A SINFO é um evento sobre tecnologia que está a decorrer no Instituto Superior Técnico e no qual a Sky é uma das patrocinadoras do evento. Ontem estive no stand da Sky na SINFO e posso dizer que foi uma experiência muito agradável e me surpreendeu pela positiva. A minha expectativa é que iria falar com poucas pessoas, que ninguém estaria interessado a ir aos stands e estariam todos mais interessados em ouvir as conferências.
Para meu espanto, estive quase toda a tarde a conversar com pessoas que queriam saber mais sobre a Sky, algumas, poucas, iam lá só para nós assinarmos as credenciais que tinham e que comprovavam que eles tinham estado lá, mas esse também não era o público que me interessava por isso assinava aquilo e deixava-os irem à vida deles. Mas encontrei miúdos muito interessantes, que aparentemente tinham bastante potencial, e principalmente que tinham a actitude correcta de querer saber e aprender mais. Nesses casos tentei sempre explicar o nosso dia a dia e o porquê deles quererem vir trabalhar para a Sky, sim porque no fundo eu não estava lá a contratar ou a tentar contratar, estava sim a explicar o nosso dia a dia, as nossas metodologias, no fundo a nossa filosofia, e eles é que têm de querer vir trabalhar connosco.
Com um título destes este vai certamente ser o meu post mais visto de sempre. A ideia deste post surgiu depois de uma frase que um amigo meu partilhou comigo, mas não vou revelar já a frase senão o post perderia a piada.
Então a estratégia é super simples basta seguir os seguintes passos:
Criar conta no LinkedIn como informático/developer/área de IT ;
Conectar a todos os amigos desta área;
E pronto é só esperar agora uns dias, começaram a ser contactados por diversas RH e recrutadoras. E como as empresas de recrutamento pensam da seguinte maneira:
Terão diversas RH, de alto gabarito, a quererem encontrar-se com vocês todas as semanas. E como o interesse é delas até poderão marcar encontros ao final do dia fora do escritório, alegando que durante o dia não dá jeito e sendo assim que vão elas ao vosso encontro ao final do dia. E pronto, agora por fim vou revelar a frase que era algo do género: "O nível assédio que os programadores têm no LinkedIn pelo sexo oposto, só pode ser comparado ao das modelos no Instagram".
Disclaim: A brincadeira não é para deixar ofendida nenhuma das minhas amigas que sejam RH ou recrutadoras.
Depois de há 2 anos atrás ter visto Sabaton pela primeira vez, no Hard Club no Porto, era certo que quando eles voltassem que teria de ver o concerto. Mais uma vez estes meninos decidiram tocar só no Porto, por isso lá fui eu, na companhia do Mário Santos e dos seu irmãos, numa sexta feira ao final da tarde até ao Porto para depois voltarmos a seguir ao concerto.
A primeira banda a actuar foram os Twilight Force. Só os conheci no início da semana quando soube que seriam a primeira banda a actuar no concerto. Mais uma banda sueca (segundo estudos o país das mulheres bonitas, e com ou sem estudo de certeza o país do melhor metal), ao estilo dos Dragon Force, com aquele speed metal como se fosse uma corrida a ver quem consegue tocar mais notas durante uma música. Mas ao contrário dos Dragon Force, o concerto ao vivo é melhor que em album, afinados, sem mandarem pregos a torto e a direito, e uma óptima apresentação em palco. Até aquela voz aguda do vocalista que não gostei muito, ao vivo passava ao lado, porque o geral era bastante bom. É difícil este tipo de bandas ter sucesso, porque tocam para um público alvo pequeno, mas dentro do género gostei muito.
De seguida vieram os Accept, a razão pela qual o Mário foi ver o concerto. A melhor coisa que posso dizer desta banda, que também conheci há pouco tempo graças ao Mário, é que os avozinhos rockão como se tivessem metade da idade que têm. Devia levar uma chapada por não conhecer esta banda, sonoramente muito idênticos a Scorpions, não fossem também alemães. Das coisas que mais gostei de ver nesta banda foi a clara felicidade e prazer que demonstraram durante o concerto, um sorriso enorme do Wolf Hoffmann, era mais do que notório o prazer que lhes estava a dar estar ali a actuar. Outra nota muito positiva foi o palco, estava tão bem arranjado que julguei que já seria o palco para os Sabaton. Espantoso o espectáculo que deu uma banda que é mais velha do que eu, ou seja, quando eu nasci já eles andavam por aí a fazer música da boa.
