quarta-feira, março 30, 2016

Bounce

No domingo passado o pessoal da Sky fez um raid ao Bounce em Carnaxide ao pé do Alegro. Como tinha feito anos  no dia anterior o Nuno quis oferecer-me como prenda de anos a entrada. Passados 5 minutos de andar aos pulinhos percebi logo que apesar da minha boa preparação física, aquilo ia ser bastante cansativo. Depois de andar nas pistas mais acessíveis fui experimentar outras coisas. A baliza de futebol, maldita altura em que fui fazer pontapés de bicicleta, num deles aterrei de pescoço e fiquei logo meio torto. Depois as tabelas de basket, agora já sei o que os gigantes de 2 metros sentem ao afundar, e finalmente os trampolim olímpicos.

Como era Páscoa, estava escondida um voucher para uma entrada gratuita. O Nuno bem procurou por ela e depois disse-me que já tinha batido todos os sítios excepto os sítios mais altos. Essa parte era ao pé dos trampolim olímpicos. Saltei primeiro para um sítio mais baixo e consegui espreitar a plataforma mais alta, lá estava qualquer coisa que se assemelhava a bombons. Fui para o trampolim que dava acesso a essa plataforma, mas como tenho imenso jeito para saltar em trampolim estive mais de 2-3 minutos até conseguir dar impulsão suficiente e timming perfeito para me conseguir agarrar à plataforma e elevar-me. A verdade é que consegui e lá estava o voucher, nisto vai lá um dos monitores e com 2-3 saltos aterra de pés na plataforma...e não, não era um canguru, era sim mega cromo no trampolim.

A descida também foi gira, tive mesma sensação quando saltei de uma prancha de 10 metros para a piscina, senão fosse por vergonha dava meia volta e apanhava as escadas ou agarrava-me à beira da plataforma e deixava-me cair. Bem lá saltei de pés para o trampolim numa aterragem no mínimo patética onde absorvi toda a impulsão com as costas ficando quase pregado ao trampolim, eu sou mesmo bom.

Como conclusão devo dizer que gostei bastante da experiência, para a próxima tenho é de ir com mais cuidado e menos ímpeto de modo a não me partir todo, o Bounce foi no domingo, é hoje 4ª feira e ainda estou tão ou mais partido do que se tivesse feito uma maratona.

segunda-feira, março 28, 2016

Duatlo da Amadora 2016

Uma prova no meu dia de anos, alguns diriam que sou parvo, eu digo que é uma boa maneira de passar parte do meu dia de anos, a fazer uma das coisas que me deixa mais feliz estar com amigos e desafiar-me fisicamente.

Depois de ter caído de bicicleta há praticamente 1 mês ainda não tinha voltado a andar, por isso o meu objectivo nesta prova era testar-me a ver se a lesão que tinha já estava debelada ou se me limitava de alguma maneira. Pouco antes da prova começar começa a chover copiosamente, se para o segmento de corrida não é problemático, para o segmento de bicicleta ia dificultar muito o percurso.


O segmento de corrida começou bastante rápido com o 1º km a ser feito a rondar os 3m30, nada de anormal mas tinha de encontrar o meu ritmo no resto do segmento, algo mais confortável para aguentar os 5 kms. Mais ou menos por volta do quilómetro 2 o Clélio chegou-se ao pé de mim, o que foi porreiro porque fomos controlando  o ritmo um do outro e numa ajuda também psicológica até ao final do segmento da corrida. No final desacelerei um bocado, para respirar um pouco antes da transição, mas ainda assim conseguimos um ritmo melhor do que 4min/km, foi um bom segmento.


Como já tinha feito no duatlo de Rio Maior, com bons resultados, voltei a decidir não levar sapatos de encaixe, usando os ténis de corrida na bicicleta. O resultado foi uma transição super rápida ultrapassando bastantes atletas, ainda por cima estando o percurso de ciclismo escorregadio, e tendo voltado de uma queda, sentia-me mais confortável não tendo os pés presos aos pedais de encaixe.

O percurso de bicicleta não era o mesmo do ano anterior, dificilmente poderia ser porque eram muito mais bicicletas e o percurso do ano passado era mais curto e as estradas mais estreitas. Mas o percurso deste ano era uma verdadeira porcaria, agravado pelo facto de estar a chover, imensas curvas em cotovelo já de si perigosas, com menos aderência na bicicleta e os travões menos efectivos tornavam cada curva numa roleta russa. Decidi fazer a primeira volta algo conservador para conhecer melhor o percurso e não arriscar nenhuma queda.

