segunda-feira, setembro 12, 2016

Swim Challenge Aldeia do Mato

Após uma série de anos sem ir ao Swim Challenge da Aldeia do Mato, este ano como preparação para o Ironman esta era uma prova que era interessante fazer. Já há bastante tempo que não nadava 5kms sem fato isotérmico, só com fato de banho, mas como já não era a primeira vez a fazer a distância não me preocupei grandemente.

Após os primeiros 500 metros percebi logo que não estava com um bom ritmo, tenho treinado pouco a natação, para poder treinar mais ciclismo, e não estava a conseguir seguir com nenhum grupo e rapidamente me vi sozinho sem nenhuma referência. Ao final da primeira volta nem estava assim tão mal para meu espanto, estava com cerca de 48 minutos, o que me dava um tempo final muito parecido com o tempo que tinha feito esta prova pela última vez.

Mas a 2ª volta foi dolorosa, sempre a nadar sozinho e pior que isso, comecei a sentir dores no cotovelo esquerdo, com o tendão a ressaltar no osso e a doer-me bastante. A única solução que tive foi encurtar a braçada de modo a não forçar tanto o cotovelo. A partir do último retorno então fui-me mesmo a arrastar, receei mesmo já ser o último, visto ser uma prova com pouca gente mas de bastante qualidade na sua maioria. Não acabei em último mas perto disso, só acabaram 5 nadadores atrás de mim, mas fui o 2º do meu escalão (a história do copo meio cheio e meio vazio), com o tempo final de 1h46m06s. Foi um péssimo tempo, mas não me posso espantar pelo meu treino deficiente na natação, contudo sempre disse se perder 10 minutos na natação e ganhar 1 hora na bicicleta no Ironman para mim foi uma boa opção. Próximo fim de semana tenho a última prova antes do Ironman, 3.8km com fato isotérmico, e aí já terei uma ideia bastante próxima do que irei fazer no Ironman.

sexta-feira, setembro 09, 2016

Nightwish - Coliseu de Lisboa 2016

Finalmente 8 anos depois, os Nightwish voltaram a Portugal. Em 2008 foi um óptimo concerto, com uma setlist com base no que para mim foram os 2 melhores álbuns dos Nightwist, o Once e especialmente o Dark Passion, por isso ia para este concerto com a sensação que não podia ser melhor que há 8 anos atrás.

Começando pela banda de suporte...quem eram eles mesmo?! Percebi que eram portugueses e que provavelmente tocavam juntos à 6-7 anos. Péssima apresentação, venderam-se muito mal, não percebi o nome da banda, o nome dos elementos, etc, além de não aparecerem referidos em nenhum local no site dos Nightwish, nos bilhetes ou na divulgação do concerto. Sei que vou ser contestado pela minha opinião, mas preferia ter uma banda de suporte que não fosse portuguesa, porque sendo portuguesa tenho mais oportunidades de ver se quiser, e trazer uma banda de suporte que realmente acrescentasse algo. Por exemplo em Sabaton trouxeram como guests KorpiklaaniTýr, estes últimos não conhecia e fiquei fã; Epica trouxe DragonForce da 2ª vez que os vi e da 1ª vez trouxeram Xandria e Stream of Passion.


Indo para o concerto de Nightwish, e para acabar com os pontos negativos, que palco tão pobrinho, demasiado simples, cenário básico, sem fumos, sem pirotecnia (em concertos em recintos fechados é pouco usual), achei um pouco desleixado para uma banda do nível dos Nightwish. Olhando para a setlist as 2 músicas que mais me chamavam a atenção era a "Storytime" e a "Last ride of the day". Essas 2 músicas realmente foram as que gostei mais, mas fui agradavelmente surpreendido por algumas das músicas clássicas dos primeiros álbuns que não contava que fossem tocadas.



