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segunda-feira, agosto 26, 2019

Milagre Metaleiro 2019

Muito há a dizer sobre este festival, primeiro que não é um festival, são as festas populares de uma terrinha perdida no meio da serra, Pindelo dos Milagres, que por acaso 2 dos dias da festa são dedicados a música metal. Milagre Metaleiro é o nome da festa, muito bem organizada e com muito esforço por parte dos organizadores, privei com alguns deles, sempre simpáticos, amáveis, prestáveis apesar das horas sem dormir e de todo o stress ao longo dos 2 dias de concertos, os quais levam milhares de pessoas à sua pequena localidade.

A primeira particularidade desta festa é que se estão habituados a pagar para ver concertos, esta é uma festa que não se paga entrada, sim não paguei dezenas de euros para ir ouvir música. A única coisa que paguei foi a viagem de autocarro até lá, que ficou bastante mais barato do que se tivesse ido de carro, com o bónus da festa começar mais cedo, porque aquela viagem foi uma festa. As bandas portuguesas que iam actuar e que eram da zona de Lisboa também foram no autocarro, ou seja, logo ali houve uma enorme proximidade entre bandas e espectadores, algo que se alastrou a quase todas as bandas que actuaram no festival, mesmo as bandas internacionais.

A única pessoa que conhecia que ia também a estas festas era o Bruno, que por acaso é baixista dos Gwydion, uma das bandas portuguesas que ia actuar. Outro acaso foi no autocarro os elementos dos Gwydion terem-se sentado praticamente ao meu lado, e apesar de já os ter visto ao vivo, na altura não conhecia o Bruno por isso nem tinha tomado muita atenção e não me recordava deles. E sem querer criou-se logo ali uma empatia e fomos a conversar grande parte da viagem, até que a dada altura me apercebi que eles eram os parceiros do Bruno. Eu não sabia, mas o Bruno e os restantes elementos da bandas só iriam lá ter no dia seguinte, porque na 6ª feira à tarde ainda trabalhavam, sim este é o cenário para praticamente todos os músicos metal em Portugal, quase todos têm a música como hobby.


Chegados já perto da hora do início dos concertos apressei-me a montar a tenda e a ir para o recinto dos concertos. Ainda vi o sound check dos Dynazty que eram o prato forte do dia e a banda que mais queria ver de todas. Antes disso ainda espaço para jantar, mais uma vez parabéns à organização por disponibilizarem uma bela refeição caseira a um preço simpático. Enquanto jantava reparei em algumas bandas estrangeiras que jantavam ali numas mesas ao lado, simpáticas, a tirarem fotos e a falar com quem queria partilhar com eles umas palavras, este é o verdadeiro espírito desta festa.

Devo dizer que gostei de quase todas as bandas que tocaram durante toda a festa, mas como seria uma tarefa demasiado exaustiva vou só aqui destacar as bandas que me levaram à festa, apesar de ter havido bandas óptimas sobre as quais não irei falar.  A primeira são mesmo os Dynazty, que deram o melhor concerto de toda a festa, muito boa música, uma actuação imaculada, bem em palco, bem fora de palco quando no final do concerto espalharam simpatia a tirar fotos (infelizmente a foto que tirei com o vocalista ficou totalmente desfocada) e a assinar autógrafos. Adorei o concerto, espero que voltem a Portugal, porque sem dúvida é das bandas que gostarei de rever.


E o primeiro dia está feito, o segundo dia das festas seria o maior com os concertos a começarem bem perto das tórridas 15h da tarde. Estava tanto calor que nem apetecia sair da sombra, e mesmo assim estava quente. Entre cada concerto ia ao chuveiro molhar a cabeça e tronco, o calor era tanto que a t-shirt secava naquele espaço de 1h entre concertos. A primeira banda que me interessava ver eram os Gwydion. Eu sei que estou condicionado pela amizade que tenho com os elementos da banda, mas para mim foi a melhor actuação nacional e o público pareceu-me aderir como não fizeram com outra  qualquer banda. Uma das coisas que me lembrarei deste concerto é da cara da Marta a partir uma baqueta num prato, estava mesmo a olhar para ela nessa altura e foi de rir a cara dela. Ainda dizia o Kaveira que ela batia devagar na bateria!


A banda que queria ver a seguir foi a desilusão da festa os Frozen Crown. A música nem é má, os instrumentos até estiveram bem, mas aquela vocalista é simplesmente uma carinha bonitinha. Nem tem presença em palco de uma cantora de metal e pior que isso, deve ter sido uma das piores vozes que alguma vez ouvi numa banda profissional. Na música editada já me parecia que lhe faltava alguma "potência", mas não desafinava, agora ao vivo em que a voz não pode ser editada é um terror. Acho que se a banda não se desfizer dela terá os dias contados. No final de tudo ainda de portaram como estrelas, quando saíram de palco, não quiseram interagir com ninguém remetendo o pessoal para a sua banca de merchandising e aí então falariam com as pessoas. Vi que tiveram lá uns minutos, mas não muito tempo, nem falaram com muitas pessoas.

Por fim o nome mais cotado de todo o cartaz os Rhapsody of Fire. Foi esta banda que me fez descobrir esta festa. Vamos a um pouquinho de história, esta formação não é a original dos Rhapsody of Fire, da formação original sobra apenas o teclista o Alex Staropoli. Os génios da formação original eram o guitarrista Luca Turilli e a fantástica voz do Fabio Leoni. Em 2017 eu vi os outros Rhapsody, numa banda que formaram com o mesmo nome e devo dizer que as mesmas músicas tocadas por uns e por outros não têm nada a ver, a actuação que eu vi em 2017 foi muitíssimo superior. Dito isto, não é que esta actuação tenha sido má, bem longe disso, mas não foi memorável nem inesquecível. Também tenho de dizer que ao fim de tantas actuações, horas mal dormidas, cansaço acumulado, já não estava assim com muito espírito para desfrutar ao máximo da actuação deles. Análise final, festa extraordinária, cansativa e divertidíssima, gostava que para o próximo ano tivesse outra vez um bom cartaz para mais uma vez ir a Pindelo dos Milagres.


quinta-feira, agosto 22, 2019

Vagos Metal Fest 2019

Já começa a ser uma tradição anual do mês de Agosto, a ida até à simpática vila de Vagos para o Vagos Metal Fest. Este ano o cartaz trazia 4 bandas que gostava de ouvir. À cabeça os Stratovarius que não podia perder, os Visions os Atlantis que tinha muita curiosidade, os Alestorm que achava que seria uma banda muito divertida de de ver ao vivo e finalmente gostava de rever Týr.

Devido ao alinhamento das bandas, os Týr tocavam num dia, os Alestorm noutro dia e no último dia tocavam os Visions of Atlantis e os Stratovarius. Infelizmente não conseguia despender tantos dias, por isso decidi ir ao último dia, por ser o dia que tocavam as bandas que mais queria ver e conseguia ver 2 bandas das que queria.

O que posso dizer do concerto dos Visions of Atlantis é que foi curto, soube a pouco. Apesar de ser uma banda já com alguns anos, o que acho é que devido a algumas indefinições, a constantes saídas e entradas de elementos, a banda ainda não se conseguiu afirmar devidamente. Isto levou a que fosse das bandas com menos tempo de actuação, sendo das primeiras bandas do dia a tocarem, ainda longe dos cabeça de cartaz. Para primeira vez que tocaram em Portugal foi um óptimo cartão de visita, fantástica actuação que espero que se repita brevemente com mais tempo de actuação.


