domingo, maio 21, 2017

BMW Ultimate Experience

Graças ao Nuno Silva tive conhecimento deste evento, pareceu-me muito pouco divulgado, talvez por o objectivo ser acima de tudo, uma operação de charme por parte da marca. Por acaso estava um bocado desconfiado, o Nuno disse-me que íamos poder conduzir os maquinões da BMW na pista, mas até lá chegar e me aperceber que era verdade, sempre pensei que podíamos ir como penduras e um condutor mostraria-nos os carros e nada mais que isso. Chegando lá fazemos o registo para conduzir os carrões, numa sala onde a concentração de raparigas bonitas estava fora de escala, e ainda por cima com um catering maravilhoso, que mais um homem pode pedir? Motores, mulheres e comida, isto quase é a definição de paraíso.

Depois de um breve briefing, lá fomos para as experiências de condução. A primeira talvez tenha sido a que gostei mais, consistia em conduzir um carro em que as rodas traseiras tinha uma cobertura de plástico, o que simulava a condução em gelo. A primeira tentativa foi feita com o sistema de condução segura activa, ou seja o próprio carro detectava que estava a entrar em derrapagem e compensava, notava-se claramente que estava  acontecer algo que não controlávamos. A segunda tentativa foi mais gira, sem qualquer ajuda activa, entrei à campeão com o instrutor a dizer para eu acelerar e lá fiz um peão. Mas aprendo rápido, na segunda e principalmente na terceira curva que era apertada a fazer contra brecagem lá segurei o carro num drift digno. E depois de todo o meu grupo fazer o exercício e ter sido dos poucos que consegui fazer ainda mais orgulhoso fiquei, só tive foi pena de ter só duas tentativas, porque quando lhe estava a pegar o jeito tiraram-me o brinquedo. Só me apeteceu por o carro a fazer 360º contínuos até cheirar a plástico queimado.

A segunda prova foi um pequeno circuito com pinos, cujo um carro começava de um lado e o outro do outro, o objectivo era perseguição durante uma volta, quem acabasse primeiro a volta ganhava. Não posso dizer que me correu propriamente bem, apesar de ter sido mais rápido, enganei-me no ponto de paragem e fui desclassificado. Mais uma vez precisava de fazer uma outra vez para que me corresse como eu gostaria.


Para finalizar o conjunto de provas do pacote faltava a prova de pista. Uma volta com um piloto a explicar-nos a pista, mais duas voltas a sério e uma de arrefecimento. As indicações foram valiosas, deu naqueles poucos minutos para aprimorar a maneira como atacava as curvas, perceber alguns pequenos erros que cometia, especialmente quando fechava a trajectória cedo demais. Contudo fiquei com a sensação de sabor a pouco, senti que o carro estava totalmente estrangulado, para não falar que é um carro um bocado pesado e demorava um pouco a responder. Para complicar ia no meio do pelotão e apesar de em alguns momento ter dado espaço ao carro da frente andava sempre a ser travado porque não me era permitido ultrapassar o carro da frente.


Depois fui 'namorar' as motas, como não tenho carta de mota não pude ir experimentar as motas, deu para me meter em cima delas. Fiquei impressionado com a altura de algumas motas, mesmo tendo as pernas relativamente grandes, em algumas motas só chegava com as biqueiras ao chão, para não falar no peso que era superior a 200kg.


Por fim um passeio no exterior num X5, eu queria o X6 mas já estava escolhido. Queria experimentar um todo terreno, perceber a sensação de conduzir um "tanque de guerra". Fiquei muito surpreendido com o poder de resposta daquele monstro, para além de ser um prazer conduzir algo tão grande, em cima disso ainda acelerava como um cavalo acabado de picar. Como tínhamos um carro que ia a nossa frente e nos ia dando indicações do transito via rádio sabíamos sempre quando podíamos acelerar. Frente ao autódromo naquela recta ainda dei 180km/h com aquele bicho, impressionante. Foi uma experiência mesmo muito agradável, gostaria de repetir nos próximos anos.

sexta-feira, maio 19, 2017

Fim de semana intenso

Ando mesmo arredado aqui do blog, com a nova vida de pai tenho tido muito menos tempo para fazer outras coisas que não mudar fraldas. Mas o fim de semana passado foi interessante.

