terça-feira, junho 14, 2016

Triatlo Peniche 2016

Este ano infelizmente não tenho conseguido participar em muitas provas, o triatlo de Peniche foi o meu primeiro triatlo da época. O objectivo para esta época é só o Iron Man de Barcelona, tenho andado a treinar bem, não muito tempo, mas bem. Por isso todas as outras provas em que estou a participar têm como único propósito verificar em que forma me encontro, ver se estou com boas sensações.


O segmento de natação foi o que me correu pior, muito quezilento, nunca me consegui afastar muito das confusões e foi uma luta constante para o posicionamento, fartei-me de beber água, e senti que andava a fazer uma natação aos esticões sem nunca conseguir manter um ritmo certo. Inclusivamente fui agarrado num pé na viragem das bóias, ao qual respondi com um pontapé para que me largassem, o pessoal do triatlo é tão mais violento que o pessoal das águas abertas. Enquanto não percebermos todos que quanto mais cacetada, puxões e agarrões dermos uns nos outros, pior será para todos nós, porque estaremos todos a perder tempo e a desgastarmos-nos mais. Acabei por fazer 14m17s, não desilude, mas não foi brilhante, devia ter conseguido fazer muito melhor.

A primeira transição também não foi propriamente rápida, perdi alguns segundos a tirar a parte final do fato, contudo saí num bom  grupo que isso é que é mais importante. Na subida inicial começou-se logo a formar um grupo de 5-6 elementos e durante a primeira volta trabalhámos muito bem e senti-me sempre bastante confortável dentro do grupo apesar do bom ritmo. Na pequena descida que temos no início de cada volta fui para a frente do grupo e dei um esticão para apanharmos um grupo que ia um pouco mais à frente, não consegui que ninguém viesse comigo mas como me sentia confortável consegui chegar sozinho ao grupo da frente. Nessa altura, quando o terreno inclina ligeiramente pus-me em pé e comecei a ter câimbras no gémeo da perna direita, tentei alongar, mas o ritmo ia demasiado elevado e não estava a conseguir seguir e parar aquela dor incomoda. Comecei a perder contacto com o grupo e aquela volta foi estranha, fiquei entre grupos e mesmo que me esforçasse já não voltava ao grupo da frente. No final da 2ª volta voltei a ser apanhado pelo grupo inicial e ali fiquei até ao final do ciclismo, tentando não abusar de modo a não voltar a ter câimbras na última volta. Acabei o ciclismo com 39m34s, ainda não deu para acabar na primeira metade da tabela no segmento de ciclismo, mas para quem acabava o ciclismo nos últimos 20%, tem sido uma evolução que me deixa bastante contente, além disso foi a primeira vez que senti que ultrapassei mais gente do que fui ultrapassado, por isso a sensação é muito boa, e a média de mais de 33km/h diz que foi um bom segmento.

Esta transição sim já foi feita a minha maneira, sempre a andar, colocar a bicicleta rápido, tirar o capacete rápido e deslizar os pés para dentro dos ténis que tinham os atacadores elásticos. Só não foi feita mais rápido porque costumo aproveitar a transição para correr um pouco mais moderadamente, para assim conseguir respirar e acostumar o corpo que o ciclismo acabou e agora é a corrida.


Saí do parque de transições e comecei logo a correr a fundo, a ultrapassar imensos atletas que até iam a bom ritmo, queria fazer média a baixo de 4m10s/km e no primeiro quilómetro fiz inclusivamente abaixo dos 4 minutos. Estava tão concentrado no meu mundo, que só quando estava a chegar ao final da 1ª volta é que me lembrei que eram 2 voltas. Bem, já estava cansado e se calhar não teria ido tão rápido desde o início se me tivesse lembrado que eram 2 voltas. Agora pouco importava, era tentar seguir ao mesmo ritmo até cortar a meta ou até dar o estoiro. Consegui aguentar e o resultado final foi muito bom para mim, acabei o segmento de atletismo com uma média de 4m04s/km e com o tempo final de prova de 1h16m23s.