Se os Visions of Atlantis tocaram pela primeira vez em Portugal, os Stratovarius já não tocavam por cá há 16 anos, e já nem esperava conseguir vê-los ao vivo. E como cabeças de cartaz tivemos um belo concerto, com uma setlist que me agradou imenso e com um tempo de actuação que já nos deixa satisfeitos. Achava que seria difícil ultrapassarem a satisfação que me deu o concerto dos Visions of Atlantis, mas os Stratovarius puxaram dos galões e mostraram que apesar da idade estão aí para as curvas. Músicas clássicas do panorama metal não faltaram ao concerto, Eagleheart, Shine in the Dark, Destiny, Black Diamon, Forever, The Kiss of Judas, Hunting High and Low e a música que mais gosto dos Stratovarius e que está na minha playlist de melhores músicas, a Unbreakable. Não sei se os voltarei a ver ao vivo, mas consegui ver uma vez, numa actuação que ficará na minha memória como dos melhores concertos que vi.


Stratovarius Setlist Vagos Metal Fest 2019 2019

sábado, abril 27, 2019

Battle Beast - Lisboa

O mais correcto para o título nem devia ser Battle Beast, mas sim Battle Beast mais Arion. Qualquer uma das duas bandas me faria ir ver o concerto, ainda por cima com as setlist que vinham apresentando nesta tour. Infelizmente perdi as 3 primeiras músicas do concerto dos Arion, até cheguei meia hora mais cedo e espanto quando entro no Lisboa Ao Vivo, a banda já estava a tocar, e como eu, muita gente deve ter sido apanhada desprevenida pois a banda estava a tocar para uma dúzia de pessoas. Nunca tal me tinha acontecido, uma falta de respeito total por parte dos organizadores que meteu a banda a tocar meia hora antes da hora indicada, e se já fiquei chateado por ter perdido 3 músicas muito mais teria ficado se tivesse perdido todo o concerto.


Gostei à brava do concerto especialmente das duas últimas músicas o Unforgivable e o At the Break of Dawn. No intervalo entre concertos acabei por estar uns minutos à conversa com o vocalista, o Lassi Vääränen, super simpático e que ficou surpreendido quando lhe disse que tinham começado a tocar antes da hora, e que ele próprio iria falar com o organizador. Foi uma pena porque muita gente perdeu o concerto e a própria banda teve pouquissímas pessoas a ver o concerto. Ainda elogiou o tempo e a gastronomia portuguesa (engraçado que todas as bandas falam das mesmas coisas sobre Portugal), eu desejei-lhe sorte para o futuro e que voltassem novamente a Portugal.

Hora dos Battle Beast, que concerto brilhante, desde a poderosa voz da Noora Louhimo à simpatia e alegria do Eero Sipilä (mais uma vez é o padrão, na maioria das bandas o baixista é o que interage mais com o público e o que chama as atenções da festa para si). Uma nota para a fatiota e caracterização da Noora, bem sei que é uma das imagens de marca da banda, mas é que salta à vista pela positiva, muito bem conseguido. Sem dúvida que esta é daquelas bandas que quando voltar a Portugal estarei lá a ver, da última vez que cá vieram não tinha ido, arrependi-me, e agora depois de os ver ao vivo ainda me arrependo mais.

Não percebo é como uma banda com esta qualidade só tem uma centena de pessoas a vê-los, e que da primeira vez tinham estado cerca de 20 pessoas, segundo eles, depois a malta aqui neste cantinho à beira mar plantado admira-se que as bandas venham a Espanha, e dêem meia volta sem passar por Portugal. Tenho de destacar as músicas Straight to the Heart, Out of Control e Eden, qualquer uma delas meteram o pessoal a saltar e aos berros, poderosas e melódicas como se quer. Uma bela noite de música.



Battle Beast Setlist Lisboa ao Vivo, Lisbon, Portugal 2019, No More Hollywood Endings 

sexta-feira, dezembro 07, 2018

Helloween - Lisboa

Vamos lá começar então pelo princípio, as bandas de suporte...ah espera..não houveram bandas de suporte! Os avozinhos tocaram durante quase 3 horas, sim um concerto, uma banda, quase 3 horas, um verdadeiro exemplo para as bandas com elementos na flor da idade que às vezes nem concertos de 1h30m conseguem aguentar. Se gosto de ir a concertos com bandas de suporte? Claro que sim, posso ouvir outros sons, que muitas vezes nem conheço, e que acabo por acompanhar. Mas não posso deixar de tirar o chapéu aos Helloween por não terem bandas de suporte para darem um concerto único de quase 3 horas e mais de 2 dezenas de músicas.

Quanto ao concerto que posso dizer? Épico! Conseguirem juntar aquele talento todo no mesmo palco foi soberbo, tantas músicas marcantes que influenciaram tantas bandas ao longo dos anos, e poder ter o privilégio de ver ao vivo este espectáculo é uma sorte. Mais de 30 anos de carreira condensados em 3 horas, que a banda agora continue junta durante muito tempo, e que edite o novo album como está prometido para 2020, com a mesma qualidade dos anteriores, e já agora que volte a Portugal para novo concerto.





segunda-feira, novembro 12, 2018

Sirenia Lisboa

De volta ao RCA Club, apesar do pequeno espaço gosto imenso do ambiente cavernoso/armazém, acho um espaço e ambiente ideal para o género de música que vamos ouvir. A primeira banda a actuar foram os Paratra, não conhecia, nunca tinha ouvido nada deles e só soube na altura quem eram. Pela sonoridade calculei logo que eram indianos, o facto de não terem baixo mas sim uma sitar, denunciava-os, e dá-lhes uma sonoridade muito única. Apesar da música ser algo básica, não foi uma má apresentação, o guitarrista "cheio de pinta", estava ali a curtir à grande e a tentar puxar pelo pouco público que lá estava. Foi bom para conhecer, mas não irá ser uma banda que irei seguir.


A segunda banda foram os Triosphere, que já os tinha ouvido há cerca de ano e meio, quando foram a primeira banda a tocar na digressão dos Sonata Artica (foram agora a segunda banda, subiram de relevância). Gostei mais deste concerto, a nível de músicas acho que estão com um melhor reportório, e essencialmente mais consistente. Além disso foi um concerto maior, com mais músicas, melhor para mostrar o que valem. Agora a voz da cantora é que me continua a irritar, no final de cada frase vai lá acima aos agudos, de forma descontrolada, em vibrato e aos gritos, não fosse essa mania as músicas funcionariam muito melhor, até eu noto que ela se está a mandar para fora de pé.


Quanto aos Sirenia devo dizer que ia com as expectativas baixas para o concerto, gosto mais das músicas mais antigas e não tanto do novo album, e como grande parte do concerto seria composto pelo novo album, não estava muito entusiasmado, mas como nunca os tinha visto ao vivo decidi ir na mesma. Ainda bem que fui porque foi um óptimo concerto, mesmo as músicas que à partida não gostaria tanto, ao vivo, funcionaram muito melhor, e a apresentação da banda em palco foi sempre muito empática e calorosa com o público. Eu já sabia que eles não estavam a tocar a música nesta tour, mas gostaria de ouvir a "Sirens of the seven seas", para mim a melhor música deles, pode ser que no futuro ainda tenha a oportunidade de a ouvir ao vivo.