Sábado

  • 8h30m estou no mar para fazer um treino de mais ou  menos 1 hora
  • Almoço em Santarém para comemorar o aniversário do meu sobrinho
  • Voltar para Lisboa para ver o jogo do Glorioso
  • Festa do tetra campeonato
Domingo
  • Karts da parte da manhã
  • Almoço de aniversário do pai da Ana
  • "Passar pelas brasas" no sofá a seguir ao almoço, isto a idade já não perdoa :)

quarta-feira, abril 12, 2017

A saga da máquina de lavar avariada

Dia 1 de Abril, até parecia mentira, mas a máquina de lavar morreu, nem sinal dava. Procurei na internet alguém que pudesse ir ver o que se passava, a um sábado. Consegui uma empresa que cobrava 20€ pela deslocação. Lá foi um técnico a casa, que nos indicou que o problema estava numa placa, que na 2ª feira seguinte ia ver quanto custava. Quando chegou a altura de pagar pediu 20€ da deslocação...mais 20€ de diagnostico, já me começava a sentir "enbarretado". Na 2ª feira liga a dizer que dizer que a placa demoraria 15 dias as chegar e custaria quase 300€, e sugeriu ir buscar a placa antiga para tentar reparar. No dia seguinte lá voltou a casa e enquanto retirava as dezenas, sim dezenas, de fios agarrados à placa eu na minha inocência perguntei - "Está a tirar os fios todos sem os marcar, sabe depois onde fica cada um?" - ao que ele me respondeu todo confiante - "Sim, sim! Os fios só têm um sítio onde se pode ligar cada um deles.".

Ainda no mesmo dia liga-me a dizer que a reparação era 120€, bem melhor que os quase 300€, e que ao final da tarde ia la por a placa se eu aceitasse a reparação. Claro que sim ia poupar uma data de dinheiro. À tarde lá apareceu e enquanto está a montar tudo diz que o preço final seria 150€, 120€ da reparação mais 30€ da montagem, mais uma vez não me tinha dado o valor final e queria-me cobrar mais à última hora. O painel da máquina já acendia, mas continuava com um erro. O homem lá se foi embora, sem que eu lhe pagasse nada, e disse-me que ligava no dia seguinte. Quando me liga, diz que a única solução era mudar aquela placa e mais duas placas e que tudo ficaria a rondar os 500€, a mim soou-me a - "Não percebo patavina do que se está a passar por isso substituo tudo que assim sei que fica a funcionar." - como é óbvio rejeitei a reparação. Até agora tinha gasto 40€ e a máquina ainda não estava a funcionar.

Já com vontade de comprar uma máquina nova, a Ana queria uma última tentativa de reparação, ligou directamente para a Bosch. Lá foi um técnico a casa, viu a máquina, começou a analisar o que podia estar avariado, e chegou à conclusão que só poderia ser a placa que o antigo técnico tinha reparado, mas nem a chegou a tirar de dentro do compartimento onde ela estava. Teria de esperar uma semana, pois nem mesmo a Bosch tinha aquela placa em stock para mudar e custaria cerca de 200€ (menos que os 300€ que o primeiro técnico me tinha dito). Por esta deslocação paguei 50€, ia agora num total de 90€ sem ter a máquina a funcionar.

Ontem lá voltou o técnico da Bosch a casa, quando ao tirar a placa do compartimento repara que os fios estão mal ligados, aqueles fios que eu tinha perguntado ao homem se os sabia ligar de volta. Tira a placa para fora, mostra-me a reparação que o primeiro técnico tinha feito, notava-se claramente que tinha soldado uma resistência nova num dos locais da placa, uma resistência custa cêntimos e ele queria cobrar-me 120€. Volta a por a placa no sítio, liga-a correctamente e voilá, a máquina estava a funcionar. Pelo trabalho que teve desta vez cobrou-me 30€, ou seja, no total gastei 120€ para ter a máquina a funcionar. Conclusão, foi bem feita para o charlatão que foi lá a primeira vez e que queria ganhar uma data de dinheiro à minha custa, só que o karma e a incompetência, fizeram com que ligasse os fios mal e perdeu 150€. Se o primeiro técnico tivesse tido sucesso teria pago 190€ no total, se o segundo técnico tivesse sido chamado logo ao início teria pago quase 300€, acho que no final, com alguma dose de sorte, me fiquei a rir.