As duas bandas guest foram muito boas mas quem me fez ir ao Porto foram os Sabaton. Uma nota inicial, só para ficar já aqui o que para mim foi o menos bom do concerto. Há 2 anos uma das coisas que mais gostei no concerto foi o facto de parte da setlist ter sido decidida pelo público durante o concerto, este ano a setlist foi igualzinha aos outros concertos desta digressão, não houve qualquer surpresa. Não sei se a nível de número de pessoas foi muito diferente de há 2 anos, mas talvez pelo Coliseu do Porto ser um espaço maior, e estar para aí a meia casa, dava a ideia de estar menos gente que há 2 anos atrás.
O concerto começou a abrir tal como há 2 anos, com uma das minhas músicas preferidas o Ghost Division. A força desta música levou o concerto logo para um patamar altíssimo, toda a gente a cantar saltar, braços no ar, aplausos, uma óptima interacção entre banda e público. Outro dos momentos altos da noite foi a versão acústica do The Final Solution, absolutamente linda e brilhante, para quem acha que estas bandas são só músicas fortes aqui está um belo exemplo do contrário, um belo momento intimista. Por fim a outra música que tinha curiosidade de ver ao vivo era a Shiroyama, do novo álbum, e por isso nunca a tinha visto ao vivo. O único erro aqui foi não ter sido a última música do concerto, para acabar o concerto em grande estilo. Mais um grande concerto, e sem dúvida esta banda está a tornar-se numa das minhas bandas de eleição. Agora só faltava fazerem um concerto em Lisboa, e já agora senão fosse pedir muito, dedicar uma música a uma batalha ou herói português afinal somos uma das nações mais antigas do Mundo, e quando Sabaton vêm cá são sempre super acarinhados pelo público.
Acabar bem o ano é acabar o ano a correr, especialmente a São Silvestre da Amadora. Este ano senti pela primeira vez que tornaram a corrida mais comercial, muito mais gente do que era habitual, muito maior a divulgação, muito maior o marketing. Com isto acho que o nível dos participantes piorou, por norma era uma corrida que havia muita gente a fazer muitos bons tempos, apesar da dureza do percurso, este ano o início foi chato com aquelas pessoas que pouco correm a quererem ir lá para a frente e a estorvar quem quer começar a correr mais rápido logo desde o início.
O percurso voltou a ser idêntico ao que era há 5-6 anos atrás com pequenas variações que tornaram o percurso o mais duro de todas as vezes que fiz esta corrida (e esta já foi a 7ª vez). Apesar de haverem coisas que mudam há outras que ainda bem se mantêm iguais, o apoio do público constante ao longo de toda a prova é impressionante, e é o que essencialmente me leva anos após ano a fazer esta prova.
Ao quilómetro 1.4 o ponto alto da minha carreira de corredor, passei pela Rosa Mota, e ali estava a nossa medalhada olímpica a sorrir depois de eu lhe dizer que já tinha ganho aquela prova só por estar ali a correr ao lado dela. Segui caminho naquele sobe e desce constante, a temperatura que era fria ao início estava agora perfeita para o esforço que estava a fazer.
Depois do Ironman relaxei um pouco os treinos, fazendo só manutenção, já não corria a ritmos tanto intensos durante tanto tempo desde os meus treinos para o Ironman. Se ao início tinha ideia de fazer 42 minutos, o tempo final de 41 minutos deixou-me bastante satisfeito, ainda para mais depois da dureza daquele percurso e de ter estado com ataques de asma durante a semana. O que me impressionou foi novamente a Rosa Mota, ultrapassei-a cedo na corrida mas no final só perdeu 1m30s para mim, ela que tem quase 60 anos e é mulher, fiquei mesmo impressionado. Provavelmente se fosse uma corrida menos acidentada, em que as mulheres geneticamente têm menos capacidade para as subidas, teria sido difícil acabar a esta distância dela, se é que não acabaria junto.