Sirenia Setlist RCA Club, Lisbon, Portugal 2018, Arcane Astral Aeons

terça-feira, agosto 14, 2018

Vagos 2018

Já há uns bons meses que não ia ver um concerto, mas esta é a altura do ano que há Vagos, a Meca do metal em Portugal, e este ano voltei lá por duas bandas, que curiosamente tinha visto há menos de 2 anos. Quando soube que Kamelot e Sonata Artica iam a Vagos desejei logo que tocassem pelo menos em 2 dias seguidos para conseguir ver as 2, e quando saiu o alinhamento final e eram as 2 no mesmo dia então era mesmo imperdível. As restantes bandas que tocaram durante o dia não foram muito do meu agrado, por isso com o passar dos concertos só queria mesmo que chegássemos aos concertos que queria.

Os primeiros a entrar em palco foram os Sonata Artica, numa setlist um pouco mais baladeira do que é habitual neste tipo de festivais mas não deixou de ser um concerto muito bom, curto, mas bom. Que acabou em beleza com o Full Moon e o Life. A interacção do vocalista com o público foi sempre bastante próxima, algo que me agrada bastante, das coisas que gosto mais de ver em concertos é uma boa química entre banda e público. Neste caso é bem notório que o vocalista sobrepõe-se à própria banda em si, isto acontece com alguma frequência em diversas bandas, e no caso dos Sonata Artica acho extremamente vincado, sendo daqueles casos que se o vocalista deixasse a banda, esta muito provavelmente deixaria de existir.



Sonata Arctica Setlist Vagos Metal Fest 2018 2018, The Ninth Hour World Tour
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Avançando para os Kamelot estava com bastante expectativas para este concerto, visto que o concerto que tinha visto deles tinha tido um péssimo ajuste de som e quase não se conseguia ouvir a voz do vocalista. Primeira boa surpresa foi a presença da Lauren Hart, a vocalista dos Once Human, e que participou no último album dos Kamelot. Normalmente quando há este tipo de participações, nos espectáculos ao vivo, a voz dessas participações é gravada não é cantada ao vivo. Para além disso os Kamelot têm imensas músicas que tiveram participações de vozes femininas, e ter uma vocalista ao vivo que dê a voz a todas essas músicas é uma mais valia para quem está a ver o concerto. Depois uma setlist perfeita, as melhores músicas dos 2 últimos álbuns e todas aquelas músicas icónicas que tornaram os Kamelot grandes. Uma maravilha de concerto, boas músicas, bom som, boa interacção com o público, não poderia pedir muito mais.



Até para o ano Vagos!

quarta-feira, novembro 22, 2017

Freedom Call - RCA Lisboa

Freedom Call é uma das bandas que sigo há mais anos, nunca os tinha visto ao vivo por isso era uma oportunidade que tinha de aproveitar. Também foi a primeira vez que fui ao RCA, acho que nunca tinha visto um concerto num armazém tão pequeno, aquilo é mesmo minúsculo, tem a vantagem de ficarmos perto das bandas e de ver bastante bem o espectáculo. Acabei até por ficar na parte de cima, mesmo encostado ao palco, com uma excelente vista, e evitando ainda o som directo das colunas que estava por baixo da plataforma onde estava.

As duas bandas portuguesas de abertura, os Leather Synn e os Mindfeeder, não os conhecia mas não desgostei, acho que até foram bastante competentes. Quanto aos Freedom Call devo dizer que quem mais me impressionou foi o Dan Zimmermann, o baterista, 51 anos de pura energia. Entra em palco para o sound check, descalça os ténis, mete os óculos a meia cana do nariz e começa a afinar a bateria com o seu computador ao lado. E não é que depois, durante o concerto, o 'velhote' foi o que deu mais espectáculo. E por falar em velhote, este talvez tenha sido do público mais envelhecido que vi num concerto de metal, certamente eu era das pessoas mais novas a ver o concerto. Nunca pensei foi que uma banda como o Freedom Call, com uma carreira enorme, não atraísse muito mais público, o espaço era pequeno e mesmo assim não estava lotado, assim à vista desarmada estaria uma centena de pessoas a ver o concerto. Bom concerto, boa setlist e uma boa comunicação com o público, valeu bem a pena ter ido ver o concerto.


Freedom Call Setlist RCA Club, Lisbon, Portugal 2017, Master of Light Tour 2016/17

sexta-feira, agosto 18, 2017

Vagos Metal Fest 2017

Começando pelo início, e pelo menos agradável, a viagem até Vagos começou logo mal, acho que foi desta que o meu Opel Corsa deu o berro, ali a chegar a Santarém olho para o painel e a temperatura estava no máximo. Paro para arrefecer o motor debaixo daquele sol tórrido das 13 horas no Ribatejo, e passados 10 minutos tento retomar viagem até à próxima estação de serviço para ver o que se passava. Pois é, mas a idade não perdoa, e com os seus quase 20 anos não lhe apeteceu arrancar novamente. Chamar reboque, telefonar à minha irmã para me emprestar o carro dela, levar o carro para a oficina e arrancar novamente já eram 16h, hora que começavam os concertos. Cheguei a Vagos já por volta das 17h30m, só perdi 2 concertos e nenhuma das bandas que perdi tinha sido uma das que queria mesmo ver.

Ia ver os 2 primeiros dias do festival, o primeiro na companhia do meu colega Arthur, o segundo sozinho mas acabei por encontrar uns amigos por lá, como foi o caso do Marco que já não via há alguns anos e foi porreiro rever. No 3º dia gostava de ter visto Hammerfall, mas acho que eles voltarão cá, por isso terei oportunidade no futuro de os ver, e também não me apetecia passar mais um dia a ver concertos sozinho só para ver uma banda.

O primeiro concerto dos que queria ver era o que tinha mais expectativas, os Rhapsody, provavelmente na sua última tour (o nome da tour é farewell tour) não podia perder a oportunidade de ainda ver uma das bandas que mais me ensinou a gostar de metal.  Foi sem dúvida um concerto nostálgico, com músicas que oiço desde os tempos que comecei a gostar deste género musical. O vocalista num óptimo português sempre com uma comunicação muito amável com o público, deu  um toque extra a um concerto que só por si valeu o bilhete deste dia. Houve uma dada altura que me cheguei a interrogar se era um playback que estava a cantar, mas não, simplesmente o vocalista mudou o registo vocal nessa música, e que grande voz que ele tem parecia o seu compatriota Pavarotti.


De seguida Arch Enemy. Não era uma banda que eu tivesse especial expectativa, nem que goste particularmente do subgénero mas foi um bom concerto. Se há sexyness numa mulher a cantar guturais a Alissa White-Gluz representa-o. Muito melhor do que estava à espera e a música com que abriram o concerto, a The World is Yours do novo album, foi um dos momentos mais interessantes do concerto. Além disso também gostei da actuação do guitarrista Jeff Loomis, pareceu-me bastante bom tecnicamente e com uma boa presença em palco.