Para agravar ainda mais, a organização devia ter dito para levar bicicletas de BTT, porque eram mais buracos que alcatrão, imensas obras com buracos abertos ao longo de toda a estrada tapados com gravilha, e com carris para atravessar...verdade carris? Quem terá tido a brilhante ideia daquele percurso? No meu grupo furaram 2 atletas logo aos primeiros buracos, e como é óbvio numa prova tão curta ninguém leva material para trocar câmaras de ar. Quando estava quase a acabar a 1ª volta também eu furo, era o fim da prova para mim. Algum dia tinha de acontecer, nunca tinha furado numa prova, e para furar ainda bem que foi numa prova de menos dimensão sem grande importância. Ainda tive sorte porque fiquei ao pé da meta e foi só ir até ao carro e ir-me embora, como não tinha material no parque de transição não tive de ficar à espera do final da prova.


Sim fiquei chateado por não ter conseguido acabar a prova, mas prefiro que tenha sido assim do que com uma queda, porque também houveram muitas. Por acaso tenho alguma curiosidade de saber quantas pessoas abandonaram por furos ou quedas, mas olhando aos resultados finais acredito que tenha sido muita gente, porque as listagem de quem acabou são pequenas para as pessoas que vi na partida, e além disso não disponibilizaram os resultados intermédios das pessoas que não acabaram o que me cheira que tenha sido muita gente e não foi disponibilizado por esse facto. Bem, como treino até ao momento que abandonei estava a correr muito bem, e isso é o mais importante para mim, agora é voltar a conseguir treinar mais a sério e voltar a recuperar a forma física.

quinta-feira, março 24, 2016

Criopreservação células estaminais

Este tema surgiu agora para mim devido ao facto de em breve me tornar pai. Já tinha ouvido falar umas coisas, já tinha umas ideias, mas nos últimos tempos fiz algumas investigações e falei com algumas pessoas. Falando primeiro de valores, existem variações de cerca de 500€ se se pretender só conservar sangue do cordão umbilical ou sangue e tecido do cordão umbilical. Porquê a diferença? Porque segundo alguns estudos e alguns tratamentos já efectuados as terapêuticas são mais eficazes se combinar os 2 tipos de células, mas há a opção de conservar só as células do sangue.  Continuando a falar de dinheiro, os preços para a conservação total rondam os 1200€-1600€, por um período de 20-25 anos. Existem várias empresas no mercado, com diferentes serviços, diferentes promoções, diferentes técnicas, diferentes locais onde preservam as células alguns até fora de Portugal, por isso resta a cada um de nós investigar e escolher a opção que mais se adapta a cada um.

Agora vamos à parte mais controversa, conseguem mesmo curar ou debelar doenças com a utilização das células estaminais? Sim e não. Sim, porque já existem casos de sucesso comprovados, e são comprovados porque já passaram mais de 5 anos que foram tratados e não houve nenhum retrocesso. Sim, porque apesar de em Portugal ainda estarmos muito atrasados neste campo, podemos recorrer a outros países onde os tratamentos com a utilização das células estaminais estão mais avançados. Sim, porque a investigação está a avançar a uma velocidade galopante, e apesar de agora algumas coisas não serem possíveis muito provavelmente num futuro próximo já serão possíveis. Não, porque muita coisa ainda é teórica, e apesar de na teoria/investigação tudo indicar que é possível, nada comprova que a utilização em casos reais resultará. Não, porque a probabilidade de ter uma doença nos primeiros 25 nos de vida tratável com células estaminais é baixíssima.

No fundo para mim tudo se resumo a uma coisa, acho que 1500€ é um preço baixo a pagar por um seguro de vida que dura 25 anos, o qual espero nunca utilizar e espero estar a deitar dinheiro ao lixo que era sempre bom sinal, mas nunca me perdoaria se um médico se virasse para mim e disse-se - "Por acaso fizeram conservação das células estaminais? Que pena não terem feito, é que provavelmente conseguiríamos curar este problema se tivéssemos acesso a essas células."

segunda-feira, março 14, 2016

Preparação de uma competição

Vou começar por um vídeo que vi a semana passada sobre a preparação do Michael Phelps na tentativa de se apurar para os próximos jogos olímpicos, no Rio de Janeiro. A mensagem forte do vídeo é - "It's what you do in the dark, that puts you in the light" - numa tradução não literária isto significa - O trabalho que desenvolves na sombra é o que vai trazer as luzes dos holofotes até ti - e isto é inteiramente verdade, e quem se prepara para grandes desafios sabe que é assim.