Este ano poderia ter sido o meu melhor ano a nível de acontecimentos, não tivesse sido um ou outro acontecimento que me marcaram muito negativamente. Bem mas é melhor focar-me nas coisas positivas, vamos lá começar a revisão deste ano.
E amanhã o ano acabará como sempre acaba, com a São Silvestre da Amadora, a minha primeira prova depois do Ironman, vai ser para desfrutar com os amigos.
Já há algum tempo que não escrevia nada aqui no blog, tenho andado com pouco tempo e apesar de ter até coisas interessantes para deixar aqui registadas, tenho dado pouco carinho aqui ao estaminé. Já foi há 1 mês que fiz a minha nova tatuagem, foi o meu prémio, a minha medalha por ter completo o Ironman, é algo que vai ficar marcado em mim física, e mentalmente para o resto da minha vida. Esta tatuagem é como a daqueles assassinos, que inspira medo e respeito nos seus parceiros, os meus parceiros também saberão quando virem a tatuagem o feito que eu já alcancei.
Nunca tinha ido ao Badoca Park e devo dizer que estava com alguma expectativa para o visitar. Depois de há uns anos atrás ter ido ao Monte Selvagem, tinha a ideia que o Badoca Park seria melhor, por conversas que já tinha tido com outras pessoas e porque o Badoca Park sempre era mais falado. Se calhar por ter as expectativas algo elevadas acabei por ficar um pouco desiludido, e podendo mesmo dizer que preferi o Monte Selvagem.
A parte do passeio pelo parque de tractor ainda foi a melhor parte, deu para veer várias espécies a uma distância muito reduzida, mas a visita ao parque pode quase reduzir-se a isso. O resto do parque não tem lá grande coisa para fazer, a ilha dos macacos faz com que os primatas fiquem tão longe que é quase preciso binóculos para os ver. O espectáculo das aves também não achei nada de especial, poucas aves, e já vi diversas vezes em sítios diferentes melhores apresentações.
Como conclusão acho que o Monte Selvagem vale mais a pena, especialmente se formos com um grupo de amigos para aproveitar os jogos e insufláveis, pois a nível de animais não há grande diferença. Já no final da visita quando estava a passar num corredor estreito de uma loja dei um pontapé numa pessoa, quando me viro para pedir desculpa reparo que era a Diana Chaves, posso então dizer que eu já dei um pontapé na Diana Chaves, não há muitos homens que possam dizer o mesmo.
Esta foi a 2ª vez que fui ver Tarja, e também foi a 2ª vez que fui à Aula Magna, e voltei a ter a mesma sensação da primeira vez, é uma sala espectacular, sonoramente soberba mas aqueles cadeirões confortáveis nada têm a ver com este tipo de concertos. Quanto à primeira banda os The Shiver, que posso dizer? Não tenho grande coisa para dizer, não me aqueceram nem arrefeceram, não gostei nem desgostei da música.
A 2ª banda foram os Sinheresy. Reportório muito mais interessante e como banda nota-se que está mais consolidada. Para mim cometeram o erro de tocarem a melhor música logo a abrir o concerto, o que depois acabou por dar a ideia que fizeram sempre um concerto em decrescente, apesar da última música também ser boa. Uma coisa que achei estranha e nunca tinha visto, foi os vocalistas estarem constantemente a sair de palco, 2-3 vezes durante cada música. Normalmente o vocalista sai ao fim de uma meia dúzia de músicas, não diversas vezes durante a mesma música.
Tal como no concerto dos Kamelot, em que trouxeram os Aeverium como banda de suporte, achei que esta banda sofria do mesmo que os Aeverium, a voz masculina era muito melhor que a voz feminina, e para eu achar isso, que prefiro muito mais vozes femininas, é porque a voz masculina era bastante melhor que a feminina. Mas para concluir, achei uma banda interessante, com algumas músicas que ficam no ouvido.
