quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Corrida fim da Europa

Foi a primeira vez que fiz esta corrida, todos os meus amigos diziam que era belíssima, que devia fazer, então este ano fui experimentar. A logística da corrida é um bocado chata devido ao facto de começar num sítio e terminar noutro, além disso estacionar o carro é outra complicação, tem de ficar a mais de 2 quilómetros da meta, e ainda levei com uma fitinha da polícia, eu e toda aquela fila de mais de 20 carros que estacionou naquele sítio, espero que não me apareça agora uma multa em casa.

Deixei o carro na Azoia ainda antes da 8h para apanhar o autocarro da organização em direcção a Sintra, onde a corrida só começava para mim às 10h15m. Estava um frio de um raio mas gosto de correr de calções e t-shirt, por isso aproveitei para estar agasalhado o máximo tempo possível e só por volta das 9h30m é que meti a roupa no meu saco que era transportado até à meta. Ainda bem que a organização dividiu a partida em 2 vagas uma às 10h e outra às 10h15m, eu até fiquei muito bem posicionado logo no início da 2ª vaga, mas acho que o ideal seria ainda haver mais vagas, com menos atletas de cada vez, e em intervalos mais curtos.

A primeira parte da corrida foi bastante divertida para mim, adoro fazer subidas e os 4 primeiros quilómetros eram a subir a sério. Aquela subida é uma sucessão de S's onde conseguia ir vendo a cabeça da corrida na laje seguinte à que eu estava. Aos 13 minutos de corrida começo a ultrapassar atletas que tinham partido no grupo das 10h e comecei cada vez a ver mais gente, acabando por perder a noção de onde estavam os primeiros do meu grupo. Aos 5 quilómetros de prova ia com 24m03s na posição 51, a subida mais longa tinha terminado a prova ia tornar-se mais fácil e sabia que sem subida ia começar a ser ultrapassado. Por volta dos 8 quilómetros ainda fiz uma pequena entorse no tornozelo que me fez abrandar um bocadinho o ritmo durante 1 quilómetro, até a dor passar mais. Aos 10 quilómetros a última grande subida, não muito longa mas bastante inclinada.

A partir dali era sempre a descer até ao final, esta parte do percurso é extremamente bonita, assim como grande parte do percurso, talvez a corrida mais bela de estrada que já fiz, mas nada comparado a corridas de trail. Neste momento tentei-me 'agarrar' a outros 2 corredores de modo a manter um ritmo vivo, como era a descer sabia que senão tivesse alguém para marcar, acabaria por me desleixar pela facilidade e não daria o máximo na descida. Cheguei ao fim com algumas dores nas unhas dos pés devido à descida empurrar os pés dentro dos ténis, mas tirando isso fisicamente estava bastante bem. Ficar na posição 74 entre mais de 2200 atletas foi excelente, estes percursos mais exigentes com mais altimetria favorecem as minhas características. Depois mais 2-3 quilómetros a andar a pé até ao carro, gostei muito da corrida mas não sei se volto a participar devido à logística.



sábado, janeiro 27, 2018

12 anos de blog

Ena 12 anos, quando comecei a escrever o blog nunca pensei que fosse algo que durasse tanto tempo, mas apesar de cada vez ter menos tempo tenho tentado manter alguma periodicidade na escrita. A ver se começo a inverter a tendência de escrever menos, porque recordar as coisas que passei através da leitura dos artigos antigos é um exercício que me agrada imenso. Gostava que daqui a 12 anos estivesse aqui a comemorar, vamos lá ver o que vai acontecer, espero que me continue a dar o prazer que ainda me dá.

sexta-feira, janeiro 26, 2018

Porque em Portugal os filmes são maioritariamente legendados?