A nova vocalista a Floor Jansen, que já conhecia de ReVamp e After Forever, parece encaixar bem na banda, gostei da actitude, é mais dinâmica e metaleira que a Anette, quanto a voz não sei se é uma melhoria, mas é só uma opinião polémica. Vamos lá ver por quanto tempo será a vocalista dos Nightwish ou se estes vão começar a ficar conhecidos como um cemitério de vocalistas. E por fim o público, fenomenal, como podem estar 8 anos sem vir a Portugal com um público destes, um ambiente absolutamente fantástico num Coliseu de Lisboa a rebentar pelas costuras. Devo dizer que estou curioso pelo próximo álbum dos Nightwish, é uma banda que mudou muito nos 2 últimos álbuns e gostava de saber qual é a trajectória para o futuro deles, julgava que o Imaginaerum tinha sido um álbum à parte por ser para um filme mas o Endless Forms Most Beautiful foi novamente um álbum estranho, pessoalmente gostava que voltassem mais ao registo antigo, mas próximo do Dark Passion.


Nightwish Setlist Coliseu dos Recreios, Lisbon, Portugal 2016, Endless Forms Most Beautiful

sexta-feira, setembro 02, 2016

Falta 1 mês

Parece que passou a correr, já só falta um mês para o Ironman. Tem sido duro manter um plano de treino consistente, com um recém nascido, com o trabalho, com restrições familiares, mas mesmo assim sinto que estou preparado, que vou conseguir superar este grande desafio. Mentalmente é muito desgastante todos os dias pensar que tenho de treinar, ou que esta semana ainda não treinei o número de horas suficiente, ou que tenho de ter cuidado para não me lesionar, que qualquer dorzinha fora do comum, qualquer desconforto dispara um alerta a dizer que tenho de estar no melhor das minhas capacidades físicas no dia 2 de Outubro. Falta so mais 1 mês de sacrifícios para depois conseguir desfrutar da prova, ainda não tenho a meta à vista mas a linha de partida está mesmo ao virar da esquina.

quarta-feira, agosto 31, 2016

A última carta para a minha avó

A coisa mais importante que te posso dizer é obrigado, obrigado por teres sido uma 2ª mãe, obrigado por teres sido a melhor avó do mundo, obrigado por tudo o que me ensinaste, obrigado por todo o carinho que sempre me deste. Apesar de nunca te ter dito isto sei que o sabes, sei que sabes o quão agradecido te estou e sei que sabes o quão importante eras para mim.

De um modo invejoso queria que tivesses estado mais anos connosco, queria que tivesses conhecido o teu bisneto que só conheceste em fotografias, e isso é uma mágoa que sempre terei, a de não ter conseguido que conhecesses o teu bisneto pessoalmente. Mas quem mais perde é ele, que nunca se recordará de ti, que não teve a hipótese de te conhecer, que não te teve a ti a ensinar-lhe o que era ser uma boa pessoa, o que era ser uma pessoa que vive para tornar os outros felizes, sempre com um sorriso, sempre com vontade de fazer melhor para que os outros se sintam melhor.

Bem sei que desde que a tia faleceu perdeste a vontade de viver, sei que foi algo que nunca conseguiste ultrapassar, mas o teu sorriso manteve-se, depois veio o teu 1º bisneto e apesar da tua saúde já começar a ficar degradada e o alzheimer fazer-te perder muitas vezes noção da realidade adquiriste uma nova felicidade, a maneira como sorrias era de verdadeira felicidade. Maldito alzheimer, foi-te levando pouco a pouco, a minha avó foi desaparecendo, e nos últimos tempos eras só por breves instantes a minha avó, a avó que me lembrava de quando passava as férias contigo. As férias contigo sempre as irei recordar como dos melhores momentos da minha vida, ficaram para sempre gravadas na minha memória, aquela casinha em Sta. Iría terá sempre um lugar muito especial nas minhas memórias pois foi lá que passávamos grande parte do nosso tempo, e tu sempre com uma paciência gigante para um neto irrequieto, que saltava pelas janelas, que corria de um lado para o outro.

Estejas onde estiveres espero que estejas feliz, e que sejas recompensada por todo o bem que nos fizeste. Muito obrigado por tudo querida avó.

segunda-feira, julho 25, 2016

Triatlo de Setúbal

Este foi o último teste numa prova de triatlo antes do Ironman, distância olímpica, nem é para ir a fundo nem é para gerir esforço, é preciso não perder intensidade e ao mesmo tempo não gastar demais para não morrer no final. 