Era a hora do concerto da Tarja. O concerto começou bem com o No Bitter End e o 500 Letters, mas depois teve ali uma sequência de músicas pouco interessantes até à altura do medley dos Nightwish. Apesar de já não ser tão evidente como o primeiro concerto que vi da Tarja, continuo a achar que o reportório dela ainda é curto, 5 músicas seguidas que normalmente não entrariam num concerto se o reportório fosse melhor indica isso mesmo, e acrescentando a isso o facto de ainda ter de recorrer a músicas da altura em que era a vocalista dos Nightwish. O medley foi o ponto de viragem do concerto, a seguir a este foi tocar tudo o que de melhor tem a Tarja como cantora a solo. A parte mais intimista do concerto veio logo de seguida, quando ela e a banda se aproximaram do público, e em acústico tocaram uma série de músicas. Nesta altura comecei a pensar até que ponto a Tarja se quer afastar daquele perfil metaleiro, e que se calhar se fosse portuguesa seria cantora de fado, foi um registo muito mais calmo e melodioso.
A partir daqui e até ao fim a toada foi mais energética, músicas mais fortes, que levantaram o público e meteram muita gente aos saltos. Não posso dizer que foi a parte que gostei mais do concerto, pois o medley dos Nightwish também me agradou bastante, mas foi uma maneira muito boa e forte de acabar o concerto. Outra coisa que indica que o reportório ainda é pequeno foi a música de encerramento do concerto, que por norma é a música mais forte de um artista ou pelo menos é a música do último album que mais fica no ouvido, neste caso a música de encerramento voltou a ser o Until My Last Breath, tal como tinha sido à 3 anos atrás.
Passou exactamente 1 mês do Ironman de Barcelona, esta é uma boa altura para rebobinar e ver como cheguei a este ponto, qual foi o caminho para o Ironman. Este podia ser um daqueles típicos post "De sedentário a Ironman", contudo não é bem assim, não considero que alguma vez tenha sido sedentário, sempre fui uma pessoa minimamente activa. Bem vou começar pelas minhas raízes, pela minha origem, falando somente do meu percurso nas três modalidades que compõem o Ironman.
Quando tinha 4-5 anos a minha mãe pôs-me na natação e nos poucos meses que lá andei se calhar aproveita-se 1 mês, andava constantemente constipado e faltava imenso, acabei por nem aprender a nadar. Por volta dessa altura já andava de bicicleta lá pelo bairro, com a minha velhinha BMX de amortecedor central, a saltar rampas e a esfolar joelhos. Quando entrei para a preparatória do Monte Estoril, aos 10 anos, fiz a minha primeira corrida, e logo com um 1º lugar. Apesar de ao logo da minha juventude ter conseguido diversos pódios, esta foi a única vez que ganhei uma corrida.
Aos 12 anos voltei à natação, agora devido ao meu problema de asma o médico aconselhou a minha mãe a que eu praticasse natação. Com algum custo lá aprendi a nadar, durante 2 anos estive no tanque dos bombeiros dos Estoris, até que aos 14 anos passei para a piscina de 25 metros da Alapraia, piscina que ainda hoje frequento. A minha primeira memória da minha primeira bicicleta de mudanças remonta aos meus 16 anos, foi uma bicicleta que alguém me ofereceu por já ser velha, era uma bicicleta de montanha toda em ferro. Lembro-me da primeira volta que dei fora do bairro, "aventurei-me" na serra de Sintra com o Tiago Neto e o Alex, em que metade do tempo eles estiveram à minha espera porque eu fazia as subidas quase todas à mão...que vergonha.
