domingo, julho 03, 2016

Fuga de água

Menos de uma semana depois do Francisco nascer, como isso só por si não fosse preocupação suficiente, e depois de ter feito obras no esgoto da casa de banho em Janeiro, apareceu-me o raio de uma fuga na canalização.

Tudo começou com a Ana a sair da casa de banho depois de ter tomado banho e a dizer-me - "Cuidado que devo ter deixado pingar água aqui no hall e o chão está molhado". Entretanto vou à casa de banho e parece-me ouvir água a correr junto ao chuveiro. Venho cá fora ao hall e a água no chão além de não ter desaparecido parecia que estava a aumentar. Desligo a água na torneira geral, volto à casa de banho, e já não há qualquer barulho. Ligo a água e novamente o barulho, arredo os móveis do hall e começo a ver água a escorrer peça parede, até no interruptor da luz escorria água, apresso-me a desligar novamente a água.

Isto já era quase meia noite e nada havia a fazer naquela altura. Mando uma mensagem a um amigo que já me desenrascou umas vezes com obras cá em casa, e por sorte minha ele estava de férias e disponibilizou-se a vir cá no dia seguinte. Quando ele chegou liguei novamente a água e identificámos mais ou menos o sítio de onde vinha o barulho. Ainda bem que a Ana fotografa tudo e tínhamos fotografias de quando tínhamos feito obras o que deu para confirmar que naquele sítio passavam vários canos. Partimos os azulejos e começámos logo a reparar que o cimento estava mole e húmido, e rapidamente encontramos uma união que jorrava água a montes.


Qual foi o nosso espanto quando tirámos o bujão que tapava uma das saídas e verificámos que o artista que me tinha feito a canalização não tinha colocado um bujão mas sim uma união tapada com uma moeda de 2 cêntimos que com o passar dos anos foi corroendo até que furou, como era espectável.


Fui comprar um bujão por uns meros 0,70€, e o problema ficou resolvido. Ora por causa de 0,70€ tive sem água durante umas 18 horas, com um recém nascido em casa, e ainda tive de partir azulejos na casa de banho. Queria era partir a cara à estalada a quem me fez as obras na casa de banho, que amadorismo, nem eu que pouco ou nada percebo de canalização faria tal coisa.


sexta-feira, julho 01, 2016

O futuro da linhagem

Foi no dia 23 de Junho, pelas 17:07 que nasceu o futuro da minha linhagem, a linhagem Sousa. Com 3,08kg e 49cm veio ao Mundo, enrolado no cordão umbilical o Francisco Manuel Sousa. Depois de muita discussão em torno do nome, decidimos que o apelido Francisco passaria a nome, o meu apelido seria o apelido, e por fim o nome do meio que combina com os outro lindamente, seria uma homenagem ao avô e ao bisavô, e que dá sempre jeito ter um segundo nome quando se quer ralhar com a criança.

Desde o rebentamento das águas até ao parto foram quase 20 horas, não foi fácil, tal como o pai ele achava que o quentinho da barriga da mãe era muito bom e não queria sair lá de dentro. Mas nasceu saudável e cheio de força, a mamar que nem um campeão como se tivesse feito aquilo toda a vida. Os primeiros dias foram algo preocupantes, o Francisco só urinava uma vez por dia o que me deixou bastante apreensivo, mas a coisa foi melhorando, primeiro só urinava sem fralda posta (ajuda a poupar fraldas), até que agora já parece totalmente regularizado, evitava era de fazer xixi para cima do pai.

Toda a gente diz que ele é parecido comigo, o que é bom, senão eu dizia que ele era filho do guarda nocturno, pois de dia é um anjinho a dormir e de noite quando quero descansar, ele está sempre acordado num berreiro como se o estivessem a esventrar, come, muda-se fralda, massagem anti cólicas e nada, mas estou com esperança que progressivamente consiga começar a dormir de noite.

Agora falando da experiência de ser pai, o que posso dizer é que já estou a pensar no próximo, por isso não haverá muito mais a dizer.

terça-feira, junho 21, 2016

Triatlo de Oeiras 2016

Uma semana depois do Triatlo de Peniche aí estava o Triatlo de Oeiras, o qual iria participar pelo 3º ano consecutivo. Se em 2014 fiz um tempo o rondar 1h15m em 2015 cerca de 1h12m, o objectivo para este ano era fazer menos de 1h10m e tentar novamente acabar a prova na primeira metade da tabela.