Para acabar o primeiro dia, o concerto que mais me desiludiu dentro dos que mais esperava. Não é que tenha sido mau, mas a apresentação dos Therion não foi nada de especial, talvez pela setlist não ser do meu agrado, talvez por já estar demasiado cansado para apreciar o concerto, não sei, mas teria ficado desiludido se tivesse ido para os ver.

No segundo dia fui surpreendido por uma banda portuguesa que não conhecia, os Hills Have Eyes. Não gosto muito daquele american headbang misturado com guturais, mas até funcionam muito bem no final, ao ponto de ter visto o concerto todo com bastante atenção e depois de andar pelo youtube à procura de músicas para conseguir perceber melhor o estilo deles. A mensagem do vocalista foi muito inteligente e concordo profundamente, quem gosta de metal não deve criticar ou assobiar subgéneros que não gosta, se não gosta não ouve mas não precisa de deitar abaixo. Por falar em mensagens não me posso esquecer da última frase do vocalista da banda que tocou antes: "We are Brutality Will Prevail...peace", épico.

A única banda que já tinha visto ao vivo deste festival era os Korpiklaani. Apesar de não perceber pevas do que dizem porque cantam em finlandês, o concerto é sempre uma animação, toda a gente aos saltinhos, a balançar-se de um lado para o outro, a dançar como se trata-se de folclore português, mais uma vez um concerto super divertido. Momento alto da actuação mais uma vez a música Vodka, tal como a primeira vez que os vi. Devo confessar que sou um fã daquele acordeão e especialmente do violino, dão uma sonoridade ímpar.


De seguida ainda tocaram os Soulfly, confesso que não sabia nada desta banda apesar de serem os cabeça de cartaz do dia e haver conversas por todo o lado sobre a grande expectativa de os ver. Mal começaram a tocar percebi porque nunca tinham passado no meu radar, lá está quem não gosta de um subgénero não precisa de dizer mal, por isso decidi afastar-me da confusão e do barulho e fui-me deitar para o relvado, e tentar aliviar a dor de costas que já tinha a algum tempo e me estava a matar. Vi o concerto pelos ecrans e foi o suficiente. Aguentar este concerto foi duro, Vagos tem uma particularidade climática, de dia só se consegue estar à sombra temperaturas a rondar os 40º, assim que cai a noite temperaturas de 10º, esta espectacular amplitude de temperatura é extremamente desagradável quando os concertos começam às 16h e acabam lá para as 3h.

A espera valeu a pena, não estava assim muito confiante no concerto de Powerwolf porque não tinha gostado muito dos concertos que tinha visto no youtube, mas ainda bem que me enganei. A banda que mais gostava deste festival deu para mim o melhor concerto do festival. Sempre muito comunicativos com o público, tocaram as melhores músicas, deram show, foi mesmo muito bom. Gostei bastante do teclas, geralmente são dos músicos que se dá menos por eles, mas neste caso era tão ou mais importante que o vocalista no que toca a interacção e animação com o público. Uma nota final, foi a primeira vez que não vi encores, percebo que seja importante manter o horário dos concertos, mas nem as bandas principais fazerem encores, é um bocado redutor, ainda para mais quando em alguns casos até houve bastante tempo para desmontar e montar o palco para a banda seguinte. Fim dos concertos, 2h30m da manhã era horas de voltar a casa, umas centenas de quilómetros a conduzir depois de muito cansaço não foi pêra fácil.


quinta-feira, março 09, 2017

Sonata Artica - Lisboa ao Vivo 2017

Os Sonata Artica é uma banda que sigo há vários anos, e apesar da setlist que traziam para esta tour não ser a que eu escolheria se pudesse, não queria perder a oportunidade de os ver ao vivo. As bandas de suporte não as conhecia até uns dias antes do concerto quando fui ouvir as setlists, e confesso que não fiquei muito impressionado, nos últimos tempos foram as piores bandas de suporte que ouvi (não podemos ter sempre a sorte de ter bandas de suporte como os Accept). A primeira banda a actuar foram os Triosphere. Tecnicamente muito competentes, desde as guitarras, ao baixo e à bateria gostei muito, bons desempenhos. Agora quanto à música, tudo me parecia muito igual, todas as músicas muito idênticas e a voz da cantora, que era também a baixista, nada de especial, ou pelo menos não demonstrou nada. Fica uma menção honrosa à última música do concerto a Heart's Dominion, que a espaços até me fez recordar os Epica.


Passando para a segunda banda, os Striker. Acho que o nome da banda não poderia ser melhor escolhido, comparando a uma equipa de futebol, parecia que só tinha atacantes, só com vertigem atacante totalmente desequilibrada. Lá está, é só a minha opinião, mas para mim a música tem de ser um conjunto de notas, acordes, que juntos estejam em harmonia, claro que as músicas têm de ter uma componente forte, geralmente os refrões, mas também de ter momentos que preparam o climax. Mesmo bandas como os Dragon Force, que são um exemplo acabado do que é speed metal, conjugam muito bem estes momentos no decorar de uma música.


Quanto ao concerto dos Sonata Artica não desiludiu em nada, talvez por ir com as expectativas mais baixas, o concerto surpreendeu-me pela positiva, óptima prestação em palco, com o som muito bem afinado. Devo dizer que o espaço do Lisboa ao Vivo, não me agrada muito a nível sonoro, já quanto lá vi Kamelot achei que o som estava péssimo, e neste concerto voltei a achar que as bandas tiveram imensas dificuldades em afinar o som, mas os meus parabéns para a equipa dos Sonata Artica que conseguiram o melhor som das 6 bandas que já lá ouvi.

As músicas que mais queria ouvir eram as mais clássicas, especialmente a FullMoon, contudo, para mim o momento alto da noite foi a Tallulah, simplesmente divinal a interpretação desta música. Do novo álbum gostei da Life e We Are What We Are.


E para acabar em beleza, finalmente levei um troféu para casa, uma das baquetas dos Sonata Artica. Ao fim de tantos concertos finalmente uma vem ter comigo, sim porque foi lançada praí 2 metros ao meu lado, só que aquela quantidades de mãos que a tentaram agarrar fizeram-na ressaltar mesmo para os meus braços, onde ficou presa entre o meu antebraço e o meu peito, quando olhei até meio incrédulo e reparei que a tinha agarrado. Probabilisticamente já estava na altura de ser bafejado pela sorte.


Sonata Arctica Setlist Lisboa ao Vivo, Lisbon, Portugal 2017, The Ninth Hour World Tour

segunda-feira, janeiro 23, 2017

Sabaton - Coliseu do Porto 2017

Depois de há 2 anos atrás ter visto Sabaton pela primeira vez, no Hard Club no Porto, era certo que quando eles voltassem que teria de ver o concerto. Mais uma vez estes meninos decidiram tocar só no Porto, por isso lá fui eu, na companhia do Mário Santos e dos seu irmãos, numa sexta feira ao final da tarde até ao Porto para depois voltarmos a seguir ao concerto.

