quarta-feira, fevereiro 10, 2016

20km Cascais 2016

Corrida obrigatória no meu calendário de provas,até dá para sair de casa a pé e ir até à meta em modo aquecimento. Este já o 6º ano seguido que participo nesta prova e para meu agrado de ano para ano tenho conseguido melhorar o meu resultado. Este ano mais uma vez isso aconteceu, e da primeira participação para esta já quase melhorei o meu tempo em 20 minutos o que dá em média de menos 1 minuto a cada quilómetro.

Pode-se dizer que na corrida ando com a moral totalmente em alta, tenho treinado bem, não tenho tido lesões e os meus resultados nas últimas provas têm sido bastante bons. A minha idea foi ir um bocado "à morte". Logo no início entrei no grupo da bandeira dos 4min/km, onde também estava o Rui Rodrigues, ia tentar aguentar o máximo de tempo naquele grupo, de preferência até ao fim, mas sabia que seria extremamente difícil porque eu tenho aquele ritmo mas não em provas tão longas. Por volta dos 4 quilómetros na pequena subida da Boca do Inferno, descolei um bocado do grupo, deixei um espaço de 10-20 metros. Sabia que ao entrar na estrada do Guincho ia apanhar vento de frente como sempre, e senão tivesse num grupo ia custar-me muito mais, por isso tive de me exceder um bocadinho no esforço nessa altura para conseguir recolar ao grupo.

Até aos 10km fui confortavelmente no meio do grupo, chegámos aos 10km com o tempo certo 40 minutos. Nessa altura havia o abastecimento, e o grupo de 20-30 corredores fragmentou-se e eu não consegui seguir com a bandeira. Consegui-me manter dentro de um grupo mais pequeno, e como faltava pouco mais de 1 quilómetro para retornarmos, era agarrar-me com unhas e dentes aquele grupo para evitar o vento.

Ao virar no Guincho pus o meu ritmo quem viesse vinha, quem fosse embora ia, era fazer a minha corrida até ao final. Apesar de ter diminuído o ritmo, consegui manter-me abaixo de 4m10s/km. Quando cheguei à subida que vai dar à Casa da Guia, custou-me imenso estava mesmo a dar os últimos cartuchos, era aguentar a subida e depois respirar e dar o tudo por tudo nos últimos 2 quilómetros.

Nesta altura o William junta-se a mim, vinha a fazer uma corrida de trás para frente, segui com ele não mais de 200 metros, aquele ritmo estava a matar-me. Reparei que o Ricardo Costa, também vinha logo ali por isso era seguir com ele que estava mais ao meu ritmo. Normalmente cortaria a meta ao lado dele, não me preocuparia muito com o lugar, mas na descida até à meta senti que ele estava a aumentar o ritmo a tentar deixar-me para trás. Pronto, o meu espírito competitivo entrou em acção, esqueci-me que estava cansado, só me lembrei que era o dia que podia chegar à frente do meu treinador. Coloquei-me à frente dele e quando entrei na recta da meta foi disparar com todas as forças que ainda tinha, quando ouvi os passos mais longe e um - "Sacana" - sabia que já não era ultrapassado. Como bónus ainda pus o Ricardo a vomitar depois de ter cortado a meta, é assim quando se metem comigo!



Dados da minha prova:
  • Tempo final: 1h21m12s
  • Tempo médio por quilómetro: 4m04s/km
  • Velocidade média: 14,78km/h

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Duatlo de Rio Maior

Aproveitando a proximidade da terra dos meus avós no sábado passado fui participar no duatlo de Rio Maior, para mim seria a minha primeira prova do ano no contexto do triatlo. Não imaginava que assim fosse, mas quando lá cheguei percebi que a maioria dos melhores triatletas nacionais estava presente, devido a ser uma prova que contava para o campeonato nacional de clubes, obter uma boa classificação não seria fácil, ainda para mais estando num período de carga maior de treino.

O tempo estava um pouco frio antes de começar, mas seria ideal quando começasse a correr, fiz o meu aquecimento e 10 minutos antes da prova comecei a dirigir-me para a zona da partida. Quando foi dada a partida parecia que estava parado, montes de gente a passar por mim, quando acabei o 1º quilómetro vi que era só mesmo uma ilusão, tinha feito o 1º quilómetro em 3m30s, claro que não estava nada confortável. Meti um ritmo certinho tentando-me aliar do que se passava à minha volta. Acabei os 4,7km do 1º segmento com uma média de 3m56s/km, muito bom mesmo, e contudo acabei este segmento apenas no lugar 190 de cerca de 250 triatletas.