Além de ser uma preparação para o Ironman também ia tentar fazer meu melhor tempo na distância olímpica, bem sei que estive demasiado tempo a treinar pouco devido a ter sido pai há 1 mês, mas não ia deixar de tentar porque o treino antes dessa altura estava bom e os resultados estavam a aparecer. Pela primeira vez ia fazer o segmento de natação sem fato isotérmico, a água estava a 23ºC (não me parecia mesmo nada) por isso fato não era permitido. Para mim nadar sem fato é terrível, sou friorento e custa-me imenso aguentar o frio da água.

Antes de começar a prova fui nadar um bocado e percebi logo a forte corrente que estava, além de não ter fato ia também ser difícil por causa da corrente. Consegui afastar-me da confusão e traçar uma trajectória, que tendo em conta a corrente, me levou direito à primeira bóia. A segunda parte do segmento foi o mais duro, sempre a nadar contra a corrente avançava-se muito devagar, tentei sempre me proteger atrás de outros nadadores de modo a desgastar-me o mínimo possível. No fim acabei por fazer quase 1900m ao contrário dos 1500m que deveria ter o segmento. Aliado à distância maior e a não ter utilizado fato isotérmico, acabei por fazer cerca de 36 minutos neste segmento onde no mínimo deveria ter feito menos 10 minutos em situações normais, isto desde logo deitava por terra as minhas aspirações de fazer um tempo final inferior a 2h30m.


A transição julgava que ia ser rápida porque não tinha fato para despir, mas não correu bem, tive dificuldades em calçar as meias e perdi alguns segundos a mais do que gostava. Saí para o segmento de ciclismo e logo procurei formar um grupo para ser mais fácil fazer este segmento. Infelizmente o grupo era somente um trio o que fez com que me tivesse de desgastar durante muito tempo. Durante a primeira volta fomos apanhados pelo grupo das primeiras mulheres que tinham saído 15 minutos antes. Muito elas refilam com tudo e com todos, gritam, berram, resmungam, tanta testosterona que ali estava acumulada. Nisto vem um árbitro mostrar-nos, aos 3 homens um cartão azul de aviso, em que ou íamos embora ou tínhamos de ficar para trás que não podíamos rodar com elas. A nossa reacção pode-se dizer que não foi nada amistosa, dissemos que ele era um trabalhador circense, que fosse para uns determinados sítios, alguns comentários sobre a mãe dele, e ainda falámos da extraordinária capacidade que ele tinha de avaliação as situações. Ora se elas tinham vindo detrás e depois tinham ficado ao pé de nós o problema não era nosso, se elas vinham mais rápido é que nos tinham de deixar para trás, não éramos nós que nos tínhamos de ir embora ou diminuir o ritmo a que íamos.

Esta palhaçada durou 2 voltas em que nós acelerávamos para ficar uns 10 metros à frente delas, depois elas passavam novamente e ficavam ao pé de nós. Nesta altura acho que nós os três gastávamos mais energia a refilar com o árbitro que a pedalar, pois nós estávamos ali só para fazer o melhor e elas é que estavam ali a lutar para ganhar a prova delas, por isso para nós era irrelevante ganhar alguns segundos ou mesmo minutos por estarmos a circular num grupo maior. Passadas 2 voltas de esticões constantes não consegui seguir com os outros 2, e acabei por ficar ali naquele grupo, que não era grupo, pois eu não podia estar junto das raparigas. Foi uma volta sempre com o peito ao vento, dum lado da faixa ia eu do outro lado da faixa iam as raparigas a revezarem-se a passar pela frente. Quando faltava uma volta e meia para o final chegaram 3 homens aquele grupo, o árbitro de imediato começou a embirrar com os 3, nessa altura um deles acelera para deixar o grupo e desta vez consegui ir na roda. Formámos um pequeno grupo de 4 elementos que não voltou a ser apanhado pelas raparigas, mas que também não íamos assim tão rápido. No final acabei os 40kms com uma média de 34km/h não foi brilhante mas também não foi mau de todo tendo em conta que fui muito tempo sozinho ou em grupos pequenos, não foi bom para o resultado da prova mas foi um bom treino para o Ironman.