Para o segmento de natação, e depois do ano passado termos sido totalmente arrasados pela força da corrente, este ano com uma corrente idêntica mudei de estratégia e saí o mais à esquerda possível, não apontando para a bóia mas sim uma dezena de metros para o lado esquerdo da bóia. A natação foi super tranquila, consegui fugir da confusão como estava fora da rota principal, e como eu esperava conforme me aproximei da bóia fui sendo arrastado pela corrente, virando a bóia já junto a esta.

Continuei numa trajectória um pouco aberta, não indo directamente à bóia seguinte, o que acabou por ser bom, continuei sem muita gente à minha volta e principalmente, quando cheguei à bóia reparei que muita gente tinha sido puxada na direcção do areal e estavam com alguma dificuldade em contornar a bóia. A partir daí foi por o piloto automático e seguir até à areia. Acabei com pouco mais de 11 minutos, muito melhor que nos anos anteriores que rondei os 14-15 minutos, mas devido às condições do mar, à real distância percorrida, é sempre algo subjectivo este tipo de comparações.



A transição é sempre algo chata nesta prova, temos de correr na areia seca e a pior parte é mesmo percorrer aquelas rampas desde a areia até ao parque de transição. Começa o segmento de ciclismo e consigo ir logo com um pequeno grupo a uma velocidade a rondar os 40km/h. Pensei que aquilo seria "sol de pouca dura", mas a verdade é que continuámos sempre a rondar aquela velocidade. Entretanto fomos recolhendo vários ciclistas e começou-se a formar um grupo grande, um dos ciclistas que apanhámos foi o meu colega o João Cruz, que saiu muito bem da água pois é um excelente nadador.

Com um grupo grande mais fácil foi de manter aquela velocidade, estava realmente espantado com o meu à vontade dentro daquele grupo, com aquela velocidade nunca me senti demasiado desconfortável, ou a ceder dentro do grupo, bem pelo contrário consegui-me sempre manter bem colocado nas primeiras posições apesar de nunca ter passado pela frente. Quando começámos a subir o Alto da Boa Viagem conseguimos colar a outro grande grupo que ia à nossa frente, nesse grupo ia o Clélio, outro excelente nadador da minha equipa, aliás a minha equipa tem a sua origem na natação, não é de estranhar que a maior parte da equipa nade muito bem.

Um pouco antes de chegar ao retorno ainda reparei no Ricardo Costa que ia cerca de 1km à nossa frente. A seguir ao retorno houve um pequeno esticão, algo que é normal e que esperava, consegui manter-me bem colocado e quando voltámos a subir o Alto da Boa Viagem estive inclusivamente a puxar pelo grupo, eu, a puxar pelo grupo numa subida!


Acabei o segmento de ciclismo com uma média de 40km/h...40km/h, ainda estou para perceber o que se passou para ter conseguido tal média. O tempo final de 29 minutos demonstra bem a minha evolução no ciclismo, neste mesmo percurso fiz 35 minutos em 2014 e pouco menos de 33 minutos em 2015. Ao chegar ao parque de transição vejo o Felício a começar o segmento de corrida, apesar de estar a menos de 30 segundos dele sabia que pela qualidade dele no segmento de corrida nunca o voltaria a apanhar, a tendência seria mesmo abrir um espaço maior entre nós.


Logo que comecei a corrida fui acompanhado pelo treinador do Pre, o Fernando Carmo. Pensei que rapidamente seria descartado por ele mas a verdade é que consegui ir aguentando aquele ritmo. Ainda ultrapassámos diversos atletas e na última pequena subida sofri um bocado para o conseguir acompanhar. Nessa altura cruzámos-nos com o Pre que estava a começar o segmento de atletismo, para quem esteve 1 ano sem competir não estava a correr nada mal. Ao entrarmos na recta da meta a minha ideia era acabar ao lado dele, já que nem somos do mesmo escalão era indiferente quem acabava à frente de quem. Mas acabámos por ser pressionados por um atleta que vinha atrás de nós, e percebi que ele nos iria ultrapassar senão fizesse nada. Aí fiz o que habitualmente faço, com uma ponta final bastante forte deixei toda a gente para trás acabando com cerca de 19 minutos o segmento de atletismo, uma média de 3m50s/km, para quem queria fazer algo a rondar os 4min/km foi outro segmento óptimo.