Este vídeo leva-me agora ao ponto onde queria chegar, a minha preparação para o Ironman. Posso dizer que esta é a primeira prova onde vou participar que estou a fazer uma preparação mais cuidada, nem numa maratona ou num half Ironman posso dizer que tenha feito uma preparação muito cuidada, sim tive cuidados mas num período curto antes da prova e com pouco detalhe.

Neste momento, e a 6 meses de distância já comecei a preparar o Ironman, acima de tudo tem sido um bocado stressante o que faz com que a preparação não esteja a ser nada prazerosa. Ter de evitar as lesões e quando elas acontecem a primeira coisa que vem à cabeça é, será que é recuperável a tempo, e que limitações me pode trazer na preparação e durante a prova? Tentar todas as semanas cumprir com um mínimo de horas de treino, conciliar com a vida familiar, com a vida profissional, com os contratempos que surgem, ainda por cima como vou ser pai é mais um tópico que me consume imenso tempo. Por enquanto, a nível de alimentação tenho regras mas não posso dizer que me esteja a limitar-me de comer algo que goste ou a quantidade que quero, mas tento comer saudavelmente. Tudo isto para chegar a um dia e conseguir cumprir com o desafio a que me propus. Nesse dia saberão (espero eu) que consegui atingir o meu objectivo, mas poucos saberão o que isso custou, o trabalho que foi feito na sombra.

segunda-feira, março 07, 2016

1 semana sem treinar

Já não sei há quanto tempo isto não acontecia, mas há mais de uma semana que não consigo treinar. Fez 6ª feira uma semana caí de bicicleta, uma quedazinha da treta, quase parado, tenho aqui a anca ainda toda inchada. Este sábado fui fazer raio-x, como já estava inchado há tanto tempo, mas felizmente está tudo bem é só esperar que o inchaço desapareça. Para além, disso faz hoje uma semana também apanhei uma inflamação no olho, por isso nem piscina pude fazer por causa do cloro. Bem a ver se esta semana consigo voltar pelo menos aos treinos de piscina, começo a ficar tipo drogado a precisar da minha dose.

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Granfondo Algarve

Posso dizer que a prova começou logo bem, à partida tropecei logo no Guilherme que já não via há imenso tempo. Foi giro saber que ele também ia ser pai, o sacaninha teve foi mais sorte, gémeos, menino e menina, isto é quase a mesma coisa que sair o jackpot...acho eu!


Indo directo para a prova, durante a semana estive um bocado engripado por isso quase não treinei, mas também como o meu objectivo para o Granfondo do Algarve era treinar para o Ironman, não estava muito preocupado com o resultado final, apenas queria acabar o mais confortável possível. A primeira hora de prova andou-se muito bem, acabei nem sequer por parar no primeiro posto de abastecimento, apanhei só uma garrafa de água em andamento e segui caminho, nesta hora fiz 33kms, o que dava uma média bastante boa.


Pouco depois virámos em direcção a leste e o vento que tinha estado a ajudar, nessa altura começou a atrapalhar. Foi a única altura que me tentei resguardar no meio de um grupo, como o meu objectivo era treinar para o Ironman tentei propositadamente andar o mínimo possível à boleia dos outros, sei que no fim ia fazer com que o resultado fosse pior mas não era o resultado o mais importante.

Começa um ligeiro sobe e desce quebra pernas até que cheguei ao segundo abastecimento. Nessa altura foi parar, respirar um bocadinho, encher o cantil, comer qualquer coisa e mais dois dedos de conversa com os meus colegas Philippe que já estava parado, e o Vítor que entretanto chegou. Segui caminho com o Vítor durante uns minutos, mas entretanto ele mandou-me seguir e disse que ia pôr o ritmo dele. 

Muito tinha ouvido falar da subida ao alto do Malhão, mas quando vi no mapa pensei - "Ah isto são só 2,5kms, por muito duro que seja é um instante até chegar ao topo" - ena não podia estar mais enganado, devem ter sido das piores rampas que já apanhei, quase que me vinham as lagriminhas aos olhos e foi só por orgulho que não apeei, mesmo assim ainda ultrapassei vários ciclistas, por isso não era o que estava pior. Chegado ao topo, totalmente morto, pensei que ia ter descida para descansar, qual quê, mais sobe e desce de rampas bem agressivas. Cheguei ao 3 posto de abastecimento e foi recuperar, comer e beber. Quando perguntei a um senhor da organização se o pior já tinha passado e ele me diz que já a seguir ia ter uma subida que não era tão má como o Malhão mas que estava perto disso, foi o banho de água fria. 