Seguia-se a opção mais discutível que tive nesta prova, eu acho que foi uma boa opção, apesar de não ter visto ninguém a tomar a mesma decisão. Como o circuito de bicicleta seria tão curto, decidi não trocar de sapatos e usar os do atletismo na bicicleta, pouparia assim duas trocas de sapatos, de atletismo para bicicleta e na 2ª transição de bicicleta para atletismo. Tirando a parte dos empedrados que sentia os pés a saltar, nunca senti que tivesse assim a perder tanto devido a não estar com sapatos de encaixe. Tive a sorte de entrar no grupo certo com o meu ex-colega de equipa Mário Santos, apanhei um pelotão de mais ou menos 10 unidades, onde consegui ir resguardado e algo confortável, numa velocidade que algumas vezes chegou perto dos 50km/h. 

Quase a meio da última volta estava um grande pelotão a 100 metros de nós, houve um forte esticão no grupo, e eu como estava na parte mais de trás do grupo fiquei num corte, ainda tentei a solo apanhar o grupo mas foi-me impossível. Nessa altura apanhei um miudinho, ainda cadete (dorsal 1188) que tinha descaído desse pelotão grande, dei-lhe um empurrãozinho e disse-lhe para se pôr atrás de mim e abrigar-se. O miúdo lá conseguiu aguentar o meu ritmo nos últimos 5kms, entrando quase junto comigo no parque de transição. Fiquei bastante contente com o segmento de bicicleta, consegui uma média de 36km/h, mais uma vez acima das minhas expectativas.

Pouco antes de ter entrado no parque senti câmbrias na perna direita, que quando saí da bicicleta estava à espera que passassem, mas durante aquele longo percurso de transição (que exagero que era), não passou e começou também na perna esquerda. Saio do parque de transição assim meio torto a pensar - "Bem estes últimos 2,5kms é já para começar a recuperar." - nisto chega o miudinho ao pé de mim e diz - "Vá lá senhor, bora lá!" - o primeiro pensamento que tive foi - "Além de levar rodas de senhor, queres ver que o puto vai deixar-me aqui apeado!" - por uma questão de honra lá tive de cerrar os dentes e ir com ele.


Quando damos a volta o miúdo começa a ficar para trás e digo-lhe - "Vá lá, já falta pouco, vamos juntos até ao fim.".  Nessa altura aparece ao meu lado a 1ª triatleta feminina que tinha partido 4 minutos depois de mim, parecia um homem a correr, tentei seguir com ela, na pequena rampa do percurso ainda consegui mas conforme entro na recta da meta paguei o esforço da subida e não consegui segui-la naquela última centena de metros, e com isto tudo o miúdo também tinha descolado. 
Terminei a prova com uma média de 4m02s/km neste último segmento e com um tempo final de 1h05m48s, somente na posição 173. Mas analisando friamente a posição não foi boa, mas a prestação para mim foi extraordinária, médias muito acima do que podia esperar, e além disso o que para mim foi um bom sinal, foi a primeira prova em que fui mais forte no segmento de ciclismo (posição 167) comparativamente com os segmentos de atletismo (posições 190 e 192). Os treinos estão a resultar.


quinta-feira, janeiro 28, 2016

10 anos de blog

Ontem deixei passar uma importante data aqui para o blog, não é que já lá vai uma década de blog, sim, ontem foi o dia do 10º aniversário aqui deste pré adolescente. Blog estando em desuso ou não, sendo para ter visitas ou não, sendo o que for para mim não interessa, para mim continua a ser um espaço de minha livre expressão, em que escrevo o que quero, e assim continuará a ser. Parabéns pela chegada aos 2 dígitos.


quarta-feira, janeiro 27, 2016

O novo escritório

Se já era fixe trabalhar na Sky agora ainda é mais fixe. Mudámos para um novo escritório que tem uma condições excepcionais com quase tudo o que é necessário para estarmos confortáveis e ter as condições para desenvolver um bom trabalho. Desde logo tenho de destacar que antes da mudança foi perguntado a todos nós, se tínhamos sugestões ou pedidos para coisas que o novo escritório deveria de ter, assim sendo fazendo um novo escritório que tentasse ir de encontro às necessidades de todos nos.