A primeira banda a actuar foram os Twilight Force. Só os conheci no início da semana quando soube que seriam a primeira banda a actuar no concerto. Mais uma banda sueca (segundo estudos o país das mulheres bonitas, e com ou sem estudo de certeza o país do melhor metal), ao estilo dos Dragon Force, com aquele speed metal como se fosse uma corrida a ver quem consegue tocar mais notas durante uma música. Mas ao contrário dos Dragon Force, o concerto ao vivo é melhor que em album, afinados, sem mandarem pregos a torto e a direito, e uma óptima apresentação em palco. Até aquela voz aguda do vocalista que não gostei muito, ao vivo passava ao lado, porque o geral era bastante bom. É difícil este tipo de bandas ter sucesso, porque tocam para um público alvo pequeno, mas dentro do género gostei muito.



De seguida vieram os Accept, a razão pela qual o Mário foi ver o concerto. A melhor coisa que posso dizer desta banda, que também conheci há pouco tempo graças ao Mário, é que os avozinhos rockão como se tivessem metade da idade que têm. Devia levar uma chapada por não conhecer esta banda, sonoramente muito idênticos a Scorpions, não fossem também alemães. Das coisas que mais gostei de ver nesta banda foi a clara felicidade e prazer que demonstraram durante o concerto, um sorriso enorme do Wolf Hoffmann, era mais do que notório o prazer que lhes estava a dar estar ali a actuar. Outra nota muito positiva foi o palco, estava tão bem arranjado que julguei que já seria o palco para os Sabaton. Espantoso o espectáculo que deu uma banda que é mais velha do que eu, ou seja, quando eu nasci já eles andavam por aí a fazer música da boa.


As duas bandas guest foram muito boas mas quem me fez ir ao Porto foram os Sabaton. Uma nota inicial, só para ficar já aqui o que para mim foi o menos bom do concerto. Há 2 anos uma das coisas que mais gostei no concerto foi o facto de parte da setlist ter sido decidida pelo público durante o concerto, este ano a setlist foi igualzinha aos outros concertos desta digressão, não houve qualquer surpresa. Não sei se a nível de número de pessoas foi muito diferente de há 2 anos, mas talvez pelo Coliseu do Porto ser um espaço maior, e estar para aí a meia casa, dava a ideia de estar menos gente que há 2 anos atrás.

O concerto começou a abrir tal como há 2 anos, com uma das minhas músicas preferidas o Ghost Division. A força desta música levou o concerto logo para um patamar altíssimo, toda a gente a cantar saltar, braços no ar, aplausos, uma óptima interacção entre banda e público. Outro dos momentos altos da noite foi a versão acústica do The Final Solution, absolutamente linda e brilhante, para quem acha que estas bandas são só músicas fortes aqui está um belo exemplo do contrário, um belo momento intimista. Por fim a outra música que tinha curiosidade de ver ao vivo era a Shiroyama, do novo álbum, e por isso nunca a tinha visto ao vivo. O único erro aqui foi não ter sido a última música do concerto, para acabar o concerto em grande estilo. Mais um grande concerto, e sem dúvida esta banda está a tornar-se numa das minhas bandas de eleição. Agora só faltava fazerem um concerto em Lisboa, e já agora senão fosse pedir muito, dedicar uma música a uma batalha ou herói português afinal somos uma das nações mais antigas do Mundo, e quando Sabaton vêm cá são sempre super acarinhados pelo público.

terça-feira, novembro 08, 2016

Tarja na Aula Magna - 2016

Esta foi a 2ª vez que fui ver Tarja, e também foi a 2ª vez que fui à Aula Magna, e voltei a ter a mesma sensação da primeira vez, é uma sala espectacular, sonoramente soberba mas aqueles cadeirões confortáveis nada têm a ver com este tipo de concertos. Quanto à primeira banda os The Shiver, que posso dizer? Não tenho grande coisa para dizer, não me aqueceram nem arrefeceram, não gostei nem desgostei da música.


A 2ª banda foram os Sinheresy. Reportório muito mais interessante e como banda nota-se que está mais consolidada. Para mim cometeram o erro de tocarem a melhor música logo a abrir o concerto, o que depois acabou por dar a ideia que fizeram sempre um concerto em decrescente, apesar da última música também ser boa. Uma coisa que achei estranha e nunca tinha visto, foi os vocalistas estarem constantemente a sair de palco, 2-3 vezes durante cada música. Normalmente o vocalista sai ao fim de uma meia dúzia de músicas, não diversas vezes durante a mesma música. 


Tal como no concerto dos Kamelot, em que trouxeram os Aeverium como banda de suporte, achei que esta banda sofria do mesmo que os Aeverium, a voz masculina era muito melhor que a voz feminina, e para eu achar isso, que prefiro muito mais vozes femininas, é porque a voz masculina era bastante melhor que a feminina. Mas para concluir, achei uma banda interessante, com algumas músicas que ficam no ouvido.


Era a hora do concerto da Tarja. O concerto começou bem com  o No Bitter End e o 500 Letters, mas depois teve ali uma sequência de músicas pouco interessantes até à altura do medley dos Nightwish. Apesar de já não ser tão evidente como o primeiro concerto que vi da Tarja, continuo a achar que o reportório dela ainda é curto, 5 músicas seguidas que normalmente não entrariam num concerto se o reportório fosse melhor indica isso mesmo, e acrescentando a isso o facto de ainda ter de recorrer a músicas da altura em que era a vocalista dos Nightwish. O medley foi o ponto de viragem do concerto, a seguir a este foi tocar tudo o que de melhor tem a Tarja como cantora a solo. A parte mais intimista do concerto veio logo de seguida, quando ela e a banda se aproximaram do público, e em acústico tocaram uma série de músicas. Nesta altura comecei a pensar até que ponto a Tarja se quer afastar daquele perfil metaleiro, e que se calhar se fosse portuguesa seria cantora de fado, foi um registo muito mais calmo e melodioso.


A partir daqui e até ao fim a toada foi mais energética, músicas mais fortes, que levantaram o público e meteram muita gente aos saltos. Não posso dizer que foi a parte que gostei mais do concerto, pois o medley dos Nightwish também me agradou bastante, mas foi uma maneira muito boa e forte de acabar o concerto. Outra coisa que indica que o reportório ainda é pequeno foi a música de encerramento do concerto, que por norma é a música mais forte de um artista ou pelo menos é a música do último album que mais fica no ouvido, neste caso a música de encerramento voltou a ser o Until My Last Breath, tal como tinha sido à 3 anos atrás.


Tarja Setlist Aula Magna, Lisbon, Portugal, The Shadow Shows 2016

quarta-feira, outubro 26, 2016

Kamelot no Lisboa ao Vivo

Foi a primeira vez que fui assistir a um concerto no armazém Lisboa ao Vivo. Se a nível de aspecto se parece por exemplo com o Incrível Almadense, a nível sonoro é um pouco pior, não sei se pela má colocação das colunas, pelo tipo de isolamento, nomeadamente do tecto em chapa, sei que o som não me pareceu muito bom.

Já que comecei a falar pelo som, quando entrei ainda estava pouca gente e acabei por ir lá para a frente para ao pé do palco, fiquei mesmo frente às colunas...estúpido...via bem, mas sem tampões aquilo estava agressivo, ao fim do concerto da primeira banda tive de andar duas filas para trás. 