terça-feira, junho 07, 2016

Aula de Surf

Parece impossível alguém que vive encostado ao mar nunca ter experimentado surf. Já tinha feito bodyboard quando era mais novo e posso dizer que é bem mais simples, mas eu já tinha noção que como no bodyboard não é necessário nos metermos em pé em cima da prancha seria mais fácil. No sábado passado a convite do Pre fui experimentar uma aula de surf na praia do Castelo, na Costa da Caparica. A parte mais fácil foi mesmo apanhar as ondas, talvez por ser nadador com relativa facilidade agarrava a onda e conseguia ir quase até a areia. Agora as partes complicadas, o colocar-me em pé e manter-me equilibrado. Não sei quanto tempo tive lá, mas certamente para me levantar da prancha devo ter demorado uma meia hora, de seguida praí mais uma meia hora para me conseguir equilibrar minimamente sem fazer grande coisa, só me manter em pé. Apesar de não ter grande jeito para a coisa gostei bastante da experiência e espero repetir.


quarta-feira, maio 25, 2016

Noite europeia dos museus

Bem sei que tenho andado um bocado ausente aqui do estaminé, mas a minha vida ultimamente são fraldas, pintar paredes, montar móveis e tudo o que é necessário (e às vezes desnecessário) para preparar a chegada do rebento que virá daqui a mais ou menos 1 mês. De qualquer modo no sábado passado aproveitei a noite europeia dos museus para ir visitar alguns museus.

Vou começar por dizer que foi uma ideia estúpida à brava ir de transportes, como disseram que haviam transportes que nos levariam até aos museus a partirem do Marquês de Pombal, pensei - "Porquê levar carro para a confusão? Vou aproveitar os transportes." - sim havia transportes, uma meia dúzia de carrinhas de 9 lugares para centenas ou mesmo milhares de pessoas. Desistimos logo da ideia de usar os transportes da organização, autocarro até Belém para ir ao Museu dos Coches. A visita até foi agradável, estavam algumas pessoas mas não em demasia, deu para ver calmamente e gostei do museu, realmente há lá um bom pedaço de história e de arte. Uma coisa que constatei e não tinha essa noção, é que um coche era essencialmente um modo de mostrar poder e ostentação, o facto de servir de transporte era secundário.

Saí do Museu dos Coches e fui até ao Museu do Palácio da Ajuda. Aí estava uma fila surreal de pessoas à espera para entrar, claro que desisti logo da ideia de entrar e só me vinha à ideia que a único modo de visitar o máximo de museus teria sido de mota, deslocava-me rápido, tinha sempre estacionamento e quando a fila fosse grande para entrar, era só ir até ao próximo museu. Como o museu mais perto dali a pé era o Museu de Etnologia fomos até lá, não era propriamente um daqueles que fizesse questão de ver mas era o que "estava à mão".

A visita até me surpreendeu pela positiva, mas o cansaço já era tanto de um dia que tinha sido extenuante, que sinto que não aproveitei toda a cultura que podia ter aprendido ali. Como resumo, acho que a iniciativa é excelente e de louvar, mas a organização tem de estar preparada para uma afluência de pessoas que é muito superior a um dia normal.

segunda-feira, maio 16, 2016

Dia do campeão

Ontem foi um dia histórico para o maior, o glorioso, o BENFICA. Tudo começou com o hóquei, campeões europeus pela 2ª vez na história (no sábado tinham-se sagrado campeões nacionais no sofá). Infelizmente houve uma arbitragem deplorável, o Benfica não precisava daquilo para ter sido campeão, não foi bonito e não prestigiou a modalidade.

De seguida a consagração de campeão nacional de futebol, o título mais saboroso de todos que até hoje festejei, depois das inúmeras bocas dos altos responsáveis de outros clubes, depois de gozados, depois de termos estado tão longe e termos feito uma recuperação histórica e termos aguentado a pressão, este título não podia de deixar de ser o mais festejado. E não posso deixar de fazer uma vénia ao Rui Vitória, é verdade quando soube que ele viria a ser treinador do Benfica não fiquei muito contente com a escolha, ao primeiros resultados ainda menos contente fiquei, mas com a sua postura digna, com a proximidade dos atletas e adeptos, com as boas exibições e especialmente com as vitórias, hoje nem eu nem ninguém pode dizer que não foi uma boa escolha.


#campeaoSemTreinador
#maozinhasParaOFerrari
#saiuDaToca
#afinalNaoEAssimTaoPequenino
#oQueInteressaEOCampeonato
#campeaoEOqueJogaMelhor

sexta-feira, abril 15, 2016

Continente online

Como qualquer homem detesto ir às compras, andar de corredor em corredor, em dias maus a fazer slalon entre outros carrinhos, e depois ainda enfrentar uma fila de pessoas com carrinhos ainda mais cheios que o meu. Alguns colegas meus falaram-me que costumavam fazer compras nos hipermercados online, cada um com a sua técnica, com as suas restrições, com as suas preferências, etc.