Acabei por ser, tal como em Peniche, o 3º classificado da minha equipa, contribuído assim para fechar a classificação por equipas, o que me deixa também bastante contente por poder ajudar a que a equipa tenha a melhor classificação possível. O tempo final foi cerca de 1h03m, super contente, acabando no primeiro terço da prova, estando entre atletas que são muito melhores que eu, que treinam muito mais que eu e que se preparam com muito mais cuidado e detalhe que eu. Agora é continuar a treinar bem que o Ironman está cava vez mais perto.

terça-feira, junho 14, 2016

Triatlo Peniche 2016

Este ano infelizmente não tenho conseguido participar em muitas provas, o triatlo de Peniche foi o meu primeiro triatlo da época. O objectivo para esta época é só o Iron Man de Barcelona, tenho andado a treinar bem, não muito tempo, mas bem. Por isso todas as outras provas em que estou a participar têm como único propósito verificar em que forma me encontro, ver se estou com boas sensações.


O segmento de natação foi o que me correu pior, muito quezilento, nunca me consegui afastar muito das confusões e foi uma luta constante para o posicionamento, fartei-me de beber água, e senti que andava a fazer uma natação aos esticões sem nunca conseguir manter um ritmo certo. Inclusivamente fui agarrado num pé na viragem das bóias, ao qual respondi com um pontapé para que me largassem, o pessoal do triatlo é tão mais violento que o pessoal das águas abertas. Enquanto não percebermos todos que quanto mais cacetada, puxões e agarrões dermos uns nos outros, pior será para todos nós, porque estaremos todos a perder tempo e a desgastarmos-nos mais. Acabei por fazer 14m17s, não desilude, mas não foi brilhante, devia ter conseguido fazer muito melhor.

A primeira transição também não foi propriamente rápida, perdi alguns segundos a tirar a parte final do fato, contudo saí num bom  grupo que isso é que é mais importante. Na subida inicial começou-se logo a formar um grupo de 5-6 elementos e durante a primeira volta trabalhámos muito bem e senti-me sempre bastante confortável dentro do grupo apesar do bom ritmo. Na pequena descida que temos no início de cada volta fui para a frente do grupo e dei um esticão para apanharmos um grupo que ia um pouco mais à frente, não consegui que ninguém viesse comigo mas como me sentia confortável consegui chegar sozinho ao grupo da frente. Nessa altura, quando o terreno inclina ligeiramente pus-me em pé e comecei a ter câimbras no gémeo da perna direita, tentei alongar, mas o ritmo ia demasiado elevado e não estava a conseguir seguir e parar aquela dor incomoda. Comecei a perder contacto com o grupo e aquela volta foi estranha, fiquei entre grupos e mesmo que me esforçasse já não voltava ao grupo da frente. No final da 2ª volta voltei a ser apanhado pelo grupo inicial e ali fiquei até ao final do ciclismo, tentando não abusar de modo a não voltar a ter câimbras na última volta. Acabei o ciclismo com 39m34s, ainda não deu para acabar na primeira metade da tabela no segmento de ciclismo, mas para quem acabava o ciclismo nos últimos 20%, tem sido uma evolução que me deixa bastante contente, além disso foi a primeira vez que senti que ultrapassei mais gente do que fui ultrapassado, por isso a sensação é muito boa, e a média de mais de 33km/h diz que foi um bom segmento.

Esta transição sim já foi feita a minha maneira, sempre a andar, colocar a bicicleta rápido, tirar o capacete rápido e deslizar os pés para dentro dos ténis que tinham os atacadores elásticos. Só não foi feita mais rápido porque costumo aproveitar a transição para correr um pouco mais moderadamente, para assim conseguir respirar e acostumar o corpo que o ciclismo acabou e agora é a corrida.


Saí do parque de transições e comecei logo a correr a fundo, a ultrapassar imensos atletas que até iam a bom ritmo, queria fazer média a baixo de 4m10s/km e no primeiro quilómetro fiz inclusivamente abaixo dos 4 minutos. Estava tão concentrado no meu mundo, que só quando estava a chegar ao final da 1ª volta é que me lembrei que eram 2 voltas. Bem, já estava cansado e se calhar não teria ido tão rápido desde o início se me tivesse lembrado que eram 2 voltas. Agora pouco importava, era tentar seguir ao mesmo ritmo até cortar a meta ou até dar o estoiro. Consegui aguentar e o resultado final foi muito bom para mim, acabei o segmento de atletismo com uma média de 4m04s/km e com o tempo final de prova de 1h16m23s.