Falando então da primeira banda os Withem, ouvi pela primeira vez 2 dias antes do concerto e até me pareceram bem. No entanto ao vivo não foi assim tão bom, mega simpáticos, boa interacção com o público, mas pior que uma mulher a cantar gutural é ter um homem a guinchar constantemente como se tivesse entalado algo no feixe das calças. Conheci-os mas não fiquei fã e não vou perder muito tempo a seguir a sua carreira. Este era o último concerto desta tour, e sendo o último concerto normalmente acontecem sempre brincadeiras extras. Qunado tocavam a última música entram em palco os bateristas dos Aeverium e dos Kamelot e começam a roubar pratos ao baterista. Como acharam que ele se estava a safa ainda lhe roubaram uns tambores, a actuação dos Withem acabou assim no meio de risadas e brincadeiras.


Avançando o espectáculo de seguida vinham os Aeverium. Também ouvi pela primeira vez esta banda 2 dias antes, e também me pareceu bem, neste caso foi uma confirmação que eram bons e para dizer a verdade ainda gostei mais deles ao vivo que quando ouvi os vídeos no youtube. Têm uma sonoridade muito própria, em alguns momentos devido ao som mais electrónico, digitalizado, com uma voz mais melódica e outra mais agressiva até me podem fazer lembrar Linkin Park ou Amaranthe, mas sem dúvida que se voltar a ouvir músicas deles os reconhecerei. 

A voz masculina era especialmente boa, com um aparelho respiratório considerável e uma dinâmica em palco soberba, boa comunicação, boa atitude, a dar tudo o que tinha. A voz feminina era afinada sim, mas lá está, num aparelho respiratório pequenino é difícil aguentar as notas. Para além disso era mais tímida e a interacção com o público ficou sempre a cargo do elemento masculino. A brincadeira do rouba baterias virou-se agora contra os Aeverium, além de roupa interior a voar pelo palco dos elementos dos Withem, o baterista dos Aeverium ficou praticamente sem bateria, só com 2 pratinhos e 2 tamborzinhos. Nisto o vocalista virou-se - "É pá mas a gente ainda quer tocar mais 1 música, desta vez esta não era a última, não querem devolver qualquer coisinha só para desenrascar?". Muito boa actuação, voltem para comer a nossa deliciosa comida como disseram, e já agora para tocarem outra vez.


Faltavam os Kamelot como prato principal. Mal começa o concerto apercebi-me logo que o som estava mal configurado, a bateria super alta a voz super baixa mal se ouvia, acho que durante o concerto ainda tentaram corrigir isso, mas mesmo assim achei que todo o concerto não estava com o som muito bem afinado o que foi desde logo uma pena.

A set list do concerto foi aquela que esperava e que era do meu agrado, gostava de quase todas as músicas. Mas sem dúvida que a que me dizia mais era a velhinha "Center of the Universe", ouvir esta música ao vivo só não foi o máximo por causa das afinações do som, mas mesmo assim é das músicas que mais gosto.



Gostei também que em certas músicas os vocalistas dos Aeverium tenham participado, acrescentou mais poder à parte vocal. Uma óptima opção foi substituírem a voz da Alissa White-Gluz nas músicas onde ela participava no album pela voz da vocalista dos Aeverium, está bem que a voz de uma não tem nada a ver com a voz da outra, mas para mim é preferível a ter uma voz gravada por trás. Tenho ainda de realçar a música "Forever", uma música que em album tem 4 minutos, no concerto foi tocada durante mais de 15 minutos, devido à interacção com o público que foi mais uma vez mega para os artistas, aquele refrão foi cantado vezes sem conta, primeiro a pedido e depois de uma forma natural por toda a gente dentro do armazém. Com este público todos os artistas que passam por cá só podem querer voltar, às vezes podemos não ser muitos, mas sem dúvida sabemos acarinhar e reconhecer o bom trabalho das bandas.


Kamelot Setlist Lisboa ao Vivo, Lisbon, Portugal, Haven World Tour 2016

sexta-feira, setembro 09, 2016

Nightwish - Coliseu de Lisboa 2016

Finalmente 8 anos depois, os Nightwish voltaram a Portugal. Em 2008 foi um óptimo concerto, com uma setlist com base no que para mim foram os 2 melhores álbuns dos Nightwist, o Once e especialmente o Dark Passion, por isso ia para este concerto com a sensação que não podia ser melhor que há 8 anos atrás.

Começando pela banda de suporte...quem eram eles mesmo?! Percebi que eram portugueses e que provavelmente tocavam juntos à 6-7 anos. Péssima apresentação, venderam-se muito mal, não percebi o nome da banda, o nome dos elementos, etc, além de não aparecerem referidos em nenhum local no site dos Nightwish, nos bilhetes ou na divulgação do concerto. Sei que vou ser contestado pela minha opinião, mas preferia ter uma banda de suporte que não fosse portuguesa, porque sendo portuguesa tenho mais oportunidades de ver se quiser, e trazer uma banda de suporte que realmente acrescentasse algo. Por exemplo em Sabaton trouxeram como guests KorpiklaaniTýr, estes últimos não conhecia e fiquei fã; Epica trouxe DragonForce da 2ª vez que os vi e da 1ª vez trouxeram Xandria e Stream of Passion.


Indo para o concerto de Nightwish, e para acabar com os pontos negativos, que palco tão pobrinho, demasiado simples, cenário básico, sem fumos, sem pirotecnia (em concertos em recintos fechados é pouco usual), achei um pouco desleixado para uma banda do nível dos Nightwish. Olhando para a setlist as 2 músicas que mais me chamavam a atenção era a "Storytime" e a "Last ride of the day". Essas 2 músicas realmente foram as que gostei mais, mas fui agradavelmente surpreendido por algumas das músicas clássicas dos primeiros álbuns que não contava que fossem tocadas.



A nova vocalista a Floor Jansen, que já conhecia de ReVamp e After Forever, parece encaixar bem na banda, gostei da actitude, é mais dinâmica e metaleira que a Anette, quanto a voz não sei se é uma melhoria, mas é só uma opinião polémica. Vamos lá ver por quanto tempo será a vocalista dos Nightwish ou se estes vão começar a ficar conhecidos como um cemitério de vocalistas. E por fim o público, fenomenal, como podem estar 8 anos sem vir a Portugal com um público destes, um ambiente absolutamente fantástico num Coliseu de Lisboa a rebentar pelas costuras. Devo dizer que estou curioso pelo próximo álbum dos Nightwish, é uma banda que mudou muito nos 2 últimos álbuns e gostava de saber qual é a trajectória para o futuro deles, julgava que o Imaginaerum tinha sido um álbum à parte por ser para um filme mas o Endless Forms Most Beautiful foi novamente um álbum estranho, pessoalmente gostava que voltassem mais ao registo antigo, mas próximo do Dark Passion.


Nightwish Setlist Coliseu dos Recreios, Lisbon, Portugal 2016, Endless Forms Most Beautiful

quarta-feira, novembro 18, 2015

Gamma Ray - Paradise Garage

Há coisas que são como o vinho do Porto, e os Gamma Ray são um desses casos, parece que ficam melhor conforme a idade passa por eles. Estão em tour a festejar os 25 anos, e ontem deram um concerto cheio de energia e de boa música no Paradise Garage. Num público mais envelhecido do que habitual, até me sentia dos mais novos, viam-se muitos carecas e alguns cabelos compridos mas com aquela careca à monge na parte detrás da cabeça, era dia de old school.