Para não falar na beleza do escritório, com inúmeros painéis a forrarem as paredes para mim o mais importante são os aspectos funcionais. Todos tivemos cadeiras novas muito confortáveis; temos uma copa com 3 microondas, 3 frigoríficos, máquina de lavar loiça, máquinas de café, TV, etc e um espaço bastante considerável que possibilita mais de 20 pessoas almoçarem ao mesmo tempo; múltiplas salas de reunião para diferentes tipos de reunião; um espaço com poufs fatboy e uma playstation; e o que é o máximo para mim, temos chuveiro o que me possibilita treinar alguns dias à hora de almoço e ir para o escritório de bicicleta. Tenho uma janela mesmo à minha frente que dá uma luminosidade fantástica à sala, o único senão é a vista, onde tenho uma casa de banho gigante em tons de verde...amarelo...branco...feia no fundo, mas não se pode ter tudo.




quarta-feira, janeiro 20, 2016

It's a boy!!!

Depois de na ecografia das 12 semanas não se ter visto nada a minha esperança de ser um menino ficou praticamente reduzida a zero. Já nome da menina escolhido, toda a gente a dizer que seria uma menina, pelo alinhamento dos astros, pelo momento da concepção, pela forma da barriga, porque estávamos em ano de crise, porque o Benfica não estava em primeiro no campeonato, porque este ano ainda não nevou em Lisboa, tudo para toda a gente indicava que era menina. E heis que na ecografia das 17 semanas aparece um menino dentro do forno.

Lindo foi chegar a casa da mãe da Ana e ela perguntar algo como - "Então está confirmado que é uma menina?" e quando lhe dissemos que era menino a resposta foi - "Ora bolas, estive já a organizar as coisas da Matilde (a minha sobrinha) quando era bebé, agora que já tinha tudo prontinho é um menino!"

sexta-feira, janeiro 15, 2016

Portugueses no Dakar 2016

Eu quero acreditar que ainda um dia vamos ouvir a portuguesa no pódio final do Dakar, mas a verdade é que todos os anos parece que é adiado o inevitável, e infelizmente este foi mais um desses anos. Tendo 3 pilotos nacionais que poderiam perfeitamente ocupar os 3 lugares de pódio, Paulo Gonçalves, Rúben Faria e Hélder Rodrigues, ainda por cima em marcas diferentes sendo os chefes de equipa dessas marcas, tinha esperanças que seria este o ano. Além disso este ano a luta pela vitória parecia muito mais aberta, sem o Marc Coma e o Cyril Despres que entre eles ganharam os últimos 10 Dakar em mota, muitos pilotos tinham mais aspirações ao lugar mais alto do pódio.

Nos primeiros dias as Honda tiveram irrepreensíveis, Paulo Gonçalves e o seu companheiro de equipa Joan Barreda dominaram as todas poderosas KTM (a última vez que uma mota não KTM ganhou o Dakar foi logo no inicio do século em 2000), Rúben Faria na sua Husqvarna mantinha-se sempre entre os primeiros, enquanto que o Hélder Rodrigues devido a uma virose não os conseguia acompanhar e estava com alguma dificuldade em chegar ao TOP 10.

Mas o Dakar é uma prova de resistência e consistência, onde o importante é não ter nenhum problema que provoque uma eliminação ou afastamento dos lugares da frente. A 7ª etapa trouxe o primeiro dissabor para as cores nacionais, o Rubén Faria é obrigado a abandonar depois de partir um pulso numa queda. Esta também foi a etapa que o Joan Barreda teve problemas mecânicos e ficou muito afastado da frente, ficando assim o Paulo Gonçalves como líder incontestável da Honda, na frente do Dakar e mostrando um andamento superior aos outros. Devo confessar que nesta altura pensei mesmo que este seria o ano.

Depois de 4 dias na liderança do Dakar as coisas continuavam a correr bem apesar das KTM cada vez mais mostrarem uma aproximação, assim como o Hélder Rodrigues que após debelar a doença começava a demonstrar um andamento com a sua Yamaha que não conseguiu nos primeiros dias. Há 9ª etapa a sorte de Paulo Gonçalves começou a mudar, a primeira queda, não muito grave mas o suficiente para perder algum tempo e perder também o 1º lugar para uma KTM.

10ª etapa e um problema no radiador, que só por sorte não o levou logo ao abandono do Dakar, mas caído para 3º lugar já a mais de 30 minutos do 1º lugar, acabava assim de forma inglória as nossas hipóteses de vitória este ano, restava a luta pelo pódio. Ontem na 11ª etapa mais uma queda para Paulo Gonçalves e o abandono do Dakar, acabou assim qualquer esperança no mínimo de pódio. Neste momento as KTM ocupam os 3 primeiros lugares e mais uma vez vão ganhar o Dakar, mostrando uma consistência da marca a todos os níveis.

