sábado, abril 14, 2018

Viagem a Londres

O melhor que posso dizer da cidade é que facilmente me via a viver lá, está bem que segundo me disseram apanhei os melhores dias do ano a nível meteorológico, e o mau tempo é o meu principal problema com o Reino Unido, mas fiquei realmente enamorado pela cidade.

Os dois primeiros dias foi em trabalho, finalmente após quase 4 anos a trabalhar na Sky, fui conhecer o campus da Sky perto de Londres. Fiquei totalmente espantado com a dimensão e organização. Logo para começar há autocarros, gratuitos para trabalhadores da Sky, que vão constantemente entre as estações de metro mais próximas e o campus da Sky. Os refeitórios e restaurantes são óptimos e com comida a preços bastante reduzidos, os edifícios são super bem organizados e os mais recentes são bastante bonitos. Podemos ver as gravações e noticiários que estão a ser gravados no momento, temos um cinema, mais uma vez gratuito, ginásio a baixo preço, estacionamento enorme para bicicletas, sim em Londres a bicicleta é um verdadeiro meio de transporte. Apesar do mau tempo habitual há imensas pessoas a andar de bicicleta a qualquer hora do dia, quando oiço que é estupidez fazer ciclovias em Lisboa só me apetece chamar a essas pessoas de estúpidos e ignorantes, sim Lisboa é muito mais acidentada e daí? Londres, assim como a maioria das capitais e países por essa Europa fora, são muito piores a nível de meteorologia e não é por isso que a bicicleta não é um meio de transporte largamente usado e respeitado.


Na 6ª feira ao final da tarde fui para o Hotel onde ia passar o fim-de-semana perto da Tower of London. Já tinha combinado com o Nuno que iríamos correr em Londres, então aproveitámos para ir conhecer o Victoria Park, que de outra maneira não iríamos ter tempo de conhecer. Talvez a coisa que me deixou mais mal impressionado em Londres foram os barcos-barracas atracados na ribeira do parque, isso e os sacos de lixo espalhados pelos passeios à espera de serem recolhidos. A história do pessoal se juntar na 6ª feira a tarde depois do trabalho nos pubs, não é história, é a mais pura das verdades, conforme íamos a correr os passeios frente aos pubs estavam totalmente apinhados de pessoal. Nessa noite fomos jantar perto de Leicester Square e como já que estávamos ali fomos à loja dos M&M. Só entrar lá é uma overdose de chocolate devido ao maravilhoso cheiro, é giro de conhecer mas um conselho, quem quiser comprara M&M compre no aeroporto, é metade do preço.


Mas no sábado é que foi, era o dia que tínhamos inteiro por nossa conta para conhecer o máximo que conseguíssemos, andámos cerca de 25kms mas valeu a pena. Começámos por ir à Tower Bridge (não tenho a certeza mas creio que foi a única ponte que sobreviveu à segunda guerra mundial), passagem pela Tower of London e pelo Tower Hill Memorial, onde há uma homenagem a todos os tripulantes de marinha mercantil que sucumbiram durante a segunda guerra mundial, aliás há imensos sítios de Londres onde se percebe o impacto que a guerra teve sobre a cidade, desde memoriais até a faixadas que se percebe que foram atingidas por tiros. 

Apanhámos o metro para perto do London Eye, passámos a ponte em direcção ao Big Ben (que pena estar neste momento em reparações), vimos a Abadia de Westminster, passámos à entrada da Downing Street e seguimos por St James Park em direcção ao Palácio de Buckingham. Subimos Hyde Park, onde fizemos uma pequena pausa junto ao lago para descansar os pés e pernas, passámos junto ao memorial da princesa Diana e fomos ver o Science Museum. Uma curiosidade dos locais culturais em Londres é que ou têm entradas extremamente caras ou então são à borla e simplesmente pedem um donativo à entrada, o Science Museum é um desses casos.


Mesmo ao lado do Science Museum está o Natural History Museum, que era o sítio que tanto eu como o Nuno mais queríamos conhecer em Londres, mas estava uma fila interminável, talvez por também ser gratuito e ser sábado. Então decidimos que no dia seguinte o museu abria às 10h e nós estaríamos lá meia hora antes. Como já era um bocado tarde fomos almoçar a um Five Guys ali ao pé. A seguir ao almoço não havia descanso, fomos de metro até ao Madame Tussauds, onde não íamos entrar mas queríamos passar por lá, fomos ao Regent's Park e seguimos em direcção a Leicester Square onde o Nuno queria ir à loja da Lego. Pelo meio e por engano ainda passámos pela China Town de Londres, e eu a pensar que só havia bairros de indianos, afinal também há um sítio de grande concentração de chineses. Apesar da comunidade indiana ser mesmo enorme em Londres, e que sotaque difícil de entender eles têm, a cidade é muito pluricultural onde nos cruzamos com facilidade com pessoas de diversos países.