segunda-feira, abril 10, 2017

Desafio Super Guilty

Há uns anos atrás quando vi este desafio tive curiosidade para ver se era capaz de comer aquela quantidade toda de comida. Quando uns colegas meus no trabalho começaram a falar sobre irmos tentar o desafio aproveitei a oportunidade e lá fomos nós. Tinha visto alguns vídeos (link1 e link2) e pareceu-me muita comida, mas até achei que era possível. A primeira coisa que tivemos de fazer foi assinar um papel a dizer que aceitávamos as regras.


Quando vejo aquele mega hambúrguer a vir para a mesa comecei logo a perceber que a espressão "mais olhos que barriga" se iria aplicar. Tinha o limite de 1 hora para comer aquilo tudo, mas tinha a noção que se aquilo não fosse quase tudo em 30 minutos dificilmente iria conseguir.


Comecei por tirar a fatia de pão de cima, apreciar o interior e vamos lá a isso. Posso dizer que o tudo era delicioso, pelo menos durante 10 minutos, o tempo que durou a minha fome, a partir daí quando tinha praí 1/4 de tudo comido, aquilo começou em modo desafio e deixei de apreciar a comida.


Nessa altura comecei a centrar-me mais no hambúrguer e menos nas batatas, fui comendo e bebendo ligeiramente a minha coca cola. Por volta dos 20-25 minutos cheguei a meio, já sem fome nenhuma, ainda não estava cheio, mas já não tinha fome. Foi quando me comecei a aperceber que não ia conseguir completar o desafio. Por volta dos 40 minutos quando já tinha o hambúrguer praticamente todo comido comecei a comer mais batatas, a ver até quando aquilo ia durar. Aos 50 minutos dei o braço a torcer, se metesse mais uma batata na boca que fosse ia vomitar aquilo tudo o que era o desperdício, mesmo assim devo ter comido 3/4 de tudo. Para concluir posso dizer que as minha refeições seguintes foram, um Kompensan ao jantar, uma sopinha ao almoço do dia seguinte e as primeiras coisas sólidas ao jantar do dia seguinte.


quinta-feira, março 09, 2017

Sonata Artica - Lisboa ao Vivo 2017

Os Sonata Artica é uma banda que sigo há vários anos, e apesar da setlist que traziam para esta tour não ser a que eu escolheria se pudesse, não queria perder a oportunidade de os ver ao vivo. As bandas de suporte não as conhecia até uns dias antes do concerto quando fui ouvir as setlists, e confesso que não fiquei muito impressionado, nos últimos tempos foram as piores bandas de suporte que ouvi (não podemos ter sempre a sorte de ter bandas de suporte como os Accept). A primeira banda a actuar foram os Triosphere. Tecnicamente muito competentes, desde as guitarras, ao baixo e à bateria gostei muito, bons desempenhos. Agora quanto à música, tudo me parecia muito igual, todas as músicas muito idênticas e a voz da cantora, que era também a baixista, nada de especial, ou pelo menos não demonstrou nada. Fica uma menção honrosa à última música do concerto a Heart's Dominion, que a espaços até me fez recordar os Epica.


Passando para a segunda banda, os Striker. Acho que o nome da banda não poderia ser melhor escolhido, comparando a uma equipa de futebol, parecia que só tinha atacantes, só com vertigem atacante totalmente desequilibrada. Lá está, é só a minha opinião, mas para mim a música tem de ser um conjunto de notas, acordes, que juntos estejam em harmonia, claro que as músicas têm de ter uma componente forte, geralmente os refrões, mas também de ter momentos que preparam o climax. Mesmo bandas como os Dragon Force, que são um exemplo acabado do que é speed metal, conjugam muito bem estes momentos no decorar de uma música.