Não consegui tirar os pés a tempo antes de entrar no parque de transição, o empedrado e o cansaço dificultaram-me a tarefa e acabei por correr com os sapatos calçados mas já desapertados no parque de transição. Contudo a transição até foi boa. No último retorno da bicicleta contei o tempo, e ia mais ou menos 6m30s atrás do João Cruz e do João Santos da minha equipa, o meu objectivo na corrida era agora conseguir chegar ao pé deles. Tendo em consideração que passava pouco das 14h, num dia de Verão onde estava um calor insuportável, (quem se terá lembrado que era boa ideia uma prova a estas horas) os primeiros quilómetros feitos a um ritmo de 4:15-4:25/km não estava mesmo nada mal. 


Claramente estava a aproximar-me dos meus colegas de equipa até que por volta os 6,5kms os consegui apanhar. Nessa altura já estava bastante cansado, apesar de ter seguido no meu ritmo notava-se que já não estava assim tão mais rápido que eles. A dificuldade que tive a calçar as meias também fez com que não as puxasse devidamente, a do pé direito estava enrugada e a começar a incomodar-me na planta do pé, não foi um final muito agradável. Acabei por fazer 47m20s no segmento de atletismo, dada a alta temperatura e o desgaste acumulado não foi mau, apesar de estar longe dos meus melhores tempos. Acabei a prova com o tempo oficial de 2h37m55s, longe de 2h30m que era o que pretendia, mas percebo facilmente os motivos disto ter acontecido. Depois da prova não me senti muito bem, dores de cabeça e suores constantes, provavelmente devido ao elevado calor durante a prova, mas foi um bom teste rumo ao Ironman.

domingo, julho 03, 2016

Fuga de água

Menos de uma semana depois do Francisco nascer, como isso só por si não fosse preocupação suficiente, e depois de ter feito obras no esgoto da casa de banho em Janeiro, apareceu-me o raio de uma fuga na canalização.

Tudo começou com a Ana a sair da casa de banho depois de ter tomado banho e a dizer-me - "Cuidado que devo ter deixado pingar água aqui no hall e o chão está molhado". Entretanto vou à casa de banho e parece-me ouvir água a correr junto ao chuveiro. Venho cá fora ao hall e a água no chão além de não ter desaparecido parecia que estava a aumentar. Desligo a água na torneira geral, volto à casa de banho, e já não há qualquer barulho. Ligo a água e novamente o barulho, arredo os móveis do hall e começo a ver água a escorrer peça parede, até no interruptor da luz escorria água, apresso-me a desligar novamente a água.

Isto já era quase meia noite e nada havia a fazer naquela altura. Mando uma mensagem a um amigo que já me desenrascou umas vezes com obras cá em casa, e por sorte minha ele estava de férias e disponibilizou-se a vir cá no dia seguinte. Quando ele chegou liguei novamente a água e identificámos mais ou menos o sítio de onde vinha o barulho. Ainda bem que a Ana fotografa tudo e tínhamos fotografias de quando tínhamos feito obras o que deu para confirmar que naquele sítio passavam vários canos. Partimos os azulejos e começámos logo a reparar que o cimento estava mole e húmido, e rapidamente encontramos uma união que jorrava água a montes.


Qual foi o nosso espanto quando tirámos o bujão que tapava uma das saídas e verificámos que o artista que me tinha feito a canalização não tinha colocado um bujão mas sim uma união tapada com uma moeda de 2 cêntimos que com o passar dos anos foi corroendo até que furou, como era espectável.