Como tinha algumas compras para fazer decidi experimentar o Continente Online, e fazendo as compras tal e qual como se fosse à loja, não evitando qualquer produto, tendo uma experiência total. A parte da compra até foi mais ou menos positiva, tirando a sessão que estava constantemente a cair, e muitas vezes tinha de voltar a por produtos no carrinho, o resto foi bom. Gostei especialmente da parte em que podia ver o catálogo, idêntico ao catálogo físico, e podia adicionar directamente os produtos ao carrinho de compras.

Vamos agora à parte mais negativa, a indisponibilidade de produtos. Cerca de 1/3 das minhas compras foram rejeitadas por estarem indisponíveis, devo dizer que a maior parte delas eram produtos de promoção. Para mim foi mesmo muito irritante esta parte, porque se eu não recebo algo significa que vou ter de ir à loja fazer nem que seja uma compra, e isto era o que queria evitar. Ainda por cima escolhi a opção substituir no caso de indisponibilidade, e na maior parte dos casos não meteram nenhuma substituição, e algumas que meteram não faziam muito sentido. Para mim isto era tão simples como na altura que estamos a ver os produtos aparecerem logo como disponíveis ou indisponíveis, sabendo o nosso código postal, ou o local de entrega saberiam qual o Continente onde iriam buscar a encomenda e assim a disponibilidade ou não de um artigo. Ainda por cima de pago 5,99€ de entrega, se este valor for diluído por 60 artigos de 45kg por exemplo, dá que cada artigo custou mais 0,10€, se me forem só enviados 40 artigos que pesam 10kg, então cada artigo acaba por ficar 0,15€ mais caro e se calhar já não pesa assim tanto para eu tirar do carro e levar escada acima.

Em relação à empresa de entrega foi 5 estrelas, chegaram dentro do horário, aliás mesmo no início do período em que poderiam fazer a entrega, e explicaram tudo detalhadamente. Por fim em relação aos artigos que chegaram, a parte positiva foram as validades, tinha algum receio que as validades fossem mais curtas nos produtos perecíveis mas não, a parte negativa foram as batatas doces que 2 vinham podres, o resto dos frescos até estavam com bom aspecto. Juízo final, falharam algumas coisas, outras foram boas, ainda vou dar uma 2ª oportunidade e tentar perceber se o que me aconteceu foi regra, ou correu melhor ou pior do que o habitual. 

quarta-feira, março 30, 2016

Bounce

No domingo passado o pessoal da Sky fez um raid ao Bounce em Carnaxide ao pé do Alegro. Como tinha feito anos  no dia anterior o Nuno quis oferecer-me como prenda de anos a entrada. Passados 5 minutos de andar aos pulinhos percebi logo que apesar da minha boa preparação física, aquilo ia ser bastante cansativo. Depois de andar nas pistas mais acessíveis fui experimentar outras coisas. A baliza de futebol, maldita altura em que fui fazer pontapés de bicicleta, num deles aterrei de pescoço e fiquei logo meio torto. Depois as tabelas de basket, agora já sei o que os gigantes de 2 metros sentem ao afundar, e finalmente os trampolim olímpicos.

Como era Páscoa, estava escondida um voucher para uma entrada gratuita. O Nuno bem procurou por ela e depois disse-me que já tinha batido todos os sítios excepto os sítios mais altos. Essa parte era ao pé dos trampolim olímpicos. Saltei primeiro para um sítio mais baixo e consegui espreitar a plataforma mais alta, lá estava qualquer coisa que se assemelhava a bombons. Fui para o trampolim que dava acesso a essa plataforma, mas como tenho imenso jeito para saltar em trampolim estive mais de 2-3 minutos até conseguir dar impulsão suficiente e timming perfeito para me conseguir agarrar à plataforma e elevar-me. A verdade é que consegui e lá estava o voucher, nisto vai lá um dos monitores e com 2-3 saltos aterra de pés na plataforma...e não, não era um canguru, era sim mega cromo no trampolim.

A descida também foi gira, tive mesma sensação quando saltei de uma prancha de 10 metros para a piscina, senão fosse por vergonha dava meia volta e apanhava as escadas ou agarrava-me à beira da plataforma e deixava-me cair. Bem lá saltei de pés para o trampolim numa aterragem no mínimo patética onde absorvi toda a impulsão com as costas ficando quase pregado ao trampolim, eu sou mesmo bom.