Quanto ao concerto dos Sonata Artica não desiludiu em nada, talvez por ir com as expectativas mais baixas, o concerto surpreendeu-me pela positiva, óptima prestação em palco, com o som muito bem afinado. Devo dizer que o espaço do Lisboa ao Vivo, não me agrada muito a nível sonoro, já quanto lá vi Kamelot achei que o som estava péssimo, e neste concerto voltei a achar que as bandas tiveram imensas dificuldades em afinar o som, mas os meus parabéns para a equipa dos Sonata Artica que conseguiram o melhor som das 6 bandas que já lá ouvi.

As músicas que mais queria ouvir eram as mais clássicas, especialmente a FullMoon, contudo, para mim o momento alto da noite foi a Tallulah, simplesmente divinal a interpretação desta música. Do novo álbum gostei da Life e We Are What We Are.


E para acabar em beleza, finalmente levei um troféu para casa, uma das baquetas dos Sonata Artica. Ao fim de tantos concertos finalmente uma vem ter comigo, sim porque foi lançada praí 2 metros ao meu lado, só que aquela quantidades de mãos que a tentaram agarrar fizeram-na ressaltar mesmo para os meus braços, onde ficou presa entre o meu antebraço e o meu peito, quando olhei até meio incrédulo e reparei que a tinha agarrado. Probabilisticamente já estava na altura de ser bafejado pela sorte.


Sonata Arctica Setlist Lisboa ao Vivo, Lisbon, Portugal 2017, The Ninth Hour World Tour

domingo, fevereiro 26, 2017

Meia Maratona de Cascais

Num registo muito triste, e porque hoje para mim isto foi o mais importante, soube que tinha falecido a Analice. Tive a sorte de privar diversas vezes com ela, a última vez ainda há menos de 2 meses na São Silvestre da Amadora, creio que foi a última prova que fez. É muito triste ver partir uma pessoa tão simpática, bem disposta e inspiradora, e aqui fica a minha homenagem e o meu obrigado a ela. Para mim, e para os muitos amigos que ela tinha ficará imortalizada a frase que muitas vezes dizia - "Correrei até que Deus me deixe".


Em relação à corrida, a frase adequada é - "CÂ GANDA ESTOIRO". Claro que tinha tudo para correr mal, tenho treinado muito pouco devido às dores no joelho e para acrescentar a isso estive com febre dois dias antes da prova. Mas para dizer a verdade, se calhar por ser optimista, nunca pensei que corresse tão mal. A minha estratégia seria aguentar com o grupo dos 4min/km até aos 10kms e depois tentar não ultrapassar os 4m30s/km, o que daria um tempo final a rondar 1h30m.

Bem, consegui ir com o grupo dos 4min/km mas só até aos aos 4km, o coração estava a saltar-me pela boca e tive de deixar-me ficar para traz. Até aos 10km até consegui estar na barreira psicológica dos 4m30s/km, mas estava a sentir-me muito mal. Depois de virar no Guincho até me senti melhor e pensei que talvez aguentasse aquele ritmo até ao final, mas não, passados 2kms parece que bati contra a parede, ainda por cima o tempo que até então estava encoberto e perfeito levantou, o sol a bater e a aumentar a temperatura ainda ajudaram menos. Progressivamente fui perdendo ritmo, as pernas começavam a doer-me, e cheguei ao miserável ritmo de 5m30s/km. Foi um sofrimento terrível, já há muito não me sentia assim, ao ponto de ter ponderado parar. Lá fui gerindo até ao final para acabar totalmente rebentado com quase 1h39m, um dos meus piores tempos à meia maratona. 

Nestas alturas é que devemos analisar os dados da corrida, e olhando para a minha frequência cardíaca, facilmente se percebe que a falta de treino e o ter estado doente são claramente os factores que levaram a este desfalecimento. Andei toda a prova a ritmos cardíacos que no máximo deveria andar durante 30-40 minutos, não foram as pernas, não foram as dores, foi o coração que não me deixou fazer uma melhor prova.




quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Sky na SINFO

A SINFO é um evento sobre tecnologia que está a decorrer no Instituto Superior Técnico e no qual a Sky é uma das patrocinadoras do evento. Ontem estive no stand da Sky na SINFO e posso dizer que foi uma experiência muito agradável e me surpreendeu pela positiva. A minha expectativa é que iria falar com poucas pessoas, que ninguém estaria interessado a ir aos stands e estariam todos mais interessados em ouvir as conferências.