Fui comprar um bujão por uns meros 0,70€, e o problema ficou resolvido. Ora por causa de 0,70€ tive sem água durante umas 18 horas, com um recém nascido em casa, e ainda tive de partir azulejos na casa de banho. Queria era partir a cara à estalada a quem me fez as obras na casa de banho, que amadorismo, nem eu que pouco ou nada percebo de canalização faria tal coisa.


sexta-feira, julho 01, 2016

O futuro da linhagem

Foi no dia 23 de Junho, pelas 17:07 que nasceu o futuro da minha linhagem, a linhagem Sousa. Com 3,08kg e 49cm veio ao Mundo, enrolado no cordão umbilical o Francisco Manuel Sousa. Depois de muita discussão em torno do nome, decidimos que o apelido Francisco passaria a nome, o meu apelido seria o apelido, e por fim o nome do meio que combina com os outro lindamente, seria uma homenagem ao avô e ao bisavô, e que dá sempre jeito ter um segundo nome quando se quer ralhar com a criança.

Desde o rebentamento das águas até ao parto foram quase 20 horas, não foi fácil, tal como o pai ele achava que o quentinho da barriga da mãe era muito bom e não queria sair lá de dentro. Mas nasceu saudável e cheio de força, a mamar que nem um campeão como se tivesse feito aquilo toda a vida. Os primeiros dias foram algo preocupantes, o Francisco só urinava uma vez por dia o que me deixou bastante apreensivo, mas a coisa foi melhorando, primeiro só urinava sem fralda posta (ajuda a poupar fraldas), até que agora já parece totalmente regularizado, evitava era de fazer xixi para cima do pai.

Toda a gente diz que ele é parecido comigo, o que é bom, senão eu dizia que ele era filho do guarda nocturno, pois de dia é um anjinho a dormir e de noite quando quero descansar, ele está sempre acordado num berreiro como se o estivessem a esventrar, come, muda-se fralda, massagem anti cólicas e nada, mas estou com esperança que progressivamente consiga começar a dormir de noite.

Agora falando da experiência de ser pai, o que posso dizer é que já estou a pensar no próximo, por isso não haverá muito mais a dizer.

terça-feira, junho 21, 2016

Triatlo de Oeiras 2016

Uma semana depois do Triatlo de Peniche aí estava o Triatlo de Oeiras, o qual iria participar pelo 3º ano consecutivo. Se em 2014 fiz um tempo o rondar 1h15m em 2015 cerca de 1h12m, o objectivo para este ano era fazer menos de 1h10m e tentar novamente acabar a prova na primeira metade da tabela.


Para o segmento de natação, e depois do ano passado termos sido totalmente arrasados pela força da corrente, este ano com uma corrente idêntica mudei de estratégia e saí o mais à esquerda possível, não apontando para a bóia mas sim uma dezena de metros para o lado esquerdo da bóia. A natação foi super tranquila, consegui fugir da confusão como estava fora da rota principal, e como eu esperava conforme me aproximei da bóia fui sendo arrastado pela corrente, virando a bóia já junto a esta.

Continuei numa trajectória um pouco aberta, não indo directamente à bóia seguinte, o que acabou por ser bom, continuei sem muita gente à minha volta e principalmente, quando cheguei à bóia reparei que muita gente tinha sido puxada na direcção do areal e estavam com alguma dificuldade em contornar a bóia. A partir daí foi por o piloto automático e seguir até à areia. Acabei com pouco mais de 11 minutos, muito melhor que nos anos anteriores que rondei os 14-15 minutos, mas devido às condições do mar, à real distância percorrida, é sempre algo subjectivo este tipo de comparações.



A transição é sempre algo chata nesta prova, temos de correr na areia seca e a pior parte é mesmo percorrer aquelas rampas desde a areia até ao parque de transição. Começa o segmento de ciclismo e consigo ir logo com um pequeno grupo a uma velocidade a rondar os 40km/h. Pensei que aquilo seria "sol de pouca dura", mas a verdade é que continuámos sempre a rondar aquela velocidade. Entretanto fomos recolhendo vários ciclistas e começou-se a formar um grupo grande, um dos ciclistas que apanhámos foi o meu colega o João Cruz, que saiu muito bem da água pois é um excelente nadador.