Como conclusão devo dizer que gostei bastante da experiência, para a próxima tenho é de ir com mais cuidado e menos ímpeto de modo a não me partir todo, o Bounce foi no domingo, é hoje 4ª feira e ainda estou tão ou mais partido do que se tivesse feito uma maratona.

segunda-feira, março 28, 2016

Duatlo da Amadora 2016

Uma prova no meu dia de anos, alguns diriam que sou parvo, eu digo que é uma boa maneira de passar parte do meu dia de anos, a fazer uma das coisas que me deixa mais feliz estar com amigos e desafiar-me fisicamente.

Depois de ter caído de bicicleta há praticamente 1 mês ainda não tinha voltado a andar, por isso o meu objectivo nesta prova era testar-me a ver se a lesão que tinha já estava debelada ou se me limitava de alguma maneira. Pouco antes da prova começar começa a chover copiosamente, se para o segmento de corrida não é problemático, para o segmento de bicicleta ia dificultar muito o percurso.


O segmento de corrida começou bastante rápido com o 1º km a ser feito a rondar os 3m30, nada de anormal mas tinha de encontrar o meu ritmo no resto do segmento, algo mais confortável para aguentar os 5 kms. Mais ou menos por volta do quilómetro 2 o Clélio chegou-se ao pé de mim, o que foi porreiro porque fomos controlando  o ritmo um do outro e numa ajuda também psicológica até ao final do segmento da corrida. No final desacelerei um bocado, para respirar um pouco antes da transição, mas ainda assim conseguimos um ritmo melhor do que 4min/km, foi um bom segmento.


Como já tinha feito no duatlo de Rio Maior, com bons resultados, voltei a decidir não levar sapatos de encaixe, usando os ténis de corrida na bicicleta. O resultado foi uma transição super rápida ultrapassando bastantes atletas, ainda por cima estando o percurso de ciclismo escorregadio, e tendo voltado de uma queda, sentia-me mais confortável não tendo os pés presos aos pedais de encaixe.

O percurso de bicicleta não era o mesmo do ano anterior, dificilmente poderia ser porque eram muito mais bicicletas e o percurso do ano passado era mais curto e as estradas mais estreitas. Mas o percurso deste ano era uma verdadeira porcaria, agravado pelo facto de estar a chover, imensas curvas em cotovelo já de si perigosas, com menos aderência na bicicleta e os travões menos efectivos tornavam cada curva numa roleta russa. Decidi fazer a primeira volta algo conservador para conhecer melhor o percurso e não arriscar nenhuma queda.

Para agravar ainda mais, a organização devia ter dito para levar bicicletas de BTT, porque eram mais buracos que alcatrão, imensas obras com buracos abertos ao longo de toda a estrada tapados com gravilha, e com carris para atravessar...verdade carris? Quem terá tido a brilhante ideia daquele percurso? No meu grupo furaram 2 atletas logo aos primeiros buracos, e como é óbvio numa prova tão curta ninguém leva material para trocar câmaras de ar. Quando estava quase a acabar a 1ª volta também eu furo, era o fim da prova para mim. Algum dia tinha de acontecer, nunca tinha furado numa prova, e para furar ainda bem que foi numa prova de menos dimensão sem grande importância. Ainda tive sorte porque fiquei ao pé da meta e foi só ir até ao carro e ir-me embora, como não tinha material no parque de transição não tive de ficar à espera do final da prova.


Sim fiquei chateado por não ter conseguido acabar a prova, mas prefiro que tenha sido assim do que com uma queda, porque também houveram muitas. Por acaso tenho alguma curiosidade de saber quantas pessoas abandonaram por furos ou quedas, mas olhando aos resultados finais acredito que tenha sido muita gente, porque as listagem de quem acabou são pequenas para as pessoas que vi na partida, e além disso não disponibilizaram os resultados intermédios das pessoas que não acabaram o que me cheira que tenha sido muita gente e não foi disponibilizado por esse facto. Bem, como treino até ao momento que abandonei estava a correr muito bem, e isso é o mais importante para mim, agora é voltar a conseguir treinar mais a sério e voltar a recuperar a forma física.

quinta-feira, março 24, 2016

Criopreservação células estaminais

Este tema surgiu agora para mim devido ao facto de em breve me tornar pai. Já tinha ouvido falar umas coisas, já tinha umas ideias, mas nos últimos tempos fiz algumas investigações e falei com algumas pessoas. Falando primeiro de valores, existem variações de cerca de 500€ se se pretender só conservar sangue do cordão umbilical ou sangue e tecido do cordão umbilical. Porquê a diferença? Porque segundo alguns estudos e alguns tratamentos já efectuados as terapêuticas são mais eficazes se combinar os 2 tipos de células, mas há a opção de conservar só as células do sangue.  Continuando a falar de dinheiro, os preços para a conservação total rondam os 1200€-1600€, por um período de 20-25 anos. Existem várias empresas no mercado, com diferentes serviços, diferentes promoções, diferentes técnicas, diferentes locais onde preservam as células alguns até fora de Portugal, por isso resta a cada um de nós investigar e escolher a opção que mais se adapta a cada um.