terça-feira, junho 07, 2016

Aula de Surf

Parece impossível alguém que vive encostado ao mar nunca ter experimentado surf. Já tinha feito bodyboard quando era mais novo e posso dizer que é bem mais simples, mas eu já tinha noção que como no bodyboard não é necessário nos metermos em pé em cima da prancha seria mais fácil. No sábado passado a convite do Pre fui experimentar uma aula de surf na praia do Castelo, na Costa da Caparica. A parte mais fácil foi mesmo apanhar as ondas, talvez por ser nadador com relativa facilidade agarrava a onda e conseguia ir quase até a areia. Agora as partes complicadas, o colocar-me em pé e manter-me equilibrado. Não sei quanto tempo tive lá, mas certamente para me levantar da prancha devo ter demorado uma meia hora, de seguida praí mais uma meia hora para me conseguir equilibrar minimamente sem fazer grande coisa, só me manter em pé. Apesar de não ter grande jeito para a coisa gostei bastante da experiência e espero repetir.


quarta-feira, maio 25, 2016

Noite europeia dos museus

Bem sei que tenho andado um bocado ausente aqui do estaminé, mas a minha vida ultimamente são fraldas, pintar paredes, montar móveis e tudo o que é necessário (e às vezes desnecessário) para preparar a chegada do rebento que virá daqui a mais ou menos 1 mês. De qualquer modo no sábado passado aproveitei a noite europeia dos museus para ir visitar alguns museus.

Vou começar por dizer que foi uma ideia estúpida à brava ir de transportes, como disseram que haviam transportes que nos levariam até aos museus a partirem do Marquês de Pombal, pensei - "Porquê levar carro para a confusão? Vou aproveitar os transportes." - sim havia transportes, uma meia dúzia de carrinhas de 9 lugares para centenas ou mesmo milhares de pessoas. Desistimos logo da ideia de usar os transportes da organização, autocarro até Belém para ir ao Museu dos Coches. A visita até foi agradável, estavam algumas pessoas mas não em demasia, deu para ver calmamente e gostei do museu, realmente há lá um bom pedaço de história e de arte. Uma coisa que constatei e não tinha essa noção, é que um coche era essencialmente um modo de mostrar poder e ostentação, o facto de servir de transporte era secundário.

Saí do Museu dos Coches e fui até ao Museu do Palácio da Ajuda. Aí estava uma fila surreal de pessoas à espera para entrar, claro que desisti logo da ideia de entrar e só me vinha à ideia que a único modo de visitar o máximo de museus teria sido de mota, deslocava-me rápido, tinha sempre estacionamento e quando a fila fosse grande para entrar, era só ir até ao próximo museu. Como o museu mais perto dali a pé era o Museu de Etnologia fomos até lá, não era propriamente um daqueles que fizesse questão de ver mas era o que "estava à mão".

A visita até me surpreendeu pela positiva, mas o cansaço já era tanto de um dia que tinha sido extenuante, que sinto que não aproveitei toda a cultura que podia ter aprendido ali. Como resumo, acho que a iniciativa é excelente e de louvar, mas a organização tem de estar preparada para uma afluência de pessoas que é muito superior a um dia normal.

segunda-feira, maio 16, 2016

Dia do campeão

Ontem foi um dia histórico para o maior, o glorioso, o BENFICA. Tudo começou com o hóquei, campeões europeus pela 2ª vez na história (no sábado tinham-se sagrado campeões nacionais no sofá). Infelizmente houve uma arbitragem deplorável, o Benfica não precisava daquilo para ter sido campeão, não foi bonito e não prestigiou a modalidade.

De seguida a consagração de campeão nacional de futebol, o título mais saboroso de todos que até hoje festejei, depois das inúmeras bocas dos altos responsáveis de outros clubes, depois de gozados, depois de termos estado tão longe e termos feito uma recuperação histórica e termos aguentado a pressão, este título não podia de deixar de ser o mais festejado. E não posso deixar de fazer uma vénia ao Rui Vitória, é verdade quando soube que ele viria a ser treinador do Benfica não fiquei muito contente com a escolha, ao primeiros resultados ainda menos contente fiquei, mas com a sua postura digna, com a proximidade dos atletas e adeptos, com as boas exibições e especialmente com as vitórias, hoje nem eu nem ninguém pode dizer que não foi uma boa escolha.