Aos 18 anos entro na universidade, e a minha história é igual à da maioria, deixei de fazer qualquer tipo de exercício, excepto a natação por motivos médicos, senão provavelmente tinha-me tornado no sedentário. Quando aos 21 anos voltei a fazer uma corrida, a mini maratona de Portugal, na qual atravessei a ponte Vasco da Gama, e demorei mais de 48 minutos a fazer 8kms e senti-me mesmo mal, é que me apercebi que só a natação não chegava, apesar de já ser um nadador mediano isso não me servia de nada na corrida, e o bom corredor que era na minha juventude agora nem sombra dele existia. No final da universidade, quando já estava a entregar o projecto final, a 10 de Setembro de 2006 participei na primeira edição do Lisboa Bike Tour, neste evento era-nos dada uma bicicleta, apesar de ser um chaço não era tão chaço como a minha antiga bicicleta, então passou a ser a minha bicicleta principal. Com ela acabei por dar imensas voltas pela Serra de Sintra, e por estranho que pareça nem teve assim tantas avarias como seria de esperar, agora não me ajudava nada nas subidas, sempre fui dos piores nos grupos com quem ia andar e a bicicleta ainda ajudava mais a que fosse dos piores.
Entretanto passara-se alguns anos, continuei a treinar natação, uma ou outra corridinha ao final do dia, fazia algum ginásio (pouco), futebol, bicicleta BTT, e outros desportos ocasionalmente (polo aquático, hóquei aquático, etc). E a partir de 2010, já com 28 anos, é que posso dizer que efectivamente começou a minha caminhada para o Ironman, não é que na altura pensasse sequer em fazer um Ironman, estava muito longe disso mas o meu treino mais regrado começou a partir daí.
Dezembro de 2010 - Primeira participação na S. Silvestre da Amadora
Agosto de 2011 - Primeira vez que fiz o Tróia-Sagres, depois de ter comprado uma nova bicicleta e BTT e ter começado a andar regularmente de bicicleta ao fim de semana
Janeiro de 2012 - Primeiro duatlo na companhia dos meus grandes amigos Nuno Silva e Pedro Santos. Nestes primeiros tempos muitas vezes meus companheiros de treino, aliás o Pedro começou também a fazer triatlo comigo.
Abril de 2012 - Primeira prova de BTT, a distância mais curta do maratona BTT Sintra
Junho de 2012 - Uma das coisas mais marcantes que fiz até hoje, o caminho de Santiago de Compostela a partir de Lisboa, de bicicleta e mais uma vez na companhia do meu camarada destas andanças o Pedro
Abril de 2013 - Primeiro triatlo. Distância olímpica, nem tinha equipamento que me foi emprestado pelo Nuno Felício (fato de triatlo e fato isotérmico) e bicicleta emprestada pelo Zé Correia
Agosto de 2013 - Depois de ter comprado uma bicicleta de estrada em 2ª mão subi pela primeira vez à Torre a tentar seguir o Tiago Neto
Setembro de 2013 - Swim challenge aldeia do mato, pela primeira vez a distância de 5kms
Setembro de 2013 - Finalmente baixei dos 45 minutos numa corrida de 10kms
Outubro de 2013 - Um primeiro grande objectivo cumprido, conclui a minha primeira maratona. Nesta altura pensei pela primeira vez, ainda como objectivo inalcançável, fazer um Ironman
Junho de 2014 - Espantosamente baixei pela primeira vez dos 40min aos 10kms
Novembro de 2015 - Comprar a minha bicicleta de estrada a pensar no Ironman e em fazer triatlo mais regularmente. Obrigado ao Nuno Santos pela ajuda na escolha da bicicleta.
Resumindo um pouco, 2010-2011 comecei a correr e a andar frequentemente de bicicleta BTT, 2012 introdução do duatlo, 2013 começar a fazer triatlo, bicicleta de estrada e a primeira maratona, 2014 primeiro half Ironman, 2015-2016 maturação e consistência, e finalmente a acabar 2016 fazer o Ironman. Comecei tarde mas ainda fui a tempo. Quanto ao próximo desafio ainda não sei, depois do Ironman parece que cheguei ao cume da minha montanha, vamos ver como será daqui para a frente.
Foi a primeira vez que fui assistir a um concerto no armazém Lisboa ao Vivo. Se a nível de aspecto se parece por exemplo com o Incrível Almadense, a nível sonoro é um pouco pior, não sei se pela má colocação das colunas, pelo tipo de isolamento, nomeadamente do tecto em chapa, sei que o som não me pareceu muito bom.