Isto tem um motivo histórico e apesar de não ser pelas boas razões, quanto a mim o resultado não poderia ser mais positivo. Se não me choca ver animações traduzidas, porque é essencial que uma criança as compreenda, porque o movimento das bocas se adapta melhor à dobragem, ver um filme dobrado até me causa urticaria. E além de legendarmos, nós também temos outra coisa fenomenal, temos óptimas legendas e óptimas dobragens, quem não se lembrará das hilariantes traduções do Dragon Ball, totalmente adaptadas à nossa realidade. Deixo aqui dois vídeos que explicam bem estas questões e o porquê de sermos únicos em Portugal.



quarta-feira, janeiro 24, 2018

Primeira aula de natação do Francisco

Bem, não posso dizer que tenha sido a primeira aula, visto que já tínhamos experimentado 2 piscinas anteriormente. Na verdade é a primeira aula agora estando inscrito numa piscina onde começaremos a ir regularmente. Foi super divertido, tanto ele como eu fartamos-nos de gozar aqueles 30 minutos de aula, ele super feliz, eu mega contente por ele estar a divertir-se. Parecia que ele fazia natação desde sempre, sem medo nenhum, a mandar-se para dentro de água de qualquer maneira, a meter a cabeça debaixo de água como se conseguisse respirar debaixo de água, lá está a ignorância às vezes é o melhor que se pode ter, no caso dele ainda não percebe que precisa de respirar e debaixo de água não consegue. Quanto a mim além de me divertir fiquei bastante cansado, estar de cócoras durante 30 minutos a segurar quase 12 kg sempre a esbracejar e a espernear (mesmo que seja dentro de água) é mesmo muito cansativo. Estou desejoso para ver a evolução dele nas próximas aulas e vê-lo a tornar-se autónomo progressivamente.

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Dakar 2018

Mais um ano de Dakar, mais um ano do mesmo, KTM triunfa nas motos (como nas 16 edições anteriores) apesar de mais dificuldades que o habitual, Peugeot com um domínio avassalador nos carros, os russos da Kamaz com mais uma vitória nos camiões e finalmente a Yamaha a cilindrar a concorrência nos Quad. Este ano com um percurso duríssimo, segundo alguns pilotos o mais duro de sempre, com muitas dunas e muita areia macia, muitas quedas e muitos atascanços.

Começando pelas motos, este ano para nós, portugueses, infelizmente não foi tudo como o mesmo, sem o Ruben Faria, Hélder Rodrigues e especialmente o Paulo Gonçalves, não mostrámos as nossas cores e não se ouviu falar dos portugueses como nos últimos anos tem acontecido. Mais uma vez o que para mim é o melhor motociclista, o Joan Barreda, não ganha e nem sequer chega ao final, ano após ano, seja por problemas na máquina, penalizações, quedas, erros infantis, ainda não conseguiu ganhar um Dakar. Uma prova que estava super interessante até à 10ª etapa, quando um erro de navegação colectiva entrega a disputa da prova a Matthias Walkner e a Van Beveren, depois uma queda deste último deixou a prova praticamente decidida.

Nos quad então não há nada a dizer, domínio absoluto e esmagador da Yamaha de Ignacio Casale, que depois do abandono de Sergei Kariakin a dúvida era saber quem o acompanhava no pódio. Mais de 1h30m de avanço para o segundo lugar diz muito do que foi a corrida nos quad.

Nos carros a Peugeot tem uma máquina muito a frente da concorrência, quem olha as imagens na televisão, apercebe-se facilmente o quão mais adaptável é o carro às difíceis condições do terreno em comparação com a concorrência. E curiosamente acaba por ganhar o piloto que para mim tem menos andamento dos 4 pilotos oficiais da Peugeot. Sebastian Loeb ainda não foi este ano, tem um andamento fantástico, muito melhor na navegação, mais ano menos ano ganhará naturalmente o Dakar. O sr. Dakar, Stéphane Peterhanse, este ano acumulou alguns erros que inclusivamente lhe custaram o pódio, sempre ao ataque, sempre a dar espetáculo, mais uma grande prova. Cyril Depres ainda não foi este ano que ganhou nos carros depois das inúmeras vitórias nas motos, e neste caso apesar de andar bem, acho que lhe falta qualquer coisa para ganhar o Dakar, vamos ver senão me engano. E finalmente o vencedor Carlos Sainz, que 8 anos após a primeira e única vitória volta a ganhar, não foi o melhor, mas foi o mais consistente e teve a sorte de ter Cyril Despres para o ajudar quando teve problemas mecânicos. O próximo ano vai ser curioso, a Peugeot vai sair, qual será o melhor carro para o ano? Alguém comprará os Peugeot deste ano e tentará ganhar com os mesmos carros deste ano? A Mini voltará em força e a dominar como fazia antes da Peugeot? Os Toyota mostrarão que a evolução que tiveram este ano não foi um acaso?