Mais uma meia dúzia de quilómetros com rampas do pior que já apanhei. Os 100kms estavam ultrapassados e o pior estava agora feito, descidas e mais descidas para recuperar, porque forças para acelerar o andamento já não abundavam. O último abastecimento já foi super rápido, comer meia banana e meter água no cantil e seguir rapidamente. A 10kms do fim apanhei a última subida em que tive de usar a desmultiplicação mais leve, nessa altura já nem precisava para ser sincero, mas também já estava sem vontade de grandes cavalgadas. Os últimos quilómetros até Loulé voltaram a ser bastante rápidos, bom piso ao contrário da maioria do percurso e voltava a ter vento pelas costas. 

Acabei com o tempo oficial de 5h44m09s, acima do que eu esperava, mas também não esperava um percurso tão duro quanto este. Foi um bom  treino para o Ironman, bem sei que a distância será maior, mas duvido que o tempo em cima da bicicleta seja assim tão maior, este percurso era extremamente duro, coisa que não será no Ironman, por isso acredito que as sensações que tive no final sejam idênticas e nunca piores no Ironman, e pensando bem na coisa, se tivesse de fazer uma maratona a seguir estava moído sim, mas acho que ainda a faria, nem que fosse metade a correr e metade a andar.

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Um Clube e um clubinho

Ontem passou-se uma situação que me deixou mesmo com o sangue a ferver, apetecia-me escrever sobre o assunto mas preferi deixar-me acalmar primeiro, não vem nada de bom quando agimos por impulso e sem reflectir.

Bem, o que se passou foi que cheguei à natação e perguntei como estava organizado o próximo fim-de-semana, no qual teremos uma deslocação até ao Algarve para competirmos no Grandfond. Qual foi o meu espanto quando me apercebi que não sabiam que eu ia. Eu digo que já tinha avisado que ia, eles diziam que não sabiam que eu ia. Bem, pode ter sido culpa minha que devia ter falado mais vezes, que devia ter perguntado mais, que devia ter garantido que estava a ser ouvido. Mas o que mais me chateou é que eu sabia que iam 5 pessoas do clube participar na prova, e quem dirige o clube não sabia de nada, só sabia que iam 2 pessoas. 

Como é possível? São atletas que vão participar na prova a representar o clube, que pagaram a sua inscrição, que vão pagar a deslocação, que vão pagar o alojamento, e quem dirigi o clube não sabe de nada? E eu que sou apenas mais um atleta do clube sabia, porque era tão simples quanto consultar a lista de inscritos que está disponível desde a altura das inscrições.

Cheguei a casa e apressei-me a tentar arranjar alojamento para 48 horas depois, como era óbvio com esta prova, mais a volta ao Algarve em bicicleta que decorre nesta altura, está quase tudo o que é alojamentos em Loulé esgotado. Ainda ponderei ficar num hotel a 10km de Loulé, mas lá consegui o último quarto num local que fica a poucas centenas de metros da partida da prova. E amanhã lá irei sozinho até ao Algarve para representar a AHBE no Grandfond do Algarve.

Mas isto foi só mais uma situação que mostram a desorganização que não pode acontecer. Ainda no início do mês aconteceu a primeira etapa do campeonato nacional de clubes, e quantos fomos participar nesta etapa...2 atletas quando são contabilizados os 3 primeiros de cada clube, ou seja, nem tivemos classificação para o campeonato nacional de clubes, quando todos os melhores clubes nacionais quiseram participar com os seus melhores atletas, porque era uma etapa que contava para o campeonato nacional. E estamos federados no clube não sei ao certo (mas devia saber, devia de haver um site, como já houve, onde estivessem todos os dados, de todos os atletas, provas onde vão participar, provas que participaram, contactos, etc), mas devemos ser algo a rondar os 30 atletas.

Há 2 semanas atrás aconteceu os 20kms de Cascais, onde participaram mais de 10 atletas do clube, mas todos como individuais, incluído eu, ou seja, é como se o clube não estivesse estado presente nesta competição. E quando realço os pontos positivos de outros clubes, não me venham com conversas que nós apoiamos os atletas nas deslocações porque isso é pura mentira. A única prova até hoje que fui que tive deslocação paga foi o triatlo de Peniche em 2013, de resto senão paguei alguma deslocação foi porque algum colega que me levou não aceitou que lhe pagasse. Mas já que não temos carrinha para deslocar os atletas como um clube, pelo menos que nos organizemos nas deslocações e estadias para conseguirmos poupar todos algum dinheiro.