Já que comecei a falar pelo som, quando entrei ainda estava pouca gente e acabei por ir lá para a frente para ao pé do palco, fiquei mesmo frente às colunas...estúpido...via bem, mas sem tampões aquilo estava agressivo, ao fim do concerto da primeira banda tive de andar duas filas para trás.
Falando então da primeira banda os Withem, ouvi pela primeira vez 2 dias antes do concerto e até me pareceram bem. No entanto ao vivo não foi assim tão bom, mega simpáticos, boa interacção com o público, mas pior que uma mulher a cantar gutural é ter um homem a guinchar constantemente como se tivesse entalado algo no feixe das calças. Conheci-os mas não fiquei fã e não vou perder muito tempo a seguir a sua carreira. Este era o último concerto desta tour, e sendo o último concerto normalmente acontecem sempre brincadeiras extras. Qunado tocavam a última música entram em palco os bateristas dos Aeverium e dos Kamelot e começam a roubar pratos ao baterista. Como acharam que ele se estava a safa ainda lhe roubaram uns tambores, a actuação dos Withem acabou assim no meio de risadas e brincadeiras.
Avançando o espectáculo de seguida vinham os Aeverium. Também ouvi pela primeira vez esta banda 2 dias antes, e também me pareceu bem, neste caso foi uma confirmação que eram bons e para dizer a verdade ainda gostei mais deles ao vivo que quando ouvi os vídeos no youtube. Têm uma sonoridade muito própria, em alguns momentos devido ao som mais electrónico, digitalizado, com uma voz mais melódica e outra mais agressiva até me podem fazer lembrar Linkin Park ou Amaranthe, mas sem dúvida que se voltar a ouvir músicas deles os reconhecerei.
A voz masculina era especialmente boa, com um aparelho respiratório considerável e uma dinâmica em palco soberba, boa comunicação, boa atitude, a dar tudo o que tinha. A voz feminina era afinada sim, mas lá está, num aparelho respiratório pequenino é difícil aguentar as notas. Para além disso era mais tímida e a interacção com o público ficou sempre a cargo do elemento masculino. A brincadeira do rouba baterias virou-se agora contra os Aeverium, além de roupa interior a voar pelo palco dos elementos dos Withem, o baterista dos Aeverium ficou praticamente sem bateria, só com 2 pratinhos e 2 tamborzinhos. Nisto o vocalista virou-se - "É pá mas a gente ainda quer tocar mais 1 música, desta vez esta não era a última, não querem devolver qualquer coisinha só para desenrascar?". Muito boa actuação, voltem para comer a nossa deliciosa comida como disseram, e já agora para tocarem outra vez.
Faltavam os Kamelot como prato principal. Mal começa o concerto apercebi-me logo que o som estava mal configurado, a bateria super alta a voz super baixa mal se ouvia, acho que durante o concerto ainda tentaram corrigir isso, mas mesmo assim achei que todo o concerto não estava com o som muito bem afinado o que foi desde logo uma pena.
A set list do concerto foi aquela que esperava e que era do meu agrado, gostava de quase todas as músicas. Mas sem dúvida que a que me dizia mais era a velhinha "Center of the Universe", ouvir esta música ao vivo só não foi o máximo por causa das afinações do som, mas mesmo assim é das músicas que mais gosto.
Gostei também que em certas músicas os vocalistas dos Aeverium tenham participado, acrescentou mais poder à parte vocal. Uma óptima opção foi substituírem a voz da Alissa White-Gluz nas músicas onde ela participava no album pela voz da vocalista dos Aeverium, está bem que a voz de uma não tem nada a ver com a voz da outra, mas para mim é preferível a ter uma voz gravada por trás. Tenho ainda de realçar a música "Forever", uma música que em album tem 4 minutos, no concerto foi tocada durante mais de 15 minutos, devido à interacção com o público que foi mais uma vez mega para os artistas, aquele refrão foi cantado vezes sem conta, primeiro a pedido e depois de uma forma natural por toda a gente dentro do armazém. Com este público todos os artistas que passam por cá só podem querer voltar, às vezes podemos não ser muitos, mas sem dúvida sabemos acarinhar e reconhecer o bom trabalho das bandas.