Nos camiões a Kamaz teve muitas dificuldades a renovar o título, apesar da vantagem final (de quase 4h!!!), não indicar isso. À entrada da penúltima etapa os camiões de Nikolaev e de Villagra estavam separados por 1 incrível segundo, depois de centenas de quilómetros, furos e avarias só 1 segundo separava os dois camiões. Nessa penúltima etapa Villagra foi obrigado a abandonar devido a problemas mecânicos e assim a corrida ficou decidida.

Até para o ano Dakar. 

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Natação - Desafio dos Reis

Devido a ter mudado para a piscina da Cidade Universitária, há algum tempo que não ia à piscina da Alapraia, nem ainda tinha visto as obras que fizeram no Verão. A convite do Nuno Felício soube que iam voltar a fazer um desafio aberto, por isso decidi aproveitar a oportunidade de rever e nadar com os meus colegas do triatlo.

Quando lá chego pergunto qual era o desafio desta vez, nem tinha visto. O desafio consistia em 50 séries a 1m50s, que podiam ser de 100m, 75m ou 50m, nós é que decidíamos o que queríamos fazer. Com alguma renitência lá fui para a pista dos 100m, ao lado da pista de 75m de modo a que se não aguentasse o ritmo, saltasse para a pista de 75m. Fazer 50 séries de 100m são 5km, coisa que já não fazia há mais de 1 ano, por isso calculei logo que não ia aguentar.

As 2-3 primeiras séries senti-me super bem, mas como é sempre assim ao início não dei muita importância. Quando cheguei aos 1500m continuava a sentir-me muito bem, e estava a fazer tempos a rondar 1m40s, não é que os treinos em piscina de 50 metros estavam a dar efeito e eu nem me tinha apercebido. Por volta dos 3500m inclusivamente cheguei a liderar a pista onde estava, durante algumas séries. Cheguei ao fim do desafio com a sensação que fazia mais 5000m ao mesmo ritmo, fiquei mesmo impressionado com a eficácia dos treinos em piscina de 50 metros, e não tinha a noção, mas nadar em piscina de 25 metros e consideravelmente mais rápido.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Retrospectiva 2017

Bem sei que vem um bocadinho atrasada, mas mais vale tarde que nunca, vamos lá manter a tradição e fazer uma retrospectiva do mais importante se passou no ano que acabou. Este ano que passou escrevi um bocado menos no blog, menos tempo, menos coisas importantes para partilhar, menos predisposição, não sei, talvez uma conjugação de vários factores.

terça-feira, janeiro 02, 2018

São Silvestre 2017

A tradição manteve-se e mais uma vez para terminar o ano nada melhor que a São Silvestre da Amadora. A temperatura estava fria como habitual mas sem chuva, ideal para correr, ao fim de 15-20 minutos de aquecimento já conseguia tirar a camisa de mangas compridas e correr com uma simples t-shirt técnica.

O arranque é sempre a mesma confusão, que aumenta de ano para ano conforme o número de pessoas aumenta, e não havendo partida segmentada por tempos é um bocado difícil começar a correr nos  primeiros 300 metros, onde se perdem segundos preciosos. Sei que a subida inicial de 2,2km é preponderante para o resto da corrida, tem que haver sempre uma gestão entre esforço e perda de tempo, não acelerar demais para não chegar muito desgastado ao topo mas também não abrandar demais e perder segundos irrecuperáveis.