Mas vou começar pelo início, pelas bandas suporte, devo confessar que não conhecia nenhuma delas até ao dia anterior ao concerto, e depois de ouvir meia dúzia de música de cada uma delas fiquei logo com a ideia que eram uma excelente escolha, o que se veio a confirmar. Quanto a mim foram uma excelente escolha porque eram homogéneas com os Gamma Ray, com um género e sonoridade muito próximos por isso quem iria ver Gamma Ray também não desgostaria das outras bandas. Lembro-me agora de repente, no mesmo Paradise Garage, quando fui ver Epica que detestei a primeira banda que tocou, lá está, não tinha nada a ver com Epica nem com o meu gosto musical.

A primeira banda foram os britânicos Neonfly, apesar de já existirem desde 2008 pareceram-me ainda uma banda pouco madura, gostei bastante da musicalidade, mas não têm nada de novo, existem bandas com som idêntico mas melhor. Depois o vocalista tem uma voz pequena e o volume do micro estava claramente baixo, o instrumental abafava quase por completo a voz. Fazendo uma análise da actuação, e apesar destes pontos, claramente foi positiva, gostei, e vou seguir com mais atenção os Neonfly daqui para a frente.


De seguida vieram os Serious Black e que grande actuação fizeram. Conseguiram ter uma presença em palco que os Neonfly nunca conseguiram ter, souberam impor o ritmo certo ao concerto, com uma mescla de músicas mais fortes e baladas mais melodiosas, puxando pelo público quando este estava pronto a responder aos reptos. Curiosamente, o primeiro momento que os Serious Black se destacaram foi num pequeno cover, meia dúzia de acordes ao Rock You Like a Hurricane dos míticos Scorpions. Mas para mim o momento mágico do concerto deles foi na música que já esperava antes do concerto, o High and Low, que início de música e que refrão, cheio de energia, cheio de força, e só não foi o momento da noite porque os Gamma Ray tiveram pelo menos 2 momentos de inspiração em que o público respondeu de forma efusiva.


Bem, vamos lá ao prato principal, os Gamma Ray entraram logo para partir a loiça, uma interpretação magnífica do Heaven Can Wait, ganharam logo o público para o resto do concerto, dificilmente podiam começar melhor. Mas o momento da noite foi tirado do fundo do baú com o hino escrito por Kai HansenI Want Out, entrega total da banda e do público numa comunhão quase perfeita e raramente vista. Depois disto foi seguir em velocidade de cruzeiro, logo de seguinda Valley of the Kings, talvez a música que mais goste de Gamma Ray. E energia não faltava, já quase no fim do concerto um medley de cerca de 15 minutos - "Onde estes velhotes vão buscar tanta energia!?" - pensava eu. Para terminar em grande o Send Me a Sign, belo concerto, praticamente 2 horas de Gamma Ray, definitivamente estes "velhos" têm muita energia.


segunda-feira, dezembro 15, 2014

Sabaton - Hard Club

Foi uma autentica invasão viking o que se passou no Hard Club no Porto, sim, fui de propósito ao Porto ver um concerto, ainda por cima à mesma hora do Porto-Benfica, e não me arrependi mesmo nada.

A primeira banda a entrar em acção foram o Týr, ouvi a primeira vez quando soube que guests os Sabaton traziam, se aos primeiros acordes não me entusiasmei depois de ouvir algumas músicas achei que seria uma banda interessante. O concerto foi muito bom, gostei bastante e se voltarem cá, seja como guests ou como cabeças de cartaz vou tentar ir ver outra vez. Uma sonoridade bem nórdica a lembrar aqueles filmes épicos da época dos vikings, não fosse a banda oriunda das ilhas Faroé.



Seguiram-se os peculiares Korpiklaani com a sua sonoridade folk sustentada no acordeão e no violino. Era uma banda que já conhecia antes e que para mim tem um grande handicap, o facto de cantar quase todas as músicas em finlandês o que torna um bocado impossível acompanhar as músicas enquanto actuam. Tudo o resto é porreiro, aliás esta era uma banda que em algumas músicas até os levaria a tocar lá na terra da minha avó, uma música mais tradicional e bem disposta que deixou muita gente de sorriso nos lábios, a tal ponto que ainda deu para ensaiar o comboio (como se tivessem a tocar o "Apita o Comboio") pelo meio da sala praticamente esgotada. Se fazia questão de voltar a ouvir Týr, sim, se fazia questão de voltar a ouvir Korpiklaani, não, foi giro, gostei mas não é uma banda que tenha uma sonoridade que me entusiasme por aí além.



E estava na hora dos Sabaton. Tenho de começar por dizer que se eu tocasse  numa banda queria tocar todos os dias no Porto, não me lembro de ver ambiente tão caloroso para uma banda, e provavelmente este foi o concerto que vi em que houve uma melhor simbiose entre banda e público. A banda puxava pelo público, o público puxava pela banda, entre cada música o público a gritar em uníssono - "Sabaton...Sabaton...Sabaton" - como o vocalista disse em bom português, depois de perguntar a alguém do público, de arrepiar.



E pela primeira vez vi uma coisa, o alinhamento tinha algumas músicas definidas mas outras era o público que escolhia, tipo discos escolhidos, o vocalista perguntava entre a um leque de músicas qual seria a seguinte, e o público é que decidia a música seguinte. Momento alto da noite, o público começa a cantarolar do nada o "Swedish Pagans", o vocalista de boca aberta começa na brincadeira a dizer que aquela música não estava no alinhamento e por isso não a iam tocar, depois algumas brincandeiras entre os membros da banda aí veio o "Swedish Pagans".Gostava de ter o vídeo do concerto inteiro porque foi realmente épico, o chão a abanar com os saltos, a forte música bélica mas ao mesmo tempo muito agradável ao ouvido, um ambiente verdadeiramente fantástico.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Epica - Paradise Garage

Tenho de começar por dizer que Epica merecia um espaço bem maior que o Paradise Garage, apesar do excelente ambiente que aquele espaço proporciona, é ridiculamente pequeno para uma banda como Epica, reforçada ainda por cima com os guests de luxo como os DragonForce, que só por eles mereceriam um espaço maior que o Paradise Garage.

A primeira banda a actuar foram os Dagoba, não conhecia, ouvi só 1-2 músicas antes do concerto e não perdi nada, puro barulho indiscriminado, só serviram mesmo para aquecer o público com a boa presença de palco e não há muito mais a dizer.

De seguida DragonForce, estava bastante curioso para os ver ao vivo, aliás como já tinha visto Epica ao vivo este seria mesmo o prato principal para mim porque era a novidade. Sabia que não poderia esperar a 'pureza' musical das músicas que eles tocam nos álbuns, pois aquelas guitarradas são simplesmente insanas. Gostava mais do vocalista original, não sou muito de fazer comparações entre ex-elementos das bandas, mas neste caso acho que foi um decréscimo acentuado.