Depois disso descemos em direcção ao rio onde ainda visitámos a National Gallery, mais uma vez a entrada era um donativo. Devo de admitir a minha ignorância em relação a pinturas, aquilo era tudo extremamente bonito, mas não percebia nada, nem conhecia grande parte dos pintores, até que chegou a um ponto que disse ao Nuno que já estava farto de ver quadros. Passámos então por Trafalgar Square e apanhámos o metro para o hotel, estávamos tão moídos que decidimos ir descansar a ver um filme até à hora do jantar. Arranjar um restaurante para jantar foi um desafio, sábado à noite pensava eu que seria outra noite de pubs cheios mas não, é sim de restaurantes cheios, sem reserva foi uma sorte termos mesa para jantar.

No dia seguinte saímos de malas e bagagens directos para o Natural History Museum Ao contrário dos dias anteriores, no domingo estava a chuviscar e ainda estivemos uns 40 minutos à espera junto à porta de entrada, contudo valeu a pena a espera, primeiro porque fomos os primeiros da fila e passados poucos minutos de lá chegarmos estava formada uma fila enorme, e depois porque o museu vale mesmo a pena ser visitado. Grande parte da exposição é centrada na geologia, pedras, vulcanismo, terramotos, etc. Contudo a parte que mais gostei foram os esqueletos de dinossauros e animais pré históricos. Depois de uma manhã inteira no museu fomos directos ao aeroporto, já não havia tempo para mais, mas Londres é um sítio a voltar, adorei a cidade e ficou ainda tanto por ver.




quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Meia maratona de Cascais

Mais uma meia maratona, esta com uma boa preparação feita e com o objectivo de baixar o tempo de 1h25m. Temperatura ideal e incrivelmente quase sem vento, tudo condições óptimas. Como parti do bloco dos menos de 1h45m, ao início ainda tive alguns problemas até meter um ritmo certo, a minha ideia era apanhar bandeira dos 4min/km, mas à entrada da estrada do Guincho desisti da ideia, fiz um quilómetro a 3m50s e parecia que a bandeira estava a fugir. A decisão foi encontrar alguém que puxasse por mim para não ir de peito ao vento, e tentar não perder de vista a bandeira.

Cheguei aos 10kms, no meu GPS, com 40m10s, não estava longe do objectivo, e ia a sentir-me muito bem, por isso tinha esperanças de conseguir baixar da 1h25m. Por volta dessa altura passou um atleta ligeiramente mais rápido, aproveitei a boleia e fui com ele, visto estar-me a sentir bem e já não faltar muito para dar a volta, o que facilitaria porque passávamos a estar a favor do vento.

O problema surgiu por volta do quilómetro 16, comecei a sentir-me imensamente cansado, não eram dores de pés ou pernas, não era o coração descontrolado, simplesmente era falta de força. Durante esse quilómetro ainda consegui seguir com o grupo onde estava, mas fiquei mesmo muito desgastado ao ponto de pensar em parar para recuperar. Consegui seguir mas tive de baixar o ritmo, o meu objectivo de acabar abaixo de 1h25m estava irremediavelmente comprometido, mas queria pelo menos bater o meu record pessoal de 1h27m23s feito já há mais de 2 anos


Durante este período vi o Felício um pouco à minha frente que estava a fazer de guia para a mulher que ia em 2º lugar, a motivação era tentar apanhá-los, assim sabia que não perderia muito tempo. Depois do quilómetro 19 quase que os apanhei a seguir à subida a chegar à casa da Guia, contudo no plano não consegui acompanhar a passada deles, estava mesmo muito cansado, faltava pouco para o fim e era quase sempre a descer, era serrar os dentes e aguentar o sofrimento até ao fim. Cheguei ao fim com 1h26m35s, record batido sim, mas ainda com o objectivo de 1h25m para outra corrida, Não posso dizer que tenha sido mau, bem pelo contrário, mas faltou a cereja no topo do bolo. Os meus parabéns ao Nuno e ao Maria por terem completado a primeira meia maratona, agora já sabem é sempre a subir e o objectivo seguinte é a maratona.


quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Corrida fim da Europa

Foi a primeira vez que fiz esta corrida, todos os meus amigos diziam que era belíssima, que devia fazer, então este ano fui experimentar. A logística da corrida é um bocado chata devido ao facto de começar num sítio e terminar noutro, além disso estacionar o carro é outra complicação, tem de ficar a mais de 2 quilómetros da meta, e ainda levei com uma fitinha da polícia, eu e toda aquela fila de mais de 20 carros que estacionou naquele sítio, espero que não me apareça agora uma multa em casa.