Com um grupo grande mais fácil foi de manter aquela velocidade, estava realmente espantado com o meu à vontade dentro daquele grupo, com aquela velocidade nunca me senti demasiado desconfortável, ou a ceder dentro do grupo, bem pelo contrário consegui-me sempre manter bem colocado nas primeiras posições apesar de nunca ter passado pela frente. Quando começámos a subir o Alto da Boa Viagem conseguimos colar a outro grande grupo que ia à nossa frente, nesse grupo ia o Clélio, outro excelente nadador da minha equipa, aliás a minha equipa tem a sua origem na natação, não é de estranhar que a maior parte da equipa nade muito bem.

Um pouco antes de chegar ao retorno ainda reparei no Ricardo Costa que ia cerca de 1km à nossa frente. A seguir ao retorno houve um pequeno esticão, algo que é normal e que esperava, consegui manter-me bem colocado e quando voltámos a subir o Alto da Boa Viagem estive inclusivamente a puxar pelo grupo, eu, a puxar pelo grupo numa subida!


Acabei o segmento de ciclismo com uma média de 40km/h...40km/h, ainda estou para perceber o que se passou para ter conseguido tal média. O tempo final de 29 minutos demonstra bem a minha evolução no ciclismo, neste mesmo percurso fiz 35 minutos em 2014 e pouco menos de 33 minutos em 2015. Ao chegar ao parque de transição vejo o Felício a começar o segmento de corrida, apesar de estar a menos de 30 segundos dele sabia que pela qualidade dele no segmento de corrida nunca o voltaria a apanhar, a tendência seria mesmo abrir um espaço maior entre nós.


Logo que comecei a corrida fui acompanhado pelo treinador do Pre, o Fernando Carmo. Pensei que rapidamente seria descartado por ele mas a verdade é que consegui ir aguentando aquele ritmo. Ainda ultrapassámos diversos atletas e na última pequena subida sofri um bocado para o conseguir acompanhar. Nessa altura cruzámos-nos com o Pre que estava a começar o segmento de atletismo, para quem esteve 1 ano sem competir não estava a correr nada mal. Ao entrarmos na recta da meta a minha ideia era acabar ao lado dele, já que nem somos do mesmo escalão era indiferente quem acabava à frente de quem. Mas acabámos por ser pressionados por um atleta que vinha atrás de nós, e percebi que ele nos iria ultrapassar senão fizesse nada. Aí fiz o que habitualmente faço, com uma ponta final bastante forte deixei toda a gente para trás acabando com cerca de 19 minutos o segmento de atletismo, uma média de 3m50s/km, para quem queria fazer algo a rondar os 4min/km foi outro segmento óptimo.


Acabei por ser, tal como em Peniche, o 3º classificado da minha equipa, contribuído assim para fechar a classificação por equipas, o que me deixa também bastante contente por poder ajudar a que a equipa tenha a melhor classificação possível. O tempo final foi cerca de 1h03m, super contente, acabando no primeiro terço da prova, estando entre atletas que são muito melhores que eu, que treinam muito mais que eu e que se preparam com muito mais cuidado e detalhe que eu. Agora é continuar a treinar bem que o Ironman está cava vez mais perto.

terça-feira, junho 14, 2016

Triatlo Peniche 2016

Este ano infelizmente não tenho conseguido participar em muitas provas, o triatlo de Peniche foi o meu primeiro triatlo da época. O objectivo para esta época é só o Iron Man de Barcelona, tenho andado a treinar bem, não muito tempo, mas bem. Por isso todas as outras provas em que estou a participar têm como único propósito verificar em que forma me encontro, ver se estou com boas sensações.


O segmento de natação foi o que me correu pior, muito quezilento, nunca me consegui afastar muito das confusões e foi uma luta constante para o posicionamento, fartei-me de beber água, e senti que andava a fazer uma natação aos esticões sem nunca conseguir manter um ritmo certo. Inclusivamente fui agarrado num pé na viragem das bóias, ao qual respondi com um pontapé para que me largassem, o pessoal do triatlo é tão mais violento que o pessoal das águas abertas. Enquanto não percebermos todos que quanto mais cacetada, puxões e agarrões dermos uns nos outros, pior será para todos nós, porque estaremos todos a perder tempo e a desgastarmos-nos mais. Acabei por fazer 14m17s, não desilude, mas não foi brilhante, devia ter conseguido fazer muito melhor.