Agora vamos à parte mais controversa, conseguem mesmo curar ou debelar doenças com a utilização das células estaminais? Sim e não. Sim, porque já existem casos de sucesso comprovados, e são comprovados porque já passaram mais de 5 anos que foram tratados e não houve nenhum retrocesso. Sim, porque apesar de em Portugal ainda estarmos muito atrasados neste campo, podemos recorrer a outros países onde os tratamentos com a utilização das células estaminais estão mais avançados. Sim, porque a investigação está a avançar a uma velocidade galopante, e apesar de agora algumas coisas não serem possíveis muito provavelmente num futuro próximo já serão possíveis. Não, porque muita coisa ainda é teórica, e apesar de na teoria/investigação tudo indicar que é possível, nada comprova que a utilização em casos reais resultará. Não, porque a probabilidade de ter uma doença nos primeiros 25 nos de vida tratável com células estaminais é baixíssima.

No fundo para mim tudo se resumo a uma coisa, acho que 1500€ é um preço baixo a pagar por um seguro de vida que dura 25 anos, o qual espero nunca utilizar e espero estar a deitar dinheiro ao lixo que era sempre bom sinal, mas nunca me perdoaria se um médico se virasse para mim e disse-se - "Por acaso fizeram conservação das células estaminais? Que pena não terem feito, é que provavelmente conseguiríamos curar este problema se tivéssemos acesso a essas células."

segunda-feira, março 14, 2016

Preparação de uma competição

Vou começar por um vídeo que vi a semana passada sobre a preparação do Michael Phelps na tentativa de se apurar para os próximos jogos olímpicos, no Rio de Janeiro. A mensagem forte do vídeo é - "It's what you do in the dark, that puts you in the light" - numa tradução não literária isto significa - O trabalho que desenvolves na sombra é o que vai trazer as luzes dos holofotes até ti - e isto é inteiramente verdade, e quem se prepara para grandes desafios sabe que é assim.


Este vídeo leva-me agora ao ponto onde queria chegar, a minha preparação para o Ironman. Posso dizer que esta é a primeira prova onde vou participar que estou a fazer uma preparação mais cuidada, nem numa maratona ou num half Ironman posso dizer que tenha feito uma preparação muito cuidada, sim tive cuidados mas num período curto antes da prova e com pouco detalhe.

Neste momento, e a 6 meses de distância já comecei a preparar o Ironman, acima de tudo tem sido um bocado stressante o que faz com que a preparação não esteja a ser nada prazerosa. Ter de evitar as lesões e quando elas acontecem a primeira coisa que vem à cabeça é, será que é recuperável a tempo, e que limitações me pode trazer na preparação e durante a prova? Tentar todas as semanas cumprir com um mínimo de horas de treino, conciliar com a vida familiar, com a vida profissional, com os contratempos que surgem, ainda por cima como vou ser pai é mais um tópico que me consume imenso tempo. Por enquanto, a nível de alimentação tenho regras mas não posso dizer que me esteja a limitar-me de comer algo que goste ou a quantidade que quero, mas tento comer saudavelmente. Tudo isto para chegar a um dia e conseguir cumprir com o desafio a que me propus. Nesse dia saberão (espero eu) que consegui atingir o meu objectivo, mas poucos saberão o que isso custou, o trabalho que foi feito na sombra.

segunda-feira, março 07, 2016

1 semana sem treinar

Já não sei há quanto tempo isto não acontecia, mas há mais de uma semana que não consigo treinar. Fez 6ª feira uma semana caí de bicicleta, uma quedazinha da treta, quase parado, tenho aqui a anca ainda toda inchada. Este sábado fui fazer raio-x, como já estava inchado há tanto tempo, mas felizmente está tudo bem é só esperar que o inchaço desapareça. Para além, disso faz hoje uma semana também apanhei uma inflamação no olho, por isso nem piscina pude fazer por causa do cloro. Bem a ver se esta semana consigo voltar pelo menos aos treinos de piscina, começo a ficar tipo drogado a precisar da minha dose.