Deixei o carro na Azoia ainda antes da 8h para apanhar o autocarro da organização em direcção a Sintra, onde a corrida só começava para mim às 10h15m. Estava um frio de um raio mas gosto de correr de calções e t-shirt, por isso aproveitei para estar agasalhado o máximo tempo possível e só por volta das 9h30m é que meti a roupa no meu saco que era transportado até à meta. Ainda bem que a organização dividiu a partida em 2 vagas uma às 10h e outra às 10h15m, eu até fiquei muito bem posicionado logo no início da 2ª vaga, mas acho que o ideal seria ainda haver mais vagas, com menos atletas de cada vez, e em intervalos mais curtos.

A primeira parte da corrida foi bastante divertida para mim, adoro fazer subidas e os 4 primeiros quilómetros eram a subir a sério. Aquela subida é uma sucessão de S's onde conseguia ir vendo a cabeça da corrida na laje seguinte à que eu estava. Aos 13 minutos de corrida começo a ultrapassar atletas que tinham partido no grupo das 10h e comecei cada vez a ver mais gente, acabando por perder a noção de onde estavam os primeiros do meu grupo. Aos 5 quilómetros de prova ia com 24m03s na posição 51, a subida mais longa tinha terminado a prova ia tornar-se mais fácil e sabia que sem subida ia começar a ser ultrapassado. Por volta dos 8 quilómetros ainda fiz uma pequena entorse no tornozelo que me fez abrandar um bocadinho o ritmo durante 1 quilómetro, até a dor passar mais. Aos 10 quilómetros a última grande subida, não muito longa mas bastante inclinada.

A partir dali era sempre a descer até ao final, esta parte do percurso é extremamente bonita, assim como grande parte do percurso, talvez a corrida mais bela de estrada que já fiz, mas nada comparado a corridas de trail. Neste momento tentei-me 'agarrar' a outros 2 corredores de modo a manter um ritmo vivo, como era a descer sabia que senão tivesse alguém para marcar, acabaria por me desleixar pela facilidade e não daria o máximo na descida. Cheguei ao fim com algumas dores nas unhas dos pés devido à descida empurrar os pés dentro dos ténis, mas tirando isso fisicamente estava bastante bem. Ficar na posição 74 entre mais de 2200 atletas foi excelente, estes percursos mais exigentes com mais altimetria favorecem as minhas características. Depois mais 2-3 quilómetros a andar a pé até ao carro, gostei muito da corrida mas não sei se volto a participar devido à logística.



sábado, janeiro 27, 2018

12 anos de blog

Ena 12 anos, quando comecei a escrever o blog nunca pensei que fosse algo que durasse tanto tempo, mas apesar de cada vez ter menos tempo tenho tentado manter alguma periodicidade na escrita. A ver se começo a inverter a tendência de escrever menos, porque recordar as coisas que passei através da leitura dos artigos antigos é um exercício que me agrada imenso. Gostava que daqui a 12 anos estivesse aqui a comemorar, vamos lá ver o que vai acontecer, espero que me continue a dar o prazer que ainda me dá.

sexta-feira, janeiro 26, 2018

Porque em Portugal os filmes são maioritariamente legendados?