A primeira transição também não foi propriamente rápida, perdi alguns segundos a tirar a parte final do fato, contudo saí num bom  grupo que isso é que é mais importante. Na subida inicial começou-se logo a formar um grupo de 5-6 elementos e durante a primeira volta trabalhámos muito bem e senti-me sempre bastante confortável dentro do grupo apesar do bom ritmo. Na pequena descida que temos no início de cada volta fui para a frente do grupo e dei um esticão para apanharmos um grupo que ia um pouco mais à frente, não consegui que ninguém viesse comigo mas como me sentia confortável consegui chegar sozinho ao grupo da frente. Nessa altura, quando o terreno inclina ligeiramente pus-me em pé e comecei a ter câimbras no gémeo da perna direita, tentei alongar, mas o ritmo ia demasiado elevado e não estava a conseguir seguir e parar aquela dor incomoda. Comecei a perder contacto com o grupo e aquela volta foi estranha, fiquei entre grupos e mesmo que me esforçasse já não voltava ao grupo da frente. No final da 2ª volta voltei a ser apanhado pelo grupo inicial e ali fiquei até ao final do ciclismo, tentando não abusar de modo a não voltar a ter câimbras na última volta. Acabei o ciclismo com 39m34s, ainda não deu para acabar na primeira metade da tabela no segmento de ciclismo, mas para quem acabava o ciclismo nos últimos 20%, tem sido uma evolução que me deixa bastante contente, além disso foi a primeira vez que senti que ultrapassei mais gente do que fui ultrapassado, por isso a sensação é muito boa, e a média de mais de 33km/h diz que foi um bom segmento.

Esta transição sim já foi feita a minha maneira, sempre a andar, colocar a bicicleta rápido, tirar o capacete rápido e deslizar os pés para dentro dos ténis que tinham os atacadores elásticos. Só não foi feita mais rápido porque costumo aproveitar a transição para correr um pouco mais moderadamente, para assim conseguir respirar e acostumar o corpo que o ciclismo acabou e agora é a corrida.


Saí do parque de transições e comecei logo a correr a fundo, a ultrapassar imensos atletas que até iam a bom ritmo, queria fazer média a baixo de 4m10s/km e no primeiro quilómetro fiz inclusivamente abaixo dos 4 minutos. Estava tão concentrado no meu mundo, que só quando estava a chegar ao final da 1ª volta é que me lembrei que eram 2 voltas. Bem, já estava cansado e se calhar não teria ido tão rápido desde o início se me tivesse lembrado que eram 2 voltas. Agora pouco importava, era tentar seguir ao mesmo ritmo até cortar a meta ou até dar o estoiro. Consegui aguentar e o resultado final foi muito bom para mim, acabei o segmento de atletismo com uma média de 4m04s/km e com o tempo final de prova de 1h16m23s.


terça-feira, junho 07, 2016

Aula de Surf

Parece impossível alguém que vive encostado ao mar nunca ter experimentado surf. Já tinha feito bodyboard quando era mais novo e posso dizer que é bem mais simples, mas eu já tinha noção que como no bodyboard não é necessário nos metermos em pé em cima da prancha seria mais fácil. No sábado passado a convite do Pre fui experimentar uma aula de surf na praia do Castelo, na Costa da Caparica. A parte mais fácil foi mesmo apanhar as ondas, talvez por ser nadador com relativa facilidade agarrava a onda e conseguia ir quase até a areia. Agora as partes complicadas, o colocar-me em pé e manter-me equilibrado. Não sei quanto tempo tive lá, mas certamente para me levantar da prancha devo ter demorado uma meia hora, de seguida praí mais uma meia hora para me conseguir equilibrar minimamente sem fazer grande coisa, só me manter em pé. Apesar de não ter grande jeito para a coisa gostei bastante da experiência e espero repetir.