito bem, e estava a fazer tempos a rondar 1m40s, não é que os treinos em piscina de 50 metros estavam a dar efeito e eu nem me tinha apercebido. Por volta dos 3500m inclusivamente cheguei a liderar a pista onde estava, durante algumas séries. Cheguei ao fim do desafio com a sensação que fazia mais 5000m ao mesmo ritmo, fiquei mesmo impressionado com a eficácia dos treinos em piscina de 50 metros, e não tinha a noção, mas nadar em piscina de 25 metros e consideravelmente mais rápido.