Isto tem um motivo histórico e apesar de não ser pelas boas razões, quanto a mim o resultado não poderia ser mais positivo. Se não me choca ver animações traduzidas, porque é essencial que uma criança as compreenda, porque o movimento das bocas se adapta melhor à dobragem, ver um filme dobrado até me causa urticaria. E além de legendarmos, nós também temos outra coisa fenomenal, temos óptimas legendas e óptimas dobragens, quem não se lembrará das hilariantes traduções do Dragon Ball, totalmente adaptadas à nossa realidade. Deixo aqui dois vídeos que explicam bem estas questões e o porquê de sermos únicos em Portugal.



quarta-feira, janeiro 24, 2018

Primeira aula de natação do Francisco

Bem, não posso dizer que tenha sido a primeira aula, visto que já tínhamos experimentado 2 piscinas anteriormente. Na verdade é a primeira aula agora estando inscrito numa piscina onde começaremos a ir regularmente. Foi super divertido, tanto ele como eu fartamos-nos de gozar aqueles 30 minutos de aula, ele super feliz, eu mega contente por ele estar a divertir-se. Parecia que ele fazia natação desde sempre, sem medo nenhum, a mandar-se para dentro de água de qualquer maneira, a meter a cabeça debaixo de água como se conseguisse respirar debaixo de água, lá está a ignorância às vezes é o melhor que se pode ter, no caso dele ainda não percebe que precisa de respirar e debaixo de água não consegue. Quanto a mim além de me divertir fiquei bastante cansado, estar de cócoras durante 30 minutos a segurar quase 12 kg sempre a esbracejar e a espernear (mesmo que seja dentro de água) é mesmo muito cansativo. Estou desejoso para ver a evolução dele nas próximas aulas e vê-lo a tornar-se autónomo progressivamente.

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Dakar 2018

Mais um ano de Dakar, mais um ano do mesmo, KTM triunfa nas motos (como nas 16 edições anteriores) apesar de mais dificuldades que o habitual, Peugeot com um domínio avassalador nos carros, os russos da Kamaz com mais uma vitória nos camiões e finalmente a Yamaha a cilindrar a concorrência nos Quad. Este ano com um percurso duríssimo, segundo alguns pilotos o mais duro de sempre, com muitas dunas e muita areia macia, muitas quedas e muitos atascanços.

Começando pelas motos, este ano para nós, portugueses, infelizmente não foi tudo como o mesmo, sem o Ruben Faria, Hélder Rodrigues e especialmente o Paulo Gonçalves, não mostrámos as nossas cores e não se ouviu falar dos portugueses como nos últimos anos tem acontecido. Mais uma vez o que para mim é o melhor motociclista, o Joan Barreda, não ganha e nem sequer chega ao final, ano após ano, seja por problemas na máquina, penalizações, quedas, erros infantis, ainda não conseguiu ganhar um Dakar. Uma prova que estava super interessante até à 10ª etapa, quando um erro de navegação colectiva entrega a disputa da prova a Matthias Walkner e a Van Beveren, depois uma queda deste último deixou a prova praticamente decidida.

Nos quad então não há nada a dizer, domínio absoluto e esmagador da Yamaha de Ignacio Casale, que depois do abandono de Sergei Kariakin a dúvida era saber quem o acompanhava no pódio. Mais de 1h30m de avanço para o segundo lugar diz muito do que foi a corrida nos quad.

Nos carros a Peugeot tem uma máquina muito a frente da concorrência, quem olha as imagens na televisão, apercebe-se facilmente o quão mais adaptável é o carro às difíceis condições do terreno em comparação com a concorrência. E curiosamente acaba por ganhar o piloto que para mim tem menos andamento dos 4 pilotos oficiais da Peugeot. Sebastian Loeb ainda não foi este ano, tem um andamento fantástico, muito melhor na navegação, mais ano menos ano ganhará naturalmente o Dakar. O sr. Dakar, Stéphane Peterhanse, este ano acumulou alguns erros que inclusivamente lhe custaram o pódio, sempre ao ataque, sempre a dar espetáculo, mais uma grande prova. Cyril Depres ainda não foi este ano que ganhou nos carros depois das inúmeras vitórias nas motos, e neste caso apesar de andar bem, acho que lhe falta qualquer coisa para ganhar o Dakar, vamos ver senão me engano. E finalmente o vencedor Carlos Sainz, que 8 anos após a primeira e única vitória volta a ganhar, não foi o melhor, mas foi o mais consistente e teve a sorte de ter Cyril Despres para o ajudar quando teve problemas mecânicos. O próximo ano vai ser curioso, a Peugeot vai sair, qual será o melhor carro para o ano? Alguém comprará os Peugeot deste ano e tentará ganhar com os mesmos carros deste ano? A Mini voltará em força e a dominar como fazia antes da Peugeot? Os Toyota mostrarão que a evolução que tiveram este ano não foi um acaso?