Receber um pólo para ir às provas é giro para parecermos um clube mas é o menos fundamental, tenho muitos pólos em casa para ir às provas, tirar fotos com um grupo de amigos a sorrir é giro, mas posso tirar fotos com amigos em muitas outras ocasiões. Não quero com esta conversa toda estar a fazer criticas destrutivas, bem pelo contrário, o objectivo é serem mesmo construtivas, agarrarmos-nos ao que somos bons, que é sermos um grupo de amigos, mas caminharmos na direcção de deixarmos de ser um clubinho para sermos um clube.

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

20km Cascais 2016

Corrida obrigatória no meu calendário de provas,até dá para sair de casa a pé e ir até à meta em modo aquecimento. Este já o 6º ano seguido que participo nesta prova e para meu agrado de ano para ano tenho conseguido melhorar o meu resultado. Este ano mais uma vez isso aconteceu, e da primeira participação para esta já quase melhorei o meu tempo em 20 minutos o que dá em média de menos 1 minuto a cada quilómetro.

Pode-se dizer que na corrida ando com a moral totalmente em alta, tenho treinado bem, não tenho tido lesões e os meus resultados nas últimas provas têm sido bastante bons. A minha idea foi ir um bocado "à morte". Logo no início entrei no grupo da bandeira dos 4min/km, onde também estava o Rui Rodrigues, ia tentar aguentar o máximo de tempo naquele grupo, de preferência até ao fim, mas sabia que seria extremamente difícil porque eu tenho aquele ritmo mas não em provas tão longas. Por volta dos 4 quilómetros na pequena subida da Boca do Inferno, descolei um bocado do grupo, deixei um espaço de 10-20 metros. Sabia que ao entrar na estrada do Guincho ia apanhar vento de frente como sempre, e senão tivesse num grupo ia custar-me muito mais, por isso tive de me exceder um bocadinho no esforço nessa altura para conseguir recolar ao grupo.

Até aos 10km fui confortavelmente no meio do grupo, chegámos aos 10km com o tempo certo 40 minutos. Nessa altura havia o abastecimento, e o grupo de 20-30 corredores fragmentou-se e eu não consegui seguir com a bandeira. Consegui-me manter dentro de um grupo mais pequeno, e como faltava pouco mais de 1 quilómetro para retornarmos, era agarrar-me com unhas e dentes aquele grupo para evitar o vento.

Ao virar no Guincho pus o meu ritmo quem viesse vinha, quem fosse embora ia, era fazer a minha corrida até ao final. Apesar de ter diminuído o ritmo, consegui manter-me abaixo de 4m10s/km. Quando cheguei à subida que vai dar à Casa da Guia, custou-me imenso estava mesmo a dar os últimos cartuchos, era aguentar a subida e depois respirar e dar o tudo por tudo nos últimos 2 quilómetros.

Nesta altura o William junta-se a mim, vinha a fazer uma corrida de trás para frente, segui com ele não mais de 200 metros, aquele ritmo estava a matar-me. Reparei que o Ricardo Costa, também vinha logo ali por isso era seguir com ele que estava mais ao meu ritmo. Normalmente cortaria a meta ao lado dele, não me preocuparia muito com o lugar, mas na descida até à meta senti que ele estava a aumentar o ritmo a tentar deixar-me para trás. Pronto, o meu espírito competitivo entrou em acção, esqueci-me que estava cansado, só me lembrei que era o dia que podia chegar à frente do meu treinador. Coloquei-me à frente dele e quando entrei na recta da meta foi disparar com todas as forças que ainda tinha, quando ouvi os passos mais longe e um - "Sacana" - sabia que já não era ultrapassado. Como bónus ainda pus o Ricardo a vomitar depois de ter cortado a meta, é assim quando se metem comigo!



Dados da minha prova:
  • Tempo final: 1h21m12s
  • Tempo médio por quilómetro: 4m04s/km
  • Velocidade média: 14,78km/h

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Duatlo de Rio Maior

Aproveitando a proximidade da terra dos meus avós no sábado passado fui participar no duatlo de Rio Maior, para mim seria a minha primeira prova do ano no contexto do triatlo. Não imaginava que assim fosse, mas quando lá cheguei percebi que a maioria dos melhores triatletas nacionais estava presente, devido a ser uma prova que contava para o campeonato nacional de clubes, obter uma boa classificação não seria fácil, ainda para mais estando num período de carga maior de treino.