Falando um bocado das outras categorias, outra classe que é totalmente dominada por uma marca são os Quads, a Yamaha prepara-se outra vez para ocupar os 3 lugares de pódio, com o retorno ao mais alto nível dos irmãos Patronelli, que parece que vão discutir entre si a vitória final ao segundo. Se nas motas e quads tudo continua na mesma, nos carros e camiões os dominadores dos últimos anos parece que estão condenados a cair. Nos camiões os russos da Kamaz nunca mostraram este ano estarem à altura dos Iveco, mesmo assim ainda vão conseguir um lugar no pódio. Isto é se os camiões da Iveco com uma vantagem gigante não tiverem mais problemas que os obrigue a abandonar, porque andamento têm mas também têm tido alguns problemas mecânicos.

Nos carros a Mini depois de 4 anos seguidos a ganhar parece que vai passar o testemunho à Peugeot, não cometa nenhum erro até ao final o Stéphane Peterhansel. A Peugeot tem estado totalmente dominante este ano, a Mini nunca mostrou andamento para os acompanhar, senão fossem os azares/erros dos outros Peugeot, nomeadamente o Sebastian Loeb e o Carlos Sainz, facilmente teríamos os 3 Peugeot nos 3 lugares do pódio. Uma palavra ainda para o Loeb, quase que aposto que irá ser um caso sério nos próximos anos, tem um andamento que dificilmente é acompanhado pelos outros carros de igual nível, tenha ele um carro à altura (como teve este ano) e tenha aprendido com os erros deste ano e acredito que estamos na presença de um futuro multi campeão do Dakar.

sábado, janeiro 02, 2016

São Silvestre 2015

O último dia do ano é sempre sinónimo de São Silvestre da Amadora, a melhor prova de estrada do país por toda a sua envolvência e pela altura do ano em que é. Não é à toa que esta prova é uma das mais competitivas do panorama nacional, são sempre grandes tempos os dos vencedores (quase sempre abaixo dos 30 minutos) ainda por cima olhando às dificuldades do percurso, o que torna muito difícil mesmo para os profissionais, a obtenção de bons resultados.

Este ano fomos bafejados pela sorte, foram raras as edições em que participei e que não estava a chover, e além de não chover a temperatura estava bastante amena, melhor não podia pedir. Como disse ao Pre antes da corrida, não tinha grandes objectivos, não tinha treinado especialmente para a prova a seguir à meia maratona dos Descobrimentos, e a época do ano é propicia a abusos, por isso seria uma prova para me divertir.

A prova começou logo com uma queda no início do pelotão, tudo a parar, uma grande confusão, para conseguir fugir aquilo fui para a faixa contrária e acelerei um pouco o passo para me livras da confusão e conseguir correr sem limitações. Como é meu habito estiquei logo um bocado no início, tentando ganhar logo alguma margem de tempo, se rebentasse paciência mas ia tentar dar o máximo. Após o 1º quilómetro começava a grande dificuldade da prova, dois quuilómetros sempre a subir. Com alguma sorte apanhei a lebre certa e consegui manter um ritmo bom subida acima, estava com um bom tempo apesar do desgaste e tentei seguir com a minha lebre, os quilómetros foram passando sempre a um ritmo inferior a 4min/km, está tudo doido, pensei eu na altura.

Por volta do 6º quilómetro, na última parede da prova, não consegui seguir com a lebre, mas tentei ao máximo manter aquele atleta em linha de vista para não quebrar totalmente. À passagem do 8º quilómetro estava com 32 minutos, teria de fazer uma média de 4min/km nos últimos 2 quilómetros para baixar novamente dos 40 minutos numa prova de 10kms. Como sabia que os últimos 500 metros eram em subida, não muito acentuada mas que iriam baixar o ritmo, sabia que até lá tinha de aproveitar a descida para ganhar alguma margem de tempo. Entrei nos últimos 500 metros com 37m30s, tinha 2m30s para fazer aqueles últimos 500 metros, não estava à vontadinha, mas também não era nada do outro mundo.