#campeaoSemTreinador
#maozinhasParaOFerrari
#saiuDaToca
#afinalNaoEAssimTaoPequenino
#oQueInteressaEOCampeonato
#campeaoEOqueJogaMelhor

sexta-feira, abril 15, 2016

Continente online

Como qualquer homem detesto ir às compras, andar de corredor em corredor, em dias maus a fazer slalon entre outros carrinhos, e depois ainda enfrentar uma fila de pessoas com carrinhos ainda mais cheios que o meu. Alguns colegas meus falaram-me que costumavam fazer compras nos hipermercados online, cada um com a sua técnica, com as suas restrições, com as suas preferências, etc.

Como tinha algumas compras para fazer decidi experimentar o Continente Online, e fazendo as compras tal e qual como se fosse à loja, não evitando qualquer produto, tendo uma experiência total. A parte da compra até foi mais ou menos positiva, tirando a sessão que estava constantemente a cair, e muitas vezes tinha de voltar a por produtos no carrinho, o resto foi bom. Gostei especialmente da parte em que podia ver o catálogo, idêntico ao catálogo físico, e podia adicionar directamente os produtos ao carrinho de compras.

Vamos agora à parte mais negativa, a indisponibilidade de produtos. Cerca de 1/3 das minhas compras foram rejeitadas por estarem indisponíveis, devo dizer que a maior parte delas eram produtos de promoção. Para mim foi mesmo muito irritante esta parte, porque se eu não recebo algo significa que vou ter de ir à loja fazer nem que seja uma compra, e isto era o que queria evitar. Ainda por cima escolhi a opção substituir no caso de indisponibilidade, e na maior parte dos casos não meteram nenhuma substituição, e algumas que meteram não faziam muito sentido. Para mim isto era tão simples como na altura que estamos a ver os produtos aparecerem logo como disponíveis ou indisponíveis, sabendo o nosso código postal, ou o local de entrega saberiam qual o Continente onde iriam buscar a encomenda e assim a disponibilidade ou não de um artigo. Ainda por cima de pago 5,99€ de entrega, se este valor for diluído por 60 artigos de 45kg por exemplo, dá que cada artigo custou mais 0,10€, se me forem só enviados 40 artigos que pesam 10kg, então cada artigo acaba por ficar 0,15€ mais caro e se calhar já não pesa assim tanto para eu tirar do carro e levar escada acima.

Em relação à empresa de entrega foi 5 estrelas, chegaram dentro do horário, aliás mesmo no início do período em que poderiam fazer a entrega, e explicaram tudo detalhadamente. Por fim em relação aos artigos que chegaram, a parte positiva foram as validades, tinha algum receio que as validades fossem mais curtas nos produtos perecíveis mas não, a parte negativa foram as batatas doces que 2 vinham podres, o resto dos frescos até estavam com bom aspecto. Juízo final, falharam algumas coisas, outras foram boas, ainda vou dar uma 2ª oportunidade e tentar perceber se o que me aconteceu foi regra, ou correu melhor ou pior do que o habitual. 

quarta-feira, março 30, 2016

Bounce

No domingo passado o pessoal da Sky fez um raid ao Bounce em Carnaxide ao pé do Alegro. Como tinha feito anos  no dia anterior o Nuno quis oferecer-me como prenda de anos a entrada. Passados 5 minutos de andar aos pulinhos percebi logo que apesar da minha boa preparação física, aquilo ia ser bastante cansativo. Depois de andar nas pistas mais acessíveis fui experimentar outras coisas. A baliza de futebol, maldita altura em que fui fazer pontapés de bicicleta, num deles aterrei de pescoço e fiquei logo meio torto. Depois as tabelas de basket, agora já sei o que os gigantes de 2 metros sentem ao afundar, e finalmente os trampolim olímpicos.

Como era Páscoa, estava escondida um voucher para uma entrada gratuita. O Nuno bem procurou por ela e depois disse-me que já tinha batido todos os sítios excepto os sítios mais altos. Essa parte era ao pé dos trampolim olímpicos. Saltei primeiro para um sítio mais baixo e consegui espreitar a plataforma mais alta, lá estava qualquer coisa que se assemelhava a bombons. Fui para o trampolim que dava acesso a essa plataforma, mas como tenho imenso jeito para saltar em trampolim estive mais de 2-3 minutos até conseguir dar impulsão suficiente e timming perfeito para me conseguir agarrar à plataforma e elevar-me. A verdade é que consegui e lá estava o voucher, nisto vai lá um dos monitores e com 2-3 saltos aterra de pés na plataforma...e não, não era um canguru, era sim mega cromo no trampolim.