Nos camiões a Kamaz teve muitas dificuldades a renovar o título, apesar da vantagem final (de quase 4h!!!), não indicar isso. À entrada da penúltima etapa os camiões de Nikolaev e de Villagra estavam separados por 1 incrível segundo, depois de centenas de quilómetros, furos e avarias só 1 segundo separava os dois camiões. Nessa penúltima etapa Villagra foi obrigado a abandonar devido a problemas mecânicos e assim a corrida ficou decidida.

Até para o ano Dakar. 

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Natação - Desafio dos Reis

Devido a ter mudado para a piscina da Cidade Universitária, há algum tempo que não ia à piscina da Alapraia, nem ainda tinha visto as obras que fizeram no Verão. A convite do Nuno Felício soube que iam voltar a fazer um desafio aberto, por isso decidi aproveitar a oportunidade de rever e nadar com os meus colegas do triatlo.

Quando lá chego pergunto qual era o desafio desta vez, nem tinha visto. O desafio consistia em 50 séries a 1m50s, que podiam ser de 100m, 75m ou 50m, nós é que decidíamos o que queríamos fazer. Com alguma renitência lá fui para a pista dos 100m, ao lado da pista de 75m de modo a que se não aguentasse o ritmo, saltasse para a pista de 75m. Fazer 50 séries de 100m são 5km, coisa que já não fazia há mais de 1 ano, por isso calculei logo que não ia aguentar.

As 2-3 primeiras séries senti-me super bem, mas como é sempre assim ao início não dei muita importância. Quando cheguei aos 1500m continuava a sentir-me muito bem, e estava a fazer tempos a rondar 1m40s, não é que os treinos em piscina de 50 metros estavam a dar efeito e eu nem me tinha apercebido. Por volta dos 3500m inclusivamente cheguei a liderar a pista onde estava, durante algumas séries. Cheguei ao fim do desafio com a sensação que fazia mais 5000m ao mesmo ritmo, fiquei mesmo impressionado com a eficácia dos treinos em piscina de 50 metros, e não tinha a noção, mas nadar em piscina de 25 metros e consideravelmente mais rápido.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Retrospectiva 2017

Bem sei que vem um bocadinho atrasada, mas mais vale tarde que nunca, vamos lá manter a tradição e fazer uma retrospectiva do mais importante se passou no ano que acabou. Este ano que passou escrevi um bocado menos no blog, menos tempo, menos coisas importantes para partilhar, menos predisposição, não sei, talvez uma conjugação de vários factores.

terça-feira, janeiro 02, 2018

São Silvestre 2017

A tradição manteve-se e mais uma vez para terminar o ano nada melhor que a São Silvestre da Amadora. A temperatura estava fria como habitual mas sem chuva, ideal para correr, ao fim de 15-20 minutos de aquecimento já conseguia tirar a camisa de mangas compridas e correr com uma simples t-shirt técnica.

O arranque é sempre a mesma confusão, que aumenta de ano para ano conforme o número de pessoas aumenta, e não havendo partida segmentada por tempos é um bocado difícil começar a correr nos  primeiros 300 metros, onde se perdem segundos preciosos. Sei que a subida inicial de 2,2km é preponderante para o resto da corrida, tem que haver sempre uma gestão entre esforço e perda de tempo, não acelerar demais para não chegar muito desgastado ao topo mas também não abrandar demais e perder segundos irrecuperáveis.

No topo senti-me bem, estava já a perder 30 segundos para a média de 4min/km, mas era recuperável, alarguei passo na descida e comecei a controlar a respiração. Por volta dos 4km há outro corredor que me pergunta se estou a controlar o tempo. Respondi-lhe com a média que estávamos de 4:05min/km, e ele disse que tinha o objectivo de 4:30/km que ia tentar ir comigo. Nas subidas eu tomava a dianteira, mas depois na recuperação ele foi uma excelente ajuda, a seguir a cada subida ele passava para a frente e não deixava o ritmo morrer, especialmente a seguir à subida dos Comandos que eu exagerei um bocadinho e cheguei lá acima mesmo a morrer. 

Ele como não conhecia o percurso ia sempre pedindo indicações, para perceber onde podíamos acelerar ou se ainda tínhamos de poupar alguma coisa. Chegámos ao final juntos com o tempo de chip de 40m30s, o meu segundo melhor tempo na São Silvestre da Amadora e muito graças ao meu parceiro de corrida. Se a corrida não tivesse ligeiramente mais de 10 quilómetros e com um bocadinho mais de treino, teria conseguido baixar da barreira dos 40 minutos novamente, fica para outra ocasião, vamos ver que provas irei fazer em 2018.