Consegui acabar com 39m47s, apesar do tempo oficial ser de 40m07s porque a organização não tem sensores de partida e não desconta o tempo entre o tiro de partida e a altura que efectivamente começamos a correr. Óptimo registo e dada a dureza da prova deveria obrigar-me a partir de agora a fazer abaixo de 40 minutos em todas as provas de 10kms. Uma palavra ainda para o Nuno Silva que sem grande treino conseguiu bater o seu record aos 10kms, espero que ele para o ano tenha como objectivo baixar dos 50 minutos, e se ele quiser ofereço-me para fazer de lebre para ele, deixo-te aqui o desafio.


Dados da minha prova:
  • Tempo final: 39m47s
  • Velocidade média: 15.08 km/h
  • Tempo médio por quilómetros: 3m58s/km

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Retrospectiva 2015

Está no fim o 2015 e como se tornou tradição aqui vai a retrospectiva do ano aqui na chafarica do Sousa.
  • Duatlo da Amadora em que consegui ficar entre os 20 primeiros e por equipas contribui para o 3º lugar;
  • Acabei o Triatlo longo de Lisboa com 5h10m batendo claramente o meu objectivo de fazer um triatlo longo em menos de 5h30m;
  • Ajudei a organizar mais um Survival Xperience;
  • Já algum tempo não participava em acções de limpeza subaquática, este ano pela primeira vez participai na Clean up Atlantic;
  • Ao tempo que não ia andar de kart;
  • Julho foi o mês em que fiz pela primeira vez um cruzeiro, grande semana de férias;
  • Fui ao Vagos, primeira vez que fui a um festival de Verão, com o intuito de ver Within Temptation;
  • Fim de semana em Albufeira com a desculpa da despedida de solteiro do João;
  • Mais um passeio na serra da Arrábida, levando agora a equipa da Sky;
  • Decisão de participar no Ironman de Barcelona do ano que vem;
  • Maratona de Lisboa, bati o meu record mas ainda muito longe dos meus objectivos;
  • Visitar a exposição Real Bodies, muito fixe;
  • Adquiri uma bicicleta nova de estrada a pensar no Ironman;
  • Experimentar pela primeira vez conduzir motas todo o terreno;
  • Concerto de Gamma Ray;
  • Mini férias para conhecer a Madeira;
  • Tempo canhão (para mim) na meia maratona dos descobrimentos, um bocado inesperado;
  • Queda de bicicleta no Tróia-Sagres;
  • E para não acabar num registo negativo, consta-me que a cegonha para o ano me vai visitar.
Hoje é dia da já habitual São Silvestre da Amadora, para fechar bem o ano. Até para o ano...

domingo, dezembro 27, 2015

Tróia-Sagres 2015

Já passaram 2 semanas do Tróia-Sagres e já me apetece falar sobre o assunto. Devemos aprender com as coisas boas e com más por isso decidi escrever sobre o Tróia-Sagres apesar de não me ter corrido propriamente bem. Esta já era a 4ª vez que ia fazer este percurso, já sabia com o que podia contar a nível de percurso, o que não sabia era a quantidade brutal de pessoas que ia fazer o percurso, nas minhas viagens anteriores nunca tinha ido no dia oficial do Tróia-Sagres

Fui acompanhado pelos meus colegas da equipa de triatlo e desde cedo nos vimos a pedalar dentro de grandes grupos, a viagem fazia-se de modo confortável a nível de cansaço mas sempre algo tensa pelo facto de ir muita gente junta, e pior que isso muita gente que claramente não tinha comportamento correcto para andar em pelotão.


Fizemos a primeira paragem logo a seguir a Porto Covo, sentia-me super bem, só algum desconforto no pescoço mas tudo o resto estava como se tivesse acabado de começar a pedalar. O momento fatídico aconteceu pouco depois de Vila Nova de Mil Fontes, um outro ciclista passa por mim e em vez de manter a trajectória manda-se para cima de mim, bate-me do guiadouro, ainda me equilibrei, mas ele continua a encostar-se e bate com a roda traseira na minha roda dianteira, resultado, um queda  a rondar os 40km/h, em que fui a deslizar pelo alcatrão com o meu lado esquerdo.

Levanto-me, com a ponta dos dedos ensanguentada e olho para a bicicleta, a roda da frende com raios partidos e empenada, as fitas do lado esquerdo desfeitas, o selim raspado e a parte pior, o meu GPS riscado que quase me vinham as lágrimas aos olhos. Ao olhar para o ombro vejo a minha t-shirt da Sky toda rasgada, ai que dor no coração. Com isto tudo os meus colegas que vinham no grupo atrás de mim, o Gonçalo travou a fundo e rasgou o pneu (depois levou o meu pneu já que eu não ia seguir) e o Ricardo foi para a faixa contrária onde ia sendo levado por uma ambulância que vinha em sentido contrário, e o gajo que me mandou ao chão nem parou. 