A descida também foi gira, tive mesma sensação quando saltei de uma prancha de 10 metros para a piscina, senão fosse por vergonha dava meia volta e apanhava as escadas ou agarrava-me à beira da plataforma e deixava-me cair. Bem lá saltei de pés para o trampolim numa aterragem no mínimo patética onde absorvi toda a impulsão com as costas ficando quase pregado ao trampolim, eu sou mesmo bom.

Como conclusão devo dizer que gostei bastante da experiência, para a próxima tenho é de ir com mais cuidado e menos ímpeto de modo a não me partir todo, o Bounce foi no domingo, é hoje 4ª feira e ainda estou tão ou mais partido do que se tivesse feito uma maratona.

segunda-feira, março 28, 2016

Duatlo da Amadora 2016

Uma prova no meu dia de anos, alguns diriam que sou parvo, eu digo que é uma boa maneira de passar parte do meu dia de anos, a fazer uma das coisas que me deixa mais feliz estar com amigos e desafiar-me fisicamente.

Depois de ter caído de bicicleta há praticamente 1 mês ainda não tinha voltado a andar, por isso o meu objectivo nesta prova era testar-me a ver se a lesão que tinha já estava debelada ou se me limitava de alguma maneira. Pouco antes da prova começar começa a chover copiosamente, se para o segmento de corrida não é problemático, para o segmento de bicicleta ia dificultar muito o percurso.


O segmento de corrida começou bastante rápido com o 1º km a ser feito a rondar os 3m30, nada de anormal mas tinha de encontrar o meu ritmo no resto do segmento, algo mais confortável para aguentar os 5 kms. Mais ou menos por volta do quilómetro 2 o Clélio chegou-se ao pé de mim, o que foi porreiro porque fomos controlando  o ritmo um do outro e numa ajuda também psicológica até ao final do segmento da corrida. No final desacelerei um bocado, para respirar um pouco antes da transição, mas ainda assim conseguimos um ritmo melhor do que 4min/km, foi um bom segmento.


Como já tinha feito no duatlo de Rio Maior, com bons resultados, voltei a decidir não levar sapatos de encaixe, usando os ténis de corrida na bicicleta. O resultado foi uma transição super rápida ultrapassando bastantes atletas, ainda por cima estando o percurso de ciclismo escorregadio, e tendo voltado de uma queda, sentia-me mais confortável não tendo os pés presos aos pedais de encaixe.

O percurso de bicicleta não era o mesmo do ano anterior, dificilmente poderia ser porque eram muito mais bicicletas e o percurso do ano passado era mais curto e as estradas mais estreitas. Mas o percurso deste ano era uma verdadeira porcaria, agravado pelo facto de estar a chover, imensas curvas em cotovelo já de si perigosas, com menos aderência na bicicleta e os travões menos efectivos tornavam cada curva numa roleta russa. Decidi fazer a primeira volta algo conservador para conhecer melhor o percurso e não arriscar nenhuma queda.

Para agravar ainda mais, a organização devia ter dito para levar bicicletas de BTT, porque eram mais buracos que alcatrão, imensas obras com buracos abertos ao longo de toda a estrada tapados com gravilha, e com carris para atravessar...verdade carris? Quem terá tido a brilhante ideia daquele percurso? No meu grupo furaram 2 atletas logo aos primeiros buracos, e como é óbvio numa prova tão curta ninguém leva material para trocar câmaras de ar. Quando estava quase a acabar a 1ª volta também eu furo, era o fim da prova para mim. Algum dia tinha de acontecer, nunca tinha furado numa prova, e para furar ainda bem que foi numa prova de menos dimensão sem grande importância. Ainda tive sorte porque fiquei ao pé da meta e foi só ir até ao carro e ir-me embora, como não tinha material no parque de transição não tive de ficar à espera do final da prova.


Sim fiquei chateado por não ter conseguido acabar a prova, mas prefiro que tenha sido assim do que com uma queda, porque também houveram muitas. Por acaso tenho alguma curiosidade de saber quantas pessoas abandonaram por furos ou quedas, mas olhando aos resultados finais acredito que tenha sido muita gente, porque as listagem de quem acabou são pequenas para as pessoas que vi na partida, e além disso não disponibilizaram os resultados intermédios das pessoas que não acabaram o que me cheira que tenha sido muita gente e não foi disponibilizado por esse facto. Bem, como treino até ao momento que abandonei estava a correr muito bem, e isso é o mais importante para mim, agora é voltar a conseguir treinar mais a sério e voltar a recuperar a forma física.