Para meu espanto, estive quase toda a tarde a conversar com pessoas que queriam saber mais sobre a Sky, algumas, poucas, iam lá só para nós assinarmos as credenciais que tinham e que comprovavam que eles tinham estado lá, mas esse também não era o público que me interessava por isso assinava aquilo e deixava-os irem à vida deles. Mas encontrei miúdos muito interessantes, que aparentemente tinham bastante potencial, e principalmente que tinham a actitude correcta de querer saber e aprender mais. Nesses casos tentei sempre explicar o nosso dia a dia e o porquê deles quererem vir trabalhar para a Sky, sim porque no fundo eu não estava lá a contratar ou a tentar contratar, estava sim a explicar o nosso dia a dia, as nossas metodologias, no fundo a nossa filosofia, e eles é que têm de querer vir trabalhar connosco.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Como engatar miúdas na internet?

Com um título destes este vai certamente ser o meu post mais visto de sempre. A ideia deste post surgiu depois de uma frase que um amigo meu partilhou comigo, mas não vou revelar já a frase senão o post perderia a piada.

Então a estratégia é super simples basta seguir os seguintes passos:
  1. Criar conta no LinkedIn como informático/developer/área de IT ;
  2. Conectar a todos os amigos desta área;
E pronto é só esperar agora uns dias, começaram a ser contactados por diversas RH e recrutadoras. E como as empresas de recrutamento pensam da seguinte maneira:

Programadores = Rebarbados  =>  Recrutadoras "visualmente apelativas" = Recrutar facilmente

Terão diversas RH, de alto gabarito, a quererem encontrar-se com vocês todas as semanas. E como o interesse é delas até poderão marcar encontros ao final do dia fora do escritório, alegando que durante o dia não dá jeito e sendo assim que vão elas ao vosso encontro ao final do dia. E pronto, agora por fim vou revelar a frase que era algo do género: "O nível assédio que os programadores têm no LinkedIn pelo sexo oposto, só pode ser comparado ao das modelos no Instagram".

Disclaim: A brincadeira não é para deixar ofendida nenhuma das minhas amigas que sejam RH ou recrutadoras.

segunda-feira, janeiro 23, 2017

Sabaton - Coliseu do Porto 2017

Depois de há 2 anos atrás ter visto Sabaton pela primeira vez, no Hard Club no Porto, era certo que quando eles voltassem que teria de ver o concerto. Mais uma vez estes meninos decidiram tocar só no Porto, por isso lá fui eu, na companhia do Mário Santos e dos seu irmãos, numa sexta feira ao final da tarde até ao Porto para depois voltarmos a seguir ao concerto.

A primeira banda a actuar foram os Twilight Force. Só os conheci no início da semana quando soube que seriam a primeira banda a actuar no concerto. Mais uma banda sueca (segundo estudos o país das mulheres bonitas, e com ou sem estudo de certeza o país do melhor metal), ao estilo dos Dragon Force, com aquele speed metal como se fosse uma corrida a ver quem consegue tocar mais notas durante uma música. Mas ao contrário dos Dragon Force, o concerto ao vivo é melhor que em album, afinados, sem mandarem pregos a torto e a direito, e uma óptima apresentação em palco. Até aquela voz aguda do vocalista que não gostei muito, ao vivo passava ao lado, porque o geral era bastante bom. É difícil este tipo de bandas ter sucesso, porque tocam para um público alvo pequeno, mas dentro do género gostei muito.



De seguida vieram os Accept, a razão pela qual o Mário foi ver o concerto. A melhor coisa que posso dizer desta banda, que também conheci há pouco tempo graças ao Mário, é que os avozinhos rockão como se tivessem metade da idade que têm. Devia levar uma chapada por não conhecer esta banda, sonoramente muito idênticos a Scorpions, não fossem também alemães. Das coisas que mais gostei de ver nesta banda foi a clara felicidade e prazer que demonstraram durante o concerto, um sorriso enorme do Wolf Hoffmann, era mais do que notório o prazer que lhes estava a dar estar ali a actuar. Outra nota muito positiva foi o palco, estava tão bem arranjado que julguei que já seria o palco para os Sabaton. Espantoso o espectáculo que deu uma banda que é mais velha do que eu, ou seja, quando eu nasci já eles andavam por aí a fazer música da boa.