No meio do azar alguma sorte, a ambulância parou e prestou-me logo auxilio. Depois disso, super frustrado, pontapeei o meu capacete, não podia acabar, tinha o equipamento todo danificado e eu próprio estava todo queimado do lado esquerdo, vá lá não tinha nada partido eram só feridas. Entrei para a carrinha e fui a apoiar os meus colegas até ao final era a única coisa que podia fazer. Acho que não volto a fazer o Tróia-Sagre no dia oficial.

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Meia Maratona Descobrimentos 2015

Depois de ter participado na 1ª Meia Maratona dos Descobrimentos, há dois anos atrás, e apesar de não achar que o percurso não é propriamente fácil para bater records, como tinha sido nesta meia maratona que tinha feito o meu melhor tempo, decidi ir correr este ano novamente para tentar baixar da 1h30m. Não achava que tivesse feito uma preparação conveniente, estava com o volume ainda da Maratona de Lisboa, mas não me sentia com velocidade consistente para aguentar tanto tempo a um ritmo tão elevado, aliado a isso só tinha treinado uma vez por semana corrida, o último treino que queria fazer 14kms em 1 hora também tinha saído mal, e a minha asma também me andava a chatear um bocado, não sei se devido à humidade se devido a outro factor.

Os 2 primeiros quilómetros desta prova são os mais complicados, subir ao Restelo e recuperar o folgo custou-me estar atrasado mais ou menos 30 segundos. Na descida até Algés fiz um esforço por recuperar esse tempo, e no quilómetro a descer consegui recuperar esses 30 segundos, mas o meu coração rapidamente disparou para as 150bpm, estava desde muito cedo na minha zona de desconforto. Nesta altura tentei apanhar um grupo ou alguém que tivesse o mesmo ritmo para não começar a ter oscilações, o que acabou por acontecer, segui com outro atleta até que por volta do quilómetro 8 apanhámos um grande grupo onde ia a bandeira de 1h30m. Era aguentar pelo menos naquele grupo até ao final. Como me estava a sentir bem, apesar do meu coração continuar a bater muito rápido, quando um grupo saiu eu tentei ir com eles, pensei que como costumo ter quebra a meio da prova ganhava ali algum tempo para quando tivesse a quebra já ir mais à frente, e depois tentaria seguir novamente com o grupo da 1h30m quando me voltassem a apanhar.

À passagem dos 10kms ia com cerca de 41m30s, sabia que nesta altura teria de ir abaixo de 42m, estava com alguma margem mas não era muita não me podia descuidar. Como continuava naquele grupo com um bom ritmo queria continuar ali pelo menos até aos 14kms, e aí se estivesse abaixo de 1h de prova e se me senti-se bem logo saberia se era possível bater o tempo de 1h30m no final. Os 14kms chegaram por volta dos 58 minutos de prova, o ritmo continuava bastante bom e o grupo tinha crescido, por entre algumas breves conversas havia outro atleta, o de dorsal 1203, que me disse que também queria fazer abaixo de 1h30m, para nos ajudarmos. Claro que era boa ideia, nessa altura como me sentia bem decidi dar um pequeno esticão que partiu aquele grupo, seguimos só eu, o 1203 e mais 2 atletas. Dali até ao último abastecimento reboquei o grupo e tentei manter o ritmo vivo, a partir dali fomos-nos revezando, garantido que o ritmo era estável.

Ao passarmos os 18kms eu disse algo como - "Vamos abaixo de 1h15m, podemos fazer quase 5min/km até ao final e chegamos abaixo de 1h30m." - ao que o atleta 1203 me disse - "Agora que estamos aqui é para fazer abaixo de 1h28m." - este foi o mote dele para dizer que ia acelerar, e que aceleração jeitosa que deu naquele final. Até aos 20,5kms consegui seguir com ele, íamos quase a 4min/km, até que tive de largar a corda, não aguentava mais, pus o meu ritmo e marquei outros atletas que estavam à minha frente, que estavam progressivamente a perder vantagem para mim. Num último esforço acelerei o passo quase num sprint final e ainda ganhei ali uns lugares. O resultado final deu 1h27m23s, não poderia pedir melhor.

(Aos 18m28s)


Dados da minha prova:
  • Tempo final: 1h27m23s
  • Velocidade média: 14,49km/h
  • Tempo médio por quilómetro: 4m07s