A cada música eram solos e solos de guitarra, masturbação guitarrista no seu máximo...até que houve uma quebra da electricidade e como o Herman Li disse - "Mas nós tocamos guitarra eléctrica, a falta de electricidade nem é um problema!" - bem, mas eles como banda experiente que são lá tiraram o coelho da cartola, o gajo que mais fica na sombra na banda, o baterista, começa a sacar um solo de bateria naqueles minutos que corrigiam o problema da falta de electricidade, muito bom nunca deixando o público 'morrer'. E para finalizar nada mais, nada menos que "Through the Fire and Flames", deixo aqui o vídeo que filmei, o som não é o melhor mas dá para ter uma ideia do que estes meninos são capazes de fazer ao vivo.


E estava na altura dos Epica depois de os ter visto há 2 anos atrás no Incrível Almadense já sabia mais ou menos o que esperar, mas eles surpreenderam-me, gostei muito mais deste concerto, mais energéticos, mais comunicativos e um excelente alinhamento. Apenas umas 4 músicas estavam repetidas entre os 2 concertos, por isso foi bom ouvi-los pela 2ª vez.

Mas esta era a noite dos solos de bateria, a meio do concerto o Ariën van Weesenbeek dirige-se ao público num português muito aceitável (com certeza as frases estavam ensaiadas) o que o deixou logo com o público na 'mão', e a seguir a isso vai para a bateria pois estava na altura de um brilhante solo. A seguir a isso ainda veio o que para mim foi o momento alto da noite com o Unchain Utopia, talvez a música que mais goste de Epica, se tivesse sido a última música do concerto teria sido o encerramento com chave de ouro.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Concerto OneRepublic

Para começar não confundir One Direction com OneRepublic, só veria um concerto de One Direction depois de ter cortados os pulsos e me ter esvaído em sangue. Devo dizer que ia para o concerto com expectativas moderadas, apesar de considerar uma boa banda o género musical não é bem que normalmente vejo em concertos. Depois do concerto só tenho a dizer - "Que concerto FENOMENAL!".


Dificilmente poderia pedir melhor concerto, estes OneRepublic só confirmaram a impressão que tinha deles serem uma grande banda, bons musicalmente, instrumentalmente, na composição e talvez a melhor voz masculina que já ouvi ao vivo. Ainda para mais fiquei com a ideia que são uma manda extremamente versátil a nível de estilo, acredito que se eles tocassem música clássica seriam igualmente bons, assim como se tocassem new metal.


Como nota final, e devido a ter ido ao concerto, não consegui ir à prova Klodinke Lisboa, apesar de estar inscrito. Além de me ir divertir de certeza, porque adoro este tipo de provas, o facto é que a equipa pela qual eu ia participar ganhou a prova no meio de centenas de equipas. Vou pensar que se eu tivesse participado teria induzido a equipa numa decisão incorrecta que não os deixaria ganhar a prova, assim não se torna tão frustrante não ter ido à prova. Aliás, já é a segunda prova este ano que não consigo ir e a equipa pela qual iria acaba por ganhar...começo aqui a ver um padrão, eu sou o elo mais fraco e quando pedir substituição candidatem-se porque a equipa vai ganhar! Mas não posso deixar de ficar contente pelo Pedro, os meus parabéns e não te esqueças de mim para o ano que vem quando for para fazer a equipa.

sexta-feira, agosto 22, 2014

Ana Moura no Casino Estoril

Ontem cheguei a casa bastante cansado e já algo tarde, e devo dizer que a minha vontade de sair de casa não era muita ou nenhuma. Mas tinha alguma curiosidade em ver Ana Moura ao vivo, já a tinha visto cantar uma vez mas só uma canção, e fiquei bastante agradado com a voz dela, por isso queria ver como seria um concerto um bocadinho maior.

Como estão a decorrer as Festas do Mar, e cantava Olavo Bilac na baía de Cascais, pensei que as pessoas se iriam dividir um pouco e que não ia estar assim tanta confusão, mesmo assim não arrisquei e fui até ao casino de mota. Boa decisão a minha, não sei como estava o concerto do Olavo Bilac, mas o casino estava à pinha para ver Ana Moura, grande confusão, imensos carros, e eu a passar pelo meio da confusão e a estacionar a mota mesmo à porta.

Quanto ao concerto em si, o tipo de música não é o que mais me agrade, mas não posso deixar de gostar do que oiço, belíssima voz da Ana Moura, superiormente acompanhada pela guitarra portuguesa, mais ou menos 1 hora de concerto, de um fado mais moderno, mais actual. Bom espectáculo.

terça-feira, abril 22, 2014

Tragic Comic - Come back

Depois de um sábado super desgastante onde o meu corpo só pedia descanso, haviam poucas coisas que me fizessem sair do conforto de casa ao final do dia. Bem mas o regresso dos Tragic Comic, depois de 7 anos desde a última vez que os vi ao vivo, estava marcado para essa noite no Cine Incrível de Almada, já estava com saudades de os ver ao vivo e não podia perder o show.

Mais velhos, mais maduros, mas com a mesma qualidade musical e força de palco que os caracterizava. Estou muito contente pelo regresso, que espero que seja mesmo regresso definitivo, e ainda com mais sucesso que a primeira vez.

Bem sei que Portugal é um país de música pimba (só assim se explica a música que ganhou o festival da canção...ou não), que as bandas que sobrevivem são aquelas que durante os Verões andam a fazer os bailaricos nas terrinhas, mas depois existem imensas bandas com uma qualidade incrível que têm dificuldade em impor-se devido à cultura portuguesa. Um bem haja para o vosso regresso Tragic Comic...


terça-feira, março 11, 2014

Scorpions - MEO Arena

Pronto, agora já têm autorização para se reformarem, já os consegui ver ao vivo, consegui ter o privilégio de ver uma das bandas que vai ficar para a história. Devo dizer que fiquei impressionado com a moldura humana, quando me disseram que estava esgotado pensei que não ia encher tanto por razões de segurança, mas a Meo Arena estava totalmente a abarrotar, com uma multidão o mais diversificada que se possa imaginar, abrangendo diversas gerações, provando que não existe um público alvo para estes monstros da música.


Apesar da idade dos elementos dos Scorpions (já uns sessentões), e com quase 50 anos de carreira, a banda consegue dar um concerto electrizante, durante 2 horas, sem necessitar de guests para aquecer o público. Estes 'avôzinhos' mostram a alguns 'putos' como se consegue ter energia para dar um concerto desta dimensão.


O problema de ver um concerto com esta dimensão na Meo Arena é que ficamos um pouco longe do palco, contudo a forma energética e sempre comunicativa dos Scorpions não deixava morrer o concerto mesmo estando eu algo longe da acção, e o público também retribuiu sempre, não admira que Portugal seja um dos locais preferidos desta banda. Fiquei surpreendido com a qualidade vocal do Klaus Meine, não esperava que com a idade que já tem mantive-se o nível quase intacto que o notabilizou.


Em relação ao alinhamento do concerto eu  já sabia mais ou menos o que esperar depois dos concertos de Madrid, calculava que não iria ser muito diferente. Gostava que tivessem cantado mais clássicos, um dos álbuns que gosto mais é o 'Pure Instinct' e nem uma musiquinha para amostra, o concerto foi mais centrado no album 'Sting In The Tail'. Mais uma vez há os rumores que esta é a última vez que passaram em Portugal numa tour, vamos lá ver se será realmente verdade ou ainda os vou conseguir ver ao vivo outra vez.

Scorpions Setlist MEO Arena, Lisbon, Portugal 2014, Rock 'n' Roll Forever Tour