As duas bandas guest foram muito boas mas quem me fez ir ao Porto foram os Sabaton. Uma nota inicial, só para ficar já aqui o que para mim foi o menos bom do concerto. Há 2 anos uma das coisas que mais gostei no concerto foi o facto de parte da setlist ter sido decidida pelo público durante o concerto, este ano a setlist foi igualzinha aos outros concertos desta digressão, não houve qualquer surpresa. Não sei se a nível de número de pessoas foi muito diferente de há 2 anos, mas talvez pelo Coliseu do Porto ser um espaço maior, e estar para aí a meia casa, dava a ideia de estar menos gente que há 2 anos atrás.

O concerto começou a abrir tal como há 2 anos, com uma das minhas músicas preferidas o Ghost Division. A força desta música levou o concerto logo para um patamar altíssimo, toda a gente a cantar saltar, braços no ar, aplausos, uma óptima interacção entre banda e público. Outro dos momentos altos da noite foi a versão acústica do The Final Solution, absolutamente linda e brilhante, para quem acha que estas bandas são só músicas fortes aqui está um belo exemplo do contrário, um belo momento intimista. Por fim a outra música que tinha curiosidade de ver ao vivo era a Shiroyama, do novo álbum, e por isso nunca a tinha visto ao vivo. O único erro aqui foi não ter sido a última música do concerto, para acabar o concerto em grande estilo. Mais um grande concerto, e sem dúvida esta banda está a tornar-se numa das minhas bandas de eleição. Agora só faltava fazerem um concerto em Lisboa, e já agora senão fosse pedir muito, dedicar uma música a uma batalha ou herói português afinal somos uma das nações mais antigas do Mundo, e quando Sabaton vêm cá são sempre super acarinhados pelo público.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

São Silvestre Amadora 2016

Acabar bem o ano é acabar o ano a correr, especialmente a São Silvestre da Amadora. Este ano senti pela primeira vez que tornaram a corrida mais comercial, muito mais gente do que era habitual, muito maior a divulgação, muito maior o marketing. Com isto acho que o nível dos participantes piorou, por norma era uma corrida que havia muita gente a fazer muitos bons tempos, apesar da dureza do percurso, este ano o início foi chato com aquelas pessoas que pouco correm a quererem ir lá para a frente e a estorvar quem quer começar a correr mais rápido logo desde o início.

O percurso voltou a ser idêntico ao que era há 5-6 anos atrás com pequenas variações que tornaram o percurso o mais duro de todas as vezes que fiz esta corrida (e esta já foi a 7ª vez). Apesar de haverem coisas que mudam há outras que ainda bem se mantêm iguais, o apoio do público constante ao longo de toda a prova é impressionante, e é o que essencialmente me leva anos após ano a fazer esta prova.

Ao quilómetro 1.4 o ponto alto da minha carreira de corredor, passei pela Rosa Mota, e ali estava a nossa medalhada olímpica a sorrir depois de eu lhe dizer que já tinha ganho aquela prova só por estar ali a correr ao lado dela. Segui caminho naquele sobe e desce constante, a temperatura que era fria ao início estava agora perfeita para o esforço que estava a fazer.

Depois do Ironman relaxei um pouco os treinos, fazendo só manutenção, já não corria a ritmos tanto intensos durante tanto tempo desde os meus treinos para o Ironman. Se ao início tinha ideia de fazer 42 minutos, o tempo final de 41 minutos deixou-me bastante satisfeito, ainda para mais depois da dureza daquele percurso e de ter estado com ataques de asma durante a semana. O que me impressionou foi novamente a Rosa Mota, ultrapassei-a cedo na corrida mas no final só perdeu 1m30s para mim, ela que tem quase 60 anos e é mulher, fiquei mesmo impressionado. Provavelmente se fosse uma corrida menos acidentada, em que as mulheres geneticamente têm menos capacidade para as subidas, teria sido difícil acabar a esta distância dela, se é que não acabaria junto.