No topo senti-me bem, estava já a perder 30 segundos para a média de 4min/km, mas era recuperável, alarguei passo na descida e comecei a controlar a respiração. Por volta dos 4km há outro corredor que me pergunta se estou a controlar o tempo. Respondi-lhe com a média que estávamos de 4:05min/km, e ele disse que tinha o objectivo de 4:30/km que ia tentar ir comigo. Nas subidas eu tomava a dianteira, mas depois na recuperação ele foi uma excelente ajuda, a seguir a cada subida ele passava para a frente e não deixava o ritmo morrer, especialmente a seguir à subida dos Comandos que eu exagerei um bocadinho e cheguei lá acima mesmo a morrer. 

Ele como não conhecia o percurso ia sempre pedindo indicações, para perceber onde podíamos acelerar ou se ainda tínhamos de poupar alguma coisa. Chegámos ao final juntos com o tempo de chip de 40m30s, o meu segundo melhor tempo na São Silvestre da Amadora e muito graças ao meu parceiro de corrida. Se a corrida não tivesse ligeiramente mais de 10 quilómetros e com um bocadinho mais de treino, teria conseguido baixar da barreira dos 40 minutos novamente, fica para outra ocasião, vamos ver que provas irei fazer em 2018.


quarta-feira, novembro 22, 2017

Freedom Call - RCA Lisboa

Freedom Call é uma das bandas que sigo há mais anos, nunca os tinha visto ao vivo por isso era uma oportunidade que tinha de aproveitar. Também foi a primeira vez que fui ao RCA, acho que nunca tinha visto um concerto num armazém tão pequeno, aquilo é mesmo minúsculo, tem a vantagem de ficarmos perto das bandas e de ver bastante bem o espectáculo. Acabei até por ficar na parte de cima, mesmo encostado ao palco, com uma excelente vista, e evitando ainda o som directo das colunas que estava por baixo da plataforma onde estava.

As duas bandas portuguesas de abertura, os Leather Synn e os Mindfeeder, não os conhecia mas não desgostei, acho que até foram bastante competentes. Quanto aos Freedom Call devo dizer que quem mais me impressionou foi o Dan Zimmermann, o baterista, 51 anos de pura energia. Entra em palco para o sound check, descalça os ténis, mete os óculos a meia cana do nariz e começa a afinar a bateria com o seu computador ao lado. E não é que depois, durante o concerto, o 'velhote' foi o que deu mais espectáculo. E por falar em velhote, este talvez tenha sido do público mais envelhecido que vi num concerto de metal, certamente eu era das pessoas mais novas a ver o concerto. Nunca pensei foi que uma banda como o Freedom Call, com uma carreira enorme, não atraísse muito mais público, o espaço era pequeno e mesmo assim não estava lotado, assim à vista desarmada estaria uma centena de pessoas a ver o concerto. Bom concerto, boa setlist e uma boa comunicação com o público, valeu bem a pena ter ido ver o concerto.


Freedom Call Setlist RCA Club, Lisbon, Portugal 2017, Master of Light Tour 2016/17

segunda-feira, novembro 13, 2017

Nadar na cidade universitária

Desde os 14 anos que nadava na piscina dos bombeiros voluntários da Alapraia. Este ano por motivos de horário não me era possível chegar a horas às aulas de natação por isso tive de arranjar uma alternativa. Essa alternativa foi começar a nadar à hora de almoço ao pé do trabalho, por isso, e como alguns colegas meus já frequentavam, fui experimentar a piscina da cidade universitária. Há cerca de 1 mês que lá nado e estou bastante contente, boas condições, piscina de 50 metros em vez de 25 metros, mensalidade algo mais barata e consigo conciliar perfeitamente na minha rotina diária. O único senão, e ainda é um grande senão, é que não treino com os meus colegas de equipa do triatlo, gostava imenso daqueles treinos, do convívio, o facto de já lá nadar há tantos anos com muitas das pessoas formava um grupo bastante unido, este é o facto que menos gosto desta mudança, mas tudo o resto é muito melhor.