O tempo estava um pouco frio antes de começar, mas seria ideal quando começasse a correr, fiz o meu aquecimento e 10 minutos antes da prova comecei a dirigir-me para a zona da partida. Quando foi dada a partida parecia que estava parado, montes de gente a passar por mim, quando acabei o 1º quilómetro vi que era só mesmo uma ilusão, tinha feito o 1º quilómetro em 3m30s, claro que não estava nada confortável. Meti um ritmo certinho tentando-me aliar do que se passava à minha volta. Acabei os 4,7km do 1º segmento com uma média de 3m56s/km, muito bom mesmo, e contudo acabei este segmento apenas no lugar 190 de cerca de 250 triatletas.

Seguia-se a opção mais discutível que tive nesta prova, eu acho que foi uma boa opção, apesar de não ter visto ninguém a tomar a mesma decisão. Como o circuito de bicicleta seria tão curto, decidi não trocar de sapatos e usar os do atletismo na bicicleta, pouparia assim duas trocas de sapatos, de atletismo para bicicleta e na 2ª transição de bicicleta para atletismo. Tirando a parte dos empedrados que sentia os pés a saltar, nunca senti que tivesse assim a perder tanto devido a não estar com sapatos de encaixe. Tive a sorte de entrar no grupo certo com o meu ex-colega de equipa Mário Santos, apanhei um pelotão de mais ou menos 10 unidades, onde consegui ir resguardado e algo confortável, numa velocidade que algumas vezes chegou perto dos 50km/h. 

Quase a meio da última volta estava um grande pelotão a 100 metros de nós, houve um forte esticão no grupo, e eu como estava na parte mais de trás do grupo fiquei num corte, ainda tentei a solo apanhar o grupo mas foi-me impossível. Nessa altura apanhei um miudinho, ainda cadete (dorsal 1188) que tinha descaído desse pelotão grande, dei-lhe um empurrãozinho e disse-lhe para se pôr atrás de mim e abrigar-se. O miúdo lá conseguiu aguentar o meu ritmo nos últimos 5kms, entrando quase junto comigo no parque de transição. Fiquei bastante contente com o segmento de bicicleta, consegui uma média de 36km/h, mais uma vez acima das minhas expectativas.

Pouco antes de ter entrado no parque senti câmbrias na perna direita, que quando saí da bicicleta estava à espera que passassem, mas durante aquele longo percurso de transição (que exagero que era), não passou e começou também na perna esquerda. Saio do parque de transição assim meio torto a pensar - "Bem estes últimos 2,5kms é já para começar a recuperar." - nisto chega o miudinho ao pé de mim e diz - "Vá lá senhor, bora lá!" - o primeiro pensamento que tive foi - "Além de levar rodas de senhor, queres ver que o puto vai deixar-me aqui apeado!" - por uma questão de honra lá tive de cerrar os dentes e ir com ele.


Quando damos a volta o miúdo começa a ficar para trás e digo-lhe - "Vá lá, já falta pouco, vamos juntos até ao fim.".  Nessa altura aparece ao meu lado a 1ª triatleta feminina que tinha partido 4 minutos depois de mim, parecia um homem a correr, tentei seguir com ela, na pequena rampa do percurso ainda consegui mas conforme entro na recta da meta paguei o esforço da subida e não consegui segui-la naquela última centena de metros, e com isto tudo o miúdo também tinha descolado. 
Terminei a prova com uma média de 4m02s/km neste último segmento e com um tempo final de 1h05m48s, somente na posição 173. Mas analisando friamente a posição não foi boa, mas a prestação para mim foi extraordinária, médias muito acima do que podia esperar, e além disso o que para mim foi um bom sinal, foi a primeira prova em que fui mais forte no segmento de ciclismo (posição 167) comparativamente com os segmentos de atletismo (posições 190 e 192). Os treinos estão a resultar.


quinta-feira, janeiro 28, 2016

10 anos de blog

Ontem deixei passar uma importante data aqui para o blog, não é que já lá vai uma década de blog, sim, ontem foi o dia do 10º aniversário aqui deste pré adolescente. Blog estando em desuso ou não, sendo para ter visitas ou não, sendo o que for para mim não interessa, para mim continua a ser um espaço de minha livre expressão, em que escrevo o que quero, e assim continuará a ser. Parabéns pela chegada aos 2 dígitos.